segunda-feira, 19 de novembro de 2007

R$ 12,5 milhões do PRODOC para bolsas de pós-doutorado

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC) está com inscrições abertas, até 21 de dezembro, para o Programa de Apoio a Projetos Institucionais com a Participação de Recém-doutores (Prodoc).

O programa prevê o investimento anual de R$ 12, 5 milhões, para apoiar até 244 projetos apresentados por instituições de ensino superior públicas. Os projetos aprovados pelo Prodoc receberão bolsa de pós-doutorado no valor mensal de R$ 3,3 mil, paga diretamente pela Capes ao bolsista, e auxílio financeiro no valor máximo anual de R$ 12 mil, a ser repassado ao coordenador do programa para custeio de atividades.

O período máximo para a execução de cada projeto apoiado é de dois anos, com possibilidade de renovação por igual período.

As propostas deverão ser encaminhadas à Capes pelas pró-reitorias de pesquisa e pós-graduação ou órgãos equivalentes.

Para ser bolsista do Prodoc é necessário ser brasileiro ou possuir visto permanente no país, com título de doutor há no máximo cinco anos. Além disso, não poderá ser aposentado, ter vínculo empregatício ou estatutário, ou ser beneficiário de outra bolsa de qualquer natureza. Os resultados serão divulgados na primeira quinzena de fevereiro de 2008. Os projetos aprovados entrarão em vigor a partir de março.

O edital pode ser encontrado em www.capes.gov.br

Fonte: CAPES

Efeitos do aquecimento global no planeta

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou neste sábado que "tesouros" da Terra estão sendo ameaçados pelas mudanças climáticas, citando a Antártida, as geleiras de Torres del Paine e a Amazônia.

– As mudanças nessas regiões são tão aterrorizantes quanto as de filmes de ficção científica. São ainda mais [aterrorizantes] porque são reais – continuou.

Se nenhuma medida for tomada, diz o relatório divulgado hoje pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês) da ONU, parte da floresta amazônica vai virar cerrado até o fim do século, e o sertão nordestino vai virar um deserto.

Ban Ki-moon presidiu na cidade espanhola de Valência o encerramento da 27ª sessão plenária do IPCC, reunido desde segunda-feira.

O secretário-geral defendeu o uso de meios "reais e acessíveis" para combater as mudanças climáticas e pediu que os políticos dêem resposta às evidências que os cientistas constataram. Ki-moon defendeu, por exemplo, ir "além" da luta contra a mudança climática, para buscar novos e melhores modos de produzir e de consumir, promover indústrias não-poluentes e avançar para uma "aliança mundial" a favor do crescimento baseado em uma economia verde.

Ban Ki-moon disse que o relatório aprovado pelo IPCC em Valência responde a muitas das questões políticas sobre a mudança climática e afirmou que, agora, cabe aos governos traduzirem essas respostas em ações concretas.

Ki-moon observou que um dos aspectos cruciais do relatório dos cientistas é que a mudança climática afetará muito especialmente os países em desenvolvimento e apontou que o degelo das geleiras provocará inundações nas zonas montanhosas e escassez de água na Ásia meridional e na América do Sul.

Dados alarmantes
Segundo o relatório divulgado neste sábado, o nível dos oceanos subiu 1,8 milímetro ao ano desde 1961 – a partir de 1993, o ritmo passou a 3,1 milímetro por ano. As calotas polares e as geleiras, por sua vez, estão derretendo mais rápido, enquanto as tempestades estão mais fortes e mais freqüentes.

O documento confirma que as causas são humanas: a emissão de gases que provocam o efeito estufa aumentou 70% desde 1970. A principal fonte é a queima de combustíveis fósseis, mas a agricultura e a pecuária também contribuem. Nas próximas duas décadas, diz o relatório, a temperatura deve continuar subindo em média 0,2 grau por ano.

Por isso, os cientistas recomendam mais eficiência no uso da energia pelas indústrias, pelos prédios e casas, além de mais eficiência no consumo feito pelos automóveis. Entre as alternativas que podem ser usadas para diminuir as emissões estão a energia solar e até a nuclear, que é limpa em termos de emissões de gases.

Apelo
O secretário-geral da ONU apelou à comunidade internacional para que volte seus esforços em buscar respostas políticas e não em procurar "culpados". Ele também disse que os efeitos da mudança climática são "tão graves e tão generalizados" que requerem uma ação "urgente e mundial".

Ban Ki-moon considerou que os acordos futuros deverão incluir incentivos para os países em desenvolvimento. Entre esses esforços estão melhores condições financeiras para tecnologias energéticas pouco poluentes, ajudas financeiras para que os países mais vulneráveis se adaptem aos efeitos da mudança e transferências de tecnologias pouco poluentes.

A ONU, disse, quer dar exemplo na luta mundial contra a mudança climática e faz um esforço para que suas operações no mundo todo sejam "neutras" no que diz respeito às emissões de gases que intensificam o efeito estufa.

Fonte: Click RBS