sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Inmetro divulga regulamento para utilização dos selos de identificação de conformidade

O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), instituição associada à ABIPTI, divulgou, nesta semana, o regulamento que traz os detalhes das novas regras para os selos de identificação da conformidade.

As características dos selos foram modificadas no ano passado. Agora, o instituto apresenta no regulamento as especificações e as condições de uso dos selos.

Segundo o Inmetro, a modificação tem como objetivo fornecer informações mais precisas aos consumidores. Além disso, o instituto considera que a definição clara das condições de uso das marcas, símbolos e selos de identificação pode coibir o uso indevido dessas especificações.

Selos
Os selos de identificação da conformidade são a representação gráfica para identificar produtos, processos ou serviços com conformidade avaliada, seja ela compulsória ou voluntária.

Segundo o Inmetro, uma das novidades implementadas define que os produtos com conformidade avaliada, voluntariamente, somente receberão o selo de identificação da conformidade se tiverem sido objeto de programa de avaliação da conformidade.

Quando a certificação for compulsória, ou seja, obrigatória, a marca do Inmetro estará do lado direito e será maior do que a marca do organismo responsável pela certificação. Já nos casos de certificação voluntária a marca do Inmetro ficará do lado esquerdo e será menor em relação a marca do organismo certificador.

Outra mudança é no selo de declaração do fornecedor, o chamado selo de desempenho. Nesse, a marca do Inmetro estará do lado esquerdo e será do mesmo tamanho da marca do Regulamento Técnico Brasileiro (RTB).

Além disso, os selos passam a informar o foco do programa, em cores diferentes. Para selos de saúde será usado o azul; segurança, o amarelo; meio ambiente, o verde; e desempenho, o laranja. De acordo com o instituto, a idéia é facilitar a visualização e identificação.

O regulamento ainda traz as especificações para os selos de segurança, para os selos de parceria com o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) e para a identificação da conformidade dos certificados emitidos pelos organismos avaliadores.

O regulamento para o uso dos novos selos está disponível em http://www.inmetro.gov.br/infotec/publicacoes/selos_conforme.pdf . Já o manual com as especificações de cada selo pode ser conferido em http://www.inmetro.gov.br/imprensa/pdf/manual_selo.pdf .

Fonte: Gestão CT

Brasil e Japão firmam convênio para o desenvolvimento de estudos sobre estruturação e implementação do mercado de carbono no Brasil

A Finep e o governo Japonês firmaram, no início do mês, um convênio para desenvolver uma série de estudos sobre a estruturação e implementação do mercado de carbono no Brasil. Os investimentos serão de US$ 1 milhão.

A iniciativa conta ainda com o apoio do Banco Mundial e da Bolsa de Mercadorias e Futuro (BM&F).

O mercado de crédito de carbono está previsto no protocolo de Kyoto e negocia as Reduções Certificadas de Emissões (RCEs). Segundo a Finep, esses créditos de carbono são cedidos pelas agências de proteção ambiental reguladoras aos países que comprovadamente reduziram a emissão de poluentes. Os países que não conseguirem cumprir a meta de redução podem adquirir as RCEs de outras nações que atingiram as cotas.

A Finep informou que cada crédito equivale a uma tonelada do gás emitido e possui valor de mercado entre 12 e 18 euros, preço que varia de acordo com a cotação internacional. O Brasil tem potencial para movimentar US$ 1,3 bilhão este ano no mercado de crédito de carbono.

São Paulo
No mês de setembro, o Estado de São Paulo realizou o primeiro leilão do país para vender créditos de carbono. Na ocasião, foram arrecadados R$ 34 milhões para o Fundo Especial do Meio Ambiente de São Paulo (Fema). Os detalhes podem ser conferidos no endereço.

No dia 23, a Comissão Mista Especial de Mudanças Climáticas da Câmara dos Deputados promoveu uma audiência pública sobre o mercado de créditos de carbono no Brasil.

Segundo informações da Agência Câmara, o coordenador de projetos da Fundação Getúlio Vargas, Virgílio Horácio Gibbon, lembrou aos parlamentares que o leilão realizado em São Paulo deve sinalizar o alto potencial do mercado de carbono brasileiro.

