segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Göran Therborn ministra palestras na UERJ dias 21 e 22 de novembro

A Uerj vai receber, nos dias 21 e 22 de novembro, o sociólogo Göran Therborn, professor da Universidade de Cambridge e da Universidade de Uppsala na Suécia, autor de “Sexo e Poder”, entre outros livros renomados. O sociólogo sueco Göran Therborn é responsável pela mais ousada análise da instituição familiar, em termos mundiais, das últimas décadas. Therborn fará uma conferência no auditório 91 da Uerj e uma palestra no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais. Na ocasião será lançado “Novas Conciliações e Antigas Tensões?”, das professoras Clara Araújo (UERJ), Felícia Picanço (UERJ) e Celi Scalon (UFRJ).

O livro é uma coletânea de artigos, de destacados cientistas sociais brasileiros e estrangeiros, sobre o papel da mulher na sociedade. Segundo as autoras, “o modelo tradicional, que prescreve a prevalência das mães nos cuidados da casa e a dos pais na provisão do lar, vem sendo significativamente abalado nas últimas décadas. O novo modelo que emerge mantém os homens dedicados predominantemente ao mercado de trabalho, enquanto as mulheres combinam emprego e cuidados da família”. A obra discute a maneira de lidar com as tensões provocadas pelas demandas conflitantes entre trabalho e responsabilidades familiares, bem como o papel que o Estado, o mercado e a eqüitativa distribuição de tarefas no lar podem desempenhar na conciliação entre essas duas esferas de atividades.

Fonte: Ana Cristina Lima / UERJ

Projeto da UERJ de erradicação de organismos invasores marinhos ganha prêmio

Já imaginou se um estranho invadisse a sua casa e passasse a conviver com você diariamente, comendo a sua comida, dormindo na sua cama, vestindo as suas roupas? É mais ou menos isso que ocorre quando espécies exóticas, vindas de outras regiões do mundo, passam a competir com a fauna e flora nativas.

Entre as espécies marinhas, também existem as invasoras: é o caso do coral-sol (Tubastraea), introduzido no Brasil por meio de plataformas de petróleo e que desde 1980 invadiu 900 Km de costões rochosos, principalmente na Ilha Grande (RJ). Pesquisadores do Laboratório de Ecologia Marinha Bêntica da Uerj estudam a espécie desde 2000 e verificaram que o coral-sol é altamente nocivo à fauna e flora da região. Os estudiosos estão desenvolvendo o Projeto Coral-Sol, cujo objetivo é controlar esta espécie invasora e erradicá-la em 20 anos.

O Projeto foi um dos ganhadores do 11º Concurso Banco Real Universidade Solidária e receberá R$ 40 mil para ser implementado, ao longo de um ano. A pesquisa da Uerj concorreu com outros 212 projetos e foi selecionada por uma comissão formada por 60 acadêmicos, especialistas em Terceiro Setor, profissionais de imprensa e dos setores público e privado do país.

“Esta é a primeira iniciativa brasileira auto-sustentável de erradicação de organismos exóticos marinhos”, afirma Joel Creed, coordenador do Projeto Coral-Sol. Quarenta famílias de pescadores da baía de Ilha Grande serão capacitadas a recolher e preparar os corais invasores para vendê-los como artesanato. “Vamos mostrar a estas pessoas como identificar o coral-sol e retirá-lo do costão sem danificar outros organismos, bem como preparar o esqueleto do coral-sol, por meio de um processo de produção que nós desenvolvemos no laboratório”.

Envernizado, o esqueleto do coral-sol será usado na produção de peças como porta-retratos, porta-incensos, castiçais, caixas, velas decoradas e bijuterias que vão receber um ‘selo verde’, com informações sobre o Projeto Coral-Sol e de que maneira a sua compra beneficia o meio ambiente e a comunidade local. O potencial de mercado é amplo, já que a Ilha Grande recebe cerca de 120 mil turistas/ano.

