domingo, 23 de dezembro de 2007

Cristália amplia produção e intensifica atividade de pesquisa

Um canteiro de obras. Essa é a impressão que dá a sede do Laboratório Cristália, em Itapira, a 160 quilômetros de São Paulo. Há três grandes obras em curso no terreno à beira da rodovia Itapira-Lindóia. Duas têm a ver com a intensificação das atividades de pesquisa e desenvolvimento da companhia: novos prédios vão servir à expansão das divisões de Tecnologia Farmacêutica e de Farmoquímica. A outra obra, da nova fábrica, justifica as duas primeiras. Com ela, o Cristália vai quadruplicar a produção de medicamentos — entre eles, o Helleva, para tratamento da impotência, que nasceu nos laboratórios da empresa depois de seis anos de trabalho. O Helleva ainda não foi lançado porque aguarda a aprovação do preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Esse é o órgão responsável por aprovar o preço dos produtos farmacêuticos sugerido pelas empresas, que apresentam ao CMEC uma justificativa para o valor que pretendem cobrar dos consumidores. A ambição da empresa é chegar às inovações radicais: em 2006, o Cristália montou o Laboratório de Biotecnologia, onde estuda moléculas para produtos como um novo medicamento para aids e hormônio do crescimento, entre outros.

O Cristália declara investir de 7% a 10% do seu faturamento anual nas atividades de P&D. Em 2006, a empresa faturou R$ 515 milhões — e investiu 90% do lucro nela mesma, assegura o presidente do Conselho Administrativo e um dos fundadores da companhia, Ogari Pacheco. Pacheco falou a Inovação no dia 4 de dezembro, durante visita à sede do Cristália em Itapira, onde estão três das quatro unidades que formam o centro de P&D da empresa. A empresa é dividida em três unidades industriais, duas em Itapira e uma na capital de São Paulo, e fabrica 150 produtos, em 350 apresentações (comprimidos, injetáveis, etc). A maioria dos produtos é destinada a hospitais — como os anestésicos —; mas a empresa também produz medicamentos para venda em farmácias, como é o caso do Helleva.

Dos 2 mil funcionários, 60 são cientistas: mestres e doutores e profissionais com pós-doutorado, trabalhando em 26 projetos de P&D, tocados simultaneamente. A empresa tem conseguido recursos com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para financiar as inovações — fez um projeto na linha reembolsável e conseguiu emplacar dez projetos nos dois editais de subvenção (seis no edital de 2006 e quatro no edital de 2007). Conta com o assessoramento de um conselho científico, formado por dez professores de diferentes áreas e universidades.

A área de P&D compreende as três grandes divisões: Farmoquímica, Tecnologia Farmacêutica e Biotecnologia. Já a equipe que cuida dos estudos clínicos fica em São Paulo, onde a empresa também produz os medicamentos injetáveis. Ao longo de sua história, já desenvolveu 70 moléculas. Dessas, 25 são comercializadas. A empresa tem uma equipe para cuidar da parte de proteção dos seus inventos e contrata escritórios de advocacia para cuidar dos registros de patente. Detém 70 pedidos de patente, somadas as solicitações feitas no Brasil e no exterior. Sete cartas-patentes já foram concedidas: três nos Estados Unidos, duas na Europa, uma na China e uma na Índia. Inclusive a patente do Helleva já foi concedida para a empresa nos mercados dos EUA e da Europa, onde estão as sedes de seus concorrentes.

Desde 1988, o Cristália sintetiza princípios ativos de medicamentos na Divisão Farmoquímica, dedicada às atividades de pesquisa, desenvolvimento e produção dessas moléculas. As moléculas fabricadas podem ser usadas pela própria empresa e também podem ser exportadas. Dessa atividade de P&D saíram, além do Helleva, produtos como o Sevocris (sevoflurano), um anestésico inalatório; o Novabupi (cloridrato de bupivacaína) e o Ropi (ropivacaína), dois tipos de anestésico; o Ketamina (S+ ketamina), adjuvante anestésico que promove uma ação analgésica ao fim do efeito de uma anestesia e diminui a dor do paciente; e o Alimax (heparina), medicamento para queimaduras. A busca de novas moléculas e medicamentos para aids, anticoagulantes, cardiovasculares e uma forma revolucionária de anestésico são alguns dos 26 projetos em andamento.

