terça-feira, 20 de novembro de 2007

Inovação Tecnológica é incluída na 6ª edição do prêmio Senai de Reportagem

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que é associado à ABIPTI, incluiu, na sexta edição do Prêmio Senai de Reportagem, o tema especial “Inovação Tecnológica para a Indústria”. A novidade foi implementada como uma homenagem aos 70 anos da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O prêmio, direcionado a profissionais de comunicação de todo o Brasil, tem como objetivo incentivar a produção jornalística de reportagens sobre a educação profissional e tecnológica visando à inovação, tecnologia e inserção global, focando, em especial, a indústria.

As categorias continuam as mesmas da edição anterior: Jornalismo Impresso; Telejornalismo; Radiojornalismo; Fotojornalismo; Internet; e Universitário. Só serão aceitas reportagens publicadas no período de 1° de janeiro de 2007 a 15 de fevereiro de 2008.

O autor do trabalho vencedor do Prêmio Senai de Reportagem, bem como o vencedor do tema especial “Inovação Tecnológica para a Indústria”, receberá, além de troféus e certificados, premiações em dinheiro equivalentes a R$ 20 mil e R$ 10 mil, respectivamente.

As inscrições serão aceitas até 3 de março de 2008 e podem ser feitas por meio do endereço: http://www.senai.br/reportagem/online_html/ficha_de_inscricao.pdf

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (61) 3317-9039 e (61) 3317-9618 ou pelo e-mail .

Fonte: Gestão CT

26ª Reunião da Comissão Mista Brasil-Alemanha para a Cooperação Científica e Tecnológica

Nesta quinta (22) e sexta-feira será realizada, em Brasília, a 26ª Reunião da Comissão Mista Brasil-Alemanha para a Cooperação Científica e Tecnológica, coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores, e com relevante participação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e de seus institutos.

A Comissão Mista, que é uma das instâncias mais importantes da cooperação em ciência e tecnologia com os alemães, tratará, neste ano, de temas como a pesquisa nas áreas aeroespacial, de meio ambiente e sustentabilidade, de formação e capacitação científica e tecnológica, agrícola, de saúde e de nanotecnologia.

Outros órgãos governamentais envolvidos no processo pelo lado brasileiro são o Ministério da Saúde, Centro Técnico Aeroespacial (CTA), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto Chico Mendes, e a Fundação Oswaldo Cruz.

Além das instituições vinculadas ao MCT, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e tecnológico (CNPq), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Agência Espacial Brasileira (AEB), o Instituto Nacional do Semi-Árido (Insa), o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e a Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron (ABTLuS).

Pelo lado alemão participarão órgãos como o Ministério Federal para a Educação e Pesquisa (BMBF), o Instituto Alemão para o Desenvolvimento (DEI), a Sociedade Alemã para a Pesquisa (DFG) e o Centro Aeroespacial Alemão (DLR).

A 26ª Reunião da Comissão Mista Brasil-Alemanha para a Cooperação Científica e Tecnológica ocorrerá nos dias 22 e 23 de novembro de 2007 na Sala Ruy Barbosa, do Palácio do Itamaraty, Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF)

Fonte: Agência CT

Brasil e Argentina estudam lançar satélite em conjunto

Nesta segunda-feira (20), data em que a presidente eleita da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, foi recebida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, técnicos da Argentina e do Brasil reuniram-se no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), em São José dos Campos (SP).

O encontro foi acordado pelo Grupo de Trabalho Brasil-Argentina sobre Cooperação nos Usos Pacíficos do Espaço Exterior, na reunião realizada em Buenos Aires em agosto passado.

A delegação argentina foi chefiada por Conrado Varotto, diretor-executivo e técnico da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (Conae). A delegação brasileira foi chefiada por Miguel Henze, presidente interino da Agência Espacial Brasileira (AEB).

O encontro teve como principal objetivo identificar novas perspectivas de desenvolvimento conjunto de tecnologias espaciais. As equipes do Brasil e da Argentina concordaram em propor uma missão espacial conjunta, que inclui projetar, produzir e lançar um satélite de observação da Terra com tecnologias avançadas.

Os principais objetivos da missão serão fornecer informações globais das propriedades ópticas dos oceanos, com aplicações nas áreas de oceanografia e climatologia, e monitorar recursos naturais, com ênfase em prospecção mineral e proteção ao meio ambiente.