Na ocasião, Gibbon disse ainda que o convênio firmado entre a Finep e o governo japonês poderá ampliar o conhecimento sobre oportunidades de negócios que envolvem a redução de emissões.

Para conhecer o programa de apoio a projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) acesse http://www.finep.gov.br/programas/pro_mdl.asp .

Fonte: Gestão CT

Prorrogado o prazo do edital "Plataformas para Conteúdos Digitais"

Foram prorrogados, respectivamente, para 8 e 9 de novembro, os prazos para envio eletrônico e impresso de propostas para o edital MCT/Finep/MC/Funttel nº 01/2007 – Plataformas para Conteúdos Digitais. Os antigos prazos eram 25 e 26 de outubro.

A chamada tem o objetivo de selecionar propostas que especifiquem requisitos técnicos e funcionais para o desenvolvimento de plataforma de produção, edição e distribuição de conteúdos digitais interativos. Essas plataformas serão utilizadas na educação a distância.

Este edital conta com recursos de R$ 620 mil. Podem concorrer ao financiamento instituições científicas ou tecnológicas, públicas ou privadas, sem fins lucrativos.

A íntegra do edital pode ser conferida no endereço.
Fonte: Gestão CT

Lançado o edital "Programa de Cooperação Científica e Tecnológica Brasil-Índia"

O CNPq lançou, no dia 24, o edital do Programa de Cooperação Científica e Tecnológica Brasil-Índia.

A chamada pretende apoiar, de forma complementar, o desenvolvimento de projetos conjuntos, visitas exploratórias e realização de eventos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, por meio do financiamento a atividades de cooperação internacional em áreas específicas, entre instituições de pesquisa brasileiras e indianas. A data limite para submissão das propostas é o dia 20 de dezembro.

O edital conta com R$ 1,1 milhão, oriundos das ações transversais dos fundos setoriais. O Fundo Setorial de Recursos Hídricos (CT-Hidro) disponibilizará R$ 500 mil e o Fundo Setorial para Tecnologia da Informação (CT-Info), R$ 600 mil.

Serão apoiados projetos nas seguintes áreas: bioenergia; ciências moleculares e materiais; ciência da computação; ciência e tecnologia oceânica; ciências biomédicas e biotecnologia; ciências de materiais e engenharia, incluindo nanociências; matemática; e física.

Podem participar pesquisadores e grupos de pesquisadores, vinculados a instituições de ensino superior ou a institutos e centros de pesquisa e desenvolvimento sediados no Brasil, públicos ou privados, sem fins lucrativos, denominados “instituição executora nacional”, em cooperação com pesquisadores e grupos de pesquisa ligados a alguma instituição executora estrangeira.

O edital integral está disponível no endereço eletrônico: http://www.cnpq.br/editais/ct/2007/040.htm

Fonte: Gestão CT

Protótipo de um simulador de robô submarino utilizado para a exploração de petróleo em águas profundas é apresentado em São Carlos

Está concluído o primeiro protótipo de um simulador de robô submarino utilizado para a exploração de petróleo em águas profundas. Desenvolvido pela Multicorpos, empresa incubada na Fundação Parque de Alta Tecnologia São Carlos (ParqTec), no interior paulista, o modelo comercial deverá estar pronto em 2010, depois de passar por todas as fases de validação tecnológica.

O simulador será utilizado para capacitar operadores de veículos operados remotamente – ROVs, de Remotely Operated Vehicle, na sigla em inglês – em operações de manutenção e na instalação de plataformas de extração do óleo.

Os ROVs são submergíveis não-tripulados que, presos ao navio na superfície, recebem comandos de movimentação para que o operador colha informações e sinais dos sensores e câmeras instaladas no equipamento. Nos campos de extração no Brasil, os ROVs ficam em profundidades que variam entre mil e 2 mil metros.

