sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Mato Grosso e Santa Catarina sancionam lei de Inovação Tecnológica

O ano de 2008 começou com boas notícias para a área de CT&I, principalmente para o setor de inovação. Nesta primeira quinzena do ano, duas novas leis estaduais de inovação foram sancionadas em todo o Brasil. Santa Catarina e Mato Grosso deram este importante passo sancionando suas leis nos dias 15 e 7 deste mês, respectivamente. Em Minas Gerais, o projeto de lei já foi aprovado pela Assembléia Legislativa e aguarda a assinatura do governador, que deve ocorrer até a próxima semana.

A lei federal de inovação recebeu a sanção do presidente Lula, no dia 2 de dezembro de 2004. A legislação é atualmente considerada um dos grandes marcos regulatórios do país para a área de CT&I. Apesar de precisar de alguns ajustes, a lei incentiva os Estados a buscarem suas políticas para estimular a inovação tecnológica e garantir recursos estaduais para tal ação.

O governo do Amazonas foi o primeiro a criar a legislação estadual de inovação, em novembro de 2006, com a lei nº 3.095. Outros Estados começaram a discutir a proposta, mas os projetos de lei ficaram estagnados nas Assembléias Legislativas, como é o caso de São Paulo, que desde 2006 discute a lei no âmbito do legislativo, e do Rio Grande do Sul, cujo projeto está na Assembléia desde 2005.

Seguindo o modelo do Amazonas, Mato Grosso e Santa Catarina, alguns Estados têm mobilizado a comunidade científica e tecnológica para debater um projeto estadual de inovação tecnológica, que garanta recursos e a efetivação das parcerias entre instituições de C&T e indústrias com vistas ao desenvolvimento do país.

A equipe do Gestão C&T online fez um trabalho amplo de apuração nos Estados e buscou saber como andam os debates sobre os projetos de lei em cada um deles. Os resultados podem ser conferidos com exclusividade a seguir.

Região Centro-Oeste
O governador do Estado do Mato Grosso, Blairo Maggi, sancionou a lei complementar nº 297, no dia 7 de janeiro. A legislação dispõe sobre incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica visando alcançar autonomia tecnológica, capacitação e o desenvolvimento do Estado.

A lei mato-grossense estimula a construção de ambientes especializados e cooperativos de inovação e concede o apoio a constituição de alianças estratégicas para o desenvolvimento de projetos de cooperação.

A medida ainda determina que os projetos de inovação tecnológica devem priorizar as regiões menos desenvolvidas do Estado, com ações que visem dotar a pesquisa e o sistema produtivo regional de maiores recursos humanos e capacitação tecnológica. A íntegra da nova lei pode ser conferida no endereço.

No Mato-Grosso do Sul, o projeto está em discussão no âmbito da Superintendência de C&T da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento e da C&T (Semac). A expectativa é que o projeto seja enviado para a assembléia ainda neste semestre.

Já no Distrito Federal há uma minuta de projeto sendo discutida pelo governador José Roberto Arruda. A proposta, atualmente, está sendo analisada pela Procuradoria Geral do DF. Segundo informações da Secretaria de C&T (Sect), a idéia é ampliar o leque de incentivos que serão concedidos pela lei. O trabalho de finalização do projeto deve terminar nos próximos dez dias. A partir daí, a proposta será levada à Câmara Legislativa.

O Estado de Goiás não soube informar sobre o tema.

Região Nordeste
A Bahia possui desde 2005 o Programa Estadual de Incentivos à Inovação Tecnológica (Inovatec). Apesar de possuir um programa de estímulo a inovação, Elias Ramos de Souza, diretor de Inovação da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), disse, ao Gestão C&T online, que essa iniciativa não pode ser considerada a lei estadual de inovação. Segundo ele, uma nova lei está sendo discutida pelo governador do Estado e a expectativa é que seja apresentada à Assembléia logo depois do recesso parlamentar, em fevereiro. Souza explica que a minuta do projeto foi discutida amplamente com a comunidade acadêmica e empresarial. Ele ainda adiantou que o projeto terá a tramitação em regime de urgência. A expectativa é que a lei esteja aprovada e sancionada ainda neste primeiro semestre. A Fapesp é associada à ABIPTI.

