terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Uso da cinza da casca de arroz como carga em matrizes de poliamida 6 e poliamida 6.6

Study of the use of rice husk ash as filler in polyamide 6 and polyamide 6.6 matrices

Náilon sustentável
A cinza gerada pela queima da casca de arroz, resíduo causador de sérios danos ambientais, pode ser uma alternativa eficiente como carga estrutural na produção de poliamidas, de acordo com estudo realizado no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).

De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil produz anualmente 11,3 milhões de toneladas de arroz, gerando cerca de 400 mil toneladas de cinzas.

As poliamidas, conhecidas popularmente como náilon, são os principais termoplásticos de engenharia, usados em larga escala pelas indústrias automobilística, elétrica, têxtil, de construção civil, de embalagens, entre outras.

O estudo comparativo, publicado na revista Polímeros, analisou propriedades mecânicas e térmicas de poliamidas com carga de 30% de cinza de casca de arroz e de poliamidas com 30% de talco, a carga mineral mais utilizada nesses polímeros.

Nos dois casos, segundo Leonardo Gondim de Andrade e Silva, pesquisador do Ipen e um dos coordenadores do estudo, os resultados mostraram comportamento semelhante, com potencialidades para a substituição do talco pela cinza da casca de arroz – alternativa viável em processos industriais –, além da contribuição para diminuição do impacto ambiental.

“A principal vantagem da cinza é ambiental, uma vez que centenas de toneladas de resíduos deixarão de ser descartadas no meio ambiente, isso sem levar em consideração que o talco é retirado de jazidas”, disse Andrade. Os outros autores do artigo são Waldir Ferro, do Ipen, e Hélio Wiebeck, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli).

Outra qualidade importante é que o processamento das poliamidas estruturadas com a cinza teve melhor fluxo de material, proporcionando injeção mais fácil e obtenção de peças com bom aspecto, segundo Andrade.

As poliamidas têm grande importância econômica, uma vez que suas resistências químicas, mecânicas, térmicas e elétricas permitem a produção de peças e componentes que até então eram produzidos em metal, com maior produtividade e custos reduzidos.

“O papel de destaque das poliamidas se deve à combinação de propriedades que incluem grande resistência à abrasão, baixo coeficiente de atrito e resistência ao impacto e a solventes, além do custo competitivo – dada a grande capacidade de produção mundial, que atende principalmente ao elevado consumo de fibras têxteis”, afirmou.

As cargas minerais são substâncias que alteram a resistência a altas e baixas temperaturas, além de proporcionar estabilidade dimensional, diminuindo a contração na moldagem das peças e a absorção de água.

As fibras de vidro e de carbono, o carbonato de cálcio precipitado, a microesfera de vidro e o talco são as cargas minerais mais utilizadas. O talco, segundo Andrade, confere estabilidade superior e melhor desempenho ao produto acabado.

Propriedades mecânicas
A metodologia da pesquisa buscou comparar os resultados da cinza da casca de arroz como carga, que se mostrou semelhante ao talco, em uma amostra de poliamida utilizada na confecção de um conector elétrico para indústria automobilística.

“O processo de obtenção da cinza da casca de arroz é realizado em duas fases. Na primeira, a casca é aquecida a uma temperatura entre 300º C e 350º C. Mantém-se a temperatura por 40 minutos para eliminação de toda a água e de produtos voláteis que possam ter na amostra. Depois, ela é elevada a 600º C até a completa combustão da casca de arroz, obtendo-se cinza de cor negra”, explicou Andrade.

As técnicas utilizadas analisaram propriedades mecânicas como resistência ao impacto, à tração e à flexão e também a propriedade térmica de fio incandescente, teste voltado para a aplicação de componentes elétricos. Tanto a carga de talco como a de cinza de casca de arroz demonstraram propriedades mecânicas semelhantes. “Isso já credencia a cinza como alternativa de carga para o processo”, disse o pesquisador do Ipen.

O ensaio térmico de fio incandescente demonstrou que as poliamidas com carga de cinza da casca de arroz também tiveram comportamento similar ao talco. “Mas a cinza teve a vantagem de não gotejar em contato com o calor intenso, como ocorre com o talco, usado em compostos formulados com retardante de chama para dificultar o gotejamento do polímero”, disse.

