sábado, 27 de outubro de 2007

Pesquisa avalia correlação entre fatores ambientais e incidência de câncer

A relação entre as ciências da terra e as ciências médicas pode ajudar a entender muitos problemas de saúde humana. É o que indicam os trabalhos de uma equipe de pesquisadores responsável pelo Projeto de Geomedicina no Paraná, que busca compreender a influência de fatores ambientais na incidência de câncer em crianças naquele estado.

“O câncer é um doença multifatorial, não é possível associar a sua incidência diretamente a um único fator”, disse Bonald Figueiredo, médico do Instituto Pelé Pequeno Príncipe e professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Humberto Cereser Ibañez, mestre em informática pela UFPR, apresentou o projeto na Conferência sobre Geologia Médica, durante o 11º Congresso Brasileiro de Geoquímica, realizado em Atibaia (SP) até a próxima sexta-feira (26/10). Da França, Figueiredo participou do evento por meio de videoconferência.

O projeto sobrepôs o número de casos de neoplasias a levantamentos geoquímicos feitos nas bacias hidrográficas do Paraná, buscando uma relação entre essas informações.

O Paraná é, em todo o mundo, a região na qual ocorre a maior incidência do câncer de córtex adrenal, um tipo raro da doença – 3,5 casos por milhão, em média. A doença se desenvolve entre 10 meses e 3 anos de idade, mas tem início na gestação.

Segundo Ibañez, esse tipo de câncer está associado a uma mutação na proteína P-53, responsável pela proteção das células. “Essa proteína faz uma ‘vistoria’ da célula, verificando se está tudo em ordem”, explicou. Com a mutação, a célula se multiplica sem controle, fazendo crescer o tumor.

Todos os casos desse tipo raro de câncer apresentam a mutação, que se transmite por hereditariedade. A regra oposta, no entanto, é diferente: somente 5% das pessoas que possuem essa mutação desenvolvem o câncer. “Quando o câncer é identificado e tratado precocemente, a cura ocorre em 100% dos casos”, disse o pesquisador.

Altos teores de contaminação
O Instituto Pelé Pequeno Príncipe iniciou as pesquisas em 2006 e busca fazer um mapeamento das cidades nas quais ocorrem casos da mutação. De 2006 a 2007, foram feitos cerca de 150 mil testes de DNA em crianças recém-nascidas. A intenção é atingir os 200 mil testes até abril de 2008. Algumas regiões do estado apresentam números elevados da doença, chegando a 5,56 casos por 100 mil habitantes.

Os casos da doença foram sobrepostos aos dados da Minérios do Paraná (Mineropar), empresa responsável pelo serviço geológico do estado que, entre 1995 e 1996, fez 736 coletas de água das bacias hidrográficas paranaenses.

No norte do estado foi encontrado chumbo em sedimentos em concentração de 564 partes por milhão. A região do Vale do Ribeira paranaense também apresentou teores elevados de chumbo e mercúrio.

Outra questão considerada pela pesquisa foi a quantidade elevada de agrotóxicos consumida. Segundo maior produtor agrícola do país, atrás somente do Mato Grosso do Sul, o Paraná está sujeito a grande carga de agentes químicos.

“Buscamos entender a doença tendo em vista o levantamento geoquímico e a questão dos agrotóxicos”, disse Ibañez. Um sistema disponível na internet mostra todas as informações obtidas nos diferentes estudos.

Em alguns casos, como o do Vale do Ribeira, percebe-se a coincidência entre o acentuado número de mortes por neoplasias e a contaminação ambiental. Na região, em que há presença de alto teor de chumbo, a mortalidade por leucemia é de 20 pessoas por 100 mil habitantes.

Mas tanto Ibañez como Figueiredo recomendam cautela na avaliação do assunto. “Ainda não é possível relacionar com certeza o chumbo e o câncer, mas essas informações servem como pistas para novas pesquisas”, disse Ibañez.