Um pouco de história: competência adquirida
O Cristália nasceu em 1972, em Itapira, com o intuito de suprir o hospital local de medicamentos mais baratos. Para atingir o objetivo, uma estrutura para estudar moléculas foi agregada ao laboratório. A produção ficou maior do que a demanda do hospital e o Cristália passou a vender medicamentos para hospitais de municípios próximos. Não havia Lei de Patentes no Brasil — o que só ocorreu em 1996. Então, como praticamente todas as concorrentes nacionais, o Cristália copiava o que vinha de fora. "As pessoas pensam que copiar uma patente é simples, como se fosse uma receita de bolo, mas não é. Tem o 'como fazer'", afirma Pacheco. Ou seja, a empresa precisa estar minimamente capacitada, tecnicamente, e ter profissionais qualificados para saber como fazer.

Ainda na fase pré-Lei de Patentes, a empresa passou a copiar moléculas mais difíceis. "Aí começamos a pensar em pesquisa", diz Pacheco. O Cristália integrou um esforço do governo no chamado projeto CEME-Codetec, criado em meados da década de 1980, pelo qual a extinta Central de Medicamentos (CEME), do Ministério da Saúde, pesquisadores de universidades e empresários se organizaram para desenvolver matérias-primas farmacêuticas no País. O governo escolheu as matérias-primas relacionadas aos produtos mais importados pelo Brasil. Mas o custo do similar brasileiro era muito elevado, porque o País ainda estava aprendendo a fazer essas matérias-primas e teria de competir com laboratórios com muito tempo de mercado. Não deu certo.

"Foi uma enorme frustração. A experiência nos mostrou uma alternativa: procurar fazer moléculas mais caras, de maior valor agregado e menor massa", conta ele. Dessa forma, a empresa poderia aproveitar equipamentos comprados com recursos do CEME-Codetec e também manter os profissionais que havia contratado, além de encontrar um nicho para investir. Isso ocorreu com o fentanil, por exemplo, fármaco usado no tratamento da dor semelhante à morfina. Na época, o grama de fentanil custava US$ 400 — hoje custa US$ 80. A empresa conseguiu produzir esse fármaco, e hoje abastece todo o mercado brasileiro e exporta o excedente.

A experiência adquirida com a cópia de fármacos ao longo dos anos credenciou a empresa a se tornar referência standard de cinco moléculas para o United States Pharmacopeia (USP), entidade norte-americana que controla os padrões de qualidade dos fármacos produzidos nos Estados Unidos e em outros países. Ser referência standard do USP significa que os produtos sintetizados pelo Cristália são do padrão internacional aceito para a fabricação dos fármacos. "Copiamos, aperfeiçoamos, nos aventuramos a fazer moléculas mais simples, depois mais complexas, até chegarmos ao Helleva", resume Pacheco. A companhia acaba de conquistar o Prêmio Finep de Inovação 2007, na categoria média-grande empresa, pelo trabalho de desenvolvimento de novas moléculas.

Novo produto: seis anos de pesquisa para ter novo princípio ativo
O Helleva não é um genérico do Viagra, enfatizou a empresa durante a coletiva de imprensa para lançamento do produto, em 8 de novembro. Seu princípio ativo, o carbonato de lodenafila, é diferente do usado no Viagra, o citrato de sildenafila. Para chegar ao carbonato de lodenafila, muita pesquisa foi feita pelo Cristália, que não revela o valor investido. Além do Viagra, existem hoje no mercado para tratamento da impotência masculina o Ciallis, fabricado pela Eli Lilly e cujo princípio ativo é a tadalafila, e o Levitra, da Bayer, cujo princípio ativo é o vardenafil. Todas essas moléculas são inovações incrementais da patente da Pfizer, que lançou o Viagra.

