segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

UNB desenvolve equipamentos para portadores de deficiência

Uma equipe formada por engenheiros e desenhistas industriais da Universidade de Brasília (UnB), em parceria com empresas e profissionais do Distrito Federal (DF), finalizou neste mês o protótipo de um equipamento de fisioterapia para portadores de necessidades especiais, juntamente com um kit de motorização para cadeira de rodas com custo em torno de 40% mais baixo que as tradicionais.

O aparelho de fisioterapia objetiva auxiliar o trabalho na ginástica passiva, realizada periodicamente com pacientes. "Com isso será possível minimizar doenças provocadas pelo excesso de tempo que o cadeirante fica na mesma posição, melhorando a circulação e a sua qualidade de vida", diz a fisioterapeuta Karla Marques.

A outra invenção da equipe, uma cadeira de rodas motorizada que custa na faixa de 5 mil a R$ 9 mil, poderá ser vendida, em larga escala, por cerca de R$ 2 mil. A diferença, segundo o coordenador do projeto Pesquisa e Desenvolvimento de Equipamentos destinados a Paraplégicos, o professor do Departamento de Engenharia Mecânica da UnB Carlos Humberto Llanos, está na escolha da matéria-prima mais barata e nacional.

Depois de pronta, a equipe da UnB transfere a tecnologia para uma associação de portadores de necessidades especiais do DF. O grupo espera comercializar o equipamento a partir de junho de 2008.

O kit da cadeiras de rodas motorizado é guiado por meio de um manche acoplado a uma placa de controle. Assim, a cadeira pode fazer curvas e até subir rampas. O kit está em fase finais de testes com cadeirantes da associação para que possam dar sugestões de melhorias.


Financiamento
O projeto partiu de uma demanda da Associação de Apoio aos Portadores de Necessidades Especiais (Adapte) da Ceilândia, cidade satélite de Brasília, que em 2005 foi procurada pela empresa TipoD. Na época a entidade que oferece consertos de cadeiras de rodas não conseguia peças para o reparo das motorizadas.

Foi aí que a entidade, junto com a empresa e o grupo da UnB tiveram a idéia de criar o equipamento de fisioterapia e um kit de motorização barato que pudesse ser usado pelos associados.

O projeto foi aprovado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), que liberou R$ 108 mil para custeio de bolsas e materiais.

A verba é administrada pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) e foi usada na compra de materiais necessários para desenvolvimento e custeio de bolsas para parte da equipe que é constituída por engenheiros, desenhistas industriais, pedagogos e fisioterapeutas. Eles trabalham na universidade e na associação e informam ao restante da equipe as principais necessidades dos deficientes.

Toda a tecnologia de controle, automação e potência do sistema foi criada pela empresa Maistek, incubada no Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (CDT) da UnB há dois anos.

Ao final do projeto toda a tecnologia será repassada para a associação. "Serão ministrados minicursos que ensinarão a soldar placas e realizar adaptação mecânica nas cadeiras" afirma Carlos Llanos, coordenador do projeto. A intenção é que a própria Adapte confeccione e comercialize os produtos por um preço mais baixo.

A apresentação do protótipo da cadeira de rodas será nesta quarta-feira (12), às 16h, no prédio da Reitoria.

Fonte: Agência CT

Avaliação da Gestão Florestal no Sul do E.S.


No próximo dia 13 de dezembro às 19:00 horas, ocorrerá o lançamento do livro Avaliação da Gestão Florestal no Sul do Espírito Santo, de autoria de Luiz Fernando Schettino e Fábio Corrêa Gonçalves.

O evento terá lugar no salão nobre da Assembléia Legislativa.

Fonte: InovaBrasil

18º Congresso Mundial de Epidemiologia e 7º Congresso Brasileiro de Epidemiologia

A inscrição de trabalhos científicos ao XVIII Congresso Mundial de Epidemiologia e ao VII Congresso Brasileiro de Epidemiologia, promovidos pela Associação Internacional de Epidemiologia (IEA), encontra-se aberto desde 15 de outubro.

