sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Brasil inicia as trasmissões da televisão digital

As partidas de futebol e os próximos capítulos da novela poderão ser vistos por outro ângulo, ou melhor, em outro formato a partir de domingo (2/12) por telespectadores na Grande São Paulo. É que a partir dessa data terão início oficialmente as transmissões da televisão digital no Brasil. As emissoras paulistas começarão a operar simultaneamente em duas freqüências: analógica e digital.

A expectativa é que o sinal digital esteja disponível, até o fim de 2009, em todas as capitais e, em 2013, em todos os municípios brasileiros. O fim do sistema atual, analógico, está previsto para dezembro de 2016. Até lá, o desafio é conseguir dar acesso digital aos usuários dos 55 milhões de residências do país com televisores. Ao todo, são mais de 100 milhões de aparelhos.

“O início das transmissões digitais é resultado de um intenso processo de inovação que está se concretizando no Brasil. Toda a expectativa e debate em torno da novidade indicam que as pesquisas realizadas na universidade conseguiram gerar transformação, ou seja, fizeram com que o desenvolvimento tecnológico em rede dos laboratórios brasileiros chegasse ao mercado”, disse Marcelo Knörich Zuffo, professor do Departamento de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

A partir de domingo, segundo Zuffo, um considerável ganho em imagem e som poderá ser visto por quem tiver o decodificador de sinais digitais, também chamado de set-top box – que já pode ser encomendado em lojas de eletrônicos – e uma antena UHF instalados no televisor analógico, ou, então, pelos donos de televisores com sistema digital integrado.

A qualidade da imagem digital que chega agora será até duas vezes e meia melhor do que a televisão atual, seja ela aberta ou a cabo, passando do padrão de até 480 linhas de resolução para até 1.080 linhas (aberta e digital). Os aplicativos de interatividade que fazem parte do “pacote tecnológico” da televisão digital no Brasil, no entanto, ainda não estão nos conversores.

Isso ocorre porque os middlewares, que são as interfaces de programação responsáveis pelos aplicativos de interatividade, também não foram instalados nos conversores que serão vendidos nos próximos dias.

“Os middlewares não foram embarcados no set-top box, mas isso pode ocorrer a qualquer momento, uma vez que essa é a camada mais externa dos conversores, que podem ser vendidos sem essas interfaces”, explica Zuffo.

O acesso interativo aos conteúdos se dará por meio de aplicativos como grade de programação, sinopses e informações extras sobre filmes e novelas. O usuário também poderá, com alguns cliques no controle remoto, personalizar a forma como os programas serão exibidos. As vantagens interativas deverão trazer ainda serviços semelhantes aos existentes na internet, do tipo on-line banking e correio eletrônico.

Primeiros e caros
Um dos grandes impasses para a implementação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD) se refere aos valores elevados dos conversores, que têm preços que variam de R$ 400 a R$ 1 mil, enquanto o Ministério das Comunicações estimava que esse preço não passaria dos R$ 200.

Em entrevista coletiva realizada na quarta-feira (28/11), em Brasília, o ministro Hélio Costa sinalizou que a inclusão das tecnologias brasileiras nos dispositivos de TV digital seria um dos responsáveis pelo preço elevado dos conversores.

Segundo Costa, um dos responsáveis por esse aumento seria o Ginga, middleware desenvolvido em parceria por pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e que deverá ser embutido em conversores comercializados no país.

Os pesquisadores discordam. “Ainda não existe nenhum modelo do Ginga embarcado nos conversores que estão no mercado, então acredito que ele não seja a causa do custo elevado desses aparelhos. A sua única influência nos set-top box até agora é que alguns modelos do aparelho foram dimensionados para serem atualizados quando as primeiras versões do Ginga ficarem prontas”, afirmou Guido Lemos, professor do Departamento de Informática da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e um dos responsáveis pela criação do Ginga.

“O que está encarecendo os conversores vendidos nos próximos dias em São Paulo é a decodificação H.264, padrão que permite que o sinal digital tenha 1.080 linhas de resolução. Trata-se de um chip decodificador de vídeo que não existia antes do Sistema Brasileiro de Televisão Digital. Esse circuito foi desenvolvido por empresas estrangeiras para atender exclusivamente a demanda brasileira”, explicou

Segundo ele, a especificação tecnológica do Ginga está pronta e foi aprovada em consulta pública feita pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), mas a produção comercial do software ainda está em fase de desenvolvimento por empresas nacionais e, também, por pelo menos duas estrangeiras.

Para que o custo de produção dos conversores seja reduzido, o governo federal não descarta a possibilidade de oferecer subsídios aos fabricantes. “Acredito que subsídio não seja o melhor caminho. Precisamos criar uma política industrial de incentivo à produção dos produtos da TV digital, a exemplo do que já existe para o setor de computadores”, destacou Zuffo, que integra o Fórum Brasileiro de TV Digital, cujo objetivo é formular, junto ao governo federal, consensos técnicos para o SBTVD.

