sábado, 8 de dezembro de 2007

Prevalência de casos de deficiência auditiva em recém-nascidos prematuros

Ocorrência dos indicadores de risco para a deficiência auditiva infantil no decorrer de quatro anos em um programa de triagem auditiva neonatal de um hospital público

Occurence of risk indicators for hearing loss over four years in a neonatal hearing screening program of a public hospital


Uma pesquisa realizada na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), feita com recém-nascidos prematuros, detectou uma prevalência de casos de deficiência auditiva infantil entre crianças que permanecem em UTI neonatal por mais de 48 horas.

Os pesquisadores também detectaram, no período de quatro anos estudado, um salto na presença de alguns fatores de risco para a surdez infantil, como casos de antecedentes familiares, utilização de ventilação mecânica durante internação e convulsões. Houve queda da presença de fatores de risco como infecções e malformação congênita.

O objetivo do estudo, segundo Michele Vargas Garcia, que participou da coleta dos dados e elaborou o texto final da pesquisa, foi comparar a ocorrência dos indicadores de risco para a deficiência auditiva infantil ao longo de quatro anos, a partir do Programa de Triagem Auditiva do Hospital São Paulo. A pesquisa foi publicada na Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia.

“A importância de se pesquisar o indicador de risco é determinar a necessidade de acompanhamento auditivo da criança. Se ela apresentou um, dois ou mais indicadores, precisa ser acompanhada porque é possível que no momento do nascimento o recém-nascido não apresente problema. Mas os indicadores mostram que pode haver um aparecimento tardio de perda auditiva”, disse Michele.

No estudo, foram analisados os prontuários de 382 recém-nascidos prematuros nascidos no Hospital São Paulo entre 2000 e 2004. Todos foram atendidos no Programa de Triagem e Acompanhamento Multidisciplinar da Unifesp. Segundo o Comitê Brasileiro de Perdas Auditivas na Infância, os recém-nascidos que apresentam mais de um indicador de risco necessitam de uma avaliação auditiva a cada seis meses, pelo menos, até a idade de três anos.

Os indicadores de risco pesquisados no protocolo da Unifesp incluem permanência em UTI neonatal por 48 horas ou mais, antecedente familiar de perda auditiva ou consangüinidade, infecções congênitas (rubéola, sífilis, citomegalovírus, herpes, toxoplasmose e Aids) e anomalias craniofaciais.

O peso menor que 1,5 quilo ao nascer, meningite bacteriana, ventilação mecânica prolongada, alcoolismo materno e uso de psicotrópicos na gestação, convulsões neonatais e traumatismo craniano são outros indicadores considerados.

“O foco na triagem auditiva neonatal é importante para o diagnóstico da perda de audição e a pesquisa dos indicadores determina o quanto a criança precisa ser avaliada na fase da aquisição da linguagem”, disse Michele.

Mudanças nos fatores de risco
Os pesquisadores detectaram que o fator de risco mais freqüente foi a permanência em UTI neonatal por período superior a 48 horas. O número de recém-nascidos que permaneceram no local, em cada um dos anos, ficou em torno de 80% da amostra. Esse dado, de acordo com a pesquisa, era esperado, uma vez que a maioria dos recém-nascidos prematuros necessita de cuidados intensivos após o nascimento.

“Houve também uma ocorrência superior a 30% de bebês com baixo peso no decorrer dos quatro anos. Aqueles de muito baixo peso são mais propensos a infecções. Por isso estão sujeitos ao uso de antibióticos que são ototóxicos, isto é, têm efeitos colaterais tóxicos sobre o sistema auditivo”, explicou Michele.

A pesquisa registrou um aumento na presença de alguns fatores de risco, como os casos de antecedentes familiares, que em 2000 estavam em 5,9%, passando para 13,6% em 2003. A ventilação mecânica, utilizada durante o período em que o recém-nascido permanece na UTI neonatal, aumentou de 24,6% casos em 2000, para 40,2% em 2004. O número de convulsões também registrou alta: saltou de 4,2% para 9,8%, no período analisado.

