terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Projetos da Positivo, da Opto e da Orbisat são aprovados pelo Programa de Subvenção Econômica da Finep

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) divulgou, em três listas diferentes, os 174 projetos aprovados no último edital do programa de subvenção econômica. A primeira lista, com 75 projetos, foi apresentada dia 14 de novembro; a segunda, dia 26; e a terceira, final, dia 29. Dos R$ 450 milhões disponíveis para o edital, foram aprovados R$ 315 milhões, em valores arredondados, somando-se os números divulgados pela agência. As empresas devem assinar os contratos com a Finep, de forma conjunta, no começo de dezembro, mas a data para a assinatura ainda não foi definida.

Segundo o superintendente da Área de Inovação para a Competitividade Empresarial da Finep, Luiz Antonio Coelho Lopes, a divulgação aconteceu de forma parcial porque houve extensão do prazo para o anúncio do resultado do edital. "Estamos fazendo um esforço concentrado para concluir a seleção com o rigor que a complexidade das propostas exige", divulgou a agência de fomento do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio de sua assessoria de imprensa, após o lançamento da primeira lista.

O edital pediu projetos em cinco grandes áreas. Em tecnologias da informação, comunicação e nanotecnologia, a Finep aprovou 63 projetos, que receberão ao todo cerca de R$ 99 milhões. Na Área 2, de biodiversidade, biotecnologia e saúde, foram 28 projetos e R$ 25 milhões de aporte. A Área 3, de inovações em programas estratégicos, teve 34 projetos aprovados, no valor de R$ 106 milhões. Em biocombustíveis e energia, a Área 4, foram aceitas 19 propostas, que, somadas, correspondem a R$ 51 milhões em investimento. Na Área 5, de desenvolvimento social, foram aprovados 30 projetos e R$ 34 milhões em recursos.

A Região Sudeste foi a que teve mais projetos aprovados — 91. Em segundo empataram as Regiões Sul e Nordeste, com 31 projetos cada; a Região Centro-Oeste teve 11 projetos aprovados e a Região Norte, 10. A maioria dos projetos é de microempresas (70). As grandes empresas ficaram em segundo lugar (44 projetos aprovados), seguidas pelas pequenas (33) e pelas médias (27).

Nesse edital, a Finep inovou ao fazer a análise em duas etapas. Na primeira, de pré-qualificação, foram selecionados 569 projetos entre os 2.567 apresentados. Na segunda, esses 569 pré-qualificados passaram por nova avaliação, que levou à aprovação final de 174 projetos.

A subvenção foi criada pela Lei de Inovação e lançada em 2006, inicialmente com recursos de R$ 510 milhões para aplicação até 2008. Desse valor, R$ 277 milhões foram para o apoio a projetos nos setores prioritários da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE): as áreas de TV Digital, fármacos, medicamentos e aeroespacial foram as que mais receberam recursos no primeiro edital da subvenção.

Outros R$ 150 milhões foram para o Pappe Subvenção, a ser operado pela Finep em parceria com os Estados. Os recursos do Pappe começaram a ser liberados a partir de outubro de 2007, após a assinatura dos convênios com os parceiros. Outros R$ 60 milhões foram reservados para subvencionar a contratação de mestres e doutores para trabalhar em atividades de pesquisa nas empresas, o que é feito durante dois anos. A procura por esses recursos foi muito baixa. Este ano a Finep aprovou mais R$ 450 milhões para o programa, destinados ao edital cujo resultado acabou de sair.

Positivo Informática
A empresa Positivo Informática, de grande porte, obteve R$ 3 milhões no edital para desenvolver um receptor de set-top box, ou conversor para TV Digital. A companhia lançou, no dia 21 de novembro, dois modelos desse conversor, que serve para transformar o sinal digital em analógico e permite que as pessoas que ainda têm TV analógica continuem recebendo som e imagem em seus aparelhos após a implantação do Sistema de TV Digital no País.

"Nosso projeto, o STB Positivo, é desenvolver um conversor que incorpore o Ginga como middleware", explica Erlei Guimarães, diretor de conectividade da Positivo. O Ginga é uma camada de software intermediário (o middleware) que permite o desenvolvimento de aplicações interativas para a TV Digital. Foi uma inovação resultante do trabalho conjunto de pesquisa e desenvolvimento da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), financiado pelo governo federal.

O Ginga pode ser utilizado em várias plataformas de hardware dos fabricantes de set-top boxes. O middleware ainda não está pronto, segundo Guimarães. É preciso fazer a migração do projeto desenvolvido na academia para as empresas. "O Ginga precisa ser transformado em um produto que possa ser embarcado no hardware. A indústria de software está trabalhando nisso", explica. A estréia da TV Digital no dia 2 de dezembro, apenas na Grande São Paulo, deu-se sem a incorporação do middleware aos set-top boxes disponíveis no mercado. Essa foi a única inovação proposta pelo grupo reunido pelo governo brasileiro para estudar os padrões de TV Digital e indicar o que seria melhor para o Brasil. Entre as opções norte-americana, européia, ter um padrão próprio ou adotar o padrão japonês, o governo decidiu-se pela última, com a inclusão de inovações produzidas no Brasil.

Para o projeto de P&D a ser subvencionado, orçado em R$ 7 milhões para um ano de execução, a Positivo deverá contratar mais 20 engenheiros, reforçando sua competência na área de TV Digital. No projeto, contará com a parceria do Venturus Centro de Inovação Tecnológica, de Campinas (SP), instituto sem fins lucrativos que desenvolve software para os setores de telecomunicação, tecnologia da informação e automação; do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar); e da Fundação Certi — Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras —, instituição de pesquisa e desenvolvimento tecnológico independente e sem fins lucrativos, com foco no segmento de tecnologia da informação. Além do novo set-top box com o Ginga, a Positivo também poderá se beneficiar do projeto no desenvolvimento de aplicativos educacionais que serão oferecidos para os telespectadores, por meio da interatividade permitida pelo Ginga.

"O processo de submissão do projeto para a Finep foi bastante tranqüilo, sem grande burocracia. Mesmo na segunda etapa, o formulário que preenchemos era semelhante a um plano de negócios, muito simples, didático", descreve Guimarães. Ele classificou o processo de submissão e avaliação dos projetos como ágil e transparente. "O País precisa de investimentos em educação, em pesquisa e desenvolvimento. Temos os exemplos dos resultados dos países asiáticos que investiram nesses itens", conclui.

Opto Eletrônica
Outra aprovada foi a Opto Eletrônica média empresa localizada em São Carlos, interior de São Paulo. Segundo Jarbas Caiado de Castro, fundador e presidente da empresa, o procedimento de análise nesse segundo edital mudou bastante em relação ao primeiro, do qual a Opto também participou e teve projeto aprovado. "O julgamento foi rápido e as empresas não perderam muito tempo", aponta. No primeiro edital, as firmas precisaram detalhar o projeto logo de início, um esforço dispensável no caso das que não foram aprovadas. "O processo foi bom também para a própria Finep e seus analistas, que puderam trabalhar mais rapidamente", completa o executivo.