De acordo com a pesquisa, as poliamidas formuladas com cinza de casca de arroz também levaram vantagem quanto à fluidez, proporcionando injeção mais fácil nas amostras e um melhor aspecto final, uma vez que o talco costuma subir para a superfície da peça, provocando manchas que comprometem o aspecto visual.

A limitação da carga de cinza, segundo Andrade, seria em relação à cor do produto obtido. “Como a cinza é resultado da combustão da casca de arroz, o produto final seria utilizado apenas para confecção de peças de cor preta”, afirmou.

Para ler o artigo Uso da cinza da casca de arroz como carga em matrizes de poliamida 6 e poliamida 6.6 pode ser lido na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

Pesquisadores da UFCG desenvolvem membrana para dessalinização de água salobra

Um grupo de pesquisadores do Laboratório de Referência em Dessalinização (LABDES) da Universidade Federal de Campina Grande (PB) desenvolveu um tipo de membrana, feita com fibras ocas, para a dessalinização de águas salobras. Essa nova membrana pode substituir as importadas, utilizadas hoje nos laboratórios de dessalinização brasileiros.

O projeto foi desenvolvido em parceria com a Coordenação dos Programas de Pós-graduação de Engenharia (COPPE), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT).

A pesquisa buscou estudos que favorecessem a situação de emergência para uma autonomia nacional, em termos dos equipamentos necessários, principalmente no caso das membranas para dessalinizadores. “Estudamos os critérios para viabilizar um maior acesso e a redução do custo das soluções técnicas já postas em vigor para o fornecimento de água potável a comunidades inseridas na região do semi-árido brasileiro”, explicou o coordenador do projeto e responsável pelo LABDES, professor Kepler Borges França.

A produção das membranas ocas, para a dessalinização de águas salobras e salinas, encontra-se agora em fase de consolidação para atingir o patamar de escala industrial. Além deste trabalho, o LABDES vem trabalhando também na linha de produção de membranas cerâmicas, de fluidos para perfuração de poço de petróleo para a geração de energia não-convencional, a produção de hidrogênio eletrolítico e o reuso de águas .

Dessalinização
Há tempos já vem sendo diagnosticado o problema de escassez de água no mundo, especialmente em países com grandes regiões semi-áridas como o Brasil. Diante do quadro de baixa oferta de água potável, uma solução viável e segura para se obter água doce é dessalinizar a água salobra. Para isto, existem várias técnicas e processos, como a troca iônica e de eletrodiálise, ou o processo de osmose inversa. Pensando em uma tecnologia que possa ser adaptada às condições locais de cada região, tanto econômicas como sócio-culturais, o processo por osmose inversa tem sido o mais viável e utilizado em diversos países desde o final da década de 60.

“A tecnologia de dessalinização via osmose inversa é um fato consolidado nos países mais avançados. Aqui, adquirimos as membranas de fora do país para atender às necessidades de produção de água dessalinizada para regiões carentes e que não possuem acesso à água de boa qualidade. Por isso o investimento em pesquisa para o desenvolvimento de membranas vem ser de extrema necessidade, visando, principalmente, baratear essa demanda de ordem social e ambiental”, completa o coordenador Kepler França.

Para esta opção, são perfurados poços na região e a água retirada é submetida ao processo de osmose inversa por membrana. Segundo o professor Kepler França, o processo consiste, fundamentalmente, em pressurizar a água salobra, fazendo-a circular por cima da superfície de membranas seletivas, acomodadas em módulos e que praticamente só deixam permear a água pura. “São membranas poliméricas que, sobre o efeito de uma dada pressão aplicada, superior à pressão osmótica da água de alimentação do sistema, realizam a dessalinização”, complementa. Segundo o professor, o sal retido se concentra na corrente que não passa pela membrana, sendo esta recolhida para descarte ou aproveitamento posterior, por exemplo, em tanques de criação de peixes.

Diminuição da mortalidade
Direcionado para atender as demandas emergenciais de municípios do semi-árido brasileiro, o projeto desenvolvido pelos pesquisadores, focou-se na cidade de São João do Cariri, localizada na microrregião do Cariri Ocidental, no semi-árido do Estado da Paraíba.