O satélite será baseado numa plataforma de alto desempenho, estabilizada em três eixos, com capacidade de carga útil de até 800 kg com 700 W de potência média. O sensor óptico terá características tecnológicas inovadoras, cuja especificação preliminar prevê entre 15 e 25 bandas selecionáveis dentro do espectro visível e infravermelho.

O projeto contribuirá para a independência tecnológica da Argentina e do Brasil na área de sensores de qualidade espacial, cuja obtenção no mercado internacional está sujeita a restrições.

O novo satélite será o primeiro desenvolvido em conjunto pelos dois países. A relevância de suas aplicações e seu caráter inovador torna este projeto de grande importância para os dois países. Seus principais elementos técnicos serão apresentados ao Grupo de Trabalho Espacial Brasil-Argentina em fevereiro de 2008.

Fonte: Agência CT

O futuro do clima no planeta Terra

Abaixo estão as principais conclusões do quarto informe do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática (IPCC), destinado aos dirigentes do mundo e que fala em perdas irreversíveis ao meio ambiente. Entre alguns exemplos, estão o derretimento do gelo nas calotas polares, a desertificação rápida de zonas atualmente ocupadas por florestas e o aumento em grandes percentuais do efeito estufa.

A desertificação da Amazônia e o resfriamento da Europa são algumas das alterações possíveis citadas pelo relatório que também prevê a ocorrência de eventos repentinos - como ondas de extinção. O novo documento foi divulgado oficialmente adotado neste sábado, em Valência, na Espanha.

Os especialistas do IPCC, patrocinados pela ONU, pedem mais eficiência no uso da energia em prédios, casas, nos automóveis, defendendo as variedades técnicas solar ou nuclear, consideradas mais limpas. E elaboraram uma síntese de vinte páginas que servirá de referência para os próximos anos em termos de mudança climática, a poucas semanas para a conferência que será realizada em Bali, na Indonésia.

AVALIAÇÃO CIENTÍFICA:
- A mudança climática é "irreversível" e as emissões de gases de efeito estufa provocadas pelas atividades humanas (principalmente pelo gás, o carvão e o petróleo) são responsáveis (em 90%) pelo aumento das temperaturas nos últimos 100 anos (+0,74º C). O CO@ lançado até agora pelas atividades humanas permanecerá ainda por muitos anos na atmosfera, com efeitos para o clima global.

- A temperatura mundial deve aumentar entre 1,1 e 6,4°C em relação a 1980-1999 até 2100, com um valor médio mais seguramente compreendido entre 1,8 e 4°C. O aquecimento será mais importante nos continentes e nas latitudes mais elevadas.

- O nível dos oceanos poderá, segundo as previsões, subir de 0,18 m a 0,59 m no final do século em relação ao período 1980-1999.

- Os calores extremos, ondas de calor e fortes chuvas continuarão sendo mais freqüentes e os ciclones tropicais, tufões e furacões, mais intensos.

- As chuvas serão mais intensas nas latitudes mais elevadas, mas diminuirão na maioria das regiões emersas subtropicais.

- O aumento da temperatura foi duas vezes mais importante no Pólo Norte do que na média mundial nos últimos 100 anos, provocando o derretimento acelerado da camada de gelo.

PRINCIPAIS IMPACTOS:
- "A mudança climática antropogênico (de origem humana) e suas conseqüêbcuas podem ser repentinas ou irreversíveis".

- Inúmeros sistemas naturais já estão afetados e os mais ameaçados são a tunda, as florestas setentrionais, as montanhas, os ecossistemas mediterrâneos e as regiões costeiras.

- Até 2050, a disponibilidade de água deve aumentar nas latitudes elevadas e em certas regiões tropicais úmidas, mas a seque deve se intensificar nas regiões já afetadas.

- 20 a 30% das espécies vegetais e animais estarão ameaçadas de extinção se a temperatura mundial aumentar de 1,5 a 2,5°C em relação a 1990.

- A produção agrícola deve aumentar levemente nas regiões de médias e altas latitudes (frias) se o aumento da temperatura se limitar a menos de 3°C, mas poderá diminuir se ultrapassar esse limite. Nas regiões secas e tropicais diminuirão tão logo ocorra um aumento local das temperaturas de 1 a 2°C.

- A saúde de milhões de pessoas se verá sem dúvida afetada pela desnutrição, a morte e as enfermidades vinculadas às ondas de calor, inundações, secas, tempestades e incêndios.