O tema dos encontros, que ocorrem de 20 a 24/09 de 2008, em Porto Alegre, é A Epidemiologia na Construção da Saúde para Todos: Métodos para um Mundo em Transformação. A expectativa é de um público de 4 mil pesquisadores do país e outros mil epidemiologistas internacionais.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Unisinos, Maria Teresa Anselmo Olinto, faz parte da Comissão organizadora do evento. A universidade é uma das quatro instituições de Ensino Superior que apoiam o evento.

Mais informações: http://www.epi2008.com.br/

Fonte: Unisinos

Planejamento da implantação de escolas

Responda rápido: o que nasce primeiro nas cidades brasileiras, os bairros ou as escolas? Segundo Ismael Bravo, pesquisador do Laboratório de Gestão Educacional (Lage) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), são os bairros, apesar de se tratar de um equívoco.

“Normalmente os bairros, sobretudos os menos favorecidos, são criados primeiro e, depois de alguns anos, entram em cena os aparelhos sociais, como instituições de ensino, postos de saúde, saneamento básico e transporte. Mas esse é um viés equivocado do planejamento urbano no Brasil”, disse.

“Com isso, acaba sobrando para a escola a tarefa de entender as características da sociedade que está precisando de seu ensino, o que também nem sempre ocorre”, afirmou o pesquisador, que descreve esses e outros conceitos em sua tese de doutorado defendida em 2004 no Lage, que é vinculado à Faculdade de Educação da Unicamp.

O autor e o trabalho, intitulado Gestão Educacional em Áreas de Transição: uma contribuição à metropolização, receberam, no fim de novembro, em São Paulo, o primeiro lugar do Prêmio Instituto Unibanco de 2007, na categoria “Gestão Escolar e Sistema de Ensino”.

Tendo como estudo de caso 20 escolas da região metropolitana de Campinas, a pesquisa faz uma análise demográfica e de geografia política dos movimentos da população no território, de modo a chamar a atenção dos gestores públicos, do ponto de vista do planejamento da educação, para a diversidade das características e necessidades peculiares das populações urbanas e rurais.

“Se não levarmos em conta a diversidade em que determinada escola está inserida na hora de avaliar sua produtividade, por exemplo, esse tipo de trabalho pode cair por terra. Atualmente, as pesquisas de produtividade nas escolas públicas brasileiras nem sempre levam em conta o perfil social, cultural e econômico dos pais e alunos que freqüentam as unidades escolares”, disse Bravo.

Segundo ele, na maior parte das instituições de ensino públicas no país, o perfil do aluno, que deve constar em seu projeto pedagógico, “é traçado apenas pela visão do cotidiano escolar de professores e diretores, que, invariavelmente, não residem na localidade onde a escola está inserida.”

E quando a escola vai ao encontro das necessidades dos alunos e responsáveis, ela passaria a fazer sentido para a comunidade pelo fato de poder elaborar seu projeto pedagógico com base em uma realidade específica, aumentando as possibilidades de reduzir índices de violência e de aproximação dos alunos das aulas.

“Desse modo, as abordagens pedagógicas em sala de aula passam a ter relação direta com o cotidiano dos alunos, que deve ser considerado, também, pelo planejamento da educação pública no Brasil, seja na hora de criar novas escolas ou na destinação dos recursos”, disse.

Espaços de transição
Outro problema abordado por Ismael Bravo é que, uma vez que a legislação brasileira classifica as escolas como rurais e urbanas, centenas delas perderam suas identidades, não sendo nem urbanas, nem rurais.

“Com o crescimento das metrópoles, nas últimas décadas surgiram áreas de transição – um meio físico que se caracteriza pela heterogeneidade de sua constituição por ter perdido características homogêneas da cidade ou do campo”, explicou.

De acordo com o pesquisador, esse processo de ocupação heterogênea, além do fato de que nichos de atividades rurais surgem nas metrópoles e vice-versa, faz com que os alunos de uma determinada escola nem sempre sejam residentes no município onde ela está instalada fisicamente.

“Com isso, os recursos para a manutenção da escola, que vêm da prefeitura do município, não atendem plenamente à população da cidade. Um exemplo que analisei foi o de uma escola considerada rural, localizada em Valinhos, mas que tem 60% dos alunos residindo na cidade de Campinas. Essa escola acaba se descaracterizando internamente por atender a uma população que não é de área rural”, explicou.