Segundo dados do projeto, este município possui um baixo Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M). De acordo com o Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil (PNUD, 2003), o IDH-M foi de 0,662. Em relação ao Brasil, Serra Branca ocupa a 3.567ª posição. Um dos indicadores responsáveis por este baixo IDH, refere-se à mortalidade de crianças com até 1 ano de idade – por mil nascidos vivos. No ano de 2000, foram 44 crianças falecidas, ou seja, a cada mil crianças que nascem em Serra Branca, 44 morrem antes de completarem um ano.

“Com o projeto alcançamos impactos significativos para o município na área de saúde e para melhoria da qualidade de vida, com o consumo de água de boa qualidade, conseqüentemente contribuindo para a redução da mortalidade infantil”, explicou o coordenador.

Os dados e necessidades da cidade de Serra Branca são também um reflexo do que ocorre em diversos municípios do semi-árido brasileiro, revelando a necessidade urgente de melhoria da qualidade de vida das pessoas dessa região.

Na década de 90, com os avanços tecnológicos e os programas oficiais de apoio a municípios afetados pela seca, montadoras nacionais viabilizaram melhorias para unidades de dessalinização, aproveitando a água salobra de poços já perfurados e transformando as unidades para capacidades de porte médio, de 2 mil a 5 mil litros por hora. Segundo dados apresentados pelo projeto, estima-se que 2 mil unidades de osmose inversa tenham sido instaladas no Nordeste durante esse período, porém grande número destas hoje está inoperante por falta de operação adequada, de manutenção e custeio.

“ O grupo também se articulou, a partir de um patamar representado pelas condições locais sócioeconômicas da região do semi-árido, e pela oferta de tecnologia disponível, para promover melhorias adaptativas e inovações nas unidades de dessalinização. Percebemos que existe a necessidade de um gerenciamento adequado de recursos técnicos e humanos que visem à racionalização e à otimização do uso e da manutenção destes dessalinizadores por osmose inversa”, completou.

Aumento da oferta de água potável
Além da produção das membranas tipo fibras ocas para substituir as membranas importadas, o projeto também focou em estudar melhorias do desempenho e vida útil dos sistemas de dessalinização no semi-árido. “Apesar das vantagens do processo de osmose inversa, existe a dificuldade de acesso a alguns componentes, principalmente módulos de membranas, importadas e de custo relativamente alto, e as dificuldades de gerenciamento e manutenção das unidades instaladas, sem os quais tornam-se inoperantes em curtos intervalos de tempo”, explicou o coordenador Kepler França.

“Nesse contexto, o principal objetivo do projeto foi aumentar a oferta de água potável com a maior eficiência na dessalinização de águas salobras por osmose inversa. Para atingir os resultados, unimos competências e experiências complementares dos pesquisadores da Paraíba e do Rio de Janeiro, de modo que investimos em atuar na solução de um sério problema nacional, que há anos causa flagelo em uma grande parte da população que vive na região do semi-árido brasileiro. A escassez de água potável traz diversas seqüelas, como aumento da taxa de mortalidade infantil e baixo nível de desenvolvimento social e econômico da região”, finalizou.

Veja também Destilador solar produz água potável a partir de água do mar no InovaBrasil.

Fonte: CNPq

iF Design Award premia 17 trabalhos brasileiros

A edição de 2008 do iF Design Award premiou 17 trabalhos brasileiros. Com mais este resultado, o país alcança a marca dos dez mais premiados nas edições iF Design Award.

Nesta edição, 98 trabalhos de brasileiros estavam concorrendo. Todos foram indicados pelo Design Excellence Brazil (DE Brazil), uma iniciativa desenvolvida no âmbito do Programa Brasileiro de Design (PBD), que é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Em entrevista ao Gestão C&T impresso, do mês de novembro, Ana Prata Girão, assessora do PBD, conta que o alto índice de trabalhos disputando o concurso mostra que as empresas têm aprimorado a inserção do design no processo produtivo.
Segundo informações do ministério, os produtos brasileiros foram avaliados pela qualidade, acabamento, escolha de materiais, ecodesign, ergonomia, segurança e valorização da marca.

