quinta-feira, 20 de setembro de 2007

dentária em adolescentes de 15 a 19 anos de idade no Estado de São Paulo, Brasil, 2002

Dental caries in 15-to-19-year-old adolescents in São Paulo State, Brazil, 2002

Em média, seis dentes com experiência de cárie. Pesquisa realizada por um grupo de Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), que pertence à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mostra que a saúde bucal dos jovens paulistas poderia estar bem melhor. Do total de amostras analisadas, apenas 10% estavam totalmente livre das cáries.

“A avaliação do índice de experiência em cárie mostra que 71% desses dentes com problemas já estão obturados, o que mostra acesso ao tratamento odontológico. Entretanto, detectamos um grupo que concentra grande parte da doença”, disse Maria da Luz de Souza, professora da FOP e principal autora do estudo.

Nesse grupo específico detectado pelos pesquisadores, a média de dentes com experiência de cárie subiu para 12. “No terço da população com os maiores índices do problema, verificou-se também haver acesso aos serviços odontológicos, por causa da alta porcentagem de dentes restaurados”, explicam os pesquisadores no artigo “Cárie dentária em adolescentes de 15 a 19 anos de idade no Estado de São Paulo, Brasil, 2002”, publicado na Cadernos de Saúde Pública. Entretanto, como a análise mostrou a existência de uma alta porcentagem de dentes perdidos, o problema está longe de ser resolvido.

Segundo Maria da Luz, esse quadro revela dois pontos importantes. “Muitas vezes faltam serviços públicos que ofereçam tratamento de qualidade. Além disso, a baixa renda da população impede a escolha. As pessoas acabam optando pelos métodos mais baratos de tratamento, que consistem na simples extração dos dentes afetados”, conta.

Os resultados – a análise considerou 1.825 exames feitos dentro do programa “Condições de Saúde Bucal no Estado de São Paulo”, de 2002 –, tratados a partir das informações sobre etnia dos indivíduos amostrados, revelaram mais detalhes sobre os donos das cáries. “O grupo de não-brancos apresenta maior porcentual de dentes cariados e perdidos”, aponta Maria da Luz. O mesmo vale para os homens quando comparados com as mulheres.

Além da simples questão do acesso aos serviços odontológicos de qualidade, outros fatores que possam estar associados a essa maior ocorrência de cárie entre os negros estão sendo estudados pelos pesquisadores de Piracicaba.

“Outra informação importante, que ajuda todos os grupos, está relacionada com a fluoretação das águas de abastecimento público”, disse Maria da Luz. A pesquisa revelou que, em municípios com água fluoretada, a porcentagem da população livre de cáries foi maior que 10%, quase o dobro das demais cidades.

Desde 1975, o flúor é considerado um componente essencial de programas de prevenção de cárie no Brasil. Há 30 anos existe uma lei que obriga todas as cidades a montar um sistema de fluoretação de água de abastecimento público. Mesmo assim, em muitos locais isso ainda não saiu do papel.

Apesar de o estudo indicar com mais precisão onde estão as cáries entre os adolescentes paulistas, e que o problema existe em grande quantidade se comparado com outros países, Maria da Luz prefere uma análise otimista. “No geral, pode ser verificado uma melhora na saúde bucal dos adolescentes. No levantamento nacional, o grupo referente ao Sudeste apresentou em média 12 dentes com experiência de cárie. Agora, vimos que isso está reduzido pela metade”, disse.

Para ler o artigo “Cárie dentária em adolescentes de 15 a 19 anos de idade no Estado de São Paulo, Brasil, 2002”, publicado nos Cadernos de Saúde Pública e disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Eduardo Geraque / Agência FAPESP -20/09/2005

Sai resultado do Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador da Anprotec

A solenidade de abertura do XVII Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, em Belo Horizonte, na última terça-feira (18), contou com mais de 700 participantes. Entre os convidados, o Ministro em exercício de Ciência e Tecnologia (MCT), Luiz Antônio Rodrigues Elias, o vice-governador de Minas Gerais, Antonio Augusto Junho Anastásia, a vice-presidente do CNPq, Wrana Panizzi, o diretor técnico do Sebrae, Luiz Carlos Barbosal e o presidente da Anprotec, José Eduardo Fiates.

O evento abriu oficialmente as atividades do seminário, iniciou as comemorações de 20 anos da Anprotec e premiou os destaques do ano do movimento. "Completamos 20 anos e chegamos 400 incubadoras e 55 projetos de parques tecnológicos, sendo dez em processo de operação no país", informou o presidente da Anprotec. Para o vice-governador de Minas, o seminário nacional será muito bem-vindo no Estado. "Minas se orgulha de ser escolhida para debater o conhecimento", completou Anastásia. Ele destacou que o estado já possui três parques tecnológicos em implantação - localizados em Belo Horizonte, Itajubá e Viçosa - onde serão investidos milhões de reais.

O Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador 2007, que tem o objetivo de reconhecer o trabalho e dedicação das incubadoras de empresas, parques tecnológicos, projetos e empreendimentos inovadores, foi um dos atrativos. A Inova, incubadora da Universidade Federal de Minas Gerais, faturou o Prêmio na categoria Melhor Programa de Incubação de Empreendimentos Inovadores. Esta é a sexta vez consecutiva que o Estado recebe a premiação. Na categoria melhor parque tecnológico, faturou o prêmio o Porto Digital, de Recife (PE).

