quinta-feira, 8 de novembro de 2007

História da África nos bancos escolares. Representações e imprecisões na literatura didática

African History at school. Representations and imprecision in the didactics literature

L'histoire de l'Afrique sur les bans de l'école. Représentations et inprecisions dans la littérature didactique


Desde 2003, uma Lei Federal tornou obrigatório a inclusão da África no currículo escolar brasileiro. “Mas como ensinar o que não se conhece?”, questiona o pesquisador Anderson Oliva, da Universidade de Brasília, no artigo A História da África nos bancos escolares. Representações e imprecisões na literatura didática, recém-publicado na revista Estudos Afro-Asiáticos e disponível na biblioteca eletrônica SciELO (Bireme/FAPESP).

Segundo o especialista em estudos africanos, mesmo nos materias didáticos disponíveis fica claro um aspecto pouco positivo para o ensino da história do continente. Ao analisar as obras, o pesquisador de Brasília afirma que as muitas críticas e os poucos elogios não devem ser encarados como algo contra os autores. A intenção é registrar um alerta: “Devemos voltar os nossos olhos para a África”, afirma.

Ao analisar o que se atribuiu como gafe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando em visita ao continente africano em 2003 – Lula disse que não esperava encontrar na África uma cidade tão limpa como Windhoek, a capital da Namíbia, e que não parecia estar num país africano – Oliva antes de criticar o chefe da nação, prefere uma outra abordagem mais contextualizada, que, para ele, também está relacionada com o conteúdo didático disponível no Brasil.

“Para ser mais claro: excluindo um seleto grupo de intelectuais e pesquisadores, uma parcela dos afrodescendentes e pessoas iluminadas pelas noções do relativismo cultural, nós, brasileiros, tratamos a África de forma preconceituosa. Reproduzimos em nossas idéias as notícias que circulam pela mídia, e que revelam um continente marcado pelas misérias, guerras étnicas, instabilidade política, aids, fome e falência econômica. Às imagens e informações que dominam os meios de comunicação, os livros didáticos incorporam a tradição racista e preconceituosa de estudos sobre o Continente e a discriminação à qual são submetidos os afrodescendentes aqui dentro”, disse.

Para o acadêmico, ao mesmo tempo em que existe desconhecimento e preconceito em relação ao tema, que acaba saltando para os livros didáticos e conseqüentemente para os alunos, existe uma outra realidade que emerge de forma clara, principalmente depois da chegada de Lei Federal. “Fica evidente que ensinar a história da África, mesmo não sendo uma tarefa tão simples, é algo imperioso, urgente”, conclui.

Para ler o artigo na íntegra, no SciELO, clique aqui.

Agência FAPESP - 08/11/2004

Impacto da legislação no registro de agrotóxicos de maior toxicidade no Brasil

No final dos anos 1980, parlamentares e a sociedade em geral decidiram criar uma nova legislação para regulamentar uma série de itens relacionados aos agrotóxicos comercializados no Brasil. Uma das intenções dos legisladores era modificar o perfil toxicológico desses produtos.

A lei foi promulgada em 1989. Agora, um grupo de pesquisadores resolveu avaliar o impacto da medida. Eles compararam a situação dos agrotóxicos entre 1990 e 2000. O resultado dessa avaliação acaba de ser publicado na Revista de Saúde Pública e está disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP).

“A legislação não foi eficaz no aproveitamento de instrumentos inicialmente previstos na regulamentação da lei. Essas medidas poderiam ter ajudado a eliminar produtos de maior toxicidade que tivessem alternativas no mercado”, disse Eduardo Garcia Garcia, o primeiro autor do estudo.

Garcia, pesquisador da coordenação de Saúde no Trabalho da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina no Trabalho (Fundacentro), identificou que a promulgação de um decreto em 1993 ajudou a formar o quadro encontrado por ele e seus colaboradores.

“Esse decreto revogou a necessidade da renovação periódica do registro. A ausência dessa reavaliação de tempos em tempos, à luz de novos conhecimentos e testes mais modernos e precisos, permite a permanência de registros de produtos que, por suas características toxicológicas de maior periculosidade, talvez pudessem ter sido eliminados”, explica Garcia.

O estudo identificou que, dos 863 produtos comerciais que estavam registrados em 2000, 46,6% haviam sido regulamentados antes de 1990. Além disso, 59,2% dos produtos devidamente cadastrados eram derivados de ingredientes ativos que existiam antes da lei. Outros 41,4% dos agrotóxicos estavam classificados nas classes toxicológicas I e II, as de maior periculosidade.

Segundo o pesquisador da Fundacentro, o que precisa ser feito com mais freqüência, para que o perfil toxicológico dos agrotóxicos vendidos no Brasil realmente mude, é uma averiguação maior dos produtos potencialmente mais tóxicos.

“Se a renovação periódica tivesse sido mantida, o instrumento legal que determina que um novo registro só pode ocorrer caso o produto seja de igual ou menor toxicidade que outros já registrados para a mesma finalidade, talvez pudéssemos ter encontrado proporções menores de produtos de maior grau tóxico”, aponta Garcia.

Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.

Fonte: Eduardo Geraque Agência FAPESP - 08/11/2005

Estudo analisa a correlação de cores de tintas e absorção de calor

Um novo estudo analisou as tonalidades de cores aplicadas com mais freqüência em fachadas de edifícios no Brasil para verificar as diferenças em absorção de calor proveniente da luz solar.

