segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Petrobras investe na pesquisa de hidrogênio como combustível

Ciente de que o hidrogênio (H2) será peça-chave na matriz energética mundial nas próximas décadas, quando, cada vez mais, as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera e o aquecimento global precisarão ser reduzidos, a Petrobras não perde tempo. Estuda a adoção desse combustível – que se destaca, dentre outros aspectos, por poder ser produzido utilizando-se fontes renováveis, não deixar resíduos poluentes na natureza e apresentar alta eficiência energética – para a geração de energia elétrica e como combustível veicular. Os estudos são realizados por intermédio de projetos em andamento no centro de pesquisas e desenvolvimento da Petrobras (Cenpes) e do Projeto Cachet (Carbon Dioxide Capture via Hydrogen Energy Technology), um desdobramento da fase dois do projeto multicliente Carbon Capture Project, de captura de gás carbônico.

“Pesquisar o hidrogênio faz parte de nossa estratégia a longo prazo, pois, hoje, os desafios ainda são muitos. Existem tecnologias para produzir, estocar e transportar hidrogênio e gerar energia de suas moléculas. Entretanto, o custo financeiro ainda é alto, o consumo energético para sua produção é significativo, em geral, e a logística de distribuição de hidrogênio é mais complexa do que a exigida no caso de outros combustíveis. O desenvolvimento de soluções para reduzir esses custos é o que separa o presente do futuro. Por isso, estamos investindo em pesquisas e tecnologias para que a utilização do hidrogênio em larga escala seja viável no futuro”, ressalta o gerente geral de Pesquisa & Desenvolvimento de Gás, Energia e Desenvolvimento Sustentável do Cenpes, Ricardo Castello Branco.

O hidrogênio pode ser obtido pela eletrólise da água
Segundo a consultora sênior e pesquisadora do Cenpes Maria Helena Troise Frank, existe, também, a possibilidade de que o hidrogênio seja produzido e utilizado em larga escala, potencializando a geração de energia por fontes renováveis intermitentes. Ela explica melhor: “A tecnologia para se gerar energia com o auxílio de fenômenos da natureza, como os ventos, a luz do sol ou as quedas d’água, já é conhecida. Se parte dessa energia for utilizada para obter hidrogênio por meio da eletrólise da água, isto é, separando-se as moléculas de hidrogênio das de oxigênio, e este hidrogênio for armazenado, será criada uma poupança energética. Essa energia poupada será utilizada nos momentos em que as fontes naturais estiverem ausentes, como à noite, no caso da energia solar, ou na ausência de ventos.
O hidrogênio pode ser produzido e usado potencializando a geração de energia por fontes renováveis intermitentes

Produção de hidrogênio
O hidrogênio pode ser obtido de fontes renováveis de energia, tais como a biomassa, podendo ser gerado da gaseificação do bagaço da cana-de-açúcar. Pode ser obtido, também, de fontes fósseis, tais como o gás natural, a nafta e outros hidrocarbonetos, por processos como o de reforma a vapor. No mundo, hoje, embora apresentem custos ainda altos para fins energéticos e gerem emissões de gases de efeito estufa, o gás natural e a nafta são utilizados majoritariamente para a produção de hidrogênio. É o que ocorre em refinarias, muitas vezes, onde o hidrogênio é insumo em processos de hidrotratamento de cargas, no qual se produzem combustíveis mais limpos, e no processamento de cargas mais pesadas, o hidrocraqueamento.

Na Petrobras, conforme explica Maria Helena Troise Frank, os trabalhos incluem a produção de hidrogênio por gaseificação de biomassa, a produção por intermédio da reforma do etanol e a produção por vias biológicas, como a fermentação de rejeitos orgânicos urbanos e rurais.