Ao ser instalado em computador, o simulador fornece imagens das câmeras do ROV para que o operador manipule virtualmente o equipamento por meio de joysticks. De acordo com Marcelo Prado, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Multicorpos, como o sucesso da missão depende diretamente da experiência do indivíduo, o simulador permitirá o treinamento dos operadores em situações próximas às reais.

“Os ROVs têm custo operacional de cerca de US$ 150 mil por dia, o que inviabilizaria sua utilização para treinamento. A Petrobras tem dezenas deles em operação no Brasil e chega a gastar mais de US$ 60 milhões por ano na manutenção e em aluguéis do equipamento”, disse o engenheiro mecânico.

Com as simulações, o objetivo é reduzir o custo e baratear a exploração de petróleo em águas profundas, sendo que as missões poderão ser realizadas mais rapidamente, em até metade do tempo. “Cálculos preliminares indicam ser possível economizar até 60% nas missões de maior grau de complexidade”, disse Prado.

“Além disso, serão bem menores os riscos de acidentes que podem levar a desastres ambientais em decorrência de vazamento de petróleo. As simulações também permitirão que os ROVs não sejam danificados. Modelos mais sofisticados desse equipamento chegam a custar até US$ 3 milhões”, afirmou Prado.

Novos enfoques
A parceria com a Petrobras levou o foco do projeto a ser expandido para outros tipos de aplicação. Além do treinamento e capacitação de operadores, o software também deverá ser utilizado no desenvolvimento de novas ferramentas que serão acopladas nas pontas dos braços mecânicos do ROV. “Esse é um novo nicho de mercado que ainda estamos estudando com a Petrobras”, disse o pesquisador.

Dependendo das tarefas e da missões do robô, a Petrobras precisa desenvolver ou importar ferramentas novas, utilizadas para manipular componentes das instalações submarinas em procedimentos que vão desde a conexão de tubulações de transmissão de petróleo até a regulação de válvulas e fixação de estruturas complexas.

Segundo Prado, existem simuladores semelhantes disponíveis no mercado, mas o maior diferencial do modelo da Multicorpos é a utilização de um software comercial para a análise de sistemas dinâmicos, o MSC.Adams.

“Por ter uma arquitetura de código aberto, esse software, que domina o mercado mundial de simulações dinâmicas, permite que o usuário construa qualquer modelo de sistema mecânico em diferentes tipos de interfaces gráficas”, explicou.

Os softwares embutidos nos simuladores estrangeiros, conta o pesquisador, têm estruturas fechadas que não permitem a construção de novos modelos virtuais de ROVs ou de braços mecânicos. “O usuário fica totalmente amarrado à concepção da empresa que desenvolveu o simulador e ao ROV que ela comercializa”, disse Prado. O preço de venda para o simulador da ainda não foi definido.

As pesquisas, que tiveram apoio da FAPESP no âmbito do programa Pesquisa Inovativa na Pequena e Micro Empresa (Pipe), são desenvolvidas em parceria com o Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).
Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp

Apresentada oficialmente a primeira unidade-piloto para a produção de bioetanol

O presidente da República conheceu a primeira unidade-piloto brasileira para testes de produção de bioetanol pela ação enzimática, que está em operação no parque de Plantas Piloto do Cenpes. A unidade experimental foi desenvolvida pelo Cenpes em parceria com a empresa brasileira Albrecth, e faz parte da etapa de testes piloto da produção do novo combustível.

No equipamento, os pesquisadores utilizarão resíduos agroindustriais – em especial, o bagaço de cana-de-açúcar, o mais expressivo rejeito agrícola no Brasil – para produzir etanol com as mesmas características do etanol convencional produzido a partir da cana.

A planta experimental representa uma etapa intermediária do projeto de pesquisa em bioetanol (etanol de lignocelulose), iniciado pela Petrobras em 2004, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e outras universidades brasileiras. Como resultado desta pesquisa, a Petrobras já fez o depósito de dois pedidos de patentes, no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

Entre elas, destaca-se, como marco, o milésimo pedido de patente depositado pela empresa. A partir dos parâmetros resultantes dos testes da unidade experimental atual, será desenvolvida uma planta com escala semi-industrial, com início de operação prevista para 2010.