Segundo Michele, o aumento dos casos de ventilação mecânica está associado à sobrevida cada vez maior de prematuros e ao baixo peso, já que se “verifica a necessidade do uso cada vez maior de ventilação mecânica em neonatos de alto risco”. Seguindo esse mesmo raciocínio, quanto menor o peso, maior a probabilidade do recém-nascido apresentar quadros convulsivos.

Os dados registram uma diminuição dos fatores de risco em relação às infecções congênitas e aos casos de hemorragia periintraventricular. Os casos de infecção diminuíram estatisticamente de 2000 para 2003, caindo de 11% para 4,3%. Em 2002, houve apenas um caso de sífilis. A hemorragia periventricular-intraventricular (HPIV) reduziu de 15,3%, no ano 2000, para 5% em 2003. Além disso, houve diminuição nos casos de malformação, que caíram de 3,4% no ano 2000 para 0,7% em 2003.

“No estudo, não levamos em conta a variável sociocultural. Não levamos em consideração o que as mães sabiam. A idéia foi tentar agir com a prevenção primária, evitar que os indicadores de risco se apresentassem. E tentar entender por que motivo esses indicadores estão mais recorrentes, e como poderíamos agir junto às mães e aos médicos”, afirma Michele.

Veja o artigo completo aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara /Agência Fapesp

Philip Fearnside do INPA é um dos ganhadores do Prêmio Ford Motor Company de Conservação Ambiental

O ecólogo e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT), Philip Fearnside, foi um dos vencedores da 12ª edição do Prêmio Ford Motor Company de Conservação Ambiental. Ele venceu na categoria “Conquista Individual” pelo serviço ambiental que presta à floresta amazônica, além do conjunto de toda sua obra.

A premiação é promovida pela Conservação Internacional (CI-Brasil) e Ford. O evento aconteceu nesta quinta-feira (6), na fábrica da montadora em São Bernardo do Campo (SP).

Além de Fearnside, foram selecionados o projeto de Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado (Reca), na categoria “Negócios em Conservação”, e a Associação Mico Leão Dourado (AMLD), na categoria “Ciência e Formação de Recursos Humanos”. Eles receberão um prêmio no valor de R$ 23 mil, além de um troféu criado especialmente para a cerimônia.

Pesquisador titular da Coordenação de Ecologia (CPEC) do Inpa, Fearnside realiza estudos sobre as conseqüências do aquecimento global na Amazônia e sua biodiversidade, projetos de desenvolvimento na região, com destaque para o planejamento de assentamentos de colonos, hidrelétricas, silvicultura, colonização privada, pecuária, sistemas agroflorestais e manejo florestal.

Segundo ele, alguns modelos que simulam o clima global, especificamente, o do Centro Hadley do Escritório Meteorológico do Reino Unido, indica que o efeito estufa não mitigado ocasionará condições permanentes do tipo el niño no oceano Pacífico. Assim sendo, levará a diminuição das chuvas e o aumento da temperatura na região. O pesquisador diz que o modelo de Hadley indica uma mortalidade maciça da floresta até 2080.

Desde 1979, Fearnside já produziu inúmeros títulos de relevância nacional e internacional. O seu portfólio contabiliza 361 publicações, entre livros, artigos, trabalhos completos em anais, capítulos de livros, além de várias apresentações em eventos, como seminários e congressos.

A densidade de seus trabalhos científicos com foco na Amazônia e o alerta para o tema da mudança climática global já lhe renderam diversos prêmios importantes. Muitos de seus esforços repercutiram na conservação da biodiversidade da Amazônia brasileira.

Fonte: Luís Mansuêto / INPA

CNPq destina R$ 50 milhões para consolidação e fortalecimento da pós-graduação brasileira

Para promover a consolidação e o fortalecimento da pós-graduação brasileira, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) lança edital com investimentos de R$ 50 milhões, convidando orientadores, vinculados aos programas de pós-graduação stricto sensu do País, a apresentarem propostas de projetos de bolsas de mestrado ou de doutorado.

