quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Caminho para a construção coletiva de ambientes saudáveis - São Paulo, Brasil

Towards the construction of the healthy environments - São Paulo, Brazil

Uma estratégia para a construção de cidades saudáveis, com o objetivo de promover o acesso ao conhecimento científico e melhorar a qualidade de vida à população. A Rede de Municípios Potencialmente Saudáveis, criada por meio de uma parceria entre a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e o Instituto de Pesquisas Especiais para a Sociedade (Ipes), já está apresentando efeitos positivos em algumas regiões do Brasil.

O objetivo do projeto, apoiado pelo Programa de Políticas Públicas da FAPESP, é criar condições e espaços para a construção de políticas que reduzam as diferenças sociais e busquem a justiça social. Atualmente, a rede está presente em 25 municípios de São Paulo e Minas Gerais. Um dos exemplos de atuação é o Programa Comunidade Saudável, em desenvolvimento na região dos Amarais, em Campinas.

“Essa iniciativa tem como base os cursos de educação continuada, formação de agentes comunitários da saúde e promoção da economia solidária”, explica Ana Maria Sperandio, coordenadora no Brasil da Rede de Municípios e Comunidades Saudáveis. “Nossa meta é formar uma teia de saberes que propiciem subsídios de renovação transetorial e intersetorial, tornando horizontal o relacionamento entre a população da região”.

Segundo Ana Maria, a intenção é colaborar com o processo de transformação da população carente da região na direção de uma comunidade saudável. Para isso, uma das alternativas do programa é o curso de educação a distância, ministrado em um laboratório equipado com computadores que torna acessível os avanços científicos e tecnológicos conseguidos na Unicamp para a população próxima à universidade.

“A idéia é promover a utilização do conhecimento científico em benefício da sociedade, na medida em que os agentes comunitários são formados para repassar as informações para a sociedade em uma linguagem adequada”, conta Ana Maria.

O Programa Comunidade Saudável atende uma população de 35 mil habitantes da região de Campinas por meio dos projetos que envolvem docentes e alunos, além de profissionais presentes nos equipamentos sociais e moradores que atuam como agentes comunitários.

Além dessa iniciativa, a Rede de Municípios Potencialmente Saudáveis conta com o Guia para Prefeitos, lançado pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), destinado a promover a qualidade de vida nas cidades que compõem a rede.

“O guia auxilia o processo de reflexão dos gestores públicos, considerando os problemas específicos de cada município”, explica Ana Maria. “A publicação é oferecida às autoridades como uma das orientações metodológicas a serem adotadas. Trata-se de um excelente material de apoio e referência que valoriza os projetos que já existem nas prefeituras”, disse.

O artigo Caminho para a construção coletiva de ambientes saudáveis, publicado na edição de setembro da revista Ciência & Saúde Coletiva, mostra algumas estratégias eficientes de construção de espaços saudáveis. O texto faz uma avaliação da rede e do projeto em Campinas.

Para ler o artigo, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP - 22/11/2004

20% de reajuste nas bolsas de mestrado e doutorado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou hoje que reajustará em 20%, a partir de março, o valor das bolsas de mestrado e doutorado. A medida faz parte do Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional, lançado hoje pelo governo no Palácio do Planalto.

Outra medida anunciada pelo presidente é a ampliação do número total de bolsas concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) até 2010.

Ao lançar o plano, conhecido como PAC da Ciência e Tecnologia, o Presidente defendeu a importância de o país investir no setor, que, segundo ele, ficou esquecido nos últimos anos. Para expandir e consolidar o sistema de ciência e tecnologia no país, o governo precisa unir esforços e conceder investimentos.

O presidente ressaltou que o mérito do plano consiste em submeter as ações de ciência e tecnologia a uma única alçada. "Reunimos alguns dos setores do governo que, direta ou diretamente, tratavam da questão de ciência e tecnologia e resolvemos acabar com os programas individuais para tentar criar um programa para o Estado brasileiro", destacou.