A Opto recebeu aprovação no segundo edital para o projeto de desenvolvimento de um sistema infravermelho de visão noturna para defesa. O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IPD) do Exército, localizado no Rio de Janeiro, é parceiro da Opto no projeto, que receberá R$ 5,5 milhões da Finep — os 50% restante são contrapartida da empresa. A tecnologia também poderá ter aplicação civil, apesar de ser focada nas necessidades do Exército. O sistema poderá fazer medições de temperatura em circuitos integrados e aparelhos como os de ar-condicionado, por exemplo. A Opto tem 300 funcionários — 50, aproximadamente, ligados à área de P&D — e deve contratar mais 15 pessoas para tocar os projetos selecionados nos dois editais.

A empresa esperava ver aprovados outros dois projetos que submeteu à apreciação da Finep, mas não teve resposta positiva. Um se relaciona a uma técnica para estudar a retina do olho. Atualmente, os aparelhos que fazem imagens do fundo do olho não conseguem captar as várias camadas que formam a retina. A Opto pretende desenvolver um sistema que permita a realização dessa microtomografia da retina. O outro projeto diz respeito ao desenvolvimento de um laser amarelo para tratamento da visão. Não existe laser nesse comprimento de onda.

Orbisat
A empresa especializada em sensoriamento remoto, produtos eletrônicos e radares de vigilância aérea e terrestre, com sede em Manaus (AM), conseguiu a aprovação dos cinco projetos que enviou para o edital de subvenção. Somando todos os recursos, obterá R$ 6,3 milhões. O valor da subvenção corresponde à metade do orçamento total dos projetos, ou seja, a empresa dará 50% do total como contrapartida.

A Orbisat tem cerca de 300 funcionários, 80 deles dedicados à área de pesquisa e desenvolvimento. A firma tem dois centros de P&D em São Paulo: um em Campinas, onde desenvolve radares, e outro em São José dos Campos, onde está a engenharia de eletrônica de consumo e a parte de desenvolvimento de software. Segundo João Moreira, vice-presidente da empresa, para tocar os cinco projetos a Orbisat deverá contratar entre 10 e 15 novos funcionários, além de usar as pessoas que já são da equipe hoje.

O primeiro projeto aprovado foi o de um transmissor de baixo custo para o Sistema Brasileiro de TV Digital, que receberá R$ 1,1 milhão da Finep. "É um transmissor de baixa potência, a ser instalado nas antenas de transmissão em pequenas cidades", explica Moreira.

O segundo é o projeto do GRADE, um radar meteorológico, que terá R$ 1,9 milhão da subvenção. Radares desse tipo mapeiam as nuvens e possibilitam uma previsão do tempo mais acurada, pois podem quantificar o volume de chuva que cairá e até a hora em que a chuva começará. O Brasil tem poucos radares meteorológicos e os existentes têm um raio de ação grande, de cerca de 300 quilômetros. Moreira diz que sua proposta é construir radares menores, com alcance de 50 quilômetros. Outra inovação do projeto é o fato de o radar não conter partes móveis, podendo ser instalado em antenas retransmissoras da rede de telefonia celular. Tudo isso barateia o custo dos radares e permite a criação de uma rede deles, melhorando a qualidade da previsão do tempo.

O terceiro projeto é o do Orbisat-UAV-1, um radar de imagens que será aerotransportado e usado em cartografia. Hoje, levantamentos cartográficos como os de topografia, por exemplo, são feitos com o uso de aviões comerciais bimotores de pequeno porte, como o Seneca, por exemplo. A idéia do projeto é fazer o mesmo trabalho utilizando um veículo aéreo não tripulado (VANT — UAV é a sigla em inglês). Trata-se de um avião um pouco maior do que os feitos para prática de aeromodelismo, e comandado à distância por sistemas eletrônicos, muito usados pelas Forças Armadas de países como Estados Unidos e Israel.

A Orbisat obteve R$ 1,4 milhão de subvenção para projetar um radar de imagens que caiba em um VANT. Ou seja, ela vai miniaturizar o radar de sensoriamento remoto que já fabrica e é usado em atividades como mineração, construção de hidrelétricas e vigilância de fronteiras em lugares como a Amazônia, com mata fechada, de difícil acesso e onde não se vê o solo. O uso de um VANT é vantajoso, segundo Moreira, porque reduz os custos da operação.

O quarto projeto da Orbisat, que receberá R$ 1,1 milhão da Finep, é o SPOS-1, uma placa de aquisição e processamento de sinais de banda larga. Essa placa pode fazer a conversão de um sinal analógico em digital e depois converter o sinal digital novamente em analógico. Ao transformar um sinal de áudio capturado com um microfone — a voz de uma pessoa, por exemplo — da forma analógica para a digital, a placa permite que ele seja melhorado digitalmente por um processador e depois devolvido, outra vez de forma analógica, para as caixas de som.

A placa usa um circuito integrado chamado FPGA (sigla em inglês para field-programmable gate arrays). Trata-se de um chip programável, que pode ser configurado para simular o comportamento de qualquer outro circuito. Os FPGAs são muito mais caros do que os chips produzidos em série, e são usados em situações em que são necessárias apenas algumas centenas de unidades de um chip com design exclusivo.

O Brasil ainda não fabrica placas como essa. Por causa disso, os usuários brasileiros, além de pagar caro pela importação, não têm suporte adequado para o produto. No caso da Orbisat, a placa nacional poderá ser usada no radar meteorológico e no radar miniaturizado do projeto do VANT, por exemplo.

O quinto projeto é o de desenvolvimento de um computador de baixo custo, o Guri, para o qual a Finep aprovou R$ 837 mil em subvenção. A Orbisat pretende desenvolver um computador cujo preço de venda fique em torno de R$ 200. Para isso, precisará fazer um novo hardware, conceber os circuitos e o sistema operacional do equipamento, ente outras atividades de desenvolvimento previstas no projeto.

"Sem a subvenção, faríamos os projetos, mas em velocidade muito mais lenta. Talvez tivéssemos de abrir mão de um ou de outro", conta o vice-presidente da empresa. "Já tivemos dois projetos aprovados no edital anterior da subvenção e consideramos uma evolução muito positiva, para as empresas e para a própria Finep, a análise em duas fases praticada nesse segundo edital", conclui.

Fonte: J.S./ Inovação Unicamp

Começa hoje a 2ª Jornada Nacional da Produção Científica em Educação Profissional e Tecnológica

Mais de três mil pessoas estão inscritas para a 2ª Jornada Nacional da Produção Científica em Educação Profissional e Tecnológica, que será aberta nesta terça-feira, 4, e se estenderá até quinta, 6, em São Luís (MA). Os participantes vão discutir as diretrizes e políticas da educação profissional e tecnológica, expansão da rede, fomento à pesquisa e propriedade intelectual.

A jornada será aberta às 19h no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana. Participam da abertura o governador do Maranhão, Jacson Lago, e o secretário de educação profissional e tecnológica, Eliezer Pacheco.

São 2.072 estudantes, 719 professores e 99 técnicos administrativos inscritos. O Nordeste será a região mais bem representada no evento, com 2.242 participantes. Os estados com maior número de delegados são Amazonas, Ceará, Goiás, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Durante a jornada, a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC) fará o diagnóstico das condições das práticas das pesquisas desenvolvidas na rede federal para conhecer as necessidades dos pesquisadores e instituições. Segundo Moisés Domingos Sobrinho, diretor de desenvolvimento e programas especiais da Setec, a jornada vai recolher as demandas específicas e abrir diálogo com as agências de financiamento, outros ministérios e organismos. “Com quase cem anos, o ensino profissional no Brasil acumulou conhecimentos, tanto na área de formação quanto na de pesquisa”, afirma. “Agora precisamos fortalecer e sedimentar a cultura científica”.