Segundo a agência, o principal objetivo deste edital é investir na disseminação de recursos humanos para a ciência, a tecnologia e a inovação do Brasil. Para isto, investirá na formação dos novos mestres e doutores, em áreas consideradas estratégicas e de extrema necessidade para o desenvolvimento nacional e o crescimento do país.

Os recursos, provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e do CNPq, serão distribuídos em R$ 25 milhões para a primeira chamada, e o restante para a segunda chamada.

Fomentando também a descentralização regional da pesquisa brasileira, o edital destinará uma parcela de 30% do valor global de investimento para propostas de pesquisadores vinculados a instituições sediadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, incluindo as respectivas áreas de abrangência das Agências de Desenvolvimento Regional.

As áreas estratégicas
Seguindo o Plano de Ação 2007-2010 de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional, as propostas deverão privilegiar áreas estratégicas nas temáticas de Ciências Exatas e da Terra, para Matemática, Áreas Experimentais da Física, Química e Geociências, Áreas Experimentais de Ciência de Materiais, e para Meteorologia e Mudanças Climáticas. Nas Engenharias, as propostas devem abordar temáticas de Aeronáutica, Computação, Elétrica, Materiais, Mecânica, Metalurgia, Minas, Naval e Oceânica, Química e Transportes, Software e Tecnologias da Informação e Comunicação, Semicondutores e Materiais Avançados, Microeletrônica, optoeletrônica, dispositivos e hardware, Ciência Aeroespacial, Energia Nuclear, Energias Renováveis e Biocombustíveis.

Nas Ciências Agrárias, as áreas serão Recursos Florestais, Agronomia, Engenharia Agrícola, Biodiversidade e Recursos Naturais, Biotecnologia, Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, do Cerrado e do Semi-Árido, Saúde Animal, e Segurança Alimentar. Em Ciências da Saúde, serão áreas de Fármacos e Medicamentos, Biotecnologia, Pesquisa Clínica, Terapias Inovadoras e Toxicologia. E projetos interdisciplinares poderão ser focados em Mar e Antártica, Trauma, Violência e Segurança Pública.

Cronograma
O recebimento das propostas para o edital MCT/CNPq nº 27/2007 será dividido em duas chamadas. Na primeira, os pesquisadores poderão enviar seus projetos até o dia 31 de janeiro de 2008, a divulgação dos resultados será feita a partir do dia 20 de fevereiro e as contratações dos projetos estão previstas para o início do mês de março de 2008.

A segunda chamada receberá as propostas do dia 10 de março até o dia 15 de maio de 2008.Os resultados estão previstos para a segunda quinzena de junho e a implementação e vigência das bolsas acontecerá a partir de agosto de 2008.

Os projetos deverão ser enviados por meio do Formulário de Propostas On-line, disponível no endereço http://efomento.cnpq.br/efomento , a partir do próximo dia 14.

Confira o edital na íntegra no endereço eletrônico: http://www.cnpq.br/editais/ct/2007/027.htm

Fonte: Agência CT

Cai em 20% o índice de desmatamento da Amazônia

O desmatamento na Amazônia entre agosto de 2006 e julho de 2007 caiu 20% em relação ao período 2005-2006, registrando uma queda acumulada de 59% nos últimos três anos. O número é muito próximo ao de 1991, o menor já registrado desde o início do monitoramento do desmatamento na região, em 1988.

O desmatamento na Amazônia entre agosto de 2006 e julho de 2007, estimado em 11,224 Km2 pelo sistema Prodes (Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite), caiu 20% em relação ao período 2005-2006, registrando uma queda acumulada de 59% nos últimos três anos.

