segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Edital seleciona projetos para mapeamento de sensibilidade a derramamento de óleo no litoral do E.S.

O MMA - Ministério do Meio Ambiente, o MCT - Ministério de Ciência e Tecnologia e o CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico publicaram dia no último dia 17, no Diário Oficial da União, o edital para uma seleção pública de propostas de projetos de pesquisa e desenvolvimento voltados ao mapeamento de sensibilidade ambiental a óleo na bacia sedimentar marítima do Espírito Santo. O projeto selecionado deverá elaborar cartas de sensibilidade ambiental para derramamentos de óleo (cartas SAO) sobre a bacia.

Para o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, o lançamento do edital é de grande relevância para o completo mapeamento da sensibilidade a óleo no litoral brasileiro. "Nessa ação com o CNPq, estamos garantindo a continuidade dos trabalhos de mapeamento de nosso litoral - e já programamos que, em cinco anos, teremos todas as bacias sedimentares marítimas devidamente levantadas, com um detalhado diagnóstico da sensibilidade ambiental a óleo", afirmou.

O secretário-executivo explicou que a bacia do Espírito Santo foi escolhida "pela relevância de sua biodiversidade e pela pressão da indústria do petróleo em explorar ali novas áreas de produção". "A Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA está elaborando também uma Agenda Ambiental do Petróleo, na qual é fundamental o mapeamento das áreas sensíveis a óleo para, entre outras ações, subsidiar nossos processos de licenciamento e fiscalização e garantir a proteção e a qualidade dos ambientes marinhos e costeiros", acrescentou Capobianco.

A Gerência de Qualidade Costeira e do Ar do MMA já publicou o Atlas de Sensibilidade ao Óleo da Bacia Marítima Ceará/Potiguar; e o da bacia marítima de Santos será lançado ainda este ano. Outros dois atlas estão em andamento: um da bacia marítima do Sul da Bahia e outro da bacia marítima de Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba.

A íntegra do edital para a bacia do Espírito Santo está disponível na página do CNPq na internet: http://www.cnpq.br/ . As propostas devem ser submetidas até o dia 30 de novembro; os resultados serão divulgados a partir de 5 de dezembro; e a contratação de projetos será iniciada em 12 de dezembro. A proposta aprovada será financiada com recursos oriundos do MMA, em valor global estimado em R$ 1 milhão, com liberação prevista ainda para este ano. (MMA).

Fonte: CNPq

Painel: "A interferencia do meio ambiente na economia e vice versa"

Sustentabilidade, cenários econômicos e novas demandas
O calendário GMGA 2007 (*) mantido pelo programa de Responsabilidade Social da MAISPROJETOS realiza o painel temático supracitado no próximo dia 25/10 para gestores e demais interessados na temática socioambiental. Especialistas da área vão expor e debater as oportunidades e desafios que se apresentam para empresas e seus profissionais nesta nova configuração global.

As Vagas são limitadas, e a participação gratuita mediante ordem de chegada das inscrições no endereço : www.maisprojetos.com.br/produtos/grupos/calendario.htm.

PROGRAMAÇÃO
• Tema: Sustentabilidade, cenários econômicos e novas demandas. A interferência do meio ambiente na economia e vice versa

• Data: 25/10/2007 – 5ª feira – 9h às 12h

• Local: Auditório da Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social - Rua Bela Cintra, 1032 – Cerqueira Cesar – São Paulo/SP (esquina com Av. Paulista – sentido centro) – Térreo. Próxima a estação Consolação do Metrô.

Conteúdo Programático:
9h00 - Aumentando rentabilidade e competitividade via sustentabilidade
Poucas vezes nos damos conta de que passamos 90% no nosso tempo dentro de edificações seja em residências, no trabalho ou lazer. Qual a importância da sustentabilidade de empreendimentos para a melhoria da qualidade de vida, da saúde e produtividade das pessoas? Como as empresas líderes de mercado estão procurando adotar práticas de responsabilidade socioambiental em seus empreendimentos.
Palestrante: Newton Figueiredo – Engº naval e Presidente da Sustentax, e da NewmarEnergia. É Conselheiro da Sociedade Brasileira de Engenharia Naval, da Associação Brasileira de Empresas de Serviços de Conservação de Energia, do Instituto Nacional de Eficiência Energética, da Associação Brasileira de Água e Energia e da Associação das Empresas de Inovação Tecnológica. É membro fundador do Instituto Brasileiro de Estudos em Direito da Energia e da Associação Brasileira dos Administradores de Facilities. É ainda membro do Green Building Initiative.