A pesquisa avaliou 78 diferentes cores e tipos de tintas, entre acrílica fosca, acrílica semi-brilho e PVA fosca, extraídas dos catálogos de dois grandes fabricantes brasileiros. As cores que mais absorvem calor são as de tonalidade escura, como o preto, que absorve 98% do calor solar que chega à superfície, cinza-escuro (90%), verde-escuro (79%), azul-escuro (77%), amarelo-escuro (70%), marrom e vermelho-escuro (70%).

O trabalho foi desenvolvido como tese de doutorado por Kelen Almeida Dornelles, no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

“Por absorver grande parte da energia solar, essas cores contribuem para o aumento da temperatura da parede, transmitindo, assim, mais calor para o interior dos ambientes. O resultado é que o consumo de energia elétrica acaba sendo maior, devido ao uso de ar condicionado e de ventiladores”, disse Kelen.

Os resultados do trabalho, orientado pelo professor Maurício Roriz, do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), também valem para telhados, ou seja, telhas de cores claras absorvem menos calor e podem contribuir para o menor consumo energético em dias de sol.

A análise indica que, se as paredes externas fossem pintadas com cores claras, que absorvem pouca radiação solar, o ganho de calor também poderia ser reduzido, minimizando a necessidade de refrigeração artificial. Nesse caso, a cor branca absorve cerca de 20% do calor solar, seguido do amarelo-claro (28%), pérola (28%), marfim (28%), palha (30%), branco gelo (33%) e do azul-claro (35%).

A pesquisadora explica que é difícil traçar uma média geral para quantificar a redução de energia elétrica, devido à grande variedade de tonalidades e tipos de tintas disponíveis no mercado. Mas citou resultados obtidos em um trabalho de mestrado, também apresentado no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil da Unicamp, pela arquiteta Kellen Monte Carrières, que fez uma série de simulações computacionais de tintas e sua relação com o consumo energético, levando em conta características internas de escritórios de São Carlos.

“Ao mudar a cor das paredes de amarelo terra, que tem uma tonalidade mais escura, para branco, por exemplo, as simulações indicaram uma redução do consumo de energia elétrica anual para refrigerar o ambiente de até seis vezes. Ou seja, o impacto é muito grande”, disse Kelen. Isso considerando o mesmo tipo de tinta, a acrílica fosca, e apenas mudando a cor superficial da tinta.

Segundo a engenheira civil, o tipo de acabamento da tinta utilizada também interfere na quantidade de calor absorvida pelas superfícies pintadas com uma mesma cor: as tintas acrílicas com acabamento semi-brilho absorvem mais calor solar do que as acrílicas com acabamento fosco.

Tonalidades claras, menos luz
O professor Maurício Roriz destaca que é preciso ter cautela na hora de escolher as tonalidades. As duas pesquisas orientadas por ele também indicaram que a cor branco gelo, por exemplo, reflete menos luz do que cores como marfim, pérola, palha (tons de amarelo-claro) e erva-doce (verde-claro).

“É preciso ficar atento porque a coloração das tintas pode enganar. Em ambientes externos, nem sempre as cores mais claras absorvem menos luz solar, uma vez que mais da metade do espectro da radiação solar está na região do infravermelho, que não é visível a olho nu. Com isso, uma superfície visualmente clara pode concentrar mais calor do que uma superfície um pouco mais escura”, disse Roriz.

Segundo ele, o desempenho térmico e energético da edificação também é influenciado pelo projeto arquitetônico do edifício, que, para a economia de energia, deve priorizar a iluminação natural e a ventilação adequada. Roriz calcula que os edifícios sejam responsáveis por cerca de 34% de toda a energia produzida no Brasil.

Um dos maiores desafios das pesquisas desenvolvidas na Unicamp e na UFSCar é fazer com que seus resultados cheguem até a população para a escolha adequada de tintas, levando em conta a diminuição do consumo de energia elétrica.

Para isso, resultados da pesquisa têm sido apresentados em diversos congressos da área, como no 5º Encontro Latino-Americano sobre Conforto no Ambiente Construído, realizado em agosto em Ouro Preto (MG), ou no 10º Congresso Internacional de Tintas, de 24 e 26 de outubro, em São Paulo.

“Nesses encontros, fabricantes de tintas demonstraram interesse em levar esse tipo de informação a seus clientes. Eles têm interesse em tornar disponível dados sobre absortância nos rótulos das tintas. Isso seria algo pioneiro no Brasil e permitiria que os usuários utilizassem a tinta com maior consciência ecológica”, destacou Roriz.

Para ler o artigo Influência das tintas imobiliárias sobre o desempenho térmico e energético de edificações, apresentados nos congressos com base nos resultados da tese de doutorado de Kelen de Almeida Dornelles, clique aqui.


Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp

Estudo internacional sugere fontes energéticas mais sustentáveis

No dia 16 de outubro, o secretário do Meio Ambiente de São Paulo, José Goldemberg, entregou ao ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Sergio Rezende, a versão final do estudo que traz sugestões sobre fontes energéticas mais sustentáveis. O estudo foi realizado a pedido da InterAcademy Council (IAC), uma entidade que congrega 15 academias de ciências de vários países.

De acordo com texto do MCT, este documento, denominado Iluminando o Caminho: em direção a um futuro sustentável para a energia, faz um levantamento de fontes energéticas utilizadas pelo homem e que causaram impactos negativos ao meio ambiente, exemplo disso é a emissão de gases poluentes e tóxicos na atmosfera. O documento ainda aponta ações que devem ser feitas, como a captura do carbono de origem fóssil. O estudo do IAC começou a ser elaborado em 2005, foi liderado pelo Brasil e pela China e custou US$ 1 milhão.