No Maranhão, o trabalho de discussão da lei estadual está sendo comandado pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema) em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico Tecnológico (Fapema), que é uma instituição associada à ABIPTI.

“Eu não posso adiantar um prazo. A princípio essa lei deve estar pronta no meio do ano. Até junho, no máximo”, disse, em entrevista ao Gestão C&T online, Sofiane Labidi, presidente da fundação. Ele explica ainda que no Maranhão será aprovado um fundo para a inovação, que também está sendo estudado pelo governo do Estado.

Já o diretor de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte (Fapern), José Lacerda Alves Felipe, afirmou, ao Gestão C&T online, que o texto da lei potiguar de inovação está sendo elaborado por uma comissão de professores das universidades do Estado. A expectativa é que, até março, a lei seja entregue à governadora Wilma Maria de Faria. “Como não é uma lei que tem muita polêmica, esperamos que logo seja sancionada”, observou Felipe. A Fapern é associada à ABIPTI.

De acordo com o diretor-presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica de Sergipe (Fapitec), José Ricardo de Santana, o Estado ainda não possui uma lei de inovação em desenvolvimento, mas o secretário do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia de Sergipe, Jorge Santana de Oliveira, já determinou que se inicie uma discussão sobre o assunto para que uma lei deste tipo seja implantada o quanto antes. Ainda segundo Santana, seguindo a recomendação do secretário, em março, durante a Conferência Estadual de C&T, este debate será iniciado. A expectativa é de que a formulação e a aprovação desta lei aconteçam em breve. A fundação é associada à ABIPTI.

Em Alagoas, o projeto está sendo formulado pela Secretaria de Estado da Ciência, da Tecnologia e da Inovação e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Alagoas (Fapeal), ambas instituições associadas à ABIPTI. Ainda não há uma data para que a proposta seja encaminhada pelo governo à Assembléia.

Jonathas de Barros Nunes, superintendente de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico do Piauí, disse, ao Gestão C&T online, que não há nenhum projeto sobre a lei de inovação no Estado. “Há cerca de um mês, houve um simpósio sobre lei de inovação. E, agora, há um despertar para que, neste ano, sejam tomadas as primeiras iniciativas com relação à lei de inovação [estadual]”, disse.

Já no Ceará, a proposta está sendo analisada pela Assembléia estadual. O projeto de lei está na Comissão de Ciência e Tecnologia da Casa. No final de novembro, a comissão realizou uma audiência pública para discutir a proposta.

Os Estados da Paraíba e de Pernambuco não souberam informar sobre o tema.

Região Sudeste
O governo de Minas Gerais aprovou, no fim de 2007, o projeto de lei estadual de inovação. A proposição aguarda a sanção do governador Aécio Neves, que deverá acontecer nos próximos dias.

No Rio de Janeiro, a Secretaria de Ciência e Tecnologia (Sect) do Estado solicitou à Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa (Faperj) a preparação de um anteprojeto de lei de inovação, que deverá ser encaminhado à Assembléia Legislativa ainda no primeiro trimestre deste ano. A Sect é uma instituição associada à ABIPTI.

Em São Paulo, a Lei Paulista de Inovação aguarda a aprovação dos parlamentares desde 2006. O projeto já recebeu 93 emendas. A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) chegou a dizer, em documento, que a lei estadual “apresenta muito pouco incentivo à inovação nas empresas”. Ainda em documento, a Fiesp apresentou uma série de propostas que poderiam ser incorporadas ao projeto. O PL aguarda a análise do plenário da Assembléia. A tramitação da proposta pode ser acompanhada no endereço.

Já no Espírito Santo, a minuta do projeto ainda está sendo discutida na Fundação de Apoio à C&T (Fapes) e na Secretaria de C&T (Sect), que é associada à ABIPTI. Segundo informações da Sect, depois de acertado os detalhes a proposta será levada ao governador.