O melhor programa de incubação ficou com a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP), da Coppe, da Universidade Federal do Rio de Janeiro; a melhor empresa incubada também ficou com o Estado do Rio de Janeiro, com a PAM Membranas Seletivas, também da Coppe/UFRJ. A melhor empresa graduada foi a Audaces Automação e Informática Industrial, da Incubadora Celta, de Florianópolis (SC), e o melhor projeto de promoção da cultura do empreendedorismo inovador foi dividido entre duas incubadoras: o Instituto Gene/FURB, de Blumenau (SC), e a Supera, de Ribeirão Preto (SP).

Ainda na solenidade de abertura, foi entregue o Prêmio Empreender é Show 2007. A empresa vitoriosa foi a Consulti, de Criciúma (SC), que ganhou uma viagem internacional para a prospecção de negócios. Em segundo lugar ficou a B2ML, de Itajubá (MG), que faturou um noteboook. O Empreender é Show 2007 foi um reality experience, promovido pela Anprotec, para que os empreendedores originados em incubadoras contassem suas histórias, vivências, desafios, conquistas e vitórias. Desta forma, o público poderia acompanhar suas vivências dentro da incubadora e se aproximar do mundo da inovação. Foram nove empresa participantes, sendo que somente quatro foram para a final. Elas fizeram cinco missões variadas, onde provaram seu caráter empreendedor.

A Anprotec, em conjunto com o Sebrae e a Rede Mineira de Inovação (RMI), promovem o evento, que se estende até sexta-feira (21). O tema do seminário é Empreendedorismo inovador: explorando as novas Minas do conhecimento. Nele, serão debatidos os avanços, dificuldades e desafios das incubadoras e parques tecnológicos no Brasil. Este é o maior evento de empreendedorismo inovador da América Latina e reúne especialistas nacionais e internacionais.

O Seminário Nacional engloba palestras, minicursos, plenárias, sessões para troca de experiências entre os participantes, premiações, reuniões estratégicas do setor, visitas técnicas e exposição de produtos tecnológicos e inovadores. Cerca de 40 incubadoras de diversos lugares do Brasil estarão com stands no evento, expondo pesquisas e produtos.

O que são as Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos?
As incubadoras são ambientes dotados de capacidade técnica, gerencial, administrativa e infra-estrutura para amparar o pequeno empreendedor. Elas disponibilizam espaço apropriado e condições efetivas para abrigar idéias inovadoras e transformá-las em empreendimentos de sucesso.

Números do empreendedorismo inovador no Brasil
.400 Incubadoras
.55 parques (em projeto, implantação ou operação)
.6 mil empresas incubadas, graduadas e associadas
.2 mil postos de trabalho só no gerenciamento das incubadoras
.24 mil empregos diretos nas empresas incubadas
.R$ 2,8 bilhões de faturamento (estimado 2006)

Fonte: Anprotec

Recife usará lixo para gerar energia elétrica

A prefeitura de Recife (PE) assinou dia 10 de setembro, contrato de concessão à Sociedade de Propósito Específico Recife Energia de um novo aterro sanitário previsto para entrar em operação em 2010. O projeto "Lixo tem Valor" prevê investimentos de R$ 308 milhões com concessão de 20 anos.

Como ponto novo para esse tipo de empreendimento, a empresa vai usar o gás do lixo em decomposição para gerar energia elétrica. A Recife Energia afirma que a tecnologia empregada permite uma geração de 15,78 MW/dia.

A empresa vai gerir entre 60% e 70% do lixo produzido pela cidade ou 1.350 toneladas.

Fonte: Webresol

Micro e Pequenas empresas brasileiras estão sobrevivendo mais

As micro e pequenas empresas brasileiras estão sobrevivendo mais. Segundo a mais nova pesquisa do Sebrae sobre o tema, 78% dos empreendimentos abertos no período de 2003 a 2005 permaneceram no mercado. O resultado é considerado extremamente positivo, quando comparado com o obtido em pesquisa anterior, em que esse índice foi de 50,6%, para empresas abertas entre 2000 e 2002.

Em 15 unidades da Federação, o índice de sobrevivência das empresas ficou acima da média nacional, como no Espírito Santo, que lidera o ranking com 85,8%; seguido de Minas Gerais, 85,7%; Sergipe, 85,3%; Piauí, 84%; Rio Grande do Norte, 83,5%; São Paulo 82,9%; Pará, 82,5%; Bahia, 82,4%; Distrito Federal, 81,5%; Alagoas, 81,3%; Rio de Janeiro, 81,3%; Paraíba, 80,8%; Rondônia, 79,7%; Goiás, 78,7%; Mato Grosso do Sul, 78,7%; e o Ceará, que possui a mesma média nacional, com 78%.

A pesquisa também aponta os estados com índices abaixo da média. A maioria fica nas regiões Norte e Sul. O Maranhão ficou com taxa de 77,6%; Rio Grande do Sul, 77,5%; Pernambuco, 77,3%; Santa Catarina, 75,9%; Amazonas, 75,8%; Paraná, 74,8%; Mato Grosso, 74,5%; Tocantins, 71,7%; Amapá, 62,2%; Acre, 60,3%; e Roraima 49,3%.

As empresas analisadas na pesquisa são dos setores de Comércio, Indústria e Serviços. No ano de 2005, 50,5% das empresas ativas e 49,5% das empresas extintas estavam inseridas no setor do Comércio. Já no setor de Serviços, eram 37,2% ativas e 38% extintas. E, na Indústria, 12,3% e 12,6%, respectivamente ativas e extintas.

O presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, explica que a pesquisa traça o perfil do empreendedor de pequeno negócio. "Ele tem boa escolaridade, busca o conhecimento e a informação para tocar bem sua empresa e insiste em empreender, apesar dos percalços que enfrenta. Um outro dado positivo do levantamento é o de que a pequena empresa tem evoluído na contratação com carteira de trabalho assinada, confirmando a força empregadora dos negócios de pequeno porte", ressalta Okamotto.

Segundo a nova pesquisa, no período de 2003 a 2005, houve um aumento crescente no número de empregados com carteira assinada entre as empresas ativas. Em 2003 e 2004, esse número se manteve estável, com 64%. Já em 2005, o número de brasileiros com carteira assinada saltou para 85%.

Para o diretor-técnico do Sebrae Nacional, Luiz Carlos Barboza, essa melhora significativa na taxa de sobrevivência das empresas é atribuída a dois fatores: a elevação do nível educacional dos empreendedores e o aumento na busca por mais informações para a abertura e gestão dos negócios. "Empreendedores mais bem capacitados e informados em um ambiente econômico favorável é a receita adequada para a maior sobrevivência das empresas", justificou.

Fonte: SEBRAE

Pesquisa da USP indica como diminuir emissão tóxica da gasolina

A combustão da gasolina em veículos lança na atmosfera dioxinas, furanos e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, substâncias cancerígenas para os seres humanos. Pesquisa realizada pelo tecnólogo mecânico Rui de Abrantes com carros de passeio mostra que a redução de 20% dos hidrocarbonetos aromáticos na gasolina diminui as emissões de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos pela metade.

“O estudo reproduziu as condições médias de conservação e uso da frota de veículos no estado de São Paulo”, conta Abrantes. Durante dois meses, um carro a gasolina e outro a álcool foram colocados em funcionamento diariamente por 42 minutos, equivalente a um percurso urbano de 17 quilômetros. “Os dois automóveis tinham cerca de nove anos e 80 mil quilômetros de uso, que é a média da frota paulista”

A média de emissões de dioxinas e furanos, em toxicidade equivalente, registrada nos testes foi de 0,04 picogramas por quilômetro (pg/km) nos veículos a gasolina, no veículo a álcool de 0,05 pg/km. A emissão de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, em toxicidade equivalente, ficou entre 0,01 e 4,65 microgramas por quilômetro (ug/km) na gasolina, enquanto oscilou entre 0,01 a 0,02 (ug/km) no álcool - uma redução média de até 92%. “Não há um nível aceitável de emissões, o ideal seria que nenhuma substância tóxica fosse lançada na atmosfera”, alerta o pesquisador.

“Na pesquisa, a colocação de aditivos na gasolina reduziu em 30% a liberação de dioxinas, enquanto os lubrificantes não tiveram nenhuma influência”, diz Abrantes. Os resultados dos testes são detalhados na tese de Doutorado do pesquisador, apresentada na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP no último dia 8 de agosto.

Gasolina
Durante o estudo, verificou-se que a redução de 20% na quantidade de hidrocarbonetos aromáticos na gasolina diminuiu em 50% a emissão de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos na atmosfera. “A queda aconteceu devido à utilização de combustível fora de padrão durante os testes”, ressalta o pesquisador. “A gasolina adulterada pode ter uma quantidade menor de aromáticos, mas também é possível que sejam lançados compostos ainda mais tóxicos na atmosfera pondo em risco a saúde pública”.

A redução efetiva dos hidrocarbonetos aromáticos seria possível com modificações no processo de produção da gasolina, defende o pesquisador. “A Petrobrás poderia realizar estudos sobre a viabilidade da mudança, pois o ganho do ponto de vista da saúde pública é significativo com a queda das emissões de poluentes”.

A pesquisa também constatou que o uso do catalisador reduziu em até 150 vezes as emissões de dioxinas, em comparação com números divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). “O resultado do estudo reforça a necessidade da realização de inspeções veiculares periódicas, indispensáveis para garantir a manutenção do funcionamento dos catalisadores”, observa Abrantes.

Ele explica que as dioxinas e furanos são poluentes que persistem na natureza devido à sua baixa reatividade. “Elas aderem às gorduras dos mamíferos e apresentam cumulatividade em seres humanos, podendo provocar desequilíbrio no metabolismo de hormônios e cânceres reprodutivos”, explica. “Alguns hidrocarbonetos policíclicos aromáticos possuem características carcinogênicas e podem causar câncer”.

Mais informações: (0XX11) 3133-3695, com Rui de Abrantes. Pesquisa orientada pelo professor João Vicente de Assunção

Fonte: Agência USP de Notícias

C&T de Vitória agora está vinculada à CDV

A Companhia de Desenvolvimento de Vitória agora é a instituição responsável pela área e C&T do município. O setor estava, até 90 dias atrás, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento das Cidades. “No atual governo, a percepção é que a atividade de C&T e inovação para a cidade de Vitória é algo de extrema importância.

Com essa percepção, o prefeito João Cozer determinou que fosse realizada a mudança, já que a secretaria tinha uma atuação mais genérica”, informou Silvio Roberto Ramos, diretor presidente da Companhia, em entrevista ao Gestão C&T online. Ramos participou, ontem (18), do Encontro das Mercocidades – Unidade Temática de C&T, em Belo Horizonte (BH).

O evento fez parte das atividades do 17º Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), instituição associada à ABIPTI.

Silvio Ramos explicou que juntamente com a área de C&T, estão sob a responsabilidade da companhia o setor de turismo e o de desenvolvimento local. O diretor disse ainda que o Fundo de Apoio à C&T de Vitória (Facitec), na atual administração, mais que dobrou o seu orçamento. “Passando de R$ 1,06 milhão em 2005 para R$ 2,44 milhões em 2007.”