O número é muito próximo ao menor já registrado (11.030Km2, em 1991) desde o início do monitoramento do desmatamento na região, em 1988.O Pará foi o único estado que apresentou crescimento na taxa de desmatamento para 2006-2007, de apenas 1%, chegando a 5.569 Km2.O estado de Mato Grosso é o segundo com maior área desmatada (2.476Km2).

Contudo, apresenta uma queda, segundo as estimativas do Prodes, de 43% em relação ao período 2005-2006, que foi de 4.333Km2 de área desmatada.Em seguida vem Rondônia, com estimativa para 2006-2007 de 1.465Km2 de área desmatada. Porém o estado apresentou queda de 29% em comparação a 2005-2006 (2.062Km2).

Pará, Mato Grosso e Rondônia juntos foram responsáveis por 85% dos desmatamentos na Amazônia no período 2006-2007.Mesmo com estimativas positivas do Prodes para 2006-2007, confirmando o terceiro ano consecutivo de queda nas taxas de desmatamentos na região, o Ministério do Meio Ambiente está atento para os números do sistema Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), que apontam uma tendência de aumento dos desmatamentos nos primeiros três meses do período 2007-2008 (agosto a outubro).

Para impedir que essa tendência se confirme por todo o período, o governo federal está preparando um conjunto de medidas a serem adotadas já no início do próximo ano.

Uma das medidas discutidas e aprovadas no âmbito da Comissão Executiva do Plano de Prevenção e Controle dos Desmatamentos na Amazônia e que está materializada no decreto assinado nesta quinta-feira (6) pelo Presidente da República é a criação de um Grupo Permanente de Responsabilização Ambiental para o desenho de estratégias mais eficazes e eficientes de fiscalização e controle ambiental integrados por parte dos órgãos federais em articulação com os estados.

As estratégias devem ser focadas em municípios considerados de risco potencial de incremento de desmatamentos

Fonte : MMA

MEC e CONFEA assinam termo de cooperação técnica para definir normas de regulação e supervisão de cursos

Foi assinado na última segunda-feira (3), em Brasília (DF), um termo de cooperação técnica entre o Ministério da Educação (MEC) e o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea). Pelo acordo, o conselho participará do estabelecimento de normas de regulação e na supervisão dos cursos acadêmicos.

Inicialmente, o Confea atuará em caráter experimental, especificamente nas áreas de engenharia, arquitetura e agronomia. Para a plena avaliação da iniciativa, que acontecerá até o dia 31 de dezembro de 2008, o ministério oferecerá ao Confea o acesso aos projetos pedagógicos dos cursos em processo de reconhecimento e de renovação de reconhecimento.

O termo de colaboração não envolve transferência de recursos financeiros entre o ministério e o conselho. Assim, as despesas necessárias à consecução das ações serão assumidas pelas instituições.

Para Marcos Túlio de Melo, presidente do Confea, a assinatura do convênio com o MEC tem o objetivo principal de beneficiar a formação de profissionais, com destaque na atuação tecnológica.

Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) busca outras parcerias, como a realizada com o Confea. Para ele, essas articulações favorecem a qualidade da educação brasileira.

Informações adicionais no endreço: www.mec.gov.br .

Fonte: Gestão CT

Centro-Oeste, Nordeste e Norte lideram crescimento de grupos de pesquisa no Brasil

Foram divulgados pelo CNPq, na última quinta-feira (29), os resultados do novo censo do Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil. A pesquisa apresenta, em relação à distribuição geográfica, que, nos últimos dois anos, enquanto as regiões Sul e Sudeste tiveram um crescimento de 5% no número de grupos, as regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte cresceram 17%, com relação ao censo de 2004. O número de grupos no Brasil cresceu 2% e alcançou 26%.

O estudo apresenta um cenário atualizado da ciência brasileira a partir de informações dos grupos de estudos, da distribuição geográfica, das linhas de pesquisa e da produção científica, tecnológica e artística dos pesquisadores e estudantes do país. O censo foi realizado no ano passado, com mais de 21 mil grupos de pesquisa de 403 instituições. Participaram da avaliação 90.320 pesquisadores e 128.969 estudantes que compõem estes grupos.

