segunda-feira, 29 de outubro de 2007

3ª Conferência Regional sobre Mudanças Climáticas: América do Sul


Durante a 3ª Conferência Regional sobre Mudanças Climáticas: América do Sul serão mapeados os possíveis impactos do aquecimento global no continente e analisadas ações que possam tornar o processo de adaptação e mitigação mais eficiente e com menor impacto social.

O evento, que será realizado de 4 a 8 de novembro, em São Paulo, reunirá especialistas e representantes das áreas acadêmica, governamental, privada e do terceiro setor, que apresentarão e discutirão os resultados de estudos recentes sobre o assunto.

O Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) coordenam o encontro. Foram aprovados 115 trabalhos científicos que serão apresentados em forma de painel.

Além disso, mesas-redondas e palestras devem discutir temas como “A ciência das mudanças globais”, “Impactos e vulnerabilidades”, “Processos de adaptação”, “Como evitar o aumento da concentração dos gases de efeito estufa” e “O futuro do regime climático global”.

Mais informações: http://www.mudancasglobais.com.br/

Fonte: Agência Fapesp

RECIIS - Revista Eletrônica de Comunicação, Informação & Inovação em Saúde, implanta o DOI - Digital Object Identifier

A Revista Eletrônica de Comunicação, Informação & Inovação em Saúde - Reciis, periódico científico de acesso livre editado pelo Icict, já implantou o sistema Digital Object Identifier - DOI.
O DOI é uma numeração que permite identificar, localizar e recuperar conteúdos digitais - os "objetos" - através de redes de computadores. O sistema oferece identificação unívoca da propriedade intelectual de livros, artigos, periódicos e até imagens encontrados na Internet, associando a cada objeto seus dados básicos e sua origem. Sua aplicação mais freqüente é para publicações em periódicos e obras com propriedade intelectual protegida, muitas delas associadas a bibliotecas virtuais.

A novidade que a Reciis implanta desde seu primeiro número reflete uma tendência mundial adotada no meio acadêmico. No Brasil, um contrato de certificação digital para a Plataforma Lattes foi firmado entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a International DOI Foundation (IDF), entidade que promove o DOI como estrutura comum de gerenciamento de conteúdo e propriedade intelectual em meio digital.

Segundo a Assessoria de Comunicação do CNPq, o DOI garante maior confiabilidade à informação cadastrada e acesso integral ao artigo publicado pelos pesquisadores. Desde setembro, quando o sistema foi liberado ao público, basta que um pesquisador digite o número DOI de um artigo para que a base Lattes acesse a base IDF e preencha, automaticamente, o nome do primeiro autor, o título, o ano, o volume e outras informações da publicação. Um texto Reciis completo, por exemplo, já pode ser acessado diretamente a partir do link registrado em um currículo Lattes.

A "sintaxe DOI" é composta de um prefixo atribuído pela IDF, mais um sufixo determinado pelo responsável pela publicação do documento. O prefixo 10.3395, que identifica a Fiocruz junto à base IDF, seguido pelo nome Reciis e por informações como número da edição, suplemento, volume e idioma, torna cada texto da revista bilíngüe do Icict reconhecível pela bases que usam este mesmo sistema, prestigiado por editores científicos em todo o mundo.

Maiores informações no endereço: http://www.reciis.cict.fiocruz.br/

Fonte: Jacqueline Thompson / RECIIS

Reino Unido articula projetos de cooperação com o Brasil

Professor de físico-química na Universidade de Cambridge (Reino Unido), David King é uma figura importante no panorama intelectual e político internacional. Nem tanto pelos seus 450 artigos científicos publicados (que lhe valeram 11 diplomas honoris causa, a prestigiada Medalha Rumford e o título de Sir, cavalheiro da Rainha), mas, sobretudo, por sua influência na política britânica e por sua atuação em prol de ações firmes para encarar as mudanças climáticas. Em 2000, foi nomeado Conselheiro Científico Chefe do governo britânico e diretor da Agência de Ciência e Inovação, entidade que norteia as políticas de C&T no Reino Unido.

Desde então, não parou de articular projetos de cooperação internacional e de criticar a inércia política internacional em enfrentar o aquecimento global. O cientista é famoso por ter declarado que a mudança climática representa uma emergência "muito mais grave que o terrorismo" e por ter atacado George Bush por minimizar o problema. Seus alertas levaram o Reino Unido a formular uma política que vai além dos acordos internacionais. Em contraste com o tratado de Kyoto — que impõe cortes às emissões de carbono da ordem de 5% com respeito às de 1990 — o governo britânico se comprometeu a cortar as emissões em 60% até 2050. O país já conseguiu diminuir essas emissões em 14%, sem afetar seu crescimento econômico.

Em março deste ano, uma equipe liderada por King esteve no Brasil para lançar o "Ano Brasileiro-Britânico de Ciência e Inovação". Na agenda, foi dada particular ênfase à cooperação na área de biocombustíveis e biodiversidade. O grupo passou por Brasília, Manaus, São Paulo e assinou acordos entre a britânica Rothamsted Research e instituições brasileiras como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). Outras parcerias foram acertadas entre o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron e o Diamond Light Source, entre a Royal Society of Chemistry e a Sociedade Brasileira de Química, entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Rutherford Appleton Laboratory.