Além de conferências, mesas-redondas e painéis, o programa da 2ª Jornada prevê apresentação de pesquisas dos estudantes, atividades culturais e o lançamento de publicações. A terceira série de cartilhas temáticas – formada por quatro publicações sobre rochas ornamentais, criação de ovelhas e cabras, produção de doces e geléias e cultura do cupuaçu – será também lançada durante o evento.

Fonte: Rodrigo Farhat / Em questão

Brasil e China disponibilizam imagens do satélite CBERS para países africanos

O CBERS, satélite desenvolvido pelo Brasil e a China, agora vai ajudar os países africanos a monitorar desastres naturais, desmatamentos, ameaças à produção agrícola e riscos à saúde pública.

O anúncio da disponibilidade gratuita de dados orbitais para a África foi o maior destaque da 3ª Cúpula Ministerial de Observação da Terra, que aconteceu no último dia 30 na Cidade do Cabo, África do Sul, onde ocorreu também a 4ª Reunião Plenária do Grupo de Observação da Terra (GEO).

"A iniciativa brasileira, apoiada pelo parceiro chinês, mostra como países em desenvolvimento podem contribuir de forma significativa para melhorar os sistemas internacionais de observação da terra", diz Gilberto Câmara, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), responsável pela operação brasileira do Programa CBERS -Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres.

Ministros e delegados de vários países destacaram que o CBERS para a África é um excelente exemplo de uma cooperação Sul-Sul em tecnologia espacial concreta e bem sucedida.

Em mensagem ao diretor Gilberto Câmara, o ministro Sergio Rezende declarou: "Fiquei muito satisfeito com a notícia do sucesso da iniciativa do Inpe e de seu reconhecimento internacional. Quero transmitir a você e a todos que viabilizaram ‘as imagens CBERS para a África’ votos de congratulações e o agradecimento do governo brasileiro".

Ainda durante a Cúpula Ministerial de Observação da Terra, a iniciativa brasileira foi muito elogiada pelos ministros de Ciência e Tecnologia da África do Sul e da China, pelo Ministro do Interior dos Estados Unidos, pelos líderes das delegações do Chile, Egito, Itália e Espanha, pelo administrador da NOAA e por representantes do EUMETSAT (European Organisation for the Exploitation of Meteorological Satellites), EIS-Africa (Rede Cooperativa de Sistemas de Informação Ambiental para a África), GTOS (Global Terrestrial Observation System), CEOS (Committee on Earth Observation Satellites) e, principalmente, pelo diretor geral do GEO.

Em seu discurso, o comissário de Ciência e Tecnologia da União Européia, Janez Potocnik, citou o Brasil e a China como exemplos de ações para o GEO.

As imagens CBERS serão captadas em estações instaladas em quatro locais: África do Sul, Ilhas Canárias (Espanha), Matera (Sul da Itália) e Malindi (Quênia). Enquanto no Brasil a distribuição das imagens do CBERS também cabe ao Inpe, na China a responsabilidade é da Cresda (China Centre for Earth Resources Satellites and Applications).

Saiba mais sobre o CBERS em www.cbers.inpe.br

Fonte: Agência CT

2° Workshop da Rede Amazônica de Incubadoras de Empresas e 1° Encontro de Empreendedorismo da Amazônia

A Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), que é uma entidade associada à ABIPTI, e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) realizam, de 5 a 7 de dezembro, o 2° Workshop da Rede Amazônica de Incubadoras de Empresas e o 1° Encontro de Empreendedorismo da Amazônia. O evento, que tem a organização local da Rede Amazônica de Incubadoras (Rami), acontecerá na Faculdade Martha Falcão, em Manaus (AM). A programação do primeiro dia terá início às 8h.

O encontro prevê a promoção da integração entre as incubadoras, pólos e parques tecnológicos da região; o fomento à criação, ao desenvolvimento e ao fortalecimento das empresas; a geração de conhecimento na área de bionegócios; o estímulo ao capital intelectual dos empreendedores; e a capacitação dos colaboradores das empresas por meio dos mini-cursos, workshops e palestras.

O evento abordará temas como Bionegócios; Ambientes de apoio à Inovação para o Desenvolvimento Local e Regional; Prospecção de Mercado; Gestão de Micro e Pequenos Negócios; e Tratamento de eficiência em vendas. As principais palestras tratarão do turismo, dos arranjos produtivos locais (APLs) e da biodiversidade da região amazônica, bem como de planos empreendedores para o desenvolvimento regional.

O encontro é voltado a empresas, empreendedores, governo e instituições de fomento, que sejam envolvidas com ciência, tecnologia e inovação, e conta com o apoio da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação (Fucapi), ambas associadas à ABIPTI. A vice-presidente da ABIPTI pela região Norte, Isa Assef dos Santos, estará no evento representando a Associação. Ela também é diretora-presidente da Fucapi.

As inscrições podem ser feitas no Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (Cide) ou pelos telefones (92) 3216-3890 e (92) 8186-2969.

Informações adicionais podem ser obtidas no endereço eletrônico: www.workshoprami.com.br .

Fonte: Gestão CT

Resultados do Painel Setorial Inmetro Educação para a Ciência – A Metrologia e a Formação Científica e Tecnológica

No último dia 26 de novembro, o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) realizou, no Rio de Janeiro (RJ), o “Painel Setorial Inmetro Educação para a Ciência – A Metrologia e a Formação Científica e Tecnológica”. No encontro, especialistas discutiram e definiram ações para o campo da capacitação de recursos humanos e inserção da metrologia na educação social.

Segundo o Inmetro, os participantes concordaram que há necessidade de se incluir os conceitos metrológicos e de avaliação da conformidade no currículo escolar brasileiro. “O Inmetro está em um processo de crescimento muito rápido, de expansão qualitativa e quantitativa. Ele está ampliando sua inserção como órgão de apoio para o cidadão e para o desenvolvimento industrial. E uma das ações mais importantes é a qualificação de recursos humanos.”, afirmou o presidente da instituição, João Jornada.

De acordo com o chefe do Centro Integrado de Capacitação em Metrologia e Avaliação da Conformidade (CICMAC), Américo Bernardes, a idéia é integrar às disciplinas já existentes não só o tema em questão, mas também outros que se relacionem com C&T. Bernardes destacou ainda que uma das formas para se conseguir atingir todo o território nacional é utilizar a educação a distância.

Para o professor do Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro, Luiz Edmundo, existem três formas preferenciais de se integrar a educação metrológica à sociedade: a criação de especializações nesta área, a realização de cursos de nível técnico para profissionais de institutos metrológicos e o investimento em telecentros.

De acordo com o presidente da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro (Faetec), Nelson Manssini, que representou o secretário estadual de C&T, Alexandre Cardoso, o Estado apoiará as ações educacionais. Segundo ele, a própria Faetec receberá as diretrizes do Inmetro e criará cursos de formação para o setor. A meta é capacitar alunos em tecnologia para o setor industrial.

Mais informações, no site www.inmetro.gov.br .

