quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Ministério do Planejamento vai premiar monografias sobre orçamento

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, por meio da Secretaria de Orçamento Federal, está recebendo inscrições para o Prêmio SOF de Monografias. Os interessados em participar podem se inscrever até o dia 5 de dezembro.

A premiação tem como objetivo estimular pesquisas sobre orçamento público, seus problemas, desafios e perspectivas, reconhecendo trabalhos de qualidade e de aplicabilidade na Administração Pública.

O Prêmio SOF está dividido em duas categorias. São elas: orçamento como instrumento de política pública e gestão fiscal; e promovendo a qualidade do gasto público. Os primeiros colocados em cada categoria receberão R$ 20 mil e apoio para a publicação da monografia. Informações complementares podem ser obtidas no endereço.

Fonte: Gestão CT

Brasil concederá bolsas de iniciação científica a alunos de Moçambique

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e de Moçambique, Armando Guebuza, assinaram uma série de acordos de cooperação, na última quinta-feira (6), em Brasília, durante visita do presidente africano ao país.

Segundo a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), um dos convênios firmados cria o Programa de Incentivo à Formação Científica (IFC).

Pelo programa, o Brasil concederá bolsas de iniciação científica a até 100 estudantes moçambicanos. Os bolsistas virão ao país no período de férias escolares para aperfeiçoar conhecimentos científicos em laboratórios de universidades públicas. A primeira edição do programa, sob responsabilidade Capes, deve ocorrer em 2008.

Os dois países também fecharam parceria em educação a distância. Estão previstas visitas de técnicos de Moçambique para conhecer a expriência brasileira nessa área.

Há ainda um comprometimento para troca de informações sobre regulamentação de educação a distância e compartilhamento de materiais didáticos necessários à criação de cursos nessa modalidade em Moçambique.

Para saber mais, acesse o endereço.

Fonte: Gestão CT

Semana de Astronomia terá vida extra-terrestre como tema

Será que estamos sozinhos neste vasto Universo? A questão que tanto intriga o mundo moderno está aberta ao público, de todas as idades, que participar das atrações da 15ª Semana de Astronomia, entre os dias 20 e 23 deste mês, no Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast/MCT).

O evento reunirá palestras, mesas-redondas, oficinas e brincadeiras, com a presença de pesquisadores das diferentes áreas de estudo sobre astros e fenômenos celestes.

A Semana de Astronomia é o principal evento de divulgação científica da área destinado ao público em geral que naturalmente tem muita curiosidade e pouca informação a respeito.

Com o tema “Vida no Universo”, mais ainda, a Semana de Astronomia do Mast visa mostrar que a ciência já tem várias respostas que, se não esclarecem plenamente os mistérios do universo, pelo menos nos ajudam a pensar mais longe e com mais possibilidade de acertos. O evento irá expor o que se tem estudado atualmente em relação à existência de vida em outros locais do universo.

A programação vai desde palestras sobre OVNIs, passando por mesas-redondas exclusivas que traçarão o que há de novo na visão da Ciência no que tange os novos sistemas planetários recém-descobertos e o que se sabe sobre as futuras missões espaciais de investigação.

É o caso da mesa-redonda “Outras Terras” e da palestra “Observando OVNIS: Verdade ou Falsificação?”. Já para o público cativo do audiovisual, ou curiosos no assunto, a palestra “ETs no Cinema” é a chance para conhecer as diversas formas que a figura do ser extraterrestre assumiu ao longo da evolução da sétima arte. Para a criançada haverá diversas oficinas como “Ciência Animada”, “Construindo Et's com Sucata” e uma “Gincana Alienígena”.

Confira a programação da 15ª Semana de Astronomia no endereço.

Haverá recreação infantil com distribuição de senhas meia hora antes do início previsto.

A 15ª Semana de Astronomia ocorrerá no Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) na Rua General Bruce, 586 – São Cristóvão - Rio de Janeiro (RJ)no período de 20 a 23 de setembro

Mais informações com Justo D'Ávila / Paula Estrella, no tel. (21) 25894965 ou (21) 25807010 ramal:207.