O diretor presidente falou também que neste ano estão em execução 45 projetos de pesquisa, com aplicações da ordem de R$ 185 mil. Os projetos são das áreas de desenvolvimento urbano (19), meio ambiente (20) e educação (6).

Superintendência de C&T
A superintende de C&T da Companhia de Desenvolvimento de Vitória, Rosa Trevas, falou sobre a nova vinculação, em entrevista ao Gestão C&T online. “O foco mudou, a partir do entendimento de que a ciência e a tecnologia devem estar a serviço do desenvolvimento econômico do município. E também em termos de agilidade, por se tratar de uma administração indireta, de uma empresa em que a tramitação burocrática é mais tranqüila. Teremos mais agilidade. Acreditamos que essa mudança é positiva”, afirmou.

Sobre a alavancagem de recursos do Facitec, nos últimos anos, Rosa disse que ela foi motivada pela definição de uma política de governo e que há um consenso de que essas ações de desenvolvimento econômico e social são locais. “Cabe ao município a indução desse processo. A prefeitura elegeu a área de C&T como prioritária e resolveu investir mais recursos para firmar Vitória como uma cidade do conhecimento”, afirma.

Fonte: Gestão CT

Congresso Brasileiro de Manutenção e Expoman 2007

A ABRAMAN convida os profissionais que atuam na área de Manutenção para participarem do 22º Congresso Brasileiro de Manutenção, que será realizado no período de 17 a 21 de setembro de 2007 no Centro de Convenções de Florianópolis, em Florianópolis - SC.

Este evento contará com a presença de participantes das principais empresas do Brasil, representando os mais importantes segmentos da economia.

OBJETIVOS
Promover a troca de experiências entre os profissionais de Manutenção, através da divulgação do estado-da-arte em gestão, métodos e técnicas de trabalho, assim como, apresentar o progresso tecnológico e as modernas técnicas de gerenciamento e execução, visando a melhoria da qualidade, produtividade, segurança, preservação ambiental e racionalização de custos na Manutenção.

ESTRUTURA DO CONGRESSO
A programação técnica abrangerá as seguintes atividades:
• Painéis
• Conferências
• Mesas-Redondas
• Trabalhos Técnicos
• Palestras Técnico-Comerciais
• Visitas Técnicas
• Mini-Cursos

EVENTO PARALELO
Em paralelo ao Congresso, será realizada a XXII Exposição de Produtos, Serviços e Equipamentos para Manutenção - EXPOMAN 2007, contando com a participação de empresas proeminentes da setor, de 17 a 20 de setembro de 2007.

Mais informações pelo telefone (55)(21)3231-7000 ou pelo e-mail.

Fonte: Cimm

Mini-cursos na 7ª Jornada Científica da UFSCar

Durante a 7ª Jornada Científica da UFSCar, que será realizada de 8 a 11 de outubro, serão oferecidos 29 mini-cursos, em diferentes áreas, como tecnologias, educação, política, saúde, meio ambiente, dentre outros.

Os mini-cursos serão oferecidos das 8h às 10 horas da manhã e ocorrem paralelamente às demais atividades da Jornada. Por esse motivo, recomenda-se a inscrição em apenas um mini-curso.

As vagas em cada atividade proposta são limitadas. As inscrições são gratuitas, abertas ao público interno e externo à UFSCar, e podem ser realizadas até o dia 30 de setembro. Receberão certificados os participantes que tiverem 75% de presença.

A Jornada Científica da UFSCar está em sua sétima edição e reflete o compromisso da Universidade com a indissociabilidade entre as atividades de ensino, pesquisa e extensão. O evento possibilita a integração dos participantes de quatro eventos diferentes: o décimo quinto Congresso de Iniciação Científica, o sexto Encontro de Extensão, o sexto Congresso de Pós-Graduação, e o terceiro Workshop de Grupos de Pesquisa da UFSCar.

A lista completa com as 29 opções de mini-cursos e formulários de inscrições encontram-se disponíveis no endereço.

Fonte: Ufscar

2,46 milhões para a criação de laboratórios de triagem e de toxicologia farmacêutica

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anunciou que destinará R$ 6,46 milhões para a criação de laboratórios e desenvolvimento de equipamentos para diagnóstico e tratamento médico-hospitalar. O investimento será feito por meio de dois editais.

Serão investidos R$ 2,46 milhões para o apoio a projetos que proponham a criação de laboratórios de triagem, voltados ao desenvolvimento de fármacos e medicamentos, e para projetos que criem laboratórios de toxicologia farmacêutica, com uma estrutura capaz de dar suporte para análises toxicológicas.

Segundo o CNPq, as novas estruturas deverão ser desenvolvidas no Brasil, de modo a oferecer suporte necessário às principais áreas da cadeia de desenvolvimento de fármacos e medicamentos.

As inscrições para esse edital podem ser feitas até o dia 27 de outubro de 2007. Os resultados serão divulgados na última semana de novembro e as contratações estão previstas para as semanas seguintes da divulgação do resultado.


O CNPq receberá as propostas até 1º de novembro e a divulgação será feita a partir de 25 de novembro.

Mais informações no endereço.