“Assim como o iPod, toda novidade tecnológica é mais cara. O problema do encarecimento dos conversores não são as tecnologias brasileiras, mas o simples fato de ainda não termos atingido uma situação de competitividade plena no mercado nacional. A indústria estabelecida no Brasil não está familiarizada com perfis de inovação que já são comuns em outros países. Os conversores deverão baixar pelo menos pela metade e até um terço do preço nos próximos anos”, disse Zuffo.

Em outra entrevista, o professor da Poli chamou a atenção para a ausência de um marco regulatório que garantisse a inserção, nos produtos da TV digital, das inovações tecnológicas desenvolvidas nos centros de pesquisa brasileiros.

“Apesar desse marco regulatório já ter sido criado e muitas inovações da academia estarem sendo implementadas, agora precisamos discutir como as tecnologias previstas no decreto presidencial, como a multiformato e multiprogramação, serão exploradas na prática como recursos efetivos de TV digital”, disse Zuffo.

Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp

INCA avalia percepção do brasileiro sobre o câncer

Mais de 90% dos brasileiros reconhecem a necessidade de detecção precoce do câncer, mas poucos sabem quais exames devem ser feitos para detectar a doença nas fases iniciais. O fumo e a exposição ao sol são amplamente reconhecidos como fatores de risco, mas ainda é muito baixa a associação da prevenção ao câncer com a alimentação saudável.

Esses são alguns dos resultados de uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), que entrevistou 2,1 mil pessoas nas regiões metropolitanas de todas as capitais do país. O objetivo foi conhecer as concepções do brasileiro em relação à doença.

No estudo, 71,96% dos entrevistados afirmaram saber o que é câncer. Apesar de 89,41% terem dito reconhecer a necessidade de detecção precoce para o sucesso do tratamento, significativos 17,6% declararam conhecer os exames necessários para a detecção precoce.

Foram citados o exame de próstata (11,68%), o ginecológico preventivo (13,52%), a mamografia (8,11%) e o exame das mamas pelo médico (9,79%). O auto-exame das mamas (2,48%), o de pele pelo médico (2,44%), o de sangue oculto nas fezes (1,6%) – importante para a detecção precoce do câncer de cólon – e o exame oral pelo dentista (0,97%) ficaram entre os menos citados.

“Fizemos a pesquisa para ver em que segmentos sociais temos que focar mais as campanhas, e também para refinar o conhecimento a respeito das percepções sobre o câncer. Uma coisa é saber o que pensa uma pessoa que tem a doença e outra é saber o que pensa a população em geral, especialmente em relação à prevenção, palavra-chave atualmente”, ressaltou o médico Luiz Antonio Santini, diretor do Inca.

A maioria dos entrevistados reconhece a importância da prevenção: 72,88% disseram que o câncer sempre pode ser prevenido, enquanto 11,09% apontaram que isso pode ocorrer em algumas situações. “Esse é um resultado positivo. Significa que estão prontos para adotar hábitos e alternativas de vida saudáveis, capazes de afastá-los de importantes fatores de risco. A pesquisa mostra um dado favorável e importante: a associação do cigarro à doença”, avaliou Santini.

Segundo ele, em relação aos exames e à prevenção, há ainda muitos obstáculos a serem vencidos. “Enquanto o câncer de colo de útero foi reduzido a um fator quase irrisório nos países mais ricos, no Brasil é a segunda causa de morte entre mulheres e o mais incidente em algumas regiões. A média de cobertura do exame de papanicolau é de 65%, enquanto o ideal seria 80%. Se separarmos entre população das cidades e do interior, veremos que, nas primeiras, a cobertura é de 80%, enquanto na segunda é bem menor. A população dos grandes centros está mais bem informada. Com essa pesquisa podemos direcionar a campanha a um público específico”, observou.

O estudo apontou também um desconhecimento sobre locais em que se pode fazer exames para detecção precoce: hospitais foram apontados por 43,39%, seguidos por clínicas (17,25%), postos de saúde (16,32%) e laboratórios (16,94%). “A porta de entrada do sistema de saúde são as unidades básicas ou primárias, os postos de saúde locais, onde são feitos os exames diagnósticos”, disse o diretor do Inca.

Quanto ao reconhecimento dos fatores de risco, os dados revelam que ainda há muito a avançar. O fumo e o excesso de exposição ao sol são os fatores de risco mais conhecidos, por 96,65% dos entrevistados. O número sobe para 100% na região Centro-Oeste e 98,04% na região Norte, seguidas pelas regiões Nordeste (97,15%), Sul (96,01%) e Sudeste (95,67%).

Já 92,41% indicaram o excesso de exposição ao sol como fator de risco. O índice mais alto foi verificado na região Centro-Oeste (97,42%). O consumo de bebidas alcoólicas em excesso foi reconhecido por 85,71% dos entrevistados.