Para ele, a interação entre empresas e institutos de pesquisa públicos é fundamental: "há três décadas não havia empresas num raio de cinco quilômetros da Universidade de Cam-bridge. Atualmente, existem mais de mil delas, dando emprego a 45 mil pessoas", diz King.

Uma área que o senhor enfatizou como prioritária para a colaboração Brasil-Reino Unido é a de biocombustível. Qual o interesse de cooperação nesse setor?
O Brasil, por ser um importante produtor há muitos anos, tem várias vantagens competitivas se comparado com outras nações. As vantagens atuais derivam, principalmente, mas não só, do clima tropical, de uma terra fértil e de uma densidade populacional baixa. São fatores que, certamente, não vão diminuir no curto e médio prazo. Tal disponibilidade [brasileira] de biocombustíveis constitui, sem dúvida, uma atração ainda maior na medida em que a globalização impulsiona o crescimento da demanda energética. A experiência brasileira oferece possibilidades interessantes para a colaboração com outros países ou regiões, como, por exemplo, com a África do Sul.

O senhor diz que o governo e os cientistas britânicos estão interessados em "agregar valor à biodiversidade amazônica". Que vantagens teriam ambos os países com tal colaboração?
Uma parte consistente do território do Brasil está coberta pela floresta amazônica. Sucessivos governos brasileiros têm falado em extrair o potencial da região como fonte de descobertas farmacêuticas, mas o progresso é lento. Graças às forças da base científica britânica (seja pública, seja privada) nessa área, existem oportunidades para colaborarmos nesse sentido.

O Reino Unido tem forte infra-estrutura e recursos humanos em bancos de dados biológicos. A colaboração se basearia em colocar à disposição esse tipo de recurso?
Não só. Durante minha visita, por exemplo, tive discussões úteis com CBA [Centro de Biotecnologia da Amazônia], sobre o potencial de uma parceria Brasil-Reino Unido para criação de riqueza a partir da Amazônia. Estamos ainda numa fase inicial, e devemos trabalhar mais para explorar as opções sobre estruturas da cooperação e sobre alguns tópicos-chave, como acesso à biodiversidade e direitos de propriedade intelectual.

O intercâmbio em diversas frentes já ocorre entre Brasil e Reino Unido. O que o Ano Brasileiro-Britânico acrescenta de novo, concretamente?
O Brasil está atento à necessidade de internacionalizar suas atividades em C&T para poder competir de forma eficaz na arena global. Nossa intenção é fazer com que o Reino Unido se torne seu parceiro preferencial entre os países europeus. Desde minha visita anterior ao Brasil, em junho de 2005, acompanhei um desenvolvimento significativo nas relações com o Reino Unido, particularmente nas áreas de ciência e inovação. Houve várias oportunidades para um ulterior envolvimento bilateral, como a visita oficial do presidente Lula ao Reino Unido, em março de 2006, que impulsionou uma cooperação mais abrangente, envolvendo um grande número de departamentos governamentais britânicos.

O que surgiu, de novo, a partir daí?Dentre outros, um comitê sobre economia e comércio (Joint Economic and Trade Committee, JETCO), uma mesa de diálogo sobre desenvolvimento sustentável (High Level Dialogue on Sustainable Development), um grupo de trabalho sobre mudanças climáticas, uma interação de alto nível sobre defesa nacional (High Level Defence Staff Talks), um plano de ação sobre ciência, tecnologia e inovação (Science, Technology and Innovation Action Plan), e vários "memorandos de intenções" (MoU, Memoranda of Understandings), por exemplo sobre saúde e educação. Eu assinei também, com o ministro de Ciência e Tecnologia brasileiro [Sérgio] Rezende, um Plano de Ação conjunta para ciência, tecnologia e inovação. Neste acordo foi incluída uma série de iniciativas específicas. Por exemplo, um Brazil Day enfocando as áreas de nanotecnologia, saúde animal, mudança climática, biotecnologia aplicada à descoberta de remédios. Em abril, houve um evento multilateral, em rede, sobre biocombustíveis de segunda geração, com a participação de cientistas britânicos, brasileiros, indianos e sul-africanos, compartilhando pesquisas e desenvolvendo colaborações. O Ano da Ciência e Inovação foi lançado durante minha visita ao Brasil em março. O intuito é levar para um novo nível as relações de pesquisa e desenvolvimento entre Brasil e Reino Unido, focando nas áreas identificadas pelo Plano de Ação Conjunta: saúde, agricultura, mudanças climáticas, energia, nanotecnologia e práticas de gestão em C&T. A operação permite exibir a pesquisa mais inovadora produzida pela base científica britânica e estimular a colaboração entre comunidades acadêmicas, trocando as melhores práticas com organizações brasileiras correspondentes. Quatro organizações britânicas estão envolvidas em cinco memorandos de intenções que mencionei, nas áreas de tecnologia espacial, pesquisa agrícola, pesquisa em química e investigação com radiação de síncrotron. É apenas o começo: esperamos que sejam estabelecidas mais interações até o final do ano.