O Presidente, no entanto, pediu fiscalização da sociedade para garantir o cumprimento das metas previstas no programa: "O plano só vai funcionar corretamente se a gente cumprir todos os planos e metas anunciadas pelo ministro Sérgio Rezende, de Ciência e Tecnologia, e se a comunidade cientifica estiver vigilante 24 horas por dia para exigir que as metas sejam cumpridas".

Em tom de brincadeira, o presidente sugeriu ao ministro Sérgio Rezende que crie um Disque Ciência e Tecnologia. "Um telefone, em seu gabinete, para que as pessoas te liguem para dizer aonde é que as coisas não estão fluindo", disse.

O Presidente afirmou ainda que o investimento em pesquisa científica é importante para garantir o crescimento sustentável do país. "Pelo fato de o país continuar crescendo, precisamos trabalhar com muito carinho para fazer o que devíamos ter feito há 20 anos", afirmou.

Entre as ações necessárias, ele citou a recuperação das Forças Armadas e elogiou o ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger: "Ele está fazendo um trabalho extraordinário no governo". O presidente também elogiou o potencial dos governadores brasileiros na busca do crescimento do país.

"Acho que temos uma safra de governadores no Brasil, eu diria, excepcional. Temos muitos governadores jovens, com disposição. Não é mais a turma do preconceito, a turma da vingança política. São pessoas dispostas a construir a história de seu estado e a sua própria biografia política, com atitudes extraordinárias", finalizou.

Fonte: Em questão

CTDN - Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear abre inscrições para mestrado

O mestrado em Ciência e Tecnologia das Radiações, Minerais e Materiais do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) publicou o edital de seleção para a turma de 2008. As inscrições podem ser feitas até o dia 11 de janeiro, diretamente na Secretaria de Pós-Graduação do Centro ou via Correios.

O curso oferece as seguintes áreas de concentração e respectivas linhas de pesquisa:

1. Ciência e Tecnologia dos Minerais e Meio Ambiente - CTMI: Geoquímica e geologia em recursos minerais e meio ambiente; Metalurgia extrativa na industria e meio ambiente; Aplicações das radiações em estudos ambientais.
2. Ciência e Tecnologia dos Materiais – CTMA: Nanociências; Materiais avançados.
3. Ciência e Tecnologia das Radiações – CTRA: Biologia na saúde; Física na saúde.

Poderão se inscrever graduados em Ciências Exatas e da Terra, Engenharias, Ciências da Saúde e Ciências Biológicas, desde que diplomados em cursos com carga horária igual ou superior a 2.100 horas. Para aprovação, os candidatos serão submetidos à prova de conhecimento técnico e à prova de conhecimentos de inglês, nos dias 23 e 24 de janeiro, respectivamente.

O edital e mais informações estão disponíveis em http://www.cdtn.br/ensino/pos_graduacao.asp .

Mais informações pelo e-mail pelo e-mail.

O CDTN é um instituto de pesquisa da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), autarquia do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Regulamentada a "Lei Rouanet de Pesquisa" e lançado edital

Durante a cerimônia de lançamento do plano de ação do MCT, realizada no último dia20, no Palácio do Planalto, o presidente Lula assinou uma série de decretos e portarias que beneficiam a área de CT&I. Entre eles, está o decreto nº 6.620, que regulamenta a chamada Lei Rouanet da Pesquisa.

Na ocasião, também foi assinada a chamada pública nº 01∕2007 para seleção projetos de P&D no âmbito da nova lei. O edital é de fluxo contínuo. A proposta o governo é conceder, em benefícios fiscais, até R$ 150 milhões para as empresas no próximo ano.

O objetivo da chamada é promover e incentivar a P&D de processos e produtos inovadores no país, tendo em vista o bem público, o progresso da ciência, a autonomia tecnológica do país, a associação entre ICTs e empresas, a fim de aprimorar o ambiente empresarial nacional e regional, bem como dinamizar a obtenção de direitos de propriedade industrial e intelectual pelas ICTs e pelas empresas nacionais, mediante concessão de incentivos fiscais a projetos de pesquisa científica e tecnológica e de inovação tecnológica.

