quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Simpósio IAFP América Latina

A IAFP (Internacional Association for Food Protection), a ABRAPA (Associação Brasileira para a Proteção dos Alimentos) e a ICMSF (International Commission on Microbiological Specifications for Foods) promoverão em 2008 o Simpósio IAFP América Latina, que acontecerá nos dias 26 a 28 de maio, no Royal Palm Plaza Hotel Resort, em Campinas (SP), Brasil.

Este evento trará o tema "Inocuidade de alimentos: Da produção primária ao consumo". Estamos fazendo a coisa certa?". Estão programados seis grandes painéis com renomados especialistas internacionais (com tradução simultânea para os idiomas inglês e espanhol), além da apresentação de pôsteres com trabalhos de pesquisa selecionados pela comissão científica, propiciando intercâmbio de conhecimentos e aprimoramento acadêmico e profissional. Os três melhores trabalhos receberão prêmio oferecido pelo ILSI Brasil (International Life Sciences Institute).

Para conhecer a programação e fazer sua inscrição acesse o endereço: www.iafplatinamerica.org.br.

Mais informações devem ser tratadas diretamente com a ABRAPA, pelo telefone/ fax: (011) 3091-2199 ou pelo e-mail:

Fonte:ABRAPA

Falta de mão-de-obra qualificada no Brasil afeta investimentos de multinacionais no Brasil

A mão-de-obra dos trabalhadores da indústria brasileira é comparável, em termos qualitativos, à de países desenvolvidos como Estados Unidos e Alemanha. Por outro lado, o país apresenta forte escassez de mão-de-obra qualificada.

Isso pode ser um fator determinante para que as multinacionais estrangeiras instaladas no Brasil optem por transferir ou criar centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em outros países considerados emergentes, como Índia e China.

Essa é uma das conclusões do projeto Políticas de desenvolvimento de atividades tecnológicas em filiais brasileiras de multinacionais, concluído no final do ano passado e coordenado pelo Departamento de Política Científica e Tecnológica da Universidade Estadual de Campinas (DPCT - Unicamp), com participação de um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

O objetivo do trabalho, que teve apoio da FAPESP no âmbito do Programa de Pesquisas em Políticas Públicas e foi realizado em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, foi identificar os principais entraves à atração de filiais de empresas multinacionais ao Brasil, principalmente no que diz respeito à realização de atividades de P&D em território nacional.

Durante dois anos os pesquisadores entrevistaram, em duas etapas, representantes de dezenas de filiais de multinacionais instaladas no Brasil. Em um primeiro momento foram consultadas 88 empresas, por meio de um questionário respondido de forma online por seus presidentes. Dessas companhias, 81,7% consideram que a escassez de mão-de-obra qualificada será um fator crítico nos próximos cinco anos no que diz respeito aos investimentos futuros em P&D no país.

Na segunda etapa da pesquisa, em que foram entrevistados presencialmente dirigentes de 47 companhias, 58,7% destacaram o problema da escassez em quantidade de profissionais qualificados. Já a falta de mão-de-obra em qualidade foi apontada por 34,8% das empresas.

“De acordo com os dirigentes falta mão-de-obra qualificada no país”, disse Flávia Consoni, pesquisadora do Departamento de Sociologia da USP e do Departamento de Política Científica e Tecnológica da Unicamp que coordenou as entrevistas presenciais.

A maioria desses dirigentes elogiou a qualidade da mão-de-obra brasileira, principalmente no seu custo-benefício. “No entanto, ainda que essa qualidade tenha sido constantemente mencionada e relacionada ao ensino das universidades brasileiras, tanto as públicas como algumas particulares, existem outros limitantes importantes além da falta de bons profissionais. A língua é um deles. Por diversas vezes os dirigentes das filiais no Brasil associaram a dificuldade de se conseguir mão-de-obra no Brasil com a falta de profissionais que falem inglês, principalmente entre os da área de tecnologia da informação”, afirmou.

Mais destaque para a mão-de-obra
Ainda entre as 47 empresas analisadas na segunda parte do trabalho, cerca de 80% das companhias afirmaram promover discussões com a matriz sobre a atração de investimento direto externo para a realização de P&D no Brasil. A mão-de-obra qualificada foi novamente o fator mais determinante para essa atração de recursos.

Flávia conta que, em um dos questionamentos, sobre quais os argumentos que a filial brasileira usa para atrair investimentos locais em P&D, os mais representativos foram mão-de-obra (21%), custo (17%), ambiente ou infra-estrutura para P&D (13%) e especificidade do ambiente e mercado (9%).