Em 2004, o senhor publicou um artigo, na revista Nature, sobre o "impacto científico das nações". No ranking construído pelo senhor, baseado nas publicações científicas mais citadas, o Brasil se colocava à frente de Portugal e África do Sul, mas depois de Índia e China. Em sua recente visita ao Brasil, que impressão o senhor teve de nosso sistema de C&T?
O Brasil possui umas das mais fortes bases científicas fora da OCDE [Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico]. Entre os países emergentes, seus cientistas contribuem mais do os de que qualquer outro país — exceto China e Índia — para a lista dos artigos de pesquisa mais citados. Existem claramente, em nível federal e estadual, muitas áreas de pesquisa de excelência. Além disso, o país possui as maiores reservas de floresta tropical do mundo, bem como um dos maiores estoques de biodiversidade e os maiores fluxos de água doce (cerca de 25% do total mundial). O Brasil é uma das principais fontes de minérios e produtos agrícolas, e tem também o potencial para tornar-se um dos principais fornecedores de produtos baseados em biociências, tais como biocombustíveis.

Países diversos dão peso diferente à pesquisa básica e aplicada, ou têm diferente distribuição entre recursos públicos e privados para P&D. Qual é a melhor mistura?
Eu hesitaria em afirmar com força que existe um mix distintamente melhor para todos os países, embora a experiência e uma boa prática possam sugerir uma mistura ótima em determinadas circunstâncias. Brasil e Reino Unido podem ter algumas características em comum, mas as condições geográficas, de tamanho, de população, bem como a história e a estrutura econômica e política são diferentes, influenciando essa mistura ideal. Baseado na experiência britânica, em nossa história e nossas estruturas, eu poderia sugerir que, por um lado, é essencial uma forte base em ciência, tecnologia e engenharia (o Reino Unido aumentou bastante seus recursos para C&T, nos últimos anos). Por outro lado, em comparação com o passado parece que deve ser posta mais ênfase na transferência de conhecimento para o mercado, como também para encarar as grandes questões sociais e suas potenciais soluções políticas. O governo tem também um papel importante na criação das melhores condições para o desenvolvimento de um leque significativo de bens públicos essenciais para uma economia dinâmica e inovadora, tais como a base de ciência, tecnologia e engenharia, incentivos para a transferência de conhecimento e um padrão elevado na qualidade da educação. A inovação depende do conhecimento, das habilidades e da criatividade das pessoas que trabalham nela. O Brasil tem, como o Reino Unido, algumas vantagens evidentes.

Quanto à relação entre financiamento público e privado, alguns acham que o crescente interesse de instituições privadas na pesquisa seja perigoso para o avanço da ciência, enquanto outros acreditam que o futuro do sistema acadêmico dependa da capacidade de desenvolver um novo "contrato social" entre ciência, governos, empresas...
Eu acredito que, para uma performance ótima da base de ciência, tecnologia e engenharia, é preciso fortalecer a transferência de conhecimento para a sociedade por meio de uma multiplicidade de mecanismos. O mundo dos negócios é, sem dúvida, um alvo importante, e tem uma influência considerável. Mas também é importante uma profunda interação entre o sistema de C&T e diversos organismos públicos, ligados ao mundo político e à sociedade civil, especialmente com respeito aos grandes temas hoje encarados por todos os países.

Qual é o papel dos direitos de propriedade intelectual nessa interação entre sistema de C&T e mercado?No contexto das economias baseadas no conhecimento, os direitos de propriedade intelectual (IPR) funcionam como pilares para a inovação, fornecendo um instrumento para que o mundo dos negócios, os pesquisadores e indivíduos em geral ganhem alguma vantagem a partir de seus investimentos ou da geração de idéias. Para muitos inovadores, o acesso ao financiamento é impossível a não ser a partir da proteção dos IPR. Além disso, um regime de direitos de propriedade intelectual ajuda a difundir conhecimentos tecnológicos ou de outro tipo, porque os requerentes têm o dever de revelar a informação completa sobre suas invenções ou idéias. As leis sobre IPR precisam buscar o equilíbrio certo entre proteger novos desenvolvimentos e estimular a competição. O Reino Unido trabalha para assegurar que tanto suas próprias leis quanto o esquema legal internacional consigam equilibrar esses dois objetivos.