A idéia é estimular o compartilhamento de custos, diminuir o risco tecnológico da inovação e estimular a ampliação das atividades de inovação no universo produtivo brasileiro. A chamada vai priorizar temas que estejam em consonância com as ações da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (Pitce).

As propostas devem seguir três temas. São eles: ações horizontais, para incremento da cooperação entre as ICTs e empresas, aumento da competitividade pela inovação, adensamento tecnológico e dinamização das cadeias produtivas, redução do custo das atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico e atendimento à relevância regional; opções estratégicas, para semicondutores e software, fármacos e medicamentos e bens de capital; e atividades portadoras de futuro, como a biotecnologia, nanotecnologia, biomassa e energias alternativas.

A seleção das propostas será feita pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC).

Para conferir a íntegra da chamada, publicada na edição de ontem, 21, do Diário Oficial da União (DOU), acesse o endereço.

Regulamentação
A Lei Rouanet da Pesquisa prevê benefícios fiscais para empresas investirem nas instituições científicas e tecnológicas (ICTs). O decreto de regulamentação prevê seis diretrizes para as ações que poderão ser executadas em parceria. São elas: promover e incentivar o desenvolvimento científico, a pesquisa e a capacitação tecnológica, tendo em vista o bem público, o progresso da ciência, a autonomia tecnológica do Brasil e o aprimoramento do ambiente produtivo e industrial nacional ou regional; potencializar a capacidade de criação e inovação das ICTs nacionais; fomentar a pesquisa aplicada ao ambiente produtivo e industrial; dinamizar a obtenção de direitos de propriedade industrial e intelectual por ICTs e empresas nacionais como forma de incremento à competitividade do setor produtivo e industrial do país; formar recursos humanos para a pesquisa científica e tecnológica; induzir formas alternativas de financiamento a projetos de pesquisa científica e tecnológica e de inovação tecnológica nas ICTs; e articular estruturalmente o sistema de criação e inovação das ICTs nacionais ao ambiente produtivo e industrial.

Poderão receber investimentos do setor privado as ICTs públicas, conforme determina a Lei de Inovação. O decreto 6.620 ainda determina que a participação nos direitos de titularidade de propriedade industrial e intelectual será compartilhada entre empresas e ICTs. As empresas terão mais direito de propriedade quanto menos elas usufruírem do benefício fiscal.
O benefício previsto no decreto é de no mínimo a metade e no máximo duas vezes e meia o valor dos dispêndios efetuados com base de cálculo na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Para receber a isenção fiscal, as empresas terão de submeter projetos de investimentos em ICTs. As propostas serão analisadas por um comitê de avaliação que será composto por representantes do MCT, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do Ministério da Educação (MEC).
Para conferir a íntegra do decreto acesse o endereço.

Importação para pesquisa
Outro decreto assinado pelo presidente foi o de nº 6.262 que simplifica os procedimentos para importação de bens destinados à pesquisa científica e tecnológica. O texto determina que as máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos, bem como suas partes e peças de reposição, acessórios, matérias-primas e produtos intermediários importados destinados à pesquisa científica e tecnológica terão seu despacho aduaneiro simplificado. Caberá ao MCT e ao MDIC determinar quais serão os termos da simplificação. A íntegra do decreto está disponível no endereço.

Fonte: Gestão CT

Evento comemora 100 anos de metalografia no Brasil

Em 1907, Hipólito Pujol Jr. realizou os primeiros ensaios metalográficos no Brasil, na recém instalada Seção de Metalografia do Gabinete de Resistência dos Materiais da Escola Politécnica. Na época, a metalografia era uma técnica inteiramente nova para o estudo dos metais pela sua microestrutura, mas se desenvolveu nos anos subseqüentes com a colaboração de outros pesquisadores como Hubertus Colpaerte e Alberto Arantes.

Para comemorar o 100º aniversário da introdução da técnica no país, o Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo realiza, hoje, uma série de atividades que inclui exposição, palestras com professores convidados e entrega de prêmios.