“Quanto ao fator mão-de-obra, os argumentos estavam basicamente alinhados à característica e qualidade dos serviços prestados. As empresas dizem que a mão-de-obra local é flexível, qualificada e competitiva em custo”, disse a pesquisadora.

Ela destacou outra pergunta da entrevista presencial, que buscou descobrir quais fatores a matriz realmente considera determinantes para investir em P&D no Brasil. A questão foi formulada de maneira a apresentar ao entrevistado uma relação de 24 fatores distribuídos em quatro categorias: mercadológica, tecnológica (incluindo mão-de-obra e estrutura existente dentro e fora da empresa), econômica/financeira e governamental/política.

Os dirigentes das empresas deveriam escolher os principais fatores em ordem de importância quanto à sua influência na decisão da matriz. “A questão mão-de-obra qualificada, aqui compreendendo a capacitação da mão-de-obra especializada no Brasil, também ocupou a primeira posição, apresentando-se como um elemento que de fato faz a diferença na opção de investir em pesquisa e desenvolvimento no Brasil”, apontou.

Segundo ela, após quantificarem as respostas com notas numéricas, a citação “Disponibilidade de pessoal capacitado em qualidade, competência técnica, pró-atividade, capacidade criativa e flexibilidade” recebeu 96 pontos, quase o dobro do segundo fator mais citado, que foi o “Custo de fazer P&D no Brasil”, com 53 pontos.

“A necessidade de mão-de-obra qualificada foi citada tanto entre os argumentos que o empresariado utiliza para destacar as vantagens do Brasil como entre as principais razões que levam a matriz a optar por investir nesse tipo de atividade no Brasil”, acrescentou Flávia.

Apesar de o projeto com apoio da FAPESP ter sido encerrado, outras filiais de multinacionais instaladas no Brasil estão sendo entrevistadas presencialmente, em trabalho com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Essa outra pesquisa deverá ser encerrada até o fim de 2008 e, em seguida, os autores deverão publicar um livro com os principais resultados.

Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp

R$ 250 milhões do REUNI para 42 universidades

O Ministério da Educação (MEC), por meio do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), destinou R$ 250 milhões para 42 universidades federais que tiveram seus planos de reestruturação aprovados pelo ministério. A verba foi depositada nas contas das instituições no dia 28 de dezembro.

De acordo com o secretário de Educação Superior do MEC, Ronaldo Mota, em notícia publicada no site da instituição, o montante será aplicado em projetos de expansão, consolidação e interiorização do sistema federal de ensino superior que deverá proporcionar um aumento de 300 mil matrículas no sistema, elevar a taxa de conclusão média dos cursos de graduação presenciais para 90% e atingir a relação de 18 alunos de graduação em cursos presenciais para cada professor.

A verba também será aplicada na construção de salas de aula, laboratórios, ampliação de bibliotecas e ambientes de convivência, aquisição de equipamentos, mobiliário e manutenção.

Instituído pelo decreto nº 6.096, de 24 de abril de 2007, o Reuni prevê que o MEC destine recursos a cada universidade federal a medida que elabore e apresente planos de reestruturação.

Informações sobre o Reuni podem ser obtidas no site http://www.mec.gov.br/

Fonte: Gestão CT

Canadá oferece bolsas de pós-doutorado

O Canadá está oferecendo bolsas para pesquisa de pós-doutorado para brasileiros, com duração de um ano.

Segundo o governo canadense, o Programa de Bolsas para Pesquisa de Pós-Doutorado visa a proporcionar oportunidades de pesquisa a promissores doutores recém-diplomados nas áreas de humanas, ciências sociais, ciências naturais e engenharia.

O programa não contempla artistas profissionais nem aqueles que desejam fazer pesquisa clínica e treinamento relativo a tratamento de pacientes. Prioridade será dada a candidatos que nunca estudaram no Canadá por meio de bolsas de estudo do governo canadense.

Os candidatos devem ser cidadãos brasileiros. Qualquer pessoa que tenha obtido a cidadania canadense ou solicitado visto de residência permanente não é elegível. Candidatos devem ter completado um doutorado no curso dos últimos quatro anos ou ter completado os requisitos do doutorado antes do início da bolsa.

Candidatos devem ter sido aceitos para uma posição de pós-doutorado em uma universidade canadense pública e reconhecida ou em um instituto de pesquisa afiliado de sua escolha.