Fonte: CNPq

Economia mundial apresenta tendência de concentração de capital

Há alguns anos a economia mundial tem mostrado uma tendência de concentração do capital. O economista Marcio Pochmann, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) disse em entrevista ao repórter Luís Brasilino, do jornal Brasil de Fato que essa concentração deve ser ainda maior nos próximos vinte anos, quando - prevê - não haverá mais do que 500 mega corporações dominando todo o setor produtivo e financeiro mundiais.

E entre os setores onde a concentração está mais latente destaca-se a indústria automobilística. Hoje temos 15 empresas produtoras de veículos, mas a tendência é isso ser reprimido para não mais de seis (duas dos Estados Unidos, duas da Europa e duas da Ásia), avalia o professor.

Ele explica que o processo é decorrente de um esgotamento do ciclo de expansão dos setores industriais e produtivos oriundos da segunda revolução industrial e tecnológica, do final do século 19, com a energia elétrica, o motor de combustão, a eletro-eletrônica, dentre outros. Em decorrência disso, fez-se necessário constituir grandes empresas em substituição ao padrão de pequenas empresas que existia até então.

Só que, desde os anos 1970, há uma saturação dos produtos desse modelo fordista (grandes empresas, concentração de trabalhadores, produção em larga escala etc.) As empresas passaram a investir em tecnologia como forma de reduzir custos e ter espaço dentro desse novo mercado.

O faturamento da General Motors, maior empresa de automóvel do mundo, era em 2005 de 193 bilhões de dólares, segundo fontes do Banco Mundial e da revista Forbes. É uma montanha incalculável de dinheiro. É maior do que a Renda Nacional Bruta (RNB) de 181 países, dentre 208 listados em ranking do Banco Mundial, em 2005. Quer dizer: com esse dinheiro, a Vale poderia adquirir todas as riquezas produzidas durante um ano inteiro em países como Hong Kong, Argentina, Portugal, Irlanda, Israel, Venezuela ou Emirados Árabes.

A lista dos maiores faturamentos do mundo é dividida entre corporações e países, meio a meio. Conforme dados do Banco Mundial de 2005 eram 49 corporações e 51 países, sendo boa parte das corporações do setor automobilístico, muitas montadoras. A GM tem o 32o. faturamento mundial, tendo à sua frente 22 países e quatro empresas: Esso, Wal-Mart, Shell e a cia de petróleo britânica BP.

A Ford vem em seguida, com faturamento anual de 178 bilhões, maior do que a renda bruta da Tailândia e do Irã. Seguem a DaimlerChrysler (177 bilhões) e a Toyota (173), na frente de Portugal, Malásia, Singapura,m entre outros.

Na lista das 100 primeiras, 15 são empresas diretamente ligadas à indústria automobilística e sete são montadoras de veículos. Além, da poderosa GM faturam mais do que a Renda Interna Bruta da maioria dos países do globo a Ford (185 bilhões), DaimlerChrysler (177 bilhões), Toyota (173), Volkswagen (113), Honda (81) e Nissan (80).

Fonte: Cimm

Whirlpool lança o prêmio "Whirlpool Inova 2007/2008" para professores e alunos

Professores e alunos têm mais uma oportunidade de ter sua capacidade de criação reconhecida através do desenvolvimento de projetos e estudos. Organizado pela unidade de eletrodomésticos da empresa Whirlpool, o Prêmio Whirlpool Inova 2007/2008 contemplará projetos inseridos no tema “Qualidade de Vida no Ambiente Doméstico”.

Estudantes de graduação e pós-graduação além de professores das áreas de design industrial, arquitetura, engenharias e física podem se inscrever no prêmio até o dia 03 de outubro. Para participar, o candidato deve estar pelo menos no 4º semestre para cursos de até quatro anos e 5º semestre para cursos superiores a quatro anos.

Essa é a segunda edição do prêmio, uma iniciativa que comprova que a Whirlpool acredita na integração entre empresa e escola. “O ambiente acadêmico é fértil de novas idéias, buscamos fomentar a criatividade dos estudantes e mostrar como a inovação tecnológica que desenvolvem complementa a nossa”, explica Marcelo Fischer, gerente geral de tecnologia lavanderia da empresa.

O prêmio engloba quatro categorias: Dinâmica, Vibração e Ruído; Eletrônica; Ciências Térmicas e Design.

A empresa conta com o apoio do Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), e seus profissionais participarão da Comissão Julgadora. Uma série de critérios é considerada no momento de eleger quais projetos se destacam. “A seleção é feita analisando a possibilidade de produção, ou seja, a aplicação na vida real da tecnologia desenvolvida e também de acordo com os benefícios que trará aos nossos consumidores”, afirma Marcelo.

No dia 20 de dezembro, 28 pré-projetos serão selecionados para a segunda fase e cada um receberá um produto de acordo com as características técnicas do pré-projeto inscrito. Receberão um auxílio financeiro no valor de R$ 1 mil para a construção de um protótipo funcional, tratando-se de projetos das três primeiras categorias, ou para o desenvolvimento de um mock-up, quando o estudo é de Design.

Os alunos poderão participar do Prêmio Whirlpool Inova individualmente ou em grupo de até cinco pessoas, sempre orientados por um professor. Cada aluno ou equipe poderá participar com um ou mais pré-projetos que deverão ser enviados até o dia 31 de outubro.

Os três melhores projetos por categoria serão escolhidos em julho de 2008 e receberão:
1º colocado: 1 Refrigerador Brastemp Eletrônico No Frost Inox 480 Litros (XRX48) + R$ 5 mil reais + troféu + certificado
2º colocado: 1 Lavadora Brastemp Eletrônica Sexto Sentido 9 Kg (BWH09) + troféu + certificado
3º colocado: 1 Fogão Brastemp Ative Timer 5 Bocas (XF776) + troféu + certificado.