Programação:
15h00 – Abertura - Prof. Dr. André Paulo Tschiptschin
15h15 – Palestra – Dr. Hamilton Lélis Ito,consultor do IPT, antigo chefe do Agrupamento de Caracterização de Produtos Metalúrgicos do IPT
15h30 – Palestra – Prof. Dr. Renato Rocha Vieira, antigo chefe do Laboratório de Metalografia e do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Epusp
15h45 – Palestra – Prof. Dr. Amílton Sinatora, professor da Epusp, coordenador do CDC – Centro de Desenvolvimento de Cilindros
16h00 – Inauguração do Laboratório de Caracterização Microestrutural “Hubertus Colpaert” com exposição de pôsteres de alunos do Departamento sobre o Centenário de Metalografia no Brasil
16h30 – Entrega dos prêmios do VI Concurso METMAT DE Fotomicrografias de Metalurgia e Materiais, com exposição de todos os trabalhos concorrentes
17h00 – Coquetel de encerramento

O evento será realizado no Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Poli/USP, à Av. Prof. Mello de Morais, 2463.

Mais informações pelo telefone: (11) 3091 5656

Fonte: Cimm

Pesquisadores discutem o IMOSEB - Mecanismo Internacional de Expertise Científica em Biodiversidade

Dezenas de pesquisadores ligados ao tema da biodiversidade reuniram-se nesta quarta-feira (21/11) na sede do Ministério do Meio Ambiente, em Brasília. No encontro, que termina nesta quinta-feira, deverá ser definida uma posição brasileira sobre os mecanismos de consulta à comunidade científica no âmbito da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) e do Mecanismo Internacional de Expertise Científica em Biodiversidade (Imoseb).

Boa parte da polêmica gira em torno do próprio Imoseb, que tem o objetivo de fazer com que o conhecimento científico acumulado sobre biodiversidade seja sistematizado de modo a dar subsídios a decisões políticas em nível internacional. A idéia é dar visibilidade ao tema, como ocorre na questão do clima com o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC).

Pelo menos duas linhas de pensamento dividem os pesquisadores: a subordinação do Imoseb à CDB e a sua independência em relação à instituição.

“A percepção entre os cientistas é a de que eles não estão representados no SBSSTA [sigla em inglês para Órgão Subsidiário de Assessoramento Técnico, Científico e Tecnológico, o braço científico da CDB], ocupado principalmente por políticos e diplomatas”, destacou Carlos Alfredo Joly, professor do Departamento de Botânica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em exposição aos pesquisadores e membros do governo sobre o Imoseb. Joly representa no encontro o programa Biota-FAPESP.

Vários países, entre os quais o Brasil, têm manifestado posição contrária à criação de uma instância paralela à CDB nos moldes do IPCC. Mas a reunião desta semana no MMA, segundo Joly, representa uma certa inflexão nessa reticência. “No primeiro semestre, isso nem entraria em discussão. Por isso é preciso destacar a importância dessa consulta nacional aos cientistas”,disse.

Apesar disso, Fernando Coimbra, representante do Ministério das Relações Exteriores, procurou manter a cautela em relação ao Imoseb. Como o tema da consulta, organizada pelo MMA e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, não se restringia a esse mecanismo, ele preferiu projetar para “mais à frente” a discussão sobre o tema. “Precisamos utilizar os mecanismos que já existem”, afirmou.

Se o MMA e o MCT começam a discutir o assunto, no caso do Itamaraty há preocupação com as conseqüências políticas, ou mesmo orçamentárias, da criação de um novo mecanismo.

“A reticência do Itamaraty é restrita a essa opção de independência do Imoseb”, disse Bráulio Dias, gerente de Conservação da Biodiversidade do MMA, tentando minimizar as diferenças dentro do próprio governo federal. “A preocupação é que isso poderia implicar esvaziamento da CDB, mas o Itamaraty tem flexibilidade para discutir a forma pela qual a convenção vai trabalhar.”