Os vencedores brasileiros da edição de 2008 são:
• Vision - Cerâmica Portobello
• Recicla Vidro – Atelier Moema Cardoso
• Anel Oxigênio – Antonio Bernardo (HB Adornos)
• Meia Lua Wash Basin – Duratex S.A. (Deca)
• Atena A600 - Baumer AS
• Bossinha - Lumini
• Cashdesk Pos Keybord - Itautec S.A.
• LS12Q - Electrolux do Brasil SA
• Linha Inside - Light Design Iluminação
• Arind - Light Design Iluminação
• Orus - Light Design Iluminação
• Plataforma Veicular - Daiken Indústria Eletrônica Ltda
• Embalagem para espumante Milésime - Vinícola Miolo
• Sistema Carrapixxxo - 3X
• Embalagem Opallis - FGM Produtos Odontológicos
• Ursa Maior - Uia Eco Design
• Mesa Neo - Facilities do Brasil

Para mais informações sobre o Programa Brasileiro de Design, acesse o endereço http://www.designbrasil.org.br/portal/acoes/pbd.jhtml .

Fonte: Gestão CT

Estimativa dos poluentes emitidos pelos ônibus e microônibus de Campo Grande/MS, empregando como combustível diesel, biodiesel ou gás natural

Estimation of the atmospheric pollutants emitted in Campo Grande/MS, by buses and minibuses which employ diesel, biodiesel or natural gas as fuels

Legislação branda para altas tecnologias
O diesel derivado do petróleo é o combustível que mais gera poluentes tóxicos na atmosfera, quando comparado ao biodiesel e ao gás natural. Mas, segundo estudo feito na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), esse quadro pode ser revertido com a adoção de novas tecnologias capazes de reduzir drasticamente as emissões veiculares.

A pesquisa estimou o total de poluentes emitidos mensalmente por ônibus e microônibus em Campo Grande (MS), que empregavam os três combustíveis. O estudo, feito por Glauco Kozerski e Sônia Corina Hess, do Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da UFMS, foi publicado na revista Engenharia Sanitária e Ambiental.

Os autores utilizaram dados sobre padrões químicos dos poluentes e detalhes técnicos das emissões gasosas fornecidos pelos fabricantes de motores. Quantificaram ainda a energia gerada pelos três combustíveis e calcularam as distâncias mensais rodadas por veículos de seis empresas de transporte coletivo da cidade.

Após comparar as emissões dos motores, o estudo verificou a existência de modelos que poluiam menos, mesmo com a utilização do diesel – alguns chegaram reduzir em mais de 50% as emissões de poluentes. A principal conclusão do trabalho é que as leis brasileiras que regulamentam o setor estão defasadas.

“As inovações tecnológicas em motores, catalisadores, filtros de partículas e sistemas de queima do combustível são capazes de minimizar a emissão de monóxido de carbono e de óxidos de nitrogênio, por exemplo, a níveis bem inferiores aos que a legislação atual exige”, disse Sônia Corina Hess.

“Como os padrões legais de emissão que temos hoje são muito mais brandos do que seria possível implementar, é preciso destacar a urgência de que sejam criadas leis mais restritivas, principalmente para veículos dos grandes centros urbanos”, afirmou.

Segundo a pesquisadora, a solução é simples: se existem motores menos poluentes, eles devem ser usados por todos os fabricantes. “Além das mudanças na legislação que restrinjam os parâmetros de emissão, órgãos como o Conama [Conselho Nacional do Meio Ambiente] precisam garantir que as inovações disponíveis sejam incluídas nas exigências técnicas dos fabricantes de motores. É inaceitável que a legislação brasileira ainda não tenha conseguido acompanhar a evolução tecnológica de queima dos combustíveis”, lamenta.

Estratégias nacionais
O estudo feito na UFMS destaca também que o biodiesel é o mais indicado no caso brasileiro, não apenas por gerar menos poluentes na atmosfera, mas por que, “com a utilização gradual do biodiesel, novos empregos serão gerados em atividades agrícolas e industriais e as importações de óleo diesel serão diminuídas”.

O atual modelo de transporte de cargas é representado principalmente por veículos movidos a óleo diesel. Para atender à demanda do mercado nacional, o combustível é responsável por mais de 30% do volume de petróleo processado no Brasil. Diversos estudos têm relacionado seus poluentes tóxicos ao desenvolvimento de doenças como câncer, hipertensão, acidentes vasculares e problemas respiratórios.

Sônia chama a atenção também para o surgimento do H-Bio, diesel misturado com óleo vegetal que, segundo ela, do ponto de vista tecnológico pode superar o biodiesel. “A vantagem desse combustível é que o óleo de soja pode ser adicionado, junto a aditivos químicos, diretamente no diesel de petróleo, evitando o processo industrial de transesterificação utilizado na produção do biodiesel”, explica.

