segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Philipp Schmidt-Thomé fala sobre mudanças climáticas no 9º CBGq

O pesquisador Philipp Schmidt-Thomé, do Serviço Geológico da Finlândia, estará presente no XI Congresso Brasileiro de Geoquímica, que acontece entre os dias 21 e 26 de outubro em Atibaia, e deverá falar mudanças climáticas, concentração de metais pesados (como arsênio) e efeitos na saúde.

Membro da União Internacional de Ciências Geológicas (IUGS), o pesquisador deve abordar os resultados de projetos desenvolvidos na Europa que visam estudar impactos das mudanças climáticas no desenvolvimento regional e na formulação de estratégias de adaptação para as populações européias.

Nestes projetos, segundo Philipp Schmidt-Thomé, ficou claro que o planejamento espacial para o suporte de ações futuras de desenvolvimento territorial é uma ferramenta importante de adaptação em situações de desastres naturais e eventos extremos, relacionados com mudanças climáticas e que tenham impactos diretos na saúde.

Informação e participação
Entre os projetos que serão abordados durante a palestra, o pesquisador deve destacar aqueles que mostraram a importância da comunicação para ajudar planejadores a definirem necessidades e possibilidades de estratégias de adaptação.

Um dos projetos, voltado para políticas de desenvolvimento e estratégias de adaptação às mudanças climáticas na região do Mar Báltico, mostra a importância de desenvolver cenários, mapas e outras ferramentas de suporte para a tomada de decisão sobre uso futuro da terra.

Mais informações pelos telefones (19) 3521-4572, (11) 7116-8995

Fonte: Gabriela Di Giulio / CBGq

Cefet-MG e UFRN vencem Competição SAE Brasil AeroDesign

A equipe do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), nomeada Cefast Aerodesign, conquistou o primeiro lugar na classe regular da 9ª Competição SAE Brasil AeroDesign, realizada de 4 a 7 de outubro no aeroporto do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos (SP).

O avião projetado e construído pela equipe obteve 300,4 pontos na classificação geral após transportar 11,90 quilos de carga útil. Na classe aberta, a equipe Car-Kará Open, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), sagrou-se campeã ao carregar 22,54 quilos e obter 239,2 pontos.

A disputa, promovida pela Sociedade de Engenharia da Mobilidade (SAE Brasil) e que reúne estudantes de graduação e pós-graduação de áreas como engenharia mecânica e elétrica, física e ciências aeronáuticas, avalia o desempenho de aeromodelos projetados para transportar cargas em condições de vôo controlado.

O objetivo é propiciar a difusão e o intercâmbio de técnicas de engenharia entre estudantes e futuros profissionais do setor aeroespacial, por meio de aplicações práticas e da competição entre equipes.

Além do título, as duas equipes classificaram-se para representar o Brasil na SAE Aerodesign East Competition, em que o Brasil é bicampeão na classe aberta e tricampeão na classe regular. A competição, realizada pela SAE International, reunirá alunos da América do Norte e Europa em abril de 2008, na Flórida, Estados Unidos.

Participaram da competição nacional 60 equipes de diversas universidades brasileiras, além de três grupos do México e dois da Venezuela. As equipes brasileiras representaram 11 estados, além do Distrito Federal.

Os aviões foram submetidos à baterias de avaliações em duas etapas: competição de projeto, na qual as equipes tiveram seus projetos julgados por comissões formadas por engenheiros da indústria aeronáutica, e competição de vôo, em que os aviões passaram por sete baterias de vôos para transportar cargas úteis, simuladas por barras de chumbo.

Na classe regular, as aeronaves foram construídas por estudantes de graduação e deveriam ter a envergadura da asa com dimensão limitada, além de utilizar motor padrão de 10 cilindradas. Na classe aberta participaram estudantes de pós-graduação, que desenvolveram aviões com mais de um motor até o limite de 15 cilindradas, sem restrições de envergadura.

O objetivo era carregar o maior peso possível na aeronave. O vôo alcançou em média cinco metros de altitude e todas as manobras foram feitas por radiocontrole.

Mais informações: www.saebrasil.org.br/eventos/aerodesign2007 .

Fonte: Agência Fapesp

Nova variedade de mandioca pode produzir etanol

A mandioca está longe de poder competir com a cana-de-açúcar como matéria-prima para a produção de etanol. Mas uma nova variedade produzida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) surge com potencial para servir como uma matriz complementar, principalmente nas áreas de Cerrado.

Luiz Castelho Carvalho, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, apresentou a inovação na semana passada, em Brasília, na Conferência Internacional dos Biocombustíveis, um dos eventos que integram a Enerbio 2007.