O hidrogênio pode ser gerado da gaseificação do bagaço da cana-de-açúcar

Fonte: Petrobras

“Crime organizado” é o destaque da 61ª edição da revista Estudos Avançados

ORGANIZED CRIME DOSSIER

A revista Estudos Avançados termina o ano com uma análise profunda sobre um dos problemas mais graves e complexos do Brasil na atualidade. O dossiê “Crime organizado” é o destaque da 61ª edição da publicação do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP)

O lançamento da revista será no dia 12 de dezembro, na sede do IEA, mas haverá pré-lançamento nesta segunda-feira (26/11), durante o Seminário Internacional sobre o Crime Organizado, realizado pelo Centro de Estudos da Violência da USP – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da FAPESP, também conhecido como Núcleo de Estudos da Violência (NEV).

De acordo com Marco Antônio Coelho, editor executivo da revista, o dossiê mescla estudos científicos e reportagens para compor um quadro abrangente dos aspectos múltiplos e controversos ligados ao tema.

“Buscamos especialistas de diversas áreas e combinamos essa contribuição com entrevistas com alguns dos principais especialistas e atores sociais envolvidos com o tema, a fim de explorar suas diversas dimensões”, disse Coelho.

O editor conta que o dossiê e o seminário foram iniciativas independentes que terminaram por gerar colaboração. “Quando começamos a preparar o dossiê, entramos em contato com o NEV para buscar orientações e descobrimos que, coincidentemente, eles estavam preparando o evento. Muito do que foi debatido na publicação será desenvolvido no seminário”, disse.

Coelho conta que o sociólogo Sérgio Adorno, um dos coordenadores do NEV, e o antropólogo Luiz Eduardo Soares, que foi secretário Nacional de Segurança Pública, apoiaram diretamente a produção do dossiê. Adorno prefaciou a edição.

“Eles nos deram várias das indicações sobre especialistas e temáticas a serem abordadas. A partir daí, fomos procurar outros nomes que tratam do tema na prática, como a direção da Polícia Federal, agentes da Pastoral Carcerária, delegados, promotores, advogados e juízes”, disse.

Um dos destaques da edição é a reportagem “De batedor de carteira a assaltante de bancos”, feita a partir de depoimento de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, conhecido como líder da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Tive acesso ao depoimento concedido por Marcola no presídio de Presidente Bernardes, a partir de uma pesquisa feita na documentação da Comissão Parlamentar de Inquérito do tráfico de armas”, explicou Coelho, autor do texto.

Políticas de segurança
Outros artigos tratam de reflexões sociológicas sobre a criminalidade organizada nas prisões, as ações do PCC, interpretações políticas globalizantes, o trabalho de inteligência da polícia, a Política Nacional de Segurança Pública, a representação da violência nos documentários nacionais.

Um dos textos trata do Acordo de Palermo, documento internacional voltado para o combate ao crime organizado, ao qual o Brasil aderiu formalmente,

“O tratado determina o que é crime organizado. Há muita discussão sobre isso, uma vez que a legislação penal brasileira não faz essa definição. Ele não pode ser confundido, por exemplo, com terrorismo, que tem motivação política – e não a obtenção de lucro – como característica fundamental”, disse.

Outra discussão de destaque é o preparo da polícia para enfrentar o problema do crime organizado. “A má remuneração, que leva o policial a fazer serviços paralelos, a precariedade dos sistemas de inteligência, a falta de preparo e de equipamentos foram apontados como fatores que dificultam o combate ao crime organizado”, afirmou Coelho.

Outro artigo diagnostica a ineficiência das políticas públicas na área. “Quando há uma massa de pequenos traficantes, para os quais o tráfico é uma alternativa ao desemprego, como se pode sustentar a repressão? Colocar todos na cadeia e pressionar ainda mais a lotação dessas escolas de crimes que são as penitenciárias não parece uma boa solução”, destacou.

Alba Zaluar, coordenadora do Núcleo de Pesquisas das Violências da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), assina o artigo “Democratização inacabada: fracasso da segurança pública”. “O trabalho da inteligência no controle do crime organizado” é a contribuição do sociólogo Guaracy Mingardi, pesquisador do Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito e Tratamento do Delinqüente.

