sábado, 3 de novembro de 2007

Ministério da Agricultura cria banco de dados sobre bactérias e microorganismos

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento criou um banco de dados sobre as principais bactérias e microorganismos que podem contaminar os produtos de origem animal e vegetal.

"Nós teremos um censo de todos os microorganismos que serão detectados durante o processo de análise dos alimentos e que funcionará como uma biblioteca a fim de catalogá-los pelo DNA, como se fosse uma impressão digital", explicou a coordenadora de Apoio Laboratorial do ministério, Josinete Barros de Freitas, em simpósio realizado ontem (30) para representantes de universidades, institutos de tecnologia e laboratórios.

Montado por cientistas e técnicos, o banco de dados reunirá informações laboratoriais sobre os alimentos que possibilitarão a identificação do momento em que eles foram contaminados e a origem do problema.

Além dos recentes problemas de contaminação de leite, recentemente deputados irlandeses e ingleses do Parlamento Europeu questionaram a qualidade do controle sanitário brasileiro na carne exportada para a Europa.

“Estamos trabalhando com métodos internacionalmente reconhecidos, tanto pela Comunidade Européia quanto pelos Estados Unidos, o que será importante para atingir o mercado”, acrescentou Josinete Freitas.

Fonte: Mariana Jungmann/Agência Brasil

Motor movido a ar comprimido é inventado por mecânico no E.S.

Ele não rejeita a comparação com o Professor Pardal das histórias em quadrinhos, mas o mecânico Antônio "Pedro" Dariva, leva a sério sua invenção: um motor que funciona com ar comprimido. Sem o uso de combustíveis e capaz de se auto-abastecer, o equipamento é apontado pelo seu criador como o novo paradigma em motores.

Tudo começou há mais de 25 anos, quando Dariva teve a idéia de usar o ar comprimido para mover os pistões de um motor. "O motor a combustão funciona por causa do aumento de pressão. Então eu pensei que se usasse outro produto para provocar essa mudança de pressão, seria possivel fazer o mecanismo funcionar, sem jogar mais poluição no ar e sem depender do petróleo", conta o inventor.

Da idéia inicial até o primeiro protótipo, foram cinco anos. A primeira patente foi obtida em 1994. Mas para chegar no nível atual de eficiência, foi necessário investir tempo e quase todo o dinheiro que ganha trabalhando na oficina mecânica da família, localizada em Vila Velha, região metropolitana de Vitória.

Para aprimorar seu projeto, Dariva, que não tem formação acadêmica, estudou o comportamento dos gases. O motor funciona com ar atmosférico comprimido. Um cilindro, semelhante aos utilizados por mergulhadores, é o "tanque de combustível". Na verdade, segundo o inventor, o ar comprimido no cilindro serve para dar a partida no motor, que tem a capacidade de devolver ao cilindro 75% do ar consumido.

"Até aqui, chegamos a uma eficiência de 70, 75%. Isso significa que o motor repõe o ar comprimido enquanto funciona, aumentando a autonomia.

No futuro, com a utilização de materiais e tecnologias mais avançadas, acredito que vamos poder aumentar isso", explica Dariva.

Montagem
Todo as etapas do projeto, da concepção à fundição e usinagem das peças, foram executadas pelo mecânico, com a ajuda de alguns amigos. "Sem eles, eu não chegaria até aqui. Teve muita gente trabalhando de graça, de noite, para me ajudar nisso".

O princípio de funcionamento é aparentemente simples: depois de acionado, o motor recolhe o ar do meio ambiente e o comprime em uma câmara, onde a temperatura chega a aproximadamente 400ºC. Neste momento, o ar se expande, liberando a energia necessária para mover os pistões e fazer o motor funcionar.

Nesse processo, o ar se resfria rapidamente e é expelido a uma temperatura de 10 graus negativos. "Como o ar expelido é mais frio que o ambiente, ele pode ser utilizado como refrigeração do carro e até no ar condicionado. Isso ajuda a proteger a camada de ozônio. Além disso, o motor capta ar quente e poluído e devolve ar frio e filtrado para a atmosfera", afirma o inventor.

Como não utiliza a queima de combustíveis para gerar energia, o motor a ar comprimido é totalmente não poluente. O óleo lubrificante também tem um rendimento superior, podendo durar até quatro anos, porque não se contamina com resíduos da combustão.