Em entrevista ao Inovação Energética, o secretário Goldemberg explicou como se iniciou o estudo. Há cerca de dois anos, o conselho das academias de ciências de vários países realizaram dois estudos. O primeiro estudo realizado foi sobre agricultura, na África, e o segundo é este que foi entregue ao MCT mês passado. “A Academia da China e do Brasil [Academia Brasileira de Ciências - ABC] sugeriram que houvesse nos países um sistema sustentável, essa é nossa estratégia”, afirma Goldemberg.

O diretor da organização governamental americana Lawrence Berkeley National Laboratory, Steven Chu, e o secretário Goldemberg são co-presidentes do grupo que congrega as 15 academias.

Goldemberg disse que viajou junto ao companheiro Chu pelo mundo em visita às academias de ciências de vários países em busca de subsídios para a realização desse segundo estudo. A apresentação internacional do documento foi realizada no dia 22 de outubro por meio de teleconferência a partir de Beijing, na China. O secretário disse que haverá uma conferência internacional com os representantes das academias, mas o evento ainda não tem data marcada.

O estudo envolve ainda cientistas dos países: Estados Unidos, Egito, Suécia, Quênia, Canadá, Áustria, Reino Unido, Irã, Rússia, Japão e Índia.

Goldemberg contou que as previsões do documento quanto às expectativas e soluções para o setor energético são até 2030. Concluiu afirmando que o estudo é muito interessante e “traz sugestões de como o sistema atual energético pode se tornar sustentável”.

Informações sobre a IAC, pelo site www.interacademycouncil.net . O site da ABC é www.abc.org.br .

Fonte: Inovação Energética

Legalizado plantio do Pinhão-Manso

Em entrevista ao Inovação Energética, o pesquisador da Embrapa Semi-Árido, Marcos Drumond, falou sobre a legalização do plantio do pinhão-manso, que teve sua inscrição aceita pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Registro Nacional de Cultivares (RNC). Devido à maior procura na produção do biodiesel, vários agricultores e produtores estão optando por essa oleaginosa.

Um dos problemas, até então enfrentado, é quanto ao transporte da planta. Muitas vezes o produtor tinha sua carga apreendida por ainda não haver registro da oleaginosa no RNC. Por isso os produtores fizeram pressão ao governo para legalizar o pinhão-manso.

Marcos Drumond explicou que os empresários se organizaram e até criaram uma associação, a Associação Brasileira dos Produtores de Pinhão Manso (ABPPM), sediada em São Paulo. O site da associação é www.abppm.com.br .

Em reunião realizada nos dias 16 e 17 de outubro no Mapa, o presidente da ABPPM, Mike Lu, informou que a área plantada com pinhão-manso já ultrapassou 40 mil hectares. Drumond informou que perguntou a Mike Lu qual era a idade do plantio mais velho e ele respondeu que tinha pouco mais de um ano. “Por aí se nota que tudo é muito recente e muito rápido”, afirma Drumond.

O pesquisador disse que por conta do crescimento do plantio da oleaginosa o Mapa se alertou para o registro do pinhão manso no RNC. “Essa decisão foi resultado de um consenso entre os técnicos que participaram da reunião e mostraram que ainda não há material que possa ser caracterizado como uma cultivar, o que não impede, entretanto, a inscrição da espécie Jatropha curcas (pinhão-manso) no RNC, uma vez que a mesma já possui descrição botânica e existe previsão legal para este procedimento”, explica.

De acordo com o pesquisador, a Embrapa continua desenvolvendo seus trabalhos na busca de um sistema de produção consistente para produção do pinhão-manso.

Fonte:Gabriela Müller / Inovação Energética

1º Seminário de Cooperação Internacional da FSP da USP

Promover a internacionalização da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) é o objetivo central do 1º Seminário de Cooperação Internacional da FSP, organizado pela Comissão de Relações Internacionais (CRInt) da faculdade.

O evento, que ocorrerá no dia 13 de novembro, na capital paulista, reunirá representantes de agências de fomento, de órgãos federais e de instituições estrangeiras de cooperação, além de professores e alunos de graduação e pós-graduação para a troca de informações sobre programas de apoio à mobilidade docente e discente.

Serão apresentados ainda programas de apoio a projetos compartilhados de pesquisa com parceiros internacionais.

Mais informações: www.fsp.usp.br

Fonte: Agência Fapesp

Acontece hoje o lançamento do site do Programa de Cooperação Interinstitucional de Apoio à Pesquisa sobre o Cérebro - CInAPCe

O lançamento do site do Programa de Cooperação Interinstitucional de Apoio à Pesquisa sobre o Cérebro (CInAPCe), nesta quinta-feira (8/11) às 15 horas, marca o início de uma nova etapa no programa criado pela FAPESP há três anos para apoiar projetos de pesquisas em neurociências.

A cerimônia de lançamento do Portal CInAPCe ocorrerá na sala de videoconferências da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e será transmitida pelo novo site, em www.cinapce.org.br .

Segundo Fernando Cendes, coordenador-geral do CInAPCe e professor do Departamento de Neurologia da FCM, o lançamento do site ocorre no momento em que o programa entra em uma fase de consolidação e adquire equipamentos de grande porte.