Fonte: Gestão CT

Somente Petrobrás e Dedini investem hoje na produção de etanol celulósico no País

Diminuir os custos de produção é o grande desafio para a obtenção de etanol a partir da celulose contida nas plantas e nos resíduos agrícolas. O processo que permite essa obtenção, a hidrólise, vem sendo estudado há quase duas décadas, mas até agora não há produção comercial de etanol celulósico, ou de "segunda geração", como se diz no setor. As expectativas mais otimistas são de que, antes de 2013, não haverá etanol celulósico comercial em produção no Brasil — em virtude de uma série de desafios que o aumento da escala de produção impõe. "Nos Estados Unidos, plantas demonstrativas funcionam há décadas, mas a escala comercial ainda é um obstáculo. 

Falta uma relação de custo/rendimento mais favorável", aponta Adilson Gonçalves, pesquisador da Escola de Engenharia de Lorena da Universidade de São Paulo (USP), antiga Faculdade de Engenharia Química de Lorena (Faenquil). Os norte-americanos esperam ter um processo comercial até 2010.

Chegar a essa relação custo/rendimento favorável envolve desafios de P&D de diversas ordens, que só podem ser respondidos, agora, a partir das chamadas plantas-piloto. Em escala de laboratório, sabe-se, em todo o mundo, que o processo é possível.

Quebrando a celulose
Todo vegetal é composto por celulose, hemicelulose e lignina. Para que se possa extrair etanol da celulose, é preciso quebrá-la e transformá-la em glicose. A quebra é feita pelo ataque à celulose com ácidos e temperaturas altas, ou pelo uso de enzimas que possam digeri-la. Após essa quebra, coloca-se água no sistema para se chegar à glicose. Daí o nome do processo, hidrólise, que pode ser ácida ou enzimática. A glicose será extraída e esse açúcar será fermentado pelo processo normal já usado nas usinas para produção de etanol. A hidrólise ácida converte mais rapidamente a celulose em glicose, mas gera mais inibidores de fermentação e apresenta mais dificuldades para o controle da areação. A hidrólise enzimática não forma tantos inibidores, mas é muito mais lenta, o que impacta os custos de produção para as usinas.

No Brasil, o governo financia o Projeto Bioetanol, que incorpora em uma rede os pesquisadores que vêm trabalhando com a tecnologia da hidrólise enzimática no País desde meados dos anos 1970, quando foi criado o Proálcool. Os estudos feitos a longo prazo e essa união permitiram que, em prazo curto, os pesquisadores chegassem a um resultado prático: a seleção de um complexo enzimático que, em laboratório, mostrou-se muito eficaz para a produção de etanol a partir do bagaço de cana-de-açúcar. A rede aguarda os recursos para construir uma planta-piloto e poder testar o que foi experimentado em seus laboratórios em uma escala maior e de forma integrada.

A Petrobras acaba de apresentar sua planta-piloto de hidrólise enzimática. Desde meados dos anos 1980, a Dedini estuda o processo de hidrólise ácida. A empresa tem uma unidade-piloto na Usina São Luís, em Pirassununga (SP), que também não é comercial. A planta-piloto produz 5 mil litros de álcool por dia, a partir do processamento de duas toneladas de bagaço por hora. As plantas da Petrobras e da Dedini são as únicas iniciativas que estão em uma escala maior do que a de laboratório no Brasil.

O Projeto Bioetanol
O Plano de Ação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), lançado no dia 20 de novembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não menciona diretamente o Projeto Bioetanol, mas este já existe desde 2005 e é custeado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que investiu R$ 3,7 milhões nos dois primeiros anos. A produção de bioenergia consta do Plano de Ação como uma das áreas estratégicas, com ênfase em biodiesel e etanol, e também é um dos setores citados na Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE) do governo.

"No Projeto Bioetanol, precisamos de uma planta-piloto pela necessidade de termos resultados mais consistentes. Devemos trabalhar em uma escala maior do que a de laboratório para nos anteciparmos aos problemas que possam ocorrer com o aumento de escala [de produção], para termos um volume maior de dados, que sejam mais representativos, e para conseguirmos mais repetição dos resultados e melhor estimativa técnica de produção, custo, balanço energético, sustentabilidade ambiental", enumera Carlos Vaz Rossell, pesquisador associado do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe) da Unicamp e integrante do Bioetanol. O projeto reúne 150 pesquisadores de todo o País em uma rede para estudar o processo de hidrólise enzimática aplicado ao bagaço de cana.

"É necessária uma validação do processo integral [de hidrólise enzimática estudado pelo Bioetanol], o que somente poderá ser feito após a realização dos experimentos em escala-piloto", completa Henrique Baudel, pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e consultor, outro integrante da rede. Baudel já trabalhou na Suécia com Guido Zacchi, pesquisador da Universidade de Lund e um dos maiores especialistas em hidrólise enzimática. Zacchi estuda hidrólise aplicada a restos de madeira, mas o brasileiro pôde trabalhar em Lund com uma planta-piloto de desenvolvimento de processo que, segundo ele, apresentou resultados preliminares promissores utilizando também bagaço de cana, enzimas da empresa dinamarquesa Novozymes e pré-tratamento a vapor. Embora trabalhe com planta-piloto há cerca de 15 anos, Zacchi ainda não chegou à fase comercial da tecnologia, tamanhos são os desafios em P&D a se enfrentar.

Os resultados preliminares obtidos em laboratório pela rede do Projeto Bioetanol precisam agora ser testados em escala-piloto: faltam ensaios de confiabilidade e reprodutibilidade para as várias etapas do processo de hidrólise, que são o pré-tratamento, a produção de enzimas, a hidrólise em si, a fermentação do açúcar obtido da celulose depois da hidrólise e a disposição dos efluentes. Os cientistas devem fazer também estudos de simulação e controle de processos, definir a relação de produção de etanol por tonelada de bagaço, estabelecer os rendimentos fermentativos (quanto do açúcar obtido pela hidrólise enzimática realmente é fermentado e se transforma em etanol) e analisar as possibilidades de reciclagem das leveduras que fermentam esse açúcar.

Fatores como a carga de sólidos presentes na hidrólise enzimática e a composição ótima do bagaço pré-tratado a ser colocado no reator de hidrólise também precisam ser definidos, e são dados que se alteram com o aumento de produção da escala de laboratório para a da planta-piloto. Os pesquisadores do Bioetanol utilizaram bagaço da Usina Vale do Rosário, de Morro Agudo, cidade do interior paulista distante 384 quilômetros de São Paulo. A usina mistura o bagaço com uréia e utiliza o composto como incremento para ração animal. Para ter esse produto, desenvolveu um sistema de pré-tratamento do bagaço que usa a técnica de explosão a vapor.

As enzimas podem ser recuperadas ou recicladas no processo? E qual seria o custo desse sistema de recuperação? Existem restrições de propriedade intelectual associadas aos microorganismos ou ao processo de produção de enzimas? Como reduzir o tempo do processo de hidrólise, que pode demorar mais de um dia, dependendo do pré-tratamento e da enzima utilizada? Todas essas respostas virão das experiências nas plantas-piloto e vão dizer, no final, qual o custo do processo, informação vital para os investidores. Mas, para o pesquisador Adilson Gonçalves, da USP, esse ponto deveria ser menos crítico na adoção da tecnologia, dadas as vantagens que ela possui. "Na verdade, o uso da hidrólise é tecnicamente viável, mas o mundo não despertou ainda para o fato de que, mesmo com custo ainda mais elevado do que o de outras formas de se obter etanol, vale a pena utilizá-la como via efetiva de seqüestro de carbono e utilização de resíduos agrícolas", aponta.