“É cada vez maior a possibilidade de o H-Bio ter apenas óleo de soja e aditivos químicos em sua composição, eliminando completamente o óleo diesel. A grande vantagem é que o biodiesel e o H-Bio são produtos genuinamente brasileiros, que utilizam tecnologia nacional em seus processos de fabricação”, afirma.

Quanto ao emprego do gás natural, o estudo mostra que a vantagem desse combustível é a redução nas emissões de óxidos de nitrogênio e de material particulado, apesar de seu emprego ser desfavorável para a balança comercial brasileira, pois boa parte é importado da Bolívia, com preços fixados em dólares.

Para ler o artigo Estimativa dos poluentes emitidos pelos ônibus e microônibus de Campo Grande (MS), empregando como combustível diesel, biodiesel ou gás natural, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Thiago Romero Agência FAPESP - 11/12/2006

Inaugurada a sede empresa binacional Alcântara Cyclone Space - ASC

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, compareceu, na última quarta-feira (5), à solenidade de inauguração da sede da empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ASC), em Brasília (DF). O evento contou com a presença de diversos deputados e representantes do setor espacial. Na ocasião, o ministro afirmou que espera que, até o final do atual governo, em 2010, o programa espacial esteja concluído.

A empresa binacional ASC é um projeto, desenvolvido pelo Brasil e pela Ucrânia, responsável pela operação do Sistema de Lançamento do foguete Cyclone-4, pela comercialização global de serviços de lançamento via Cyclone-4 e pela criação de demandas para os lançadores Cyclone-4 e de seus centros de serviço.

O objetivo do Projeto Cyclone-4, que estabelece o desenvolvimento de um Veículo Lançador avançado e de um Sistema de Lançamento Espacial a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, é suprir os programas brasileiros e ucranianos, sendo, também, extensivo a outros países. Por meio da empresa binacional ASC, o Brasil e a Ucrânia poderão adquirir a capacidade de lançar seus próprios veículos e satélites, atendendo requisitos de segurança e garantindo acesso independente ao espaço, com fins pacíficos.

Informações adicionais sobre o tratado podem ser encontradas no endereço: http://www2.mre.gov.br/dai/b_ucra_20_5176.htm.

Fonte: Gestão CT

Trade and Environment - A Resource Book

O IISD (International Institute for Sustainable Development), o ICTSD (International Centre for Trade and Sustainable Development) e o The Ring (Regional and International Networking Group), publicaram este ano um livro de referência sobre comércio, ambiente e desenvolvimento sustentável, em cuja escrita participaram 61 autores de 34 países.

Dividido em três secções principais (contexto, temas e debates, recursos informativos), este livro é constituído por mais de 60 capítulos, escrito cada um deles por diferentes autores que tratam temas como: agricultura, pescas, alterações climáticas e energia, biotecnologia, bens e serviços ambientais, resolução de conflitos, tecnologias ambientais, comércio ilegal de recursos naturais, direitos de propriedade intelectual, investimento, entre outros.

Os interessados poderão descarregá-la gratuitamente a partir do seguinte do endereço.

Fonte: Rui Borralho / Naturlink

Resultados do 1º Encontro de Coordenadores dos Cursos de Graduação e Programas de Pós-Graduação em Ciências do Mar

Foi realizado, de 20 a 22 de novembro, em Fortaleza (CE), o 1º Encontro de Coordenadores dos Cursos de Graduação e Programas de Pós-Graduação em Ciências do Mar (EnCoGrad-Mar). O evento serviu para delinear as diretrizes em relação ao ensino de graduação, de pós-graduação e dos grupos de pesquisa em ciências do mar no Brasil, bem como para definir os objetivos e programas da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Cirm).

O 1º EnCoGrad-Mar foi realizado pela Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Secirm) e por representantes do Comitê Executivo para a Consolidação e Ampliação dos Grupos de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências do Mar (PPG-Mar).

