sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Brasil e Estados Unidos avaliam programas de educação superior

Coordenadores de projetos participantes do Programa de Consórcios em Educação Superior entre o Brasil e Estados Unidos participam de reunião na Universidade Vanderbilt, em Nashville (EUA).

O programa é uma parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC) e o Fundo para Melhoria da Educação Pós-Secundária (Fund for the Improvemento of Post Secondary Education – Fipse) do Departamento de Educação dos Estados Unidos.

Durante o encontro houve debates sobre o que já foi realizado, com relatos das experiências obtidas, pois os dois países têm realidades diferentes. O encontro, iniciado nesta terça-feira, 30, prevê ainda uma sessão de trabalho com a participação de estudantes, entre eles, norte-americanos que estudaram no Brasil e brasileiros que realizaram intercâmbio nos Estados Unidos. A diretora de Administração da Capes, Denise Neddermeyer, coordena os debates.

Este é o 7º encontro do Programa Capes-Fipse, que a cada ano é realizado em um país. Em 2007, a reunião foi na Universidade de São Paulo (USP), no Brasil. O programa possui, atualmente, 44 consórcios em andamento. Desde que foi criado, em 2001, já contemplou 70 projetos. Seu principal objetivo é auxiliar a inserção dos cursos de graduação das instituições de ensino superior brasileiras no cenário internacional, por meio da modernização curricular, reconhecimento mútuo de créditos e intercâmbio de docentes e alunos.

As propostas de projetos de consórcios institucionais bilaterais apresentadas podem ser em qualquer área de formação acadêmica. As parcerias devem incluir, no mínimo, duas instituições de ensino superior de cada país. O edital para 2008 será lançado no final de novembro. Saiba mais sobre o Fipse.

Fonte: Fátima Schenini / Capes

Inaladores sem CFC

Portaria do Ministério da Saúde publicada na quarta-feira (31) no Diário Oficial da União determina que a partir de 1° de janeiro de 2008 o governo brasileiro só comprará inaladores de dose medida – conhecidos como "bombinhas para controle da asma" – que não contenham gases clorofuorcarbonos (CFC) na composição.

A Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária já iniciou uma consulta pública sobre o assunto. A proposta da Anvisa é que a proibição passe a valer apenas a partir de 2011 e as empresas teriam até dezembro de 2010 para se adaptar ao registro desses medicamentos na agência.

Os CFCs são considerados os principais responsáveis pela destruição da camada de ozônio. Dados da SMQA - Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente apontam que o Brasil já reduziu em 95,4% o consumo desse tipo de gás, ainda utilizado na manutenção de geladeira antigas e nas chamadas "bombinhas".

Segundo a coordenadora do Núcleo de Ozônio do Ministério do Meio Ambiente, Magna Luduvice, existem medicamentos alternativos. "Cinqüenta por cento dos medicamentos utilizados no controle de doenças de asma e DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) no Brasil já são livres de CFCs".

Luduvice informou que os ministérios do Meio Ambiente e da Saúde trabalham em conjunto com a Anvisa e o Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis, a fim de garantir a eliminação do uso de CFCs no país até 2010. A coordenadora participou do simpósio Efeitos da Destruição da Camada de Ozônio sobre a Saúde: O Que Temos de Fazer, que nesta semana reuniu em Brasília representantes das pastas da Saúde e do Meio Ambiente para discutir alternativas aos inaladores que utilizam CFCs.

A consulta pública da Anvisa vai durar 60 dias e as sugestões poderão ser feitas por meio da página da agência na internet, pelo e-mail ou na sede da Anvisa, em Brasília.

Fonte: Agência Brasil