A alimentação saudável e a prática de atividades físicas ainda não são identificadas como formas de prevenção ao câncer de forma expressiva. Dos entrevistados, 27,47% afirmam que a alimentação não tem relação com o câncer e 49,03% não relacionaram a falta de atividades físicas com o risco de adquirir a doença.

A maior parte dos entrevistados disse que o câncer pode ser tratado (78,77%) ou que, às vezes, pode ser tratado (14,74%). Apenas 4,60% afirmaram desconhecer tratamento para a doença.

Mais informações: http://www.inca.gov.br/

Fonte: Washington Castilhos / Agência Fapesp

Geologia USP — 50 anos

A história do curso de geologia da Universidade de São Paulo (USP) poderá ser conhecida na edição comemorativa do livro Geologia USP – 50 Anos, produzida pelo Instituto de Geociências (IGc) daquela universidade. O lançamento do livro será nesta sexta-feira (30/11), às 18h, na Escola Politécnica.

A obra reúne um conjunto de depoimentos diversificados que apresentam a história do curso a partir de diferentes pontos de vista, de acordo com o coordenador da obra e professor do IGc, Celso de Barros Gomes. Os textos, escritos por egressos do curso, são tratados por perspectivas pessoais, profissionais e acadêmicas. Segundo Gomes, a escassez de documentação escrita explica a opção por depoimentos.

“A idéia da publicação surgiu não apenas em função da comemoração dos 50 anos, mas também pelo fato de que precisávamos registrar nossas origens, o nosso processo de criação”.

A edição é pontuada com rico material iconográfico, incluindo fotos de época, mapas e reproduções de periódicos especializados, que contribuem para uma melhor compreensão e ilustração da história do curso. O prefácio é assinado pelo professor Shozo Motoyama, diretor do Centro Interunidade de História da Ciência da USP.

O curso de geociências, criado em 1957 pela então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, foi instalado em um suntuoso casarão na esquina da alameda Glete com a rua Guaianases, antiga residência do industrial carioca Jorge Street, no bairro dos Campos Elíseos, centro de São Paulo. Funcionou ali até 1969, quando foi criado o IGc e o curso foi transferido para o campus da Cidade Universitária.

Segundo Gomes, durante os primeiros 13 anos – que ficaram conhecidos como os “anos gletianos”, o curso de geologia se instalou em um espaço de aproximadamente 2 mil metros quadrados dividido em salas de aula, cantina, biblioteca, museu, secretaria, sala dos professores, laboratórios, oficinas e estacionamento de carros, propiciando um ambiente muito familiar e propício à aproximação. Era o chamado “efeito Glete”.

“O convívio humano, eu diria, foi um dos pontos mais marcantes da fase da Glete. No livro, tivemos a preocupação de caracterizar esses momentos com riqueza de detalhes”, explicou Gomes, que foi aluno da primeira turma formada em geologia pela USP, em 1960.

Em razão da falta de professores especializados em algumas áreas da geologia no país, foram contratados, nos anos iniciais do curso, vários professores estrangeiros, principalmente dos Estados Unidos, que, além de ministrar aulas, também importaram equipamentos para os laboratórios.

Foi o caso de John Hamilton Reynolds, que trouxe o primeiro laboratório de geocronologia da América do Sul. O laboratório possibilitou o início e desenvolvimento de pesquisas sobre o período pré-cambriano brasileiro, principalmente com relação à deriva dos continentes americano e africano, levando geólogos da USP ao reconhecimento internacional.

Em 1969, com a reforma universitária e a transferência do curso para a Cidade Universitária, o IGc passou a ter amplo espaço físico, que, além da infra-estrutura necessária, atualmente conta com parque instrumental, museu com acervo considerado e diversificado, biblioteca que é referência nacional na área e dois importantes centros: de Pesquisas de Águas Subterrâneas (Cepas) e de Pesquisas Geocronológicas (CPGeo).

“Esses centros foram muito importantes para a consolidação da pesquisa científica da instituição e ainda têm papel fundamental na sua inserção internacional”, explicou Gomes.

Entre 1972 e 2006 foram defendidas e aprovadas 467 dissertações de mestrado e 370 teses de doutorado, totalizando 837 títulos atribuídos a alunos provenientes de várias regiões do país, além de alguns estrangeiros, especialmente da América do Sul. Ao longo de 50 anos, o curso de geologia formou mais de 1,5 mil profissionais.

Serviço:
Geologia USP — 50 anos
Autor: Celso de Barros Gomes (Org.)
Lançamento: 2007
Número de páginas: 541
Editora: Edusp
Local do lançamento: Escola Politécnica – Auditório “Professor Francisco Romeu Landi” – Av. Professor Luciano Gualberto, travessa 3, 380 – Cidade Universitária – São Paulo.
Mais informações: www.edusp.com.br

Fonte: Maristela Garmes / Agência Fapesp

Abertas as inscrições para o Programa Centros Associados para o Fortalecimento da Pós-Graduação Brasil-Argentina

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC) abre oportunidade para instituições de ensino superior brasileiras e argentinas interessadas em participar de intercâmbio acadêmico em todas as áreas do conhecimento. As inscrições para o Programa Centros Associados para o Fortalecimento da Pós-Graduação Brasil-Argentina (CAFP/BA) ficam abertas até 15 de fevereiro de 2008. As atividades terão início em abril do mesmo ano.

