terça-feira, 18 de setembro de 2007

TWAS lança Prêmio de Divulgação e Popularização da Ciência

Até 10 de outubro, o escritório da Academia de Ciências para os Países em Desenvolvimento (TWAS) na América Latina recebe inscrições para o “Prêmio de Divulgação e Popularização da Ciência”. Essa promoção ocorre a cada três anos e tem o objetivo de reconhecer o trabalho de pesquisadores que contribuem para disseminação pública da Ciência e Tecnologia. O valor do prêmio é U$ 3 mil.

Os interessados em se inscrever devem encaminhar à TWAS um “curriculum vitae”, uma descrição dos trabalhos desenvolvidos, justificando a relevância deles para a popularização da ciência, cópia de até cinco publicações do candidato e o formulário de inscrição preenchido. O resultado será divulgado em 9 de novembro.

Mais informações no endereço.

Fonte: UFABC

Livro apresenta aplicações de geoprocessamento em urbanismo

Apresentar um leque diversificado, tanto em termos metodológicos como temáticos, de aplicações de geoinformação em urbanismo, de modo a servir como um tutorial para a comunidade acadêmica e também auxiliar tomadores de decisão na gestão e no planejamento urbano e territorial.

Essa é a proposta do livro Geoinformação em Urbanismo: cidade real X cidade virtual, que acaba de ser lançado por três pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP).

A obra traz contribuições sobre o assunto agrupadas em cinco vertentes: representação territorial; gestão de problemas e políticas sociais; construção da base de dados georreferenciados; gerenciamento de desastres naturais; e modelos e modelagens urbanas e regionais.

“O livro representa um panorama do que foi feito nessa área do conhecimento na última década no Brasil”, disse uma das organizadoras da obra, Cláudia Maria de Almeida, pesquisadora da Divisão de Sensoriamento Remoto do Inpe.

“Trata-se também da primeira publicação em português sobre o assunto. Há outras obras em português sobre geoinformação, mas não especificamente sobre aplicações urbanas que incluem os temas de dimensões humanas, impactos de mudanças ambientais globais e modelagem dinâmica espacial de mudanças de cobertura e uso do solo”, explicou.

Os outros dois organizadores do livro são Gilberto Câmara, diretor do Inpe que trabalha como pesquisador há 27 anos na entidade e leciona nos cursos de pós-graduação em sensoriamento remoto e computação aplicada, e Antonio Miguel Vieira Monteiro, tecnologista sênior no Inpe e coordenador da Rede Saudável, que avalia o uso das tecnologias da informação espacial no apoio ao controle de endemias.

Segundo Cláudia, que também é professora no curso de pós-graduação em sensoriamento remoto do Inpe, para muitos estudiosos e profissionais de urbanismo, geoinformação ainda é um termo desconhecido. “Algumas pessoas conhecem geoprocessamento, porém geoinformação envolve um conceito mais amplo”, explicou.

A geoinformação, ou engenharia da informação espacial, dedica-se a explorar a complexidade dos problemas socioambientais em um ambiente de Sistemas de Informações Geográficas (SIG), que consiste em plataformas destinadas a armazenar, recuperar, manipular e visualizar informações de caráter espacial.

Segundo Cláudia, a geoinformação vem ao encontro da crescente necessidade de entendimento mais profundo dos problemas e peculiaridades das grandes cidades, levando em conta a hábil manipulação e interpretação dos dados a partir de processamentos quantitativos sobre uma base espacial.

“Não se trata apenas do levantamento de dados brutos ou da confecção de mapas digitais coloridos ilustrando a ocorrência de crimes em um sistema georreferenciado, por exemplo. O objetivo é estudar esses fenômenos de forma dinâmica, entendendo a sua proliferação contínua no espaço e no tempo em articulação com outras variáveis como de que forma as estradas podem atuar como vetores de expansão da criminalidade”, disse.

Para a pesquisadora, seguindo essa linha de pensamento, mapas estáticos de uso do solo urbano não atendem mais às necessidades atuais dos gestores locais, mas é necessário que se permitam simulações de diferentes cenários futuros de expansão urbana e dinâmica de uso do solo em ambiente computacional.