Potência
Dariva já tem dois protótipos prontos, funcionando, que foram apresentados na Feira Internacional de Econegócios e Tecnologias Limpas, realizada no último fim de semana no município de Serra, região metropolitana de Vitória. O primeiro é um motor de 2 cilindros, com potência de 30 HP a 3 mil RPM. O segundo, um motor de 10 cilindros - sendo 8 ativos e 2 para reabastecimento - com potência de 70 Hp a 4 mil RPM.

Ele afirma que um veículo com este motor, utilizando um cilindro de 24 metros cúbicos, igual aos usados por veículos movidos a gás natural (GNV), poderá rodar 350 Km sem reabastecer. "Como ainda não alcançamos 100% de eficiência, depois de um tempo o motor perde pressão e é preciso recalibrar o cilindro", explica.

Agora, o inventor capixaba sonha com a produção em série desses motores. Para isso, ele criou um empresa, dedicada à captação de recursos para o desenvolvimento de tecnologias ecológicas. "Com a ajuda de investidores, será possível tornar esse sonho realidade", afirma Dariva.

Fonte: Jornal do Meio Ambiente

Laser a fibra óptica de alta potência do IEAv é utilizado na indústria

Empresas como a Boeing, Airbus e Bombardier possuem acordos de cooperação com centros de pesquisa em laser. Os laboratórios desenvolvem tecnologias de fabricação que elas empregam na produção de seus jatos.

Para manter a competitividade da indústria aeroespacial brasileira é necessário que a união indústria e centro de pesquisa também aconteça aqui no Brasil. Buscando o avanço tecnológico do setor, o Instituto de Estudos Avançados (IEAv), do Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), adquiriu em 2006 uma estação de processamento de materiais com laser a fibra óptica de alta potência.

Instalado no Laboratório Multiusuário de Desenvolvimento de Aplicações de Lasers e Óptica (Dedalo) do IEAv, o laser a fibra oferece uma série de vantagens quando comparado aos lasers tradicionalmente empregados na indústria, como os de dióxido de carbono (CO2) e o de neodímio-YAG (Nd: YAG).

O equipamento é extremamente compacto, ocupa uma área de apenas 1m². Sua eficiência é superior a 25%, o que implica num baixo custo de energia, lembrando que os outros tipos de lasers possuem eficiência inferior a 10%. Outro diferencial é quanto à qualidade do feixe de radiação, que possibilita um diâmetro focal menor, elevando a intensidade da luz e diminuindo a perda de material durante o corte. Mas, a principal vantagem do equipamento, quando se trata de aplicações industriais, é a não necessidade de manutenção. O fabricante do laser garante até 100 mil horas de utilização sem troca de peças.

“É um sistema simples, com baixos custos de operação e manutenção e que já foi adotado pelos grandes centros de pesquisa mundiais. A procura por este tipo de dispositivo foi muito grande no ano passado. Acredito que dentro de alguns anos o aparelho de laser a fibra óptica será o padrão industrial”, diz Rudimar Riva, chefe do Laboratório Dedalo.

A instalação do laser faz parte do projeto Prolaser e foi financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), um investimento de cerca de R$1 milhão. Também contou com recursos do próprio IEAv e com o apoio do Instituto Fábrica do Milênio, que reúne indústrias e universidades que pesquisam processos de fabricação.

O projeto também é realizado em parceria com a Embraer já que visa desenvolver tecnologias que permitam a redução do custo de fabricação e operação das aeronaves. Esta integração possibilita a capacitação de engenheiros e técnicos da indústria que podem transferir os resultados das pesquisas mais facilmente para o sistema de produção da empresa.

“O objetivo do projeto e do laboratório é fomentar a inserção do laser nas indústrias. Além do setor aeroespacial, o laser a fibra também pode ser utilizado em aplicações da indústria metal-mecânica e automobilística, por exemplo. Queremos estimular as pesquisas e o desenvolvimento de novas tecnologias em parceria com as indústrias”, explica Riva.

Outra preocupação dos pesquisadores do IEAv é a formação de pessoal especializado, com conhecimento científico da área. “Priorizamos a participação de alunos de vários níveis nos projetos que desenvolvemos no laboratório. A procura por inovação tecnológica está crescendo, então a demanda por profissionais especializados também aumentará”, esclarece Riva.