O aquecimento global é uma de suas grandes preocupações. O senhor declarou que já passamos do ponto em que era possível evitar efeitos perigosos da mudança climática. Quais são as ações mais urgentes? Em que a parceria com o Brasil pode contribuir?
Dois elementos são fundamentais: uma regulamentação para o período pós-Kyoto [após 2012] e um acordo dos países que pertencem ao grupo G8+5 [os 7 países mais ricos, mais a Rússia e mais os 5 emergentes: China, Índia, Brasil, México e África do Sul]. Qualquer tratado precisa conter quatro elementos: um acordo sobre o nível de estabilização [na concentração global de gases estufa]; um acordo sobre objetivos nacionais; o comércio de carbono; transferência de tecnologias e estratégias de adaptação para países em desenvolvimento. O Reino Unido declarou unilateralmente que reduzirá suas emissões de CO2 em 60% até o ano de 2050. Uma posição convergente dos membros do G8 significaria concordar sobre os quatro pontos acima e deveria ser acompanhada, se possível, por declarações unilaterais que demonstrem um compromisso pleno. Brasil e Reino Unido já estão envolvidos numa cooperação bilateral através da mesa de diálogo sobre desenvolvimento sustentável que já mencionei e do Grupo de Trabalho sobre Mudança Climática. Já estamos demonstrando uma liderança conjunta em ações que enfrentam o aquecimento global.

O Brasil possui umas das mais fortes bases científicas fora da OCDE. Entre os países emergentes, seus cientistas contribuem mais do que os de que qualquer outro país — exceto China e Índia — para a lista dos artigos de pesquisa mais citados.

Mais informações no endereço.

Fonte: Uniemp

R$ 6 milhões da Finep para projetos na área de recursos hídricos

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançou edital para destinar um total de até R$ 6 milhões a instituições de ensino e pesquisa brasileiras que desenvolvam projetos na área de recursos hídricos.

O objetivo é promover a estruturação de laboratórios de hidráulica e hidrologia para o desenvolvimento de processos experimentais que permitam a utilização racional da água.

A chamada pública financiará tecnologias voltadas para o manejo de águas pluviais em áreas urbanas, o que inclui equipamentos para poupar água, dispositivos e instrumentos usados para monitorar o consumo, tanto nas novas edificações como nas já existentes. Também serão apoiados processos de baixo custo para reutilização da água e sistemas de coleta de água da chuva.

A seleção das propostas será feita em duas etapas. As instituições interessadas devem encaminhar à Finep, pelo correio, carta de manifestação de interesse até o dia 1º de novembro. O resultado será divulgado no dia 5 de novembro. Já o projeto detalhado deverá ser preenchido eletronicamente até 16 de novembro.

Os recursos da chamada são oriundos do CT-Hidro, fundo setorial que financia estudos que possam assegurar à atual e às futuras gerações alto padrão de qualidade e utilização integrada da água.

Mais informações: www.finep.gov.br
Fonte: Agência Fapesp

Missão empresarial do CNI irá à feira de tecnologias limpas em Paris

A Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), promove uma missão empresarial a Paris, entre 24 de novembro e 1º de dezembro. Os empresários visitarão a Pollutec Horizons 2007, maior feira do mundo de produtos e serviços para proteção do ambiente.

Neste ano o foco do evento será a inovação tecnológica, com destaque para seminários sobre fontes de energia renováveis, mudanças do clima, controle da poluição, transporte urbano, desenvolvimento sustentável, saúde e comércio justo.

A Pollutec Horizons é uma oportunidade para investidores e empresários nacionais e internacionais que desejam ampliar contatos com empresas do setor, fazer negócios e expandir sua rede de relacionamentos comerciais. A expectativa da feira é receber 40 mil visitantes e 1,5 mil expositores de 32 países. A previsão é de que 30 empresas brasileiras sejam representadas no evento.

As empresas participantes do evento terão suas informações divulgadas no catálogo oficial da Pollutec e participarão de palestras e seminários dirigidos a empresas estrangeiras sobre o tema Meio Ambiente no Brasil. Os empresários vão participar de visitas técnicas ao Pólo de Competitividade Industrial, ao Centro de Reciclagem, ao Mouvement des Enterprises de France (Medef) e à Divisão de Tecnologia, Indústria e Economia das Nações Unidas. Serão realizadas ainda visitas guiadas às áreas temáticas da feira.

Há cinco anos a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) leva empresas à Pollutec. A CNI passou a coordenar a missão empresarial em 2005. De acordo com o gerente de projetos da FIRJAN, Marcus Marinho, a participação do Brasil no evento foi maior em 2006, quando foi comemorado o Ano do Brasil na França. "A FIRJAN continua na organização da missão empresarial, mas a participação do Sistema Indústria tem sido maior. Neste ano, por exemplo, contamos com o apoio de mais oito federações da indústria", afirma.

O diretor da Ambien, empresa que presta serviços de coleta de lixo e na área de construção civil, Cidney Machado, diz que vai à Pollutec desde 1999 e que há grandes possibilidades de negócios, não apenas com empresas de outros países, mas também com brasileiras. "Fechei negócios com muitas empresas do Brasil em conversas informais e em confraternizações", conta. "Também estou recebendo visitas de empresários espanhóis e italianos, com possibilidade de fechamento de joint-ventures com quatro empresas, nas áreas de tratamento de água e controle de frota de coleta de resíduos sólidos."

Machado percebe um aumento do interesse de empresas estrangeiras em negociar com brasileiros com o passar dos anos. "Em 1999, poucas empresas européias queriam negociar com brasileiros. De uns quatro anos para cá, minha agenda tem ficado repleta de reuniões de negócios, inclusive, tenho que cancelar algumas", destaca. "A parceria com a FIRJAN facilitou muito minha participação na Pollutec", elogia o executivo.