Quatro pontos foram os mais debatidos e, agora, passam a ser articulados entre os diversos cursos de graduação e de pós-graduação na área marinha para serem estabelecidas como ações conjuntas, de modo a contribuir para a qualificação e formação de recursos humanos no país. São eles:

• a necessidade de estabelecer um conteúdo básico mínimo, de nivelamento, abordando o conhecimento dos componentes, processos e recursos do ambiente marinho e zonas costeiras. Este deverá ser incorporado sob a forma de conteúdos curriculares, de disciplinas de tópicos especiais, de cursos de extensão ou outros mecanismos que venham a complementar os conteúdos desenvolvidos nas matrizes já existentes;

• a situação presente e as perspectivas do mercado de trabalho na área ciências do mar;

• as alternativas e os incentivos de intercâmbio de estudantes por parte das instituições de ensino que oferecem cursos nas diferentes modalidades de graduação e de pós-graduação entre os cursos da área de ciências do mar;

• o processo de propriedade intelectual e a obtenção de patentes na área de ciências do mar, objetivando fortalecer e, em algumas áreas, até criar esta cultura, garantindo a autoria e o reconhecimento das técnicas e tecnologias desenvolvidas.

O EnCoGrad-Mar reuniu coordenadores e representantes de 34 cursos de graduação da área de ciências do mar, que inclui: oceanografia; engenharias de pesca e aqüicultura; biologia marinha; geofísica marinha; ciências aquáticas; além dos 52 programas e cursos de pós-graduação cadastrados e reconhecidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC).

Informações adicionais, pelo telefone (41) 3361-1769 ou pelo e-mail.

Fonte: Gestão CT

Os Desníveis Regionais e a Inovação no Brasil: os desafios para as instituições de pesquisa tecnológica e industrial

Encontra-se aberto, até o dia 15 de fevereiro, o período para envio de trabalhos ao Congresso ABIPTI 2008. O evento acontecerá de 4 a 6 de junho, no Hotel Resort Garden, em Campina Grande (PB), como o tema “Os Desníveis Regionais e a Inovação no Brasil: os desafios para as instituições de pesquisa tecnológica e industrial”.

Os trabalhos devem ser desenvolvidos nos seguintes temas:
1. contribuição das instituições de pesquisa tecnológica (IPTs) na superação das disparidades regionais - estudo de casos;
2. modelos de organização e gestão das instituições de pesquisa tecnológica;
3. participação das IPTs na inserção social e no desenvolvimento econômico local e regional;
4. relação das IPTs com o meio ambiente e as energias renováveis; e
5. contribuição das instituições de pesquisa tecnológica na capacitação e formação profissional.

Os interessados em participar devem, até a data estipulada, enviar um resumo sobre o trabalho. Na síntese, com tamanho máximo de 2,5 mil caracteres (contando os espaços), o autor deverá escrever os objetivos; a metodologia; e os resultados previstos ou alcançados. Também é necessário que o autor coloque o nome completo, o telefone, o endereço de e-mail e a instituição onde atua.

Os resumos devem ser enviados para o e-mail.

Programação
O ministro da C&T, Sergio Rezende, abrirá o Congresso com a palestra “Perspectivas das instituições de pesquisa tecnológica frente aos desníveis regionais e a necessidade de inovação no Brasil”. A programação do evento contará, ainda, com as mesas-redondas: Interiorização, popularização de CT&I e responsabilidade social; e Experiências de incubadoras, parques e pólos tecnológicos como instrumentos de apoio ao desenvolvimento regional.

Já as conferências debaterão os seguintes temas: Políticas governamentais de CT&I e perspectivas das instituições de pesquisa tecnológica diante dos desafios gerados pelas desigualdades regionais; e Mudanças climáticas: desafios e rumos das instituições de pesquisa tecnológica e políticas públicas.

Público
É esperada a participação de pesquisadores de instituições científicas e tecnológicas (ICTs) e de universidades; gestores de políticas públicas; e técnicos e dirigentes dos setores público e privado, atuantes nas entidades e empresas de CT&I.

As inscrições para o Congresso ABIPTI 2008 podem ser realizadas pelo site http://www.congresso.abipti.org.br/ .

Informações adicionais, pelos telefones (61) 3348-3128 e (61) 3348-3129.

Fonte: Gestão CT

Divulgado o resultado do edital da Fapemig de apoio a projetos de extensão

Foi divulgado, na última sexta-feira (7), pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), o resultado do edital n° 16/2007 – Apoio a Projetos de Extensão em Interface com a Pesquisa. Das 274 propostas submetidas, 55 foram selecionadas para contratação, reunindo cerca de R$ 2,1 milhões em recursos.

