domingo, 2 de setembro de 2007

Produção de alface com doses de lodo de esgoto

Lettuce production using doses of sewage sludge
Imagine as prateleiras dos supermercados repletas de verduras e legumes cultivados em solo tratado com esgoto. Se os estudos desenvolvidos na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) derem certo, isso pode ser realidade no futuro. Os pesquisadores estão avaliando a produção de alface em solo tratado com diferentes doses de lodo de esgoto como fonte de matéria orgânica.

Os técnicos do Centro de Ciências Agrárias da Ufes fizeram cinco experimentos comparativos com a alface do tipo Lívia. As mudas foram cultivadas em solo sem adubação e com o lodo de esgoto em proporções crescentes. O material orgânico utilizado foi proveniente da Estação de Tratamento de Esgoto do município de Jerônimo Monteiro (ES).

“Nossa meta é achar possibilidades inovadoras de utilização do esgoto produzido nos grandes centros urbanos. Esse material já vem sendo testado em culturas de feijão, milho, cana, maracujá e em plantações de coqueiros”, disse José Carlos Lopes, coordenador da pesquisa.

Antes de ser agregado ao solo, o lodo de esgoto precisa ser higienizado com diferentes produtos químicos, o mais importante deles o óxido de cálcio (cal). As mudas foram semeadas em vasos individuais, sendo que todos receberam uma adubação básica com superfosfato.

Depois de aproximadamente dois meses, os pesquisadores verificaram, durante a colheita, a massa seca da parte aérea e o número médio de folhas por planta. “O crescimento das plantas que receberam o tratamento com esgoto higienizado foi estatisticamente superior ao das plantas controle. À medida que se aumentou a dosagem do lodo, maior foi o índice de produtividade das mudas de alface”, conta Lopes.

Depois do sucesso em termos produtivos, os obstáculos agora são do ponto de vista da saúde humana. Apesar de baixo, o estudo registrou a presença de microrganismos patogênicos em algumas amostras de alface. “As culturas que passam por esse tipo de tratamento ainda não são recomendadas para o consumo humano. Apesar de significativos, os testes ainda são preliminares”, alerta Lopes.

Atualmente, a equipe coordenada pelo professor do Departamento de Fitotecnia da Ufes está trabalhando no aprimoramento de novas tecnologias de higienização para melhorar as características físico-químicas do lodo urbano e possibilitar o consumo seguro dos alimentos estudados.

O estudo Produção de alface com doses de lodo de esgoto foi publicado na revista Horticultura Brasileira. Para ler o artigo, na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Thiago Romero /Agência FAPESP

GESIT - Workshop sobre SIstemas e Tecnologias da Informação Aplicados em Organizações

Workshop sobre SIstemas e Tecnologias de Informação Aplicados a gestão em Organizações (GESITI). promovido pelo Centro de Pesquisas Renato Archer (CenPRA) e será realizado nos dias 27 e 28 de setembro, em Campinas, interior de São Paulo.

O evento tem caráter multidisciplinar e promoverá o intercâmbio entre pesquisadores, tecnologistas e empresários de segmentos como o de gestão de organizações, tecnologias da informação e informática.

Na ocasião haverá ainda o lançamento do livro Por que Gesiti? Segurança, inovação e sociedade teremos palestras relativa aos respectivos capítulos.

VÁRIOS palestrantes especialmente convidados estarão também enriquecendo o evento e propiciando uma belíssima troca de conhecimento e networking. Confira GRADE DE PALESTRAS.

Aproveite as vantagens da inscrição corporativa - confira o que mais acompanha a sua inscrição no endereço.

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Hotéis com descontos especiais para os participantes do evento GESITI/2007

Fonte ; Comitê de Organização V-GESITI/2007

R$ 10 milhões para genômica e proteômica

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançou edital para apoio financeiro a projetos de pesquisa interdisciplinares em genômica e proteômica. Os interessados devem enviar propostas eletrônicas até o dia 27 de setembro. O prazo final para a submissão de cópias impressas se encerra no dia 28 de setembro.

Serão concedidos R$ 10 milhões não-reembolsáveis, originários do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Desses recursos, no mínimo 30% deverão ser destinados ao apoio a propostas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O objetivo é selecionar projetos que contribuam para a compreensão de processos epigenéticos, de processos de controle da expressão gênica, da estrutura de proteínas e suas funções, incluindo fatores que regulam a transcrição, marcadores biológicos de processos celulares normais, patológicos ou de estresse.

As propostas devem associar grupos de pesquisa multidisciplinares em torno de temas que possam ser usados para a geração de novos produtos ou processos biotecnológicos com potencial de aplicação nas áreas de saúde, agricultura, indústria e meio ambiente.

O prazo de execução do projeto deverá ser de até 24 meses, podendo ser prorrogado a critério da Finep.

