quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Epidemiological profile of tuberculosis infection and disease among cocaine users admitted to hospitals of the Greater São Paulo city

Relações perigosas
Pesquisa realizada com 440 usuários, internados em hospitais da região metropolitana de São Paulo, identificou os riscos que existem entre o uso da cocaína e o desenvolvimento de infecções pulmonares como a tuberculose.

Depois da tabulação dos dados, duas informações chamaram a atenção dos pesquisadores. De um lado, a prevalência de infecções típicas da tuberculose foi de 28% entre os pacientes que concordaram em responder ao questionário elaborado pelos pesquisadores. A taxa é bastante próxima da média registrada para o restante da população brasileira, que é de 30%.

O outro dado importante é que o estudo permitiu traçar, em linhas bem gerais, o perfil dos usuários de cocaína mais propensos a desenvolver infecções pulmonares, como ocorre na tuberculose.

A pesquisa mostra que dependentes com idade entre 20 e 40 anos, presos por mais de seis meses, estão em grupo de alto risco. O fato de as pessoas já terem estado presas e o número de vezes que isso havia ocorrido, não apresentaram significância estatística. O maior problema, segundo o estudo, foi o tempo passado na prisão. Quem ficou menos de 24 horas, por exemplo, apresentou chance bastante reduzida de desenvolver tuberculose apenas por causa desse fator.

Problemas respiratórios apareceram em 21% da amostra. A maioria dos viciados havia perdido peso e também apresentava tosse. Todos os sintomas desapareceram depois que o uso da cocaína foi interrompido no hospital.

A pesquisa foi feita por Olavo Franco Ferreira Filho, da Universidade Estadual de Londrina, Marilia Dalva Turchi, da Universidade Federal de Goiás, Ronaldo Laranjeira e Adauto Castelo, ambos da Universidade Federal de São Paulo.

O artigo científico, publicado na edição de junho do Jornal de Pneumologia, acaba de ser publicado na biblioteca virtual Scielo, no site .

Fonte: Agência FAPESP - 03/10/2003

R$ 16,4 milhões para cooperativas de catadores de materiais recicláveis

Em cerimônia com a presença do Presidente da República, e com o auditório Arino Ramos Ferreira lotado por catadores provenientes de todo o país, o BNDES contratou nesta segunda-feira, 1º de outubro, as 24 primeiras operações de apoio financeiro a cooperativas de catadores de materiais recicláveis, no valor total de R$ 16,4 milhões. Os recursos serão utilizados em investimentos em infra-estrutura física, aquisição de máquinas e equipamentos, assistência técnica e capacitação gerencial dos cooperados. Essas operações, com recursos não-reembolsáveis, provenientes do Fundo Social do BNDES, beneficiarão cerca de 1,5 mil cooperados, com impacto positivo sobre a geração de emprego e renda dos trabalhadores.

Os projetos contratados fazem parte de um elenco de 34 operações já aprovadas pelo BNDES de apoio a cooperativas de catadores de materiais recicláveis. As organizações estão distribuídas por 34 municípios de 9 Estados (BA, GO, MG, MS, PR, RS, SC, SE e SP), além do Distrito Federal. O valor total dos projetos aprovados é de R$ 22,9 milhões, também com recursos não-reembolsáveis, o que equivale a operações no valor médio de R$ 670 mil cada uma.

"Vocês estão nos dando uma lição de vida, estão conquistando os primeiros degraus na construção da cidadania", ressaltou o Presidente.

Em seu discurso, Lula destacou a competência dos técnicos do BNDES, que se dedicaram à viabilização da linha de apoio do Banco aos catadores: "É gente da melhor qualidade profissional, formada nas melhores universidades do país e com pós-graduação". E, dirigindo-se aos catadores, disse: "Vocês nunca pensaram em viver um momento como este e em serem clientes do BNDES. Não serão clientes como os tradicionais que o Banco tem, mas garanto que darão menos dor de cabeça do que os outros". O presidente da República ressaltou a importância do cumprimento das regras dos contratos, pois, assim, "vocês conseguirão mais recursos no futuro, atrairão mais cooperativas de catadores e terão mais oportunidades de ascensão".