Para o coordenador geral de Cooperação Internacional (CGCI/Capes), Leonardo Barchini Rosa, o ponto mais importante do programa CAFP/BA, que é realizado em conjunto com a Secretaria de Políticas Universitárias (SPU) do Ministério de Educação, Ciência e Tecnologia da Argentina, é o fato de que as parcerias universitárias entre instituições dos dois países devem incluir, pelo menos, um curso de pós-graduação stricto sensu consolidado e um curso associado, emergente. O curso consolidado terá a função de entidade promotora. O curso de nível emergente atuará como entidade receptora.

"O objetivo é reduzir as assimetrias regionais e fortalecer a pós-graduação, além de integrar ainda mais a formação de recursos humanos nos dois países," destaca Leonardo. Os projetos apresentados deverão contemplar, principalmente, a formação de pós-graduandos, o fortalecimento dos cursos de pós-graduação e o aperfeiçoamento de docentes e pesquisadores vinculados às entidades receptoras.

Apoio – Os selecionados receberão recursos no valor de R$ 55 mil anuais, para financiamento de passagens aéreas, diárias, seguro saúde, bolsas e diárias de missões de estudo (estudantes) e trabalho (professores e pesquisadores). Deste valor, R$ 10 mil poderão ser utilizados para aquisição de material de consumo. Os projetos terão duração de dois anos, podendo ser prorrogados por igual período. Saiba mais sobre o CAFP/BA.

Fonte: Fátima Schenini/ Capes

Primeiros resultados do 2º Seminário de Avaliação do Programa de Apoio ao Ensino e à Pesquisa Científica e Tecnológica em Defesa Nacional

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nivel Superior (Capes/MEC) e o Ministério da Defesa irão lançar novos editais conjuntos em 2008. O anúncio foi feito pelo presidente da Capes, Jorge Guimarães, nesta quinta-feira, 29, em Brasília, na abertura do 2º Seminário de Avaliação do Programa de Apoio ao Ensino e à Pesquisa Científica e Tecnológica em Defesa Nacional (Pró-Defesa) - uma parceria entre os dois órgãos.

Segundo Guimarães, o trabalho conjunto com o Ministério da Defesa tem contribuído para desenvolver o pensamento brasileiro na área de defesa nacional. "Sabemos da evolução positiva dos projetos de pesquisa iniciados e o fato é que, através dessa ação, têm surgido propostas de qualidade de novos cursos de pós-graduação. Esse é o avanço que nós esperávamos em decorrência dessa iniciativa", afirma.

A importância do programa conjunto também foi destacada pelo secretário de Ensino, Logística, Mobilização, Ciência e Tecnologia do Ministério da Defesa, Marco Aurélio Mendes. De acordo com Mendes, a idéia é incentivar as parcerias não somente dentro das forças armadas como externamente. "Há uma necessidade de crescimento dessa área, por meio de pesquisas aproveitamos o potencial do país e também em termos de matéria-prima. Esperamos conseguir ampliar cada vez mais este tipo de iniciativa", disse.

Durante a solenidade de abertura, o diretor de Programas da Capes, Emídio Cantídio falou sobre os programas de financiamento executados pela Capes."Temos um modelo bastante flexível, muito ágil, porque trabalhamos em conjunto com universidades, pesquisadores e cientistas brasileiros," diz.

O seminário, que é promovido pelo Ministério da Defesa em parceria com a Capes, será encerrado na sexta-feira, 30. Em debate, estão os projetos que integram o Pró-defesa com ênfase nos resultados obtidos nos dois primeiros anos de sua execução. O evento conta com a participação de coordenadores de projetos, professores, pesquisadores e representantes governamentais.

Fonte: Capes

Capes renova acesso de instituições brasileiras ao Portal de Periódicos

O acesso ao Portal de Periódicos, financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), foi renovado nesta semana com 187 instituições de ensino superior (IES). O programa de acesso à informação científica da Capes é considerado um dos mais importantes do mundo e tem servido de modelo para outros países. O serviço pode ser encontrado nas instituições que atuam na pós-graduação (universidades federais e centros de pesquisa, estaduais, e IES particulares com programas de pós com nota igual ou acima de 5).

Em carta aos reitores, o presidente da Capes, Jorge Guimarães, parabenizou as instituições que "avançam na qualidade de seus cursos de pós-graduação stricto sensu continuando a merecer o apoio da Capes neste particular". Para ele, "o Portal de Periódicos é um extraordinário e valioso instrumento para o desenvolvimento da pesquisa no Brasil. Acompanhando a evolução da produção científica nacional podemos, certamente, destacar a enorme contribuição do Portal nos avanços e indicadores que vêm crescendo continuamente", afirma.

