sábado, 29 de setembro de 2007

O uso ritual das plantas de poder

Plantas de poder
Refletir sobre os usos ritual e religioso de plantas psicoativas, praticados em diferentes culturas e épocas. Estimular a discussão sobre essas substâncias no campo das ciências humanas, destacando-se a relevância de sua abordagem sociocultural.

Esses são alguns dos objetivos do livro O uso ritual das plantas de poder, organizado por Beatriz Labate e Sandra Goulart, do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (Neip), que reúne pesquisadores da Universidade de São Paulo, Universidade Estadual de Campinas, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Universidade Federal da Bahia.

A obra reúne 15 artigos escritos por especialistas do Brasil, Estados Unidos, Colômbia, Itália e Finlândia. São analisados diversos contextos de consumo de plantas psicoativas por meio do enfoque da etnologia, antropologia, história e etnobotânica.

“A idéia central é mostrar de que forma os psicoativos estão presentes em várias dimensões da vida social. Essas substâncias podem ser utilizadas em forma de arte ou terapia, para fins culinários, estéticos e medicinais ou até mesmo para promover a guerra e praticar feitiçaria”, disse Beatriz Caiuby Labate, organizadora do livro.

Entre as substâncias descritas estão um tipo de rapé com propriedades alucinógenas (utilizado em rituais indígenas na Amazônia), raízes como a jurema nordestina ou a iboga do Gabão (na África), a folha de coca encontrada nos Andes e a ayahuasca, derivada de plantas nativas da floresta amazônica e usada em rituais religiosos na selva peruana e até nos grandes centros urbanos brasileiros (como no Santo Daime).

“Essas substâncias têm um papel fundamental na organização da sociedade. Por isso, mais importante do que discutir a sua proibição, é preciso conhecer as formas saudáveis de sua utilização. Quando analisamos algumas comunidades indígenas, camponesas e até mesmo urbanas em todo o mundo, conseguimos ter uma visão ampla de como essas substâncias podem ser integradas na vida social”, afirma Beatriz.

O livro O uso ritual das plantas de poder, da editora Mercado de Letras, será lançado durante o simpósio “Drogas: Controvérsias e Perspectivas”, que será realizado nos dias 29 e 30 de setembro, em São Paulo. O evento é promovido pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, pelo Departamento de História e pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, todos da USP.

Mais informações: www.neip.info ou www.mercado-de-letras.com.br.

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP - 29/09/2005

UFSM realiza o 8º Mercomovimento


O Centro de Educação Física (CEFD) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) tem a satisfação de realizar mais uma edição do MERCOMOVIMENTO. A oitava edição deste evento de intercâmbio técnico, científico e acadêmico contempla não só a área da Educação Física, mas também áreas afins, como Fisioterapia, Nutrição e Turismo.

Serão trinta e três cursos, ministrados por profissionais de reconhecida experiência nas suas áreas de atuação. Este ano o evento contará com a participação especial da Body Systems e também do Ministério do Esporte.

Como em anos anteriores, as atividades acontecerão quase que integralmente em um único local, proporcionando uma maior integração entre os participantes e minimizando dificuldades de deslocamento.

A realização do VIII MERCOMOVIMENTO é mais uma oportunidade para o Centro de Educação Física e Desportos e a Universidade Federal de Santa Maria cumprirem seu papel de divulgação do conhecimento e de formação e atualização da sociedade. O evento ocorrerá entre 01 a 04 de Novembro de 2007 .

Maiores informações pelo telefone(55)32208590, fax: (55)32208016, pelo endereço ou pelo e-mail

Fonte: UFSM

Embrapa é convidada a participar do CTBio - Centro de Tecnologia e Excelência em Bioenergia

O presidente-executivo da União dos Produtores de Bionergia (UDOP), entidade que reúne usinas e destilarias do centro-sul brasileiro, Antonio Cesar Salibe, esteve na Sede da Embrapa, em Brasília-DF, para apresentar o projeto do Centro de Tecnologia e Excelência em Bioenergia (CTBio), a ser instalado até janeiro de 2009 em Araçatuba, São Paulo, estado com maior produção mundial de cana e álcool, e convidar a Embrapa a ocupar a área especialmente reservada para os seus trabalhos de pesquisa: 300 mil metros quadrados.

“Esse espaço está disponível gratuitamente para a Embrapa, porque queremos a Empresa nesse projeto. Acreditamos que o biodiesel integra nossa cadeia produtiva e a tecnologia tem e terá cada vez mais um papel importante nesse processo. Seria uma honra ter a expertisse da Embrapa em ciência e tecnologia nesse projeto de pesquisa. Mais do que isso: a Embrapa é parte fundamental dele”, disse Salibe.