Luiz Eduardo Soares assinou “A política nacional de segurança pública: histórico, dilemas e perspectivas”, o delegado da Polícia Federal Getúlio Bezerra Santos escreveu “A hora e a vez de derrotar o Crime Organizado”.

Outros artigos tratam de temas como “Organizações criminosas e Poder Judiciário”, “Mapa das mortes por violência”, “Cidade e práticas urbanas: nas fronteiras incertas entre o ilegal, o informal e o ilícito”, “Racionalidade e legitimidade da política de repressão ao tráfico de drogas: uma provocação necessária”, “A realidade dos presídios na visão da Pastoral Carcerária” e “A imagem, o som e a fúria: a representação da violência no documentário brasileiro”.

Mais informações sobre a revista Estudos Avançados: http://www.iea.usp.br/

Mais informações sobre o Seminário Internacional sobre o Crime Organizado: http://www.nevusp.org/

O conteúdo da revista Estudos Avançados também está disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), em http://www.scielo.br/ .


English version:

From Pickpocket to Bank RobberMarco Antônio Coelho

Time to Defeat Organized CrimeInterview with Getúlio Bezerra Santos

Map of Violent DeathsJulio Jacobo Waiselfisz

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

2º Simpósio da Associação de Pós-Graduandos (APG) da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto

O 2º Simpósio da Associação de Pós-Graduandos (APG) da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto ocorrerá de 29 de novembro a 1º de dezembro, no interior paulista, com a temática “Pós-graduação: cotidiano, recursos e perspectivas”.

“Papel da APG na universidade”, “Ética na pesquisa com seres humanos”, “Biossegurança”, “Bolsas: políticas de distribuição e correção de valores”, “Ética na experimentação animal” e “Estratégias administrativas para a pesquisa” serão assuntos discutidos na ocasião.

Mais informações pelo e-mail.

Fonte: Agência Fapesp

Seminário Cultura Indígena e o Meio Ambiente

O Seminário Cultura Indígena e o Meio Ambiente tem o objetivo de produzir propostas para a segurança alimentar e nutricional dos povos indígenas no país.

Com promoção do Instituto Nacional para a Preservação da Cultura Indígena e do Meio Ambiente (Ita Prodigi), o evento será realizado no dia 29 de novembro, no salão nobre da Câmara Municipal de São Paulo.

Segundo os organizadores, estarão reunidos pesquisadores acadêmicos, ambientalistas, empresários e representantes indígenas e de governos, que também debaterão modos de vida sustentável para uma intervenção racional na natureza, de modo a valorizar a integração entre ecologia, cultura indígena e cidadania.

Mais informações: (11) 2296-3023 / 9324-8686

Fonte: Agência Fapesp

Neurocientista brasileiro apresenta palestra no Karolinska Research Lecture at Nobel Forum

No dia 15 de novembro, o neurocientista Miguel Nicolelis, da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, tornou-se o primeiro brasileiro a apresentar uma palestra no Karolinska Research Lecture at Nobel Forum, uma série de seminários organizados todos os anos pelo Instituto Karolinska, entidade sueca que concede anualmente o Prêmio Nobel.

Os convidados para as palestras são, de acordo com as regras do instituto, cientistas que tenham obra considerada fundamental em uma área de fronteira da ciência. Nicolelis lidera, no Departamento de Ciências Fisiológicas e do Cérebro de Duke, um grupo que estuda como integrar o cérebro humano com as máquinas, possibilitando o desenvolvimento de neuropróteses.

Segundo o neurocientista, a palestra intitulada “Computando com conjuntos neurais” tratou da trajetória de suas pesquisas no período de mais de 20 anos desde que criou a técnica de registros de multieletrodos.

“A técnica se transformou em peça central para a criação de interfaces cérebro-máquina, abrindo possibilidades de novas próteses neurais voltadas para doenças degenerativas. O instituto pediu que eu falasse sobre como cheguei até a fronteira do que está sendo feito hoje, aproximando a pesquisa de uma área de atuação propriamente clínica”, disse.