O Instituto Euvaldo Lodi (IEL), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Social da Indústria (SESI) apóiam a iniciativa. A missão empresarial integra ações da Plataforma Brasil-Europa, cujo objetivo é integrar ações e informações estratégicas do Sistema Indústria para aumentar o potencial de parcerias empresariais e institucionais no exterior.

Mais informações pelo telefone (21) 2563-4455

Fonte: CNI

Influência dos aerossóis no clima da Terra

A influência dos aerossóis na formação de nuvens e sua conseqüente relação com o clima da Terra é uma das principais questões a serem resolvidas pelos cientistas para compreender as mudanças climáticas. A afirmação é de Paulo Artaxo, professor titular e chefe do Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP).

“Conhecemos pouco sobre a ciência que está por trás dos aerossóis, mas essas partículas são determinantes para entender os impactos das mudanças climáticas no planeta”, disse Artaxo, durante o 11º Congresso Brasileiro de Geoquímica, encerrado na sexta-feira (26/10), em Atibaia (SP).

Segundo ele, a grande concentração de nuvens no Brasil torna ainda mais expressivos tais estudos. Os aerossóis podem ser formados naturalmente pelas florestas ou emitidos por ação antropogênica. Da emissão por queima de combustíveis fósseis às altas taxas de desmatamento na Amazônia, é perceptível a influência do homem no aumento da concentração dessas partículas na atmosfera.

No Brasil, 75% das emissões decorrem das queimadas na Amazônia, daí a concentração dessas partículas naquela região. De acordo com Artaxo, os aerossóis têm grande influência na formação de nuvens e na fotossíntese das plantas.

O físico explicou que as partículas geradas pelas queimadas fazem as vezes de núcleos de condensação na atmosfera, unindo gotículas suspensas no ar para que elas precipitem em forma de chuva. Quando o ar está saturado dessas partículas, no entanto, as gotículas não conseguem se unir. São formadas grandes nuvens que não precipitam.

“As nuvens têm grande importância no resfriamento da atmosfera, pois refletem a radiação solar de volta ao espaço”, contou. As queimadas no arco do desmatamento, no leste da Amazônia, formam uma grande pluma de aerossóis que reduz a radiação solar por onde passa. “O efeito de retirada de calor dessa nuvem é mais de 20 vezes maior do que o aumento do calor provocado pelos gases do efeito do estufa.”

A intenção de Artaxo e dos pesquisadores do Experimento em Larga Escala Biosfera-Atmosfera da Amazônia (LBA) – grupo internacional de cientistas que estuda as relações entre o uso da terra e o clima amazônico – é comparar os efeitos das queimadas da região com outras áreas poluídas do mundo, como a Índia.

Outra conseqüência dessas nuvens é a influência na fotossíntese das plantas. Os aerossóis interferem na irradiação solar e, em um primeiro momento, ela fica mais difusa e aumenta a fotossíntese das plantas, que preferem esse tipo de luz. Mas quando a quantidade de aerossóis aumenta e freia totalmente a radiação do sol, a capacidade fotossintética das plantas decresce sensivelmente.

“Serão precisos muitos estudos ainda para compreender o funcionamento da atmosfera”, destacou Artaxo. Baseado nos estudos do LBA, ele explica que, caso a ocupação territorial desordenada continue, as emissões provenientes das queimadas poderão ser o dobro daquelas oriundas de uma Amazônia explorada sustentavelmente.

Questionado pelo geólogo Hubert Roeser, da Universidade Federal de Ouro Preto, sobre as incertezas dos dados do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), Artaxo reconheceu que a questão é tema de muita controvérsia entre os cientistas. “Há muitas dúvidas, mas isso não quer dizer que nós não devemos fazer nada.”

Papel agrícola
Se forem considerados apenas os combustíveis fósseis, o Brasil é o 17º maior emissor de gases do efeito estufa (GEE). Mas, com a inclusão da agropecuária e das mudanças no uso da terra, o país salta para a quarta posição, o que faz com que reduzir as emissões dessas duas fontes se torne importante desafio para o país na questão das mudanças climáticas.

Segundo Adolpho José Melfi, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP) e ex-reitor da universidade, que também participou da conferência em Atibaia, a agricultura pode contribuir com a redução das emissões.

“A atitude a ser tomada é diminuir as fontes de emissão e aumentar os sumidouros”, disse, apontando os biocombustíveis como uma das ferramentas para atingir esses objetivos.

Melfi também destacou as diferenças entre a colheita da cana-de-açúcar de forma mecanizada e a manual, que provoca a queima da palha. “Atualmente, apenas 20% da colheita é feita sem queima, se atingirmos 50% o balanço entre seqüestro e emissão seria um ganho de em média 3 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano”, disse.