“As atividades de pesquisa começaram efetivamente em 2007, depois de três anos de articulações para envolver diversos centros de pesquisa em trabalhos conjuntos. Ao mesmo tempo, o processo de importação dos equipamentos está em fase final”, disse Cendes.

Seguindo o modelo utilizado nos programas Genoma e Biota, também da FAPESP, o CInAPCe prevê a formação de uma rede de cooperação entre diversos grupos de pesquisa paulistas. De acordo com Cendes, o programa tem atraído grande número de doutorandos e pós-doutorandos.

“Há uma série de projetos em andamento ligados ao CInAPCe. Na próxima reunião poderemos, pelo número de bolsas, avaliar quantos pesquisadores estão envolvidos. Mas já sabemos que o grupo tem tido um crescimento muito grande”, disse.

Um dos principais interesses do programa, segundo Cendes, é a implantação de infra-estrutura adequada para a pesquisa. São Paulo conta hoje, por exemplo, com vários equipamentos de ressonância magnética de 1,5 tesla (medida de indução magnética e de densidade de fluxo magnético), mas nenhum de 3 tesla.

“Adquirimos uma dessas máquinas, que será operada em rede, otimizando recursos técnicos e humanos para a pesquisa em neurociências – que é um dos objetivos do programa”, contou.

O coordenador-geral do programa explica que a densidade maior de fluxo magnético do equipamento de 3 tesla poderá ser fundamental para resolver determinados problemas científicos. “Muitas vezes o pesquisador tem perguntas relevantes que não podem ser respondidas por falta de ferramentas adequadas.”

Além disso, o equipamento incorpora novas tecnologias que serão úteis do ponto de vista da inovação tecnológica. “Vamos trabalhar junto ao fabricante no desenvolvimento de componentes para o aparelho”, disse.

A parceria entre universidade e empresa, segundo Cendes, permitirá que os protocolos de aquisição oferecidos pelo fabricante sejam abertos, possibilitando que os pesquisadores brasileiros desenvolvam novos componentes de acordo com as necessidades científicas. “Temos profissionais de todas as áreas com know-how para desenvolver novas patentes nessa área. A parceria permitirá isso”, afirmou.

De agora em diante, segundo o professor, a tendência é que o grupo cresça e se torne cada vez mais estruturado. “Os pesquisadores que entram no programa mantêm a independência, mas se beneficiam da atuação em grupo, potencializando sua capacidade de produção científica”, disse.

Multidisciplinar por natureza, a área de neurociências evolui mais rapidamente com a atuação em redes de pesquisadores que reúnem diferentes abordagens, segundo Cendes. “Além de possibilitar um pensamento científico mais elaborado, a visão a partir de ângulos distintos aumenta as chances de aparecimento de projetos inovadores que realmente façam diferença”, explicou.

O CInAPCe pretende montar uma rede de alta velocidade interligando os centros de pesquisa participantes. “É possível que essa rede seja vinculada ao projeto KyaTera”, disse.

As diretrizes do programa definem que, em sua primeira fase, ele apoiaria projetos de pesquisa voltados para o estudo da epilepsia a partir de sistemas de ressonância magnética.

“O programa já conta com diversos trabalhos em vias de publicação. Alguns deles renderam prêmios internacionais a estudantes de pós-graduação. A pesquisa está em andamento. Nosso desafio agora é prestar contas em termos de produção científica inovadora e aumentar a integração dos centros”, destacou Cendes.

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

Universidade brasileira não está estruturada para aplicar conhecimento

O pesquisador do Instituto de Pesquisa Economica e Aplicada (Ipea), Devonzir Arthur Gusso, disse, hoje (7), durante a 1ª Conferência Estadual de C&T do Paraná, que a universidade está, atualmente, estruturada para adquirir conhecimento e não aplicá-lo. Na avaliação de Gusso, a universidade e os institutos de pesquisa têm um papel fundamental na estruturação da política de desenvolvimento do país. “A universidade tem que buscar isso e ser mais ousada.”

O pesquisador acredita que as universidades devem trabalhar para atuar nesse novo modelo econômico, em que países estão crescendo mediante a aplicação da tecnologia. “Estamos formando operadores de tecnologia e não uma pessoa que conhece a tecnologia e sabe aplicá-la”, enfatizou.

Ele observou ainda que a sociedade deve questionar a constituição das universidades e a forma como elas estão atuando. “Qualquer aglomerado de faculdade hoje se coloca uma placa dizendo que é universidade. E a pesquisa?”, questionou.
O pesquisador lembrou que o país insiste em colocar todas as pessoas no ensino superior, sendo que em muitos lugares de todo o mundo há uma educação terciária técnica que aqui não existe. Ele lembra que esses profissionais também são os responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia.

Dados apresentados por Gusso mostram que dois terços dos doutores formados em todo o país permanecem nas universidades em atividades de ensino e pesquisa. Ele lembra que o país possui um nível satisfatório na formação de doutores e na excelência científica, mas ressalta que não há um esforço mecanizado para colocar nas salas de aula as tendências globais.

Para ele, o Brasil não possui uma estratégia de desenvolvimento de longo prazo. “O país percorre lento e hesitantemente o caminho do desenvolvimento”, avaliou. Ele considera que o Brasil está ficando para trás quando se avalia o cenário de crescimento da China e da Índia na economia mundial.

É preciso, na opinião de Gusso, melhorar os padrões de comunicação e a sinergia entre os sistemas de pesquisa e de produção. Ele diz que o país pode olhar um pouco mais para ver o que a Ásia e a Europa estão fazendo e se reestruturar. “Pesquisadores e agentes de inovação serão melhor formados e empregados quanto melhores forem as estratégias”, finalizou.