O presidente do BNDES lembrou que, "pela primeira vez em sua história, o Banco abre suas portas aos catadores de lixo, os catadores de materiais recicláveis, na denominação politicamente correta". Destacou também os esforços dos técnicos do Banco: "Uma equipe de 20 especialistas foi a campo construir as operações, criou comissões, mudou padronizações e regras e criou simplificações", disse Coutinho, lembrando a importância da linha de apoio do Banco para geração de renda, inclusão social e cidadania.

A oportunidade de inclusão social e melhoria das condições de vida foram as questões mais destacadas pelos líderes do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, presentes à cerimônia, entre eles Ana Maria Marçal das Graças, mais conhecida como dona Geralda, e Roberto Lauriano Rocha.

Criada a partir de proposta conjunta dos Ministérios do Trabalho e Emprego, das Cidades e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, a linha de apoio do BNDES a cooperativas de catadores de materiais recicláveis foi lançada em outubro do ano passado pelo presidente Lula. O programa do BNDES contou com forte demanda das cooperativas de todo o país. Diante disso, o Banco fará uma nova chamada de projetos ainda este ano, visando contemplar outros empreendimentos.

O apoio do BNDES a projetos do segmento de catadores de materiais recicláveis visa contribuir com as políticas públicas de inclusão social e econômica do segmento, mediante a geração de trabalho e renda para um número significativo de pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza. Além disso, a linha de apoio ao setor tem impacto positivo sobre o meio ambiente, principalmente nas grandes cidades.

O suporte dado pelo BNDES às cooperativas se insere no âmbito do Programa de Resíduos Sólidos do Programa Plurianual (PPA) do Governo Federal, tornando os catadores beneficiários da política pública do Estado brasileiro.

A linha do BNDES financia os seguintes itens:
Obras civis e reformas: infra-estrutura física, como galpões, coberturas para carregamento e descarregamento de fardos, cozinha, vestiário, banheiros, salas de reunião, treinamento e informática.
Máquinas, equipamentos, móveis e utensílios para: acondicionamento, proteção individual, triagem e enfardamento, armazenamento e estocagem, transporte externo, cozinha, vestiário, banheiro e escritório.

Assistência técnica e capacitação dos cooperados.
A linha de financiamento do BNDES foi elaborada com base em estudo do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), coordenado pela Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Esse estudo relaciona as cooperativas e associações de catadores de acordo com seu nível de desenvolvimento e propõe módulos básicos de investimentos para cada tipo de entidade, visando à geração de novos postos de trabalho e aumento de eficiência.

Criado em 2001, o MNCR é uma organização que busca a emancipação social e econômica dos catadores, mediante ações diretas junto a estes trabalhadores e a elaboração de políticas públicas em parceira com governos, iniciativa privada e sociedade civil.

As estatísticas são díspares no que se refere ao contingente total de catadores no Brasil. As estimativas variam entre 300 mil e 1 milhão de pessoas. O MNCR, isoladamente, tem cadastrados 35 mil catadores, reunidos em 330 grupos de cooperativas.

Os catadores coletam e comercializam diferentes materiais recicláveis (papel, papelão, lata de alumínio, ferro, cobre, plásticos, PET). Esta diversidade de produtos possibilita pulverização do risco e, conseqüentemente, estabilidade da renda do catador.

Alguns dados sobre reciclagem no Brasil
Papel - O Brasil aparece entre os dez países com maior taxa de reciclagem de papel do mundo (45,8% /ano). São cerca de 3,3 milhões de toneladas de papéis recuperados por ano.

Plástico - Com 360 mil toneladas processadas por ano, o Brasil registra índice de reciclagem mecânica de plástico de 16,5% ao ano, superado apenas pela Alemanha (31%) e Áustria (19,1%).

Alumínio - O Brasil é líder mundial na reciclagem de latas de alumínio, com o processamento de 120 mil toneladas/ano, o que equivale a 9 bilhões de latas.

