sábado, 20 de outubro de 2007

2º Edição do Índice Brasil de Inovação (IBI) abre inscrições para empresas

As inscrições de empresas interessadas em participar da segunda edição do Índice Brasil de Inovação (IBI), que mede o esforço e os resultados das empresas em pesquisa e desenvolvimento (P&D) para a construção de um ranking das companhias mais inovadoras, serão abertas na próxima segunda-feira (22/10).

O índice traz duas importantes novidades: a criação do Manual do IBI, com definições conceituais sobre inovação tecnológica e informações a respeito da metodologia desenvolvida para análise da capacidade inovativa do setor produtivo, e a inclusão de empresas do setor de serviços e de extração mineral, que se somam à indústria de transformação, que formou o ranking na primeira edição.

Os cálculos serão realizados com base em dados divulgados em julho pela Pesquisa Industrial de Inovação Tecnológica (Pintec 2005) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O ranking incorporou dois segmentos importantes do setor de serviços – o de informática e o de telecomunicações –, além da indústria extrativa, o que refletirá um peso econômico razoável para a elaboração do novo índice”, disse André Tosi Furtado, coordenador do IBI, à Agência FAPESP.

“Resolvemos ampliar a cobertura das empresas seguindo o exemplo da Pintec 2005, que também incluiu o setor de serviços como novidade”, explicou Furtado, que é professor do Departamento de Política Científica e Tecnológica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Segundo ele, não haverá grandes modificações na metodologia do índice, em que as empresas são avaliadas a partir do equilíbrio entre o Indicador Agregado de Esforço (IAE) – que mede os gastos com máquinas, equipamentos, produtos e processos inovadores – e o Indicador Agregado de Resultado (IAR), que representa os impactos econômicos da inovação e as patentes depositadas. As melhores empresas são aquelas com os indicadores de esforços e de resultados mais bem equilibrados.

“Fizemos alguns testes e percebemos que essa fórmula é bastante robusta e dará conta do recado com os novos setores econômicos. Mas uma alteração importante será a inclusão de um indicador voltado aos programas de computador utilizados e fabricados pelo setor de serviços”, destacou.

Gastos com software e pedidos de registros de direitos autorais de novos programas terão peso significativo na elaboração do ranking. “Teremos uma fórmula distinta para avaliação das empresas de informática e de telecomunicações”, disse Furtado, que coordena o IBI junto com Ruy Quadros, também professor da Unicamp.

O Índice Brasil de Inovação é uma iniciativa do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) e do Instituto de Geociências, ambos da Unicamp, em parceria com a revista Inovação Uniemp e com a FAPESP.

Metodologia compreensível
O Manual do IBI foi criado por Carlos Vogt, editor chefe da revista Inovação Uniemp e secretário de Ensino Superior do Estado de São Paulo. A proposta é permitir um maior entendimento dos motivos que levam uma empresa a aplicar a metodologia e a importância de galgar novas posições no ranking das empresas mais inovadoras do país.

“Como o IBI é elaborado com indicadores complexos, colocados em equações com variáveis e pesos distintos, o manual permitirá que essas fórmulas possam ser aplicadas e entendidas universalmente, de modo que as empresas nacionais tenham o índice como referência e o apliquem individualmente em seus modelos de negócio”, explicou Vogt.

“A idéia do manual está ligada ao desenvolvimento do IBI, à sua abrangência, ao seu aprimoramento e à possibilidade de que ele se constitua num guia eficiente”, disse Vogt. As 20 páginas do manual estarão disponíveis para download gratuito no site do IBI a partir de segunda-feira (22/10).

As mais inovadoras
As empresas que ocuparam as primeiras colocações na primeira edição do ranking, em quatro grupos de intensidades tecnológicas, foram: Delphi (alta tecnologia), Silvestre Labs (média-alta intensidade tecnológica), Brasilata (média-baixa intensidade tecnológica) e Santista Têxtil (baixa tecnologia).

Para os cálculos, na ocasião, foram utilizadas informações da Pintec 2003, além de dados do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e da Pesquisa Industrial Anual (PIA) de 2003, também do IBGE. No total, participaram 60 empresas.

“A melhor maneira de conseguir mais adesões é a divulgação do IBI junto aos empresários e em diferentes veículos de comunicação. A principal barreira a ser vencida é revelar que a metodologia do índice está consolidada e não é mais algo distante das empresas”, apontou Furtado.

Mesmo não tendo sido classificada no ranking das mais inovadoras, toda empresa participante do IBI recebe uma carta informativa com uma comparação dos seus indicadores com seu próprio setor e com as empresas mais bem colocadas.

Podem participar da segunda edição do índice empresas nacionais ou estrangeiras que desenvolvam atividades de pesquisa e desenvolvimento no Brasil e que tenham participado da Pintec 2005. O questionário da pesquisa preenchido deve ser solicitado ao IBGE e enviado à equipe do IBI. As inscrições terminam no dia 15 de fevereiro de 2008.