Fonte: Tatiana Fiuza / Gestão CT

2º Congresso Internacional de Neuropsicologia

O 2º Congresso Internacional de Neuropsicologia e o 9º Congresso Brasileiro de Neuropsicologia serão realizados de 12 a 14 de novembro, em São Paulo, reunindo convidados internacionais e brasileiros para apresentação de recentes avanços e pesquisas na área.

Os eixos temáticos do encontro serão “Avaliação e diagnóstico em neuropsicologia”, “Memória”, “Envelhecimento e demência”, “Função executiva”, “Neuropsicologia da aprendizagem”, “Linguagem e praxia”, “Transtorno obsessivo-compulsivo” e “Neuropsicologia das emoções”.

A promoção é da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia (SBNp).

Fonte: Agência Fapesp

Risco de P&D deve ser compartilhado com setor público, afirma pesquisador

Para o pesquisador João Alberto de Negri, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o “risco de criatividade”, quando se faz inovação tecnológica (nas empresas), deve ser compartilhado com o setor público. A idéia foi defendida, hoje (7), durante a Conferência Estadual de C&T do Paraná, que acontece em Londrina (PR).

Ele explica que toda empresa possui dois tipos de risco no processo de produção de inovação tecnológica. O primeiro deles é o risco empresarial, que deve ser assumido, em sua avaliação, pela própria empresa. O segundo risco é o que envolve a criatividade, são os investimentos em P&D que são feitos sem se levar em conta se vai gerar um produto ou um processo realmente inovador. “Esse risco deve ser compartilhado com o Estado”, disse.

Negri ressaltou que as empresas que estão promovendo o crescimento do país são aquelas que estão investindo em P&D de forma contínua. “Mas elas ainda fazem os investimentos do próprio bolso”, salientou.

O pesquisador conta que uma das propostas do Ipea, que foi incorporada pelo MCT no Plano de Ação para os próximos quatro anos, previsto para ser lançado este mês, é elevar o percentual de investimentos em P&D com base no PIB. A idéia, levantada por Negri, é que se aplique R$ 1 bilhão nas empresas, por ano, nos próximos oito anos até se alcançar um investimento de R$ 8 bilhões para P&D. O pesquisador explica ainda que, num primeiro momento, pretende-se beneficiar 5 mil empresas.

Diagnóstico
Negri fez ainda um diagnóstico da situação da inovação tecnológica no país. Ele explica que o Brasil possui menos de uma pessoa por empresa envolvida na área de P&D. Em países como França e Alemanha, esse índice chega a 14,3 e 8,7 pessoas, respectivamente. “O Brasil está muito abaixo dos padrões internacionais”, afirmou.

Ele apresentou ainda os investimentos públicos feitos nas empresas para que elas façam inovação. Cerca de 10% do total que a empresa investe para inovar no Brasil são provenientes de recursos públicos. O pesquisador ressalta que a média da União Européia de empresas que recebem investimentos de fundos públicos é de 45% do total investido em inovação. Ele lembra que na Europa boa parte desses recursos são com taxas de juro zero. “No Brasil, os projetos são financiados com as taxas de mercado, a exceção dos poucos programas que a Finep desenvolve para reverter esse quadro.”

Outra pesquisa, realizada por Negri, levantou os dados sobre inovação tecnológica no Brasil e comparou com empresas similares da Argentina, México e Espanha. “O Brasil está numa média boa nessa comparação. Poderíamos fazer melhor, mas há um esforço que está sendo realizado para que os percentuais sejam maiores”, avaliou.

Ele salientou ainda que parece não haver no país um consenso de que de fato é a inovação tecnológica que promove o desenvolvimento. Em sua opinião, o Brasil tem boas condições de se inserir com tecnologia no mercado para competir. Negri acredita que o país nunca vai deixar de ter boas condições de atuar na área agrícola. “Mas esse é o momento em que há a oportunidade de se desenvolver renda e riqueza para o país por meio da inovação tecnológica. Deve-se estimular a P&D nas empresas e intensificar, nessa área, o que o governo está fazendo de forma acanhada”, observou.

Redes
O vice-presidente da ABIPTI pela região Sul, Aldair Tarcísio Rizzi, que participou do debate, considera que as empresas brasileiras ainda não sabem aproveitar o potencial de pesquisa e desenvolvimento que as universidades e os institutos de pesquisa tecnológica (IPTs) possuem.

“Os empresários quando precisam desenvolver P&D internamente pinçam um pesquisador da universidade e levam para a empresa, o que torna a relação mais pessoal do que institucional”, salientou. Ele ressaltou a necessidade da constituição de redes de pesquisas que integrem tanto as universidades quanto os IPTs às empresas.

Rizzi, que também é superintendente do Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec), lembrou que há três eixos: a empresa precisa investir em P&D; a universidade deve promover ações para aplicar o conhecimento na produção; e os institutos de pesquisa devem desenvolver inovação tecnológica, mas precisam se articular com o meio acadêmico para formar massa crítica. As redes, na opinião do vice-presidente, proporcionariam essa interação entre as três instituições.

Fonte: Tatiana Fiuza / Gestão CT

Brasileiros participam na elaboração de catálogo de seqüencias de DNA de moscas drosófilas

Evolution of genes and genomes on the Drosophila phylogeny

Um consórcio internacional de pesquisadores, com importante participação brasileira, compilou um catálogo de seqüências de DNA de 12 espécies diferentes de moscas drosófilas.