“No processo convencional para fabricação do álcool a partir da mandioca é preciso hidrolisar o amido que está no tubérculo. É assim que se produz o açúcar, que é fermentado para fabricação do álcool. O problema é que a hidrólise é um processo dispendioso tanto em termos financeiros como energéticos”, disse Carvalho.

A variedade criada pela Embrapa dispensa o processo de hidrólise. “Em vez de amido, ela tem açúcar na raiz. E esse açúcar é a glicose, que é o substrato do processo de fermentação”, explicou.

De acordo com o pesquisador, a nova variedade reduz o custo energético em mais de 25%. “Já temos três plantas industriais experimentais de álcool de mandioca em São Paulo, em Botucatu, Tarumã e Flavel”, disse.

Segundo Carvalho, a intenção não é rivalizar com o etanol de cana-de-açúcar, mas ocupar nichos complementares de mercado. “Não queremos competir com a cana. Acho que ela vai muito bem, tem boa tecnologia e é muito eficiente em vários segmentos da cadeia de produção. Só queremos atingir nichos onde a cana não será opção. Ela, sozinha, não dará conta da demanda, principalmente se quisermos exportar”, afirmou.

Segundo ele, as limitações científicas foram resolvidas e, no momento, o problema é de ordem tecnológica. “Na parte científica, identificamos o fenótipo que substitui o amido pelo açúcar, identificamos o gene, já temos a variedade e agora estamos transferindo a carcterística para a variedade comercial voltada para o Cerrado”, disse.

De acordo com Carvalho, o objetivo é que o álcool de mandioca seja uma opção para a região Centro-Oeste. “A cana está vindo de São Paulo para o Centro-Oeste. Não queremos mexer com a cana paulista, que está dando conta do recado, mas, para vir para o Centro-Oeste, será preciso desenvolver novas variedades e isso vai demorar pelo menos uma década, enquanto o etanol de mandioca poderá estar no mercado em 2010”, destacou.

Além da produção de etanol, a Embrapa está desenvolvendo mais dois projetos com mandioca, segundo Carvalho. “Estamos pesquisando a produção de hidrogênio e bio-hidrogênio por meio do açúcar da mandioca. O objetivo é produzir células de hidrogênio. Outro projeto, em fase de escalonamento industrial, trata de desenvolver biopolímeros que sejam úteis no processo de metalurgia, para purificação do ferro”, contou.

Segundo o cientista, a identificação do fenótipo de açúcar foi feita em 2000. O uso do açúcar de mandioca para a metalurgia foi testado em 2004, e o processo para fabricação de etanol, dois anos depois.

O processo de produção de etanol a partir dos carboidratos da mandioca foi iniciado na década de 1970, com o programa Pró-Álcool, segundo Carvalho. Mas os experimentos foram gradativamente abandonados diante do sucesso do álcool de cana-de-açúcar.

“Existe muito espaço para ser conquistado em termos de produtividade agronômica. Não se pode ainda comparar com a produtividade da cana, mas o desenvolvimento tecnológico deverá seguir o mesmo caminho”, disse.

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

Vitamina E, cuidado com os excessos

A literatura científica tem mostrado que, além de ser um dos antioxidantes mais reconhecidos, por seu efeito contra a deterioração das células e o envelhecimento, a vitamina E tem potencial antiinflamatório. Agora, uma pesquisa feita no Laboratório de Imunofarmacologia do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) da Fundação Oswaldo Cruz destacou um possível papel antagônico em processos inflamatórios, indicando que a administração de uma dosagem mais alta pode ter como conseqüência a piora do quadro clínico.

Os resultados indicam que a vitamina E tem um efeito inibitório na atividade do receptor nuclear PPAR gama – proteínas existentes no núcleo das células e que são importantes na comunicação celular – somente quando administrada em baixa dosagem.

“Vimos que o efeito antiinflamatório da vitamina E pode ocorrer por meio do receptor PPAR gama, porém verificamos que, quando administrada em altas doses, a vitamina não tem efeito sobre a proteína e permite a inflamação. Concluímos que o caráter antiinflamatório da vitamina seria devido ao efeito inibitório na ativação do receptor”, explicou a bióloga Adriana Ribeiro Silva, coordenadora da pesquisa que durou dois anos.

Os pesquisadores utilizaram um modelo experimental em camundongos, no qual provocaram um processo inflamatório e avaliaram o efeito do tratamento com vitamina E por meio da administração de drogas utilizadas em tratamentos clínicos.

Constataram que uma dose de 40 microgramas por cavidade (por animal) tem efeito antiinflamatório, mas, se a dose for aumentada para 120 microgramas por cavidade, a vitamina E tem atividade pró-inflamatória. O que chamou a atenção é que essa última dosagem corresponde a uma dose comumente prescrita para humanos.