O valor total da bolsa de estudo é de 32 mil dólares canadenses, valor não sujeito a impostos no Canadá. Como não é oferecido nenhum auxílio financeiro a dependentes, é essencial que os bolsistas que planejam ir ao Canadá acompanhados de sua família tenham recursos financeiros suficientes para assegurar seu sustento.

Os formulários de inscrição, acompanhados de toda a documentação exigida, deverão ser postados pelo Correio por meio de Sedex até 4 de março de 2008 para:

Luiz Miguel da Rocha
Assessor para Assuntos de Educação e Diplomacia Pública
Embaixada do Canadá
SES - Avenida das Nações, Quadra 803, Lote 16 70410-900 - Brasília/DF
Para ler as diretrizes do programa e baixar os formulários de inscrição e da carta de recomendação, clique aqui.

Mais informações: (61) 3424-5400 ou pelo e-mail

Fonte: Agência Fapesp

CAPES lança edital em parceria com a UDELAR do Uruguai para intercâmbio de pesquisadores

A Capes ainda lançu, em parceria com a Direção Geral de Relações e Cooperação da Universidade de La República (Udelar), do Uruguai, o Edital –CGCI-nº 029/2007.

O objetivo é estimular, por meio de projetos conjuntos de pesquisa, o intercâmbio de docentes e pesquisadores vinculados a programas de pós-graduação de instituições de ensino superior (IES) em diversas áreas do conhecimento.
A data limite é o dia 10 de março.

Os projetos conjuntos deverão ter duração de até dois anos e deverão ser coordenados por doutores com titulação obtida há pelo menos cinco anos. As propostas apresentadas devem, também, estar vinculadas a programas de pós-graduação avaliados pela Capes.
Os candidatos participantes nos projetos terão direito a diárias e passagens aéreas internacionais; a bolsas de estudos; e a custeio de atividades correntes, com valor máximo de R$ 10 mil.

O início das atividades dos docentes e dos pesquisadores deverá acontecer em maio.

Para conferir a íntegra da chamada, acesse o endereço.
Fonte: Gestão CT

Rede Ibero-Americana de Biofabricação - Biofab - é aprovada

A Rede Ibero-Americana de Biofabricação: Materiais, Processos e Simulação (Biofab) foi aprovada no âmbito do Programa Ibero-Americano de Ciencia y Tecnología para el Desarrollo (Cyted), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com duração até dezembro de 2010.

A iniciativa da proposta e a coordenação da Biofab são do Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado de Produto do Instituto Politécnico de Leiria de Portugal. A rede foi criada com o objetivo de reunir centros ibero-americanos com competências científicas específicas que, juntamente com parceiros industriais, desenvolvam investigação sobre biofabricação.

A Biofab é formada por Portugal, Brasil, Espanha, Argentina, Cuba, Venezuela e México, totalizando 19 grupos participantes e 158 investigadores. Sete grupos são do Brasil: Divisão de Processamento e Caracterização de Materiais do Instituto Nacional de Tecnologia; Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas; Centro de Pesquisas Renato Archer; Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP); faculdades de Engenharia Mecânica e Química da Universidade Estadual de Campinas; Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP.

Os trabalhos previstos envolvem a elaboração de projetos em diversos campos da biofabricação, como síntese, processamento e caracterização de materiais biocompatíveis, desenvolvimento de novos processos de biofabricação e desenvolvimento de software para matrizes de suporte para engenharia de tecidos.

Também estão planejados o treinamento dos parceiros envolvidos em diferentes tópicos associados à biofabricação, a organização de workshops e seminários no âmbito da rede, à definição de um programa comum de formação em pós-graduação na área de biofabricação e à publicação de artigos em periódicos e edição de livros.

Fonte: Agência Fapesp

Ministra de Cabo Verde afirma que o Brasil é referência na formação profissional deste país.

No dia 18 de dezembro, a ministra de qualificação e emprego de Cabo Verde, Sara Maria Duarte Lopes, esteve no Brasil e afirmou que o país é referência na formação profissional para Cabo Verde.

O país africano mantém convênio com o Brasil desde 2006, parceria que visa auxiliar a formação e capacitação de profissionais nas áreas de turismo e hotelaria com vistas à melhoria da empregabilidade dos estudantes de Cabo Verde. Desde 2006 até o primeiro trimestre de 2008, o país africano prevê investimentos da ordem de US$ 1,3 milhão no segmento da educação profissional.

