sábado, 13 de outubro de 2007

US$ 720 mil do PPP -ECOS para projetos sustentáveis no Cerrado

O Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS) destinará este ano US$ 720 mil para organizações sociais comunitárias, ONGs e instituições que atuam nos doze estados abrangidos pelo bioma Cerrado. Os recursos serão aplicados no apoio e criação de alternativas econômicas sustentáveis para as comunidades da região. As propostas poderão ser enviadas até 12 de novembro para o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), que coordena o PPP-ECOS no Brasil desde a criação do programa em 1994.

O programa existe em cem países e é financiado pelo Small Grants Programme (SGP), vinculado ao Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF) da Organização das Nações Unidas. A execução dos projetos apoiados pelo PPP-ECOS se dá por meio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) com interveniência do Escritório de Serviços de Projetos das Nações Unidas (UNOPS).

O PPP-ECOS tem duas categorias de apoio: Pequenos Projetos com recursos de até US$30 mil para apoio geral e Projetos de Consolidação, com recursos de até US$50 mil para experiência/projeto com resultados e impactos positivos já comprovados e que possam ser replicados em outras comunidades.

Terão prioridade os projetos voltados para a promoção das capacidades e potencialidades de comunidades locais, inclusive tradicionais e indígenas, resultando na promoção de modos de vida sustentáveis. As propostas também devem demonstrar a viabilidade dos objetivos, gerando resultados concretos nos prazos previstos e com os recursos disponíveis.

Para concorrer ao edital, os projetos devem se referir ao bioma Cerrado ou às zonas de transição entre o Cerrado e Caatinga, Amazônia ou Pantanal. A entidade proponente não precisa estar sediada nesses biomas, mas deve atuar na região. Organizações governamentais, empresas privadas ou pessoas físicas não podem participar da seleção. A duração do projeto deve ser de até dois anos.

Sustentabilidade
Apesar de sua biodiversidade, os recursos hídricos estratégicos e sua importante participação na manutenção do clima do Planeta, o Cerrado sofre fortes pressões com a expansão da fronteira agropecuária, as obras de infra-estrutura e do crescimento urbano. Estima-se que o bioma já tenha perdido cerca da metade de sua cobertura vegetal nas últimas décadas, com perdas incalculáveis para a biodiversidade mundial.

“O apoio às comunidades rurais, sejam elas tradicionais ou de agricultores familiares é uma forma de ajudar a manter o Cerrado para as gerações futuras”, explica Andréa Lobo, presidente do ISPN. Segundo ela, os impactos positivos decorrentes do apoio do PPP-ECOS às comunidades do Cerrado podem ser percebidos nos 236 projetos localizados em toda a região de abrangência do bioma.

São mais de 150 organizações atendidas e cerca de US$ 6 milhões destinados aos beneficiários nos 12 anos de existência do programa. A lista completa de projetos apoiados pelo PPP-ECOS pode ser encontrada no site do Instituto Sociedade, População e Natureza - ISPN (www.ispn.org.br) , que é responsável pela Coordenação Técnico-Administrativa do Programa, e também se encarrega da divulgação, da análise preliminar dos projetos, do encaminhamento ao Comitê do Programa e do acompanhamento e avaliação.

Mais informações: (61) 3327 8085 – 8122 6042 ou pelo e-mail.

Fonte: MCT

Tecnologia da informação para aumentar a presença brasileira no mundo

"A Tecnologia da Informação é um dos instrumentos que as empresas privadas brasileiras e o Governo do Brasil dispõem, para melhorar seus produtos e processos e para mostrar ao mundo, de maneira transparente, que o País já adota e vai ainda aperfeiçoar todas os requisitos ambientais, sociais e de qualidade, exigidos pelos nossos importadores e pelos nossos consumidores”. A declaração foi feita por Kepler Euclides Filho, diretor da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), durante a primeira mesa redonda do VI Congresso Brasileiro de Agroinformática, dia 9, em São Pedro, SP.

