terça-feira, 4 de setembro de 2007

IV Seminário Internacional Nanotecnologia - Sociedade e Meio Ambiente

Os desenvolvimentos científicos e tecnológicos recentes têm promovido o surgimento das nanotecnologias hoje apontada como mola propulsora de um novo Paradigma Tecnológico – o paradigma das NBICs (Nanotecnologias, Biotecnologias, Informática e Tecnologias Cognitivas). Paradigma esse com expectativas de promover a um só tempo amplo espectro de oportunidades e de riscos econômicas, sociais e ambientais afetando todas as áreas do conhecimento hoje existentes.

No entanto o que se sabe sobre as inovações nanotecnológica? Para divulgar junto aos públicos especializado e leigo considerações sobre os avanços recentes nessa área e discutir impactos sociais, econômicos, ambientais, éticos que podem ser desencadeados pelas nanotecnologias, será realizado no período de 6 a 8 de agosto próximo, no Auditório Manoel Vereza, no Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas da UFES, o IV Seminário Internacional Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambiente.

Muito pouco é dito ao público sobre os efeitos causados pela inserção desta nova tecnologia na sociedade. Os efeitos das nanotecnologias, ou seus impactos, transformam o mundo do trabalho em termos de postos de trabalho e de sua qualificação, modificam os interesses econômicos, as políticas públicas, os arranjos que formatam os acordos comerciais, os rumos da pesquisa científica, e, de forma geral, é possível afirmar que modifica o meio ambiente em que vivemos.

O desenvolvimento e aprimoramento das nanotecnologias têm transformado a realidade dos meios de produção e da dinâmica de mercado, fundamentalmente, porque modifica de forma profunda o uso e a performance dos materiais envolvidos com a produção em nano escala e a qualificação da forca de trabalho envolvida neste processo de produção.

Especula-se sobre os efeitos da nano ciência quando aplicada à produção de bens, sobre as transformações passíveis no meio ambiente – natural e construído, e no mundo do trabalho, mas o que os especialistas no assunto pensam sobre isso? O que eles têm a dizer aos outros especialistas e ao público leigo? O que o público leigo entende por nano ciência e nanotecnologia? O que os trabalhadores organizados em suas entidades têm a dizer aos demais seguimentos sociais envolvidos nesta temática?

A troca de conhecimento entre estes atores sociais atende aos anseios da sociedade, dos especialistas no assunto, dos trabalhadores organizados em sindicatos e centrais sindicais, das empresas que investem grandes montantes em inovações tecnológicas e dos gestores públicos? E mais, em meio às tendências mundiais é importante a definição de agendas nacionais e locais para o desenvolvimento das nanotecnologias no Brasil?

A abordagem da temática, através do olhar das Ciências Humanas, materializado em uma Rede de Pesquisa em Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambiente – Renanosoma, pretende contribuir para que as nanotecnologias se torne um objeto de reflexão das Ciências Humanas e que o limite da discussão sobre os rumos desta tecnologia no Brasil vá além dos ambientes do cientistas e dos tecnólogos.

Os três primeiros seminários de Renanosoma foram realizados em São Paulo. Com a realização do IV, ora proposto, pretende-se conferir um caráter itinerante ao evento, com sua realização na cidade de Vitória – ES

 Em consonância com os objetivos da Rede, busca-se ampliar localmente a difusão das pesquisas e reflexões em nanotecnologia e promover um amplo envolvimento e participação dos diversos segmentos sociais do Estado do Espírito Santo, em discussões que gerem elementos subsidiários à definição de uma agenda de desenvolvimento local, sintonizadas com as tendências internacionais e nacionais.

Segundo a coordenadora geral do evento, professora Sônia Dalcomuni (27-3335-2580), a participação de representantes da comunidade acadêmica da Ufes e entidades parceiras será gratuita. Para participantes de entidades externas será cobrada uma taxa de inscrição de R$ 50 por pessoa.

Maiores informações no endereço.

