sábado, 8 de setembro de 2007

Pollen record and paleoenvironment of a 4210 years B.P.old sediment in the Bay of Guanabara, Rio de Janeiro, Brazil

Há 4,2 mil anos, o clima na região era semelhante ao atual: quente e úmido. A floresta tropical é que era muito mais densa e exuberante na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Apesar de naquele tempo já existir a presença de seres humanos no local, não havia uma alteração ambiental significativa na área, como a ocorrência de queimadas por exemplo.

As afirmações derivam da análise de pólens fósseis feita por Monika Barth, do Departamento de Geologia do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e mais três colaboradoras. O material estava misturado aos sedimentos retirados a 2,22 metros de profundidade de um testemunho – como os geólogos chamam a coluna de solo retirada do fundo da baía – com 2,42 metros de comprimento.

“Trata-se do primeiro testemunho de sedimentos da Baía de Guanabara que é analisado tendo uma datação em sua base”, disse Monika. A sondagem foi feita dois quilômetros ao norte da Ilha de Paquetá, por pesquisadores da Universidade Federal Fluminense, que depois cederam parte do material de estudo para outros grupos de pesquisa.

A análise do material estudado pela equipe de Monika está publicado no artigo Pollen record and paleoenvironment of a 4210 years B.P. old sediment in the Bay of Guanabara, Rio de Janeiro, Brazil, na edição atual dos Anais da Academia Brasileira de Ciências.

Pelas espécies de pólens encontradas, as cientistas podem afirmar também que a composição da vegetação daquela área, há 4,2 mil anos, era diferente da descrita, por exemplo, para o litoral do Estado de São Paulo. Os sambaquis, bastante comuns em algumas áreas do litoral paulista, não foram encontrados na amostragem. “Mas isso não surpreende, porque, provavelmente, a área analisada sempre esteve sob as águas”, explica Monika.

A ausência de pólens relacionados com espécies ligadas à agricultura, como o milho, ou a plantas comuns de áreas devastadas é que garante a afirmação de que não havia devastação ambiental na Baía de Guanabara há 4,2 mil anos. Segundo a cientista do Rio de Janeiro, o estudo e a datação de amostras mais recentes – mais para o topo do testemunho – já detectaram a influência humana na região. O novo trabalho ainda será publicado nos próximos meses.

Para ler o artigo na biblioteca virtual SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui

Fonte: Eduardo Geraque / Agência FAPESP - 08/09/2004

Congreso Iberoamericano de Ciudadanía y Políticas Públicas en Ciencia y Tecnología

La Fundación Española para la Ciencia y la Tecnología (FECYT), la Organización de Estados Iberoamericanos (OEI), el centro REDES, sede de la Red Iberoamericana de Indicadores de Ciencia y Tecnología (RICYT) y el Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), convocan la primera edición del Congreso Iberoamericano de Ciudadanía y Políticas Públicas en Ciencia y Tecnología, que se celebrará en Madrid del 5 al 8 de febrero de 2008.

El Congreso abordará cuestiones teóricas y metodológicas relacionadas con la percepción social, la cultura científica y la participación en ciencia y tecnología en los países iberoamericanos. Su objetivo fundamental es facilitar la interacción entre ciencia y sociedad a través del análisis de sus procesos y mecanismos, y del desarrollo de instrumentos de medición de la percepción social, de fomento de la cultura científica y de promoción de la participación ciudadana con el propósito de fortalecer las políticas públicas de ciencia y tecnología en el ámbito iberoamericano.

El Congreso se estructurará alrededor de conferencias magistrales, mesas redondas temáticas y ponencias.

Se aceptarán para su presentación oral ponencias relacionadas con las siguientes áreas temáticas:

Percepción social de la ciencia: conceptualización, comprensión pública de la ciencia, representaciones sociales y sistemas de creencias, modelos, indicadores, instrumentos, metodologías, análisis cuantitativo y cualitativo, etcétera.
Cultura y comunicación de la ciencia: concepto de cultura científica, indicadores, divulgación, transmisión, transferencia, apropiación social, comunicación social, periodismo científico, museos y exposiciones, tecnologías de la información y las comunicaciones, acceso a la información científica, etcétera.
Política científica y participación ciudadana: ciencia y democracia, gobernanza de la ciencia y la tecnología, diseño de políticas, demandas sociales, toma de decisiones, conflictos sociales, ciudadanía en la red, instrumentos y metodologías, iniciativas y experiencias, etcétera.
Ciencia para jóvenes: opiniones y actitudes de los jóvenes ante la ciencia, educación en ciencia, didáctica de la ciencia, análisis de género, iniciativas y experiencias, etcétera.
Las personas interesadas en presentar una ponencia deberán remitir un resumen de la misma de acuerdo a las siguientes normas:

Estructura del resumen (en Word o RTF, Times New Roman 12, interlineado 1):
Título

Autor o autores
Centro o institución
Dirección postal
Dirección de correo electrónico
Área temática del congreso en la que se encuadra
Palabras clave
Resumen de la ponencia con una extensión máxima de 300 palabras
Breve bibliografía
Idiomas: español o portugués

Fecha límite para recepción de resúmenes: 10 de septiembre de 2007.

El envío se realizará por correo electrónico a la siguiente dirección.

La aceptación de las ponencias se comunicará antes del 24 de septiembre de 2007.


Fonte: Boletin Oei

Contagem regressiva para o Cbers-2B

O Cbers-2B, terceiro satélite do programa do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers), está previsto para ser lançado entre os dias 19 e 21 de setembro a partir da base de Taiyuan, na China. O Longa Marcha 4B, que será o lançador do satélite, chegou ao centro técnico da base na última semana de agosto.

“O satélite está pronto e agora vai para uma sala especial para o enchimento dos tanques de propelente. Até o dia 6 de setembro, o satélite será colocado na coifa do lançador, ainda no centro técnico, e então será transportado para a base de lançamento”, disse Ricardo Cartaxo, coordenador do Programa Cbers no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que está acompanhando na China o trabalho em conjunto dos técnicos dos dois países.

Segundo o Inpe, a etapa de integração e testes do satélite com o lançador, assim como a preparação para o lançamento, continua até o dia 18 de setembro. A partir do dia 19 começa a “janela” de lançamento, o momento programado para o envio, que vai até 21 de setembro.

No Brasil, a missão de desenvolver e construir satélites cabe ao Inpe. Na China, o programa está sob a responsabilidade da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast). O satélite foi montado, integrado e testado na sede do Inpe, em São José dos Campos (SP).

Em abril, o satélite foi levado para a China, onde passou por nova bateria de ensaios para completar o ciclo de testes e verificar a presença de eventuais problemas em sua estrutura durante a viagem. No Centro de Lançamentos de Satélites de Taiyuan, foram realizados novos testes para verificar a interface entre satélite e lançador e, também, destes com o centro de controle de lançamento.

O Cbers-2B é quase uma réplica do Cbers-2, que está em órbita e gera imagens há três anos. Assim como este, o Cbers-2B conta com três câmeras a bordo: CCD, WFI e HRC. As duas primeiras são câmeras que já voam no Cbers-2, enquanto a HRC é uma câmera pancromática de alta resolução (2,5 m) que substitui a câmera IRMSS (Infrared Multispectral Scanner).

O satélite tem como objetivo garantir que o fornecimento de imagens iniciado em 1999 com o Cbers-1 não seja interrompido. A vida útil projetada dos satélites Cbers 1, 2 e 2B é de dois anos e a dos satélites Cbers 3 e 4 é de três anos. O Cbers-1 operou com sucesso até agosto de 2003, além de sua vida útil, êxito que está se repetindo com o Cbers-2. O lançamento do Cbers-3 está previsto para 2009, e o do Cbers-4, para 2011.

O programa Cbers, em parceria com a China, colocou o Brasil entre as nações que detêm a tecnologia do sensoriamento remoto, estratégica para o monitoramento ambiental, aplicações como mapas de queimadas e desflorestamento da região amazônica e estudos na área de desenvolvimento urbano nas grandes capitais do país.

De acordo com o Inpe, hoje o Brasil é o maior distribuidor de imagens de satélite no mundo, graças à política de distribuição gratuita implantada em junho de 2004. Desde então, foram distribuídas mais de 300 mil imagens a usuários do território brasileiro. Cerca de 1,5 mil instituições, entre órgãos públicos, universidades, centros de pesquisas e ONGs, além da iniciativa privada, utilizam as imagens do satélite sino-brasileiro.