“O trabalho de catação dos corais vai proporcionar uma fonte alternativa de renda para as comunidades litorâneas e, o mais importante, a venda do artesanato substituirá o comércio ilegal de corais nativos”, diz o professor de Biologia da Uerj. A expectativa é remover 90 mil corais-sol do ambiente por ano, gerando uma renda mínima mensal de R$ 240 para as famílias cadastradas. E com a retirada da espécie invasora, os organismos nativos poderão voltar aos seus devidos lugares.

Fonte: Ana Cristina Lima / UERJ

Há 300 anos nascia Lineu, pai da taxinomia


Há 300 anos nascia o naturalista sueco Carl von Linné (1707-1778). Conhecido como Lineu, foi responsável pelo sistema de nomenclatura e de classificação utilizado até hoje para organizar os seres vivos.

O Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) comemorou a data, nos dias 8 e 9 de novembro, com um simpósio sobre o botânico e zoólogo que é considerado o pai da taxonomia moderna.

Para David Dunér, professor de história da ciência da Universidade de Lund, na Suécia, a razão do sucesso do sistema lineano é sua facilidade de aplicação. “Os sistemas utilizados antes dele eram difíceis de usar, por serem mais subjetivos. O caráter aritmético e geométrico de sua taxonomia foi uma revolução”.

Dunér, que também é membro da Swedish Linnaeus Society, em Upsala, explica que Lineu conseguiu estabelecer seu sistema com base na observação de milhares de espécimes vegetais e animais coletados por discípulos ao redor do planeta.

“Pelo menos 20 de seus discípulos viajaram por vários continentes. Um deles esteve com o explorador James Cook em sua primeira volta ao mundo e fez uma breve parada no Rio de Janeiro, em 1760”, contou.

Segundo Dunér, por trás do sistema lineano havia uma convicção de que a natureza não poderia ser um sistema caótico. “Ele tinha uma mente sistemática e queria ordenar e categorizar a natureza. Na sua concepção, as coisas precisam ter nomes para ser conhecidas”, disse.

Por trás da mente racional do cientista, havia um homem profundamente religioso. “Lineu via um princípio racional por trás da natureza. Para ele, como Deus não criaria o caos, então a natureza deveria ter uma ordem racional. A história natural teria a missão de sistematizar essa ordem natural”, afirmou.

Espécies invariáveis
A religiosidade de Lineu, filho de um pastor luterano, foi exatamente o que fez com que seu sistema precisasse ser revisto, como destacou Nelson Papavero, professor aposentado do Museu de Zoologia da USP, que também participou do simpósio.

O livro Species Plantarum, de 1753, no qual Lineu descreveu seu sistema, foi lançado 106 anos antes de Origem das espécies, em que Charles Darwin lançava as bases da teoria da evolução. Para Lineu, ao contrário do que prega o evolucionismo, as espécies eram invariáveis.

“O sistema dele é muito importante e é usado na prática até hoje. Mas surgiram novas teorias, principalmente a sistemática filogenética de Willi Hennig, que promoveu a grande revolução do século 20 na taxonomia”, disse Papavero.

Segundo conta, os princípios de Hennig mudaram, pelo menos desde a década de 1970, a maneira de classificar os seres vivos. Para ele, os organismos devem ser classificados de acordo com as suas relações evolutivas. E o método para descobrir essas relações é analisar os caracteres ancestrais e os caracteres derivados de cada espécie.

“O sistema de Lineu é utilizado hoje para iniciar o processo de classificação dos seres vivos, mas em seguida os dados são reexaminados à luz da teoria da evolução e principalmente da sistemática filogenética, que transformou a taxonomia em ciência pela primeira vez”, explicou.

Papavero afirma que a revisão da taxonomia de Lineu deverá avançar com o tempo, em uma tentativa de conciliar sua classificação com os princípios evolutivos. “Há um problema de lógica nas categorias do sistema, que não considera a filogenia.”