O estudo traz um alerta importante quanto ao uso indiscriminado da vitamina E. “Muitos imaginam que, quanto maior a dose, melhor o resultado. Constatamos o contrário, chamando a atenção para o cuidado com a dosagem”, disse Adriana.

A bióloga ressalta que os resultados da pesquisa são importantes porque drogas que se ligam ao receptor PPAR gama são utilizadas clinicamente e aceitas comercialmente como antidiabéticos. O próprio estudo começou com a proposta de avaliar o uso dessas drogas no tratamento da diabetes.

“Nossa idéia era questionar se esses medicamentos seriam benéficos ou não, uma vez que havia indícios na literatura científica de que a ativação desse receptor poderia ter um efeito pró-inflamatório, isto é, ao tratar uma doença predispõe o indivíduo a outro efeito, alterando o seu sistema imunológico”, afirmou.

A pesquisa, segundo ela, traz uma outra vantagem: “Hoje, temos dificuldade em produzir drogas que tenham efeitos desejados e não apresentem os efeitos colaterais. Cada vez mais se tem tentado encontrar alvos moleculares, como o PPAR gama, com atividades dentro da célula”, disse.

A equipe do IOC pretende mostrar os efeitos adicionais ao conhecido efeito antioxidante da vitamina E e propor sua aplicação como um antiinflamatório que possa ser utilizado de forma mais ampla, inclusive em doenças com fundo infeccioso, como infecção por bactérias e outros microrganismos.

O próximo passo da pesquisa será investigar as atividades pró e antiinflamatória da vitamina E com foco na sepse, doença inflamatória sistêmica que resulta da disseminação de bactérias a partir de um foco infeccioso e gera uma resposta inflamatória que pode acarretar óbito.

“A idéia é avaliar com certeza o efeito dela sobre o PPAR gama, para tentar caracterizá-lo melhor como benéfico ou maléfico”, disse Adriana. Os resultados do estudo, segundo a pesquisadora corroboram com uma máxima famosa do filósofo grego Sócrates: “Nada em excesso”.

Washington Castilhos /Agência Fapesp

5º Congresso em Estética e História da Arte

A Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP) realizará, de 24 a 26 de outubro, na capital paulista, o 5º Congresso em Estética e História da Arte.

O evento, que terá como tema “América, Américas – Arte e Memória”, pretende promover reflexões sobre a produção artística e as questões que envolvem o conhecimento estético no país.

Estão previstas palestras, mesa-redonda e comunicações de docentes e alunos.

Mais informações pelo e-mail ou telefone (11) 3091-3033

Fonte: Agência Fapesp

Encontro de Etnociência e Pesquisa Agropecuária e Florestal da Amazônia

O Encontro de Etnociência e Pesquisa Agropecuária e Florestal da Amazônia, que ocorrerá de 22 a 26 de outubro, em Rio Branco (AC), discutirá as questões legais, metodologias e ações para fortalecer o intercâmbio entre as diferentes áreas de atuação dos pesquisadores em etnociência.

A etnociência comporta diferentes abordagens e problemas teóricos, remetendo a uma união de competências que vai desde o aspecto cultural até o biológico. O evento é promovido pela Embrapa Acre, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária em Rio Branco.

“A pesquisa agropecuária e florestal envolvendo populações tradicionais na Amazônia: ações realizadas e perspectivas”, “Diversidade cultural e biológica e legislação brasileira sobre pesquisa e acesso ao conhecimento tradicional e recursos genéticos” e “Experiências e projetos envolvendo etnociência” são os três temas principais do encontro.

Mais informações: www.cpafac.embrapa.br/etnociencia .

Fonte: Agência Fapesp

CNPq lança edital de apoio a projetos que desenvolvam atividades com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançou edital de apoio a pesquisadores brasileiros que desenvolvem atividades com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O objetivo é investir R$ 500 mil em projetos de cooperação internacional para a elevação da capacidade científica dos países envolvidos, com ênfase nas áreas de antropologia, ciência política e sociologia. As propostas podem ser enviadas até o dia 8 de novembro.

Serão apoiadas propostas envolvendo a execução de projetos conjuntos em ciência, tecnologia e inovação para a realização de visitas exploratórias e eventos nessas áreas, no âmbito do Programa de Cooperação em Matéria de Ciências Sociais.

O edital pretende ainda promover e agregar recursos para maior cooperação entre os países, por meio do intercâmbio de cientistas e do compartilhamento de projetos de pesquisa.

A CPLP é formada por cientistas do Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Mais informações: www.cnpq.br

Fonte: Cnpq