10h00 - Biocombustiveis, cenários e projeções
Uma nova realidade para o avanço do desenvolvimento sustentável. Biocombustíveis: uma opção com futuro promissor, pois, apresenta viabilidade técnica, ambiental e econômica.
Palestrante: Rosana Zenezi Moreira – Economista e Mestre em Administração e Planejamento Estratégico. Ambientalista e pesquisadora na área da saúde. Atuante em projetos socioambientais. Dra. Cidadã na OSCIP Canto Cidadão e, colaboradora do GMGA – Grupo Multidisciplinar de Gestão Ambiental e do NEF – Núcleo de Estudos do Futuro da PUC-SP. Membro da ABRES – Associação Brasileira de Economia da Saúde.

11h00 - Ecoeconomia, uma nova visão de desenvolvimento
Análise sobre a relação entre Economia X Ecologia e suas conseqüências (aquecimento global, colapso ambiental, escassez de recursos, novas demandas, oportunidades e desafios)
Palestrante: Lucas Chaves Peschke – Economista com MBA em Finanças. Economista com carreira desenvolvida dentro de Instituições Financeiras, sendo especialista em Investimentos. É sócio-diretor da MindSearch, empresa de recrutamento especializado de executivos.

O evento é uma realização do GMGA – Grupo Multidisciplinar de Gestão Ambiental da MAISPROJETOS com o apoio do Instituto de Engenharia.

Fonte: GMGA

Ipea aponta que mais alto salário no país vale 1.714 vezes o mais baixo

A diferença entre o menor e o maior salário no Brasil é de 1.714 vezes, aponta o relatório Hierarquia e Desigualdade Salarial na Administração Pública Brasileira, divulgado ontem (18) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O estudo tem como base os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2006, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ao analisar os números, o presidente do Ipea, Márcio Porchmann, qualificou como "injustificável" essa desigualdade, uma vez que a diferença máxima verificada nos países em desenvolvimento é de 20 vezes, segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Na iniciativa privada, o maior salário verificado pelo estudo foi de R$ 120 mil, de um dirigente na Região Sudeste, onde também foi localizado o menor, de R$ 70 mensais, recebido por um trabalhador do setor de serviços.

No funcionalismo público, a diferença é de 187 vezes, com o maior salário em R$ 28 mil e o menor, de R$ 175.

Para fazer o cruzamento, o Ipea enquadrou salários em dois segmentos: o "interno" engloba empregados com idade entre 25 e 59 anos, com 12 anos de escolaridade e mais de cinco anos de casa; e o "externo" envolve funcionários com oito anos de escolaridade, menos de cinco anos de casa e faixa etária também entre 25 e 59 anos.

Como os dados da Pnad consideram a remuneração bruta declarada pelos entrevistados, Porchmann não soube precisar se estão incluídas as comissões e gratificações, o que poderia elevar ainda mais os maiores salários.

De acordo com o relatório, o salário médio do trabalhador do setor privado no segmento "interno" é 13,8% superior ao do setor público. No segmento "externo", a diferença é de 14,9%. Com esses dados, Porchmann rebateu críticas de que o setor público gasta demais com a folha de pessoal.

"Se considerarmos a prática do setor privado, verificaremos que não se trata de uma má gestão do setor público", disse. O estudo sugere que o custo com pessoal na administração pública cresceria em 8,7%, que seria a diferença da remuneração média dos ocupados do setor privado em relação aos servidores.
O presidente do Ipea informou ainda que a despesa com pessoal não tem crescido de maneira a ampliar a carga tributária: "Temos outras despesas crescendo mais, como custeio e pagamento de juros".