Hennig defendia que os grupos de seres vivos só contivessem espécies monofiléticas – com a mesma origem. De acordo com Papavero, a proposta foi sendo introduzida ao longo do tempo, mas as categorias criadas por Lineu, sem nenhuma implicação evolutiva, continuam sendo usadas. “A revisão ainda vai prosseguir”, afirmou.

Quando foi lançado, o sistema de Lineu teve sucesso imediato, segundo Papavero. “Ele era extremamente político e sabia fazer lobby. Ficou especialmente famoso em 1735, quando fez o doutorado na Holanda e apresentou o primeiro manuscrito do Sistema naturae – um documento no formato de um jornal tablóide, com 11 páginas impressas. Sua descrição sobre os hábitos sexuais das plantas foi um escândalo em toda a Europa”, contou.

O sistema tinha efetivamente grandes méritos. Antes dele, o único método lógico para classificar uma espécie era o de unir todas as características que definissem sua classe. Com isso, uma roseira, por exemplo, era chamada de Rosa sylvestris alba cum rubore, folio glabro. “O próprio Lineu fazia isso em suas aulas: ficava meia hora falando os caracteres de uma planta em latim. Isso era incrivelmente antididático”, disse o professor aposentado da USP.

Com a ajuda da lógica aristotélica, Lineu introduziu a classificação binominal e criou as categorias. “Ele era profundamente aristotélico e soube aplicar a lógica na taxonomia. Além da base teórica, usou sua experiência em viagens pela Escandinávia e observou que os camponeses usavam nomenclatura binominal de forma intuitiva – como ocorre com os nomes populares em todos os lugares até hoje, por exemplo, barata de casa, barata de coqueiro, barata de praia”, explicou Paparevo.

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

Aquecimento global pode reduzir a produção de café em 92%

Se nenhuma ação for realizada para diminuir os efeitos do aquecimento global sobre a agricultura, a produção de café no Brasil pode ter queda de 92% até o ano de 2100. A informação é de um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que também calcula a possibilidade de queda de R$ 370 milhões em exportações nos próximos 13 anos.

De acordo com o estudo, as plantações de café, soja e feijão são as mais impactadas pela elevação da temperatura. A estimativa para a produção do café é de queda de 30 milhões para 2,4 milhões de sacas até o fim do século, caso não haja diminuição dos danos causados pelas alterações climáticas.

Apesar da probabilidade de queda na produção, o pesquisador Eduardo Assad, da Embrapa, disse acreditar que com o desenvolvimento de práticas agrícolas eficazes e ações da ciência, o quadro pode ser mais otimista.

"A boa notícia é que os pesquisadores não estão de braços cruzados. O Brasil é muito competente no uso de tecnologia em agricultura. Se acharmos que está tudo bem com o atual cenário, aí sim perderemos produção", afirmou.

Entre as ações necessárias para evitar a escassez do café, Assad incluiu a utilização de novos fertilizantes e o desenvolvimento de espécies resistentes a temperaturas mais altas. Mesmo diante da perspectiva de diminuição das plantações, o pesquisador descartou a possibilidade de falta de café.

"Não vai faltar de jeito nenhum. Esse trabalho [pesquisa] tem a grande vantagem de se antecipar aos problemas. Nós não estamos apagando incêndios, mas nos precavendo", garantiu.

O pesquisador da Embrapa ressaltou que, além dos aspectos econômicos, as plantações de café são importantes para combater a poluição atmosférica. Segundo ele, a planta tem a propriedade de catalisar partículas de dióxido de carbono (CO2), substância nociva ao meio ambiente.

"O café é uma planta que tem balanço positivo em termos de retenção de carbono. Ele ajuda, portanto, a limpar a atmosfera. Estamos intensificando as pesquisas para saber a proporção dessa limpeza", afirmou.

Fonte: Hugo Costa / Agência Brasil

P&D deixa de ser privilégio de paises desenvolvidos

As atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D), requisito básico para a inovação tecnológica, estão se tornando globais e, por isso, os investimentos para sua implementação não estão mais circulando apenas entre países da Europa, nos Estados Unidos ou Japão: há muitas empresas migrando para o território fértil de potências emergentes como Índia e China.