Recursos
Para 2007 e 2008, o Bioetanol deve receber do governo mais R$ 8 milhões — metade para cada ano, recurso que deverá ser aportado na construção de uma planta-piloto, possivelmente na região de Campinas (SP), onde será instalado um centro de P&D em etanol. A planta-piloto é importante para a rede porque nela os cientistas poderão experimentar de forma integrada o que cada grupo testou isoladamente em seus laboratórios.

Contudo, tirar a planta-piloto do papel depende de o governo federal repassar os recursos. O programa enfrenta dificuldades com o pagamento das bolsas dos pesquisadores que integram a rede. A Finep não repassou os valores aprovados para o pagamento dos bolsistas. Inicialmente, a entidade havia aprovado o valor de R$ 2 milhões, sem incluir as bolsas, mas depois os coordenadores da rede conseguiram um aporte maior para incluir também os valores a ser destinados aos bolsistas.

O desafio da produção de enzimas
Segundo Elba Bon, diretora científica do Projeto Bioetanol e docente ligada à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a enzima representa 60%, em média, do custo de produção do etanol celulósico pela rota da hidrólise enzimática. Conforme aponta o pesquisador Jaime Fingerut, do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), entidade que também participa da rede Bioetanol, o grande desafio hoje não é ter a enzima em si, mas fazer com que ela seja comercial, ou seja, que possa ser utilizada nas condições do processo de produção do etanol.

"Agora, precisamos de recursos para escalonar a produção da enzima, trabalhar com reatores maiores para fazer o cálculo do custo de produção", conta Elba. Os estudos desenvolvidos na rede Bioetanol geraram patentes, que estão em fase de redação e depósito no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Por isso, Elba não entra em detalhes sobre os resultados das pesquisas. O "escalonar a produção de enzimas" não depende da construção de uma planta-piloto, mas, depois de obtido um resultado positivo do ponto de vista econômico, será preciso testar o complexo enzimático nessa planta-piloto para integrar as enzimas ao restante do processo de hidrólise enzimática.

As enzimas, pelo setor privado
O esforço na busca pela melhor enzima para hidrolisar o bagaço de cana não está só nessa rede. No exterior, a Novozymes, maior empresa fabricante de enzimas, e a firma norte-americana Genencor também estudam o assunto. A Novozymes firmou convênio com o CTC para selecionar melhores organismos para hidrolisar o bagaço.

As empresas Biocell e Oxiteno têm uma parceria com a firma pernambucana Bioenzima, situada em Caruaru, para o desenvolvimento do processo de hidrólise. A Bioenzima é uma das poucas empresas nacionais a produzir enzimas comerciais. Ela fabrica enzimas para a indústria têxtil, usadas para dar o efeito de envelhecimento no jeans, e para tratamento de água. Mas já tem patente relacionada ao processo de hidrólise, depositada no Brasil.

O presidente da Bioenzima, Carlos Fernandes das Chagas, conta que as atividades de sua empresa, hoje com sete funcionários diretos e cinco doutores colaboradores, iniciaram-se há dez anos, com o desenvolvimento de um processo para produção de enzimas para o setor têxtil. Depois, a Bioenzima passou a fazer enzimas para tratamento de água. Há três anos, começou a investigar o processo de hidrólise. Investiu R$ 3 milhões, do próprio bolso. A empresa trabalhou em parceria, inicialmente, com Aldo José Pinheiro Dillon, doutor em genética molecular e de microrganismos pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pesquisador do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade de Caxias do Sul (UCS), no Rio Grande do Sul. Dillon prestou consultoria sobre produção e atividade da enzima celulase de Penicillium echinulatum para a Bioenzima.

Chagas não comenta detalhes do projeto, para preservar o segredo da patente e por causa dos parceiros. Diz que obteve resultados positivos nos testes de bancada. Afirma também que o processo que desenvolveu usa maior concentração de biomassa, mas não revela quanto, e garante que seu processo produz menos inibidores de fermentação. Os inibidores são substâncias químicas produzidas durante o processo de hidrólise que podem atrapalhar a etapa seguinte na produção de etanol, que é a fermentação do açúcar para sua transformação em álcool.

Fonte: Janaína Simões / Inovação Unicamp

1º Workshop Franco-Brasileiro de Inovação

Nos dias 6 e 7 deste mês acontece, em Florianópolis (SC), o 1º Workshop Franco-Brasileiro de Inovação. Sob o tema “Inovação – Ferramenta Estratégica para uma Competitividade Sustentável”, o evento debaterá a importância que o ato de inovar tem para o sucesso de uma empresa. O encontro é realizado pelo Instituto Heliópolis de Tecnologia & Gestão da Inovação.

Na ocasião, serão discutidos também a relação existente entre alianças empresariais e inovação e formas de se administrar utilizando processos inovadores. Para tanto, serão realizadas palestras, mesas-redondas e análise de casos.

Entre os palestrantes confirmados estão o presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Antonio Diomário de Queiroz; o superintendente de inovação da Finep, Eduardo Moreira da Costa; o presidente da Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei), Hugo Borelli Resende; e o diretor de P&D da Bunge, Geovane Cônsul.

As inscrições podem ser feitas no local do evento, mediante pagamento de uma taxa.

Mais informações, no site www.institutoheliopolis.org.br .

Fonte: Gestão CT

Ensino superior democrático demanda atenção aos cursos tecnológicos

Para ter um ensino superior democrático de qualidade, o Brasil precisará mudar seu modelo e dar mais atenção aos cursos tecnológicos, segundo Eunice Ribeiro Durham, professora titular do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas (Nupps) da Universidade de São Paulo (USP).

A análise abriu o Seminário Internacional Ensino Superior numa Era de Globalização nesta segunda-feira (3/12), na sede da FAPESP. O evento, que será encerrado nesta terça-feira, é promovido pelo Nupps em parceria com a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.

De acordo com a antropóloga, no Brasil o ensino superior público é focado demais no modelo da universidade que faz pesquisa, dedicando poucos recursos para a formação tecnológica.

“As vocações dos alunos são muito diferentes e todo o ensino básico é uniformizado. A diferenciação do currículo só ocorre no nível superior, que se resume ao sistema universitário, voltado para formar profissionais liberais. Precisamos de mais ensino tecnológico”, disse.

Segundo dados do Censo da Educação Superior brasileiro e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), nos últimos dez anos menos de 1% dos estudantes no país se formou em cursos superiores tecnológicos. Enquanto isso, nos países desenvolvidos o índice chega a 29%.

Segundo Eunice, seria preciso criar mais cursos tecnológicos e corrigir uma distorção que começa no ensino técnico de segundo grau, cujo acesso requer a conclusão do ensino médio.

“Isso é um contra-senso: o aluno quer formação mais imediata para o mercado, mas, para ter acesso a um curso técnico de segundo grau, é obrigado a adquirir a qualificação formal suficiente para entrar na universidade”, explicou.