Os dados, comparados aos da pesquisa anterior, demonstram um bom crescimento, tanto no número de grupos de pesquisa, quanto no de estudiosos. Anteriormente, a quantidade era de 19 mil grupos e de 77 mil pesquisadores.

Dos pesquisadores registrados, na atual avaliação, 57,5 mil são doutores e representam 64% do total investigado. São cerca de 10 mil doutores a mais que os registrados no censo de 2004.

A participação percentual de pesquisadoras mulheres também vem crescendo nos últimos censos. Em média, são quase dois pontos percentuais a cada pesquisa. Hoje, 48% dos pesquisadores são mulheres. Já sobre a condição de liderança nos grupos de pesquisa, embora as equipes, em sua maioria (57%), sejam comandadas por homens, as mulheres estão cada vez mais ocupando a condição de líderes nos grupos, ocupando 43%.

Outro dado relevante diz respeito às linhas de pesquisa em que os grupos atuam. Ao todo, são 76.719 registradas. As áreas com maior concentração são: medicina, com 4.928 linhas; agronomia, com 4.363; educação, com 3.897; química, com 3.606; e física, com 2.794 linhas.

Diretório
O Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil é um projeto desenvolvido no CNPq desde 1992. Constitui-se em bases de dados (censitárias e corrente) que contêm informações sobre os grupos de pesquisa em atividade no país.
Os grupos de pesquisa que o diretório abrange estão localizados em universidades, em instituições isoladas de ensino superior, em institutos de pesquisa científica, em institutos tecnológicos, em laboratórios de pesquisa e desenvolvimento de empresas estatais e ex-estatais e em algumas organizações não-governamentais com atuação em pesquisa científica ou tecnológica. Os grupos localizados nas empresas do setor produtivo não compõem os levantamentos realizados pelo censo.


Informações adicionais sobre o censo podem ser obtidas no endereço: http://dgp.cnpq.br/censos/index.htm .

Fonte: CNPq

Finep lança a 3ª chamada do Programa Inovar Semente

A Finep lançou, nesta semana, a 3ª chamada para a capitalização de fundos de capital semente – Programa Inovar Semente. Os interessados em participar têm até o dia 17 de março de 2008 para encaminharem as propostas de capitalização.

A iniciativa é desenvolvida pela Finep em parceria com o Fundo Multilateral de Investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (FUMIN/BID, sigla em inglês). O objetivo é selecionar potenciais administradores de fundos de investimento em microempresas e empresas de pequeno porte inovadoras, de qualquer setor.

Cada fundo a ser criado terá um aporte de até 40% da Finep. Os investidores privados deverão aportar, no mínimo, 20%. Os fundos selecionados na primeira fase passarão por uma banca de avaliação. A apresentação para a banca poderá ser entregue até o dia 7 de julho de 2008. Os investidores interessados em participar terão até o dia 13 de março para tirar todas as dúvidas sobre as propostas de capitalização.

Segundo informações da Finep, o objetivo, em 2008, é apoiar quatro fundos, com patrimônios que somados devem alcançar R$ 80 milhões. A idéia é beneficiar, com esses recursos, mais 60 empresas nascentes. Ainda de acordo com a financiadora, o investimento médio da Finep deverá ficar em torno de R$ 8 milhões por fundo.

Leia a íntegra do edital no endreço eletrônico : http://www.finep.gov.br/dcom/inovar_semente_3chamada.pdf
Fonte: Gestão CT

CDBA: Intercâmbio de doutorandos do Brasil e da Argentina

Doutorandos brasileiros e argentinos poderão ter título reconhecido automaticamente nos dois países. Para isso, é necessário que os estudantes brasileiros façam parte de seu doutorado na Argentina e que os doutorandos daquele país realizem parte de seu doutoramento no Brasil, participando do Programa Colégio Doutoral Brasileiro-Argentino (CDBA). O objetivo do programa é formar recursos humanos de alto nível, nos dois países, nas áreas de engenharia, agronomia, informática, e computação.