“Fiquei emocionado por representar o Brasil diante dos membros do comitê do Nobel e de um instituto tão prestigiado”, disse o cientista, que no dia seguinte viajou para a Suíça, onde permanecerá até o fim do ano trabalhando no Instituto do Cérebro e da Mente da Escola Politécnica Federal de Lausanne, que tem parceria com a Universidade de Duke.

Nicolelis é um dos idealizadores e líderes do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra, inaugurado em fevereiro. O centro, localizado em Macaíba, a 20 quilômetros da capital potiguar, conta com centros de pesquisa, de saúde e educacional. Os projetos são divididos na produção de neurociência de ponta, na educação científica de jovens e no atendimento médico à população carente da região.

Médico formado pela Universidade de São Paulo (USP), Nicolelis atua na área de fisiologia de órgãos e sistemas. Sua descoberta de um sistema que possibilita a criação de braços robóticos controlados por meio de sinais cerebrais está na lista das “tecnologias que vão mudar o mundo” do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Fonte: Agência Fapesp

Consulta sobre biodiversidade no Brasil, mais debates são necessários

Após dois dias de debates no Ministério do Meio Ambiente (MMA), em Brasília, na semana passada, a consulta sobre biodiversidade feita pelo governo federal a cientistas resultou na priorização do debate interno.

Isso significa que, por enquanto, nada será decidido a respeito da posição brasileira sobre os mecanismos de consulta à comunidade científica no âmbito da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) e do Mecanismo Internacional de Expertise Científica em Biodiversidade (Imoseb).

O governo estimulou a decisão. Antes da abertura das discussões em grupos, nas quais foram divididos cerca de 30 pesquisadores ligados ao tema biodiversidade, o representante do MMA, Bráulio Dias, recomendou que eles priorizassem a estruturação do aconselhamento interno em relação ao externo.

Depois da apresentação das propostas dos três grupos, Dias ressaltou a “coincidência” entre elas, no que se refere exatamente à prioridade dada à organização do debate no próprio país. A reunião foi coordenada pelo MMA e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.

“O balanço que fazemos é que foi dada ênfase à estruturação da relação governo-academia primeiro no Brasil, e que não saiu nenhuma proposta concreta que detalhasse a estruturação no plano internacional”, disse Dias à Agência FAPESP logo após o encerramento do evento, no dia 22.

Na prática, isso significa que o Brasil seguirá reticente em relação ao Imoseb. Era a posição do Itamaraty, que teme um esvaziamento da CDB no caso da criação de outra instância internacional. Os defensores do Imoseb alegam que o braço científico da CDB, o SBSSTA (em português, Órgão Subsidiário de Assessoramento Técnico, Científico e Tecnológico), está ocupado muito mais por políticos do que por cientistas, não sendo tão eficiente em termos de divulgação e pressão como o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC).

“Vimos que o mais importante será solucionar nossos problemas internos. Precisamos retomar e reconstruir a relação entre comunidade científica e governo e, com isso, criar uma confiança mútua. Só a partir daí poderemos pensar em uma inserção internacional”, disse Carlos Alfredo Joly, professor do Departamento de Botânica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Segundo Ione Zegler, coordenadora geral de biodiversidade do MCT, a reunião foi positiva porque, tradicionalmente, os pesquisadores brasileiros não se envolvem muito na esfera do aconselhamento aos governos, diferente do que ocorre em outros países. “A academia brasileira precisa se acostumar a participar do processo de assessoramento”, afirmou.

Fórum de pesquisas
Os pesquisadores apresentarão daqui a 15 dias ao governo uma síntese das propostas feitas pelos três grupos. A Agência FAPESP foi o único órgão da imprensa presente na plenária final, realizada no auditório do Ministério da Cultura, e adianta algumas das conclusões.

Será criado um fórum de pesquisadores, indicados pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e pela Academia Brasileira de Ciências (ABC). Segundo Ione Egler, o governo quer valorizar as instituições, em detrimento das indicações individuais, “que resultam muitas vezes em pareceres contraditórios dos cientistas”, segundo destacou. Não ficou decidido se esse fórum será coordenado pela academia ou pelo governo.