Fonte: Agência CT

Embrapa monitorará áreas de plantio para geração de bioenergia

O monitoramento por satélite das áreas agrícolas voltadas para a produção de fontes de energia deverá estar implantado ainda neste ano pela Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Em reunião técnica na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, na terça-feira (11), o chefe-geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, Evaristo Eduardo de Miranda, explicou que com essa tecnologia "é possível planejar o futuro do agronegócio brasileiro".

O sistema está em estruturação e permitirá visualizar, planejar e prever a produção de mamona, dendê, cana-de-açúcar e outras que podem se transformar em combustíveis, além de detectar precocemente eventuais problemas, informou Miranda, ao lembrar que "as imagens chegam a detalhar uma distância de até um metro".

A agricultura no país, acrescentou, "é dinâmica, muda quase todos os dias, e com o monitoramento pode-se disponibilizar informações sobre o uso e a ocupação das terras". Segundo o técnico, "o que temos no horizonte, com as usinas em instalação até 2011, é um produção de 5 mil megawatts - é praticamente uma Itaipu só feita de co-geração de energia e isso pede infra-estrutura".

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) avaliou, na reunião, que todo tipo de controle científico da produção brasileira, inclusive o zoneamento econômico-ecológico, é importante para "profissionalizar os plantios e dar uma noção real da área plantada, dos itens que estão sendo plantados e da quantidade de cada um deles". Dessa forma, concluiu, será possível fazer um planejamento para a área agropecuária brasileira.

Para o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Aluízio Mercadante (PT-SP), o trabalho de monitoramento "também é importante para uma avaliação da ocupação territorial e para dar subsídio a várias culturas, revelando a evolução do plantio, da safra, aqui e em outras partes do mundo, para que o Brasil tenha uma estratégia mais competente de comercialização".

Fonte: Agência Brasil

Fiocruz apresenta a nova Biblioteca Multimídia da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca

Promover a produção de conhecimento voltada para a saúde pública e torná-la acessível é a proposta da nova Biblioteca Multimídia da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP).

Com novo visual, mais dinâmica e com um sistema de busca mais abrangente, o serviço reúne apresentações realizadas em eventos promovidos pela ENSP, resultados de oficinas e seminários.

A biblioteca virtual tem como diferencial a possibilidade de o colaborador remeter materiais na íntegra, que podem se tornar objeto de debate com os usuários. Professores poderão incluir material de apoio utilizado em cursos, aulas apresentadas e artigos sugeridos para leitura.

A Biblioteca Multimídia da ENSP permite também realizar buscas nas 24 áreas temáticas e acessar diretamente os arquivos cadastrados mais recentemente ou os mais acessados pelos usuários.

Atualmente, conta com cerca de 300 registros, revisados e classificados. Segundo os responsáveis pelo serviço, em breve, por meio de um convênio com o Serviço de Processamento de Dados (Serpro) do governo federal, todos os documentos do acervo estarão disponíveis para deficientes visuais. Isso será feito por meio de um software que permite a leitura dos documentos em áudio.

Todo documento postado na biblioteca é de responsabilidade do usuário cadastrado no sistema. Os arquivos serão avaliados pela equipe de jornalismo da Coordenação de Comunicação Institucional da ENSP.

Mais informações no endereço.

Fonte: Agência Fapesp

Mansonelose - a mais nova doença identificada no Brasil

Pouco mais de 3 mil indígenas, que vivem às margens dos rios Içana, Waupés e Cauaboris, foram examinados por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). O resultado é dramático: cerca de 2,1 mil (ou 70%) estão com mansonelose, doença identificada pela primeira vez no Brasil em março pela mesma equipe do Inpa.

A doença é causada por dois vermes, o Mansonella perstans e o Mansonella ozzardi, que também já foram detectados na Venezuela e na Colômbia e são originários, respectivamente, da África e das Américas Central e do Sul. Os indivíduos analisados estão infectados com pelo menos um dos dois tipos de microfilárias.

“Do total de indivíduos infectados, cerca de 33% possuem os dois tipos de filárias no organismo, o que chamamos de dupla infecção. O problema é que cada filária requer um remédio diferente”, explicou Victor Py-Daniel, pesquisador do Núcleo de Pesquisas em Ciências Humanas e Sociais do Inpa. “São indivíduos de 22 etnias indígenas infectados pela doença.”