Com a produção de etanol, em substituição ao combustível fóssil, mais 10 milhões de toneladas de carbono deixariam de ser emitidas, segundo o professor da Esalq. Soma-se ainda o uso do bagaço da cana nas caldeiras da usina, no lugar do combustível de origem fóssil: menos 8 milhões de toneladas na atmosfera. “Na soma, o Brasil poderia reduzir as suas emissões em 21 milhões de toneladas de dióxido de carbono todo ano”, afirmou.

Melfi comparou ainda o plantio direto com o plantio comercial. A movimentação da terra pelo maquinário agrícola retira a cobertura orgânica do solo e provoca a mineralização do dióxido de carbono.

Por sua vez, o plantio direto mantém a palha da cana no canavial protegendo o solo e permitindo que a matéria orgânica volte a se agregar à terra. “A economia é de 15 quilos de carbono por hectare todo ano. Se multiplicarmos por todas as plantações, temos mais uma forma de reduzir as emissões”, disse.

Fonte: Murilo Alves Pereira /Agência Fapesp

Lançado o Projeto Ítalo-Brasileiro para Reciclagem de Plástico

O diretor do ICE para o Brasil, Giovanni Sacchi, anunciou o lançamento do Projeto Ítalo-Brasileiro para Reciclagem do Plástico, no último dia 26 de outubro no III Seminário de Resíduos - Recicle CEMPRE (Compromisso Empresarial para Reciclagem), na FIMAI 2007, Pavilhão Branco- Expo Center, em São Paulo.

O ICE é uma instituição do Governo da Itália que promove os produtos, as tecnologias e os serviços italianos no mundo, estimulando os acordos bi-laterais e colaborando com o Ministério Italiano do Meio Ambiente e da Tutela do Território e do Mar (MATTM) no Projeto Ítalo-Brasileiro de Cooperação para a Proteção Ambiental.

O programa tem por objetivo a implementação de projetos de MDL no Brasil-Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (um dos instrumentos oferecidos pelo Protocolo de Kyoto aos países emissores de gases do efeito estufa, que se comprometeram a diminuir suas emissões, por meio da ratificação deste Protocolo), adquirindo créditos de carbono destes projetos e utilizando-os como créditos no cumprimento das próprias metas de redução.

O projeto visa a recuperação e a reciclagem de materiais plásticos pós-consumo, e por sua vez, o Ministério Italiano do Meio Ambiente e da Tutela do Território e do Mar, com a colaboração da Associação Italiana dos Fabricantes de Máquinas e Moldes para Plásticos e Borrachas (ASSOCOMAPLAST), coloca à disposição das empresas e instituições públicas, know how e tecnologias para implementação do "Projeto Italo-Brasileiro para a Reciclagem do Plástico".

Fonte: Cimm

Idealizador do Pró-Álcool analisa a produção de biocombustíveis no Brasil atual

A crise do petróleo em 1973 levou o físico José Walter Bautista Vidal a idealizar, junto com o engenheiro Urbano Ernesto Stumpf, o Programa Nacional do Álcool, ou Pró-Álcool, implantado dois anos depois. Para eles, o país tinha nas mãos todos os elementos necessários para uma substituição em larga escala dos combustíveis derivados de petróleo: abundância de luz solar, água, terra ociosa disponível e milhões de pessoas sem trabalho.

Atualmente, segundo Vidal – Stumpf morreu em 1998 –, os recursos humanos e naturais do Brasil são mais uma vez fundamentais, no contexto de uma crise definitiva do petróleo e da necessidade de mitigar o aquecimento global. Para o cientista e professor aposentado da Universidade de Brasília (UnB), hoje aos 91 anos, o Brasil tem a oportunidade de resolver dois grandes problemas globais: acabar com a pobreza e se tornar uma potência mundial.

Para isso, segundo afirmou Vidal em entrevista à Agência FAPESP, o pequeno produtor deve estar no centro das atenções. Enquanto o país investe esforços no desenvolvimento tecnológico, o governo federal precisaria criar uma empresa de economia mista dedicada exclusivamente à bioenergia, que se encarregasse de proteger e de abrir o mercado externo para o pequeno produtor.

O que o Brasil precisa fazer para aproveitar seu potencial como produtor de biocombustíveis?
A era do petróleo, que está acabando, gerou a era do aquecimento global. Esses são os dois problemas centrais do planeta para os próximos anos e o Brasil tem potencial para resolvê-los sozinho, mas não temos instrumentos para tanto. Temos a terra, a mão-de-obra, o potencial tecnológico, a água e a luz do sol. Mas falta criar uma empresa de economia mista para apoiar o pequeno produtor, desenvolver tecnologia e abrir o mercado externo para nossos produtos.

Uma empresa de economia mista voltada para o etanol?
Não apenas para o etanol. Seria uma empresa de economia mista especializada na área de energia de origem vegetal, renovável e limpa, com visão estratégica. Quando quisemos entrar na era do petróleo, criamos a Petrobras. Começamos com o movimento nacional “O petróleo é nosso” e hoje a Petrobras é o que conhecemos. Quando quisemos criar o programa do álcool, lançamos a Secretaria de Tecnologia Industrial, da qual eu era o titular. Foi necessária uma instituição do estado puxando as coisas, coordenando. Hoje não temos uma instituição que cuide das energias renováveis. Sem isso, não vamos decolar.

