terça-feira, 9 de outubro de 2007

5º Encontro Nacional dos Estudantes de Engenharia Ambiental

O Encontro Nacional dos Estudantes de Engenharia Ambiental – ENEEAmb, é o mais importante evento da comunidade estudantil envolvida com a temática da Engenharia Ambiental, que hoje soma cerca de 100 cursos de graduação espalhados pelo Brasil congregando uma média de vinte mil futuros profissionais.

Assim, o V ENEEAmb reveste-se de grande importância. Sua realização em Santa Catarina contribui para desenvolver entre os estudantes e futuros profissionais, a responsabilidade para com os nossos ecossistemas ameaçados (Mata Atlântica, restingas e dunas, manguezais, entre outros), fomentar o debate frente às problemáticas sócio-ambientais locais e nacionais, divulgar trabalhos que tragam soluções e/ou alternativas para o combate à crise ambiental. O tema do evento será “Interdisciplinaridade, Ferramenta para a Ecoeficiência”.

OBJETIVOS
O V ENEEAMB objetiva promover o encontro e o debate acadêmico com outros centros de ensino e pesquisa no âmbito nacional sobre as questões ambientais e de ordenamento do território visando à cooperação institucional e a divulgação dos trabalhos acadêmicos. Dentre os mais variados temas relacionados ao meio ambiente, buscar-se-á:

Inserir a sociedade no contexto ambiental exigindo sustentabilidade e qualidade de vida;
Promover o termo ecoeficiência e suas variações;
Promover a Educação Ambiental em suas diversas formas de atuação;
Divulgar os trabalhos científicos, acadêmicos, e empresariais na área de meio ambiente;
Promover as entidades e instituições que apóiem e colaborem com o evento;
Fornecer conhecimentos diversos aos estudantes da área, a fim de que os mesmos adquiram a qualificação profissional que o mercado de trabalho exige;
Enfatizar a prática e inclusão social com ou como ferramenta da Engenharia Ambiental;
Integrar acadêmicos e profissionais de Engenharia Ambiental de diferentes localidades;
Apresentar novas opções de emprego para os estudantes de Engenharia Ambiental;

RELEVÂNCIA E JUSTIFICATIVA
O V Encontro Nacional dos Estudantes de Engenharia Ambiental, evento de âmbito nacional, se justifica pela tentativa de integração dos futuros e atuais profissionais da Engenharia Ambiental, apresentando as perspectivas relacionadas à profissão, aprimorando conhecimentos técnico-científicos, com o intuito de buscar soluções plausíveis, referentes à conservação ambiental, qualidade de vida e o equilíbrio entre desenvolvimento e meio ambiente. Busca mostrar que através da interdisciplinaridade, os caminhos podem se tornar mais curtos e os objetivos podem ser alcançados com maior êxito, sendo o caminho para o desenvolvimento sustentável criado de forma harmônica entre variadas classes.

Maiores informações no endereço.

Fonte: ENEEAMB 2007

Atendimento psicológico para emergências em aviação: a teoria revista na prática

Psychological support in aviation emergencies 

Técnicas de atendimento emergencial
O impacto de um desastre aéreo como o do vôo 1907 da Gol, que caiu no mês passado em Mato Grosso, matando 154 pessoas, não se limita às vítimas fatais. Parentes e pessoas próximas dos passageiros passam por uma situação de luto traumático que demanda atendimento psicológico altamente especializado.

Logo após o acidente, a empresa, que é obrigada pela legislação a fornecer tal tipo de atendimento, convocou a principal especialista do país nesse tipo de trabalho, Maria Helena Pereira Franco, professora titular do Departamento de Psicodinâmica da Faculdade de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e coordenadora de um grupo de intervenções psicológicas de emergência.

Segundo Maria Helena, estudos apontam que 75% das pessoas expostas a situações traumáticas podem apresentar distúrbios psíquicos e complicações associadas como depressão, ansiedade, fobia e abuso de drogas e álcool.

“Cada um enfrenta o trauma com os recursos de que dispõe. As pessoas podem ter reações violentas, raiva ou necessidade de achar um culpado. Há também reações típicas, como uma intensa angústia diante de situações que lembrem desastre, ansiedade, sensações físicas, sensação de pânico, diminuição do interesse em atividades rotineiras ou sensação de estranhamento diante de outras pessoas”, disse Maria Helena.

O grupo da PUC-SP se reúne mensalmente desde sua formação, em 2001, para discutir técnicas de intervenção e aprofundar pesquisas originadas no Laboratório de Estudos e Intervenções sobre Luto (Lelu). O trabalho do laboratório começou em 1996 e seus integrantes atuaram nos casos da explosão de um shopping em Osasco (SP) e de um desastre aéreo envolvendo um avião da TAM, em São Paulo, no mesmo ano.