Edla Lula/Agência Brasil

Prefeitura de Vitória lança edital para apoio a eventos científicos e tecnológicos

A Companhia de Desenvolvimento de Vitória comunica que receberá solicitações de apoio à promoção de eventos científicos e tecnológicos, a serem realizados no Município no período de 01/02/2008 a 31/07/2008, dentro das linhas de financiamento do Fundo de Apoio à Ciência e Tecnologia do Município de Vitória - FACITEC, até a data de 29/11/2007 (quinta-feira).

Para qualquer outro esclarecimento favor contactar através do telefone 3315 5540 ramal 105, pelo e-mail ou na página da CMCT em http://www.vitoria.es.gov.br/cdv

Fonte: CDV

2º Congresso Brasileiro de Espectrometria de Massas


O 2º Congresso Brasileiro de Espectrometria de Massas será realizado de 8 a 11 de dezembro, em Campinas (SP), com promoção da Sociedade Brasileira de Espectrometria de Massas.

O objetivo é promover e disseminar, entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros, o conhecimento sobre aplicação, pesquisa e desenvolvimento da espectrometria de massas, técnica de análise instrumental da química em que se visualiza com precisão o universo molecular.

O evento contará com a presença do japonês Koichi Tanaka, que recebeu o Prêmio Nobel de Química em 2002.

Mais informações em http://www.brmass.com.br/


Fonte: Agência Fapesp

Falta inovação tecnológica para desenvolver energia eólica no Brasil

O setor de energia eólica está em franca expansão mundial e dá seus primeiros passos no Brasil, onde o potencial energético total é de 143 mil megawatts – praticamente o dobro da potência instalada atualmente no país. Mas a inovação tecnológica é o principal obstáculo para o desenvolvimento do setor, de acordo com Ivonice Campos, diretora executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEE).

“Temos muito ainda a fazer do ponto de vista tecnológico para tornar a energia eólica competitiva. Precisamos desenvolver tecnologias de torres, de pás, geradores e componentes”, disse a engenheira, que também é secretária executiva do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

Segundo Ivonice, o setor está em plena expansão: em 2006, dos US$ 70 bilhões investidos no mundo em energias renováveis, 35% corresponderam à energia eólica. “O Brasil tem uma grande vantagem competitiva no setor, por ter 70% da população concentrada na faixa litorânea. E nosso maior potencial está nos litorais do Sul e do Nordeste, exatamente nas extremidades do Sistema Interligado Nacional de energia”, disse.

O principal obstáculo, segundo ela, é o desenvolvimento tecnológico visando à competitividade, com redução de custos e implantação da fabricação dos equipamentos no Brasil. “A tecnologia de inovação é o principal vetor para o desenvolvimento do setor eólico”, afirmou.

De acordo com a engenheira, diversas iniciativas estão sendo tomadas em universidades e centros de pesquisa brasileiros para o setor. A mais nova delas é o Centro de Excelência em Energia Eólica inaugurado no último dia 8 pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

“O centro conta com novas instalações, instrumentos e túneis de vento para avaliar o desempenho de turbinas eólicas e calibrar sensores que medem a velocidade do vento”, disse.

O centro já apresentou resultados do desenvolvimento de novos modelos de turbinas eólicas de eixo vertical com a instalação de uma unidade para testes em Imbé, no Rio Grande do Sul. A turbina tem um rotor que trabalha com o vento em todas as direções, além de ter um gerador elétrico, fixado no nível do solo, facilitando o acesso à manutenção.

“O Brasil já tinha um Centro Nacional de Energia Eólica, com características semelhantes, na Universidade Federal de Pernambuco. As iniciativas não param de aparecer em todos os estados”, destacou.

Segundo Ivonice, na inauguração do centro da PUC-RS a ABEE solicitou a ativação da Rede Brasileira de Tecnologia Eólica. “Atualmente, São Paulo tem dado uma contribuição decisiva, principalmente com a Universidade de São Paulo (USP), reunindo pesquisadores de diversas áreas”, disse.