O próximo passo do projeto será tornar disponível na internet um link para outros pesquisadores interagirem com o trabalho. A Mineropar, por sua vez, inicia uma nova coleta para análise geoquímica dos mesmos 736 pontos pesquisados anteriormente.

Fonte: Murilo Alves Pereira / Agência Fapesp

Primeiro ônibus movido a álcool já trafega em São Paulo

O primeiro ônibus brasileiro movido a álcool, vinculado ao Projeto Best (de BioEthanol for Sustainable Transport, na sigla em inglês), foi lançado na manhã desta terça-feira (23/10), em São Paulo.

O projeto é uma iniciativa internacional coordenada pela prefeitura de Estocolmo, na Suécia. No Brasil, ele é conduzido pelo Centro Nacional de Referência em Biomassa (Cenbio) do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da Universidade de São Paulo (USP). O objetivo é incentivar o uso do etanol em substituição ao diesel no transporte público urbano.

O ônibus circulará a partir de dezembro, durante um ano, para a realização de estudos de viabilidade comercial no corredor Jabaquara–São Matheus, que tem 33 quilômetros de extensão e atende cerca de seis milhões de passageiros por mês, com parada em nove terminais e deslocamento em quatro municípios: São Paulo, Diadema, São Bernardo do Campo e Santo André.

São Paulo e Nanyang (na China) são as únicas duas cidades fora da União Européia que integram o projeto. Participam ainda Madri e a região do País Basco (Espanha), Roterdã (Holanda), La Spezia (Itália), Somerset (Inglaterra) e Dublin (Irlanda).

“O projeto pretende conscientizar a sociedade e chamar a atenção dos tomadores de decisão para o fato de que as tecnologias do etanol estão prontas e disponíveis. Apesar do maior custo operacional comparado ao diesel, queremos estudar neste um ano de testes maneiras de reduzir o custo para implementar novas unidades em São Paulo”, disse José Roberto Moreira, coordenador do Projeto Best no Brasil, durante a cerimônia de lançamento do veículo.

O custo de operação dos ônibus movidos a etanol, de acordo com os cálculos do Cenbio, é de 6% a 7% mais elevado na comparação com os veículos a diesel. “Temos que descobrir maneiras de eliminar essa diferença e, para isso, vamos reivindicar algumas vantagens junto ao poder público. Queremos inclusive discutir com o governo a possibilidade de redução de ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços] nas transações de venda de etanol para as companhias de transporte”, disse Moreira, também presidente do conselho gerenciador do Cenbio.

Segundo ele, não é a primeira vez que se tenta implementar um projeto dessa natureza no Brasil. “No fim da década de 1970 o país tentou implementar um programa em caminhões e ônibus, também à base de mistura de etanol e aditivos. Cerca de 30 veículos foram adaptados, mas, economicamente, o projeto foi um fracasso, uma vez que o preço do petróleo desmoronou, em 1985, e ficou muito difícil competir com o diesel”, explicou.

Na Suécia, desde 1985 o governo optou pelo uso dessa tecnologia, uma vez que foi dado maior valor à redução da poluição local em detrimento do custo elevado de operação. Como a passagem de ônibus naquele país custa o equivalente a R$ 7, foi mais fácil absorver o sobrepreço. Hoje, o país tem cerca de 600 ônibus movidos a etanol em operação, sendo cerca de 200 incorporados ao Programa Best.

No Brasil, até o momento foram gastos cerca de R$ 1,5 milhão no Projeto Best, sendo um terço custeado pela União Européia e o restante por parceiros como a Scania, que forneceu o motor e o chassi do veículo, Marcopolo (carroceria), União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), que fornecerá o etanol para os testes, e a Cooperativa de Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Copersucar), que importará da Suécia o primeiro lote de etanol aditivado.

A participação da Petrobras será na mistura do aditivo ao etanol e na distribuição do combustível nas operadoras. A sueca BAFF/Sekab fornecerá os aditivos. O Sistema Metropolitano de Transporte (Metra), a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) e a São Paulo Transportes (SPTrans) serão responsáveis pela viabilização dos testes.