“Em um futuro próximo, devido à elevada velocidade de mudanças conjunturais e de circulação das informações, os métodos analógicos convencionais de planejamento se tornarão inadequados para gerar respostas às demandas, fazendo com que o uso da geoinformação se torne imprescindível para os órgãos de gestão”, afirmou Cláudia.

Mais informações sobre o livro no endereço.

Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp

Em outubro ocorrerá a Assembléia do Fórum Nacional de Secretários Municipais de C&T

Será realizada, no dia 2 de outubro, no auditório do edifício filial da Caixa Econômica Federal em Brasília (DF), a 5ª Assembléia Geral do Fórum Nacional de Secretários Municipais de C&T. Na ocasião, será eleita a nova diretoria do fórum. O evento é realizado pela ABIPTI, secretária executiva do fórum, com apoio do MCT.

A solenidade de abertura dos trabalhos será realizada pelo secretário-geral da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e prefeito de São Carlos (SP), Newton Lima Neto; pelo secretário executivo da ABIPTI, Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque; e pelo presidente em exercício do Fórum de Secretários Municipais de C&T e secretário de Ciência e Tecnologia de São Carlos, Emerson Pires Leal.

Após a abertura do evento, o secretário executivo do MCT, Luis Antonio Rodrigues Elias, apresentará as diretrizes do PAC da Ciência, Tecnologia e Inovação.

A escolha da nova diretoria está marcada para as 14h. Segundo a organização do evento, assim que definida a nova composição, também será realizada a primeira reunião com os novos membros.

Informações adicionais, pelos telefones (61) 3348-3107 e (61) 3348-3108 ou pelo e-mail.

Fonte: Gestão CT

Brasil obtem maior pontuação total na Olimpiada Ibero-Americana de Matemática

O Brasil conquistou três medalhas de ouro e uma de prata na 22ª Olimpíada Ibero-Americana de Matemática, que aconteceu entre os dias 6 e 16 deste mês, em Coimbra, Portugal. O País obteve também a maior pontuação total da competição.

Os estudantes Guilherme Rodrigues Nogueira de Sousa, de São Paulo (SP), Henrique Pondé de Oliveira Pinto, de Salvador (BA) e Régis Prado Barbosa, de Fortaleza (CE), foram os responsáveis pelas medalhas de ouro, enquanto Ramon Moreira Nunes, também de Fortaleza, conquistou a medalha de prata. Ao todo, a equipe totalizou 114 pontos.

A Olimpíada Ibero-Americana de Matemática é realizada desde 1985 com a colaboração dos Ministérios de Educação e de Sociedades de Matemática junto a um importante grupo de professores e alunos. Os objetivos principais da competição são: fortalecer e estimular o estudo da Matemática, contribuir para o desenvolvimento científico da comunidade ibero-americana, detectar jovens talentos nesta ciência e incentivar uma troca experiências entre os participantes.

Neste ano participaram da competição as delegações da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai, Venezuela e Moçambique - que este ano participou como convidado especialb - todos representados por equipes de até 4 alunos, totalizando cerca de 100 estudantes.

A participação brasileira nestas competições é organizada através da Olimpíada Brasileira de Matemática, iniciativa realizada nas modalidades de ensino fundamental, médio e superior nas instituições públicas e privadas de todo o Brasil, que atualmente atinge cerca de 350 mil estudantes e que tem desempenhado um importante papel relacionado à melhoria do ensino e descoberta de talentos para a pesquisa em matemática.

A Olimpíada Brasileira é um projeto conjunto da Sociedade Brasileira de Matemática, do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa/MCT) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), Instituto do Milênio Avanço Global e Integrado da Matemática Brasileira e da Academia Brasileira de Ciências.

Fonte: Gestão CT

LNLS tem inscrições para bolsas de iniciação científica

A partir desta ontem (17) o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), instituição de pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), recebe inscrições para o 17º Programa Bolsas de Verão, voltado a universitários interessados em desenvolver projetos de iniciação científica e tecnológica nas instalações do laboratório, situado em Campinas (SP).