O projeto com o Brasil possibilitou investimentos de US$ 191 mil no segmento da educação profissional, dos quais US$ 127 mil são oriundos dos parceiros brasileiros, como a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), órgão do Ministério das Relações Exteriores, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Goiás.

No ano passado, o Cefet de Goiás enviou ao país professores para coordenar os cursos de camareira, cozinha, bar e restaurante, recepção, recreação, lazer e evento.
De acordo com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), Cabo Verde pretende ampliar o convênio com o Brasil, no triênio 2008/2011, para outras áreas como construção civil, eletrotécnica, meio ambiente e telecomunicações.

Para mais informações, acesse o site www.mec.gov.br/setec .

Fonte: MEC

5º Curso de Estruturação de Núcleos de Inovação Tecnológica

O 5º Curso de Estruturação de Núcleos de Inovação Tecnológica, organizado pelo Projeto InovaNIT da Agência de Inovação da Universidade Estadual de Campinas (Inova Unicamp), será realizado de 11 a 14 de fevereiro, no interior paulista.

Os interessados já podem fazer pré-inscrições até 23 de janeiro. O objetivo do curso é contribuir para a estruturação e desenvolvimento de Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) em Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs).

“Institucionalização e organização de NIT”, “Estruturação de programas e atividades para os NIT”, “Gestão da Propriedade Intelectual”, “Comercialização de Tecnologias” e “Empreendedorismo” serão assuntos abordados.

O treinamento se destina preferencialmente a pessoas vinculadas a NITs e ICTs da região Sudeste do país.

Mais informações: www.inova.unicamp.br

Fonte: Agência Fapesp

23º Prêmio Jovem Cientista tem novo prazo de inscrição

Foi prorrogada, mais uma vez, a data final para as inscrições no 23º Prêmio Jovem Cientista.

Agora, os interessados podem se inscrever até o dia 8 de agosto. Os trabalhos devem ser elaborados de acordo com o tema já divulgado anteriormente: Educação para reduzir as desigualdades sociais.

A premiação conta com as seguintes categorias: graduado; estudante do ensino superior; estudante do ensino médio; orientador; e mérito institucional. As inscrições podem ser feitas pelo site www.jovemcientista.cnpq.br ou por meio de carta. No caso das categorias graduado e estudante do ensino superior, a correspondência deverá ser remetida ao seguinte endereço: SEPN 507, Sala 207, Brasília/DF. CEP 70740-901. A carta deverá ser destinada ao CNPq - Serviço de Prêmios.

Já para a categoria estudante do ensino médio, a correspondência deverá ser enviada para a Fundação Roberto Marinho, Rua Santa Alexandrina, nº 336, Rio Comprido, Rio de Janeiro, CEP 20261-232. Todos os trabalhos precisam estar acompanhados de ficha de inscrição preenchida e da documentação exigida para cada categoria.

Informações adicionais podem ser obtidas no CNPq, por meio do e-mail e pelo telefone (61) 2108-9414; ou na Fundação Roberto Marinho, pelo e-mail ou pelo telefone (21) 3232-8864.

Fonte: Gestão CT

Pesquisadores da UFRGS obtém na Antártica testemunho de gelo a 133 metros de profundidade

Depois de passar 29 dias em um acampamento a 2 mil metros de altitude enfrentando temperaturas de 23 graus celsius negativos, um grupo liderado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) conseguiu obter, no mês passado, um testemunho de gelo de 133 metros de profundidade – o maior já coletado na Península Antártica, uma das regiões mais sensíveis do mundo às mudanças climáticas.

De acordo com o líder da missão, o glaciólogo Jefferson Cardia Simões, coordenador do Núcleo de Pesquisas Antárticas e Climáticas do departamento de Geografia da UFRGS, os testemunhos – cilindros de 7,5 centímetros de diâmetro obtidos por perfuração do gelo – deverão permitir a obtenção de dados sobre as variações do clima e mudanças na química atmosférica ao longo dos últimos 250 anos.

“Os testemunhos são a melhor fonte de informação sobre o clima e a química atmosférica ao longo do tempo, porque o gelo preserva as características das amostras. Na América Latina só nosso grupo tem o equipamento de perfuração eletromecânica para esse tipo de missão”, disse Simões.

O grupo contou com nove cientistas. Dois do Instituto Antártico Chileno, um do Instituto de Mudanças do Clima da Universidade do Maine, nos Estados Unidos, e os outros da UFRGS, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Os testemunhos foram extraídos do topo da península Antártica, no platô Detroit, na parte mais setentrional do continente. Os dados deverão ajudar a definir a variabilidade climática. Segundo o cientista, os testemunhos de gelo são a principal fonte de dados para o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC).

“Só por causa desse tipo de estudos foi possível, por exemplo, determinar variações na concentração de gases estufa ao longo dos últimos 720 mil anos e constatar que em todo esse tempo elas nunca estiveram nos níveis dos últimos 40 anos”, disse Simões, um dos líderes científicos do Programa Antártico Brasileiro (Proantar).

As amostras são extraídas em secções de cerca de 1 metro com a sonda eletromecânica, cuja capacidade é de 200 metros. Depois de uma primeira limpeza, os fragmentos são ensacados e guardados em caixas de isopor ultra-resistente.

“Os testemunhos serão agora transportados em uma câmara fria, a 20 graus negativos, para os Estados Unidos, onde será feita a descontaminação, descartando-se a camada exterior das lâminas. As amostras serão então lavadas com água ultrapura”, explicou.

O processo inteiro é longo. O trabalho de análise e descontaminação das amostras deverá levar um ano. Depois será preciso mais um ano para a interpretação dos dados ambientais.

“Serão feitas mais de dez análises diferentes, incluindo de isótopos estáveis por espectrometria de massa, conteúdo iônico e determinação de elementos-traço por ICP-MS [Espectrometria de Massas com Plasma Indutivamente Acoplado]”, disse.

Os cientistas deverão analisar os conteúdos de micropartículas para verificar a presença de amostras de origem vulcânica ou cósmica, além de estudar o DNA de bactérias. Uma bateria de dados também medirá eventuais produtos radioativos presentes nas amostras. Só depois terá início a fase de interpretação ambiental.

“Faremos também um estudo para tentar detectar o transporte de poluentes gerados pelas queimadas no Brasil para a Antártica, que será coordenado pelo professor Heitor Evangelista, da Uerj”, disse Simões.

Condições inóspitas
O grupo brasileiro viajou no dia 15 de novembro para a Antártica, onde desembarcou em um avião especial equipado com esquis. Os pesquisadores chegaram ao acampamento no dia 26 e retornaram no dia 24 de dezembro. Segundo Simões, a logística, a tecnologia e o conhecimento obtidos pela equipe desde 2004 permitiram um trabalho diferenciado.

“O principal diferencial de nosso grupo é que não ficamos em estações nem em acampamentos sobre a rocha. Somos o único que avançou para o interior do contintente”, afirmou Simões.

Acampados em barracas polares do tipo pirâmide, os pesquisadores enfrentavam, durante a noite polar, temperaturas de 23 graus celsius negativos, mas com sensação térmica de 37 graus negativos.

Segundo Simões, o trabalho do grupo é uma das contribuições do Brasil na Antártica, é parte do Ano Polar Internacional e serviu como treinamento para uma das missões mais avançadas do Proantar, que será realizada no verão de 2008/2009.

Os trabalhos têm apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, e do Ministério do Meio Ambiente.

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

FINEP apoia incubadoras com atuação na cadeia de petróleo e gás natural.

A Finep irá apoiar iniciativas de incubadoras com atuação na cadeia de petróleo e gás natural. A lista das empresas selecionadas pela carta-convite MCT/Finep/CT-Petro 01/2007 foi divulgada no último dia 4 e contemplou 15 projetos em quatro regiões do país.

O Sudeste teve o maior número de iniciativas aprovadas, contabilizando cinco projetos do Rio de Janeiro e dois de São Paulo. Em seguida, veio a região Sul, com três selecionados do Rio Grande do Sul, um do Paraná e outro de Santa Catarina. A região Nordeste soma mais dois projetos, sendo um do Ceará e outro de Sergipe e, por fim, a Centro-Oeste, com um representante do Estado do Mato Grosso do Sul.

Uma das exigências era a de que os projetos deveriam ter o valor total mínimo de R$ 500 mil e máximo de R$ 3 milhões. As incubadoras também deveriam abrigar, pelo menos, duas empresas de base tecnológica. Lançado em agosto de 2007, o edital prevê R$ 14 milhões do Fundo Setorial do Petróleo e Gás Natural (CT-Petro) a serem investidos em projetos inovadores em estágio de pré-incubação, incubação e graduação.

A lista com os selecionados pode ser acessada neste endereço.

Fonte: Gestão CT