Então, precisamos de iniciativa do governo federal?
Sim. O Brasil está predestinado a ser a grande potência da energia renovável do mundo, mas isso não se faz de forma trivial. Precisamos de estruturas, infra-estruturas, competência e de organização. Isso é o que está faltando. A resposta do pequeno produtor é excepcional. Temos que criar uma estrutura voltada para o nosso produtor.

Por que o foco deve estar no pequeno produtor?
Porque é esplêndida a resposta do pequeno produtor à perspectiva de aproveitar essa oportunidade histórica única, mas ele é vulnerável ao mercado externo. Quando ele começa a melhorar de vida, o capitalista entra em cena e compra sua terra, que ele nunca mais vai conseguir comprar de volta. A empresa de economia mista seria um instrumento para estimular e proteger esse produtor, abrindo para ele o mercado externo. Precisamos de uma instituição de grande porte para permitir que o pequeno produtor exporte para o Japão, Alemanha ou China.

Como o governo tem respondido a essas necessidades?
O presidente Lula corre o mundo falando da importância dos biocombustíveis, mas não tem como corresponder às promessas que faz, porque não conta com uma estrutura adequada.

Como o senhor avalia o temor de que o aumento da produção de etanol e biodiesel possa gerar escassez de alimentos?
Isso é totalmente falso. Usando o bagaço de cana e o vinhoto, podemos alimentar 80 cabeças de gado com cada uma das microusinas que temos instaladas, com produção de 400 a 600 litros diários. Isso significa aumento da oferta de leite e carne. O dendê e o girassol geram, após a extração do óleo, um resíduo de alto valor protéico para ração animal. Na realidade, a produção de alimentos aumentará substancialmente. Se implantarmos 1 milhão de pólos energéticos usando o pequeno produtor em grande quantidade, teremos 80 milhões de cabeças de gado com alimento garantido. Vai baixar o preço da carne e do leite. Quem fala de fome está equivocado, ou está usando de má-fé para prejudicar o avanço do Brasil.

Como conciliar o agronegócio à ênfase que o senhor defende na produção familiar?
O agronegócio é o grande inimigo do ponto de vista do pequeno produtor que queremos incentivar. Um exemplo disso é que conseguimos criar uma linha de financiamento para o pequeno produtor no Banco do Brasil, mas a pressão do agronegócio dentro do próprio banco forçou a demissão do vice-presidente da área tecnológica, José Luiz Cerqueira César, que estava montando esse grupo. Outra coisa que prejudica a agricultura familiar é o H-Bio, da Petrobras.

Prejudica por quê?
Porque estão usando óleo de soja para fazer o biodiesel. O Brasil é o maior exportador de soja do mundo, mas essa exportação está na mão de cinco trades norte-americanas que têm o domínio total do mercado. Elas querem ganhar o monopólio do biodiesel, porque o que vale na soja de fato, o que tem mercado no momento, é o farelo. Como grandes exportadoras, essas corporações têm imensas quantidades de óleo sem mercado, que agora estão sendo usadas para produzir biodiesel. Isso vai monopolizar o biodiesel na mão de empresas norte-americanas.

A prioridade então seria mudar a matriz do biodiesel para outras oleaginosas que não a soja?
Isso mesmo. Há um grande potencial de utilização, pelo pequeno produtor, de dendê, de girassol, de pinhão-manso e de outras matrizes. Mas é preciso avançar nas pesquisas e organizar os produtores. Isso levará de cinco a dez anos para gerar uma produção de dimensão compatível. Enquanto isso, o óleo de soja ocupará o espaço, monopolizará o mercado e não deixará o pequeno produtor prosperar. Eles poderão fazer um dumping. As transnacionais têm condições de manipular as bolsas internacionais para que o preço do farelo aumentado possa, sem ônus para as multinacionais, reduzir o preço do óleo. Isso esmagará os pequenos produtores nacionais.

As críticas que o senhor faz ao uso da soja para biodiesel são apenas políticas e econômicas?
Também há razões técnicas. A produtividade do óleo de soja por hectare é muito baixa – é um oitavo da do dendê e um quinto da do girassol. Não é o produto ideal para ser usado no biodiesel. Por outro lado, o ideal seria fazer com que os motores a diesel no Brasil não queimassem biodiesel e sim óleo vegetal in natura. Com isso, o pequeno produtor poderia produzir óleo, filtrar e usar em seus equipamentos, tratores, mecanismos de irrigação e caminhões. Só aí já teríamos um mercado imenso para esses motores. Então, precisamos rapidamente produzir motores ciclo-diesel de alta temperatura que queimam o óleo vegetal in natura, em vez de ter que fazer o biodiesel, que é caro, pois exige retirar a molécula de glicerina. O pequeno produtor não consegue fazer esse processo de transformação, que termina na mão do capitalista que vai esmagar nosso produtor.