Também nas Plantas Piloto do Cenpes, o presidente tomou conhecimento de outras rotas tecnológicas para produção de biocombustíveis. Uma delas é a do HBio, processo de hidrogenação para obtenção de óleo diesel através da mistura de óleos vegetais ao diesel de petróleo, desenvolvido no Cenpes e testado com sucesso nas refinarias Petrobras.

Foram mostradas ainda as duas rotas tecnológicas desenvolvidas pelo Cenpes para produção de biodiesel: a rota óleo, que utiliza como matéria-prima óleos vegetais ou gorduras animais; e a rota semente, cuja matéria-prima são sementes oleaginosas. Tanto no processo HBio quanto nas rotas tecnológicas de biodiesel, a Petrobras possui pedidos de patente depositados no INPI.

Após as visitas às Plantas Piloto, o presidente e sua comitiva assistiram à apresentação de dados sísmicos na Sala de Visualização. Foram exibidas imagens em 3 Dimensões de uma sessão sísmica no fundo do mar em áreas de exploração e produção de petróleo.

Fonte: Petrobrás

1º Simpósio da Rede Geoma

Mais de 100 especialistas em modelagem ambiental participam do 1º Simpósio da Rede Geoma, nos próximos dias 29 e 31, no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC/MCT), em Petrópolis (RJ).

O evento fará um "balanço" da produção científica e dos principais resultados dos trabalhos desenvolvidos pela Rede Geoma, que acaba de completar cinco anos.

Multidisciplinar e envolvendo pesquisadores e colaboradores de seis institutos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), a Rede Geoma realiza reuniões regulares de avaliação e acompanhamento de cada um de seus projetos. Este simpósio servirá para observar os avanços e a integração entre estes projetos, seus componentes e instituições.

"Para a reflexão e revisão da agenda científica do Geoma e de seus componentes, também programamos uma mesa redonda com convidados externos que deverão contribuir na contextualização da Amazônia no cenário mundial e nacional, novos desafios e cenários futuros, indicando questões científicas relevantes e principais demandas de governo", informa Maria Isabel Escada, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), coordenadora substituta da Rede Geoma.

Mais informações no endereço do evento: www.geoma.lncc.br/evento .

Rede Geoma
Participam da Rede Temática em Pesquisa de Modelagem Ambiental da Amazônia (Geoma) especialistas de seis unidades do MCT: Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM).

A Rede foi criada em 16 de outubro de 2002, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnico-Científica entre o MCT e suas Unidades de Pesquisa. Em 2004, as atividades do Geoma passaram a contribuir para o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Brasileira, liderado pela Casa Civil.

O objetivo da Rede Geoma é desenvolver modelos computacionais capazes de predizer a dinâmica dos sistemas ecológicos e socioeconômicos em diferentes escalas geográficas, dentro do conceito de sustentabilidade; auxiliar a tomada de decisão nos níveis local, regional e nacional, ao fornecer ferramentas de simulação e modelagem e contribuir na formação de recursos humanos nos níveis de mestrado e doutorado.

Para desenvolver novas abordagens ao conceito de sustentabilidade que levem a modelos computacionais, a Rede baseia-se em uma perspectiva interdisciplinar, com um grupo de pesquisadores com experiência em informação geográfica, modelagem matemática/computacional, sensoriamento remoto, ecologia, meteorologia, geografia, computação, entre outras.

A Rede Geoma está estruturada em sete áreas temáticas:
- Modelagem de Mudanças de Uso e Cobertura da Terra
- Dinâmica Populacional e Ocupação Humana
- Modelagem de Ecossistemas Inundáveis
- Modelagem de Biodiversidade
- Modelos Integrados, Simuladores Ambientais e Bancos de Dados Geográficos
- Física Ambiental
- Modelagem climática

Fonte: Agência CT

Seminário: "O Desafio da Inovação no Brasil"

“Políticas públicas e estratégias empresariais” será o tema do seminário O Desafio da Inovação no Brasil, que será realizado no dia 8 de novembro, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista.