O ônibus movido a etanol custa entre R$ 350 mil e R$ 500 mil, valor semelhante ao dos modelos que usam diesel.

Menos poluentes
Segundo José Roberto Moreira, a Scania produz motores que atendem às especificações Euro 5 e EEV (Enhanced Environmentally Friendly Vehicles, na sigla em inglês), normas de controle de emissões de poluentes que, a partir de 2009, serão obrigatórias na União Européia. “O Brasil hoje cumpre a norma Euro 3 e deverá adotar a Euro 4 apenas em 2009”, disse.

O ônibus de testes que acaba de ser lançado, por ser equipado com motor de injeção mecânica que atende à Euro 4, cumpre as exigências do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) no que diz respeito às emissões de poluentes locais e diminui em mais de 80% as emissões de gases de efeito estufa.

“O motor chega a reduzir em 87% a emissão de hidrocarbonetos, em 92% a de monóxido de carbono e em 100% a de óxidos de enxofre e de dióxido de carbono, quando comparado ao motor a diesel”, disse o presidente do conselho gerenciador do Cenbio.

Também na cerimônia de lançamento, Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, elogiou a iniciativa. “Espero que as instituições que integram esse projeto sejam também parceria da prefeitura para colocarmos mais ônibus desse tipo em funcionamento. Temos 15 mil ônibus em circulação na cidade e precisamos de novas tecnologias que possam evitar a poluição”, destacou.

Dilma Seli Pena, secretária estadual de Saneamento e Energia, que representou o governador José Serra na ocasião, ressaltou que o Projeto Best conta com instituições de excelência em pesquisa como o IEE e a Escola Politécnica, ambos da USP.

“A pesquisa acadêmica realizada em parceria com os setores industriais avançados é o caminho para resolvermos os problemas mais complexos que afetam a humanidade neste momento e, por isso, temos que investir em ciência e tecnologia para produzir resultados rápidos. O maior desafio é desenvolver pesquisas que tragam resultados imediatos”, disse.

Fiscalizadores da eficiência
Apesar de a eficiência energética do motor a etanol ser a mesma do motor a diesel, o consumo de etanol é maior. Estudos indicam que o ônibus a etanol consome cerca de 60% a mais do que o movido a diesel para percorrer a mesma distância. Por outro lado, mesmo o etanol sendo aproximadamente 50% mais barato que o diesel, as despesas precisam ser analisadas devido à necessidade de acrescentar o custo dos aditivos.

De acordo com Marcio Schettino, gerente de desenvolvimento da EMTU, o corredor Jabaquara–São Matheus pode ser considerado um bom laboratório devido à velocidade média dos ônibus que lá transitam, em torno de 25 km/h – mais do que o dobro da velocidade média das linhas convencionais da cidade de São Paulo. O veículo a etanol será incorporado à frota da operadora Metra.

“Será possível fazer muito mais testes, pois rodaremos mais quilômetros em um período menor de tempo. Os ônibus nesse corredor rodam em média 300 quilômetros por dia”, disse. Ao todo são nove linhas de ônibus que rodam a diesel no corredor, cada uma com características particulares, como de demanda de passageiros e topografia.

“Vamos cruzar dados para verificar a atuação dos veículos em diferentes condições. A eficiência do ônibus a etanol será comparada com pelos menos outros 40 modelos equivalentes a diesel. Queremos ter dados palpáveis para apresentar ao poder público”, disse Schettino.

Pesquisadores da USP serão os fiscalizadores do consumo de combustível, dos quilômetros rodados e do controle de emissão de poluentes. “Os dados serão coletados pela Metra e nós faremos uma espécie de auditoria, analisando e cruzando os dados para a elaboração de planilhas de eficiência”, afirmou Moreira. Os primeiros resultados deverão ser divulgados no primeiro semestre de 2009.