Mais informações no endereço.

Fonte: Agência Fapesp

Parceria Biota-Fapesp e Cetesb possibilitará melhor monitoramento da qualidade d'água

O Programa Biota-FAPESP iniciou, nesta segunda-feira (3/9), uma parceria com a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), ligada à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, para desenvolver ferramentas que garantam a qualidade dos dados gerados pelos sistemas de monitoramento do sistema aquático paulista.

De acordo com a gerente da divisão de análises hidrobiológicas da Cetesb, Marta Condé Lamparelli, a parceria estipula que o Instituto Virtual da Biodiversidade colabore com a elaboração de chaves de identificação interativas, de banco de dados e de coleções referência.

“A parceria é mais uma aplicação prática do conhecimento teórico acumulado pelo Biota. O acordo inclui também a execução de cursos de aperfeiçoamento técnico e a consolidação de uma lista oficial e permanente de consultores especialistas”, disse.

Uma das variáveis analisadas no monitoramento da qualidade das águas paulistas – que é responsabilidade da Cetesb – é relativa à proteção das comunidades aquáticas, segundo Marta. “A contribuição do Biota se refere especificamente à comunidade bentônica. A equipe do programa está fazendo um levantamento de insetos e oligoquetos.”

Parte dos ensaios laboratoriais feitos pela Cetesb é acreditada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) com a norma internacional ISO 17.025. Segundo Marta, o Biota ajudará a instituição a se enquadrar nos critérios.

“Dentro dessa norma, há uma demanda de acreditação de qualidade dos dados analisados. Uma das exigências é que possamos comprovar nossa capacidade de identificar corretamente os organismos. Nossos técnicos são mais generalistas e é indispensável a consultoria de pessoal mais especializado”, destacou.

A parceria, que permitirá à Cetesb o processo de acreditação de sua análise de comunidade bentônica, foi estabelecida junto à equipe de pesquisadores do Projeto Temático Levantamento e Biologia de Insecta e Oligochaeta em ambientes lóticos do Estado de São Paulo, apoiado pela FAPESP no âmbito do Biota e coordenado por Claudio Gilberto Froehlich, do campus da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto.

“Com a parceria, poderemos desenvolver ferramentas que possam garantir a qualidade do dado taxonômico gerado”, disse Marta. Segundo ela, a parceria representa também uma nova etapa de demanda em relação ao conhecimento de insetos e oligoquetos aquáticos no estado.

“Existem poucas chaves de identificação e há a necessidade de aprimoramento constante dos técnicos. São necessárias também coleções de referência para os organismos utilizados no sistema de avaliação ambiental."

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

Fabesp disponibiliza 8 milhões em três editais

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) lançou três novos editais, no valor total de R$ 8 milhões. O primeiro, o Edital do Semi-Árido, apoiará o estudo e a resolução de problemas do semi-árido baiano.

Segundo a Fapesb, o objetivo é financiar projetos que visem a contribuir para a produção de conhecimento científico sobre a região ou para o desenvolvimento de soluções inovadoras para a melhoria das condições de vida da população.

Serão destinados R$ 3 milhões e as propostas podem ser encaminhadas até o dia 31 de outubro. Para consultar a íntegra deste edital, clique aqui.

Outra chamada pública, lançada em parceria com a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), disponibilizará R$ 3 milhões para projetos de produção de conhecimento ou de tecnologias que contribuam para a solução dos problemas da educação básica na Bahia. As propostas devem ser enviadas até 27 de novembro.

O terceiro é o Edital de Apoio a Projetos de Pesquisa, com recursos de R$ 2 milhões, para financiar projetos em todas as áreas do conhecimento vinculados a instituições de ensino superior ou centros de pesquisa e tecnologia, sediados no estado.

Serão apoiados projetos em três modalidades distintas: para pesquisadores que concluíram doutorado a partir de 2004; para pesquisadores que obtiveram título de doutorado entre 1997 e 2003; e para doutores com titulação até 1996.

Nesse caso, as propostas também devem ser encaminhadas até 27 de novembro. Para mais detalhes, clique aqui.