Fonte: Ufes

62º Congresso da Sociedade Brasileira de Cardiologia

O 62º Congresso da Sociedade Brasileira de Cardiologia será realizado de 7 a 11 de setembro, em São Paulo. Discussões de casos clínicos, sessões de temas livre, conferências, mesas-redondas e colóquios fazem parte da programação, organizada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

“Morte súbita na população geral”, “Biomarcadores na insuficiência cardíaca”, “Dieta como meio para prevenir a hipertensão arterial”, “Efeitos do exercício no controle autonômico em pacientes com insuficiência cardíaca” e “Inflamação e seu envolvimento na fisiopatologia da aterosclerose” serão alguns assuntos abordados.

Mais informações no endereço.

Fonte: Agência Fapesp

150 novas escolas técnicas até 2010

Com o anúncio do cronograma de obras das escolas técnicas em 150 municípios integrantes da segunda fase do Plano de Expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, o País dá mais um importante passo em educação. Entre 2008 e 2010, serão destinados, pelo governo federal, R$ 500 milhões por ano para custeio - inclusive salários de professores e funcionários - e R$ 750 milhões para obras. A meta é implantar 50 escolas em 2008, outras 50 em 2009 e o restante em 2010.

A primeira fase contou com a implantação de 64 escolas, algumas das quais se encontram com sedes em estágio de construção. Juntas, a primeira e a segunda etapa irão acrescentar 274 mil vagas às 160 mil já existentes, o que ampliará em 171% o acesso de jovens ao universo da capacitação para o mercado de trabalho. A ação faz parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE).

O critério de escolha dos municípios que receberão uma escola ou unidade descentralizada baseia-se no conceito de "cidade-pólo", de forma a alcançar o maior número de regiões do País, além da sintonia com arranjos produtivos locais. As novas unidades de ensino, com média de 50 km de abrangência, deverão ter, no início, pelo menos cinco cursos técnicos de nível médio.

A escolha das áreas dos cursos será debatida em audiências públicas nos municípios no prazo de 120 dias. "O MEC pretende fortalecer o vínculo de cada unidade de ensino com sua região. Com a fixação dos jovens em sua terra, não será necessário eles migrarem para os grandes centros em busca de oportunidades educacionais", destacou o ministro da Educação, Fernando Haddad.

As primeiras escolas devem ser inauguradas ainda no primeiro semestre do próximo ano, com previsão de início das aulas para agosto. Os concursos públicos para a contratação de professores e funcionários serão realizados nos primeiros meses de 2008.

Para definir a ordem das obras, a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC baseou-se nas contrapartidas oferecidas à União pelas prefeituras, conforme previa a chamada púbica. Elas doarão terreno ou prédio para implantar a unidade. Serão também computados pontos ao cronograma o acervo bibliográfico, serviços de transporte escolar e recursos financeiros da entidade proponente ou de parceiros. A classificação, entretanto, será dividida por estado.

"Nunca o País tinha assistido a ampliação tão acelerada do acesso de jovens trabalhadores à formação profissional. Não há ciclo de desenvolvimento sustentável sem investimento em educação, por isso chegaremos a 500 mil vagas e a 354 escolas técnicas em 2010", explica Eliezer Pacheco, secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC.

Histórico
De 1909, quando foram criadas as primeiras 19 escolas para formação de artífices e aprendizes, até hoje, o investimento na ampliação da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica foi descontinuado e esparso. Desde o início do século XX, é a segunda vez que o Governo impulsiona a educação profissional para ampliar o acesso de jovens trabalhadores à formação para o mercado de trabalho.

A primeira foi durante o regime militar, quando, a partir de 1971, o ensino médio e o técnico foram integrados. Naquele período, a educação técnica foi considerada fundamental para sustentar o crescimento da economia, que entre 1968 e 1974 aumentava a taxas entre 7% e 8%. O Governo determinou a integração do ensino médio e do profissional em todas as instituições. Contudo, nem todas as escolas de ensino médio tinham condições de oferecer educação técnica.

Somente a partir de novembro de 2006, com a revogação pelo MEC da lei n.º 9649, de 1998, que impedia a expansão profissional, é que a União conseguiu criar mais escolas técnicas federais, inclusive agrotécnicas, e unidades descentralizadas. Com isso, de forma inédita, o País está ampliando a oferta de formação profissional para jovens trabalhadores.

Fonte: Em questão