Região Sul
Santa Catarina sancionou, no último dia 15, a Lei Catarinense de Inovação. Entre outras ações, a lei institui o Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Conciti). Em discurso, o governador Luiz Henrique disse que a legislação consolida a organização de um sistema lógico e racional de ciência e tecnologia, capaz de articular todos os setores da sociedade catarinense, na direção de um novo e maior salto de desenvolvimento. Confira a nova lei no endereço.

No Paraná, a minuta do anteprojeto de lei passou por uma ampla discussão com a comunidade científica e tecnológica, conforme informou a Secretaria de C&T e Ensino Superior (Seti), associada à ABIPTI. A proposta está, atualmente, em trâmite interno nas secretarias para a avaliação final, antes de ser encaminhada ao governador.

O projeto de lei de inovação do Rio Grande do Sul está tramitando na Assembléia Legislativa desde 2005. Com a mudança de governo estadual, a proposta ficou parada nas gavetas do legislativo. O governo do Estado estuda um novo projeto, mas a proposta ainda não saiu do papel. Enquanto isso, o PL nº 263 aguarda a apreciação dos parlamentares. Confira a proposta que está na Assembléia no endereço.

Região Norte
Apesar de ter saído na frente, com a Lei Amazonense de Inovação, os Estados da região ainda estão pouco articulados para criarem suas leis estaduais. No Acre e no Tocantins não existe nenhum projeto neste sentido sendo discutido. Os demais Estados como Amapá, Rondônia, Roraima e Pará não souberam informar sobre tal proposta.

Fonte: Tatiana Fiuza, com a colaboração de Bianca Torreão, Danilo Godoi, Isadora Lionço e Paulo Brunet /Gestão CT

Cosméticos ajudarão a preservar a floresta amazônica

“Trata-se de uma verdadeira concepção da Zona Franca Verde em escala industrial”. Foi como o governador Eduardo Braga classificou esta semana a entrega, aos ministérios do Desenvolvimento e da Ciência e Tecnologia, do acordo firmado entre os empresários nacionais, os empresários do Amazonas e o governo do estado para a definição do Processo Produtivo Básico (PPB) que vai permitir criar em breve um pólo industrial de produção de cosméticos na Zona Franca de Manaus a partir de matérias-primas existentes na floresta.

Fruto de uma antiga discussão entre os governos federal e estadual e a classe empresarial nacional e amazônica, o PPB dos cosméticos será oficializado agora em portaria dos dois ministérios. A portaria irá consolidar nos próximos anos uma nova porta da política industrial não só do Amazonas quanto de toda a Amazônia brasileira. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, que recebeu dos empresários e do governo estadual o acordo do PPB, em cerimônia rápida no Hotel Blue Tree, prometeu assinar a portaria ainda neste final de ano ou no máximo no início do próximo.

“Os ministérios do desenvolvimento e da Ciência e Tecnologia vão preparar o mais rapidamente possível a portaria do PPB dos cosméticos. Iremos encaminhar para o presidente Lula assinar e vamos publicar em seguida”, disse o ministro, ao prever que o futuro pólo industrial de cosméticos irá ajudar a Amazônia a usar os seus recursos naturais de uma forma melhor e mais sustentável.

Além do ministro e do governador Eduardo Braga, participaram da cerimônia no Blue Tree empresários nacionais do setor, empresários amazonenses, os deputados Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Marcelo Serafim (PSB-AM) e o senador João Pedro (PT-AM). O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Perfumaria, Essências e Cosméticos (Abihpec), João Carlos Basílio da Silva classificou o acordo em torno do PPB dos cosméticos como um passo decisivo para ampliar o desenvolvimento sustentável de toda a região amazônica.

“Em termos de geração de emprego e renda, as perspectivas são otimistas, pois nós entendemos que, agora, com a construção desse Processo Produtivo Básico, o estado do Amazonas buscará, através de jornadas internacionais que mostrem o potencial da região amazônica, o interesse em atrair investimentos de indústrias que não estejam instaladas no Brasil hoje e, se vierem a se instalar, se instalem na Amazônia”, assinalou o presidente da Abihpec.

Para o governador Eduardo Braga, a aprovação do PPB dos cosméticos deve atrair indústrias que vão valorizar mais a floresta em pé do que ela no chão. Segundo Braga, a indústria de cosméticos, com o PPB como foi acordado, dará um passo “importantíssimo” para que a biodiversidade da floresta seja, pela primeira vez, utilizada em larga escala industrial pela Zona Franca de Manaus.

O governador amazonense garantiu que o futuro pólo industrial de cosméticos da Zona Franca de Manaus vai gerar renda e empregos não só na capital, mas também no interior da floresta. “A diferença entre a indústria de cosméticos e a indústria de motocicletas, por exemplo, é que a matéria-prima da indústria de cosméticos vem do interior do estado e a matéria-prima da motocicleta vem de fora do estado. Então, você importa empregos na matéria-prima da motocicleta, enquanto na matéria-prima dos cosméticos você vai gerar empregos locais, não importando mais empregos”, completou o governador.

Pólo usará guaraná, andiroba, breu branco e outras matérias-primas da floresta
Coube a superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Flávia Grosso, dar exemplos práticos da importância que o futuro pólo industrial de cosméticos de Manaus terá para o desenvolvimento sustentável do Amazonas e dos demais estados da região amazônica. “O breu branco, do Amapá, que pode resultar em fixador para perfumes, vai resultar na produção desse fixador que será vendido para o novo pólo industrial de Manaus”, disse a superintendente.

A mesma coisa, segundo ela, ocorrerá com a produção da andiroba e do guaraná do interior do Amazonas e dos demais estados amazônicos. No caso do guaraná, a casca da fruta, que hoje é queimada e não aproveitada, pode resultar em óleos essenciais para a produção de cosméticos.

Representante das indústrias do Amazonas em Brasília, Saleh Hamdeh disse que o futuro pólo industrial de cosméticos vai de encontro da verdadeira vocação florestal do Amazonas e dos demais estados amazônicos. “Vamos usar nossa rica biodiversidade para gerar mais renda e empregos no interior da Amazônia”, disse.

Para a deputada Vanessa Grazziotin, o novo pólo representa um passo significativo que o Amazonas dá para o seu desenvolvimento sustentável e para avançar ainda mais na sua política de preservação ambiental e inclusão social no interior da floresta.

Fonte: Sbef News

ENQUALAB 2008


A comisão científica do ENQUALAB convida a comunidade metrológica a encaminhar resumos de trabalhos técnicos e casos de sucesso para serem apresentados no evento.

O tema central a ser abordado será Metrologia no Esporte.

Os resumos devem ser enviados para avaliação até o dia 15 de fevereiro de 2008 para o e-mail.

Maiores informações pelo telefone (11) 3283 1073 R. 23

Fonte: Metrologia e Calibração

Brasileiros e Argentinos discutem Nanociência e Nanotecnologia

O Centro Bilateral de Nanociência e Nanotecnologia foi o principal tema debatido entre a delegação brasileira que esteve na Argentina, em visita ao ministro de Ciencia, Tecnología e Innovación Productiva, Lino Barañao, realizada na última terça-feira (15), em Buenos Aires. O objetivo do encontro foi estabelecer novos laços de cooperação entre os dois países e definir outras ações com a participação conjunta das comunidades científicas dos dois países, como a 5ª Reunião do Comitê Gestor Bilateral de Cooperação.

De acordo com informações publicadas pelo JC e-mail, ontem (16), após o encontro com o ministro argentino, o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional do MCT, José Monserrat Filho, e o primeiro secretário da Embaixada Brasileira na Argentina, Manoel Montenegro Lopez da Cruz, se reuniram com a diretora de Relações Internacionais do Ministerio de Ciencia, Tecnología e Innovación Productiva (Mincyt), Agueda Menvielle. Na reunião, foram tratados temas como o Centro Argentino-Brasileiro de Biotecnologia; os programas bilaterais sobre tecnologia da informação e comunicação (TIC); um programa bilateral sobre C&T para a inclusão social; um cronograma de reuniões sobre ciência, tecnologia e sociedade; o Centro Binacional de Metrologia; entre outros.

Outro assunto de destaque foi a preparação da terceira reunião das comunidades científicas do Brasil, Argentina e Uruguai, marcada para setembro, em Porto Alegre (RS).
Fizeram parte da delegação brasileira: Ennio Candotti, ex-presidente e presidente de honra da SBPC e coordenador do Programa de Ética para a Ciência e Tecnologia; Otávio Velho, vice-presidente da SBPC; e Gerson Lima, diretor da ABC.

Acesse os sites dos dois ministérios www.mct.gov.br e www.mincyt.gov.ar .

Fonte: Gestão CT

MCT avalia currículo da mais de 150 pesquisadores para as cadeiras da CTNBio

O MCT está analisando o currículo de mais de 150 pesquisadores que deverão ocupar nos próximos dias as cadeiras da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). A comissão ad hoc, que está encarregada da escolha dos novos nomes, reuniu-se, esta semana, para analisar as sugestões da Academia Brasileira de Ciência (ABC) e do CNPq.

Segundo informações do ministério, a proposta é que sejam elaboradas 24 listas tríplices, sendo 12 para as vagas de titulares e outras 12 para os suplentes. Alguns dos membros poderão ainda ser reconduzidos ao cargo.

Em notícia divulgada pelo MCT, o ministro Sergio Rezende afirmou que, apesar das dificuldades, os trabalhos da CTNBio apresentaram resultados satisfatórios no biênio que passou. As reuniões nos anos de 2006 e 2007 produziram mais de 530 deliberações. Em sua opinião, a comissão teve grandes avanços no último período. Segundo ele, o ministério ainda está trabalhando para que os problemas judiciais, que impedem muitas vezes que as reuniões da comissão aconteçam, sejam resolvidos em instâncias superiores.

De acordo com a notícia, o MCT está articulando com a Advocacia Geral da União (AGU) para que as ações sejam impetradas no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Se os processos forem aceitos pelo STJ, haverá uma diminuição dos recursos sobre as decisões.

Um dos grandes problemas da CTNBio ainda está nas divergências internas. Em agosto, durante uma reunião de colegiado, parte dos membros que participavam da reunião resolveu sair do encontro como forma de protesto às ações que vinham sendo conduzidas pela comissão. Segundo eles, os laudos apresentados pelas empresas à comissão não possuíam fundamentação científica. Na ocasião, a CTNBio aprovou a variedade de milho YieldGard da empresa Monsanto.

O representante do Ministério de Meio Ambiente (MMA), Rubens Nodari, que permaneceu na reunião, disse, na ocasião, em entrevista à Agência Brasil, que a comercialização do milho aprovado é “um grande desrespeito à sociedade brasileira”. Ele observou que a comissão trabalha diante de incertezas. “A nossa Lei de Biossegurança diz que temos que observar o princípio da precaução, e a precaução diz que a incerteza não pode ser a razão para não se tomar medidas para evitar possíveis danos”.

A CTNBio é composta por 27 membros titulares e 27 suplentes, uma troca de 12 membros pode significar uma mudança significativa no andamento dos trabalhos da comissão. Informações complementares sobre a CTNBio podem ser obtidas no endereço www.ctnbio.gov.br

Fonte: Gestão CT

Abertas as inscrições para o Prêmio Professor Samuel Benchimol

A partir do dia 4 de fevereiro, os interessados em concorrer ao prêmio Professor Samuel Benchimol já podem fazer suas inscrições. O objetivo da premiação é identificar e apoiar projetos e programas que promovam o desenvolvimento sustentável da Amazônia por meio do empreendedorismo e da difusão de tecnologias inovadoras.

A comissão julgadora vai escolher as melhores iniciativas para a região amazonense, que podem ser implementadas nas seguintes áreas: social, econômica, tecnológica e ambiental. Executivos, empresários e gestores de políticas públicas vão concorrer à menção honrosa. Já a premiação para os autores dos trabalhos será em dinheiro, no valor máximo de R$ 65 mil.

As inscrições podem ser feitas até o dia 20 de junho e devem ser efetivadas pelo endereço www.amazonia.desenvolvimento.gov.br. O julgamento está marcado para setembro e a solenidade de entrega da premiação será realizada em outubro, na Federação das Indústrias de Tocantins (Fieto), em Palmas.