No novo termo de compromisso assinado, as instituições se comprometem a divulgar e promover o uso dos serviços oferecidos pelo Portal de Periódicos, oferecendo treinamento a professores, pesquisadores, alunos e funcionários. Além disso, devem coibir o uso das publicações disponíveis no Portal para fins comerciais ou outros atos que possam violar os direitos autorais.

Periódicos - O Portal, um dos maiores acervos de acesso a periódicos do mundo, foi criado pela Capes em 2000. Oferece um enorme banco de informações, democratizando o acesso às publicações científicas e tecnológicas de excelência produzidas no cenário internacional. A partir de 2004, a coleção do Portal foi ampliada de 3.600 para cerca de 12 mil revistas de títulos internacionais.

O acesso passou de sete milhões em 2002 para 47 milhões em 2006, com média atual de 130 mil acessos diários. A consulta gratuita é oferecida a cientistas, pesquisadores, professores e estudantes de instituições que possuem programas de pós-graduação recomendados pela Capes. A comunidade em geral pode solicitar o acesso ao Portal nas bibliotecas das instituições.

Fonte:Adriane Cunha / Capes

1º Workshop do Centro de P&D em Tecnologias Digitais para Informação e Comunicação

O Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio da Secretaria de Políticas de Informática (Sepin), promove na próxima segunda-feira, dia 3 de dezembro, o 1º Workshop do Centro de P&D em Tecnologias Digitais para Informação e Comunicação, com foco inicial em TV Digital.

O evento será realizado no Centro de Pesquisas Renato Archer (CenPRA/MCT), em Campinas (SP), e dará início ao processo de cooperação tecnológica com o Japão, por meio de apresentações de dois palestrantes convidados.

Adicionalmente, o encontro tem como objetivo planejar as atividades do CenPRA e, especialmente, definir um portfólio de projetos de P&D que serão desenvolvidos com os recursos alocados ao Centro, para os próximos dois anos, pela Ação Transversal dos Fundos Setoriais de C&T.

Os temas a serem debatidos seguirão em conformidade com as cinco redes que inicialmente formarão o Centro, a saber: Middleware/Software Aplicativo; Sistemas de Transmissão; Codificação de Sinais; Integração de Sistemas, Receptores e Interatividade; e Conteúdo e Serviços.

Além dos convidados japoneses, entre os participantes estarão cerca de 45 pesquisadores brasileiros e representantes das Agências Financiadoras de P&D e do governo federal .

Acesse aqui a programação do evento.

Para mais informações, entrar em contato com Adriana Pierro ou Lígia Maia, pelo e-mail ou nos telefones (21) 2102-9691 / 9695.

Fonte: Agência CT

13ª Conferência das Partes (COP 13) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima

Diferentemente das expectativas, a 13ª Conferência das Partes (COP 13) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, sigla em inglês), que começa na próxima segunda-feira (3), não deverá discutir metas para o próximo período do Protocolo de Quioto, que começa em 2012, e tampouco um novo protocolo. A reunião acontecerá até o dia 14 de dezembro em Bali, na Indonésia, e deverá reunir cerca de 180 países.

Segundo o coordenador geral de Mudança Global do Clima do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), José Domingos Miguez, esta reunião deve iniciar um processo negociador coordenado pela Organização das Nações Unidas (ONU), com duração de cerca de dois anos.

"Em oposto ao que as pessoas estão esperando, a discussão não será em cima de metas. Há um impasse, e deve ser discutido um processo de negociação com um cronograma de trabalho. É um método que a ONU utiliza para encontrar uma saída favorável, já que não é uma negociação fácil, são cerca de 200 países defendendo seus interesses", explica Miguez.

Esta negociação é uma proposta brasileira que será apresentada à COP, no entanto, alguns países são contrários em transformar essa COP em um processo negociador.

De acordo com Miguez, a criação de um novo protocolo não é uma alternativa viável; a expectativa é pelo segundo período do Protocolo de Quioto. "Demoramos dez anos para implementar Quioto, e não temos mais dez anos pela frente para ficar discutindo, não há mais tempo".

A primeira etapa do Protocolo começa em 2008 e vai até 2012.

A posição brasileira, no entanto, é de respeitar as responsabilidades comuns, mas diferenciadas, previstas no Protocolo, ou seja, que os países desenvolvidos têm maior responsabilidade pela emissão dos gases de efeito estufa – um processo que começou com a revolução industrial – logo, que assumam maior compromisso em sua redução.

Já os países em desenvolvimento, como o Brasil, que têm necessidades básicas ainda não sanadas e que precisam crescer, podem contribuir de outra forma, como, por exemplo, com os projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), uma vez que as metas podem ser um obstáculo ao crescimento.