Ele acrescentou, ainda, que o modelo do projeto é mundialmente inédito e com plena capacidade de atender ao crescimento gradual do setor. “Até 2012, temos projetado uma nova fronteira para a produção de bionergia: duplicar o consumo de etanol e aumentar consideravelmente a de cana-de-açúcar, mas não seremos capazes disso se não investirmos em Pesquisa & Desenvolvimento”. São Paulo é o maior produtor mundial de cana e álcool, daí a importância atribuída ao CTBio. “Ter um centro de tecnologia e de excelência em região estratégica para a logística será fundamental para o aperfeiçoamento da agroindústria canavieira”, justificou.

O principal objetivo do projeto será formar mão-de-obra qualificada para o setor sucroalcooleiro, sendo 50 mil trabalhadores nos próximos cinco anos, para suprir a demanda de mão-de-obra que já está sendo criada pela expansão do setor. A falta de trabalhadores capacitados é tida por muitos especialistas como um dos principais gargalos do setor. Segundo estimativas, o setor da bioenergia deve abrir, nos próximos cinco anos, pelo menos 1,2 milhão de vagas de emprego com os cerca de 100 novos projetos de usinas no País, sendo 300 mil de forma direta, nas mais de 100 novas usinas que deverão ser instaladas no Brasil, a maior parte delas na região centro-sul do País, abrangendo o oeste do Estado de São Paulo, leste do Mato Grosso do Sul, norte do Paraná e sul de Minas Gerais e Goiás.

O centro, batizado de CTBio, será administrado por Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) e terá a UDOP como gestora, que contará com o apoio de empresas do setor. Ele será instalado num complexo que terá ampla área de preservação ambiental, com lagos, ciclovia, trilhas ecológicas e áreas de lazer; espaço para exposições agroindustriais; 19 terrenos de aproximadamente 8 mil metros quadrados cada para que empresas fornecedoras deste segmento instalem unidades de capacitação de mão-de-obra; centro de convenções com auditório para mais de 1,5 mil pessoas; hotel com capacidade para 400 leitos; centro empresarial com salas a partir de 40 metros quadrados; sede da UDOP; parque industrial com 300 mil metros para 50 lotes; prédio para universidades; seis terrenos de 50 mil metros quadrados cada para pesquisa de uso do solo, por empresas do setor; área para o CTC (Centro de Tecnologia Canavieira) com 1 milhão de metros; dentre outras destinações técnico-científicas.

O diretor-presidente elogiou a iniciativa e ficou bastante entusiasmado com as possibilidades de pesquisa em agroenergia a partir da criação do CTBio. “Estamos muito interessados em interagir com as demais instituições participantes desse projeto, que também possibilitará atuação transversal de todas as Unidades da Embrapa, promover mais avanços em P&D do que se estivéssemos todos separados. A minha pergunta é: qual é o melhor arranjo para se trabalhar esse projeto de forma integrada, juntar as forças para fazer as mudanças necessárias, inclusive tirando as amarras jurídicas que nos impede de buscar parcerias que viabilizem nosso trabalho. Esse é um desafio que deixo para a equipe da Embrapa Transferência de Tecnologia (Brasília-DF) e Assessoria de Inovação Tecnológica (AIT).

Representantes das duas áreas irão viajar para São Paulo para discutir o projeto e analisar in loco as potencialidades de atuação da Embrapa.

Fonte: Flávia Bessa / Embrapa

MEC define diretrizes do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI)

O Ministério da Educação (MEC) definiu as diretrizes do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).

Entre elas estão a flexibilidade curricular nos cursos de graduação para facilitar a mobilidade estudantil; a oferta de apoio pedagógico, que permite a utilização de práticas modernas aos professores, e a disponibilidade de mecanismos de inclusão social, a fim de garantir igualdade de oportunidades de acesso e permanência na universidade pública.

O objetivo do programa é consolidar uma política nacional de expansão da educação superior pública que alcance, até o fim desta década, pelo menos 30% dos jovens com idade entre 18 e 24 anos.

A meta é elevar, gradualmente, a taxa de conclusão média dos cursos presenciais para 90% e aumentar para 18 o número de alunos por professor.

As universidades que pretendam participar do Reuni no próximo ano devem encaminhar propostas à Secretaria de Educação Superior (SESu/MEC) até 29 de outubro.

As propostas aprovadas serão divulgadas em 07 de dezembro. Todo conteúdo das diretrizes está página eletrônica da Secretaria de Educação Superior do MEC

Fonte: Em questão

Circovirose e PRRS são discutidas na Conferência de Suínos Allen Leman 2007

Quatro vacinas estão sendo estudadas neste momento para combater a circovirose, doença que preocupa suinocultores do mundo inteiro. Vários resultados das vacinas foram apresentados durante a Conferência de Suínos Allen Leman 2007, o mais importante evento científico dos Estados Unidos sobre sanidade suína, realizada de 17 a 20 de setembro em Saint Paul, estado de Minnesota.