“Nos últimos cinco anos, os dois países, que tinham cerca de 200 laboratórios de P&D implementados em indústrias, ganharam pelo menos outros 600, o que lhes permite ter planos ambiciosos para o futuro. Sobretudo na China, cada uma dessas fábricas pode ser considerada uma universidade que investe em tecnologias de patentes e em cursos de administração das inovações”, disse Kent Hughes, diretor do Programa de Ciência e Tecnologia: América e a Economia Global, do Woodrow Wilson International Center for Scholars, instituto voltado ao debate de políticas públicas para a inovação sediado em Washington, Estados Unidos.

Hughes, que participou do painel “Perspectivas internacionais sobre inovação”, no seminário O Desafio da Inovação no Brasil, na semana passada, em São Paulo, afirmou que são muitas as possibilidades de cooperação em P&D entre os dois países em vários setores industriais, com destaque para fármacos, medicamentos, saúde e nanotecnologia.

“A China já está em segundo lugar no ranking mundial de publicações científicas sobre nanotecnologia, ficando atrás apenas dos norte-americanos", disse o especialista, que coordena estudos sobre sistemas de inovação na China e na Índia.

Um dos planos mais audaciosos que envolve esses países, segundo ele, é um projeto do governo chinês para implantação de universidades nos Estados Unidos, principalmente em Michigan, um dos estados líderes no país em indústria de manufaturação. “No início da década de 1990, a China começou a olhar para a economia mundial, criou uma base sólida de educação superior e agora quer ampliar seu ensino para outros países”, disse Hughes.

Ao mesmo tempo, os institutos indianos de tecnologia têm formado especialistas de nível mundial e exportado recursos humanos para nações desenvolvidas, especialmente em software e equipamentos de tecnologia da informação.

“Os Estados Unidos têm feito muitas terceirizações para a Índia, aumentando a capacidade da economia digital e fazendo emergir serviços como a arquitetura avançada de design de chips daquele país”, destacou.

Calcula-se que China e Índia formem, respectivamente, por volta de 300 mil e 200 mil engenheiros por ano. “E nossos levantamentos mostram a existência de cerca de 6 mil novos engenheiros dos dois países circulando todos os anos nos Estados Unidos. A maioria é formada por profissionais teóricos, e não por pessoas aptas a resolver problemas pragmáticos. Mas sabemos que, devido ao alto nível desses engenheiros, eles levam apenas três meses para se adaptar à abordagem de multinacionais como a Microsoft, por exemplo”, afirmou Hughes.

Para ele, por conta do crescimento de pesquisas inovadoras realizadas na China e na Índia e pela atuação de cientistas desses países em outras regiões, as grandes companhias, como IBM ou Microsoft, “que eram chamadas de empresas multinacionais, devem a partir de agora ser reconhecidas, assim como as instituições de ensino, como empresas globalizadas que estão modificando todo o sistema mundial de inovação e a dinâmica das atividades de P&D”.

Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp

USP e UNICAMP garantem participação brasileira nas 200 principais instituições de ensino do planeta

Quais são as melhores universidades do mundo? Segundo a nova edição do ranking anual feito pelo Higher Education Supplement, do The Times, a grande maioria fala inglês, ainda que das 200 principais instituições estejam presentes representantes de 28 países.

O Brasil comparece pela primeira vez, com a Universidade de São Paulo (USP) – empatada com a Universidade de Massachusetts em Amherst, nos Estados Unidos, no 175º lugar – e com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) logo em seguida, em 177º.

As posições são expressivas, uma vez que, em 2006, a USP estava em 284º, fora do ranking das 200 mais. O salto da Unicamp foi ainda maior, por ter deixado a posição de número 448.

Esta é a quarta edição da comparação internacional feita pelo jornal britânico, que também destaca onde se concentram os principais cientistas, inovadores e educadores. Estados Unidos e Reino Unido lideram em todas as listas.