Segundo Dias, há consenso no MMA sobre a necessidade de um maior engajamento da comunidade científica nas discussões nacionais e internacionais sobre biodiversidade. Mas ainda existem dúvidas sobre qual seria o mecanismo ideal: aproveitamento da estrutura existente, formação de uma “rede de redes” ou uma nova estrutura.

“São várias idéias e essa reunião serve justamente para que elas sejam amadurecidas. No final, haverá uma plenária para que sejam apresentadas as propostas discutidas em grupos temáticos”, explicou Dias.

A última reunião internacional sobre o Imoseb foi realizada entre os dias 15 e 17 de novembro, em Montpellier, na França. A decisão final do evento foi a de convidar financiadores e governos a apoiar o estabelecimento urgente de uma nova interface entre cientistas e políticos. A Organização das Nações Unidas (ONU) será convidada a organizar um evento sobre o tema.

A recomendação do comitê que estuda a criação do Imoseb será discutida na próxima reunião do SBSSTA, em fevereiro, em Roma, e durante a COP-9, em maio, na Alemanha.

Fonte: Alceu Luís Castilho / Agência Fapesp

Em análise o Projeto de Lei que regulamenta o mercado de carbono na BM&F

A Câmara analisa o Projeto de Lei 493/07, do deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), que define critérios para regulação do mercado de carbono na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). O objetivo é facilitar as negociações que envolvam a emissão de títulos para a Redução Certificada de Emissão (RCE), definidos pelo Protocolo de Quioto, por meio de projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).

Os RCEs são créditos de carbono originados de projetos para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Segundo o parlamentar, existem vários benefícios para o Brasil com a implantação de um mercado de carbono, tais como:
- desenvolvimento de um mercado de permissões, em lugar de um sistema de impostos;
- incentivos econômicos e alinhamento com investimentos em outros setores produtivos, tais como florestamento ou reflorestamento e produção de energias renováveis;
- desenvolvimento de um mercado global, enfatizando especializações regionais e economias de escala;
- sinergia entre mercados financeiros, especialmente os de commodities e de câmbio; e
- estreitamento da cooperação internacional e inserção do Brasil no mercado internacional.

Segundo a BM&F, a falta de regulamentação dificulta a participação do Brasil no mercado internacional de carbono, que movimentou 1 bilhão de dólares (cerca de R$ 1,74 bilhões) em 2005. Atualmente, o Brasil tem participação de 10% nesse mercado. Os títulos passaram a ser comercializados na BM&F em 2006, mas grande parte das transações ainda é feita pelo antigo sistema de contratos de balcão, realizados em agências bancárias. No Brasil, entre os principais clientes estão os usineiros, que vendem suas cotas de carbono decorrentes da geração de energia elétrica a partir do bagaço de cana-de-açúcar. Os compradores são países que precisam reduzir emissões de gases de efeito estufa, como Japão, Reino Unido, Itália e Holanda.

Proposta brasileira
A idéia inicial do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo foi apresentada pelo Brasil nas reuniões que deram origem ao Protocolo de Quioto. O documento criou a possibilidade de o Brasil e outros países considerados não-poluidores venderem às nações desenvolvidas cotas de RCEs, obtidas por meio de projetos não poluentes.

As RCEs representam créditos que podem ser comprados pelos países industrializados para o cumprimento das metas de redução da poluição, podendo ainda ser adquiridos por investidores para revenda, com expectativa de valorização futura.

O deputado Eduardo Gomes, que preside a Comissão Especial Mista sobre Mudanças Climáticas, ressalta que o Brasil é tido como um dos maiores potenciais geradores desses créditos, o que trará benefícios econômicos e sociais ao País. "É importante que, desde o início, o mercado se mostre atrativo para investidores estrangeiros, podendo o Brasil lançar mão de incentivos fiscais para a atração de capitais", defendeu.

Fiscalização
A proposta define que as RCEs possuem natureza jurídica de valor mobiliário para efeito de regulação, fiscalização e sanção por parte da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Após aprovação pela Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima, a CVM ficará responsável pelo registro e validação das entidades operacionais designadas.