O feito permitirá uma importante ampliação no conhecimento de uma das mais importantes espécies para estudos em biologia. Os resultados dos trabalhos foram publicados em oito artigos na edição desta quinta-feira (8/11) da revista Nature. Pesquisadores das universidades federais de Pernambuco (UFPE), Rio de Janeiro (UFRJ) e Rio Grando de Sul (UFRGS) participaram de um dos textos.

De acordo com Antonio Bernardo de Carvalho, professor do Departamento de Genética da UFRJ e um dos autores brasileiros do estudo, a partir dos resultados, cada área da biologia desenvolverá investigações específicas.

“É um estudo muito amplo. Pesquisadores de cada área vão trabalhar em artigos que explorem temas específicos. O estudo de uma grande quantidade de genomas parecidos proporciona a análise comparada sob inúmeras perspectivas”, disse Carvalho.

A pesquisa envolveu o seqüenciamento dos genomas de dez espécies de drosófilas, além das seqüências genéticas já publicadas da Drosophila pseudoobscura e da célebre Drosophila melanogaster, utilizada em ampla gama de estudos genéticos.

O grupo de Carvalho contribuiu com estudos sobre o cromossomo Y da Drosophila melanogaster, sua especialidade desde 1995. “Pudemos observar que, ao comparar cromossomos de várias espécies, a maioria apresentava pouquíssima variação genética, ao contrário do cromossomo Y, no qual apenas 30% dos genes se conseram”, destacou.

De acordo com os autores dos trabalhos, a análise comparativa de genomas múltiplos em um único quadro filogenético aumenta radicalmente a precisão das inferências evolucionárias, produzindo resultados mais robustos do que a análise de um único genoma.

O conjunto de genomas das 12 espécies de drosófilas permite o estudo de taxas e padrões de divergência de seqüências, que podem trazer esclarecimentos sobre os processos evolucionários em escala genômica.

“Com a comparação, podemos detectar graus diferentes de divergências entre os genes da drosófila no decorrer de seus 60 milhões de anos de evolução. Uma espécie muito similar – a D.simulans, tem um gene que está presente apenas na D.melanogaster. Com isso, sabemos que tal gene foi adquirido há 5 milhões de anos, quando as espécies se separaram”, explicou Carvalho.

A análise comparativa, segundo os autores, também é importante porque as seqüências que resistiram a forças seletivas de evolução desde a mosca até a espécie humana podem ter grande significado funcional.

Segundo o artigo, as novas seqüências genômicas expandem as ferramentas genéticas que fizeram da Drosophila melanogaster um modelo proeminente para a genética animal. Isso deverá estimular pesquisas importantes sobre mecanismos de desenvolvimento, biologia celular, genética, doenças, neurobiologia, comportamento, fisiologia e evolução.

Apesar das notáveis semelhanças entre as espécies de drosófilas apresentadas, os pesquisadores identificaram diversas mudanças em genes codificadores de proteínas, em RNA não-codificantes e em regiões cis-regulatórias (que regulam a expressão genética em uma mesma fita de DNA ou RNA). Isso poderá provar e sublinhar diferenças na ecologia e no comportamento das diversas espécies.

A notável diversidade das espécies de drosófilas as tornam ideais para análises comparativas de dois aspectos evolucionários complementares: a seleção negativa – ou a presença de elementos genômicos funcionais que, apesar de terem passado por mutações, não tiveram mudança de função – e a seleção positiva, na qual há aquisição de novas funções em espécies diferentes.

Ao comparar os genomas das 12 espécies, os pesquisadores mostraram que, tanto em pequena como em grande escala, os rearranjos genômicos são extremamente comuns.

Também ressaltaram que cerca de um terço dos genes passou por seleção positiva por meio de mutações que afetam a posição de pelo menos um aminoácido. Isso sugere que a seleção positiva ocorre por meio de vários genes em um genoma.

Além de Bernardo de Carvalho, participaram do estudo seu orientando de doutorado Leonardo Koerich, da UFRJ, Ana Garcia e Vera Valente, da UFRGS, Tania Rieger, da UFPE, e Claudia Rohde, da UFPE de Vitória de Santo Antão.

O artigo Evolution of genes and genomes on the Drosophila phylogeny, que conta com a participação de pesquisadores brasileiros, e os demais podem ser lido por assinantes da Nature em http://www.nature.com/ .

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

Por que GESITI ?


A segunda edição do livro da serie “Por que GESITI? (Por que Gestão dos Sistemas e Tecnologias de Informação?), com ênfase em – Segurança, Inovação e Sociedade –” apresenta, em seus onze capítulos, temas como: aspectos sócios técnicos da segurança da informação, segurança nacional e monitoração da Amazônia, alinhando TI ao mercado, ; reestruturação produtiva e a evolução dos sistemas de informação na gestão das empresas, comércio eletrônico no Brasil: tendências e oportunidades, governo eletrônico e aspectos sócios técnicos, sistemas de informação e inteligência competitiva, cadeia de suprimentos e aspectos sócios técnicos, Cobit e Itil na gestão de TI, e modelos de indicadores estratégicos em informação, conhecimento e tecnologia na gestão organizacional.