Ele admitiu que, mesmo com a crescente importância do Brasil no comércio internacional e na política mundial, muita coisa ainda precisa ser feita e que essa lacuna pode ser preenchida com a ajuda da tecnologia da informação. ”Não devemos ter qualquer receio, pois o Brasil é muito competente, somos capazes de fazer e de comprovar o que fazemos”, ponderou Kepler.

Citou como exemplo as exigências sanitárias, ambientais e sociais aos produtos da agropecuária, setor em que o Brasil é líder, “mas cuja liderança nos trouxe muitas responsabilidades”. Para ele, “o protecionismo e o jogo da concorrência realmente existem, mas o melhor é corrigir as nossas lacunas e mostrar com transparência nossos contínuos progressos”, ponderou o diretor da Embrapa.

Nesse sentido, alertou que não adianta somente eficiência e boa produtividade, pois, segundo ele, sem as componentes ambiental, social e política e, no caso da pecuária, do bem-estar animal, “o Brasil não poderá ampliar a sua posição econômica e política no mundo”. Kepler enfatizou que isso vale também para os profissionais do ramo, pois os empresários e os pesquisadores precisam adotar e trabalhar com a questão política, ambiental, social, do bem-estar animal e das boas práticas agrícolas”.

Também o pesquisador Eduardo Assad, chefe geral da Embrapa Informática Agropecuária, uma das organizadoras do evento, entende que o VI Congresso Brasileiro de Agroinformática representa um esforço para organizar e sistematizar a informacão, o que ajudará o Brasil a romper as barreiras protecionistas e as barreiras sanitárias.

Governo e empresas
Para o técnico Jorge Caetano Júnior, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, também participante do VI Congresso Brasileiro de Agroinformática, somente o trabalho conjunto de Governo e empresas privadas poderá consolidar a agropecuária brasileira, cabendo ao Governo a fiscalização e coordenação das ações.

Jorge Caetano também acredita que, após as exigências sanitárias, os países importadores imporão outros requisitos, que já comecam a se manifestar, de ordem ambiental e social. “Devemos estar preparados para acões conjuntas entre Governo e empresas privadas”.

Embrapa presente
A Embrapa participa do VI Congresso Brasileiro de Agroinformática, com apresentação de trabalhos de dirigentes e técnicos.

A Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP) organizou o estande do evento, que conta com a participação da Embrapa Transferência de Tecnologia, por meio do Escritório de Negócios de Campinas, Instrumentação Agropecuária (São Carlos, SP), Pecuária Sudeste (São Carlos, SP) e Meio Ambiente (Jaguariúna,SP).

O congresso foi organizado pela Embrapa Informática Agropecuária e Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri), da Unicamp, e promovido pela Associação Brasileira de Agroinformática com apoio da Petrobrás, Agrolink, Fundepag, Fapesp e Capes.

Fonte: Jorge Reti / Embrapa

Sequenciado o genoma de fungo que ataca bananeiras - Mycosphaerella fijiensis

Cientistas brasileiros e internacionais conseguiram um feito inédito na ciência mundial: o sequenciamento do fungo Mycosphaerella fijiensis, causador da pior ameaça às culturas de banana em praticamente todas as áreas produtoras do mundo: a sigatoka negra.

Essa doença é considerada hoje a mais séria e destrutiva da bananicultura porque além de se disseminar rapidamente, é muito agressiva às principais variedades comerciais de banana como a prata, nanica e nanicão.

O sequenciamento do genoma do fungo Mycosphaerella fijiensis envolveu cientistas de várias unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa (Recursos Genéticos e Biotecnologia - Brasília, DF; Mandioca e Fruticultura - Cruz das Almas, BA; Acre e Trigo - Passo Fundo, RS), o laboratório da Embrapa na Europa (Labex-Europa) e de instituições de mais quatro países: Holanda, Estados Unidos, França e México.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Natália Martins, que coordenou o projeto no Brasil, o sequenciamento do fungo permite aos cientistas conhecer a fundo a biologia do fungo e, com isso, todos os mecanismos envolvidos na sua capacidade de causar a infecção.