A empresa de capital misto seria como uma espécie de “Petrobras do biocombustível”?
Seria diferente, porque ela não iria produzir o biocombustível como a Petrobras produz petróleo. A produção ficaria a cargo do pequeno produtor. A empresa se encarregaria do que o produtor não tem condições de fazer: de desenvolver tecnologia e abrir o mercado interno e externo. Para exportar para o Japão, por exemplo, precisamos de uma infra-estrutura naquele país para receber nossos combustíveis. O papel da empresa seria de mediação com o mercado, coordenação e apoio. Sem o Estado, isso não vai frutificar.

O senhor foi o idealizador do Pró-Álcool. Que lições podem ser aplicadas nesse contexto?
Temos condições excepcionais: muito sol e muita água, muita terra ociosa disponível – além de milhões de pessoas sem trabalho. Era isso que eu tinha em mente durante a criação do Pró-Álcool. Estava nos Estados Unidos na época do embargo e tinha uma noção clara do que aconteceria com o petróleo. Quando voltei para o Brasil, em 1974, reuni um grupo técnico excepcional que chegou a envolver mil especialistas e montamos o único grande programa de substituição de petróleo do mundo. Atualmente, a coisa é maior, porque o Pró-Álcool visava ao mercado interno e teve todo o sucesso nesse campo, mas agora é o mundo que está cobrando. Vamos nos transformar em uma nação independente. Vamos pagar a dívida que drena todos nossos recursos para o exterior e levantar o homem do campo, acabar com a miséria e ser um país importante, soberano e independente.

Fonte: Fábio de Castro /Agência Fapesp

2º Seminário Internacional 'Inovações e Qualidade no Ensino Superior'

O II Seminário Internacional 'Inovações e Qualidade no Ensino Superior' acontecerá na cidade de São Paulo nos dias 5 e 6 de novembro de 2007, nas dependências da EACH - Escola de Artes, Ciências e Humanidades (USP Leste) da Universidade de São Paulo.

Dentre seus objetivos, este seminário pretende aprofundar discussões sobre a Aprendizagem Baseada em Problemas (Problem-based Learning), Metodologias Ativas de Ensino-Aprendizagem e outros enfoques de problematização como estratégias de inovação no ensino superior.

O evento, cuja inscrição é gratuita, está voltado para os estudantes e docentes da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (USP Leste), para toda a comunidade acadêmica da Universidade de São Paulo e, também, para estudantes de pós-graduação e professores de outras instituições de ensino superior.

Estão abertas as inscrições para apresentação de trabalhos nos formatos ORAL e PÔSTER que relatem experiências sobre a Aprendizagem Baseada em Problemas, Metodologias Ativas de Ensino-Aprendizagem e enfoques de problematização. Tais trabalhos serão apresentados em sessões coordenadas, buscando promover intercâmbio de experiências e diálogo entre professores e estudantes interessados em inovar as práticas do ensino superior.

Maiores informações: http://www.uspleste.usp.br/eventos/semint2/

Fonte: Usp Leste

58º Congresso Nacional de Botânica

Durante o 58º Congresso Nacional de Botânica, de 28 de outubro a 2 de novembro, na capital paulista, a FAPESP irá abrigar em seu estande uma exposição sobre a Flora Fanerogâmica, projeto que envolve mais de 200 pesquisadores que descreveram quase 2 mil espécies fanerógamas (plantas que produzem flores).

No dia 1º de novembro haverá ainda o lançamento do quinto volume do livro Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo, resultado do projeto temático da FAPESP que deu origem ao programa Biota. A obra, editada pelo Instituto de Botânica da Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo, com apoio de diversas outras instituições, reúne informações e ilustrações sobre diversas novas espécies.

O congresso terá como tema “A botânica no Brasil: pesquisa, ensino e políticas públicas ambientais” e tem o objetivo de discutir diferentes temáticas do campo da botânica por meio de simpósios, mesas-redondas, conferências, minicursos e reuniões-satélites.

A promoção é do Instituto de Botânica de São Paulo (Ibot) e da Sociedade Botânica do Brasil.

Mais informações: http://www.58cnbot.com.br/

Fonte: Agência Fapesp

Instituto de Física da USP abre vaga de professor doutor na área de nanociência

O Departamento de Física dos Materiais e Mecânica, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), pretende abrir edital para o preenchimento de uma vaga de professor doutor na área de nanociência. Será um concurso público cujas inscrições devem ser abertas até o início de 2008.

Mas, primeiramente, para conhecimento e avaliação da oferta de profissionais da área, o instituto solicita aos interessados o envio, até o dia 5 de novembro, de um breve plano de pesquisa acompanhado de curriculum vitae resumido para o e-mail do chefe do departamento, Renato de Figueiredo Jardim.

O professor selecionado deverá trabalhar em regime efetivo e em tempo integral.

O Departamento de Física dos Materiais e Mecânica desenvolve pesquisas teóricas sobre estrutura eletrônica de materiais, átomos e moléculas, além de pesquisa experimental em áreas como física do estado sólido a baixas temperaturas, novos materiais semicondutores, materiais magnéticos, transições de fase e supercondutividade.

Mais informações: www.fmt.if.usp.br/index.htm ou pelo e-mail.

Fonte: Agência Fapesp