Fonte: Thiago Romero /Agência Fapesp

Incentivos para pesquisa e desenvolvimento da TV Digital

As empresas que investirem em pesquisa e desenvolvimento na área de TV Digital contarão com uma série de benefícios fiscais, como isenção de impostos e reduções de alíquotas. É o que estabelecem os decretos publicados no Diário Oficial da União na última quinta-feira (11/10). O ministro das Comunicações, Hélio Costa, defende que o governo crie estímulos às empresas para o desenvolvimento da indústria nacional.

O primeiro deles (nº 6233) estabelece os critérios para que empresas interessadas possam se habilitar ao PADIS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores), que concede isenção de imposto de renda e reduz a zero as alíquotas da contribuição para o PIS/PASEP, da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados).

A empresa beneficiada deverá, como contrapartida, investir pelo menos 5% do seu faturamento bruto em pesquisa e desenvolvimento (P&D) nas áreas de microeletrônica. Só podem participar as pessoas jurídicas já habilitadas pela Receita Federal.

Já o segundo decreto (nº 6234), que trata especificamente dos incentivos do PADTV (Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Indústria de Equipamentos para a TV Digital), estabelece que as empresas devem investir, no mínimo, 2,5% do faturamento bruto em P&D para ter acesso aos incentivos fiscais.
No caso dos investimentos em pesquisa e tecnologia não alcançarem o percentual mínimo, em um determinado ano, as empresas beneficiadas deverão aplicar o valor arrecadado no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

Fonte: Em questão

Engenharia Frenética da UFES é a campeã estadual do Desafio Sebrae 2007

A equipe “Engenharia Frenética” da UFES é a grande campeã estadual do Desafio Sebrae 2007. A equipe composta por Duar Pignaton, Eduardo Martins, Gustavo Rezende, Frederico Humberto e Lucas Casali agora irá participar da semifinal regional, realizada em São Paulo entre os dias 07 e onze de novembro. Nesta etapa, apenas sete equipesserão classificadas para a fase final do desafio, que acontece em Brasília.

A equipe obteve o melhor resultado entre as 2.332 equipes inscritas no Espírito Santo, administrando uma empresa de cosméticos. O resultado positivo teve como base as decisões tomadas pela equipe para a administração da empresa.

Se conseguir a classificação para a grande final, o grupo capixaba ganhará um computador notebook e bolsas de estudo em cursos oferecidos pelo Sebrae/ES. E, se for a grande campeã, a equipe também será contemplada com uma viagem para conhecer um centro de empreendedorismo na Itália. Além disso, também terá a participação garantida na etapa internacional, em março de 2008, no Rio de Janeiro, disputando com universitários da Argentina, Paraguai, Uruguai, Peru, Equador e Colômbia.

Estudantes capixabas têm chances de chegar à final do Desafio Sebrae
Os universitários capixabas que estão participando do Desafio Sebrae, na etapa local, têm reais chances de chegarem à etapa nacional (a grande final) do desafio deste ano. É o que avaliou a coordenadora da competição no Estado, Rosany Riguetti.

Segundo a coordenadora, o histórico dos capixabas na competição é favorável, já que na edição de 2005 o Estado chegou à fase final do desafio.

“Todos esses incentivos servem para estimular os participantes a continuarem estudando e desenvolvendo o empreendedorismo”, ressaltou Rosany.

Durante a cerimônia, que terá início às 16 horas, estarão presentes membros da diretoria e professores do Sebrae, além dos participantes do desafio e autoridades das Instituições de Ensino. A expectativa de público, segundo Rosany, é de 120 pessoas.

Como funciona o Desafio Sebrae
Todo ano, entre os meses de abril e maio, o Sebrae abre as inscrições para o Desafio, que tem três etapas locais, uma regional, uma nacional e uma internacional. Todas as etapas são eliminatórias.

O jogo consiste em desenvolver, virtualmente, uma empresa em determinado ramo comercial (todo ano o Sebrae escolhe qual o ramo), que neste ano é o de cosméticos e em 2008 será o de calçados.