As inscrições ficam abertas até 15 de fevereiro.

O Colégio Doutoral é uma parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC) e a Secretaria de Políticas Universitárias (SPU) da República Argentina. Segundo o coordenador geral de Cooperação Internacional da Capes, Leonardo Barchini Rosa, esse programa é um anseio antigo de instituições dos dois países, que mantêm uma parceria já consolidada e fomentada por outros programas de cooperação da Capes. "O CDBA vai fortalecer o intercâmbio e a integração acadêmica entre o Brasil e a Argentina," diz.

O programa concede bolsas de estudos, na modalidade doutorado-sanduíche, a estudantes brasileiros em regime de co-orientação ou co-tutela. No caso de co-tutela, o doutorando deverá permanecer na instituição de destino por um período de 12 a 18 meses. Na categoria de co-orientação, a permanência deverá ser de 12 meses.

Apoio – Os selecionados terão direito ao financiamento de bolsas mensais no valor de US$ 1.100,00, passagens aéreas, auxílio instalação, e seguro saúde. Além disso, se estiver previsto no acordo entre as instituições, o orientador estrangeiro receberá passagens aéreas para participar da defesa de tese de seu orientando. O início das atividades está previsto para abril de 2008.

Mais informações no Edital do Colégio Doutoral

Fonte: Fátima Schenini / Capes

MEC e CNI firmam protocolo de intenções para ações de intercâmbio educacional no exterior

O Ministério da Educação, por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), firmou nesta quinta-feira, 6, protocolo de intenções para ações de intercâmbio educacional no exterior, apoio a projetos de pesquisa e extensão para entidades ligadas à Confederação Nacional da Indústria (CNI). O ministro da Educação, Fernando Haddad, e os presidentes da Capes, Jorge Guimarães, e da CNI, Armando Monteiro Neto, assinaram o acordo na sede da confederação, em Brasília.

Entidades integrantes do Sistema Indústria (CNI, Sesi, Senai, IEL) poderão implementar projetos conjuntos para o desenvolvimento de tecnologias aplicáveis à indústria e à formação de recursos humanos altamente qualificados para o setor. As instituições poderão apresentar propostas de criação de cursos de mestrado e doutorado com foco em áreas estratégicas para a indústria brasileira.

"Temos acordos em relação a alguns princípios importantes com a CNI, sobretudo a necessidade imperiosa do aumento da escolaridade do trabalhador", afirmou o ministro. "A velha educação profissional tem que dar lugar a uma nova, integrada à escolaridade, sob pena de não prepararmos os trabalhadores para o desafio tecnológico, que já é uma realidade." Para o ministro, o incentivo à pesquisa vai aproximar o setor produtivo da área acadêmica também com a Lei de Incentivo à Pesquisa, da Capes, que está com inscrições abertas para projetos.

Segundo o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, o Sistema Indústria tem como pilar fundamental a educação e a inovação. "Estreitar essa parceria entre o MEC, a Capes e o sistema vai promover programas e tecnologias sociais, sobretudo nas ações do Sesi e Senai", afirma.

As ações da cooperação serão definidas entre a Capes e entidades do Sistema Indústria. Para o presidente da Capes, Jorge Guimarães, a capacitação deste segmento é ainda proporcionalmente pequena diante dos desafios e oportunidades que o Brasil oferece. "Seguramente a cooperação não se insere só na pós-graduação, uma vez que a educação básica também é uma preocupação da Capes", disse.

O orçamento da Capes de 2008 prevê R$ 41 milhões para formação de recursos humanos nas áreas de Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior e para o Plano Nacional de Pós-Doutorado, que terá edital lançado no próximo dia 11 de dezembro.