Fonte: Agência Fapesp

6º Encontro Internacional do Fórum Universitário do Mercosul

"Os novos rumos do Mercosul” será o tema debatido durante o 6º Encontro Internacional do Fórum Universitário do Mercosul, que será realizado de 12 a 14 de setembro, em Aracaju, com promoção da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

O objetivo é reunir pesquisadores de todos os países que integram o bloco econômico em discussões acadêmicas e teóricas, como a qualidade da educação superior nos países do bloco, a avaliação das tendências mundiais e seus efeitos sobre o bloco e a nova configuração política regional com a entrada da Venezuela ao Mercosul.

Mais informações no endereço.

Fonte: Agência Fapesp

Sulfato de cobre contra o colesterol

Um estudo realizado na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo (USP), em Pirassununga, no interior paulista, verificou que a suplementação na ração de bovinos com níveis elevados de sulfato de cobre diminuiu a deposição de colesterol no músculo Longissimus dorsi, popularmente conhecido como contrafilé, sem causar efeito tóxico.

Foram utilizados 28 bovinos da raça brangus, considerada uma das que produzem carne de melhor qualidade. Antes de serem abatidos, os animais permaneceram em baias individuais por 131 dias, alimentados com ração à base de silagem de milho e uma mistura mineral contendo sulfato de cobre.

O experimento resultou na tese de doutorado de Gustavo Ribeiro Del Claro, que teve bolsa da FAPESP, sob orientação do professor Marcus Antonio Zanetti. Segundo o docente, do Departamento de Zootecnia, a deficiência de sulfato de cobre em bovinos causa hipercolesterolemia – elevação dos níveis de colesterol no sangue – em virtude do aumento da enzima glutationa reduzida (GSH).

Zanetti explicou que o inverso, doses elevadas de sulfato de cobre, causa o aumento da enzima glutationa oxidada (GSSG), provocando uma diminuição na atividade de outra enzima que regula a síntese de colesterol nos bovinos, a HMG-CoA redutase.

Para o trabalho, os pesquisadores se basearam nos índices do Conselho Nacional de Pesquisas dos Estados Unidos, que recomenda até 10 miligramas de sulfato de cobre por quilo de ração para que o animal ganhe peso normalmente. Suplementações superiores a 10 miligramas por quilo não fariam diferença, uma vez que os ganhos de peso seriam os mesmos.

“Mas nosso estudo verificou que valores de sulfato de cobre acima desse nível tiverem um efeito importante para a redução do colesterol na carne. Ao trabalharmos com uma suplementação quatro vezes maior, de 40 miligramas por quilo, verificamos que o mineral contribuiu para a diminuição dos níveis da enzima glutationa reduzida e para o aumento da glutationa oxidada. Com isso, a carne apresentou 30% a menos de colesterol”, disse Zanetti.

“Com os níveis de sulfato de cobre utilizados, não houve nenhum efeito tóxico nos animais, que tiveram crescimento e ganho de peso normais”, disse o professor. No fim do período, os bovinos, que antes do confinamento tinham 14 meses de idade, ganharam cerca de 1,3 quilo por dia.

O sulfato de cobre é amplamente utilizado para a promoção do crescimento em animais como suínos e frangos, nesse caso em doses que chegam a até 200 miligramas por quilo de ração. “Para quem se preocupa com esse uso, é importante destacar que, mesmo em quantidades elevadas como essa, o cobre não é transferido para a carne”, afirmou o professor da USP em Pirassununga.

“Da mesma forma, o metabolismo dos bovinos regula a absorção do sulfato de cobre, fazendo com que o nível do mineral na carne continue o mesmo, sem qualquer tipo de risco ao consumo. O sulfato de cobre é um mineral essencial para a alimentação animal”, disse.

Zanetti apontou ainda que, como o contrafilé é considerado uma carne modelo na literatura científica para estudos dessa natureza, “muito provavelmente a redução dos níveis de colesterol deve ter se estendida para outros músculos do animal, o que poderá ser verificado em novos estudos”.

Em conjunto com Del Claro, o professor está redigindo um artigo científico para publicação em revista nacional para que os resultados do trabalho sejam utilizados por qualquer criador interessado.

“Nossa intenção é divulgar esse tipo de tecnologia, que é muito simples de ser implementada, para a produção de carnes mais saudáveis. É uma função da universidade pública encontrar caminhos melhores para produzir mais e com qualidade elevada”, destacou.