Cada equipe participante pode ter até 05 (cinco) integrantes, que precisam ser universitários. Eles têm que criar e administrar uma empresa da melhor maneira possível. Neste ano, foram inscritos 2.320 estudantes universitários, sendo que apenas 38 chegaram à final local da competição.

Segundo a coordenadora Rosany Riguetty, a intenção é demonstrar a contribuição do jogo para o crescimento profissional dos universitários.

Sebrae-ES é campeão na região Sudeste com mais de 2 mil inscritos

Com 2.320 participantes inscritos no Desafio Sebrae 2007, a unidade Espírito Santo foi a grande campeã do Sudeste, superando São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Segundo a coordenadora da competição no Estado, Rosany Riguetty, a meta para os estados do Sudeste era de alcançar um índice de inscrições de 1.349 estudantes, mas o Sebrae-ES bateu essa meta em 172%, seguido por Minas Gerais com 103%, São Paulo com 64,6% e Rio de Janeiro com 63,6%.

Fonte: Sebrae-ES

Brasileiros recebem Nobel pela participação no Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (IPCC)

Conquistar o Prêmio Nobel é uma meta para milhares de pesquisadores ao redor do mundo. No último dia 12, cerca de 60 brasileiros receberam a honraria pelo trabalho realizado junto ao Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (IPCC), entre eles, três cientistas que atuam no Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

O projeto, que congrega mais de três mil cientistas de diversos países, foi um dos vencedores do Prêmio Nobel da Paz, homenagem neste ano dividida com o ex-vice-presidente norte-americano, Al Gore, pelo trabalho de divulgação dos riscos do aquecimento global.

Desde 2001, os três pesquisadores conduzem estudos na sede da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), no Rio de Janeiro. A estrutura de trabalho foi criada por meio de um acordo firmado com o MCT. Newton Paciornik, Mauro Santos e Branca Americano estão diretamente vinculados ao Ministério.
"Em Brasília, não teríamos a mesma agilidade. A maioria dos profissionais da nossa área atua no eixo Rio - São Paulo, que é onde acontecem também as principais palestras e seminários sobre mudanças climáticas", afirma Newton.

Ainda segundo o pesquisador, outra vantagem é a forte sinergia criada com a Finep, principalmente na cooperação com técnicos do Programa de Apoio a Projetos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (Pró-MDL).

A iniciativa, lançada pela empresa em dezembro do ano passado, vai aplicar, até 2009, cerca de R$ 80 milhões em projetos que proporcionem a redução do efeito estufa.

Para Mauro Santos, a produção científica acerca das mudanças climáticas, fortalecida pela conquista do Nobel, irá influenciar toda a discussão mundial sobre políticas de desenvolvimento. "Os governos serão cada vez mais pressionados a tomar rumos ambientalmente responsáveis", prevê.

É o que também espera Branca Americano. A pesquisadora revela que estudos detalhados do IPCC apontam soluções viáveis para o problema. "Agora, precisamos conscientizar as pessoas, principalmente políticos e empresários, da importância de colocá-las em prática", diz.

Os três pesquisadores, além de contribuírem na elaboração do conteúdo das publicações do Painel, representam o Brasil em convenções internacionais sobre o tema.

Hoje, os cientistas do IPCC são considerados autoridades máximas em mudanças climáticas. Por isso, são encarregados pela ONU de traçar estratégias para combater e prevenir os efeitos do aquecimento global. Nos mais recentes relatórios, a entidade revela que 90% das alterações no meio ambiente são causadas pelo próprio homem.

Na pior das hipóteses apresentadas, a temperatura global irá se elevar em 6 graus até 2099. Dessa forma, o aumento do nível dos mares seria inevitável, assim como o derretimento de grandes superfícies de gelo e neve. Com isso, 100 milhões de pessoas que vivem a menos de um metro acima do nível do mar correm riscos.

O próximo relatório do IPCC será debatido pelo grupo entre 12 e 17 de novembro, em Valência, na Espanha. O pesquisador Newton Paciornik será um dos representantes brasileiros.