Experiência com a Tupy
A indústria Tupy, do setor de fundição, é um exemplo de empresa que já foi beneficiada pelo laser a fibra do laboratório do IEAv.

Para fechar um contrato de fornecimento de peças automotivas para a montadora General Motors, nos Estados Unidos, a empresa precisava dominar uma tecnologia capaz de realizar fraturas induzidas por laser em estruturas de motores automotivos como as capas de mancais.

Utilizando a nova estação de processamento de materiais com laser a fibra óptica de alta potência este processo foi possível.

Em cerca de um mês, os pesquisadores conseguiram provar a viabilidade de realizar microrranhuras a laser guiadas por fibra óptica no bloco de ferro que pode ser fraturado, com segurança e precisão, por meio de uma forte pressão de uma cunha hidráulica na montagem dos motores.

A empresa Lasertools e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) também colaboraram no projeto. A Tupy passará a fornecer, a partir de 2009, 60 mil blocos por ano à montadora americana.

Mais informações sobre o IEAv pelo site http://www.ieav.cta.br

Fonte: Cimm

1º Simpósio em Ecologia do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Os efeitos das mudanças climáticas no continente antártico será um dos assuntos discutidos no 1º Simpósio em Ecologia do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O tema central do evento, que será realizado nos dias 7 e 8 de novembro, no Rio de Janeiro, será “Ecologia antártica, mudanças climáticas e o Ano Polar Internacional”.

Estarão reunidos pesquisadores de universidades brasileiras que realizam atividades em ecologia na Antártica.

O Brasil desenvolve oficialmente pesquisas na Antártica desde 1982, quando foi criado o Programa Antártico Brasileiro (Proantar).

Mais informações: http://b200.nce.ufrj.br/ecoantartica

Fonte: Gestão Fapesp

2º Simpósio Internacional Sistemas Agrossilvipastoris na América do Sul

A segunda edição do Simpósio Internacional Sistemas Agrossilvipastoris na América do Sul, promovido pela Embrapa Gado de Leite e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), ocorrerá nos dias 6 e 7 de novembro, em Juiz de Fora (MG).

O evento pretende apresentar tecnologias de produção de biomassa vegetal e animal em sistemas agrossilvipastoris, com foco no bioma Mata Atlântica.

Os participantes avaliarão também alternativas de renda baseadas no potencial de seqüestro de carbono em pastagens.

Mais informações: www.cnpgl.embrapa.br/silvipastoris

Fonte: Agência Fapesp

Fapeam recebe propostas para o programa de formação complementar em mineração a ser realizado na França

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) está recebendo propostas para o Programa de Formação Complementar de Profissionais com Atuação na Área de Mineração, realizado na França.

O programa ocorre por meio de uma parceria entre a Fapeam e o Ministério Encarregado da Indústria da República Francesa, por meio do Centro de Estudos Superiores de Matérias-Primas (Cesmat), da França.

Serão oferecidas até cinco bolsas para a realização de sete cursos de especialização, seguidos de três anos de experiência profissional, em centros de ensino ligados ao Cesmat. Os cursos são destinados a profissionais de mineração, meio ambiente e áreas afins.

Um dos objetivos da iniciativa é formar profissionais que futuramente se envolvam em atividades de mineração na região amazônica. O prazo para a entrega das propostas termina no dia 19 de janeiro de 2008 e a publicação do resultado da seleção está prevista para 1º de abril.

Os contemplados receberão da Fapeam bolsa de capacitação no exterior, pelo período de até 12 meses, passagem aérea de ida e volta à França e seguro-saúde. O Cemast oferecerá ainda aos bolsistas curso de pré-formação lingüística e pagamento das despesas com deslocamentos para fins pedagógicos do bolsista no país.

Os cursos são “Exploração e valorização de recursos minerais”, destinado a profissionais das ciências da terra, com opções de exploração e geologia de mina e beneficiamento de minérios, e “Tratamento das evoluções e mudanças industriais”, voltado a engenheiros e empresários da indústria extrativa mineral.