Com isso, o acesso às escolas técnicas federais, que têm alto nível, é feito por um exame de entrada. Segundo a professora da USP, essa alta demanda para poucas vagas pressiona o sistema e elitiza o acesso.

“Quem vai procurar esses cursos é a classe média, não para ter acesso ao mercado de trabalho, como seria a finalidade do curso, mas para ter um ensino gratuito de boa qualidade de segundo grau e chegar à universidade pública. Ou seja, o ensino tecnológico é elitizado”, afirmou.

Além disso, segundo a pesquisadora, há um preconceito no Brasil contra o ensino técnico e tecnológico. “É como se ele não permitisse aprender, desenvolver a criatividade e a inteligência. Só que é o contrário: o ensino técnico promove essas qualidades, de forma casada com as necessidades.”

Ela cita os cursos de administração como exemplo da necessidade de mais cursos técnicos. “O curso mais procurado no Brasil é o de administração. Quem o procura quer espaço no mercado de trabalho ou quer abrir uma firma. Não é preciso criar universidades para atender a essas necessidades. Seria melhor fazer bons cursos técnicos de administração.”

A raiz do problema seria o fato de o país ter suas políticas públicas de ensino superior voltadas para a universidade de pesquisa. “Todo nosso ensino médio é organizado e pensado com foco na universidade”, destacou.

“Não podemos desmantelar nossas universidades, que dão imensa contribuição social, mas focar o ensino público ali nos impede de democratizar o ensino”, disse.

Citando o educador Anísio Teixeira, Eunice afirmou que, com a heterogeneidade da população brasileira, uma escola democrática só é possível quando não é igual para todos. “Precisamos ter uma variedade de alternativas para as diferentes necessidades.”

Fonte: Fábio de Castro /Agência Fapesp

AEB aprova Regulamento da Segurança Espacial

A Agência Espacial Brasileira (AEB), instituição associada à ABIPTI, aprovou, no dia 21, a proposta de Regulamento da Segurança Espacial. Segundo informações da agência, o documento vai disciplinar futuras atividades de lançamentos de satélites comerciais no Brasil.

O coordenador de Normatização e Licenciamento da Diretoria de Transporte Espacial e Licenciamento (DTEL) da AEB, Olavo Caetano, disse que o regulamento atua como um instrumento para se chegar a uma operação de lançamento bem-sucedida. Ele explica que todo lançamento deverá ser autorizado pela AEB, que emitirá uma licença. Antes disso, a empresa deverá cumprir um plano de segurança.

Técnicos da AEB, em conjunto com o Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), além de técnicos de orgãos relacionados à área espacial participaram da elaboração dos dois primeiros volumes do regulamento. O Inpe também é uma instituição associada à ABIPTI.

O documento será publicado em três volumes. O primeiro deles é o regulamento geral sobre segurança espacial, o segundo é a parte técnica do documento. Já o terceiro volume, que ainda está sendo elaborado, falará sobre o regulamento de investigação e prevenção de acidentes.

Mais informações: http://www.aeb.gov.br/conteudo.php?ida=23&idc=257 .

Fonte: Gestão CT

Brasileiro precisa começar a fazer teorização

O primeiro dia do encontro “Avanços e perspectivas da Ciência no Brasil, América Latina e Caribe”, que a Academia Brasileira de Ciências sedia até sexta-feira (7/12), no Rio de Janeiro, reuniu renomados especialistas para discutir desafios das ciências sociais e humanas na atualidade.

José Murilo de Carvalho, professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, apresentou dados da distribuição de programas de pós-graduação em história segundo levantamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

De acordo com os dados, o número de programas de pós-graduação na área aumentou significativamente nas três últimas décadas: eram apenas dois em 1971, passando para 18 em 1990 até chegar aos 53 em 2007. Antes centralizados na região Sudeste (que ainda detém a maior parte, 46%), observa-se atualmente uma maior distribuição nas outras regiões: 22% são realizados no Sul do país, 17% no Nordeste, 11% no Centro-Oeste e 4% no Norte.

“Devemos destacar como fatores que contribuíram para o crescimento da área a descentralização regional e o aumento da produção. Hoje há também um diálogo maior com o exterior, mas ainda temos que superar o paradigma da dependência”, ressaltou Carvalho, que, junto com Celso Lafer, presidente da FAPESP, é o único membro tanto da Academia Brasileira de Letras como da Academia Brasileira de Ciências.

A relação maturidade da ciência brasileira versus dependência estrangeira também foi apontada por Ruben George Oliven, professor titular do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, como um dos desafios a serem superados.

“O brasileiro precisa começar a fazer teorização. Antes havia uma divisão: as teorias eram feitas na América do Norte e na Europa, a citar como exemplos Foucault, Lévi-Strauss e Bourdieu. Mas o Brasil, assim como os outros países da América Latina, podem criar teorias para explicar fenômenos atuais”, disse o também presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs).

Segundo o antropólogo, outros dois desafios são a internacionalização das ciências sociais brasileiras e uma maior interação desta área com as outras ciências. “Hoje em dia, observamos uma tendência dos cientistas sociais brasileiros de estudar fenômenos que ocorrem no exterior”, apontou.

Oliven lembrou que, no passado, as ciências sociais explicavam a construção da nação seguindo uma lógica de subdivisões: “A sociologia e as ciências políticas pensavam a parte mais complexa do Brasil, enquanto a antropologia estudava tribos e comunidades indígenas. Porém, fenômenos novos surgiram e tiveram que ser explicados. Foi nesse momento que a antropologia teve que entrar para explicar o que outras ciências não podiam explicar: novas formas de religiosidade, novas orientações sexuais, a preocupação com o corpo ou com o meio ambiente e o ressurgimento do regionalismo.”

O antropólogo lembrou que fenômenos pouco estudados, como o Carnaval, o futebol e as telenovelas, começaram a ser estudados nesse período. “O Brasil, considerado um país atrasado, exportador de produtos rurais e agrícolas, mudou. Exportamos café, mas também commodities e serviços. Várias empresas brasileiras se tornaram multinacionais”, disse.

Fonte: Washington Castilhos /Agência Fapesp

Singapore to host waste management congress in 2008 - ISWA/WMRAS 2008 Congress

Singapore will host Southeast Asia’s first ISWA/WMRAS World Congress in 2008, a key event in the international recycling and waste management sector’s calendar, which will address environmental challenges facing Asia.

Held from 3rd to 6th November 2008, some 1000 industry professionals, government officials and experts from more than 50 countries are expected to attend the Congress, where delegates will share case studies and solutions for challenges facing the international waste management industry.

They will also visit Singapore’s waste management and processing plants to gain insights into the Republic’s waste management efforts.

Mr Niels Jorn Hahn, President of ISWA, said: "Singapore, with its strategic location, excellent supporting infrastructure and its experience in environmental management, is an attractive venue for the ISWA/WMRAS 2008 Congress."

Michael Ho, Chairman of WMRAS, said: "Countries are increasingly recognising the importance of environmental protection and Singapore, being centrally located in Asia, in close proximity to the developing countries of South-East Asia as well as China and India, could serve as a training hub for environmental management."

Singapore has undertaken a slew of initiatives to promote a recycling culture among its community.

The most recent project was the launch of the 3R Programme for Preschools, aimed at inculcating the habit of recycling, reusing and reducing at a young age. The programme, which was launched last Friday on Recycling Day, will be rolled out to 258 kindergartens under the PAP Community Foundation (PCF) and ten childcare centres under Presbyterian Community Services (PCS) in 2008.