Desta forma, os debates na COP serão baseadas em duas vertentes. A primeira, que trata do Protocolo de Quioto, no qual o Brasil defende o processo de negociação para a reunião em Bali, e também um segundo período para o Protocolo, com o aprofundamento de metas para os países desenvolvidos, que poderiam cumpri-las por meio de projetos de MDL.

A outra vertente, no âmbito da Convenção, trata de definição de políticas para incentivar as ações de mitigação nos países em desenvolvimento.

"Não para aceitar o discurso de que se o Brasil não tiver metas não estará ajudando a evitar o aquecimento do Planeta. Temos um histórico de participação nesse processo que é relevante, desde a Eco 92, passando pela proposta do MDL – que norteia o Protocolo e é uma adaptação de uma proposta brasileira –, até a quantidade de projetos de MDL que o País tem hoje. Somos colaboradores ativos", esclarece Miguez.

Rachel Mortari / Agência CT

Estudantes recebem o Prêmio Sergio Machado Rezende

O ministro da Ciência e Tecnologia, entrega neste sábado, dia 1º de dezembro, em Olinda (PE), o Prêmio Sergio Machado Rezende a dois estudantes. Eles se destacaram por desempenhar, no Espaço Ciência, atividades voltadas para a popularização do conhecimento científico.

O prêmio, dois cheques no valor de R$ 500, foi uma doação do físico Sérgio Mascarenhas, que é também diretor do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP, unidade de São Carlos.

Rayanny Christine C. de Lima e Aurélio Silva Ferreira de Melo são os dois adolescentes premiados. A primeira é monitora voluntária do CliCidadão, um dos programas sociais do Espaço Ciência, que tem como base a inclusão digital e a educação. Depois de fazer o curso, no ano passado, Rayanny tornou-se voluntária do programa.

"Gosto da idéia do CliCidadão, porque ele utiliza o computador como instrumento de cidadania", explica a estudante de 17 anos, aluna do 3º ano do ensino fundamental da Escola Almirante Tamandaré, no Recife, que três vezes por semana está voluntariamente no Espaço Ciência como monitora em turmas de adolescentes, jovens e da terceira idade.

Já Aurélio Silva Ferreira de Melo, de 12 anos, aluno da Escola Municipal Antonio Correia, no Recife, usa a arte para mostrar que ciência também se aprende brincando. Sozinho aprendeu a técnica de Origami, arte japonesa de dobrar papel. Durante a Ciência Jovem ofereceu uma oficina gratuita aos visitantes, utilizando a arte japonesa para produzir animais e objetos geométricos.

Além dos dois adolescentes, o físico entregará um cheque no valor de R$ 1mil ao professor da Escola Arco-Íris, Antonio Mendes, que ficou com o primeiro lugar na Ciência Jovem, na categoria Educação Científica. A premiação acontece no encerramento do Campeonato Regional de Robótica, que o Espaço Ciência realiza neste final de semana.

Prêmio
O prêmio Sergio Machado Rezende foi idealizado pelo físico Sérgio Mascarenhas que, no início deste ano, recebeu o valor de R$ 100 mil, como destaque científico, no prêmio Conrado Wessel.

O físico decidiu doar R$ 25 mil para o Espaço Ciência, para que todos os anos fossem escolhidos dois adolescentes, um do sexo masculino e outro do sexo feminino, que se destacassem por trabalhos desenvolvidos no museu com o propósito de popularização da ciência.

"Escolhi o Espaço Ciência para fazer essa doação porque tenho uma profunda admiração pelo trabalho desenvolvido pelo museu, que é exemplo para o Brasil e para fora dele", destacou Mascarenhas.

O Espaço Ciência é um dos maiores museus interativos de divulgação científica do país, onde o visitante pode explorar o mundo da ciência de forma agradável e divertida. Está localizado em uma área de 120 mil m², próxima ao mar e entre as cidades de Recife e Olinda.

Também conta com dois observatórios astronômicos localizados fora da sua sede, um na Torre Malakoff, no bairro do Recife Antigo, no Recife, e outro no Alto da Sé, em Olinda.

A entrega do Prêmio Sergio Machado Rezende, ocorrerá sábado,1º de dezembro de 2007, no Auditório do Espaço Ciência – Complexo de Salgadinho s/n - Parque 2, Olinda-PE,

Mais informações pelos telefones: (81) 3301.6140 / 3301.6154

Fonte: Agência CT

Projeto utiliza 100% de biodiesel para gerar energia

O equipamento foi desenvolvido pela empresa Maquigeral em parceria com o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e recebeu investimentos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de fomento do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

A alternativa reduz consideravelmente a emissão de gases poluentes em relação ao diesel comercial: 25% menos emissões de CO (monóxido de carbono) e 14% de hidrocarbonetos, além da diminuição de 88% de fuligem na atmosfera.

