sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

UFS libera segundo edital para concurso de professor

A UFS liberou mais um edital de concurso para professor efetivo com sete vagas para o campus de São Cristóvão. São duas vagas para Economia e uma para Educação Física, Engenharia de Pesca, Sistemas de Informação, Letras e Música. Veja a retificação n° 4.

Os interessados podem se inscrever na Divisão de Recrutamento e Seleção de Pessoal (Diresp), localizada no prédio da Reitoria/campus de São Cristóvão, pelo período de trinta dias corridos contados a partir de 21 deste mês, exceto aos sábados, domingos e feriados e os dias 4, 5 e 6 de fevereiro.

Veja o requerimento de inscrição, a resolução que regulamenta concurso de professor na UFS e o prazo do concurso.

Primeiro edital
No último dia 7 a UFS havia divulgado o primeiro edital para concurso de professor efetivo de 2008. As inscrições estão abertas pelo período de trinta dias corridos contados a partir de 9 deste mês, exceto os dias 4, 5 e 6 de fevereiro.

No total são 29 vagas: 20 para o campus de Itabaiana e as demais para o campus de São Cristóvão.

Os interessados também inscrevem-se na Divisão de Recrutamento e Seleção de Pessoal (Diresp).

Edital para técnicos
A UFS pediu ao Ministério da Educação (MEC) 89 vagas de técnicos administrativos, sendo 43 de nível médio e 46 de superior, para o campus de São Cristóvão.

A expectativa é de que ainda esta semana a solicitação seja atendida para que a instituição de ensino possa lançar o edital que já está pronto.

Outras informações sobre concursos pelos telefones (79) 2105-6442/6518.

Fonte: Ascom /UFS

Crianças são as mais afetadas por acidentes causados por escorpiões

Um levantamento epidemiológico realizado no Centro de Controle de Intoxicação (CCI), vinculado ao Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), destacou a alta incidência de acidentes graves causados por escorpião envolvendo crianças. Dos 29 casos graves atendidos no HC entre janeiro de 1994 a dezembro de 2005, 28 eram de pacientes com menos de 14 anos.

Foram analisados 922 casos presenciais de acidentes com escorpiões ocorridos em Campinas e região, incluindo cidades como Sumaré, Indaiatuba, Nova Odessa, Americana e Piracicaba. O trabalho utilizou como fonte de informações a revisão do banco de dados de atendimentos do CCI e os prontuários dos pacientes internados no HC.

A gravidade dos casos foi classificada de acordo com critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde, indo de leve – quando o paciente apresenta sintomas como dor local, taquicardia e agitação – até grave, caracterizado por vômitos freqüentes, hipertonia muscular e edema pulmonar agudo, passando por casos moderados e assintomáticos.

Dos 922 indivíduos atendidos, 2,9% não apresentaram sintomas, 3,1% dos casos foram considerados graves, 11% moderados e 83% leves. “Muito dificilmente as picadas de escorpião em adultos geram casos graves. Talvez isso ocorra por eles terem superfície corporal maior que a das crianças, que são mais sensíveis ao veneno”, disse Fábio Bucaretchi, coordenador do CCI e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.

“Sabemos que, nos casos mais graves de envenenamento, as crianças picadas sofrem uma forma diferente de agressão ao miocárdio, chamada de miocardiopatia escorpiônica, que é caracterizada por vários microinfartos. Alguns trabalhos científicos evidenciam ainda que, de acordo com a idade, a resposta do miocárdio pode ser diferente a determinados agravos como a picada de escorpião. Essa é uma hipótese que deve ser perseguida e comprovada”, indicou.

Segundo Bucaretchi, quando são picados e logo começam a sentir os primeiros sintomas, muitos pacientes adultos não vão até o Hospital de Clínicas da Unicamp: são atendidos por meio de telefone pelos serviços de saúde, tomam uma medicação específica e apresentam grande melhora, conseguindo permanecer no nível de gravidade considerado “leve”.