“Fomos a campo e logo identificamos a necessidade de que o trabalho saísse do cenário tradicional do psicólogo clínico. Muitas vezes atendíamos pessoas sentadas na calçada do Instituto Médico Legal, por exemplo. A partir dessa experiência, começamos a estudar e a sistematizar o trabalho, desenvolvendo especificidades para esse tipo de intervenção”, disse Maria Helena.

Cada caso é um caso
As técnicas de atendimento emergencial desenvolvidas nos últimos dez anos pelo grupo da PUC-SP estão descritas no artigo Atendimento psicológico para emergências em aviação: a teoria revista na prática, publicado em 2005 na revista Estudos de Psicologia - UFRN (Natal).

No artigo, assinado por Maria Helena, a autora ressalta a necessidade de uma nova postura para o psicólogo, de modo a se adaptar às particularidades de cada caso. “Não há dois desastres iguais e cada pessoa assimila o trauma de acordo com seu histórico. Por isso, há necessidade de flexibilidade na atuação”, escreveu. Segundo o estudo, a intervenção não pode tentar modificar o padrão de personalidade da pessoa em crise. É necessário perceber a configuração da situação particular, levando-se em conta as condições individuais.

“A pessoa enlutada em condições traumáticas está fragilizada e precisa de acolhimento. O que norteia nossa prática é o cuidado para não fazer com que a pessoa pare de sofrer rapidamente, pois isso seria um mecanismo de obstrução de sua reação, com conseqüências graves. Tomamos cuidado para não evitar o assunto”, escreveu Maria Helena.

Além de parentes, profissionais de companhias aéreas, jornalistas e outros envolvidos em acidentes podem precisar de atendimento. A própria equipe de psicólogos, segundo Maria Helena, atua exposta a situações de estresse e também pode apresentar reações emocionais. “Às vezes, pessoas da equipe mal conseguem dormir. Mas é também um trabalho gratificante, porque aplaca a dor dos atendidos”, disse.

No caso do desastre com o avião da Gol, a maior parte do atendimento está sendo feita em hotéis de Brasília, onde a empresa alojou parentes das vítimas. Cerca de 300 pessoas esperam o reconhecimento dos corpos na capital federal. “Em muitos casos, os parentes não puderam viajar, inclusive por motivo de saúde. Por isso a equipe também está presente em João Pessoa (PB), Santa Maria (RS), São Carlos (SP), Belo Horizonte (MG), Vitória (ES), Cachoeiro do Itapemirim (ES) e outras cidades”, disse Maria Helena.

Para ler o artigo Atendimento psicológico para emergências em aviação: a teoria revista na prática, na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP - 09/10/2006

A Associação Brasileira de Gestão do Conhecimento (SBGC) promove o KMBRASIL 2007

A Associação Brasileira de Gestão do Conhecimento (SBGC) promove o KMBRASIL 2007, congresso anual sobre gestão do conhecimento. O evento será realizado nos dias 29 e 30 de novembro, em São Paulo (SP).

A sexta edição do congresso tem com tema o Crescimento Econômico Sustentável: O Papel da Gestão do Conhecimento. A abordagem desse tema prevê a discussão de práticas relacionadas à informação e ao conhecimento nas organizações, tanto no desenvolvimento de tecnologias, processos, produtos e serviços, como na relação com o ambiente, clientes, fornecedores e parceiros.

Os principais objetivos do evento são: destacar iniciativas relacionadas a práticas de gestão do conhecimento focadas em inovações e soluções de infra-estrutura do país; congregar profissionais, gestores e acadêmicos que tenham interesse por gestão do conhecimento; e criar um espaço propício para trocas de experiências e geração de conhecimento relacionado ao crescimento econômico sustentável do país.

O público-alvo abrange empresários e empreendedores, gestores dos setores público e privado, formuladores de políticas e diretrizes organizacionais nos âmbitos privado e público, consultores empresariais acadêmicos, como professores, pesquisadores e estudantes, representantes do terceiro setor e o público interessado em práticas de gestão do conhecimento.

Mais informações, pelo telefone (11) 3063-4360 ou pelo e-mail.

Fonte: Agência CT

3º Encontro Nacional de Organismos de Metrologia e Normalização

Nos dias 13 e 14 de novembro acontece, em São Paulo (SP), o 3º Encontro Nacional de Organismos. Realizado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), o evento tem o objetivo principal de estimular a troca de conhecimento e informações sobre o tema.

De acordo com o Inmetro, serão oferecidas palestras sobre o processo de acreditação e outros assuntos de interesse aos organismos que trabalham com certificação, inspeção e verificação de desempenho.

O encontro é direcionado a representantes de organismos acreditados, postulantes à acreditação, especialistas externos e técnicos que atuam com acreditação de organismos.

As inscrições podem ser feitas, até 11 de outubro, pelo e-mail.