Fonte: Bndes

INB transportará a maior concentração de urânio de sua história

Nesta semana, as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), empresa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), realizará o maior transporte de concentrado de urânio (U3O8) de sua história. Serão 300 toneladas do concentrado, cujo valor supera R$ 70 milhões, que sairão da cidade de Caetité, (BA) com destino a Salvador, de onde o minério será enviado para o Canadá para ser enriquecido.

Durante a viagem, viaturas de apoio com equipes de segurança e proteção radiológica acompanharão as carretas carregadas de urânio. O transporte será realizado de acordo com as Normas de Regulamentação do Transporte, atendendo às legislações nacionais e internacionais, mediante licenças expedidas pelos órgãos fiscalizadores, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen/MCT) e o Ibama.

Este ano, pela primeira vez, a Unidade de Concentrado de Urânio, em Caetité, atingiu a meta de produção programada, de 360t de U3O8. Produção suficiente para atender à demanda nacional atual, ou seja, as usinas nucleares de Angra 1 e 2.

Com o anúncio de novos investimentos para o setor nuclear brasileiro, as Indústrias Nucleares do Brasil, empresa responsável pela mineração de urânio e fabricação dos elementos combustíveis que abastecem as usinas de Angra 1 e 2, vão aumentar a sua produção de urânio e investir na nacionalização de outras etapas do ciclo do combustível nuclear, dentre as quais o enriquecimento.

Para aumentar a produção de urânio a empresa está investindo em duas frentes: no aprimoramento do beneficiamento do mineral que extrai em Caetité, e na formação de parcerias com empresas privadas interessadas na exploração de jazidas localizadas no município de Santa Quitéria, no Ceará, onde existe fosfato e urânio.

Segundo o presidente da INB, Alfredo Tranjan Filho, o modelo de parceria proposto pela estatal prevê que a iniciativa privada se responsabilizará pela exploração do fosfato, da qual restará, como resíduo, o urânio, que ficará com a INB.

"A mina continua sendo das Indústrias Nucleares do Brasil, e não há risco de apropriação ilegal de urânio pela empresa produtora de fosfato que for escolhida", esclareceu.

Fonte: Agência CT

5ª edição do Prêmio Sebrae E.S. - Prefeito Empreendedor

A 5ª edição do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor está concorrida, já que 18 prefeituras se inscreveram até o último dia 28. Os órgãos disputam a vitória da etapa estadual com direito a certificado, troféu e uma viagem internacional. O prefeito vencedor será divulgado oficialmente no dia 22 de novembro.

A comissão avaliadora é composta por representantes da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), da ONG Transparência Capixaba, do Instituto Jones dos Santos Neves (Ipes), do Sebrae/ES, do Espírito Santo em Ação, do Bandes e Fecomércio.

Estão concorrendo apenas os projetos que têm como premissa a aplicação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas e o seu impacto no desenvolvimento dos micro e pequenos negócios.

A iniciativa tem o objetivo de premiar ações que promoveram benefícios aos municípios e impulsionaram a economia local. Cada cidade pôde concorrer com um projeto que tivesse até dez ações. No ano passado, também 18 prefeituras concorreram, com um total de 68 ações.

Fonte: Sebrae - ES

Lançada em S.P. a RAITEC - Rede de Apoio à Inovação Tecnológica nos Empreendimentos em Criação

Seguindo a premissa de que duas ou mais empresas juntas podem oferecer melhores soluções tecnológicas ao mercado, foi lançada oficialmente a Rede de Apoio à Inovação Tecnológica nos Empreendimentos em Criação (Raitec), na manhã desta terça-feira (2/10), na capital paulista, durante a 14ª edição do Café Tecnológico do Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec).