“Por outro lado, as crianças normalmente recebem uma quantidade maior de veneno. Sua pele é mais vascularizada, o que permite uma inoculação em maior concentração na circulação sangüínea. O fato de existir diferentes respostas à toxina dependendo da idade do paciente também é uma questão que precisa ser mais bem estudada em modelos experimentais”, explicou.

Maioria masculina
De acordo com o trabalho feito no CCI, escorpiões foram trazidos para a identificação por 393 pacientes, sendo que 67,7% haviam sido picados por exemplares da espécie Tityus bahiensis e 32,3% por Tityus serrulatus.

“Mas, em 2007, o número de animais trazidos para nossa análise passou a ser equivalente entre as duas espécies. Hoje, a maioria dos casos notificados atualmente em todo o país, principalmente em Minas Gerais, São Paulo e Bahia, já está relacionada ao Tityus serrulatus, o escorpião-amarelo, que se adapta muito bem ao ambiente urbano e tem reprodução assexuada”, explicou.

O trabalho, apresentado em novembro no 15° Congresso Brasileiro de Toxicologia, em Búzios, destacou ainda que a maioria dos acidentes ocorreu entre indivíduos do sexo masculino (62,7%) e na faixa etária entre 20 e 49 anos (48,3%). As picadas foram mais freqüentes nas mãos (39,8%) e nos pés (23,3%).

No fim do ano passado, matéria sobre relatório do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) ressaltou que os escorpiões são responsáveis por 35% dos casos de envenenamento por animais peçonhentos no Brasil.

O estudo usou os dados mais recentes sobre intoxicações em humanos, referentes a 2005. Foram registrados naquele ano 84.456 casos de intoxicação em seres humanos no país, sendo que os animais peçonhentos respondem por 23.647 (28%). Desse total, 8.208 (35%) envolveram escorpiões.

“Aproximadamente 38 mil novos casos de picada por escorpião são notificados por ano pelo Ministério da Saúde. Mas existe muita subnotificação nesses dados à medida que muitas picadas não são registradas. Hoje, a mortalidade por acidentes com picadas de escorpiões no Brasil gira em torno de 30 a 55 casos anuais, sendo 80% em crianças com menos de 14 anos”, disse Bucaretchi.

Fonte: Thiago Romero /Agência Fapesp

1º Simpósio de Dosimetria Interna aplicada à Medicina Nuclear - Dosimn 2008.

Será realizado, de 8 a 11 de abril, em Recife (PE), o 1º Simpósio de Dosimetria Interna aplicada à Medicina Nuclear (Dosimn 2008). O evento é promovido pelo Centro Regional de Ciências Nucleares do Nordeste (CRCN-NE), da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen).

O tema do evento é “Terapia com radionuclídeos: aspectos dosimétricos”. Segundo texto publicado pela Cnen, o assunto é relevante para toda a sociedade, principalmente pelo uso crescente de radiofármacos em aplicações terapêuticas. Outra ponderação da comissão é a importância de se disseminar metodologias de planejamento terapêutico na área da medicina nuclear, bem como a otimização de terapias por meio de cálculos dosimétricos.

O evento é composto por mesas-redondas e mini-cursos, que abordarão aspectos dosimétricos e clínicos, apresentando novas temáticas no meio técnico-científico. Também haverá palestras com especialistas nacionais e internacionais. Entre eles: Claudio Traino, responsável pelo setor de Física Médica do Hospital Universitário da Azienda, Itália; Cristina Almeida, médica nuclear do Serviço de Medicina Nuclear Real Nuclear, Portugal; e Elaine Bortoleti, tecnologista pleno do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen/Cnen).

Informações adicionais, pelo site http://dosimn2008.com ou pelo telefone (81) 3797-8073.

Fonte: Gestão CT

IPEN utiliza radioatividade para analisar composição de cerâmicas Marajoaras

Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do Pará (UFPA) estão estudando a composição de cerâmicas originais da ilha de Marajó, no Pará, por meio da análise nuclear de seus fragmentos.