- Nas regiões polares serão reduzidos as geleiras e os bancos de gelo. No polo norte, o banco de gelo poderá desaparecer antes do final do século XXI.

- O aumento do nível do mar ameaçará as pequenas ilhas.

- Na Europa, as inundações, a diminuição da camada de neve e as ondas de calor colocarão em perigo inúmeras atividades econômicas.

ADAPTAÇÃO E POSSÍVEIS SOLUÇÕES:
- De 1970 a 2004, a emissões de gases de efeito estufa, responsáveis pela mudança climática, aumentaram 70% e, inclusive, 80% no caso do dióxido de carbono (CO2), o mais importante deles.

- Todos os setores econômicos estão envolvidos na redução dessas emissões até 2030.

- As medidas suscetíveis de limitar o aquecimento climático entre +2ºC e +2,5ºC, até 2100 em relação a 1990, terão um impacto inferior em menos dos 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2030.

- As energias renováveis terão um papel cada vez mais importante depois de 2030, assim como as reservas de CO2. A atividade nuclear também desempenhará um papel crescente.

Fonte / Yahoo

1ª Conferência Ibero-Americana de Comunicação da Informação em Saúde

No período de 3 a 5 de dezembro, nas instalações da Universidade de Brasília (UnB) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), será realizada a 1ª Conferência Ibero-Americana de Comunicação da Informação em Saúde.

O objetivo é discutir tanto a comunicação da informação formal (comunicação científica entre pares e especialistas, programas editoriais e recursos), quanto a comunicação informal (comunicação comunitária, informação utilizada nas campanhas aplicadas à saúde dos indivíduos, famílias e comunidades).

De acordo com Elmira Simeão, professora do Departamento de Ciência da Informação e Documentação da UnB, a discussão em pauta possibilitará a associação do tema principal da conferência “Comunicação da Informação em Saúde” aos seus subeixos principais, que são “Informação, Educação e Comunicação”. “Essa trilha nos levará ao entendimento de três mundos distintos, a partir de metodologias e tecnologias ligadas à comunidade científica, à gestão corporativa e à comunicação popular.”

O diretor do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict/MCT), Emir Suaiden, atuará como moderador na conferência de abertura e, no último dia, ao lado do professor doutor Antônio Miranda, será um dos coordenadores brasileiros da reunião de trabalho do Projeto de Pesquisa UnB/Uc3M.

Coordenada por professores, pesquisadores e alunos do Núcleo de Estudos de Saúde Pública da Universidade de Brasília (Nesp/UnB) e Programa de Pós-Graduação do Departamento de Ciência da Informação e Documentação da Universidade de Brasília (CID/UnB), a Conferência contará também com a participação de representantes das seguintes instituições: Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/Direb), Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS), Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

Os participantes receberão, ao final da Conferência, o livro “Comunicação da Informação em Saúde: aspectos da qualidade”, da série Tempus, e os anais dos trabalhos inscritos e aprovados para o evento.

A programação completa encontra-se publicada no sítio http://www.comunicacaoesaude.unb.br/ .

Fonte: Agência CT

Videoconferência Nacional preparatória da I Conferência Nacional de Comunicação

Dia 23 de novembro (sexta-feira), das 10h às 12h (horários de Brasília), em todas as Assembléias Legislativas, participe da Videoconferência Nacional preparatória da I Conferência Nacional de Comunicação. O objetivo é informar e mobilizar organizações da sociedade e do poder público para constituir coordenações estaduais.

Em cada Assembléia Legislativa há um espaço integrado ao sistema de comunicação multimídia em tempo real do Interlegis, coordenado a partir do Congresso Nacional.

Da capital federal, a coordenação do movimento pró-Conferência de Comunicação vai apresentar a proposta em suas etapas municipal e estadual, até culminar na etapa nacional, em meados de 2008. Em seguida, a palavra será aberta a todas as salas das Assembléias Legislativas.

Os parceiros nas Assembléias Legislativas são as respectivas Comissões de Direitos Humanos, por meio de seus presidentes. As representações estaduais das redes sociais integrantes do Movimento Pró-Conferência Nacional de Comunicação estão sendo convidadas, assim como todos os demais que querem se somar a esse esforço pela democratização da comunicação.