Fonte: Agência CT

R$ 41 milhões para o PPSUS

O Programa Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (PPSUS) seguirá aumentando o volume de recursos para os editais estaduais, segundo anúncio feito pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (23/10) durante o evento Pesquisa para Saúde – Desenvolvimento e Inovação para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Em 2004/05 a soma de investimentos no PPSUS, entre verbas do governo e contrapartida dos estados, foi de R$ 22 milhões. No biênio 2006/07, o valor foi quase o dobro: R$ 41 milhões.

De acordo com o ministério, até hoje foram lançados 56 editais. Somente no estado de São Paulo foram destinados R$ 6 milhões, por meio de parceria com a FAPESP, para apoio a projetos de pesquisa. O estado é o único em que a relação entre as verbas do ministério e a contrapartida local é de 1 para 1. No Rio de Janeiro essa relação é de 1,5 para 1 e, em outros estados, a contrapartida estadual é duas ou três vezes menor do que o valor da verba federal.

No início do ano serão feitas oficinas para avaliação de prioridades nas 27 unidades da Federação. “A expectativa é que até o fim de 2008 tenhamos os editais prontos e tudo contratado”, disse Márcia Motta, coordenadora geral de Fomento à Pesquisa em Saúde do Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit).

As oficinas terão participação de pesquisadores e gestores, que serão ouvidos na definição dos temas de pesquisa. Segundo Márcia, um dos desafios do PPSUS se encontra na comunicação, pois o objetivo principal do projeto é que as pesquisas resultem em ações efetivas na rede de saúde. “O artigo científico não é o meio adequado para se comunicar com os gestores, e eles são nosso alvo prioritário”, afirmou.

O Decit fomentou 2.187 projetos entre 2003 e 2007, entre 34 editais nacionais e os 56 editais do programa. O valor total de investimentos foi de R$ 385 milhões. Desse total, 284 projetos (13%) foram desenvolvidos no estado de São Paulo, com recursos de R$ 92 milhões (24%). O Rio de Janeiro teve mais projetos (312), mas menos recursos (R$ 84 milhões).

O maior número de projetos no Brasil (425) tratou do tema doenças transmissíveis, seguido das doenças não-transmissíveis (250) e sistemas e políticas de saúde (160). No que se refere ao volume de recursos, a liderança ficou com os temas complexo produtivo da saúde (R$ 123 milhões) e pesquisa clínica (R$ 78 milhões).

Fonte: Alceu Luís Castilho / Agência Fapesp

Finep corrige informação sobre contrapartidas exigidas

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de financiamento do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), corrigiu as informações sobre as novas regras relacionadas à oferta de contrapartida, exigidas pela entidade ao firmar convênio com instituições privadas sem fins lucrativos ou entes da federação — Distrito Federal, Estados, municípios, órgãos de administração direta, fundações e empresas públicas.

A entidade esclarece no novo texto que as universidades, empresas públicas e agências reguladoras federais não precisam apresentar contrapartida.

A mudança na exigência de contrapartida deu-se em virtude da Lei 11.429 de 2006, que dispõe sobre as diretrizes para a elaboração da Lei Orçamentária de 2007 — a chamada Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2007.

A lei tornou obrigatório o aporte de contrapartida quando o conveniente, no caso a entidade responsável pela execução financeira de um projeto de pesquisa e desenvolvimento aprovado pela Finep, ou a executora, que é o órgão que realmente vai tocar o projeto, for uma instituição privada ou órgão do poder público.

A contrapartida pode ser financeira ou não financeira (como, por exemplo, as horas de trabalho dos pesquisadores para a execução do projeto). A exigência já vale para os editais de 2007 e os porcentuais variam de acordo com o tamanho do município onde o projeto será executado.

Segundo Magda Toledo Barreto, chefe do Departamento de Contratos, Convênios e de Consultoria Jurídica da Finep, a entidade só tomou conhecimento da alteração da LDO 2007 no segundo semestre do ano. "Em momento algum a Finep pretende prejudicar seus clientes e será dada oportunidade de os mesmos se adequarem às novas regras oportunamente", garante.