Aos professores responsáveis pela orientação dos Projetos classificados em primeiro lugar em cada categoria, será disponibilizado, por 12 meses consecutivos, o valor equivalente a uma bolsa de estudos do CNPq na modalidade de mestrado.

As inscrições no prêmio podem ser feitas pelo endereço.

Documentos:
- Ficha de inscrição, devidamente preenchida no hotsite Inova;
- Comprovante de matrícula do(s) aluno(s), referente ao ano ou semestre letivo cursado no ano da inscrição;
- Declaração da Instituição de Ensino Superior ou outro documento que comprove a presença do professor no quadro docente no ato da inscrição;
- RG do(s) alunos (s).

Cronograma:
- Inscrição: até 03.10.07
- Prazo final para envio do Pré-projeto da Fase 31.10.07
- Divulgação dos projetos finalistas: 20.12.07
- Liberação de auxílio financeiro e produto: 31.01.08
- Prazo final para envio do Projeto Fase 2 e mock-up/protótipo: 15.05.08
- Apresentação dos projetos e Cerimônia de Premiação: 07 e 08.07.08

Sobre a Whirlpool S.A.
A Whirlpool S.A., a partir de sua Unidade de Eletrodomésticos, é a única empresa do Brasil que fabrica, com as marcas Brastemp e Consul, todos os produtos de linha branca – refrigeradores, freezeres horizontais e verticais, fogões, lavadoras de roupa, secadoras, lava-louças, microondas, fornos elétricos, condicionadores e depuradores de ar, coifas e climatizador.

Subsidiária da Whirlpool Corporation, maior fabricante mundial de eletrodomésticos, a Whirlpool S.A. foi formada a partir da reorganização societária da Multibrás S.A. Eletrodomésticos e da Empresa Brasileira de Compressores S.A. – Embraco, efetivada em 1º de maio de 2006. A Unidade de Eletrodomésticos e a Unidade Embraco de Compressores e Soluções de Refrigeração continuam a operar como Unidades de Negócio independentes, mantendo suas especificidades e peculiaridades.

Com faturamento de mais de R$ 5 bilhões (baseado no faturamento líquido das duas empresas em 2006) e mais de 18 mil colaboradores, a Whirlpool S.A. está entre as 50 maiores empresas do Brasil, bem como entre as 50 maiores exportadoras do País.

Fonte: Cimm

Sucesso no lançamento do CBERS-2B

O Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS-2B), lançado com sucesso da China, na madrugada desta quarta-feira (19/9), à 0h26 (hora de Brasília), fez sua primeira passagem pelo Brasil por volta das 10h30.

“O lançamento foi um sucesso tecnicamente, perfeito”, afirmou Miguel Henze, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), que se encontra na China. “É uma emoção muito grande. É o resultado de um grande trabalho feito por brasileiros e chineses. Estamos todos muito orgulhosos”, disse Gilberto Câmara, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também presente no Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan.

Segundo o Inpe, o foguete chinês Longa Marcha 4B cumpriu perfeitamente todas as etapas previstas para colocação do satélite em órbita. O tempo total de vôo até a injeção do CBERS em órbita foi de 12,5 minutos.

O CBERS-2B foi lançado com os transmissores ligados, permitindo que a estação de rastreio de Nanning, na China, mantivesse contato com o veículo desde antes da separação do último estágio do veículo lançador até aproximadamente um minuto e meio após a abertura dos painéis solares, que ocorreu cerca de 14 minutos após o lançamento.

O satélite se encontra a 740 quilômetros de Terra, mas será elevado nos próximos dias a 778 quilômetros, para a mesma órbita do satélite CBERS-2, lançado em 2003. Somente após essa operação terá início a aquisição de imagens, o que deve levar em torno de quatro dias.

Segundo a AEB, o satélite será colocado na mesma órbita e em oposição ao CBERS-2. Essa sincronização permitirá uma maior rapidez na obtenção das imagens da Câmara Imageadora de Média Resolução (CCD), uma vez que um satélite sozinho leva 26 dias para registrar a imagem de um mesmo lugar.

Das três câmeras do satélite, a CCD é a principal, responsável pela obtenção de imagens de 113 quilômetros de largura e 20 metros de resolução. O satélite leva também uma câmara HRC de alta resolução e a Câmara de Largo Campo de Visada (WFI), para fazer imagens de 890 quilômetros de largura e 250 metros de resolução.

As imagens do CBERS são empregadas, entre outros, no Programa de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Inpe. Os dados do satélite são usados por instituições como Petrobras, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Agência Nacional de Águas e Serviço de Proteção da Amazônia (Sipam).

O Programa CBERS é desenvolvido pelo Inpe e pela Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast), sob a supervisão das agências espaciais do Brasil e da China.

De acordo com o Inpe, o programa CBERS é um exemplo bem-sucedido de cooperação Sul-Sul em matéria de alta tecnologia e é um dos pilares da parceria estratégica entre o Brasil e a China. O CBERS é hoje um dos principais programas de sensoriamento remoto em todo o mundo, ao lado do norte-americano Landsat, do francês Spot e do indiano ResourceSat.