O objetivo da chamada é fortalecer a ação transformadora da pesquisa sobre os problemas sociais e estabelecer uma relação dialógica entre pesquisadores e sociedade. Os trabalhos selecionados serão desenvolvidos por grupos extensionistas de pesquisa, formados por pesquisadores de uma ou mais instituições, que sejam reunidos por uma linha de pesquisa multidisciplinar integrada à extensão universitária.

Em texto publicado pela Fapemig, o diretor-científico da fundação, Mario Neto Borges, afirma que, após apoiar-se em bases científicas e tecnológicas, o setor de extensão universitária tem ganhado espaço, tendo sido, durante algum tempo, alvo de certo preconceito por ser considerado intermediário entre o ensino e a pesquisa. "A interlocução entre a pesquisa científica e tecnológica e a extensão deve ser levada à sociedade, pois é exatamente esta a missão do que chamamos de extensão universitária", acrescenta.

A relação das propostas aprovadas pode ser conferida no endereço.

Fonte: Gestão CT

30 anos do Curso de Mestrado em Educação da FACED/UFC

O Reitor da Universidade Federal do Ceará, Prof. Ícaro de Sousa Moreira, o Diretor da FACED, prof. Luíz Távora Furtado Ribeiro, e o Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação, prof. Hermínio Borges Neto, têm a honra de convidar V. Sa. para a Solenidade de Comemoração dos 30 anos do Curso de Mestrado em Educação da FACED/UFC.

Serviço:
Data: 14 de dezembro de 2007 (sexta-feira)
Horas: 8:00h - café da manhã na sala de convivência
9:00h - Auditório Castelo Branco

Maiores informações na Coordenacao de Pos-graduacao em Educacao , no endereço http://www.poseduca.ufc.br/ , ou nos telefones: 55 85 3366 7680 e 3366 7679 (fax)

Fonte: Grupo Multimeios da UFC

Câncer mata mais do que malária, tuberculose e Aids juntas.

Responsável por 8 milhões de mortes anuais, o câncer mata mais do que malária, tuberculose e Aids juntas – doenças responsáveis por 6,5 milhões de mortes no mundo anualmente. Em 2030, o índice de mortalidade do câncer poderá chegar a 17 milhões, de acordo com previsões de organizações internacionais, as quais alertam: em breve, 80% dos óbitos ocorrerão nos países em desenvolvimento.

“Não é verdade que o câncer é uma doença de países ricos e desenvolvidos”, criticou Franco Cavalli, presidente da União Internacional (UICC) contra o Câncer, que destacou o desafio em relação ao controle da doença e aos fatores de risco.

Mas, segundo ele, depois do investimento nas campanhas antitabagismo (e de seu relativo sucesso), o próximo passo é combater a obesidade. “Já temos conseguido convencer as pessoas a parar de fumar e a lutar contra as doenças infecciosas, mas lidar com o problema da obesidade ainda é uma tarefa difícil”, disse o pesquisador suíço no 2º Congresso Internacional de Controle do Câncer, realizado no fim de novembro no Rio de Janeiro.

“Convencer alguém a mudar seu hábito alimentar é bem diferente de convencer a tomar uma vacina”, ressaltou o alemão Andreas Ullrich, coordenador da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Os dois especialistas concordam que bons hábitos se adquirem na infância. “Trabalhar a questão na fase adulta é difícil. As lições de uma boa dieta deveriam ser dadas na escola, com as crianças aprendendo sobre as vantagens de comer verduras, legumes e frutas e sendo estimuladas a praticar esportes”, afirmou Ullrich, que coordena o Plano de Ação Global contra o Câncer, iniciativa da OMS.

Iniciado em 2005, o plano define sete ações específicas: a primeira delas é colocar o câncer na agenda de saúde mundial. “Diferentemente da Aids, o termo câncer contempla muitas doenças, há muitas neoplasias e fatores. A situação ainda não está sob controle”, avaliou Cavalli.

Outra ação do plano de enfrentamento da doença da OMS é convencer os governos a desenvolver planos e projetos de âmbito nacionais. Segundo Ullrich, o escritório da OMS no Brasil está em negociação com o governo federal em relação à implantação do plano no Brasil.

“Nosso objetivo é criar especialistas internacionais e um banco de dados, assim como desenvolver uma agenda de pesquisas sobre o câncer, formando uma rede mundial”, explicou.