O objetivo é unificar os esforços de 247 empresas residentes em dez incubadoras no Estado de São Paulo, de modo a aumentar suas taxas de sucesso no mercado, alavancar novos negócios e criar diferentes canais de comunicação entre as empresas. O projeto é apoiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

As incubadoras vão investir, até dezembro de 2008, R$ 981 mil em atividades como outros cafés tecnológicos, participações em feiras de negócios, implantações de sistemas para avaliação das empresas e registros de marcas, patentes e softwares.

“Também fazem parte dessas ações o aprimoramento dos planos de negócio de pelo menos 50 novos empreendimentos que desejam se candidatar às incubadoras, além da capacitação dos empresários para o acesso a financiamentos oferecidos pelas principais agências de fomento do país”, disse o gerente executivo do Cietec, Sérgio Risola. “A nossa intenção é aproximar as demandas do mercado das empresas da rede, que estão num raio de 50 quilômetros da capital paulista”, afirmou.

A rede deverá ainda, segundo Risola, aprimorar o modelo de gestão das incubadoras no acompanhamento de suas empresas por meio de plataformas computacionais integradas. O “pacote” inclui ainda cursos, oficinas e consultorias em assuntos diversos, como gestão empresarial, marketing, negociação com investidores e maneiras de atrair capital de risco.

“Os pequenos e médios empresários, com a agregação do conhecimento dos pesquisadores da academia, representam os atores principais para o desenvolvimento da inovação tecnológica. Então, nada melhor do que criarmos uma rede para que as empresas incubadas gerem riqueza e tenham maiores chances de se tornar globais”, disse Cláudio Rodrigues, presidente do Conselho Deliberativo do Cietec e superintendente do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).

Levantamento apresentado no Café Tecnológico Raitec mostra que, apesar de 55% das empresas das dez incubadas ter como foco de seus negócios o cenário nacional, 71% delas demonstram interesse pela exportação de seus produtos e serviços.

Além do Cietec, compõem a Raitec a Incubadora de Empresas de Guarulhos, Incubadora de Empresas Barão de Mauá, Incubadora Aceleradora de Empreendimentos, In Nova Incubadora Tecnológica e Educacional de Santo André, Incubadora da Fundação de Estudos Agrários “Luiz de Queiroz”, Incubadora de Empresas de Santos, Incubadora Tecnológica de Empresas de Sorocaba, Incubadora de São Bernardo do Campo e Incubadora Tecnológica de Mogi das Cruzes.

Para facilitar o aporte de recursos financeiros e o gerenciamento das atividades, as 247 empresas de base tecnológica residentes foram distribuídas em seis grandes áreas de cooperação: tecnologia da informação, medicina e saúde, meio ambiente, eletroeletrônico, biotecnologia e metalmecânico.


Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp

20º Congresso Pan-Americano de Engenharia Naval, Transporte Marítimo e Engenharia Portuária



Temas como construções navais e offshore, transportes marítimos e fluviais, obras portuárias e tecnologia pesqueira serão discutidos no 20º Congresso Pan-Americano de Engenharia Naval, Transporte Marítimo e Engenharia Portuária.

O evento, que ocorre de 22 a 26 de outubro, em São Paulo, com promoção do Instituto Pan-Americano de Engenharia Naval, contará com sete palestras magistrais e apresentação de 160 trabalhos técnicos, que contemplam vários aspectos da engenharia naval e oceânica.

Serão realizados ainda eventos paralelos como o 4º Congresso Ibero-Americano de Engenharia Naval, o 10º Simpósio Pan-Americano sobre Projeto e Construção de Navios Militares e o Workshop de Gestão da Construção Naval.

Mais informações em Temas como construções navais e offshore, transportes marítimos e fluviais, obras portuárias e tecnologia pesqueira serão discutidos no 20º Congresso Pan-Americano de Engenharia Naval, Transporte Marítimo e Engenharia Portuária.

O evento, que ocorre de 22 a 26 de outubro, em São Paulo, com promoção do Instituto Pan-Americano de Engenharia Naval, contará com sete palestras magistrais e apresentação de 160 trabalhos técnicos, que contemplam vários aspectos da engenharia naval e oceânica.