No ranking das universidades, Harvard (EUA) ocupa a primeira posição. Cambridge (Reino Unido – RU), Oxford (RU) e Yale (EUA) dividem a segunda, seguidas por Imperial College London (RU), Princeton (EUA), Instituto de Tecnologia da Califórnia – Caltech (EUA) e Universidade de Chicago (EUA), ambos em 7º lugar, University College London (RU) e Instituto de Tecnologia de Massachusetts – MIT (EUA).

“O sucesso das principais instituições em gerar novo conhecimento e em produzir graduados altamente requisitados pelo mercado – especialmente nos Estados Unidos –, tem feito com que enriqueçam a partir de doações de ex-alunos, de fundos de pesquisa e de empresas spin off”, destacou Martin Ince, editor do suplemento.

“A Universidade de Harvard, em primeiro lugar pela quarta vez, é a mais rica do mundo com folga e investe mais em pesquisa do que o PIB de muitos países”, disse Ince. Harvard tem orçamento anual de cerca de US$ 35 bilhões, quantia que seria suficiente para incluir a universidade entre as 90 maiores economias do mundo, segundo o Banco Mundial, à frente do PIB de países como Paraguai, Luxemburgo, Bolívia ou Estônia. Para efeito de comparação, o orçamento executado da USP em 2006 foi de R$ 1,95 bilhão.

A primeira na lista que não seja dos Estados Unidos ou do Reino Unido é a canadense Universidade McGill, em 12º. A primeira com língua que não seja a inglesa é a Universidade de Tóquio, em 18º. A Escola Normal Superior, na França, em 26º, é a primeira na Europa continental.

Entre as 20 melhores estão as universidades Nacional da Austrália (16º) e de Hong Kong (18º). Na relação das 200, além do Brasil a América Latina é representada apenas pela Universidade Nacional Autônoma do México, na 192ª posição. Os países em desenvolvimento entram com apenas mais uma: a Universidade de Cape Town, em 200º.

Nas listas segmentadas, as 50 melhores em ciências naturais têm Universidade da Califórnia em Berkeley, MIT e Cambridge nas três primeiras posições. Harvard, Cambridge e Oxford também lideram em ciência da vida e biomedicina. No ranking de tecnologia e inovação, MIT é a primeira, seguida por Berkeley e Stanford.

Em ciências sociais, os primeiros são Harvard, Berkeley e a London School of Economics. Em humanidades, a lista começa com Harvard, Berkeley e Oxford.

O ranking é elaborado a partir de diversos critérios reunidos. O principal é a análise por pares, que representa 40% da nota final. Participaram 5,1 mil pesquisadores. “Embora os norte-americanos representem apenas 30% dos entrevistados, há um consenso geral de que as melhores universidades estão nos Estados Unidos”, destacou o The Times em comentário sobre o ranking.

Mais informações: www.thes.co.uk

Fonte: Agência Fapesp

USP lança cátedra de Vigilância Sanitária e contrata professores

Fruto da parceria entre a Universidade de São Paulo (USP) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), acaba de ser lançada a Cátedra Anvisa/USP de Vigilância Sanitária.

A cátedra é uma evolução do Centro Colaborador de Vigilância Sanitária (Cecovisa), antigo convênio estabelecido entre as instituições e amplia as ações de pesquisa e de ensino desenvolvidas por diversas unidades da USP na área de vigilância Sanitária.

A duração será de cinco anos, com contratação imediata de 15 professores: 12 para a Faculdade de Saúde Pública (FSP), um para a Faculdade de Direito, um para a Escola Politécnica e outro para a Faculdade de Ciências Farmacêuticas.

Segundo a FSP, caberá à Anvisa a cobertura das despesas com a contratação dos professores ocupantes da cátedra e dos bolsistas/estagiários, além da manutenção da Revista de Vigilância Sanitária (Revisa).