A técnica utilizada, chamada análise por ativação com nêutrons, permite desvendar aspectos como as tecnologias envolvidas na produção das peças, rotas de comércio e interações entre os povos, além de diferenciar peças verdadeiras e falsas para combater o comércio ilegal desses objetos do patrimônio histórico.

Com broca semelhante às utilizadas nos consultórios de odontologia, pequenos furos são feitos nos objetos para a extração de quantidades mínimas de pó, que é peneirado, depositado em uma estufa e irradiado no núcleo do reator de pesquisas do Ipen. Com a técnica é possível analisar, em média, entre 20 e 30 elementos químicos nas amostras, como ferro, cobalto, manganês ou alumínio.

“Irradiamos as amostras com uma fonte de nêutrons dentro do reator nuclear. Atingimos uma massa controlada de radioatividade para, em seguida, quantificar a composição química da amostra em um detector de radiação gama”, explicou Casimiro Munita, pesquisador da Divisão de Radioquímica do Ipen e responsável pelo projeto.

No detector de radiação gama, equipamento também disponível no Ipen, a amostra de pó cerâmico radioativo produz pares de íons, que são detectados pelo equipamento. A partir dos diferentes espectros de radiação gama que se formam no meio analisado, os pesquisadores determinam a concentração de cada elemento presente na amostra. “Com esse tipo de técnica é possível identificar quase todos os elementos da tabela periódica que possam existir em uma amostra de cerâmica”, disse Munita.

Utilizando métodos estatísticos para comparar a concentração dos elementos químicos nas amostras de pó de diferentes objetos, como urnas, vasos, tigelas, garrafas, pratos e estatuetas marajoaras, os pesquisadores conseguem saber quais peças são originais e quais são réplicas. As peças originais foram produzidas no período compreendido entre 1000 a.C e 600 d.C

“O método de análise por ativação com nêutrons é utilizado desde 1938. No Brasil, a técnica começou a ser experimentada em 1957, quando entrou em operação o reator do Ipen. Nesses 50 anos de operação do reator, é a primeira vez que a técnica é aplicada no estudo de objetos históricos da ilha de Marajó”, afirmou Munita.

O trabalho serviu de incentivo para a criação, em 2007, pela Câmara de Pós-Graduação da USP, da disciplina de Introdução à Arqueometria, área que estuda as propriedades físicas e químicas dos objetos arqueológicos, ministrada por Munita no Museu de Arqueologia e Etnologia.

A disciplina tem o propósito de mostrar como as propriedades físicas e químicas dos objetos arqueológicos e as técnicas estatísticas podem dar contribuição à arqueologia e ajudar a desvendar problemas que seriam de difícil resolução sem o auxílio das ciências exatas.

“Trata-se da primeira disciplina de arqueometria a ser criada no Brasil. Já temos 18 alunos de pós-graduação, que desenvolvem projetos de iniciação científica, de mestrado, de doutorado e de pós-doutorado na área”, disse o professor.

Resultados preliminares do projeto, que tem apoio da FAPESP na modalidade Auxílio a Pesquisa e da Agência Internacional de Energia Atômica, serão divulgados em publicações científicas e congressos internacionais da área no decorrer de 2008. “Já sabemos, por exemplo, a temperatura de queima das cerâmicas marajoaras originais, que era de aproximadamente 900ºC”, apontou Munita.

Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp

CONFEA inicia treinamento de especialistas da SESU / MEC

No último dia 16, o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) iniciou o treinamento de especialistas da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação (MEC) para auxiliar na regulação dos cursos de arquitetura, agronomia e engenharia.

Segundo informações do MEC, o treinamento vai auxiliar os especialistas na análise de processos de reconhecimento e de renovação de cursos de ensino superior. O ministério pretende criar um modelo para a avaliação desses cursos. De acordo com o ministério, a parceria irá permitir ainda a emissão de pareceres técnicos nos processos de avaliação.

“O conselho acompanha o exercício profissional de egressos e pode ajudar fornecendo informações sobre as condições de oferta desses cursos, o que vai facilitar na hora de finalizar os processos de reconhecimento e renovação”, disse o coordenador-geral de Fluxos e Processos de Educação Superior do MEC, Rubens Martins, em notícia divulgada pelo ministério.