Completam a lista os cursos de “Geoestatística”, destinados a engenheiros da indústria mineral e geólogos, “Exploração de pedreiras e minas a céu aberto” e “Projetos minerais”, destinado a geólogos, engenheiros da indústria mineral e empresários do setor, “Segurança e meio ambiente mineiro” e “Administração pública de minas”.

Mais informações: www.fapeam.am.gov.br/editais/edital_1990.html

Fonte: Agência Fapesp

Estudo realizado na bacia do Paraíba busca evidências da extinção dos dinossauros

Estudo feito na bacia do Paraíba, área geológica que envolve os estados de Pernambuco e Paraíba, busca evidências da extinção dos dinossauros, ocorrida há cerca de 65 milhões de anos. A região é uma das duas na América do Sul que apresenta vestígios de queda de meteorito que pode ter sido a causa da extinção dos grandes animais no fim do Cretáceo.

As investigações de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) relacionaram a existência de isótopos de oxigênio e de carbono nas amostras de rochas coletadas na região. Os dados são coerentes com os levantamentos de outras 75 regiões do planeta onde também foram encontrados vestígios de mudanças climáticas causadas pelo impacto.

Segundo Maria Valberlândia Silva, da UFPE, o levantamento dos isótopos de oxigênio e do carbono permite calcular a oscilação da temperatura e da salinidade do oceano, além da deposição de matéria orgânica na rocha decorrente da morte de animais e plantas.

A geógrafa apresentou os primeiros resultados da pesquisa durante o 11º Congresso Brasileiro de Geoquímica, realizado na semana passada em Atibaia (SP).

“A região em que fazemos os estudos estava totalmente coberta pelo mar, por isso guardou evidências das características do oceano daquela época”.

O estudo comparou a concentração dos isótopos 16 e 18 do oxigênio. Isótopos são variações do peso atômico de um elemento químico. No caso do oxigênio, a diferença de peso entre os dois isótopos influencia em seu comportamento no meio ambiente.

Com maior peso, o isótopo 18 ficou mais concentrado quando o oceano estava em temperaturas elevadas. “O aumento da temperatura do mar fez o isótopo 16 ser evaporado com a água, concentrando o isótopo 18”, explicou Maria Valberlândia. Posteriormente esse isótopo mais pesado se agregaria à rocha tornando possíveis as pesquisas atuais.

De acordo com a pesquisadora, a oscilação da temperatura do mar está intimamente ligada à salinidade da água. Com a temperatura elevada, mais água é evaporada e o mar fica com maior concentração salina.

Um gráfico mostra a curva de concentração dos dois isótopos de oxigênio. As curvas acompanham as estimativas de temperatura do oceano no período em que ocorreu o impacto do meteorito e as mudanças no clima decorrentes. “Os dados coincidem com estudos em outras regiões do mundo”, disse.

Em relação à concentração dos isótopos 12 e 13 do elemento carbono, foi possível medir a mortandade de animais e vegetais em um determinado período. A concentração do isótopo mais pesado aponta para um enriquecimento do carbono, decorrente do maior número de mortes e da posterior agregação da matéria orgânica, rica em carbono, nas rochas.

O levantamento da equipe da UFPE foi feito em um afloramento na cidade de Olinda. Foram feitos furos de até 80 metros de profundidade para encontrar rochas que não foram alteradas com o tempo. Segundo Maria Valberlândia, a região da bacia de Neuquén, na Argentina, apresenta as mesmas evidências.

Extinção em massa
Uma cratera de 180 quilômetros de diâmetro na península de Iucatã, no Golfo do México, é uma das principais evidências da teoria da extinção dos dinossauros devido ao impacto de um meteorito.

Após o choque do meteorito, uma grande nuvem teria coberto a atmosfera terrestre, causando um resfriamento global. Outras pesquisas mostram que fenômenos anteriores à queda do meteorito aumentaram a temperatura do planeta. Os grandes animais não teriam se adaptado às mudanças bruscas no clima e acabaram extintos.

O 11º Congresso Brasileiro de Geoquímica fez parte das comemorações do Ano Internacional do Planeta Terra, com debates relacionados ao meio ambiente, educação e saúde. Uma programação paralela integrou a população de Atibaia às comemorações do ano internacional.

Fonte: Murilo Alves Pereira / Agência Fapesp