Segundo Philipe Boutaud, diretor-geral do Cristália, estima-se que 52% dos homens na faixa de 40 anos ou mais tenham algum grau de impotência. Cerca de 10% dos casos são diagnosticados. O mercado mundial é estimado em US$ 3 bilhões. "O produto surge dentro de uma visão de expansão e universalização do acesso a medicamentos para disfunção", comenta. Os similares existentes hoje têm preços variando entre R$ 25 a R$ 30 o comprimido. O Cristália espera vender seu produto a um preço mais barato, justamente pelo fato de ele ter sido desenvolvido completamente no Brasil. A empresa aguarda a aprovação do preço pela CMED.

O Helleva e a estrutura para P&D do Cristália
O Cristália começou a desenvolver a molécula de carbonato de lodenafila em outubro de 2001, com a chamada pesquisa não-clínica — fase da modelagem ou desenho molecular da substância e de escolha da melhor molécula (ou princípio ativo) para o medicamento que está sendo desenvolvido. Aqui se concentraram os trabalhos da equipe do laboratório de Farmoquímica, explica Jorge Afiune, diretor médico do Cristália. Essa divisão será ampliada; o terreno já passou pela terraplanagem e as obras começam em 2008.

Outro setor da empresa envolvido na parte de P&D é a Divisão de Tecnologia Farmacêutica, que estuda a composição de fórmulas farmacêuticas para vincular a fórmula à via de administração (se o medicamento será um comprimido, um xarope, um injetável, etc), fazendo a fórmula ter eficácia e tolerância, explica Roberto Debom, diretor de pesquisa, desenvolvimento e inovação da empresa. A estrutura dessa divisão será transferida para uma área maior, de 776 metros quadrados, cujas obras estão em andamento e são mostradas orgulhosamente por Debom a visitantes. "É bom ver tudo isso acontecendo", sorri, ao mostrar as futuras instalações, a ser concluídas em abril de 2008. Na ampliação da divisão, a empresa deverá ter investido, entre a construção e compra de equipamentos, em torno de R$ 5 milhões.

Os estudos farmoquímicos e farmacêuticos completam-se com estudos pré-clínicos, que envolvem animais e servem para mostrar que a molécula não é tóxica. Se apresentar toxicidade, o projeto é abortado nessa fase. De acordo com Roberto Debom, os testes pré-clínicos são terceirizados. O Helleva mostrou baixa toxicidade e alta segurança nos testes com camundongos, ratos e cães.

Nos estudos clínicos, feitos com seres humanos, o Cristália levou três anos de pesquisa, de agosto de 2003 a outubro de 2006. Foram 453 pacientes e 15 centros de pesquisa envolvidos nessa fase do projeto. A equipe de estudos clínicos fica na capital paulista, por conta da concentração e proximidade com os hospitais. Nessa fase, os pesquisadores se preocuparam, por exemplo, com a possibilidade de o uso do Helleva provocar arritmias cardíacas e mudanças na pressão arterial, o que não ocorreu, de acordo com a companhia. Também nessa etapa perceberam que a melhor formulação do medicamento era o comprimido de 80 gramas.

Notaram ainda que os efeitos colaterais apresentados — cefaléia, rinite, tontura e dispepsia, por exemplo — são iguais aos dos medicamentos similares concorrentes. E que o consumo de alimentos ou álcool não interferia no desempenho da molécula. Dois copos de caipirinha de vodca seriam o máximo de dosagem de álcool que não afetaria a eficiência do medicamento. Os estudos clínicos mostraram também que o remédio tem ação iniciada entre cerca de 40 minutos e uma hora depois de tomado e pode continuar funcionando por, pelo menos, três horas. Após a chegada do Helleva ao mercado começam os estudos da chamada Fase IV, que consiste na observação e no estudo clínico com pacientes em tratamento.

Além da terceirização dos testes pré-clínicos e do trabalho com os hospitais para a fase clínica dos estudos, o Cristália tem parceria em P&D com 20 instituições de ensino e pesquisa, como Unicamp, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Estadual do Ceará, Instituto Butantan, Farmanguinhos, entre outras. Nessas parcerias, a empresa trabalha com co-titularidade no registro da propriedade intelectual e licenciamento exclusivo de tecnologias que estejam muito avançadas.

A nova fábrica
O Cristália receberá R$ 13 milhões em recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para aumentar e modernizar sua capacidade de produção. O dinheiro vem do Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Cadeia Farmacêutica (Profarma). A obra total é orçada em US$ 48 milhões. A nova fábrica deve começar a operar, parcialmente, em abril de 2008. Ela vai complementar a produção da unidade atualmente responsável pelas linhas de produção de sólidos (comprimidos simples e revestidos, drágeas e cápsulas), semi-sólidos (pomadas, cremes e geléias), líquidos (suspensões, emulsões, elixires e gotas) e colírios.

É uma fábrica "vertical", estruturada em quatro andares. Os equipamentos produtores são instalados nos patamares de forma que a produção do medicamento comece pelo andar mais alto. As substâncias são agregadas ao produto em cada etapa da produção e o produto vai descendo por gravidade pelos equipamentos, economizando energia no processo. A linha de fabricação de comprimidos será triplicada, passando de 100 milhões para 300 milhões mensais. A produção de pomadas será ampliada de 750 mil para 1,6 milhão de unidades mensais.

Marco regulatório, política industrial, política para C&T
O presidente do Cristália, Ogari Pacheco, diz que o ambiente para inovação no Brasil vem evoluindo de forma positiva, mas ainda há entraves. Um deles é a propriedade intelectual. A Lei de Patentes estimulou as empresas a investir em produtos próprios, mas o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) não acompanhou isso e a demora nas análises dos pedidos ainda é grande. O pedido de patente do Helleva foi feito primeiro no Brasil, depois nos EUA e na Europa, e nesses dois últimos a carta-patente já foi concedida.

Outro ponto crítico é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que também precisa ser mais bem aparelhada. Pacheco defende a criação de uma "linha-verde", ou seja, que essas agências definam critérios para selecionar, entre os produtos brasileiros na lista de exame das entidades, aqueles mais inovadores, e dêem a eles a preferência para a análise. Debom conta que foram produzidos 70 quilos de documentos para a Anvisa analisar o Helleva. "Se pudéssemos fazer o desenvolvimento com o acompanhamento dos técnicos da Anvisa, por exemplo, o trabalho poderia ser agilizado porque os técnicos não precisariam analisar tudo de uma vez, ao final do projeto de desenvolvimento", justifica.

Questionado sobre se mudou alguma coisa para sua empresa a existência da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE), na qual fármacos é um dos setores prioritários, Pacheco responde que não houve uma ação concreta. "O definidor de uma política industrial para o País [em fármacos] reside em garantir mercado", defende. O garantir mercado, para Pacheco, é ter uma política de compras governamentais que priorize os produtores nacionais e que dê condições isonômicas para que as firmas brasileiras possam competir no mercado interno e externo com os países rivais — China e Índia, por exemplo, que pagam menos impostos, recebem subsídios, pagam salários menores e não cumprem a legislação ambiental como as firmas brasileiras. Pacheco elogia o Plano de Ação em ciência e tecnologia do governo, mas se mostra pouco otimista. "Será possível fazer menos do que o plano diz, e mais do que é feito hoje", conclui.

Fonte: Janaína Simões / Inovação Unicamp

Professor da UCS ganha prêmio Santander de Ciência e Tecnologia na categoria Indústria

Uma idéia, muita pesquisa, análise crítica e o retorno garantido. Com o projeto Revestimentos protetores para ferramentas de corte, moldes e matrizes, o pesquisador da pós-graduação em Materiais da Universidade de Caxias do Sul, Carlos Alejandro Figueroa ganhou entre mais de mil concorrentes o prêmio Santander de Ciência e Tecnologia, na categoria Indústria.

“A tentativa é que toda a pesquisa funcione conforme o projeto, com o prêmio agora basta concretizar o que se comprovou na teoria”, diz Figueroa.

Pensando em um processo mais versátil, otimizado e com menor custo de produção, o pesquisador desenvolveu o projeto de fabricação de revestimentos protetores para ferramentas de corte, moldes e matrizes. Com isso, aumenta a vida útil dos equipamentos que são muito usados pelas indústrias da área automobilística, plástica, agropecuária e aeroespacial, etc.

“A idéia consiste em obter materiais do tipo TiN, AlN, TiCN e AlCN usando equipamentos de nitretação por plasma pulsado (tecnologia PECVD), o que proporciona uma via de fabricação mais simples, versátil e econômica quando comparada com os revestimentos obtidos pela tecnologia PVD”, diz.

E acrescenta, “até o final de 2008 já teremos resultados significativos. E poderemos inserir no mercado”.

Prêmio Santander
Três universitários receberam o prêmio Santander de Empreendedorismo e três pesquisadores ganharam o premio Ciência e Inovação.

Cada um recebeu R$ 50 mil para investir em seus projetos. O objetivo das premiações é apoiar a atitude empreendedora e a pesquisa científica no meio acadêmico.

O Prêmio Santander de Ciência e Inovação foi entregue a Carlos Alejandro Figueroa, da Universidade de Caxias do Sul (UCS), Álvaro Cantini Nunes, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Leda dos Reis Castilho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O Prêmio Santander de Ciência e Inovação, dividido em três categorias - Indústria, Tecnologia da Informação e Comunicação, e Biotecnologia -, premia pesquisadores-doutores que produzirem as melhores pesquisas científicas de caráter tecnológico-inovador.

Para a definição dos projetos finalistas, foram considerados os objetivos gerais e específicos na área de aplicação do projeto, infra-estrutura física e humana disponível para sua implantação, o valor agregado para a organização, o impacto social e ambiental, potencial para a geração de riqueza, viabilidade técnica e financeira, indicadores dos resultados esperados (quantitativos e qualitativos) e o caráter inovador.

Fonte: Cimm

Abertas as inscrições para intercâmbio educacional e de pesquisa entre Brasil e Uruguai

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) está com inscrições abertas até 10 de março de 2008 para o intercâmbio educacional e de pesquisa com o Uruguai. Estudantes de doutorado, professores e pesquisadores brasileiros, vinculados a programas de pós-graduação de Instituições de Ensino Superior (IES), podem participar. O objetivo do edital é apoiar a qualificação de recursos humanos por meio de intercâmbio entre os dois países, em todas as áreas do conhecimento.

O coordenar do projeto que será enviado a Capes deve ter o título de doutor há pelo menos cinco anos e reconhecida competência na área. As propostas apresentadas devem estar vinculadas a programas de pós-graduação avaliados pela Capes.

O número máximo de missões de trabalho é de duas por ano, por projeto.

Cada proposta brasileira selecionada receberá R$ 10 mil por ano para custeio de execução. Além disso, a Capes financia as passagens aéreas, seguro saúde e auxílio instalação.

As atividades de pesquisa terão inicio em maio de 2008.

Inscrições e mais informações, acesse o endereço .

Fonte: Capes

Incrições abertas para bolsas dentro do programa de intercâmbio entre Brasil e Alemanha (Capes/ CNPq - DAAD)

Estão abertas, até o dia 29 de fevereiro, as inscrições para bolsas de estudos na Alemanha. As bolsas são financiadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC), Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

São oferecidas bolsas de doutorado, doutorado-sanduíche. A duração das bolsas para doutorado pleno é inicialmente de um ano, podendo ser renovada até 48 meses. No caso de estudantes alemães que fazem doutorado sanduíche no Brasil a duração máxima das bolsas é de um ano, não podendo ser prorrogada. As bolsas de doutorado-sanduíche para brasileiros podem ser prorrogadas até dois anos.

A bolsa é destinada a candidatos que tenham cursado mestrado em cursos recomendados pela Capes. Os interessados devem apresentar plano de estudo específico sobre o que pretendem realizar e confirmação de orientação científica na Alemanha. É oferecido curso intensivo de língua alemã de até seis meses antes do início do programa acadêmico. Além da bolsa de estudos, os selecionados receberão seguro saúde e passagem aérea de ida e volta. Para saber mais acesse o edital .

Fonte: Assessoria de Imprensa da Capes