Fonte: Adriane Cunha/ Capes

Soja: baixa produtividade para produção de biodiesel

O diesel brasileiro deverá ter 2% de biodiesel a partir do ano que vem, proporção que deverá aumentar para 5% em 2012. Mas a baixa produtividade por hectare de soja e a baixa produtividade energética poderão ser ameaças importantes à sustentabilidade tanto da meta do governo federal como do próprio programa de biodiesel no Brasil, segundo o engenheiro Luiz Augusto Horta Nogueira, professor titular da Universidade Federal de Itajubá e consultor da Organização das Nações Unidas.

Para ele, o programa desejável de biodiesel no país não passa pela soja ou pela mamona, como apontam muitos entusiastas. “O biodiesel é uma alternativa em desenvolvimento, no qual as matérias-primas não apresentam vantagem”, afirmou em entrevista no Rio de Janeiro.

Nogueira participou do simpósio Energia no Brasil, uma das atividades do encontro Avanços e perspectivas da Ciência no Brasil, América Latina e Caribe, promovido na sede da Academia Brasileira de Ciências.

Há um grande entusiasmo em relação ao uso do biodiesel no Brasil. A meta do governo federal é que até 2012 o diesel brasileiro tenha 5% de biodiesel. Isso será possível?
Acho que, infelizmente, não. O biodiesel é uma alternativa em desenvolvimento, no qual as matérias-primas não apresentam vantagem, uma vez que têm custos elevados na produção. Há uma demanda de recursos naturais alta para produzir unidades energéticas. O biodiesel que temos hoje no Brasil provém em 80% da soja e será uma pena levar adiante um programa de biocombustível usando essa planta. A baixa produtividade por hectare e a baixa produtividade de energia por energia investida são os maiores problemas para a sustentabilidade desse programa. Se fizermos biodiesel de uma palma de dendê, teremos produtividade dez vezes maior do que a da soja e um consumo de energia 3 a 4 vezes mais baixo.

Então, uma vez que existem outras alternativas, o programa de biodiesel não deve ser totalmente descartado?

O programa que propõe o uso do sebo e do óleo de dendê é promissor. O problema é que 80% do programa existente é em cima da soja, cuja colheita pode ser boa, mas a produtividade é baixa. O programa desejável de biodiesel no Brasil certamente não passa pela soja ou pela mamona. As palmeiras representam boa alternativa: têm baixo consumo por unidade de energia produzida e cultivo perene. Já a soja tem cultivo anual. Existe uma gama de palmáceas que seriam boas alternativas.

As perspectivas são boas em relação ao etanol?
A indústria do etanol é mais madura e apresenta índices excelentes de desempenho. O etanol tem uma historia mais consistente. Ele é usado há mais de 80 anos no Brasil. O uso obrigatório de álcool misturado na gasolina vem desde 1931. Certamente, é a alternativa mais viável em todos os sentidos.

Fonte: Washington Castilhos / Agência Fapesp

FAPESP - Bolsas de Pós-Doutorado como parte integrante de Projetos Temáticos

A partir de 1º de janeiro de 2008, bolsas de Pós-Doutorado (PD) poderão ser solicitadas como parte integrante do orçamento dos Projetos Temáticos. A medida tem como objetivo estimular a participação e a vinculação de bolsistas de pós-doutorado a Projetos Temáticos, além de aperfeiçoar e agilizar rotinas relativas à indicação e seleção de bolsistas vinculados a esses projetos.

Bolsas PD vinculadas a Projetos Temáticos poderão continuar a ser solicitadas em propostas específicas, seguindo os procedimentos tradicionais da FAPESP. Nos dois casos deverão ser observadas as regras da Fundação para o Programa de Bolsas de Pós-Doutorado (www.fapesp.br/bolsas/pd).

A proposta de Projeto Temático poderá conter como item do orçamento proposto uma cota de bolsas PD, expressa no campo correspondente do formulário de solicitação inicial. Para cada bolsa PD solicitada deverá ser apresentado, juntamente com o Projeto de Pesquisa e como um anexo desse, um Plano de Atividades (de até quatro páginas) para o candidato à bolsa.