Trata-se do segundo de uma série de três seminários que, dedicados ao tema da inovação no Brasil, pretendem avaliar necessidades para mobilizar o potencial brasileiro em inovação e melhor inserção internacional.

A promoção é do Woodrow Wilson International Center for Scholars, instituto voltado ao debate de políticas públicas sediado em Washington, nos Estados Unidos.

O painel “Políticas de inovação e parcerias público-privadas: o que precisa ser feito” contará com a presença de Carlos Henrique Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, e de Sérgio Risola, coordenador geral da Incubadora de Empresas de Tecnologia da Universidade de São Paulo (Cietec/USP).

O palestrante do segundo painel, “Perspectivas internacionais sobre inovação”, será Stephen Merrill, diretor executivo da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

O último painel, “Estratégias empresariais”, terá Fernando Reinach, diretor executivo da Votorantim Ventures, Hugo Borelli Resende, gerente de desenvolvimento tecnológico da Embraer, e Mauro Assano, executivo de pesquisa da IBM.

Mais informações: www.wilsoncenter.org .

Fonte: Agência Fapesp

1º Congresso Internacional sobre Produtos Naturais

A primeira edição do Congresso Internacional sobre Produtos Naturais, promovido pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), ocorrerá de 4 a 7 de novembro, em São Pedro (SP).

O evento reunirá pesquisadores que desenvolvem estudos sobre potencial terapêutico das plantas, fármacos e conservação do meio ambiente. Serão apresentadas pesquisas desenvolvidas na UFSCar e em universidades de países como Estados Unidos, Inglaterra, México e França.

Paralelamente ocorrerá a 27ª Reunião Anual sobre Ecologia, Sistemática e Evolução Micromolecular.

“Metabólitos secundários e taxonomia vegetal: passado e presente”, “Química de produtos naturais: de Scheele a Gottlieb”, “Potencial de asteraceae do Brasil: química, biologia e informática” e “Mudanças climáticas” serão alguns temas em discussão.

Mais informações: http://bcnp.ufscar.br .

Fonte: UFSCAR

Finep premia inovações do Sudeste

Um secador de cabelos revestido com nanopartículas de dióxido de titânio (TiO2) que ajuda a combater fungos e bactérias presentes no ar, um medicamento para tratamento do alcoolismo, um painel solar com tecnologia nacional utilizado no satélite sino-brasileiro Cbers-2B e um avião de pequeno porte ideal para pistas molhadas.

Esses são alguns projetos que conquistaram o Prêmio Finep de Inovação Tecnológica 2007 da Região Sudeste, que concedeu, na quarta-feira (24/10), em São Paulo, troféus aos autores de trabalhos em seis categorias, quatro de São Paulo, um do Espírito Santo e um de Minas Gerais.

Os trabalhos vencedores pertencem às empresas paulistas Embraer (na categoria Produto), Orbital Engenharia (Processo), Laboratório Cristália, (Média/Grande Empresa) e Nanox Tecnologia (Pequena Empresa). O prêmio de Melhor Instituição de C&T ficou com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e o primeiro lugar na categoria Inovação Social coube à Embrapa Gado de Leite, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em Juiz de Fora (MG).

Também receberam troféus o segundo e o terceiro colocados em cada uma das seis categorias. Os seis vencedores do Sudeste disputarão, com ganhadores das demais regiões do Brasil, a etapa nacional do prêmio que está prevista para o fim do ano, em Brasília.

O julgamento dos projetos do Sudeste, que contou com a participação de nove jurados representantes das comunidades acadêmica e empresarial, ocorreu no dia 12 de setembro. Do total de 732 propostas inscritas em todo o país, a região concorreu com 214.

O Prêmio Finep de Inovação Tecnológica visa a estimular esforços inovadores de empresas, cooperativas e instituições de ciência e tecnologia que geram resultados positivos para a sociedade brasileira. Foi criado em 1998, na região Sul, com 48 projetos inscritos. No ano 2000 foi lançado em todas as regiões do país.

A empresas Orbital Engenharia e Nanox Tecnologia contam com apoio do Programa de Pesquisa Inovativa na Pequena e Micro-Empresa (Pipe) da FAPESP.