Segundo ela, a USP desenvolveu um projeto de energia eólica offshore de 10 mil megawatts, no mar do Ceará – um empreendimento do porte equivalente ao de Itaipu. “Nesse projeto se pretende colocar aerogeradores de 5 megawatts, cuja tecnologia altamente inovadora o Brasil ainda não tem, porque está em processo de desenvolvimento”, disse.

Ivonice aponta que a engenharia de materiais é um dos principais focos de pesquisa no setor, sendo fundamental para a definição das estruturas e design das torres. Outro foco é a questão de eficiência energética propriamente dita, reduzindo perdas dos sistemas de transmissão.

“Precisamos também criar modelos de pás e geradores apropriados para aproveitamento das características das jazidas eólicas em cada local. Cada região tem características diferentes de vento, de topografia e de complementaridade energética com outras fontes em cada local.. Combinando diferentes fontes, consegue-se gerar o ano inteiro”, afirmou.

Além da tecnologia, o desenvolvimento do mercado de energia eólica no país precisa, segundo Ivonice, de uma mudança nas modalidades contratuais.

“Precisamos de um modelo semelhante ao das hidrelétricas, com prazos de contratos de 20 a 30 anos, com realização de contratos em blocos anuais. As condições de financiamento também devem ser semelhantes às das hidrelétricas”, disse.

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

Acordo Brasil - Paraguai para capacitação em unidades da Embrapa

Foi realizada, no último dia 15, no auditório da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Agropecuária Oeste, em Dourados (MS), a cerimônia de boas vindas aos primeiros oito paraguaios que vão participar do projeto de capacitação de 30 pesquisadores do Paraguai em diversas unidades da Embrapa. A iniciativa é uma parceria entre o Ministério da Agricultura do Paraguai, a Embrapa e o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE).

Em entrevista ao Agronegócio & Inovação, o diretor executivo da Embrapa, José Geraldo Eugênio de França, explicou como o acordo funcionará. “A capacitação dos pesquisadores dar-se-á em áreas de interesse comum, a exemplo de controle biológico de pragas e doenças, fixação biológica de nitrogênio, sistemas de produção de soja, algodão, milho, gestão de pesquisa, entre outras”, disse. Ele ainda informou que cada pesquisador será capacitado por um período de um mês.

Eugênio falou a respeito dos benefícios para o setor agropecuário com esse acordo. “O fundamento básico do desenvolvimento dos países da América Latina está assentado no conhecimento. Nossos recursos naturais não serão suficientes para promover as mudanças necessárias entre os nossos povos. Neste sentido, a Embrapa coloca a disposição do Paraguai sua história, sua capacidade técnica e de gestão de pesquisa, de forma a contribuir para a constituição de uma rede sólida de instituições de pesquisa em todos os países do continente Americano”.

O diretor executivo revela que o acordo está sendo financiado pela Agencia Brasileira de Cooperação (ABC) e que o valor do projeto gira em torno de R$ 174 mil. Ele ainda afirmou sua expectativa em relação ao acordo. “A expectativa é que, a partir deste acordo, surjam vários projetos conjuntos, elaborados por pesquisadores brasileiros e paraguaios que possam vir a ser financiados por agências internacionais, pelos governos dos dois países e pela iniciativa privada representada pelas associações, cooperativas e empresários relacionados às principais cadeias produtivas do agronegócio”.

Fonte: Vitor Rodrigues / Agronegócio & Inovação

2º Encontro Técnico Automação Industrial em Volta Redonda

O SENAI-RJ/Centro de Tecnologia Euvaldo Lodi em parceria com o SENAI Unidade de Volta Redonda realiza o II Encontro Técnico Automação Industrial, evento do Projeto Automação 2007.

O Projeto Automação foi criado em 2004 para atender à demanda por eventos no segmento Automação no estado do Rio de Janeiro e tornou-se um sucesso de público, atraindo mais de 3.400 participantes nos últimos três anos, sendo composto por um calendário de eventos técnicos desenvolvido pelo Centro de Tecnologia Euvaldo Lodi, direcionados a profissionais, empresários e estudantes interessados no segmento de Automação Industrial.