The pilot programme made use of flashcards, worksheets and activities to explain the 3Rs and engages young children in active and fun learning of the 3Rs, using colourful pictures and illustrations.

The National Environment Agency has also embarked on other green initiatives such as working closely with Public Waste Collectors and Town Councils to introduce centralised recycling depositories for the convenience of the public.

As at August 2007, 1,600 sets of centralised recycling depositories have been provided, and most residents can now find a recycling bin within 150 metres from their flats.

The National Environment Agency and the Waste Management and Recycling Association of Singapore will be jointly co-hosting the Congress with the International Solid Waste Association.

Singapore has just hosted the International Solid Waste Association Board Meeting, which traditionally meets in the host country a year ahead of the Congress. The board meeting was held from 24-26 November.

Source: Channel Newsasia

Divulgados os ganhadores dos Prêmios Santander

O Santander Universidades e o Universia Brasil premiaram na quinta-feira (29/11), em Brasília, três universitários e três pesquisadores vencedores, respectivamente, dos Prêmios Santander de Empreendedorismo e de Ciência e Inovação.

Cada um recebeu R$ 50 mil para investir em seus projetos. O objetivo das premiações é apoiar a atitude empreendedora e a pesquisa científica no meio acadêmico.

Os vencedores do Prêmio Santander de Empreendedorismo são Luiz Manoel Gerosa, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Wilson Barros Luiz, da Universidade de São Paulo (USP), e Christian Jung, da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul).

Gerosa criou um jogo de computador que melhora o vocabulário e desenvolve o raciocínio lógico dos participantes. Barros Luiz desenvolveu um projeto para aumentar o aproveitamento do etanol por meio da produção da nisina, substância que evita a contaminação de bactérias no processo de fermentação da cana-de-açúcar.

Jung participou com trabalho sobre beneficiamento industrial de cascas de ostras e mariscos, que são formadas por carbonato de cálcio e que podem ser usadas até mesmo na construção civil.

O Prêmio Santander de Ciência e Inovação foi entregue a Carlos Alejandro Figueroa, da Universidade de Caxias do Sul (UCS), Álvaro Cantini Nunes, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Leda dos Reis Castilho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Figueroa foi premiado por projeto para a fabricação de revestimentos protetores para ferramentas de corte, moldes e matrizes. Nunes desenvolveu uma vacina oral contra a eimeriose, doença que afeta o sistema digestivo de aves e animais, e Leda estudou o desenvolvimento de tecnologias de alta produtividade para a produção de biofármacos usados no combate à hemofilia, Aids e câncer.

Os prêmios tiveram 1.522 inscritos. Trata-se de uma das principais iniciativas do Santander Universidades, divisão do Banco Santander responsável pela parceria com 260 instituições de ensino superior brasileiras.

Os dois prêmios têm apoio institucional do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).

Mais informações: www.universia.com.br/santandereducacao

Fonte: Agência Fapesp

FNQ realiza o Encontro Nacional de Examinadores de Prêmios

Será realizado, amanhã (5), às 9h, no Espaço Armazém em São Paulo, pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), o Encontro Nacional de Examinadores de Prêmios. Na ocasião, serão homenageados examinadores voluntários do Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ) e dos Prêmios Estaduais e Setoriais.

Nesta última categoria, serão reconhecidos os examinadores, Willy Hoppe de Sousa, do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), e José Eustáquio da Silva, da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec).

Os dois foram selecionados pela equipe do Projeto Excelência na Pesquisa Tecnológica da ABIPTI, por atenderem aos critérios sugeridos pela FNQ para a seleção dos examinadores. Willy Sousa e José Eustáquio têm contribuído de maneira relevante em diversos projetos realizados com a ABIPTI, principalmente no Programa Excelência na Gestão de Instituições Tecnológica (PEGITec).

Também compõem a programação as seguintes atividades: a palestra Importância do trabalho de voluntariado para fortalecimento do Movimento QPC, de Tadeu Pagliuso, da FNQ; a palestra do jornalista Luis Nassif, introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país; e um painel com os presidentes das empresas Serasa, Suzano e Gerdau.

Nos dias 6 e 7, na sede da FNQ em São Paulo, também será realizada a 40ª Reunião do Fórum Nacional Qualidade, Produtividade e Competitividade – 10 Anos; e o Encontro de Desenvolvimento de Gestores de Programas e Projetos, respectivamente.

Oito palestras fazem parte da programação da reunião do Fórum QPC, entre elas a Apresentação do Gespública (Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização), por Mariana Meirelles Nemrod Guimarães; a Apresentação do programa Compromisso Todos pela Educação, por Mozart Neves Ramos; e o Planejamento Estratégico do Fórum QPC, por Luiz Ildebrando Pierry, presidente do Fórum Nacional Qualidade, Produtividade e Competitividade (QPC).

Já o Encontro de Desenvolvimento de Gestores tem como atrativo as apresentações: Gestão de Voluntariado; Gerenciamento de Projetos/PMI (Project Management Institute); e Apresentações de critério rumo à Excelência 2008.

Informações adicionais, pelo site www.fnq.org.br ou pelo telefone (11) 3645-3920.

Fonte: Gestão CT

Destaques do 1º Fórum Europeu de Jornalismo Científico em Barcelona

Teve início no último dia 2 , na sede do Museu de Ciências de Barcelona (CosmoCaixa), o primeiro Fórum Europeu de Jornalismo Científico que tem seu encerramento marcado para hoje.

Cerca de 250 especialistas internacionais, de todos os países da União Européia, além de países como China, Brasil e Estados Unidos. As plenárias e as sessões paralelas serão realizadas no campus Ciutadella da Universidade Pompeu Fabra, na região central de Barcelona.

Na solenidade de abertura estiveram presentes Vladimir de Semir, diretor do Observatório de Comunicação Científica da Universidade Pompeu Fabra, e comissionado do Ano da Ciência em Barcelona – iniciativa da prefeitura local; Jorge Wagensberg, diretor da área de ciência e meio-ambiente da Fundació “la Caixa”; Pablo Amor, chefe da unidade de comunicação da Comissão Européia; e Marie-Claude Roland, do Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica.

O destaque da abertura foi Jorge Wagensberg, físico de formação e reconhecido divulgador científico. Ele explicou que a principal função de um museu de ciências é estimular o visitante e fazer com que ele saia com mais perguntas que antes da visita. “O melhor lugar para reunir as quatro áreas que lidam com as ciências, entre elas: a comunidade científica, o setor produtivos, o público e a política científica é um museu de ciências, pois aqui pensamos a ciência contextualizando objetos e fenômenos”, explicou Wagensberg.

O diretor da Fundació “la Caixa” antecipou o seu mais novo projeto: a criação de uma exposição sobre a vida, desde a bactéria até os seres humanos. Seguindo o conceito de como abordar a divulgação científica, a mostra explicará, por exemplo, porque as plantas terrestres são verdes, enquanto no mar a diversidade das algas é imensa. “Estivemos selecionando os objetos dessa exposição durante nove anos. O resultado será surpreendente”, disse Wagensberg.