Na concessão inicial, o período de vigência das bolsas poderá ser de até 24 meses. Poderá haver renovação por mais dois períodos de até 12 meses cada um, totalizando, no máximo, 48 meses de duração. As bolsas outorgadas em regime de substituição terão o tempo de vigência restante da bolsa anteriormente concedida.

É responsabilidade do coordenador do Projeto Temático escolher os bolsistas por meio de processo seletivo devidamente divulgado em meios de ampla visibilidade internacional na comunidade científica da área e também no site da FAPESP (em breve no endereço www.fapesp.br/oportunidades).

O coordenador do Projeto Temático deverá organizar a documentação relativa aos relatórios de todas as bolsas concedidas, canceladas e substituídas durante o período de vigência do projeto para apresentar à FAPESP no Relatório Científico Anual do Projeto Temático.

Após a homologação do processo seletivo, o coordenador do Projeto Temático deverá inserir as informações sobre o bolsista selecionado, bem como sobre o processo seletivo no sistema SAGe, em “bolsas concedidas como item de orçamento”. Um processo SAGe será especialmente autuado para pagamento do bolsista e acompanhamento de suas atividades.

Mais informações: www.fapesp.br/dc/in14
Fonte: Agência Fapesp

Congresso Mundial de Educação Física

Congresso Mundial de Educação Física Evento da Federação Internacional de Educação Física será realizado de 12 a 16 de janeiro, em Foz de Iguaçu (PR) Agência FAPESP – “A Educação Física e a sua perspectiva de educação continuada e cultura da paz” será o tema do Congresso Mundial de Educação Física, que será realizado de 12 a 16 de janeiro, em Foz de Iguaçu (PR).

Pesquisadores de diferentes universidades de países que integram o Mercosul apresentarão trabalhos sobre educação física, fisioterapia, nutrição e outras áreas afins.

Promovido pela Federação Internacional de Educação Física (Fiep), o evento ocorrerá simultaneamente ao 23º Congresso Internacional de Educação Física, o 5º Congresso de Fisioterapia do Mercosul e o 2° Fórum de Educação Física Escolar.

Mais informações: www.congressofiep.com

Fonte: Agência Fapesp

Mangabeira Unger defende modelo de desenvolvimento para a Amazônia que preserve o meio ambiente

O ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Roberto Mangabeira Unger, defendeu ontem que se encontre “um modelo de desenvolvimento na Amazônia que nos permita crescer sem depredar a natureza”. Mas avisou que, “se o Brasil tiver de escolher entre ambientalismo e desenvolvimento, escolherá desenvolvimento, e qualquer País faria essa escolha”. O ministro classificou a Amazônia como “um grande e privilegiado laboratório para esse experimento nacional”.

Mangabeira falou sobre sua idéia de futuro da Amazônia no programa semanal de rádio Bom Dia, Ministro. “Há duas idéias inaceitáveis a respeito do futuro da Amazônia que predominam no País hoje: uma delas é que a Amazônia deve virar um parque para benefício e deleite da humanidade, e outra que deve ser aberta às forças inexoráveis de uma produção predatória e ser desmatada para dar lugar à soja e à pecuária”, disse.

“Precisamos de um grande projeto de zoneamento econômico e ecológico que tenha como pressuposto a construção de estratégias econômicas distintas para diferentes partes da Amazônia”, declarou o ministro, afirmando que é preciso “ter uma estratégia para a Amazônia já desmatada e outra para a que não foi desmatada”. Para o ministro, é preciso “organizar o manejo controlável e sustentável que assegure que a floresta em pé vale (sic) mais do que a floresta derrubada”.

Depois de lembrar que a Amazônia representa um terço do território brasileiro, ele disse que “há um descompasso perigoso entre o fervor do ambientalismo e o relativo centrismo das idéias econômicas”. Foi a primeira participação do ministro no programa, onde foi entrevistado por jornalistas de todo o País.

Fonte: Clipping Planejamento