Segundo Osnil Redondo, consultor de desenvolvimento da empresa responsável pelo projeto, o objetivo é estudar e ampliar as formas de obtenção de energia por meio de processos limpos. Ele afirmou que o foco é consolidar a geração distribuída e desta forma levar energia a diferentes pontos do País.

Integração
Outro destaque da segunda edição do evento é o número de artigos publicados (300) e a sinergia entre os participantes. Para Enikson Pontes, da Universidade Federal de Goiás (UFG), o primeiro congresso foi como uma introdução e neste novo encontro ocorreram boas trocas de experiências.

"A grande diversidade de temas aliada a concretização das pesquisas elevaram a qualidade do evento. Vimos o que está sendo feito e podemos pensar em novos projetos ou elaborar novas saídas", afirmou.

A mestranda Manoela Maciel, da Universidade de Viçosa (UFV), também aproveitou o Congresso e disse que o evento foi uma oportunidade para conhecer novas técnicas e apresentar seu estudo.

Manoela e seus colegas produziram uma análise de viabilidade econômica de diferentes oleaginosas em vários estados. "Fizemos um levantamento que produziu indicadores sociais. Analisamos preço, custo, taxa de consumo e retorno de investimento, e acreditamos que este tipo de estudo é extremamente necessário para o direcionamento da produção".

Para Adriano Duarte, coordenador do evento e chefe do departamento de políticas setoriais do MCT, a participação dos jovens pesquisadores também chamou atenção. Ele acredita que a quantidade e a qualidade dos trabalhos foram excelentes.

Informações sobre o evento e a Rede Brasileira de Tecnologia do Biodiesel no endereço: www.2congresso.rbtb.abipti.org.br

Fonte: Agência CT

Novos resultados do Censo do Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou nesta quinta-feira (29/11) os resultados do novo censo do Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil. Realizada a cada dois anos, a pesquisa apresenta o cenário atualizado da ciência brasileira a partir de informações dos grupos de pesquisa.

As bases incluem dados sobre recursos humanos constituintes dos grupos, linhas de pesquisa, distribuição geográfica, especialidades do conhecimento, setores de atividade envolvidos, produção de ciência e tecnologia dos participantes e padrões de interação dos grupos com o setor produtivo.

A pesquisa teve a participação de 21 mil grupos de 403 instituições, englobando 90.320 pesquisadores e 128.969 estudantes. Em 2004, foram registrados 19 mil grupos e 77 mil pesquisadores.

Entre os pesquisadores, o número de doutores aumentou 10 mil em relação a 2004, chegando a 57 mil, ou 64% do total.

De acordo com o censo, a pesquisa brasileira passa por um processo de gradual descentralização regional. Sul e Sudeste, juntos, registraram um crescimento de 5% no número de grupos de pesquisa, enquanto as regiões Centro-Oeste e Nordeste cresceram cerca de 17%. A região Norte cresceu 21%.

O Sudeste aparece com 10.592 grupos (50,4% do total), seguido pelo Sul com 4.955 (23,6%), Nordeste com 3.269 (15,5%), Centro-Oeste com 1.275 (6,1%) e Norte com 933 (4,4%).

O Estado de São Paulo é o que tem mais grupos, com 5.678 (27% do total do país). Em seguida estão Rio de Janeiro, com 2.772 (13,2%), Rio Grande do Sul, com 2.180 (10,4%), e Minas Gerais, com 1.919 (9,1%).

Medicina é a área com maior concentração de linhas de pesquisa, com 4.928 das 76.719 linhas registradas. Em seguida, vêm agronomia (4.363), educação (3.897), química (3.606) e física (2.794).

As áreas que concentram o maior número de grupos de pesquisa são educação, com 1.483 (7,1%), e medicina, com 1.276 (6,1). Em 2004, as posições estavam invertidas, com 1.194 grupos atuando na área de educação e 1.257 em medicina.

As instituições com mais pesquisadores são a Universidade de São Paulo (USP), com 8.478, a Universidade Estadual Paulista (Unesp), com 3.944, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com 3.694, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com 3.253, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com 3.018, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com 2.351, e a Universidade Federal da Bahia (UFBA), com 2.091 pesquisadores.

Mais informações: www.cnpq.br/censos

Fonte: Agência Fapesp

2ª Conferência - Ubiquitin and Cancer: From Molecular Targets and Mechanisms to the Clinic

A segunda edição da conferência Ubiquitin and Cancer: From Molecular Targets and Mechanisms to the Clinic, promovida pela Associação Norte-Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), tem o objetivo de explorar uma nova fronteira no combate ao câncer: a pesquisa sobre degradação de proteínas pelo sistema ubiquitina-proteassomo.

O prazo para submissão de resumos de trabalhos a serem apresentados no evento, que será realizado de 22 a 25 de janeiro, em San Diego, na Califórnia, Estados Unidos, termina no dia 3 de dezembro.