Histórico do Movimento
Originário na sociedade civil, com participação de organizações de Estado, esse Movimento se articula para que o Governo Federal convoque, em 2008, a I Conferência Nacional de Comunicação, a exemplo do que já ocorreu em dezenas de outras áreas. Uma conferência com todos os envolvidos e interessados, com debates nos municípios e etapas estadual e nacional, com delegados eleitos e uma programação que contemple toda a diversidade e relevância desse tema para o Brasil. O resultado poderá se transformar em políticas públicas e novo marco legal para as comunicações.

Para organizar e animar esse movimento, foi constituída a Comissão Nacional Pró-Conferência Nacional de Comunicação, com 19 entidades de âmbito nacional (veja relação a seguir), que vem se reunindo regularmente em Brasília (www.proconferencia.com.br).

Direito à Comunicação: essencial para o Século XXI
No Congresso Nacional já existe um grupo expressivo de parlamentares comprometidos com o movimento. As Comissões de Direitos Humanos e Minorias e a de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, da Câmara dos Deputados, já aprovaram em plenário suas participações no processo. O Governo Federal, por meio do ministro das Comunicações, Hélio Costa, da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, já se pronunciaram favoravelmente à conferência.

Para concretizá-la é necessário, agora, ampliar a mobilização em torno da comunicação que queremos para o Brasil. Soberania, liberdade de expressão, regionalização, inclusão social, pluralismo político, diversidade cultural, convergência tecnológica, rádios comunitárias, TV pública, acesso à internet em banda larga para todos, são alguns dos temas envolvidos.

Com tal perspectiva, a videoconferência para divulgar e debater a proposta da I Conferência Nacional de Comunicação é um passo importante para o processo de democratização das comunicações no Brasil. O direito humano à comunicação, aliás, tem sido considerado condicionante para a realização de outros direitos na atual Era do Conhecimento e da Informação.


Mais informações :(61) 3216-6570 , fax (61) 3216-6580 ou pelo e-mail.

Comissão de Mobilização pela I Conferência Nacional de Comunicações :
1) OAB – Ordem dos Advogados do Brasil
2) FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação
3) FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas
4) CUT – Central Única dos Trabalhadores
5) CFP – Conselho Federal de Psicologia
6) ABCCOM – Associação Brasileira de Canais Comunitários
7) CDHM – Comissão de Direitos Humanos e Minorias
8) Subcomissão de Tv e Radiodifusão da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática
9) INTERVOZES – Coletivo Brasil de Comunicação Social
10) FITERT – Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Rádio e Televisão
11) LAPCOM-UnB – Laboratório de Pesquisa em Comunicação – UnB
12) ABRAÇO – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária
13) Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão - Ministério Público Federal
14) AMARC-Brasil – Associação Mundial das Rádios Comunitárias
15) ENECOS – Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social
16) MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
17) ARPUB – Associação das Rádios Públicas do Brasil
18) Campanha quem financia a baixaria é contra a cidadania
19) MNDH – Movimento Nacional de Direitos Humanos .

Fonte: CDH

Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional será lançado hoje

O Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional, que integra o conjunto de ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), será apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta terça-feira (20), às 15h30, no Palácio do Planalto. O governo federal investirá na área, até 2010, recursos da ordem de R$ 41 bilhões. O ministro Sergio Rezende participará da solenidade.

O Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) e o Fundo Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), gerido sob a administração do MCT, destinam ao Plano cerca de R$ 18,6 bilhões (46% do total previsto). A outra parte dos recursos - R$ 22,6 bilhões (54%) - será alocada pelos ministérios de Minas e Energia/Petrobras/Cepel (MME), da Saúde (MS), da Educação (MEC/Capes), e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e outros fundos de financiamentos.

Uma demonstração objetiva da importância da Ciência, Tecnologia e Inovação para o governo está na evolução dos orçamentos destinados ao MCT. Em 2002, foi de R$ 1,8 bilhão. Neste ano, o orçamento é de R$ 4,1 bilhões, e chegará a 2010 com R$ 6 bilhões. Outro fator que confirma este compromisso é a disposição do governo em promover, a partir de 2008, o descontingenciamento gradativo dos recursos dos Fundos Setoriais, chegando a 0% ao final de 3 anos.

A ciência, a tecnologia e a inovação são, no cenário mundial contemporâneo, instrumentos fundamentais para o desenvolvimento, crescimento econômico, geração de emprego e renda e a democratização de oportunidades.

Esse amplo espectro está contemplado no Plano de Ações de Ciência Tecnologia elaborado pelo MCT - composto por quatro eixos principais, e que agora tem como foco prioritário a Inovação. Esse item apenas recentemente passou a constar na pauta do empresariado nacional. E como declara o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, "implantar a cultura da inovação não é tarefa que se consiga a curto prazo".