O projeto conta com o patrocínio das empresas PERCON, ACE SCHMERSAL, MAPDATA, ABOVE-NET, IFM ELETRONIC, ATOS, MS INSTRUMENTOS e SMAR além do apoio institucional da ABRAMAN, ABENDE, Revista Controle & Instrumentação, INFOSOLDA, Grupo Calibração, Editora SENAI/RJ e ISA.

O evento será realizado no dia 24/10/07 na Unidade do SENAI de Volta Redonda onde serão apresentadas cinco palestras técnicas, cujos temas foram selecionados por um comitê de empresas e especialistas da área com o objetivo de divulgar o avanço tecnológico da automação industrial.

Serão realizados três mini-cursos abordando os temas: "Medição de Umidade por Infra-vermelho", "Protóripos Digitais" e "Redundância na Automação Industrial: Aplicações Ethernet".

A programação pode ser conferida em: http://www.infosolda.com.br/download/rio_automacao.jpg.

Fonte: Cimm

9º Seminário Internacional de Meio Ambiente Industrial (SIMAI)

O IX Seminário Internacional de Meio Ambiente Industrial (SIMAI), ocorre entre os dias 24, 25 e 26 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo, SP. O evento reunirá durante os três dias, personalidades dos setores: empresarial, governamental, área de pesquisa e educação.

Confirmando sua tradição no setor de meio ambiente industrial, o SIMAI ao longo dos anos tem permitido uma participação interativa e dinâmica do público por meio de palestras proferidas por especialistas de renome nacional e internacional.

O aumento de participantes a cada edição, mostra que os assuntos abordados, sobre os temas socioambientais, estão aliados ao prolongamento do ciclo de vida da indústria.

Temas do IX SIMAI:
- Gestão de Resíduos Industriais - desafios, estratégias e o planejamento no universo empresarial;
- Licenciamento Ambiental - conceitos, mecanismos de flexibilização, casos práticos e planos de gerenciamento;
- Atendimento Emergencial - procedimentos, recursos e especialização técnica;
- Gerenciamento de Riscos Industriais - planos de ação e a utilização de práticas preventivas;
- Educação Socioambiental - estratégias;
- Reuso de Água e Efuentes Industriais - estratégias de gestão e benefícios ambientais e econômicos;
- Sistemas de Gestão Integrados - diagnóstico e vantagens;
- Negócios Sustentáveis - implantação de metodologias integradas ( economia, meio ambiente e sociedade);
- Ecoeficiência, Produção mais Limpa e ACV - Análise do Ciclo de Vida;
- Tecnologias Ambientais - planejamento e gestão;
- Remediação de Locais Contaminados.

Além do SIMAI, estará ocorrendo o III Seminário de Resíduos, realizado em parceria com o Compromisso Empresarial para a Reciclagem (CEMPRE), que este ano terá a participação de congressistas e palestrantes internacionais, oriundos de diversos países como: México, Tailândia, China, Venezuela, entre outros. O evento objetiva apresentar as iniciativas de vários setores que trabalham no gerenciamento integrado dos resíduos sólidos, a reciclagem e a educação ambiental.

Temas do Recicle CEMPRE para este ano:
- Painel: Política Nacional de Resíduos Sólidos - visão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Governo Federal;
- Painel Internacional: Coleta Seletiva e Reciclagem - representantes de diversos países: Tailândia, México, Uruguai e Venezuela;
- Painel: Prefeituras (Nacional e Internacional) - representantes de: Porto Alegre, Nova Friburgo e São Paulo;
- Painel: A Contribuição das Cooperativas de Catadores - linha de fomento para as Cooperativas; - Painel: Inovação Tecnológica - reciclagem energética; embalagem e meio ambiente; Projeto Ítalo-Brasileiro para reciclagem do plástico; reciclagem de baterias recarregáveis; reciclagem de entulho e construções sustentáveis.
- Painel: A Indústria e o Pós Consumo - Experiências bem sucedidas.
Para a programação completa dos seminários acesse: www.fimai.com.br

Maiores informações e inscrições pelos telefones 55 11 3917 - 2878 / 0800 77 01 449 , pelo e-mail, ou no endereço www.fimai.com.br

Fonte: Cimm

Impactos das mudanças climáticas demandam integração e planejamento entre governo e cientistas

O acirramento de desastres naturais está entre os impactos potenciais das mudanças climáticas, o que forçará os governos a incluirem medidas de adaptação em seus planejamentos territoriais.