Mais informações: www.revistainovacao.uniemp.br/ibi.

Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp

Projeto Deter do INPE revela que desmatamento da Amazônia aumentou 8% no último ano

Dados do Projeto Deter - Detecção do Desmatamento em Tempo Real do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT) indicam uma tendência clara de aceleração do desmatamento na Amazônia. O gerente do Programa de Monitoramento por Satélites do Inpe, Dalton Valeriano faz o alerta: “os resultados mostram um aumento de 8% entre 2006 e 2007”.

Foi avaliada a situação em todos os Estados da Amazônia Legal entre junho e setembro deste ano e no mesmo período de 2006. A comparação do total para toda a região indica que o desmatamento foi menor em 2007 do que no ano passado apenas no mês de junho. De julho a setembro a área desmatada aumentou em 3%, 53% e 107% na comparação ano a ano, respectivamente. “Aumentos substanciais, da ordem de acima de 600%, foram observados em Rondônia. Pará e Mato Grosso também apresentam aumentos significativos em todos os meses, exceto julho. E na comparação geral os resultados mostram um aumento de 8% entre 2006 e 2007”, revela Dalton Valeriano.

Segundo o pesquisador, os meses anteriores têm valores muito instáveis em função da área livre de nuvens na época e do tempo em que não foi possível observar a superfície em meses anteriores. Já a comparação mês a mês de anos subseqüentes é válida para os Estados do Acre, Rondônia e Mato Grosso porque é possível observar praticamente toda a área a cada mês. No Pará os resultados são comparáveis para a região ao sul de uma linha que se estende de Marabá a Itaituba. “Ao norte desta linha o Deter é muito limitado por cobertura de nuvens, mas de qualquer modo os valores são comparáveis. O mesmo ocorre no Amazonas, onde se deve considerar as medidas como representativas da região sul do Estado, de Apuí a Eirunepê. As comparações não são válidas para os demais Estados porque a cobertura de nuvens ocorre de modo intenso por todo Estado e sem constância na área observada”, explica o gerente do Programa Amazônia.

O Deter é um projeto do Inpe/MCT com o apoio do MMA e do Ibama e faz parte do Plano de Combate ao Desmatamento da Amazônia do Governo Federal.

Maiores informações no endereço: http://www.inpe.br/index.php

Fonte: Agência CT

Espírito Santo lança a edição 2008 do Programa Nossa Bolsa

A edição de 2008 do Programa Nossa Bolsa, desenvolvido pelo governo do Espírito Santo, oferecerá 1.343 bolsas a estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas e tiraram mais de 40 pontos no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). As inscrições podem ser feitas até o dia 22 de outubro.

Segundo informações da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Sect), o candidato terá a opção de escolher entre 43 cursos oferecidos pelas 22 instituições de ensino, situadas em 14 municípios do Espírito Santo. Só não serão oferecidas bolsas para o curso de odontologia.

Ainda de acordo com a secretaria, 528 bolsas são destinadas para a área de tecnologia, 300 para a área da saúde e 515 para outras áreas.

O programa é desenvolvido pela Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Fapes) e busca apoiar financeiramente estudantes de ensino superior, com bolsas integrais e parciais de estudos.

Para mais informações, acesse o endereço.

Leia também:
E.S. divulga pacote de ações voltadas para a formação dos alunos da rede pública


Fonte: Gestão CT

4ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente

Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), instituição associada à ABIPTI, e a Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco) promovem a quarta edição da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente.

A olimpíada é voltada para estudantes do nível médio e para alunos que cursam do 6° ao 9° ano do ensino fundamental das redes pública e privada. O principal objetivo é o incentivo à realização de projetos que contribuam para a melhoria das condições ambientais e de saúde.

O prazo de inscrições termina no dia 18 de novembro. Após esse dia, será iniciado o processo de seleção dos trabalhos, que se dividirá em duas etapas: a regional e a nacional.

Os estudantes interessados em participar do evento devem escolher um professor-representante de sua instituição de ensino para que ele faça a inscrição por meio eletrônico.

A proposta da competição é valorizar o trabalho de professores e escolas no desenvolvimento de atividades inovadoras, além de incentivar os participantes a intervirem no meio socioambiental.

A olimpíada se divide em três modalidades: Arte e Ciência, Produção de Texto e Projeto de Ciências. A primeira tem como prioridade o envio de trabalhos artísticos como pinturas, colagens e fotografias. Já a segunda analisa a capacidade de expressão dos alunos por meio de poemas, redações, reportagens jornalísticas e paródia. A terceira modalidade é voltada para a apresentação de experimentos científicos relacionados a fenômenos naturais ligados ao tema.

A olimpíada conta ainda com o apoio da Coordenação Geral de Vigilância Ambiental em Saúde do Ministério da Saúde.

As inscrições podem ser feitas neste site www.olimpiada.fiocruz.br .

Informações adicionais podem ser obtidas no mesmo site ou pelo e-mail.

Fonte: Gestão CT