Os quatro eixos centrais do Plano de C,T&I, são: Expansão e Consolidação do Sistema Nacional de C,T& I; a Promoção da Inovação Tecnológica nas Empresas; a Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Áreas Estratégicas, e a Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Social.

Ao incorporar às suas metas a Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (Pitce), o Plano incentiva a inovação tecnológica nas cadeias produtivas, por meio de ações executadas em articulação com órgãos e instituições do Governo e entidades parceiras dos setores público e privado.

Fonte: Agência CT

Lançado o SIBRATEC - Sistema Brasileiro de Tecnologia

Com o objetivo centrado na formação de redes voltadas ao desenvolvimento tecnológico, o Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec) - um dos tópicos do Plano de Ação de Ciência e Tecnologia - será organizado em redes setoriais, com propriedades temáticas e estratégicas. Serão três focos de trabalho, um voltado aos centros de inovação, outro nos institutos de serviços tecnológicos, e o último, na extensão.

O sistema será organizado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e atuará de maneira integrada com institutos e centros universitários. O programa deseja contribuir para a elevação da capacitação tecnológica do setor empresarial, especialmente das micro e pequenas empresas.

Dentro do seu escopo também serão contempladas as "ferramentas básicas da qualidade", como metrologia, normalização e avaliação da conformidade de produtos.

As redes atuarão no desenvolvimento e prestação de serviços, além de consultorias técnicas voltadas para o aperfeiçoamento do processo produtivo.

Entre as ações do novo sistema estão as Bolsas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial (DTI) do CNPq, e o Programa Nacional de Qualificação e Modernização dos Institutos de Pesquisa Tecnológica (IPTs).

As bolsas serão canais para facilitar a transição do ambiente acadêmico para o industrial e estarão acopladas ao programa de Mestrado, Doutorado e de Iniciação Científica e Tecnológica do CNPq. O programa de modernização dos IPTs visa à melhoria dos serviços tecnológicos e atividades de P,D&I, dando seguimento às tendências do setor empresarial.

Com o Sibratec, a intenção é constituir uma rede com pelo menos 10 instituições até dezembro de 2008 e implementar a rede de serviços tecnológicos em pelo menos 15 estados até a mesma data.

Fonte: Carlos Freitas / Agência CT

Simpósio: Conservação de Biodiversidade em Paisagens Florestais Antropizadas

Começa na amanhã (21), em Belém do Pará, o simpósio "Conservação de Biodiversidade em Paisagens Florestais Antropizadas", evento promovido pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT) em parceria com as universidades de East Anglia e Lancaster (ambas do Reino Unido).

O simpósio, que prossegue até o dia 23, no Auditório Paulo Cavalcante, do Campus de Pesquisa do Museu Goeldi, reunirá, na capital paraense, os principais especialistas em conservação de florestas do País, é composto de 35 palestras com assuntos relacionados a estratégias de conservação, baseadas tanto em áreas de proteção integral, quanto em paisagens agro-industriais e de uso intensivo do solo.

O objetivo é avaliar os impactos das populações humanas sobre a biodiversidade das florestas, tendo por base estudos realizados em áreas fragmentadas e paisagens já altamente degradadas.

Também serão discutidos os desafios e as oportunidades para a conservação da biodiversidade em áreas protegidas e antropizadas, manejadas ou degradadas.

Segundo o ecólogo Jos Barlow, um dos coordenadores do evento e pesquisador colaborador do Museu Goeldi, a idéia é promover interações entre cientistas e destes com a política, visando a melhoria do planejamento das ações futuras na área de conservação.

"Na conservação, o problema é biológico, mas a solução é política", explica.

Para Carlos Peres, pesquisador da Universidade de East Anglia, o simpósio busca esclarecer um amplo espectro de problemas que dizem respeito à compatibilização da conservação da biodiversidade de espécies florestais, principalmente em paisagens degradadas com a utilização econômica da terra.

"Queremos encontrar e discutir soluções e mecanismos eficientes de conservação junto a pesquisadores, agentes empreendedores e representantes do governo e das organizações não-governamentais", afirma.

Na quarta-feira (21), quarta-feira, serão apresentadas diversas pesquisas que investigam temas como a retenção da cobertura florestal e as conseqüências do uso da terra para a biodiversidade florestal na Amazônia, a importância da conectividade em paisagens florestais fragmentadas, a distribuição de espécies em paisagens complexas, entre outros.