Cavalli ressaltou a importância de instituições como a União Internacional contra o Câncer, organismo que funciona em Genebra e fomenta novos estudos sobre a doença. A instituição financia atualmente 26 projetos de pediatria oncológica no mundo.

Na América Latina estão em curso quatro projetos de Honduras, dois do Peru, um da Bolívia e dois da Venezuela. Propostas para apoio a pesquisas podem ser requeridas pelo site da UICC, em www.uicc.org .

Fonte: Washington Castilhos / Agência Fapesp

CNPq divulga o Edital: Bolsas de Mestrado e Doutorado

Foi publicado, no Diário Oficial da União (DOU) da última sexta-feira (7), o edital Bolsas Mestrado e Doutorado. O objetivo é promover a consolidação e o fortalecimento da pós-graduação no país nas seguintes áreas temáticas: ciências exatas e da terra; engenharias; ciências agrárias; e ciências da saúde e interdisciplinares. O envio de propostas pode ser realizado em dois períodos: até o dia 31 de janeiro, para a concessão de bolsas para o primeiro semestre, e até 15 de maio, para recursos para o segundo semestre.

As propostas só podem ser encaminhadas pelos orientadores dos alunos candidatos ao edital. Ao todo, serão disponibilizados R$ 50 mil para as bolsas de pós-graduação, sendo R$ 41,9 do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e dos Fundos Setorias, e R$ 8,1 provenientes do CNPq.

A íntegra do edital pode ser encontrada no endereço.

Fonte: Gestão CT

Elaboração e execução dos ZEEs contará com a participação de Estados e Municípios

No dia 6, o presidente Lula publicou o decreto nº 6.288, modificando o decreto nº 4.297∕02, que estabelece critérios para o ZEE.

A medida prevê que a União, para fins de uniformidade e compatibilização com as políticas públicas federais, poderá reconhecer os ZEE estaduais, regionais e locais, desde que sejam referendados pela comissão estadual do ZEE, ou aprovados pelas Assembléias Legislativas Estaduais, e desde que haja a compatibilização com o ZEE estadual, com os zoneamentos regionais e locais.

O decreto ainda determina que a elaboração do ZEE deverá buscar a sustentabilidade ecológica, econômica e social, com vistas a compatibilizar o crescimento econômico e a proteção dos recursos naturais, em favor das presentes e futuras gerações.

Além disso, a elaboração do zoneamento deverá valorizar o conhecimento científico multidisciplinar.

Para conferir a íntegra do decreto acesse o endereço.

Fonte: Gestão CT

Mercado de Softwares no Brasil

Fazer um panorama sobre o mercado de software brasileiro, identificar os principais obstáculos que dificultam o seu avanço e indicar saídas para esses problemas.
São esses os objetivos do Caderno de Altos Estudos sobre o Mercado de Softwares no País, que será divulgado hoje, pelo Conselho de Altos Estudos da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). O lançamento do relatório está previsto para ocorrer às 11h, no Salão Nobre da Casa. (LINK DO TEXTO ABAIXO)

De acordo com o trabalho, entre os principais desafios enfrentados pelo setor constam a dificuldade para as empresas conseguirem financiamento devido à falta de patrimônio que sirva como garantia e a rápida depreciação dos ativos nesse segmento, resultado do acelerado avanço tecnológico mundial. A falta de políticas de incentivo fiscal e de uma lei de regulamentação desse mercado também são colocadas como barreiras para o setor.

Outros empecilhos apontados pelo estudo são a preferência das compras governamentais por softwares produzidos em países como a Índia e a China e o monopólio de empresas multinacionais no uso e produção de sistemas operacionais e ferramentas profissionais.

Entre as soluções apontadas pelo trabalho para o desenvolvimento do setor de software no país constam a criação de políticas industriais, fiscais e de facilidades para o financiamento de empresas desse segmento e a adoção, pelo setor público, de um sistema de compras de softwares que priorize os produtos nacionais.

A idéia de elaborar um estudo sobre esse tipo de mercado brasileiro foi proposta pelo deputado federal Marcondes Gadelha (PSB/PB). Os trabalhos foram iniciados em um seminário realizado na Câmara, em 2005. De lá para cá, o estudo teve continuidade por meio de uma série de audiências públicas realizadas em diversos Estados do país e contou com o apoio de empresários, centros de pesquisa e outros parlamentares.

Mais pelo telefone (61) 3215-5214.


Fonte: Gestão CT