Os projetos vencedores:

Orbital Engenharia (Processo)
A empresa desenvolveu um painel solar para o Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers-2B) lançado da China no dia 19 de setembro e projetado para durar dois anos. Com 16 mil células solares produzidas a partir do silício, o painel capta energia solar e a converte em elétrica para alimentar os equipamentos e recarregar as baterias do satélite.

O painel solar é composto pela ligação em série de milhares de unidades formadas por três componentes: célula solar, interconector e cobertura de proteção. A célula solar é responsável pela captação da luz do Sol, enquanto o interconector faz o contato elétrico entre as células por meio de minúsculas partículas de prata. A cobertura de proteção, que é feita de vidro, protege as células das radiações do espaço.


Nanox Tecnologia (Pequena Empresa)
O Taiff Titanium é um secador desenvolvido com o uso de nanotecnologia. O Nanox Clean é um revestimento bactericida, imperceptível a olho nu, que, aplicado no secador, reduz a quantidade de microrganismos, proporcionando um jato de ar mais puro e diminuindo chances de caspa e seborréia.

A novidade foi desenvolvida em parceria com o Centro Multidisciplinar de Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da FAPESP, que funciona na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara, e na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), ambas no interior de São Paulo.

Testes realizados no CMDMC comprovaram a eficácia do secador no combate à Escherichia coli, uma das mais antigas bactérias parasitas do homem, sendo o intestino seu hábitat natural, e a Serratia marcescen, que é geralmente associada a infecções como a pneumonia, especialmente em pacientes hospitalizados.

A Nanox Tecnologia desenvolve soluções por meio da síntese de óxidos e metais nanoestruturados. A nanotecnologia permite que superfícies de diversos tipos de materiais sejam beneficiadas pelos revestimentos desenvolvidos pela empresa, visando à melhoria de suas propriedades.

Embraer (Produto)
O Phenom 100, jato de pequeno porte desenvolvido pela Empresa Brasileira de Aeronáutica, foi projetado para ter vida útil de 32 anos, enquanto similares da categoria têm duração estimada em 14 anos.

A utilização da fibra de carbono em 20% da estrutura deixa a aeronave mais leve, o que implica menor consumo de combustível. A aeronave é equipada com freio anti-skid, similar ao ABS utilizado em automóveis, que conta com sistema antitravamento das rodas e permite o pouso em pistas molhadas.

O jato pode voar até 41 mil pés, mesma altitude utilizada em vôos de aviões comerciais, e percorrer 2.146 quilômetros, distância entre Rio de Janeiro e Maceió, sem precisar ser reabastecido. O jato tem capacidade para oito ocupantes e características inovadoras de design e conforto.

Laboratório Cristália (Média/Grande Empresa)
Medicamento para o tratamento de alcoólatras que inibe a sensação de prazer proporcionada pela ingestão de álcool, o Revia é produzido pelo Laboratório Cristália, em Itapira (SP), e age na região do cérebro responsável por bloquear os receptores da endorfina, que estimulam a sensação de euforia.

O laboratório deu início a suas atividades na área de psiquiatria em 1972, fornecendo medicamentos para clínicas e hospitais. A partir de 1998, a empresa entrou no ramo de vendas em farmácias e drogarias. O primeiro medicamento de grande repercussão desenvolvido pela empresa foi o haloperidol, indicado para tratamento dos sintomas psicóticos, como agitação e agressividade.

Outro produto introduzido pelo laboratório no mercado é o curativo Veloderm, constituído por uma película biológica natural obtida a partir da cana-de-açúcar, que atua como um substituto da pele, especialmente no tratamento de queimaduras e em cirurgias plásticas. Ao todo, foram 33 medicamentos inovadores desenvolvidos pela empresa, sendo 29 exclusivos no mercado brasileiro.

Incaper (Instituição de C&T)
Fruto de dez anos de pesquisas, o abacaxi Vitória permitiu uma economia anual de aproximadamente R$ 1,2 milhão para os produtores do Espírito Santo, e dobrou a produtividade da fruta no estado, de 21 para 42 toneladas por hectare.