Na regulação do mercado de negociação de RCE, a CVM terá os seguintes objetivos: a proteção dos investidores contra fraudes; a manutenção da competição justa e transparente; e a redução de riscos sistêmicos para preservar a integridade do sistema financeiro. Conforme o texto, para facilitar a liquidez dos títulos, a CVM padronizará contratos, e a concentração das transações em mercado de bolsa será por meio da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), situada na Bolsa de Valores do Estado do Rio de Janeiro (BVRJ).

Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pela comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

Anvisa realiza oficina para discutir importação e exportação de material de pesquisa em saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizará, nos dias 26 e 27 de novembro, a Oficina para Apresentação e Discussão da Minuta que Regulamenta a Importação e Exportação de Material de Qualquer Natureza para Pesquisa em Saúde.

Na oficina, que ocorrerá em São Paulo (SP), na sede da FAPESP, será colocada em discussão a minuta da resolução sobre o tema, que, após aprovação da diretoria colegiada da Anvisa, será encaminhada para consulta pública por 120 dias. A proposta foi elaborada por um grupo de trabalho composto por pesquisadores e profissionais da Anvisa.

A minuta com a resolução da diretoria colegiada da Anvisa para os procedimentos de importação e exportação de materiais destinados à pesquisa em saúde está disponível em www.fapesp.br/eventos/anvisa.doc .

O texto também institui as disposições gerais e os documentos necessários para fins de importação e exportação.

PROGRAMA DA OFICINA:

Dia 26:
9h – Registro de presença
9h30 – Abertura
10h – Pronunciamento das agências de fomento - Coordenação Dr. Moisés Goldbaum, professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
10h45 – Intervalo
11h – Atuação da Anvisa no trâmite internacional: Dra. Roberta Menezes Marques Amorim da Anvisa–MS
11h30 – Modalidades da importação – Dra. Elisabeth Addor da Anvisa–MS
12h – Apresentação sobre os objetivos da minuta – Oacy Toledo da Anvisa-MS
12h30 – Intervalo Almoço
14h às 18h – Esclarecimentos e debate

Dia 27:
9h às 12h: Continuação dos debates (se necessário)

A Oficina para Apresentação e Discussão da Minuta que Regulamenta a Importação e Exportação de Material de Qualquer Natureza para Pesquisa em Saúde ocorre na FAPESP – Rua Pio XI, 1.500 – Alto da Lapa – São Paulo (SP)

As inscrições são gratuitas e serão aceitas até 22 de novembro.

Mais informações pelo e-mail ou pelo telefone (61) 3448-6344

Fonte: Agência Fapesp

PROCAD - Programa Nacional de Cooperação Acadêmica - recebe inscrições até 21 de dezembro

Instituições brasileiras de ensino superior com cursos de pós-graduação recomendados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) podem encaminhar, ao Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (Procad), projetos de implantação de redes de cooperação acadêmica no país.

O objetivo do Procad, que receberá inscrições até 21 de dezembro, é fortalecer programas de pós-graduação por meio do apoio a projetos conjuntos de pesquisa, utilizando recursos humanos e de infra-estrutura disponíveis nas instituições de ensino superior. O valor total de cada projeto não poderá ultrapassar R$ 250 mil.

Os projetos serão apoiados por meio do financiamento de missões de estudo, missões de docência e pesquisa e estágio pós-doutoral. As missões devem ser planejadas para assegurar a implementação das ações de interação entre as equipes, consolidando as redes de cooperação.

As propostas submetidas ao programa de cooperação acadêmica da Capes devem ter coordenação geral exercida por um professor ou pesquisador pertencente ao quadro da instituição de ensino superior participante e que tenha reconhecida competência na área de aplicação do projeto.

Os projetos terão duração de quatro anos, com possibilidade de ampliação para cinco anos. Ao término de dois anos deverá ser apresentado o relatório consolidado das atividades realizadas.

Mais informações: www.capes.gov.br

Fonte: Agência Fapesp

17º Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos

O 17º Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos será realizado de 25 a 29 de novembro, em São Paulo, reunindo engenheiros civis, gestores ambientais, meteorologistas, ecologistas e outros profissionais e pesquisadores ligados ao meio ambiente.