Foi proposta a criação de um Programa Nacional de Pesquisas Científicas em Biodiversidade, com caráter interministerial e executado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com pesquisas feitas a partir de demandas da CDB. O governo, nesse caso, agiu rápido e procurou inserir a proposta no âmbito do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBIO), do MCT, que, após a gradual expansão de sua atuação por biomas, “ganharia naturalmente esse caráter interdisciplinar e mais amplo”, de acordo com Ione Egler.

Os cientistas referendaram uma proposta do MMA de criar uma Biblioteca Virtual em Biodiversidade e Meio Ambiente, que valorizará as informações publicadas sobre o tema – sem prejuízo das informações de bancos de dados, ou coleções. Um dos objetivos da BV Bioma é aumentar a visibilidade e acessibilidade da informação científica em biodiversidade publicada no Brasil e no exterior. A coordenação do projeto é do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo.

Oportunidade perdida
Uma proposta que atinge diretamente as decisões do poder público se refere às pesquisas demandadas pelos órgãos ambientais, para efeito de licenciamento ambiental, como o Estudo de Impacto Ambiental – Relatório de Impacto Ambiental. Os pesquisadores defendem a criação de uma força-tarefa para criar um sistema de monitoramento dessas pesquisas, com a padronização de metodologias.

“A reunião mostrou que um dos impedimentos para o avanço das discussões – principalmente da perspectiva de botânicos, zoólogos e ecólogos – são os entraves burocráticos que existem hoje em relação à coleta de materal biológico e acesso ao patrimônio genético”, afirmou Joly.

“Há um impasse entre os órgãos que emitem essas licenças e a comunidade científica, que vê necessidade de mudanças. Nós trabalhamos e cooperamos com esses órgãos para elaborar projetos de lei, minutas de resoluções referentes a licenças de coleta e não vimos nosso esforço refletido em mudanças concretas na legislação”, disse o professor da Unicamp.

Segundo Joly, que representou o programa Biota-FAPESP na reunião no MMA, essas dificuldades geraram um processo de desgaste entre a comunidade e o governo, representado pelos ministérios que regulam as ações da área ambiental.

“A origem desse impasse é que nós perdemos uma grande oportunidade de promover essa discussão e avançar na legislação de concessão de licenças durante a COP 8, em Curitiba [Oitava Conferência das Partes da Convenção da Diversidade Biológica, realizada em abril de 2006]”, afirmou.

“O fato de sediar a COP nos deu todo um espaço e um interesse – inclusive uma inserção midiática – para um avanço na questão da biodiversidade. Foi um momento importante que se perdeu porque as inciativas não ocorreram”, destacou Joly.

Fonte: Alceu Luís Castilho e Fábio de Castro / Agência Fapesp

Finep divulga resultado de 4 chamadas públicas totalizando R$ 47,6 milhões

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) divulgou o resultado final de quatro chamadas públicas nas áreas de TV digital, transporte aquaviário e construção naval, logística de transporte e infra-estrutura de campi regionais de universidades federais. No total, serão investidos R$ 47,6 milhões.

Desses, R$ 30 milhões serão usados para apoiar 36 projetos de implantação de infra-estrutura de pesquisa científica e tecnológica em campi regionais localizados em local distinto da sede da universidade. A verba é para aquisição e instalação de equipamentos, implementação de redes de informática e realização de obras de ampliação.

Outros R$ 9,7 milhões serão destinados a 17 projetos do setor aquaviário e R$ 4,9 milhões para projetos na área de transportes multimodal. O restante – cerca de R$ 3 milhões – apoiará três projetos que envolvem capacitação de laboratórios para ensaios e testes em materiais, componentes e dispositivos eletrônicos a serem utilizados no Sistema Brasileiro de TV Digital.

Mais informações: www.finep.gov.br
Fonte: Finep