“A criação da cátedra permitirá o desenvolvimento de pesquisas em vigilância sanitária que beneficiarão o país, além de formar profissionais para atuar na área. Isso certamente implicará a melhoria das ações de proteção da saúde e de prevenção de riscos sanitários”, disse Sueli Gandolfi Dallari, professora da FSP e coordenadora de instalação do convênio.

Ainda este ano será instalada formalmente a Comissão de Orientação da Cátedra, para coordenar os trabalhos, que será presidida por Chester Luiz Galvão Cesar, diretor da FSP.

Mais informações pelo e-mail.

Fonte: Agência Usp

Mapa da biodiversidade paulista

Prepare-se para algumas surpresas. A menos de 300 quilômetros da capital do estado mais industrializado do país, simbolizado pela metrópole barulhenta, pelo povo estressado e pelos infinitos canaviais das planícies interioranas, ainda vivem onças-pardas e pintadas.

Cervos-do-pantanal e tuiuiús também, nas terras alagadas a oeste, em meio a novateiros, árvores de troncos sempre cheios de formigas, e buritis, palmeiras altas e elegantes. Já a sudoeste cresce em inexplicável abundância uma mata de pitangueiras, jabuticabeiras, cambuís, araçazeiros, uvaias e outras árvores da família das mirtáceas, incluindo as menos conhecidas gabirobeiras e piúnas, que na primavera e no verão alimentam pássaros e macacos com frutos suculentos e carnosos e formam um imenso e perfumado pomar.

Os biólogos resolveram abrir o baú e compartilhar essas raridades. Em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente, 160 pesquisadores do Programa Biota-FAPESP elaboraram três mapas gerais e outros oito temáticos, por grupos de animais e plantas, para apresentar o estado de riqueza ou de destruição das matas e Cerrado paulistas – como mostrado no pôster que acompanha esta edição e no site www.biota.org.br/info/wap2006 .

Resultado de quase dez anos de pesquisas, esses mapas devem direcionar o trabalho de conservação e ampliação das matas que concentram a autêntica vida selvagem em São Paulo. Ainda que poucos, os remanescentes de vegetação formam ambientes tão diferentes entre si quanto as florestas úmidas do litoral, que lembram a Amazônia, e as matas secas do interior, aparentadas da Caatinga nordestina.

Leia o texto completo no endereço.

Fonte: Carlos Fioravanti Pesquisa Fapesp

2º Simpósio de Nutrição e Saúde de Peixes

O 2º Simpósio de Nutrição e Saúde de Peixes, promovido pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), ocorrerá de 14 a 16 de novembro, em Botucatu, interior de São Paulo.

A palestra de abertura “Nutrição e saúde de peixes” será proferida por Chhorn Lim, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e, em seguida, Carl Webster, professor da Universidade do Estado de Kentucky, falará sobre “Exigência em minerais para peixes: desempenho e saúde”.

“Hematologia como ferramenta para avaliação da saúde de peixes”, “Imunidade e resistência a doenças em peixes”, “Indústria de rações: interface com a pesquisa” e “Avanços e desafios da sanidade de peixes no Brasil” serão outros assuntos discutidos.

Mais informações: http://www.fmvz.unesp.br/

Fonte: Fapesp

Seminário Gerenciamento de Resíduos de Laboratório

O Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) promoverá, no dia 19 de novembro, em Campinas (SP), o Seminário Gerenciamento de Resíduos de Laboratório.

Segundo os organizadores, o objetivo é oferecer aos participantes uma visão geral e sistêmica quanto à tutela jurídica dos bens ambientais e da Política Nacional do Meio Ambiente integrada à gestão de resíduos de laboratórios.

Estarão reunidos profissionais de instituições envolvidas direta ou indiretamente com a gestão de produtos químicos, tais como empresas de alimentos, farmacêuticas e laboratórios de análises clínicas, além de pesquisadores e estudantes de escolas técnicas e universidades.

Mais informações: http://eventos.fundepag.br

Fonte: Agência Fapesp