O LNLS seleciona todos os anos em torno de 15 estudantes do 5º semestre dos cursos de graduação em ciências exatas, biológicas e engenharia, de instituições de ensino superior de todo o Brasil, além de África do Sul, Austrália e países da América Latina e do Caribe.

Os bolsistas passarão os meses de janeiro e fevereiro de 2008 se dedicando aos projetos nas áreas de ciência de materiais (com ênfase em nanotecnologia e nanociência com aplicações de luz síncrotron), biologia estrutural e molecular, física e engenharia de aceleradores e instrumentação científica.

Os interessados devem se inscrever até o dia 22 de outubro pelo endereço, anexando curriculum vitae e histórico escolar (de preferência em PDF).

Os candidatos precisam ainda ter cartas de recomendação enviadas por dois professores pelo e-mail , constando o nome do aluno no assunto e informações sobre o seu desempenho e atuação em atividades acadêmicas; e enviar uma carta pessoal comentando porque gostariam de participar do programa.

LNLS 20 anos
Construído a partir de 1987, o LNLS começou a disponibilizar em julho de 1997 as primeiras linhas de luz e suas estações experimentais para a comunidade científica e tecnológica. A fonte de luz síncrotron é uma poderosa ferramenta que permite o estudo de materiais com feixes de raios-X, ultravioleta e infravermelho nas áreas de física, química, engenharia de materiais, meio-ambiente, ciência da Vida, entre outras.

Primeiro laboratório do gênero do Hemisfério Sul, localizado em Campinas, o LNLS integrou a capacidade de pesquisa de luz síncrotron com um programa de micro e nanotecnologia e um Centro de Biologia Molecular Estrutural, ampliando a capacidade de suas instalações experimentais, sempre dentro do modelo institucional de um laboratório nacional, aberto, multiusuário e multidisciplinar.

Ao longo destes 20 anos, o LNLS recebeu em suas instalações mais de seis mil pesquisadores de todo o Brasil e do exterior, e vem se destacando como um dos poucos do mundo a dominar know-how para construir seus próprios equipamentos científicos.

Para sua operação, o LNLS recebe recursos do governo federal através de contrato de gestão firmado por sua operadora, a organização social Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron-ABTLuS, como MCT.

Fonte: Agência CT

Pesquisa da UERJ premiada pela Sociedade Brasileira de Hipertensão

A pesquisa “Velocidade de onda de pulso, pressão arterial e índices antropométricos em jovens acompanhados por 17 anos, estratificados segundo o tracking da pressão arterial”, desenvolvida no Hospital Universitário Pedro Ernesto, recebeu o prêmio de Qualidade Científica Eduardo Moacyr Krieger.

O estudo está inserido no projeto “Estudo do Rio de Janeiro”, que desde 1987 acompanha 3.906 jovens da rede escolar municipal, estadual e particular do Rio de Janeiro. O objetivo é avaliar a pressão arterial e fatores de risco cardiovascular como colesterol, glicose e obesidade. No trabalho premiado, a autora Érika Campana e sua equipe analisaram os dados obtidos a partir da medição, em três ocasiões, da pressão arterial de 91 indivíduos selecionados do grupo.

A coordenadora do projeto, Andréa Brandão, professora de Cardiologia da Faculdade de Ciências Médicas, considera o estudo oportuno porque são cada vez mais freqüentes os casos de infarto em jovens. O excesso de peso e a falta de atividade física também influenciam as alterações de pressão.

Dados da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro apontam que as doenças cardiovasculares são a maior causa de morte em cariocas adultos. Entre os principais fatores para o surgimento dessas doenças está a hipertensão arterial, doença que atinge cerca de 35% da população brasileira acima de 40 anos.

Outra questão preocupante: menos da metade dos brasileiros hipertensos é tratada; a maioria desconhece a doença, que pode ser assintomática. "Todos deveriam verificar sua pressão pelo menos uma vez por ano”, alerta Andréa Brandão.

Fonte: Uerj