O MEC criou uma Central de Atendimento para informações sobre os cursos de ensino superior, confira no endereço.

Fonte: Gestão CT

CNPq lança edital Ciências Humanas e Sociais

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio do CNPq, lançou, na última quinta-feira (17), o edital Ciências Humanas e Sociais. O objetivo é estimular e fortalecer linhas de pesquisa, no âmbito das ciências humanas, sociais e sociais aplicadas, mediante o financiamento de projetos com mérito científico que contribuam para o desenvolvimento da área no país.

Para esta chamada, será destinado um valor total de R$ 4 milhões, recursos oriundos do Tesouro Nacional, do orçamento de 2008, relativo ao Fomento à Pesquisa Fundamental. Os projetos terão valor máximo de R$ 20 mil.

As propostas devem ser apresentadas sob a forma de projeto e encaminhadas ao CNPq exclusivamente via internet, por intermédio do formulário de propostas online, no endereço: http://efomento.cnpq.br/efomento

As inscrições seguem até o dia 17 de março e o resultado será divulgado no mês de junho.

Podem participar pesquisadores vinculados a programas de pós-graduação e/ou departamentos das áreas de ciências humanas, sociais e sociais aplicadas de instituições de ensino superior, institutos ou centros de pesquisa e desenvolvimento, públicos ou privados, todos sem fins lucrativos.

A íntegra do edital está disponível no endereço eletrônico: http://www.cnpq.br/editais/ct/2008/003.htm.

Fonte: Gestão CT

MEC lança portal com informações demográficas e educacionais dos municípios brasileiros

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC), acaba de lançar um novo sistema de consulta na página do ministério voltado para pesquisas demográficas e educacionais dos municípios brasileiros.

O indicador, desenvolvido no Inep, traz 12 tabelas que contêm informações como número de habitantes e de escolas do município, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), Índice de Desenvolvimento da Infância (IDI) e taxa de analfabetismo de cada local pesquisado, entre outras categorias.

O sistema disponibiliza também dados sobre o número de matrículas em cada nível de ensino da educação básica oferecida no município, a quantidade de instituições de ensino superior, além de informações específicas sobre a rede municipal, como as taxas de escolarização nos ensinos fundamental e médio, os resultados da Prova Brasil e do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

De acordo com informações divulgadas pelo ministério, o próprio Inep será responsável por abastecer o portal com as informações, que são colhidas junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o MEC.

Mais informações: http://portal.mec.gov.br/

Fonte: Agência Fapesp

MCT e CNPq disponibilizam R$ 3,4 milhões para desenvolvimento de software

A Secretaria de Política de Informática (Sepin) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) destinarão R$ 3,4 milhões para lançamento do Edital de Residência em Desenvolvimento de Software, para apoiar e promover a consolidação de programas de especialização tecnológica.

Segundo o CNPq, serão concedidas bolsas de residência para a área de desenvolvimento de software, com objetivos de aumentar o número de profissionais e fomentar a competitividade e a presença de empresas nacionais nos mercados local e global. A iniciativa age também em conjunto com os objetivos e as metas da Política Industrial Tecnológica e de Comércio Exterior (Pitce) para o setor de software e serviços relacionados.

Poderão ser financiados projetos de interesse de empresas e consórcio de empresas, que se proponham a aplicar recursos financeiros em conjunto com recursos não-reembolsáveis do Fundo Setorial de Tecnologia da Informação (CT-Info) para projetos cooperativos, a serem desenvolvidos em parceria com instituições de ensino, científicas e tecnológicas do país.

As propostas devem ser apresentadas até o dia 3 de março sob a forma de projeto, encaminhadas ao CNPq por meio do formulário de propostas on-line, disponível no endereço http://efomento.cnpq.br/efomento .

Mais informações: www.cnpq.br/editais/ct/2008/001.htm

Fonte: Agência Fapesp