Serão realizados ainda eventos paralelos como o 4º Congresso Ibero-Americano de Engenharia Naval, o 10º Simpósio Pan-Americano sobre Projeto e Construção de Navios Militares e o Workshop de Gestão da Construção Naval.

Mais informações: http://www.copinaval.com/ .

Fonte: Agência Fapesp

O que é aquecimento global ? Ibict e UnB lançam CD-Rom Climatologia Fácil.

Que tal usar ferramentas interativas para ensinar sobre um dos temas de maior visibilidade hoje na imprensa: o aquecimento global? Esta é a proposta do CD-Rom Climatologia Fácil, lançado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e Universidade de Brasília (UnB) nesta segunda-feira (1º), na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), em Brasília (DF).

Segundo a professora do departamento de Geografia da UnB, Ercília Steinke, idealizadora da ferramenta, o CD ajuda aos estudantes a entender melhor os movimentos da Terra, os ciclos climáticos, a radiação terrestre e os processos que causam o aquecimento global. "Quanto mais visual, mais lúdico e mais fácil de entender", explica.

O CD é composto de vários tópicos que podem ser explorados em mais de uma aula. Na parte específica sobre o aquecimento global, por exemplo, há dicas sobre como os próprios estudantes podem fazer para combatê-lo. Plantar árvores e separar o lixo para reciclagem são algumas sugestões que podem ser usadas em uma aula sobre consciência ambiental.

Cada tópico é acompanhado de animações para atrair os estudantes. "Fizemos o CD da forma mais intuitiva possível", explica o designer gráfico do Ibict, Rodrigo Azevedo.

Ercília acredita que as informações, colocadas de forma simples, devem auxiliar também na formação do conhecimento de base. "Percebi que os alunos chegavam à universidade com vários erros aprendidos nos ensinos fundamental e médio", diz. O problema se tornou um motivador para o desenvolvimento de ferramentas que respondessem a pergunta "como os professores devem ensinar para que os estudantes não cheguem com erros?", diz.

Platéia
Os primeiros a assistir uma aula com o CD foram estudantes especiais do Centro de Ensino Fundamental nº 1 (CEF 1), de Planaltina, cidade-satélite do Distrito Federal. Ederson da Silva Lopes, portador de deficiência auditiva, aprovou. "Muito bom, gostei. É importante preservar a natureza".

Os primeiros a assistir uma aula com o CD foram estudantes especiais do Centro de Ensino Fundamental nº 1 (CEF 1), de Planaltina, cidade-satélite do Distrito Federal. Ederson da Silva Lopes, portador de deficiência auditiva, aprovou. "Muito bom, gostei. É importante preservar a natureza".
A professora de Geografia do Colégio Estadual de Águas Lindas de Goiás, Patrícia Luciana Rodrigues, também se interessou pelo recurso. "O CD é muito bem ilustrado e mostra conceitos de forma bem didática". Além do CD, chamou a atenção de Patrícia o uso do teatro para apresentar o assunto, que, em sala de aula, pode ser um recurso para estimular a participação dos alunos.

As duas estudantes da UnB que representaram um diálogo entre a Terra e Marte, defendem a importância dessa arte. "Com o teatro, as pessoas podem visualizar melhor. Eles mesmos [professores e alunos] podem fazer essa dinâmica", diz Bruna Modesto. "É uma forma de prender a atenção das pessoas. Aqui, usamos uma linguagem bem acessível. Quando o assunto aquecimento global aparece na mídia, geralmente é de uma forma rebuscada", acredita Maiara Gomes.

O CD será distribuído gratuitamente para as escolas que visitarem o stand do Ibict, montado no Museu da República. A Semana vai até domingo (7) no Complexo Cultura da República, na Esplanada dos Ministérios.

Fonte: Fabiana Vasconcelos / Agência CT

Novas armas contra a Dengue

Um repelente produzido por pesquisadores da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) pode ser uma nova arma no combate à dengue. O produto, que concentra substâncias de três fontes distintas em uma cápsula biodegradável, mostrou-se fatal para as larvas do mosquito Aedes aegypti, vetor do vírus da doença.