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Fonte: Agência Fapesp

Sai premiação da "Para Mulheres na Ciência" da L´Oréal

As sete ganhadoras do programa de incentivo para jovens pesquisadoras da L’Oréal, promovido em parceria com a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), foram premiadas na noite de quarta-feira (19/9), no hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

Trata-se do prêmio Para Mulheres na Ciência, cujo objetivo é apoiar jovens pesquisadoras brasileiras. Cada uma recebeu bolsa-auxílio de US$ 20 mil para iniciar o projeto submetido ao concurso. Foram 447 propostas inscritas, de todas as regiões do Brasil, por autoras que terminaram o doutorado a partir de 2003.

As ganhadoras são Lucia Codognoto (na categoria Ciências Químicas), Andrea Stucchi de Camargo e Tatiana Rappoport (Ciências Físicas), Wang Qiaoling (Ciências Matemáticas) e Ida Schwartz, Glaucia Martinez e Mônica Andersen (Ciências Biomédicas, Biológicas e da Saúde). Tarcília Nascimento, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Tiana Kohlsdorf, da Universidade de São Paulo, receberam menções honrosas.

Determinação de cumarina em formulações farmacêuticas utilizando análise por injeção em fluxo com detecção fluorimétrica foi o projeto apresentado por Lucia Codognoto, professora da Universidade do Vale do Paraíba (Univap). O trabalho da cientista, que foi bolsista de doutorado e pós-doutorado da FAPESP, será desenvolvido no Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Univap.

A pesquisa propõe o desenvolvimento de uma nova metodologia de análise da cumarina, substância extraída de plantas medicinais como o guaco e a arnica. “A cumarina está no princípio ativo de vários medicamentos, devido à sua ação antiinflamatória, anticoagulante e antitrombótica. Nosso objetivo é elaborar um método rápido e de baixo custo para quantificar a cumarina em alguns medicamentos disponíveis no mercado”, disse Lucia.

Segundo ela, o novo método poderá servir para otimizar os processos de controle de qualidade desse tipo de medicamento, à medida que será possível saber com exatidão a quantidade do princípio ativo dos produtos à base de cumarina. O projeto inclui ainda o estudo das propriedades químicas da substância, que serão depositadas em banco de dados e poderão ser utilizadas por outros cientistas na elaboração de novos medicamentos.

“Ganhar esse prêmio é muito importante tanto para o avanço dos trabalhos científicos aprovados como para o reconhecimento das mulheres como produtoras de conhecimento. Creio que não foram apenas as sete ganhadoras, mas todas as participantes que se sentiram homenageadas pelo fato de concorrerem em um prêmio destinado exclusivamente às mulheres cientistas”, disse Lucia.

Transmissão óptica
Andrea Stucchi de Camargo, ganhadora na categoria Ciências Físicas, é professora do Instituto de Física de São Carlos da USP. Ela desenvolverá o projeto Estudos espectroscópicos de sólidos com propriedades ópticas e magneto-ópticas, com o objetivo de estudar materiais com aplicações em dispositivos ópticos.

“O projeto irá caracterizar alguns tipos de meios ativos para emissão laser, como cerâmicas transparentes, cristais e vidros ópticos dopados com íons terras-raras. O objetivo é descobrir quais são os melhores materiais para geração ou propagação do laser em diferentes espectros da luz. Com isso, estaremos formando competência nacional por meio de pesquisas de alta tecnologia”, afirmou Andrea.

Segundo ela, o trabalho poderá ser aplicado em setores como telecomunicações, que transmite sinais e dados por meio de fibras ópticas, ou medicina, que utilizam laser em cirurgias oftálmicas e odontológicas, por exemplo. Andrea também teve bolsas de doutorado e pós-doutorado da FAPESP e atualmente recebe apoio na modalidade Auxílio a Pesquisa.

“Esse prêmio é uma iniciativa fantástica e rara. Além do aspecto financeiro que me auxiliará no projeto de pesquisa, trata-se de um grande incentivo, uma vez que o número de mulheres nas ciências, especialmente as exatas, é ainda muito pequeno”, disse a pesquisadora do Grupo de Ressonância Magnética, Espectroscopia e Magnetismo do Departamento de Física Aplicada da USP.

Projetos promissores
Wang Qiaoling, professora da Universidade de Brasília, com o projeto intitulado Auto-valores do operador poli-harmônico e o teorema da esfera, pretende estudar, entre outras coisas, a curvatura de variedades presentes na equação sobre a relatividade de Albert Einstein.

Efeito de flavonóides sobre a oxidação do DNA por oxigênio molecular singlete na presença de melanina, de Glaucia Martinez , da Universidade Federal do Paraná, tem como objetivo a investigação de como os flavonóides, composto químico de origem animal, podem interferir no processo de oxidação do DNA por meio da melanina, pigmento natural da pele, quando expostos aos raios ultravioleta.

Tatiana Rappoport, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), propõe com Manipulação de spins e cargas: dos semicondutores magnéticos ao grafeno novos estudos na área da spintrônica, tecnologia emergente que explora a propensão quântica ao movimento de rotação característica dos elétrons (spin significa “girar” em inglês), fazendo uso do estado de suas cargas.

A pesquisa de Mônica Andersen, da Universidade Federal de São Paulo, Efeito da privação do sono na função erétil de ratos, pretende estabelecer e compreender a relação entre os distúrbios do sono e as alterações no desempenho sexual masculino.

Ida Schwartz, professora do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi premiada com o projeto Rede MPS Brasil: Investigação integrada e abrangente das mucopolissacaridoses no Brasil. Mucopolissacaridoses, ou MPS, é um grupo específico de doenças genéticas.