Mas, de acordo com Philipp Schmidt-Thomé, do Serviço Geológico da Finlândia (SGF), para que soluções sejam de fato implantadas, será preciso melhorar a difícil comunicação entre gestores e cientistas.

O geólogo coordena o projeto Rede de Observação Espacial Européia, que traça mapas de riscos e potenciais de desastres naturais na Europa, com participação de 29 países. O projeto, voltado ao fornecimento de dados para gestão territorial, foi iniciado em 2002.

Schmidt-Thomé, que também integra a Comissão de Geociência para Gerenciamento Ambiental da União Internacional das Ciências Geológicas, apresentou na última sexta-feira (19/10), em São Paulo, a conferência “Mudança climática e impactos potenciais sobre desastres naturais”, promovida pela FAPESP.

“Cientistas e gestores falam linguagens diferentes. Feitos para uma leitura científica, os relatórios não despertam o interesse dos políticos, que são voltados para o curto prazo”, disse Schmidt-Thomé.

Segundo o pesquisador, que também faz parte da Rede de Informações de Desastres Euro-Mediterrânea, os cientistas sociais poderiam intermediar o diálogo entre especialistas em clima e tomadores de decisão.

“É urgente atrair gestores que tenham interesse no assunto utilizando uma linguagem que eles possam entender. Seria muito bom incluir cientistas sociais nesse trabalho, porque eles são mais treinados em comunicação e mais capacitados para encontrar os canais corretos”, afirmou.

Para Schmidt-Thomé, os cientistas precisam entender de que tipo de informação os gestores precisam e esclarecer o que a ciência tem de fato a oferecer. Segundo ele, é importante que os políticos saibam que a ciência não faz previsões: ela traça cenários e modelos.

“É comum que políticos nos perguntem: quantos centímetros o mar vai subir até determinada data? A resposta é: não sabemos, porque ninguém pode profetizar o futuro. Os modelos não se prestam a isso”, disse.

Comunicação sem catastrofismo
O pesquisador destacou que uma melhoria na comunicação poderá favorecer as adaptações necessárias do planejamento territorial. “Se conseguirmos institucionalizar os processos de comunicação, encontraremos mais gestores interessados no tema. No momento em que uma cidade se tornar modelo de adaptação para a mudança de clima, os eleitores daquele país pressionarão também seus gestores, deflagrando um efeito cascata”, disse.

Por outro lado, as terminologias científicas fundamentais para compreensão dos modelos e cenários tendem a se tornar cada vez mais populares, de acordo com o finlandês. “A educação e a mídia terão papel fundamental nisso. Um exemplo é que há dois anos ninguém saberia responder o que é o IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática]. Hoje, isso mudou”, afirmou.

Schmidt-Thomé alerta, no entanto, para o perigo de se adotar a estratégia do catastrofismo para chamar a atenção do público. “É preciso cuidado para não alarmar a população. Uma linguagem excessivamente científica pode afastar o interesse dos gestores, mas o catastrofismo é ainda pior, porque dá impressão de que nada mais pode ser feito”, explicou.

Segundo o geólogo, é preciso que o planejamento territorial contemporâneo seja mais interdisciplinar, integrando especialistas de todas as áreas e levando em conta um princípio de incerteza.

“Não acho que seja preciso reinventar o planejamento espacial, mas é preciso integrar a ele a incerteza. Temos modelos, temos cenários, mas não temos certezas absolutas, e precisamos que os gestores levem isso em conta. O aspecto de incerteza nos leva a pensar em termos de redução de vulnerabilidade”, disse.

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp