quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Bolsas de estudo em Engenharia Automotiva na Itália

O Fiat Group, em parceria com o Instituto Politécnico de Turim (Politécnico di Torino), disponibiliza bolsas de estudo na Itália para estudantes brasileiros e estrangeiros interessados em Engenharia Automotiva.

As bolsas são para o Curso Internacional de Bacharelado em Engenharia Automotiva, no Politécnico di Torino, uma das mais conceituadas e tradicionais instituições de ensino mundiais nas áreas de Engenharia e Arquitetura. O objetivo do Fiat Group é incentivar a formação e o desenvolvimento de futuros engenheiros para a indústria automobilística.

Para participar da seleção, os interessados podem se inscrever até o dia 1º de fevereiro no endereço: http://www2.polito.it/didattica/autoveicolo/.

Estão habilitados todos os estudantes brasileiros cursando o primeiro ano do Ensino Superior. As bolsas de estudo são no valor de 8,5 mil euros por ano.

O Curso Internacional de Bacharelado em Engenharia Automotiva tem duração de três anos, com mais dois anos de especialização, e todas as aulas são ministradas em inglês.

Mais informações pelo e-mail .

Fonte: Cimm

Pesquisa abre perspectivas para construção de pomares de sementes

Utilizando marcadores moleculares para estudar o fluxo de genes de araucárias entre dois fragmentos de floresta e interpretando os dados com ajuda de um modelo matemático, pesquisadores brasileiros conseguiram calcular os padrões de dispersão do pólen entre as árvores.

A interconexão genética entre os fragmentos sugere que o fluxo de pólen pode ter um papel decisivo na manutenção da diversidade genética entre as populações de araucárias. O trabalho poderá ter aplicações na construção de pomares de sementes para reflorestamento. A espécie estudada, Araucaria angustifolia, conhecida como pinheiro-do-paraná, está ameaçada de extinção.

O estudo, realizado por Alexandre Magno Sebbenn, do Instituto Florestal, e Juliana Bittencourt, da Universidade de Reading (Reino Unido), foi publicado na revista Heredity, editada pela Nature.

De acordo com Sebbenn, os estudos de fluxo de genes de pólen e sementes são importantes por determinar como acontece a conexão genética entre as populações de diferentes fragmentos de florestas.

“A floresta de araucárias é extremamente fragmentada e é fundamental saber como os indivíduos estão interligados com populações isoladas”, disse Sebbenn.

Os pesquisadores estudaram um pequeno fragmento de araucárias de 5,4 hectares, no interior do Paraná, e um grupo de cerca de pouco mais de uma dezena de árvores situado a 1,7 quilômetro de distância dali, isolado do fragmento por fazendas de criação de gado e cultivo de cana-de-açúcar.

Foram coletadas amostras de DNA de todas as mais de 400 árvores, que incluíam indivíduos adultos e juvenis de até 3 metros de altura. O material foi enviado à Inglaterra para análise semelhante ao teste de paternidade realizado em humanos. “O objetivo era saber se o fragmento era geneticamente isolado do grupo de árvores”, disse o cientista.

De posse dos genes de todas as plantas, os cientistas procuraram rastrear o parentesco entre elas e aplicaram um modelo matemático para calcular as taxas de migração do pólen. “Quando coletamos sementes, sabemos que temos o gene da mãe. Resta saber de onde veio o gene paterno, que pode ter vindo pelo fluxo de pólen”, disse.

Segundo o estudo, 10% do pólen do fragmento veio de fora e 90% eram originários do próprio fragmento. Não havia fluxo gênico por sementes, portanto, os pais que não estavam no fragmento só poderiam ter enviado seus genes por fluxo de pólen.

“Dos 10% de pólen externo, constatamos que 4% vinham do conjunto de árvores analisado, tendo portanto viajado pelo menos 1,7 quilômetro. Os outros 6% não tiveram a origem encontrada, o que nos permite dizer que o pólen viajou pelo menos 4 quilômetros, onde havia outro grupo de árvores”, disse.

O pesquisador explica que as sementes estudadas foram fruto do último evento de floração, que pode ter acontecido no máximo há dois anos. “Isso exclui a hipótese de haver pais que não estão mais na paisgem”, disse.

Aplicação em conservação
Segundo Sebbenn, embora seja voltado para a pesquisa básica, o estudo pode ter aplicações na construção de pomares de sementes para reflorestamento. Nesse tipo de pomar, os genótipos que crescem mais são selecionados para recombinação genética.

“Quem faz isso não quer que o pólen migre de fora, para não comprometer a seleção genética. Nosso trabalho mostrou que para fazer um pomar de sementes geneticamente isolado é preciso mantê-lo a pelo menos quatro quilômetros de outras árvores”, disse.

O estudo também fornece indicações para a coleta de sementes com a finalidade de recuperar árvores degradadas e posteriormente plantar espécimes com bom potencial evolutivo. Sabe-se que, se forem utilizadas árvores que têm parentesco, acontece uma depressão endogâmica, com menor produção de sementes e mudas com defeitos genéticos.

“Uma das análises que fizemos define a distribuição espacial de genótipos, indicando se as árvores próximas são ou não parentes entre si. Pudemos concluir que, para evitar a depressão endogâmica, é preciso coletar sementes que estejam a mais de 75 metros uma da outra”, disse.

Segundo Sebbenn, o trabalho também concluiu que as árvores isoladas, mesmo em grupos muito reduzidos, são importantes pontes genéticas entre fragmentos. “Constatamos que, mesmo a quase dois quilômetros de distância, um pequeno grupo de árvores contribuiu para o pólen do fragmento de 5,4 hectares. Isso diminui a chance de consagüinidade entre os indivíduos do fragmento, melhorando suas chances de desenvolvimento”, disse.

O trabalho dos brasileiros foi objeto de um comentário do editor da revista Heredity, Thomas Meagher, que publicou artigo destacando as possíveis aplicações da pesquisa: “Estudos como esse mostram como resultados obtidos a partir do interesse científico básico de compreender a dinâmica evolucionária das populações podem ser aplicados no contexto de conservação”, escreveu o editor.

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

Prêmio Marta Rossetti Batista abre inscrições

O Prêmio Marta Rossetti Batista, que destina-se a premiar a melhor monografia de História da Arte e Arquitetura, escrita em português, sobre o período barroco e o modernismo no Brasil, está recebendo inscrição de trabalhos até 7 de fevereiro.

Poderão inscrever-se trabalhos inéditos escritos a partir de 2004. O autor do trabalho vencedor receberá R$ 40 mil, dos quais se deduzirá o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), e um troféu. O prêmio será bianual e as inscrições serão gratuitas.

Cada autor poderá inscrever quantas obras julgar conveniente, desde que atendam aos requisitos mencionados no regulamento do prêmio. As obras inscritas serão analisadas por um júri composto por três membros escolhidos pela família de Marta Rossetti Batista.

História da Arte e Arquitetura foram temas de pesquisas da professora Marta, morta no ano passado e que foi, durante a década de 1990, diretora do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo (USP), instituição que promove o concurso de monografia.

Marta Rossetti Batista (1941-2007) destacou-se como historiadora de arte e museóloga, tendo grande contribuição para a história do IEB. Formada em Arquitetura e Urbanismo pela USP em 1964, tornou-se docente do instituto em 1966, chegando ao cargo de vice-diretora em 1990 e diretora em 1994.

Em seus últimos anos no IEB dedicou-se a estudar a vida e a obra de Anita Malfatti, pesquisa que resultou na publicação Anita Malfatti no tempo e no espaço, vencedora do Prêmio Jabuti de Melhor Biografia em 2007.

Maiores informações: www.ieb.usp.br/ premio ou telefone (11) 3091-3197.

Fonte: Agência Fapesp

First Workshop Proteomics In The New World

Terminam no dia 15 de março as inscrições para o First Workshop Proteomics In The New World, que ocorrerá de 12 a 16 de maio, no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ).

O evento destinará 40 vagas a alunos de pós-graduação, pesquisadores e professores que atuam na área de proteômica e modelagem molecular, dinâmica molecular, incluindo pesquisadores envolvidos em estudos de caracterização da proteínas.

Os interessados devem enviar um Curriculum Vitae resumido, acompanhado de uma carta explicitando como e por que o workshop colaborará no desenvolvimento do projeto de pesquisa e na sua carreira profissional.

Mais informações: www.labinfo.lncc.br/proteomic/index.php

Fonte: Agência Fapesp

Santa Catarina tem lei de inovação tecnológica sancionada

O governador de Santa Catarina, sancionou nesta terça-feira (15/01) a Lei de Inovação Tecnológica, aprovada pela Assembléia Legislativa estadual em dezembro de 2007.

A medida prevê, entre outras coisas, a aplicação de 2% da receita líquida do Estado em pesquisas. A nova legislação busca reduzir a distância entre entre as iniciativas públicas e privada, estimulando a pesquisa e a rápida absorção desses conhecimentos pelo setor produtivo.

Os recursos para fomento à pesquisa científica, tecnológica e agropecuária serão destinados à Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e à Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

Entre as diretrizes estabelecidas pela lei, além do estímulo à inovação, estão previstas a criação do Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação de Santa Catarina, que será responsável por articular as políticas de incentivo a essa área, e a implantação de núcleos de inovação tecnológica nas empresas e instituições.

Com a iniciativa, Santa Catarina será o segundo estado a ter uma legislação que regulamenta o setor de ciência e tecnologia no Brasil. Antes, apenas o estado do Amazonas sancionou lei semelhante.

Fonte: Agência Fapesp

Importância dos aerossóis na química da atmosfera e na bioquímica da Amazônia

Os aerossóis têm vital importância do ponto de vista climático e da composição química da atmosfera. No entanto, a ocupação desordenada da Amazônia tem aumentado o número dessas partículas na atmosfera. E, quando em grande quantidade na atmosfera, os aerossóis bloqueiam a radiação solar por completo, interrompendo vários processos químicos naturais.

Para mostrar a real influência dessas partículas sobre o clima na Amazônia o pesquisador do Instituto de Física da Universidade Paulista (USP), Paulo Artaxo, apresenta nesta quinta-feira (17), às 16h, na biblioteca do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT), a palestra "Importância dos aerossóis na química da atmosfera e na bioquímica da Amazônia".

Serviço
Palestra: "Importância dos aerossóis na química da atmosfera e na
bioquímica da Amazônia".
Palestrante: Dr. Paulo Artaxo - Instituto de Física da USP
Dia : 17 de janeiro, quinta-feira
Local: Miniauditório na Biblioteca do Inpa
Horário: das 16h às 18h

Fonte: Agência CT