“Assim como outros centros brasileiros de genética clínica envolvidos nesse projeto, nosso objetivo é caracterizar os aspectos epidemiológicos, clínicos, bioquímicos e genéticos das MPS no Brasil. Com isso, poderemos ampliar o acesso ao diagnóstico, ao tratamento e à prevenção com o aconselhamento genético dessas doenças, melhorando a qualidade de vida dos pacientes e das famílias”, afirmou Ida.

A comissão julgadora dos trabalhos foi formada por oito cientistas indicados pela ABC: Mayana Zatz (USP), Lucia Previato (UFRJ), Belita Koiller (UFRJ), Francisco Salzano (UFRGS), Cid Bartolomeu (Universidade Federal de Pernambuco), Beatriz Barbuy (USP), Jailson Bittencourt de Andrade (Universidade Federal da Bahia) e Marcelo Miranda Viana da Silva (Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada), além de Suely Bordalo, diretora científica da L’Oréal Brasil, e Pedro Lessa, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O júri teve coordenação de Jacob Palis, presidente da ABC.

O programa Para Mulheres na Ciência é inspirado no L’Oréal/Unesco For Women in Science que nasceu de uma parceria firmada em 1998 entre o Grupo L’Oréal e a Unesco. A iniciativa contempla cinco cientistas notáveis a cada ano, uma por continente, que recebem um prêmio no valor de US$ 100 mil. Três brasileiras já ganharam: Mayana Zatz, em 2001, Lucia Previato, em 2004, e Belita Koiller, em 2005.

Fonte: Thiago Romero /Agência Fapesp

A emergência socioambiental

A expressão “socioambiental”, cada vez mais utilizada em diversos setores, seria apenas mais um neologismo que remete a um conceito abstrato? Não para o economista José Eli da Veiga, que vê no termo um verdadeiro movimento político.

No livro A emergência socioambiental, lançado pela editora Senac-SP, Veiga discute como a junção do social e do ambiental em uma só palavra manifesta o surgimento de uma nova relação entre natureza e cultura.

“A oposição entre a natureza e a cultura marcou a formação do mundo contemporâneo e a tradição das ciências sociais, da filosofia e da economia. O conceito de socioambiental indica que está havendo uma reconciliação dessas noções que foram separadas artificialmente”, disse Veiga.
O professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP) explica que a obra está dividida em três capítulos. Os dois primeiros têm um caráter de divulgação científica, enquanto o terceiro se dedica a uma reflexão de fundo filosófico sobre o conceito de socioambiental.

“No capítulo inicial, procurei desmontar o mito de que o PIB [Produto Interno Bruto] pode ser um parâmetro razoável para medir o desenvolvimento. A idéia é que o crescimento econômico não pode prejudicar a qualidade de vida e o desenvolvimento social. No segundo capítulo, traço um panorama dos temas ambientais e da dificuldade para se medir seu uso econômico”, disse.

A terceira parte, considerada pelo autor a mais importante, coloca em discussão o conceito de “socioambiental” em uma ótica inspirada na tradição da dialética, oposta à tradição analítica das ciências sociais.

“O desenvolvimento sustentável não faz sentido para alguém que pense nos quadros da tradição analítica. Procurei mostrar que a emergência do socioambiental coincide com um renascimento do pensamento dialético e só pode ser compreendida dentro dessa tradição”, explicou.

Da ciência teórica para a ação política
De acordo com José Eli da Veiga, a tradição dialética naufragou, no âmbito filosófico, ao sofrer forte rejeição por sua relação com o marxismo. A volta da dialética, no entanto, não ocorreu por meio da filosofia, mas sim pelos rumos das ciências.

“O renascimento atual da dialética está acontecendo por obra dos cientistas, com a moderna teoria da complexidade, com o debate em torno do conceito de emergência – principalmente na biologia, na química e na física – e com o debate em torno de sistemas dinâmicos não-lineares”, afirmou.

De acordo com o professor da FEA, as tendências contemporâneas da ciência mostram que não é possível estabelecer separação absoluta entre as ciências da vida, a teoria da evolução, a teoria da complexidade e os sistemas dinâmicos. A natureza e a cultura seguem pelo mesmo caminho, culminando com a unificação do social e do ambiental.

“O social e o ambiental também sofreram alterações em seu significado científico e na própria maneira como se expressam na prática governos, empresas, consumidores e os próprios movimentos sociais. Os dois termos se modificam quando se juntam, ultrapassando uma mera operação intelectual e caracterizando um verdadeiro movimento político”, disse Veiga.

Segundo o autor, o livro é voltado para profissionais do setor privado que trabalham com responsabilidade socioambiental, estudantes de graduação e pós-graduação, além de pesquisadores de diversas áreas, especialmente os que se dedicam à teoria da complexidade, aos sistemas dinâmicos e ao conceito de emergência.

“Acho que os dois primeiros capítulos serão de interesse especialmente para os estudantes de graduação e de profissionais que trabalham com o socioambiental, mas que muitas vezes não chegam a se perguntar como essa expressão foi tão rapidamente legitimada. O terceiro capítulo terá maior interesse para os pós-graduandos e pesquisadores”, disse.

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Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

Simpósio de Agroenergia e Biocombustível acontece em Piracicaba

Oportunidades para um novo modelo energético” será o tema central do Simpósio de Agroenergia e Biocombustível, promovido pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo nos dias 25 e 26 de setembro, em Piracicaba (SP).

“Cenário e contexto da agroenergia no Brasil e no mundo”, “Matérias-primas”, “Pesquisa e inovações tecnológicas” e “Sustentabilidade e políticas públicas” serão os quatro eixos temáticos do encontro.

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Fonte: Agência Fapesp