O tema central do evento, promovido pela Associação Brasileira de Recursos Hídricos, é "Gestão de recursos hídricos, integração de políticas e sustentabilidade do meio ambiente urbano".

Simultaneamente ocorrerá o 8º Simpósio de Hidráulica e Recursos Hídricos dos Países de Língua Oficial Portuguesa.

Mais informações: www.acquacon.com.br/xviisbrh

Fonte: Agência Fapesp

Seminário Internacional sobre Crime Organizado e Democracia

As universidades de São Paulo (USP), Estadual de Campinas (Unicamp) e Estadual Paulista (Unesp) uniram esforços para o conhecimento e divulgação de estudos sobre crime organizado e seus efeitos na democracia.

As instituições promoverão, de 26 a 28 de novembro, na capital paulista, o Seminário Internacional sobre Crime Organizado e Democracia, com organização do Centro de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da FAPESP, também conhecido como Núcleo de Estudos da Violência (NEV).

“O que é crime organizado? – uma questão controversa”, “Como pesquisar sobre o crime organizado?”, “Definindo aproximações teóricas e perspectivas” e “Crime organizado e terrorismo: perspectivas nacionais e internacionais” e “Crime organizado e democracia: ameaças ao estado de direito” serão os assuntos discutidos.

Mais informações: www.nevusp.org

Fonte: Fapesp

LNLS recebe propostas de pesquisa em Biologia Estrutural

O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS/MCT) está recebendo propostas de projetos de pesquisa em Biologia Estrutural utilizando os equipamentos do Laboratório de Ressonância Magnética Nuclear (RMN) do Centro de Biologia Molecular e Estrutural. O Laboratório de RMN é uma instalação multiusuário dedicada ao estudo de estrutura e dinâmica de biomoléculas e conta com dois espectrômetros de alta resolução, Varian Inova, de 500 e 600MHz, para experimentos de RMN com amostras biológicas em solução.

Os dois espectrômetros são equipados com sondas de detecção indireta de ressonância tripla e software de última geração para aquisição de informações estruturais e de interações entre biomoléculas. Uma sonda criogênica está sendo instalada no equipamento de 600MHz. O LNLS fornecerá aos usuários treinamento para a utilização dos equipamentos e tratamento de dados.

Propostas para estudos estruturais de proteínas e peptídeos podem ser submetidas em fluxo contínuo. Após a avaliação dos pareceres de assessores científicos externos, os experimentos serão agendados conforme disponibilidade de horário dos equipamentos, disponibilidade de amostras e duração dos experimentos necessários. Agendamentos serão feitos mês a mês.

Interessados deverão utilizar os formulários para o cadastro de projetos disponíveis no website do LNLS. A proposta de pesquisa, que deve ser incluída no formulário deve conter breve descrição das moléculas de interesse; seqüência de aminoácidos; bibliografia e descrição resumida do processo de obtenção de amostras, se recombinante ou sintetizada, e de preferência, foto digitalizada de gel de SDS-PAGE, atestando a pureza e concentração.

Mais informações como dados gerais sobre peso molecular, solubilidade, solvente/tampão, estado de agregação, pH e estabilidade deverão ser preenchidos no formulário, bem como informações sobre os experimentos desejados.

Informações sobre o preparo de proteínas isotopicamente marcadas e preparo de amostras podem ser obtidas nas referências a seguir:

*Structure Determination by NMR. Isotope labeling. Li, M.X., Corson, D.C and Sykes, B.D. Methods in Molecular Biology, 2002, 173, 255.
*Low conductivity buffers for high-sensitivity NMR measurements. Kelly, A.E., Ou, H.D., Withers, R. and Dotsch, V., J Am. Chem. Soc. 2002, 124, 12013-12019.
*Expression screening, protein purification and NMR analysis of human protein domains for structural genomics. Folkers, G.E., van Buuren, B.N.M. and Kaptein, R., Journal of Structural and Functional Genomics, 2004, 5, 119-131.

Fonte: Informe CT