O local e programação completa do evento ainda não foram divulgados.

Mais informações, pelo telefone (21) 2679-9595.

Fonte: Gestão CT

Finep lança edital para projetos estruturantes nos sistemas estaduais de CT & I

A Finep lançou, na semana passada, um convite aos Estados para apresentação de propostas para a implementação de projetos estruturantes nos Sistemas Estaduais de CT&I. As propostas podem ser remetidas até o dia 05 de novembro.

A Ação Transversal MCT/Finep nº 12/2007 tem como objetivo selecionar propostas para apoio financeiro à execução de projetos de pesquisa básica e aplicada e de desenvolvimento tecnológico, de natureza multidisciplinar, que tenham caráter estruturante para o Sistema de CT&I no Estado e que estejam em consonância com o planejamento estratégico de CT&I da Unidade da Federação.

Cada Estado e o Distrito Federal poderão apresentar apenas uma proposta. O convite prevê R$ 100 milhões. Do total de recursos, R$ 40 milhões serão para os Estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Os projetos apresentados poderão solicitar recursos entre R$ 2 milhões e R$ 8 milhões. Os resultados serão divulgados em dezembro. A íntegra do convite pode ser acessada no endereço.

Subvenção
A Finep ainda divulgou, na semana passada, os primeiros resultados da chamada de subvenção econômica às empresas. A financiadora selecionou 569 projetos na primeira fase, ou seja, 22,16% do total de 2.567 propostas recebidas.

Os projetos selecionados somam R$ 1,2 bilhão. O edital de subvenção prevê um financiamento de R$ 450 milhões nas empresas não-reembolsávels. Segundo informações da Finep, para a área de inovações em tecnologia da informação e comunicação e nanotecnologia foram classificados 202 projetos. Já a área de biodiversidade, biotecnologia e saúde selecionou 122. Para a área de desenvolvimento social foram classificadas 99 propostas.

Na área de inovações em programas estratégicos foram escolhidos 82 projetos. Outras 64 propostas foram selecionadas para a área de biocombustíveis e energia. De todos os projetos selecionados para a primeira fase, 43% são de micro e pequenas empresas.

Outros detalhes da chamada de subvenção podem ser obtidos no endereço.

Fonte: Gestão CT

Edital do CNPq apoia pesquisas de extensão tecnológica para agricultura familiar

O MCT, por meio do CNPq, e em parceria com os ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) está recebendo propostas para apoio a projetos de extensão tecnológica inovadora para agricultura familiar.

Os interessados podem mandar os projetos até o dia 20 de novembro. O edital MCT/CNPq/MDA/SAF/MDS/SESAN- Nº 36/2007 tem como objetivo selecionar projetos de extensão tecnológica inovadora, apropriada à agricultura familiar e estimular o intercâmbio de profissionais experientes entre as diferentes regiões do país.

Os projetos podem se enquadrar em 15 linhas de pesquisas. Entre elas, estão o uso de tecnologias de baixo custo para captação e tratamento de água; o processamento de alimentos e ervas fitoterápicas da biodiversidade regional; e o emprego de plantas e outros produtos alternativos com fins terapêuticos.

Serão investidos, nas pesquisas, R$ 13,2 milhões até 2009.

O edital completo pode ser acessado no endereço : http://www.cnpq.br/editais/ct/2007/036.htm.

Fonte: Gestão CT

Violência na escola – Um guia para pais e professores

Os conflitos interpessoais nas escolas são praticamente inevitáveis, mas podem ser tratados de maneira a não se transformar em violência. Sensibilizar pais e educadores para identificar diferentes formas de violência e apontar formas de prevenção são os principais objetivos do livro Violência na escola – Um guia para pais e professores, de Caren Ruotti, Renato Alves e Viviane de Oliveira Cubas.

Os três autores são pesquisadores do Centro de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da FAPESP, também conhecido como Núcleo de Estudos da Violência (NEV).

De acordo com Caren, a obra nasceu de um programa de mediação de conflitos realizado pelo NEV em uma comunidade carente de São Paulo. Quando o programa foi levado para a escola do bairro, os pesquisadores perceberam que a instituição tinha um papel decisivo na construção social de um ambiente de violência.

“A partir daí, pesquisamos diretamente nas escolas, por dois anos, para saber como esse problema ocorre na cidade de São Paulo. O livro une uma abordagem teórica a esse trabalho de campo e a levantamentos mais amplos sobre o assunto”, disse Caren à Agência FAPESP.

A pesquisadora afirma que o livro procura desmontar a visão estereotipada relacionada à violência escolar. “Quando se fala de violência na escola, imaginam-se logo situações extremas relacionadas a homicídios, tiros e tráfico de drogas. Mas isso, embora seja mais impactante, ocorre em poucas localidades. E a escola pode fazer pouco contra esse tipo de problema”, destacou.