Essa exigência não é válida para operações reembolsáveis e nem para subvenção, pois ambas já pedem contrapartida.

Fonte: Inovação Unicamp

Colóquio em Redes Ópticas Experimentais

O Colóquio em Redes Ópticas Experimentais, promovido pelos projetos KyaTera, da FAPESP, e Giga, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), será realizado no dia 1º de novembro, em Salvador.

Na ocasião, pesquisadores dos dois projetos brasileiros de redes de alta capacidade dedicadas à pesquisa e ao desenvolvimento debaterão os desafios enfrentados nas primeiras fases do projeto e apresentarão alguns resultados obtidos.

A programação está dividida em três sessões: “Lições aprendidas, resultados obtidos e os próximos passos, na visão dos financiadores, gestores e atores”, “A evolução dos testbeds como fator de integração pesquisa, mercado e sociedade” e “Demonstrações de resultados dos projetos Giga e KyaTera”.

Mais informações: www.imoc2007.fee.unicamp.br/cont

Fonte: Agência Fapesp

Seminário "Empreendedorismo e Inovação" acontece em São Paulo

O Núcleo de Política e Gestão Tecnológica da Universidade de São Paulo vai promover dois seminários na capital paulista, nos dias 29 e 30 deste mês.

As inscrições para os dois encontros podem ser feitas até amanhã (26) pelo e-mail.

O primeiro evento debaterá o tema empreendedorismo e inovação e acontecerá no dia 29 das 10h às 11h30. A idéia é promover um bate-papo com a professora Kathleen Eisenhardt, da Stanford University & Stanford Technology Ventures Program. A palestra será em inglês e não haverá tradução simultânea.

O outro seminário acontecerá no dia 30, das 11h30 às 13h30. A proposta é apresentar os detalhes do livro Parques Tecnológicos – Planejamento e Gestão, escrito por Desirée Moares Zuain e Guilherme Ary Plonski. A publicação foi editada pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), instituição associada à ABIPTI, com o apoio do Sebrae.

A apresentação do livro será feita por Desirré. Foram convidados para participar do debate, Carlos Américo Pacheco, secretário-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento de São Paulo; José Eduardo Fiates, superintendente de inovação da Fundação Centro de Referência em Tecnologia Inovadoras (Certi), entidade também associada à ABIPTI; e João Evangelista Steiner, coordenador do Sistema Paulista de Parques Tecnológicos.

A abertura da palestra será feita pelo presidente da Anprotec e membro do conselho consultivo da ABIPTI, Guilherme Ary Plonski.

Informações adicionais podem ser obtidas com Sonia Vitonrino pelo telefone (11) 3818-4011.

Fonte: Gestão CT

1ª Conferência Nacional sobre Agroenergia

Acontece nos dias 28 a 31 de outubro, em Curitiba (PR), a 1ª Conferência Nacional sobre Agroenergia.

A proposta é discutir questões em torno do tema Em Defesa da Soberania Alimentar e Energética, com o objetivo de criar um espaço popular e independente de debate e proposição sobre os rumos das políticas nacionais de promoção da agroenergia. O encontro é uma iniciativa dos movimentos campesinos, ambientalistas e de trabalhadores.

Os organizadores esperam ainda promover análises conjunturais e criticas sobre as causas e impactos das atuais políticas para a agroenergia, além de debates sobre experiências concretas e propostas políticas construídas no âmbito dos movimentos populares, capazes de promover à soberania alimentar e energética. A idéia é colocar em cheque o atual rumo de expansão dos agrocombustíveis e apresentar outros caminhos possíveis.

A programação conta com palestras sobre o contexto nacional e internacional da matriz energética, o papel do Estado nas políticas de agroenergia, e sobre as conseqüências para o meio ambiente, os trabalhadores e à soberania alimentar do agronegócio e da agroenergia.

O evento conta ainda com o apoio da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e do governo do Estado.

Mais informações pelo e-mail.

Fonte: Gestão CT