Mais informações pelo e-mail.

Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp

3ª Conferência da Associação Brasileira de Bioinformática e Biologia Computacional

A 3ª Conferência da Associação Brasileira de Bioinformática e Biologia Computacional será realizada de 1º a 3 de novembro no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.

O programa inclui temas como genômica, evolução e filogenia, bioinformática estrutural, dinâmica molecular, patofisiologia humana, transcriptoma, proteoma, integração de bases de dados.

A data-limite para o envio de trabalhos é 31 de outubro. A inscrição de pôsteres vai até o próximo domingo (9/9).

O objetivo do evento é catalisar a estruturação da área de bioinformática no país. Os organizadores, que esperam receber 700 participantes, buscam promover a interação entre profissionais e estudantes envolvidos com o tema e estimular o diálogo com a iniciativa privada.

Os debates serão voltados para estudantes e profissionais de universidades e empresas, no Brasil e no exterior, que desenvolvem pesquisa em biologia, medicina, agronomia, bioquímica, genética, ciência da computação, matemática, bioinformática, estatística, entre outras áreas.

Mais informações pelo e-mail ou no endereço.

Fonte: Agência Fapesp

Onde Está a Inovação no Brasil - 2007

Após 3 anos da publicação de sua primeira versão, o Instituto Inovação revisa seu estudo de maior repercussão. Nesta nova edição, além do número de pesquisadores, considerou-se também o número de patentes depositadas por município. Com isso foi possível traçar a resultante do mapa de cidades brasileiras com maior potencial para “geração de conhecimento” e de “aplicação do conhecimento tecnológico”.

A parte introdutória deste estudo destaca o “Contexto da Inovação no Brasil”, que tem como marca a existência de um “Grande Vale” que separa a produção científica do país e o setor empresarial. Dentre as razões que explicam o Grande Vale estão a cultura e os incentivos a publicações em detrimento à proteção do conhecimento e a pouca presença de pesquisadores nas empresas.

No contexto atual onde o conhecimento forma a base do desenvolvimento econômico, é imperativo que se estimule a interação entre a ciência e o mercado de forma a beneficiar a exploração desse ativo em prol da geração de benefícios para a sociedade brasileira.

Apesar do “Grande Vale” o ambiente brasileiro está favorável ao desenvolvimento de inovações tecnológicas. Dentre os marcos dessa transformação estão: (1) crescimento da base de pesquisadores e o reconhecimento internacional do Brasil por sua vocação em algumas áreas do conhecimento; (2) o crescimento dos investimentos em C&T nos últimos anos; (3) criação de um marco regulatório relacionado à inovação, incluindo incentivos fiscais; (4) iniciativas de disseminação da cultura da inovação; (5) o desenvolvimento da indústria de capital de risco; e (6) o aumento do investimento em inovação por parte das empresas.

Destaca-se ainda que o “Brasil da Inovação” só irá acontecer quando todas essas transformações atingirem e forem absorvidas pelas empresas, que são as propulsoras da inovação.

Com as devidas adaptações metodológicas já citadas, esta nova versão do estudo procurou apontar as cidades brasileiras mais propensas à interação entre a academia e o mercado.

Do ponto de vista da “geração de conhecimento”, as seguintes cidades se destacam: Campinas, Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Carlos, São Paulo e Viçosa.

Dentro da vertente de “aplicação do conhecimento tecnológico”, outras cidades se destacam: Belo Horizonte, Caxias do Sul, Curitiba, Franca, Guarulhos, Joinvile, São Bernardo e São Paulo.

Finalmente, as cidades com maior potencial de “Interação para a Geração de Inovações Tecnológicas” são: Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro, São Carlos, São Paulo, Campinas, Porto Alegre e Florianópolis, estas três últimas, cidades que foram destacadas na edição anterior do estudo.

Dentre as conclusões do estudo chama-se a atenção para o que pode ser feito no caso de cidades que estão nos extremos das análises, ou seja, como fortalecer os centros de pesquisa de cidades com grande ênfase na aplicação do conhecimento (Ex. Caxias do Sul - RS), e como incentivar o entorno econômico de cidades geradoras de conhecimento (Ex. Viçosa - MG)

Veja o estudo completo no endereço.

Fonte: Instituto Inovação