Isso porque, por meio de técnicas de melhoramento genético, o Vitória apresentou resistência à fusariose, doença causada por fungos que apodrece os frutos e provoca perdas de até 40% da produção.

O fruto apresenta polpa branca e elevado teor de açúcar. Além disso, pesa quase dois quilos, não tem espinhos nas folhas e a coroa é pequena, o que facilita o manuseio. Sua casca dura suporta o transporte, evitando o amassamento.

Esse é um dos 130 projetos de pesquisa atualmente em andamento no Incaper, instituto de pesquisa que presta assistência técnica a 40 mil agricultores por ano, promovendo mais de 280 cursos direcionados aos pequenos produtores.

Embrapa Gado de Leite (Inovação Social)
O objetivo do projeto desenvolvido pelo Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Leite da Embrapa é diminuir a contaminação microbiana, melhorando a qualidade do leite e tornando os produtos mais seguros para consumo humano.

Para isso foi lançado, em julho desse ano, o Kit Embrapa de Ordenha Manual, que ensina medidas simples e de fácil compreensão aos pequenos produtores. Ele pode ser montado por R$ 150 e serve para conscientizar e sensibilizar os pequenos produtores para a obtenção do leite com baixas contagens bacterianas.

A Embrapa realiza ainda treinamento e distribui cartilhas ilustradas que padronizam os procedimentos de utilização do kit em diferentes regiões do país.

Os alunos aprendem medidas de higiene para ordenha e manipulação do material, como a substituição de panos por toalhas de papel para secar as mãos, utilização de banquinhos com apenas um pé que, presos na cintura, evitam o contato dos bancos tradicionais com as mãos, e utilização de água clorada para higiene.

Mais informações: www.finep.gov.br

Fonte: Agência FAPESP

R$ 10 milhões para projetos em saúde

Em parceria com o Ministério da Saúde, o Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), lançou três novos editais para selecionar projetos de ações da área de saúde, no valor total de R$ 10 milhões.

O objetivo é investir em atividades de pesquisa, no desenvolvimento e inovação de equipamentos para diagnóstico e tratamento médico-hospitalar, no fomento à pesquisa em saúde suplementar e nos estudos de avaliação de tecnologias em saúde.

Segundo o CNPq, preferencialmente, 30% do total investido será destinado a projetos enviados por pesquisadores das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Os editais destinam R$ 4 milhões ao apoio para equipamentos de tratamento e diagnóstico médico-hospitalar, R$ 2 milhões para apoio à saúde suplementar e outros R$ 4 milhões para apoio à avaliação de tecnologias em saúde.

O edital relativo ao apoio para equipamentos receberá inscrições até o dia 28 de outubro. Os recursos serão destinados a oito projetos no valor aproximado de R$ 500 mil, que visam a suprir as lacunas encontradas no país em relação ao desenvolvimento de equipamentos para tratamentos e diagnóstico médico-hospitalar.

O edital de apoio à saúde suplementar tem inscrições abertas até 17 de novembro e visa a minimizar as desigualdades regionais. Os recursos serão dedicados a 20 propostas com valor máximo de R$ 100 mil. As propostas poderão ser feitas dentro de duas áreas temáticas principais: a incorporação tecnológica e a área de informação em saúde suplementar.

As inscrições dos projetos relacionados à avaliação de tecnologias em saúde ficam abertas até 15 de novembro. O objetivo é apoiar projetos de pesquisa que priorizem o uso dos dados existentes para orientar a tomada de decisões no sistema de saúde – como o planejamento, a regulação, a assistência – e a análise do impacto clínico, sanitário, econômico, ético, organizativo das tecnologias sanitárias, levando em conta as alternativas existentes.

Todas as propostas de projetos para os três editais de saúde lançados pelo CNPq poderão ser enviadas por meio de formulário on-line.

Para saber mais sobre o edital de apoio para equipamentos, clique aqui

Para o edital voltado ao apoio à saúde suplementar, clique aqui

Para o edital de apoio à avaliação de tecnologias em saúde, clique aqui

Fonte: Agência Fapesp