“Para ilustrar a importância do entendimento do genoma desse fungo, grosso modo, é como se fôssemos capazes de tirar fotografias bem precisas dos vários estágios da infecção causada por ele”, explica Natália.

Genoma X Genoma
O objetivo, segundo a pesquisadora, é cruzar as informações resultantes do estudo do genoma do fungo, que deu origem a cinco mil genes seqüenciados, com os dados obtidos a partir do sequenciamento do genoma da banana, concluído pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em parceria com o a Universidade Católica de Brasília e o Instituto Francês de Pesquisa Agronômica (Cirad), em 2005.

“O cruzamento das informações entre os dois genomas vai nos permitir conhecer os genes responsáveis pela infecção e, com isso, desenvolver mecanismos de controle para chegar a variedades comerciais de banana resistentes a sigatoka negra”, afirma Natália.

Histórico da doença no Brasil
No Brasil, o controle da doença é feito por barreiras fitossanitárias impostas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para impedir que ela contamine áreas onde a praga ainda não ocorre, como: Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Distrito Federal.

A doença foi detectada pela primeira vez no país em 1998, no Amazonas, e rapidamente se alastrou por quase todas as regiões produtoras de banana até o sul do país. Em 2004, foi identificada em São Paulo e, dois meses depois, no Paraná.

O nome popular sigatoka negra é decorrente dos sintomas da doença, que causa manchas de coloração negra na superfície superior da folha. Essas manchas crescem rapidamente, chegando a uma queima generalizada de toda a planta, reduzindo drasticamente a produção.

Controle
A sigatoka negra é uma doença bastante devastadora e, para controlá-la, os gastos com defensivos chegam a meio milhão de reais por ano no Brasil.
A banana é uma fruta de enorme importância social no país, pois é uma fonte barata de energia, minerais e vitaminas. O Brasil é o segundo maior produtor mundial de banana, com uma produção de aproximadamente 07 milhões de toneladas por ano - cerca de 9% da produção mundial.

A fruta é a mais consumida no país - junto com a laranja - e fundamental para a complementação da dieta alimentar das populações de baixa renda. Prova disso é 99% da produção nacional é destinada ao mercado interno. Além disso, a bananicultura gera mais de 500 mil empregos diretos.

“O sequenciamento do genoma é, sem dúvida, uma ferramenta muito importante para agilizar o melhoramento genético da banana, tanto por métodos convencionais (a partir de cruzamentos), quanto moleculares (transgenia ou cigenia, que é a modificação genética dentro da mesma espécie)”, ressalta a pesquisadora.

Daqui pra frente
De posse das informações resultantes do sequenciamento do fungo Mycosphaerella fijiensis, os cientistas vão trabalhar na identificação dos cerca de 11 mil genes seqüenciados e relaciona-los à doença em seus diferentes estágios para identificar aqueles com maior potencial de controle do fungo.

No Brasil, os testes não poderão ser conduzidos na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, já que o DF é uma das áreas livres da praga e, por isso, terão que ser feitos em outros estados, como na Amazônia, por exemplo, pela Embrapa Acre, ou nos outros países envolvidos no projeto.

Parceria que deu frutos
O sequenciamento do genoma é fruto do Consórcio Internacional em Genômica de Mycosphaerella (IMGC), por meio do JGI - Joint Genome Initiative. Esse Consórcio existe desde 2002 e conta com a participação da Embrapa além das seguintes instituições: Labex-Europa; Agricultural Research Service do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos - ARS/USDA; Universidades de Purdue e Cornell (EUA), Universidade de Wageningen (Holanda); CIRAD (França), Centro de Pesquisas Científicas de Yucatán - CICY, México; e o Fungal Biodiversity Center, Holanda.
O Consórcio possibilitará também a realização de estudos comparativos entre genomas de diferentes fungos desenvolvidos por outros países.