Na sessão de ontem pela manhã, foram apresentados vários documentos inéditos, entre os quais o Eurobarómetro (pesquisas de opinião entre os europeus) sobre Ciência e Meios de Comunicação e um guia sobre estudos de jornalismo científico na Europa.

Todos os documentos citados estão disponíveis no endereço eletrônico: http://ec.europa.eu/research/conferences/2007/bcn2007/index_en.htm .

Fórum
O Fórum Europeu de Jornalismo Científico está sendo organizado pela Unidade de Ciência e Sociedade da Direção Geral de Pesquisa da Comissão Européia, em colaboração com o Observatório de Comunicação Científica da Universidade Pompeu Fabra, dentro do programa Barcelona Ciência 2007, do Instituto de Cultura de Barcelona.

Fonte: Diogo Lopes de Oliveira / Gestão CT

9ª Reunião Cientifica Anual do Instituto Butantan

A 9ª Reunião Cientifica Anual do Instituto Butantan, de 5 a 7 de dezembro, em São Paulo, discutirá a importância da divulgação científica como instrumento de popularização e difusão de conhecimentos.

Seguindo a linha central “Pesquisa e divulgação científica”, os simpósios do encontro abordarão os temas: “A divulgação científica como retorno à sociedade de investimentos públicos em pesquisa”, “Divulgação e popularização da ciência” e “Divulgação científica: do laboratório para a sociedade”.

Mais informações pelo e-mail ou telefone (11) 3726-7222 ramal 2106



Fonte: Agência Fapesp

Tecnologia brasileira no tratamento de gases poluentes e do efeito estufa

A empresa catarinense CarbonoBrasil acaba de receber a confirmação da patente internacional para um processo que atua na degradação das moléculas de gases que provocam o aquecimento global. A tecnologia foi apresentada nesta quinta-feira (29) durante a Eco Power Conference, em Florianópolis/SC.

Megassoluções já foram anunciadas por pesquisadores de todo o mundo para o grande desafio da humanidade neste milênio: reverter o atual quadro de aquecimento global. O que muitos cientistas talvez tenham esquecido é de que as melhores idéias geralmente são as mais simples.

Partindo desse princípio, a empresa catarinense CarbonoBrasil Tecnologia e Serviços Ambientais desenvolveu um processo sem similar que utiliza o plasma térmico para degradar e transformar as moléculas de gases da combustão provenientes de usinas termoelétricas, chaminés de indústrias e escapamentos de veículos. O presidente da CarbonoBrasil, Rui Fernando Muller, destaca que a idéia é excepcionalmente viável porque apresenta uma solução simples e eficiente para um problema mundial, podendo ser adaptada em qualquer fonte emissora de gases poluentes e de efeito estufa.

A tecnologia do plasma térmico é conhecida e utilizada em aplicações industriais, porém esta é a primeira vez a ser empregada para reduzir gases causadores do efeito estufa e de outros fenômenos atmosféricos como a poluição nas grandes cidades, o escurecimento global e a diminuição da camada de ozônio. O sistema da CarbonoBrasil foi desenvolvido em parceria com a Fundação de Ensino e Engenharia de Santa Catarina (FEESC) e o Departamento de Química da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Degradação de moléculas
O plasma é um gás ionizado que pode alcançar temperaturas entre 3 mil a 50 mil graus centígrados e cria um fluxo de elétrons com velocidades de até 6 mil km/s, chamado de jato de plasma. "Nestas condições é praticamente impossível que qualquer molécula passe por dentro do jato sem ser destruída", ressalta Müller. Ele explica que, nesse processo, as moléculas dos gases são ionizadas e se apresentam na forma de plasma – o quarto estado da matéria. Em uma segunda etapa, com o esfriamento da mistura gasosa, os elementos se recombinam espontaneamente formando novas substâncias de menor peso molecular.

O CHON Energy, como é chamado o processo, transforma gases da combustão, como CO2; CO; N2O2, NOx; SOx; CxHy e outros, em substâncias não poluidoras, como oxigênio, hidrogênio e nitrogênio gasosos, além de carbono e enxofre sólidos. Os produtos sólidos são retidos por filtros enquanto os gases são liberados para a atmosfera. "O resíduo armazenado é basicamente ‘black carbon’ (um pó escuro formado por 99% de carbono amorfo e menos de 1% de enxofre amorfo), que pode ser empregado como matéria-prima em pigmentos de tintas, na produção de pneus e polímeros em geral", explica Müller.

Aplicação na prática
A tecnologia da CarbonoBrasil já foi testada com sucesso em laboratório, degradando 100% do CO2 injetado na tocha. No primeiro semestre de 2008, será instalada como projeto-piloto em uma unidade da usina termoelétrica do Aterro Bandeirante, na cidade de São Paulo. Atualmente, as empresas responsáveis por gerenciar o aterro ganham créditos de carbono por queimar o metano (CH4) proveniente da decomposição da matéria orgânica para transformá-lo em CO2 e água – com isso reduzem em 21 vezes o efeito do aquecimento global e geram energia elétrica, disponibilizada na rede pública. Para completar o ciclo, o CHON Energy irá atuar na redução por plasma térmico da emissão final de CO2, tornando todo o processo livre de emissões de carbono.

Depois de realizado os testes no Aterro Bandeirante, a tecnologia da CarbonoBrasil poderá ser adotada em larga escala em processos emissores de gases dos mais variados setores industriais. As empresas que a adotarem poderão se beneficiar com a venda de créditos de carbono, assim como a de resíduos resultantes do processo.

Fonte: Web-Resol

"Meio Ambiente - Experiências em Pesquisa Multidisciplinar e Formação de Pesquisadores"

A publicação tem seu lançamento hoje, a partir das 17:00 horas, na Capela Ecumenica da UERJ


Organizadores : Fátima Branquinho e Israel Felzenszwalb da UERJ

Este livro reúne vivências em pesquisa para a formação de pesquisadores que buscam o enfoque multidisciplinar em meio ambiente. São relatos de pesquisas bem-sucedidas, realizadas a partir da articulação entre Pós-graduação e Graduação e por meio das quais houve produção, difusão de conhecimento ou outro tipo de intervenção na realidade.


Mais informações: www.mauad.com.br ou pelos telefone (21)3479 7422

Fonte: Margareth Meirelles

2º Simpósio Brasileiro de Desastres Naturais e Tecnológicos

A segunda edição do Simpósio Brasileiro de Desastres Naturais e Tecnológicos, que será realizado de 9 a 13 de dezembro, em Santos (SP), terá como tema central “Gestão do risco e prevenção: ferramentas e desafios para a integração público-privado”.

Com a abrangência na prevenção de desastres e remediação de seus efeitos, o evento apresentará aspectos derivados de atividades humanas associadas ao desenvolvimento industrial e tecnológico, como vazamentos de dutos e acidentes químicos, além de eventos naturais, entre os quais escorregamentos, erosão, inundações e desertificação.

“Políticas, legislação e programas públicos para o controle e redução de acidentes e desastres”, “Gestão de riscos e prevenção de desastres”, “Preparação e resposta a acidentes e desastres tecnológicos”, “Acidentes e desastres naturais”, “Atendimentos nas emergências e pós-desastres” e “A construção de cenários futuros em desastres” serão os assuntos discutidos na mesas-redondas.

A promoção é da Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental (ABGE).

Mais informações: www.acquacon.com.br/2sibraden

Fonte: Agência Fapesp