Além do forte componente de pesquisa clínica e pré-clínica visando à descoberta e desenvolvimento de novas drogas que atuam sobre o sistema ubiquitina-proteassomo, a conferência terá grande foco na pesquisa básica sobre transcrição, epigenética e sinalização celular.

Devido à sua importância para regulação de processos biológicos em células normais, bem como como o seu envolvimento em várias patologias, a descoberta da degradação de proteínas pelo sistema ubiquitina-proteassomo levou a Academia Real de Ciências da Suécia a conceder o Prêmio Nobel de Química de 2004 aos israelenses Aaron Ciechanover e Avram Hershko Technion e ao norte-americano Irwin Rose.

Um dos organizadores da conferência é o brasileiro Claudio Joazeiro, professor do Departamento de Biologia Celular do Instituto de Pesquisa Scripps, em San Diego.

Mais informações: www.aacr.org

Fonte: Agência Fapesp

4ª Conferência Internacional de Integração de Sistemas - ICSI’07 - Redes Transdisciplinares

Será realizada em Brasília, de 2 a 5 de dezembro de 2007, a IV Conferência Internacional de Integração de Sistemas - ICSI’07 - Redes Transdisciplinares: Negócios, Governo e Sociedade. Promovido pelo Instituto Internacional de Integração de Sistemas (IIISis), o evento irá reunir cientistas, pesquisadores, estudantes, acadêmicos, empresários, empreendedores, diretores, gerentes e funcionários de empresas públicas e privadas, políticos, técnicos, artistas, pensadores e especialistas dos mais variados campos do conhecimento e de todas as partes do mundo para compartilhar experiências e trocar informações sobre a tecnologia e suas aplicações na educação, na saúde, na comunicação, na arquitetura, na economia e nos negócios.

O evento pretende debater, por meio de palestras e sessões plenárias, os métodos, técnicas, ferramentas e experiências relacionadas em diversos setores. Entre os temas a serem discutidos estão; As necessidades de amanhã e a Tecnologia de Hoje - O dilema da Arquitetura orientada a serviços "SOA" e as iniciativas relevantes de 2007, do Diretor de Software do Pentágono; Transformando Comunicações com Inteligência; da Diretora de Pesquisa do AVAYA LABS, a Rede Humana, do pesquisador americano precursor da tecnologia VOIP, A teoria de Redes Reativas com aplicações em diversos campos como a Economia, Química, Ecologia e a Biologia Molecular, do cientista turco indicado duas vezes ao Nobel de Química; a Modernização do Legislativo e Implantação de e-Parliament: Utilização de uma abordagem multidisciplinar para o fortalecimento da Democracia, do pesquisador brasileiro que idealizou a proposta original do Projeto Interlegis.

Além da presença de importantes especialistas internacionais como Dr. Pierre Weill, indicado para o Prêmio Nobel da Paz em 2003, confirmaram presença também no evento Dr. Raymond Yeh, editor-chefe fundador do Transactions on Software Engineering do Institute of Electrical and Electronics Engineers – IEEE, ex-presidente dos Departamentos de Ciência da Computação em Maryland e no Texas e atual professor honorário de universidades chinesas e Dr. C. V. Ramamoorthy, físico e engenheiro, co-criador do primeiro computador transistorizado.

A Conferência conta com o apoio da Universidade de Brasília (UnB), Universidade de Campinas (Lobore/Unicamp), Universidade de São Paulo (PRO/POLI/USP), Fundação Vanzolini, Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Software Engineering Society (SES), CELLER, Society for Design and Process Science (SDPS) e The Academy of Transdisciplinary Learning&Advanced Studies.

As inscrições para a IV ICSI podem ser feitas pelo site http://www.icsi07.org.br/

Fonte: Info-e

Exposição: “Bem me quer, mal me quer”

Células-tronco, clonagem, biocombustíveis, transgênicos... A ciência, em especial a biotecnologia, resolverá os problemas da humanidade ou criará outros ainda maiores? A questão é o tema da instalação “Bem me quer, mal me quer”, que será exposta de 4 a 15 de dezembro no Museu da Imagem e do Som (MIS) de Campinas, no interior paulista.

Promovida pelo Programa de Pós-Graduação em Jornalismo Científico (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a exposição tem o objetivo de fazer uma análise dos vários discursos que permeiam a prática científica, sobretudo no campo da biotecnologia.

Na instalação, os discursos que cercam as atividades nessa área serão apresentados em cinco peças artísticas. Em “Grande irmão”, os aspectos positivos e negativos das biotecnologias são narrados em dois discursos proferidos pelo personagem homônimo do livro 1984 do inglês George Orwell.

Em “Luz na escuridão”, o visitante entrará em um túnel escuro e, munido de lanterna com luz ultravioleta, encontrará nas paredes mensagens referentes a biotecnologias.

A instalação conta com o apoio do projeto Biotecnologias de Rua, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Faculdade de Educação da Unicamp.

Mais informações: (19) 9211-5453

Fonte: Agência Fapesp