“Com isso, esperamos conseguir avanços no conhecimento da biologia dessa e de outras pragas”, acredita Natália. Em novembro, será realizada uma reunião nos Estados Unidos com todas as instituições que participaram do projeto para trocar informações e fazer um balanço dos resultados obtidos.

Fonte: Fernanda Diniz / Embrapa

Invenção economiza energia elétrica gasta em banho

Uma invenção que recupera o calor originário da água do chuveiro elétrico pode representar a solução para se atingir uma economia expressiva de energia.

Desenvolvida pelo tecnólogo José Geraldo de Magalhães, a tecnologia consiste em desviar a água da caixa ou rede até uma plataforma de plástico reforçado instalada no chão do banheiro, com 58 centímetros (cm) de diâmetro e 4 cm de altura com tapete e estrutura antiderrapante.

“Dentro dessa plataforma existe um trocador de calor feito de alumínio, na forma de um encanamento em espiral, que recupera o calor da água quente utilizada no banho e aquece, em cerca de 20 segundos, a água limpa no interior do cano. Então a água da caixa já pré-aquecida é levada, por pressão natural ou por um pressurizador, para o chuveiro”, explica Magalhães.

Segundo ele, o sistema se dispõe a reaproveitar o calor contido na água de banho, em seguida esta vai automaticamente para o esgoto. “O que o sistema aproveita é apenas o calor, permitindo que a água que vem da caixa seja pré-aquecida, de forma que, um chuveiro de 5.000W seja substituído por um de 3.000W sem perda de conforto. É aí que se chega a uma economia de até 44% de energia”, afirma o inventor.

O desenvolvimento da invenção durou um prazo de sete anos, exigiu investimentos de aproximadamente R$ 1 milhão, do próprio inventor, que em 2005 constituiu uma empresa para comercializar a sua invenção, a Rewatt Ecológica.

Magalhães já está colhendo os primeiros frutos de sua invenção com a aquisição de 7.000 unidades pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

“A Cemig tem um projeto voltado para famílias de baixa renda nos aglomerados da RMBH, que receberão gratuitamente este aparelho, com o objetivo de conscientizar a população para economizar energia”, aponta Magalhães.

“A exemplo da iniciativa da Cemig, este aparelho aplicado em grande escala permitiria o fim do regime de horário de verão, pois a economia por ele proporcionada é superior à deste horário.”

Atualmente a Rewatt Ecológica está se preparando para comercializar as peças junto aos consumidores finais. “O preço de cada unidade está em R$390,00. E a simplicidade do sistema permite que o próprio consumidor o instale”, diz o inventor. Maiores informações através endereço .

Fonte: Ipesi

Equipamento para gerenciamento do abastecimento de água em condomínios

A Sistemática, empresa incubada na Raiar da PUC-RS, desenvolveu um equipamento que faz o gerenciamento do abastecimento de água nos prédios residenciais, públicos ou comerciais.

O WaterCop6 é um sistema que possibilita um maior monitoramento com relação à entrada e saída de água das bombas, dispensando a presença humana já que informa, através de um display, todo o andamento do processo de abastecimento.

A possibilidade de falhas no processo também é alertada por meio de um aviso sonoro ou discador telefônico. No caso de um possível extravasamento de água em uma das bombas, por exemplo, o software irá disparar uma espécie de alarme avisando sobre o problema antes que o mesmo aconteça.

Para João Ilha Fritzen, diretor da empresa, esta solução não só representa uma evolução em termos de segurança, como também uma economia, visto que evita o desperdício de água durante o processo de abastecimento. “O software permite que haja um controle total do processo de abastecimento propiciando, com isto, não só uma redução de custos com relação à perda de água, como também com relação à mão-de-obra, a qual não é mais necessária”, afirmou Fritzen.

Entre as principais vantagens proporcionadas pelo produto estão também o controle quanto às variações de correntes elétricas, bem como a proteção térmica das bombas ao longo do processo. Mais informações pelo telefone (51) 3269-0752 ou pelo e-mail .

Fonte: Ipesi