No dia 22, o debate focará os principais problemas de conservação do meio ambiente, a partir de uma reflexão sobre as políticas públicas e as atividades econômicas desenvolvidas nessas áreas, como as monoculturas florestais, a gestão das florestas e das populações rurais na Amazônia, o desmatamento na área de fronteira, entre outros.

O Simpósio se encerra na sexta-feira (23) com discussões sobre a eficácia do manejo florestal e os impactos do uso intensivo da terra.

Serviço
O Simpósio "Conservação de Biodiversidade em Paisagens Florestais Antropizadas" acontecerá entre os dias 21 e 23 de novembro, no Auditório Paulo Cavalcante, do Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG), localizado na Avenida Perimetral, 1901, bairro da Terra Firme, em Belém

Fonte: Agência CT

Projeto de Lei que estimula a educação profissional e tecnológica é aprovado pela Câmara

No dia 13, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou o parecer favorável do relator Geraldo Pudim (PMDB-RJ) ao projeto de lei 919/07. De autoria do Poder Executivo, o PL estimula a educação profissional e tecnológica, promovendo uma maior integração com o ensino médio, a educação de jovens e adultos, a graduação e a pós-graduação. Agora, a matéria segue para apreciação do Senado Federal.

O objetivo da proposição é priorizar a formação técnica, a fim de aproximar as escolas das necessidades do mercado de trabalho. A proposta integra o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) e altera dispositivos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (nº 9.394/96).

Entre outros pontos, o projeto de lei determina que a educação profissional será desenvolvida em articulação com o ensino regular ou por diferentes estratégias de educação continuada, em instituições especializadas ou no ambiente de trabalho, tendo como objetivo a elevação da escolaridade.

A proposição também estabelece que a educação profissional técnica de nível médio será desenvolvida de forma articulada com o ensino médio e em cursos destinados a quem já tenha concluído esta etapa de ensino. Além disso, o texto afirma que a educação técnica de nível médio deverá observar os objetivos e definições contidos nas diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação; as normas complementares dos respectivos sistemas de ensino; e as exigências de cada instituição de ensino, nos termos de seu projeto pedagógico.

Substitutivo
Na mesma reunião, a CCJC também aprovou o parecer favorável do relator ao substitutivo que tramitava apensado ao PL. O texto já havia recebido o aval da Comissão de Educação e Cultura da Câmara.

Entre outras mudanças, o substitutivo atribui ao Conselho Nacional de Educação a competência para formular as diretrizes gerais da educação profissional e tecnológica de graduação e de pós-graduação. Além disso, a proposta retira do texto original a expressão “tendo como objetivo a elevação de escolaridade” relativa à educação profissional, pois, na avaliação da comissão, nem toda atividade de formação continuada terá como objetivo a elevação da escolaridade.

A íntegra do PL 919/07 está disponível no endereço: http://www.camara.gov.br/sileg/integras/455776.pdf

Fonte: Gestão CT

Universidade Federal do Paraná seleciona professores

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) está com inscrições abertas de concurso público para professores. Os salários vão de R$ 1.248,67 a R$ 5.549,52.

Há vagas para professores graduados, mestres e doutores nas áreas de ciências sociais, ciências agrárias, ciências biológicas, ciências da saúde, ciências da terra, ciências exatas e ciências humanas, letras e artes. A taxa de inscrição varia de R$ 31 a R$ 139.

Segundo a UFPR, o número total de vagas ainda não está definido, mas deve ficar em torno de 180.

Quem quiser se candidatar deve acessar o site da Pró-Reitoria de Recursos Humanos e Assuntos Estudantis da UFPR e conferir as datas de inscrição para a vaga desejada. Para algumas áreas, o prazo de inscrição termina no dia 11 de dezembro. Em outros casos, o prazo vai até o dia 13 de dezembro.

A inscrição deverá ser feita no Protocolo Geral da UFPR, que fica na Rua XV de Novembro, 1299, térreo, das 9h às 12h e das 14h às 18h. No último dia de inscrição, o horário será das 9h às 12h. Também é possível enviar a inscrição por Sedex. A postagem deve ser feita no máximo cinco dias antes do fim do prazo de inscrições.

Maiores informações podem ser obtidas no endereço a seguir: http://www.prhae.ufpr.br/doc2/editdoc/edit095.php#13

Fonte : Sbef News