O Prêmio Instituto Unibanco tem o objetivo de identificar e disseminar o conhecimento produzido por pesquisas acadêmicas sobre o Ensino Médio, possibilitando sua aplicação para a melhoria da qualidade da educação pública no Brasil. Foram premiados três trabalhos em duas categorias, sendo a outra “Formação de Professores”.

A tese de doutorado de Ismael Bravo também rendeu o livro Gestão Educacional no Contexto da Territorialização, voltado para dirigentes, supervisores, coordenadores e professores. A obra teve apoio da FAPESP e foi lançada este ano pela Editoria Alínea.

Mais informações: www.atomoealinea.com.br

Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp

4º Encontro Nacional de Química Ambiental

A data limite para submissão de trabalhos para a quarta edição do Encontro Nacional de Química Ambiental, que será realizada de 11 a 14 de março, em Aracaju (SE), é 15 de janeiro.

O tema central dó evento será "Água, energia, alimentos: desafios de sustentabilidade para um mundo em mudanças".

A promoção é do Departamento de Química e do Programa de Pós-graduação em Química, ambos da Universidade Federal de Sergipe, em parceria com o Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS) e a Divisão de Química Ambiental da Sociedade Brasileira de Química.


Fonte: Agência Fapesp

Palestra: Novos desenvolvimentos nos ímãs de neodímio-ferro-boro aglomerados com polímeros

“Novos desenvolvimentos nos ímãs de neodímio-ferro-boro aglomerados com polímeros” será o tema da palestra que o pesquisador Bernd Grieb irá proferir no dia 14 de dezembro, às 10 horas, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista.

Grieb participou do desenvolvimento de superímãs, na década de 1980, no Laboratório de Metalurgia do Pó, do Max Planck Institut de Stuttgart, na Alemanha. Há sete anos trabalha na empresa fabricante de pós para ímãs aglomerados, a Magnequench International.

O evento ocorrerá no anfiteatro do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Poli. A palestra será proferida em inglês, sem tradução simultânea, e os interessados devem confirmar presença até 13 de dezembro.

Mais informações pelo e-mail.

Fonte: Agência Fapesp

Detection of cocaine and cocaethylene in sweat by solid-phase microextraction and gas chromatography/mass spectrometry

Cocaína detectada no suor
Um método desenvolvido na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Universidade de São Paulo (USP), que identifica a presença de cocaína no organismo humano até dez dias após o consumo, poderá se tornar uma ferramenta importante para o tratamento de dependentes. Os testes disponíveis atualmente, que analisam a urina, detectam a substância apenas até quatro dias depois de consumida.

O novo teste, resultado da dissertação de mestrado da farmacêutica bioquímica Maria José Damas Follador, caracteriza-se pela aplicação de um adesivo na pele do paciente. “É uma espécie de curativo, com um um algodão central que coleta as amostras de suor para as análises toxicológicas”, disse Maria José.

Depois de coletado, a análise do material é relativamente simples. A cocaína e o cocaetileno, substância proveniente do consumo combinado de cocaína e álcool, são retirados do adesivo por meio de uma microextração em fase sólida. “Após a extração, o material é injetado em um cromatógrafo em fase gasosa, que separa as substâncias para, logo em seguida, passar pelo espectrômetro de massa, responsável por identificar a droga”, explica a pesquisadora

Maria José lembra que atualmente a urina é a amostra biológica mais utilizada para esse tipo de exame e aponta vantagens do novo método. “O suor é capaz de demonstrar resultados mais precisos. A urina pode ser facilmente adulterada, diluída com outros líquidos para mudar os resultados”, conta

Segundo Maria José, o risco de adulteração da amostragem feita pelo suor é mais difícil. “Ao ser retirado da pele, o material não consegue aderir novamente”, disse. Por conta disso, a pesquisadora cita uma aplicação eficiente para a inovação: o monitoramento de dependentes químicos que precisam freqüentar clínicas de desintoxicação. “O paciente pode ter uma vida normal utilizando esse método, pois nem todos os usuários precisam ficar internados e em observação durante o tratamento.”

Veja o texto completo no site.

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP - 10/12/2004