Por outro lado, segundo ela, escola e comunidade podem dar uma grande contribuição no combate à violência cotidiana. “Essa violência aparentemente leve, das brincadeiras de mau gosto, das agressões verbais, do clima de desordem e desrespeito, não pode ser negligenciada. É nessa esfera que a escola pode fazer a prevenção e evitar ocorrências graves”, afirmou a socióloga.

O tipo de violência estrutural que deve ser alvo da prevenção, segundo Caren, não é exclusivo de escolas de regiões carentes. “Quando se trata da violência escolar, percebemos que há uma tendência a apontar culpados: a condição social, a família desestruturada e coisas assim. Mas existe aí um preconceito embutido contra as escolas públicas de periferia. Na realidade, a violência ocorre em qualquer ambiente”, disse.

Para a prevenção, os pesquisadores recomendam o envolvimento de toda a comunidade escolar em projetos coletivos integrados à realidade da escola. O livro tem um capítulo dedicado exclusivamente à análise de ações preventivas, que não são comuns no Brasil. Segundo Caren, a obra não pretende ser uma receita pronta para lidar com o problema da violência escolar, mas apresenta indicações práticas para o tratamento do assunto.

“Constatamos que a ação pode ser efetiva quando está integrada ao projeto pedagógico e quando se trabalha com a mediação de conflitos. Os conflitos diários vão acontecer, mas podem ser tratados de forma que não virem violência”, disse.

Para os pesquisadores, é no ambiente escolar que as crianças aprendem a se relacionar umas com as outras, adquirem valores e crenças, desenvolvem senso crítico, auto-estima e segurança. “Quando nesse ambiente prevalece um clima hostil, de incivilidade e desrespeito, a probabilidade à violência se propaga pela sociedade. Não basta que a escola seja provedora de conteúdos educacionais”, disse.

Mais informações: http://www.nevusp.org/

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

Seqüenciado o genoma da levedura de cana

O responsável pelo processo de fermentação que transforma o açúcar da cana em álcool é um microrganismo: a levedura de cana-de-açúcar (Saccharomyces cerevisiae). Com os objetivos de aumentar a eficiência desse processo biológico e reduzir os custos de produção nas usinas, uma parceria entre pesquisadores brasileiros e norte-americanos levou ao seqüenciamento completo do código genético de uma linhagem de levedura.

Trata-se da CAT-1, a primeira levedura para a produção de etanol a ter seu genoma seqüenciado – uma levedura produtora de vinho, uma outra obtida em laboratório e uma levedura patogênica, isolada de um paciente com Aids, já haviam sido seqüenciadas.

O novo trabalho foi realizado por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, além da Fermentec, empresa de consultoria especializada em fermentação alcoólica instalada em Piracicaba (SP).

O projeto teve início em 1989 com a seleção de leveduras adequadas à fermentação alcoólica industrial por meio de uma técnica conhecida como cariotipagem, que permite identificar leveduras pelo DNA. Desde então, os cientistas vasculharam a biodiversidade de leveduras em centenas de destilarias brasileiras até isolar a CAT-1.

“A CAT-1 se destaca entre as três leveduras mais amplamente empregadas na produção industrial de etanol no país. Na safra atual, juntamente com a linhagem PE-2, essa levedura está sendo utilizada por cerca de 150 destilarias, que respondem por 60% do álcool combustível produzido no Brasil”, disse um dos responsáveis pelo trabalho, Luiz Carlos Basso, professor do Departamento de Ciências Biológicas da Esalq.

“Essa linhagem mostra elevada capacidade de sobrevivência na indústria produtora de etanol. Ela apresenta alta tolerância a vários fatores estressantes da fermentação industrial e baixa formação de espuma, características que colaboram para reduzir custos de produção do biocombustível”, explicou.

Segundo Basso, além da identificação dos fatores que limitam a produtividade industrial, as informações do genoma da CAT-1 poderão permitir o melhor conhecimento da levedura para o melhoramento genético e a obtenção de linhagens mais apropriadas à fermentação nas destilarias. “Esse manancial de dados nos permitirá entender os mecanismos bioquímicos e fisiológicos que conferem à CAT-1 o status de uma superlevedura”, afirmou.

Segundo o professor da Esalq, o genoma da levedura estará disponível a toda a comunidade científica assim que os resultados do trabalho forem publicados. “Toda a seqüência, que tem cerca de 6 mil genes, será conhecida nos próximos meses com sua publicação em uma revista científica internacional”, disse Basso.

A CAT-1 também é utilizada para a produção de etanol a partir de cereais, no Canadá, e também foi bem avaliada para a produção de uísque, na Escócia. No Brasil, o seqüenciamento da CAT-1 foi coordenado pelo professor Boris Stambuk, da UFSC.


Fonte: Thiago Romero /Agência Fapesp