Os interessados na publicação podem acessar o endereço: http://www.uca.portalabipti.org.br/portais/gesiti/

Fonte: Prof. Antonio José Balloni/ CenPRA

Brazil to Host World Aerospace and Defense Summit on Micro-Nano-Technologies

"Brazil has been chosen as the venue for the CANEUS 2008 Conference - the World's premier conference on Micro-Nano-Technologies (MNT) for Aerospace Applications," announced Dr. Milind Pimprikar, the Chairman of the International CANEUS Organization.

The CANEUS 2008 Conference will be held November 9-14, 2008, in the city of São José dos Campos, home of both the Brazilian aeronautics giant, Embrear Corp., and the Brazilian Space Agency. Located in the state of São Paulo, São José dos Campos is Brazil's thriving hub of aerospace and defense activities, confirmed Rosane Argou Marques, Project Manager, from the Brazilian Agency for Industrial Development, and Col. Dr. Carlos Fernando Rondina Mateus, the EAv's Vice-Director for Technology

The decision to select Brazil as the venue for the CANEUS 2008 Conference was made by the CANEUS Board of Directors, which noted the strong commitment made by the Government of Brazil and the Brazilian aerospace industry to the rapid and cost-effective infusion of MNT into aerospace and defense systems. The International CANEUS Organization congratulates Brazil as a nation, and in particular, key Brazilian organizations: the ABDI, Ministry of Air Force and Embraer Corp, for taking a leadership role in hosting the unique, global CANEUS Conference in Brazil, added Dr. Minoo Dastoor, Chief Technologist, NASA HQ IPP- Innovative Partnership Program.

ABDI President, Reginaldo Arcuri commented, "Welcoming the CANEUS 2008 conference to Brazil represents an important part of our overall strategy to encourage aerospace innovation within Brazil, and integrate it with similar developments in other countries around the world."

"Over the past decade, within Brazil, we have attracted some of the aerospace industry's most successful companies along with their supply chain organizations to our São José dos Campos region," added Col. Darcton Damiao, IEAv Director.

"Here, they find a perfect combination of a pro-aerospace government, an established professional infrastructure, and access to world-class researchers and universities. The CANEUS 2008 Conference represents an important opportunity for Brazil to showcase its vigorous aerospace industry and MNT research activities to the rest of the world, as
well as form robust international partnerships."

CANEUS USA President, Dr. Thomas George, commented "We sincerely hope that the Brazilian example will also inspire other countries, regionally within South America, with similar aerospace aspirations, to also participate in the global CANEUS 2008 Conference." "The International CANEUS Organization has invested considerable effort and resources to ensure that a strong partnership is built with key Brazilian organizations, upon which is based the success of the CANEUS 2008 Conference and all future activities related to the CANEUS MNT Concepts-to-Systems mission," added Dr. Oudea Coumar, President of CANEUS Europe and R&D Manager at EADS Corporation, France.

By hosting the CANEUS 2008 Conference in Brazil, the International CANEUS Organization has also made a long-term commitment to establish a CANEUS Regional Secretariat in Brazil. Both CANEUS and the Brazilian organizations will work together to strengthen these links with the ultimate goal of facilitating both technology exchanges and collaborative MNT-based pilot projects involving strong participation by both Brazilian industry and research institutions, commented Dr. Meyya Meyyappan, Chief Scientist for Exploration Technology, Center for Nanotechnology, NASA Ames.

Contacts:
Milind Pimprikar, Chairman, CANEUS International
Tel: 1-514-4993959
E-mail: mp@caneus.org

Rosane Argou Marques, Project Manager, Brazilian Agency for Industrial Development
SBN Quadra 1, Bloco B, 5º andar, Sala 504, Ed. CNC
ZIP: 70041-902 – Brasília – DF - Brazil
Phone: +55.61.3962.8700Fax: 55.61.3962.8715
E-mail: rosane.marques@abdi.com.br
Webpage: http://www.abdi.com.br

Carlos Fernando ondina Mateus, Ten Cel Av, Ph.D.
IEAv’s Vice-Director for Technology
Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA)
Instituto de Estudos Avançados (IEAv)
Vice-Direção Técnica
Tel: +55 (12) 3947-6752
Fax: +55 (12) 3944-1177

About CANEUS Conferences:
The biennial CANEUS World Conferences are unique, complex and comprehensive events spanning all levels of MNT development from pure research at the laboratory level to system-level development for aeronautics, space and defence applications.

The CANEUS Conferences are unlike any others in that they provide attendees with tangible, measurable deliverables. CANEUS Conferences offer participants an exceptional opportunity to take part, first-hand, in the creation of continuous, smoothly functioning technology development “pipelines” for transitioning emerging MNT concepts to Aerospace systems.

The CANEUS conferences unite the worldwide communities of technology developers, end-users, and funding sponsors. The impressive list of speakers and attendees include world-renowned scientists, engineers, program managers, investors and policy-makers from across the globe. Given the focused objectives and unique structure of the CANEUS Conference, each of the 120+ speakers, presents by invitation only, and is a world-class authority in his or her respective field.

Website: http://caneus.org/CANEUS08

Source: CTA

Acordo entre governos de SP e da Catalunha aumentará eficácia na identificação de Aids e Hepatite C

A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo anunciou um acordo com o objetivo de tornar mais eficazes os testes de sangue que identificam os vírus da Aids e da hepatite C.

A idéia é reduzir a ocorrência da janela imunológica, período em que o exame sorológico utilizado atualmente no Brasil pode não identificar anticorpos de uma doença na corrente sangüínea, produzindo o chamado “falso-negativo”.