Mais informações no endereço.

Fonte: Agência Fapesp

A Era da Indeterminação

Na década de 1990, o Brasil voltava às urnas após 25 anos de regime autoritário, mas passava também por um período de perda de direitos sociais e desmantelamento do Estado. Compreender a sociedade que emergiu desse processo na virada do século – nebulosa, desfigurada, sem futuro previsível – tornou-se um imenso desafio para os cientistas sociais.

O livro A Era da Indeterminação, lançado nesta quarta-feira (29/8) na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Unviversidade de São Paulo (USP), é uma notável tentativa de compreensão sociológica do Brasil no início do século 21.

Organizada pelos sociólogos Francisco de Oliveira e Cibele Saliba Rizek, a obra reúne artigos de dez autores que trabalharam no Projeto Temático da FAPESP “Cidadania e democracia: o pensamento nas rupturas políticas”, com duração entre 2001 e 2005.

Cibele, que é professora da Escola de Engenharia de São Carlos da USP, conta que o projeto, coordenado pela professora Maria Célia Paoli, do Departamento de Sociologia da FFLCH, foi desenvolvido pelos pesquisadores do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania (Cedic).

“O livro é resultado de um esforço conjunto dos pesquisadores do Cedic e marca mudanças importantes nos rumos das pesquisas feitas nesse momento de integração dos espaços públicos, de opacidade nas decisões econômicas e de falta de acesso à participação política”, disse.

De acordo com Oliveira, que é professor aposentado do Departamento de Sociologia da FFLCH, o grupo procurou fazer uma leitura que apreendesse a novidade dos acontecimentos sociais.

“O conceito de ‘desmanche neoliberal’, proposto por Roberto Schwarz, foi fundamental para nos dar um ponto de partida. Constatamos que o desmanche se consumou na década de 1990 e que o que sobrou foi um mundo que já não podia ser explicado com os modelos sociológicos conhecidos”, disse.

O grupo, segundo Oliveira, procurou compreender o momento de indeterminação que caracterizou o período posterior ao “desmanche”. Em sua análise, o Brasil teve uma possibilidade real de transformação com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, mas o momento não era propício para que ela se consumasse.

“As forças políticas que derrubaram a ditadura tinham a direção moral da sociedade. No momento em que ganharam a direção política, perderam a moral. Elas não conseguiram conduzir o processo de transformação que o povo brasileiro tinha decidido”, afirmou.

Esperanças esvaziadas
Para Oliveira, a reflexão do grupo chegou a resultados importantes para a esquerda brasileira. Um deles foi desmistificar a confiança nas iniciativas de ação da sociedade civil para preencher o vazio político do período posterior ao “desmanche”.

“Os autores mostraram o quanto eram vazias iniciativas aparentemente auspiciosas ligadas ao universo das organizações não-governamentais e da responsabilidade social corporativa. Idéias promissoras como o orçamento participativo também se mostraram irrisórias”, disse.

Para Cibele, a imagem de uma sociedade civil organizada que confia na sua autonomia também foi objeto de um desmanche. “Procuramos acertar contas com todas as apostas que fizemos. A autonomia da sociedade civil foi uma que não conseguimos manter”, disse.

O Projeto Temático que originou o livro, segundo ela, investigou “a privatização das decisões, a redução da esfera pública e o estado de exceção como paradigma de governo”. O grupo identificou uma crise de representatividade que não pode ser combatida com simples reformas políticas.

“Tentamos compreender as contradições da realidade brasileira atual. A era da indeterminação é justamente a ruptura da possibilidade de uma dinâmica que ligue classes, interesses e representação nas formas da política e nas ações de governo.”

Além dos dois organizadores e de Maria Célia Paoli, contribuíram com o livro Ana Amélia Silva, Carlos Alberto Bello, Laymert Garcia dos Santos, Leonardo Mello e Silva, Luiz Roncari, Roberto Véras de Oliveira e Vera da Silva Telles.

A Era da Indeterminação
Organizadores: Francisco de Oliveira e Cibele Saliba Rizek
Preço: R$ 48
Mais informações no endereço.

Fonte: Fapesp

US$ 260 milhões ano em créditos de carbono

O Brasil tem uma perspectiva de, a curto prazo, obter 260 milhões de dólares (cerca de R$ 512,2 milhões) ao ano em créditos de carbono, segundo afirmou na quinta-feira (30) o diretor do Instituto Ecológica, Divaldo Rezende. Ele destacou que, com esse montante, os projetos de redução de emissão de carbono estariam entre os 30 maiores produtos de exportação do País.

Créditos de carbono são certificados emitidos quando ocorre a redução de emissão de gases do efeito estufa. Por convenção, uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) corresponde a um crédito de carbono. Esse crédito pode ser negociado no mercado internacional.