A doença foi detectada durante trabalhos de campo do projeto Caracterização epidemiológica da mansonelose no Alto Rio Negro, coordenado por Py-Daniel e realizado por meio de um convênio entre os ministérios da Ciência e Tecnologia e da Defesa. As pesquisas contam com apoio da Fundação Estadual dos Povos Indígenas (Fepi) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

O parasita ataca o sistema linfático e a cavidade abdominal, instalando-se em membranas pericárdicas (do coração) e no sistema nervoso central. Os sintomas são frieza nas pernas, febre intermitente, dores de cabeça, coceira por todo o corpo e dores nas articulações.

Segundo Py-Daniel, em outros trabalhos realizados com indígenas que vivem próximos ao rio Purus e ao Alto Rio Negro, conduzidos por pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a M. ozzardi também tem sido associada ao aparecimento de lesões oculares em crianças indígenas.

“Na maioria das investigações realizadas na África, principalmente por médicos ingleses, para a detecção da possível causa da morte pela doença, os pesquisadores fazem a autópsia do corpo das vítimas. Com isso, a literatura científica registra inúmeros casos de morte por M. perstans”, disse Py-Daniel, que trabalha no Laboratório de Etnoepidemiologia do Inpa.

“Mas, aqui na Amazônia, quando um indivíduo supostamente morre de mansonelose, o corpo é enterrado ou incinerado, seguindo a tradição indígena. Os índios não têm o costume de permitir a autópsia para o estudo das causas da morte. Com isso, ainda não conseguimos saber quantos indivíduos morreram devido à doença”, destacou.

O projeto do Inpa tem o objetivo de verificar a prevalência da mansonelose no Alto Rio Negro e comprovar os reais vetores da doença, uma vez que, em outros países, a doença é transmitida por maruins (Ceratopogonidae). No Brasil, os registros são normalmente de transmissão por borrachudos (Simulium).

“Com todo esse quadro instalado, que já podemos considerar um grave problema de saúde pública, o governo ainda considera a mansonelose uma doença apatogênica. Isto é, ela ainda não é uma doença ‘oficial’ e, por isso, não tem prioridade de tratamento. Mas teses e dissertações realizadas em institutos de pesquisa na região amazônica já comprovaram a patogenicidade dessa doença”, afirmou Py-Daniel.

A doença tem cura e deve ser tratada com ivermectina, droga utilizada contra M. ozzardi, ou com dieticarbamazina, para M. perstans. “Por ainda ser considerada apatogênica, não existe um programa de distribuição de medicamentos para a doença. O Ministério da Saúde distribui gratuitamente medicamentos sob pedido, de acordo com a demanda”, disse Py-Daniel.

Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp

Brasil ganha novo software para monitorar desastres

O Ministério da Integração Nacional apresenta, no dia 12 de setembro, em Brasília (DF), o software Sistema Operativo de Defesa Civil (SODC). O objetivo do programa é aperfeiçoar o gerenciamento de riscos e desastres no Brasil.

Ele foi desenvolvido durante quatro anos pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), a pedido da Secretaria Nacional de Defesa Civil do Ministério da Integração.
Segundo o ministério, o SODC permite o acompanhamento de desastres com as imagens geradas no local da ocorrência, em tempo real, além da troca de informações online entre os integrantes do Sistema Nacional de Defesa Civil (Sindec).

O software é acompanhado por um kit, composto por um computador de mesa, um palmtop com câmera digital (que pode produzir fotografias e vídeos das áreas de risco ou locais de desastre), e um receptor do Sistema de Posicionamento Global (GPS) para identificar as coordenadas geográficas do local que está sendo monitorado.

O kit inclui também um celular, que usa o bluetooth – sistema de transferência de dados online – para o envio instantâneo das informações e imagens produzidas.

O Ministério da Integração informa ainda que 63 cidades já receberam os kits. Estão incluídas aí todas as capitais estaduais e municípios que já têm um trabalho organizado de prevenção de desastres, como Campinas (SP), Canoas (RS), Blumenau (SC), Olinda (PE) e Petrópolis (RJ). A implantação da ferramenta em todo o país será discutida de 19 a 21 de setembro, em Salvador (BA), durante o encontro dos coordenadores do sistema de defesa civil.

Para saber mais, acesse o endereço.

Fonte: Gestão CT