Prêmio
O prêmio Professor Samuel Benchimol é uma iniciativa do Governo Federal, instituída em 2004, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), em parceria com órgãos como a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Banco da Amazônia e as federações de indústrias da região amazônica. A ABIPTI apóia, anualmente, a iniciativa.

A realização do prêmio é anual, buscando estimular, promover e divulgar iniciativas regionais, envolvendo projetos, pesquisas, invenções, arranjos tecnológicos e empreendimentos que por suas características contribuam para o desenvolvimento sustentável da região amazônica.

Informações sobre a iniciativa podem ser obtidas por meio da assessoria de comunicação do MDIC, pelos telefones (61) 2109-7190 e 2109-7198.

Fonte: Gestão CT

Fiesp discute resultados da 13ª Conferência do Clima sobre as mudanças climáticas (COP-13)

A 13ª Conferência do Clima sobre as mudanças climáticas (COP-13), que ocorreu de 3 a 12 de dezembro, em Bali, na Indonésia, será o tema do evento que a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) promove no dia 23 de janeiro, em São Paulo.

O evento irá refletir sobre assuntos discutidos na conferência, que reuniu representantes de 180 países com o objetivo de estabelecer diretrizes para um novo acordo de combate às mudanças climáticas após 2012, fase final do primeiro período de acordos no âmbito do Protocolo de Kyoto.

Estarão presentes especialistas como Luiz Gylvan Meira Filho, do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, Marco Antonio Fujihara, consultor do Brazilian Carbon Bureau e membro do Conselho Superior de Meio Ambiente da Fiesp, e Ludovino Lopes, da Climate Change Solutions.

Mais informações: www.fiesp.org.br ou telefone (11) 3549-4499

Fonte: Agência Fapesp

SENAI prepara a fase nacional da Olimpíada do Conhecimento

No dia 14, integrantes da diretoria do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) se reuniram, em Curitiba (PR), para discutir a realização da fase nacional da Olimpíada do Conhecimento. Considerado o maior evento da educação profissional do país, nesta edição a fase final da iniciativa ocorrerá nos meses de junho e julho e reunirá 500 alunos do Senai de todo o Brasil disputando provas em 43 modalidades profissionais diferentes que serão realizadas na capital paranaense, em Blumenau (SC) e em Porto Alegre (RS).

O encontro preparatório contou com a participação do diretor-geral do Departamento Nacional do Senai, José Manuel de Aguiar Martins; do diretor do Senai Paraná, João Barreto Lopes; dos diretores regionais do Senai Santa Catarina, Sérgio Roberto Arruda; e do Senai Rio Grande do Sul, José Zortéa.

“O objetivo é planejar cuidadosamente todos os passos desse importante evento que revela os grandes momentos do Senai através do desempenho dos nossos alunos”, explicou João Barreto Lopes. A Olimpíada do Conhecimento visa estimular o aprimoramento da educação profissional, aliando competência, criatividade e domínio tecnológico.

Durante o encontro, foram definidas questões logísticas sobre a olimpíada. Cada cidade mobilizará cerca de 40 mil pessoas para atender os alunos, professores e visitantes. Os participantes da reunião também definiram os eventos paralelos que serão realizados nas cidades-sede. Foi decidido que em cada Estado será realizado um seminário de educação com palestras técnicas ministradas por profissionais conceituados. No Paraná, o debate será em torno do tema inovação tecnológica. Em Santa Catarina, as discussões serão sobre Educação a Distância. E, no Rio Grande do Sul, o tema escolhido foi certificação de processos.

Os vencedores da fase nacional poderão participar da 40ª edição do torneio internacional WorldSkills, que é a maior competição mundial de educação profissional. Este ano, o evento será realizado em setembro, em Calgary, no Canadá.

Em 2007, os alunos do Senai que representaram o Brasil na competição obtiveram o segundo lugar em média de pontos entre os 48 países participantes. No total, a delegação brasileira conquistou duas medalhas de ouro, três de prata, quatro de bronze e sete diplomas de excelência, sendo este o melhor desempenho do país ao longo de suas 13 participações no torneio.

Informações sobre a Olimpíada do Conhecimento podem ser obtidas no site www.senai.br/olimpiada.

Fonte: Gestão CT