"Pelo que foi apresentado, as vacinas conseguem reduzir de 50% a 60% a mortalidade em rebanhos atingidos pelo circovírus", afirmou o pesquisador Nelson Morés, da Embrapa Suínos e Aves, empresa de pesquisa agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A participação de Morés no evento foi importante porque o pesquisador é um dos responsáveis pelo teste no Brasil de uma das vacinas apresentadas nos Estados Unidos. "Ainda não temos resultados do efeito no rebanho brasileiro", antecipou o pesquisador. Morés apresentou também na conferência um trabalho sobre o controle da circovirose por meio do uso de plasma Spray Dry.

Depois da conferência, o pesquisador participou ainda de uma reunião técnica na empresa que fabrica o plasma, que é norte-americana. "Em todos os momentos foi possível coletar informações muito interessantes sobre o modo de atuação do plasma no controle de circovirose", concluiu Morés.

Foco na PRRS e Circovirose
A Conferência de Suínos Allen Leman 2007 deu atenção especial à Doença Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (a doença é conhecida pela sigla em inglês PRRS), circovirose e diarréias em leitões de maternidade. A PRRS ataca o sistema reprodutivo das fêmeas, provocando principalmente abortos, natimortos, mumificação fetal, má formação dos leitões e problemas respiratórios.

No Brasil, a PRRS ainda não foi diagnosticada, mas é preciso manter a atenção para que caso chegue ao país seja rapidamente diagnosticada. O Brasil possui um programa para tentar evitar a entrada da doença, em especial pela importação de animais ou sêmem de países em que o problema ocorre.

De acordo com Nelson Morés, ficou claro durante a conferência que o maior perigo é a soma de doenças. "Em rebanhos que combinam a circovirose com a PRRS o problema é grave e a mortalidade no rebanho é expressiva. No Brasil, ainda não vivemos essa situação, que já foi anotada em muitas granjas no mundo, onde a suinocultura é importante.

Governo, agroindústrias e produtores precisam estar atentos para diagnosticar casos suspeitos e, em caso de resultado positivo, implementar com urgência um programa de controle e erradicação", recomendou Morés.

Fonte: Jean Carlos Porto Vilas Boas Souza / Embrapa

ProUni -180 mil bolsas em 2008

O Programa Universidade para Todos (ProUni) , do governo federal , tem como meta o oferecimento de 180 mil bolsas de estudo em 2008.
Neste ano, o ProUni ofertou 163 mil bolsas nos dois processos seletivos ocorridos . A renúncia fiscal estimada pela Receita Federal , referente ao ano de 2007, foi de R$126 milhões. No total, o ProUni conta com cerca de 1.400 instituições de e ducação superior participantes, presentes em todos os Estados do País. Trata-se de uma evolução significativa para a iniciativa, institucionalizada há dois anos, quando foram oferecidas 112 mil bolsas e contava com 1.142 instituições de ensino superior abrigando estudantes beneficiados pelo programa.

Todos os indicadores relativos ao ProUni têm sido positivos. Uma das principais críticas ao programa, a de que ele prejudicaria o nível de ensino das faculdades, não se confirmou. O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), de 2006, apontou que os bolsistas do ProUni tiveram desempenho superior aos demais em 14 das 15 áreas do conhecimento avaliadas. Conforme o secretário de Educação Superior, Ronaldo Mota, "os resultados do Enade demonstram que o ProUni não só atinge um grande contingente de alunos, mas qualifica a educação superior. Invariavelmente, os beneficiários do ProUni têm apresentado rendimento acadêmico superior aos não-bolsistas".

O ProUni foi criado pelo governo federal em 2004, e institucionalizado no ano seguinte. A iniciativa concede bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes de cursos de graduação e seqüência i s de formação específica, em instituições privadas de ensino. Em contrapartida, os estabelecimentos recebem isenção de alguns tributos.

O programa Universidade para Todos é dirigido aos estudantes egressos do ensino médio da rede pública ou da rede particular na condição de bolsistas integrais, cuja renda familiar per capita máxima é de três salários mínimos. A seleção dos candidatos é feita pelo Enem - Exame Nacional do Ensino Médio.

COTAS - O programa reserva também um percentual de bolsas ofertadas aos afro-descendentes, indígenas e pessoas com deficiência. Os professores também possuem critérios diferenciados de participação no programa, conforme a política do MEC de incentivo à formação dos docentes e qualificação da educação básica pública.

PNAD - A última PNAD - Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílios, do IBGE, revelou ainda que houve crescimento no número de alunos do 3º grau da rede particular de ensino, de 2005 para 2006: 13,2%.

Fonte: Em Questão