A cooperação técnica foi firmada na quarta-feira (7/11), na capital paulista, com o governo da Catalunha e permitirá que profissionais dos bancos de sangue do estado sejam treinados por técnicos espanhóis para dominar a aplicação de uma nova metodologia, denominada NAT (de Nucleic Acid Test), utilizada em diversos países.

Segundo a secretaria, com o NAT será possível diminuir em cerca de 50% a janela imunológica nos testes de HIV, passando de 22 para 11 dias. No caso dos exames de hepatite C, o tempo poderá cair de 70 para 12 dias, o que representaria redução de 82%.

O acordo ainda permitirá que os profissionais de São Paulo e da Catalunha façam intercâmbio de conhecimento em áreas como doação e transfusão de hemoderivados, hemovigilância, imunohematologia, organização de coletas, bancos de sangue de cordão umbilical e terapia celular para tratamento de doenças, principalmente na área cardiovascular.

“As autoridades de saúde da Catalunha têm especial interesse no estudo de fenótipos sangüíneos raros encontrados em países da América Latina, já que recebem muitos imigrantes. Esse acordo será fundamental para que os dois países aprimorem seus serviços na área de bancos de sangue e hemoderivados”, disse Osvaldo Donnini, coordenador da Hemorede Estadual.

O convênio prevê ainda que profissionais de saúde ligados ao governo catalão sejam treinados para incorporar metodologias utilizadas nos bancos de leite humano do Estado de São Paulo, incluindo atividades de promoção da doação, logística de coleta, tratamento e distribuição de leite materno.

Mais informações: http://saude.sp.gov.br

Fonte: Agência Fapesp

Workshop da Aneel discutiu temas estratégicos em P&D

No dia 25 de outubro, foi realizado workshop sobre Temas Estratégicos em Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico no Setor de Energia Elétrica, na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em Brasília.

O superintendente de Pesquisa, Desenvolvimento e Eficiência Energética, Máximo Luiz Pompermayer, fez palestra mostrando os aspectos gerais sobre a nova regulamentação para avaliação de programas de P&D e disse que a idéia do workshop foi a de nortear e verificar o que as empresas e os pesquisadores têm feito. Durante o encontro, foram discutidos os futuros projetos e os já existentes na área energética.

O objetivo do encontro foi reunir consultoria especializada para auxiliar nos temas prioritários para investimentos em projetos no setor energético. Foram convidados especialistas, representantes de empresas e instituições. Participou do evento, representando a ABIPTI, o secretário executivo adjunto da Associação, Zuhair Warwar.

Prioridades
O professor e consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), José Galizia Tundisi, ressaltou, em sua palestra, as prioridades estratégicas do setor e falou sobre a possível construção de hidrelétricas na Amazônia, para se manter a matriz energética.

Já o professor Petr Ekel, também consultor do Pnud, falou sobre as áreas de investimento em energia, mas com ênfase em planejamento estratégico com foco no meio ambiente e, principalmente, na segurança dos meios elétricos. Ekel falou da importância de estudos de impacto no desenvolvimento de sistemas de monitoramento de máquinas e centros energéticos em tempo real para aumentar a segurança dos equipamentos. Ele disse que as empresas do setor devem analisar a gestão dos riscos e traçar um planejamento estratégico, a exemplo dos planos plurianuais de investimento.

Desafios
O professor Carlos Pérez, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), iniciou sua apresentação ressaltando que as instituições do setor de energia só lembram de agir quando acontece algum problema. Como exemplo, o professor falou sobre a questão ambiental, já que esta é responsável por grande parte da degradação dos materiais e equipamentos do setor de energia.

Algumas das sugestões do professor para melhoria das empresas do setor são: realizar inovação; melhorar a capacitação dos profissionais da empresa; ampliar as parcerias em P&D; realizar a criação de centros de excelência para desenvolver tecnologia.

Perdas
Para o gestor da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), Pedro Roberto Paiva Dantas, o mercado cresceu e as perdas também. “Em todos os países as perdas existem, esse fato não é exclusivo de países em desenvolvimento”. Ele explicou que as perdas elétricas são divididas em: perdas não-técnicas e perdas técnicas.

Entre as perdas técnicas estão as seguintes: risco de acidentes na empresa (morte de funcionário); concorrência desleal; fraude e a impunidade. Já a perda não-técnica é quando o consumidor consumiu e a empresa não faturou, explica Dantas.

Sobre as fraudes, Dantas explicou que elas ocorrem em todas as localidades brasileiras, principalmente em favelas, onde muitas vezes a companhia de energia não consegue entrar devido ao difícil acesso e a maioria das pessoas que ali moram recebem a energia por meio de ligações clandestinas, sem pagar qualquer custo.

Ele sugeriu que as empresas avaliem as perdas técnicas; aumentem a qualidade dos serviços para diminuir perdas; e realizem inovações tecnológicas. Como exemplo, Pedro citou os de empresas que já possuem tecnologias que evitam e também captam fraudes pelo menos de usuários cadastrados. Ele explica que, nesses casos, o consumidor, ao fraudar, por exemplo, enviando um sinal para mais cinco pontos, envia, sem saber, uma “mensagem” que imediatamente transmite sinal que faz queimar seu aparelho de energia. Outra sugestão de Dantas para redução das fraudes é realizar campanhas publicitárias, com esclarecimentos para a população.

Informações sobre a Aneel podem ser obtidas pelo site www.aneel.gov.br .


Fonte: Gabriela Müller / Inovação Energética