A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo, infectando de 50 milhões a 100 milhões de pessoas anualmente, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. No Brasil, de janeiro a julho de 2007 foram registrados cerca de 440 mil casos.

O novo larvicida é uma mistura de substâncias extraídas de duas plantas da família das meliáceas – a andiroba (Carapa guianensis) e o cinamomo (Melia azedarach) –, além de uma terceira substância produzida sinteticamente por pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco.

Segundo a bióloga Onilda Santos da Silva, coordenadora do Grupo de Pesquisa em Imunoparasitologia (Impar) da Unisul, a intenção do projeto é fazer um repelente mais barato, que dificulte a resistência da larva do inseto ao produto e que não acarrete danos ambientais.

“Atualmente, o Bacilus thuringiensis é utilizado com freqüência para matar o mosquito da dengue. Mas as cápsulas com essa bactéria são importadas e muito caras”, disse a pesquisadora. Por se basear em substâncias naturais, o novo larvicida teria um custo mais baixo e seria mais viável para o uso da população.

Onilda cita outros produtos sintéticos, como o Temephós, utilizados no combate ao mosquito. Por terem pouca diversificação de substâncias, a droga facilita a criação de resistência pelo inseto. “Alguns desses produtos são muito tóxicos e podem prejudicar animais não-alvos e trazer malefícios à saúde humana”, disse.

Os projetos para produzir o larvicida, iniciados em 2006, foram recomendados pelo Ministério da Saúde e contam com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Santa Catarina (Fapesc). A previsão é que sejam concluídos em 2009.

Plantas versus insetos
As propriedades larvicidas são comuns nas plantas da família meliácea (Meliaceae). O cinamomo é utilizado em larga escala na agricultura em países asiáticos e a neem (Azadirachta indica) também é aplicada no controle de insetos. Quanto à andiroba, sua função larvicida foi descoberta pela própria Onilda em uma pesquisa na Amazônia com um grupo de cientistas estrangeiros.

“Agora, trabalhamos com a associação entre o cinamomo, a andiroba e mais uma substância sintética para produzir o novo repelente”, explicou a pesquisadora. Segundo ela, o mosquito dificilmente criaria resistência a uma mistura com diferentes substâncias.

Para chegar à mistura ideal, foram testados vários extratos etanólicos, metanólicos e cetônicos. Os pesquisadores aplicaram cada substância nas larvas e selecionaram, para compor o polímero, as que apresentaram maior efeito em uma menor concentração. Entre elas, a azadiractina (do cinamomo) e a andirobina (da andiroba).

“As plantas têm vários limonóides, mas esses dois foram os mais eficientes”, afirmou a bióloga. Limonóides são substâncias químicas que possuem, dentre outras propriedades, a função repelente e que são produzidas como autodefesa das plantas contra os insetos.

A intenção é englobar produtos de baixa concentração em cápsulas biodegradáveis, que resistam ao menos uma semana. Gradativamente, as cápsulas se decompõem e liberam o composto no meio ambiente. Onilda faz questão de frisar que as substâncias são inócuas. “Não há problemas, a andiroba é usada em produtos de beleza, e o cinamomo, há tempos, é aplicado na agricultura.”

A. aegypti inofensivos
Outra pesquisa da equipe de Onilda procura descobrir se alguns espécimes do Aedes aegypti são resistentes à infecção pelo vírus da dengue, não transmitindo a doença. “Nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, apesar de, na maioria das cidades, existir o mosquito, não há casos autóctones da doença”.

A pesquisa, ainda na fase inicial, usará a biologia molecular para fazer um estudo genético das populações de mosquito nos dois estados. É comum que ocorra diferenciação genética em insetos da mesma espécie e a previsão é que os mosquitos dos dois estados possuam características distintas dos outros.

O novo estudo conta com o apoio da Fapesc e será submetido ainda em 2007 à apreciação do CNPq.

Fonte: Murilo Alves Pereira /Agência Fapesp