Mercado em expansão - Atualmente, segundo Rezende, há 710 projetos ligados à redução das emissões do carbono em andamento no mundo, dos quais 230 estão no Brasil. Ele citou, entre esses projetos, pequenas centrais hidrelétricas, ações nas áreas de eficiência energética, de energia alternativa, na siderurgia, na metalurgia e na mineração, entre outros.

De acordo com Divaldo Rezende, o mercado de créditos de carbono no Brasil e no mundo está crescendo e deverá crescer mais a partir de 2008, principalmente em países grandes como a China, a Índia, a Rússia e as ex-repúblicas soviéticas.

O expositor participou do seminário internacional "Aquecimento Global: a responsabilidade do Poder Legislativo no estabelecimento de práticas ambientais inovadoras". O evento foi promovido pela Comissão Mista Especial de Mudanças Climáticas, em parceria com quatro comissões da Câmara do Deputados (Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional; Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e Relações Exteriores e de Defesa Nacional) e três comissões temáticas do Senado.

Fonte: Agência Câmara

Suzano Petroquímica desenvolve resina ultra-resistente

Contemplada em 2006 pelo Programa de Subvenção Econômica da FINEP, a Suzano Petroquímica obteve R$ 508 mil para desenvolver um projeto em nanotecnologia. O objetivo é produzir um polipropileno ultra-resistente, com utilização em embalagens que prolongam a conservação de produtos e em peças para a indústria automotiva.

Nesta sexta-feira (31) a FINEP lançou um novo edital disponiblizando recursos da ordem de $450 milhões para empresas que tenham projetos inovadores.

Primeira petroquímica da América Latina a lançar um portfólio de resinas plásticas nanotecnológicas, a Suzano é líder latino-americana na produção de resinas de polipropileno e o segundo maior produtor de resinas termoplásticas do Brasil. As pesquisas são desenvolvidas em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A empresa tem centenas de clientes espalhados por mais de 40 países. A produção de polipropileno, que alcança 685 mil toneladas ao ano, é distribuída em três unidades industriais, localizadas em Mauá (SP), Duque de Caxias (RJ) e Camaçari (BA). Até 2008, por meio da expansão nas Unidades de Mauá e Duque de Caxias, a capacidade será ampliada em mais 190 mil toneladas ao ano.

Hoje, a empresa gera cerca de 500 empregos diretos nas três unidades industriais e no escritório corporativo, em São Paulo. A Suzano detém ainda o controle compartilhado da Riopol, produtora de polietileno, e da Petroflex, especializada em borracha sintética. Juntas, as empresas do grupo obtiveram uma receita líquida de R$ 2,4 bi no ano passado. No segundo trimestre deste ano, o lucro líquido foi de R$ 71,5 milhões, 30,9% superior ao recorde anterior, que era de R$ 54,6 milhões referentes ao primeiro trimestre de 2007.

Fonte:Fabricio Trevisan

2º Seminário de Estudos Olímpicos

Congregar pesquisadores, professores e estudantes da área da educação física e esporte, além de antropólogos, psicólogos, sociólogos e outros profissionais interessados em debater questões relacionados ao movimento olímpico contemporâneo.

Essa é a proposta do 2º Seminário de Estudos Olímpicos, que será realizado de 7 a 9 de setembro, na capital paulista, com o tema “Megaeventos esportivos: legado e responsabilidade social”.

O evento é promovido pelo Centro de Estudos Socioculturais do Movimento Humano, vinculado ao Departamento de Pedagogia do Movimento do Corpo Humano da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (USP).

Mais informaçõesno endereço.

Fonte: Agência Fapesp

Senai - Brasil no WorldSkills 2007

Modelar o ouro de acordo com o desenho de uma jóia enviado por um técnico de outro país. Essa foi a tarefa que Adriano Cenci (foto), de 17 anos, teve de cumprir no simulado promovido pelo SENAI durante a etapa paulista da Olimpíada do Conhecimento 2008, encerrado em 19 de agosto. “Tive que seguir as dimensões e o acabamento de acordo com o desenho”, diz.

Cenci é um dos 36 competidores de diversas ocupações que estão trabalhando duro desde outubro passado para conquistar vagas na equipe brasileira que, em novembro, vai disputar o Torneio Internacional de Formação Profissional – o WorldSkills 2007, no Japão. O resultado do simulado sairá nesta quarta-feira, 22 de agosto. Cenci já recebeu proposta para estudar na Itália, considerada país de referência na área. “A Itália é o berço da renascença e para nós, joalheiros, essa escola é bastante inspiradora”, diz Claudinei Rempel, treinador do garoto.

Cenci cursou joalheria na unidade do SENAI de Guaporé, no Rio Grande do Sul, e treina oito horas por dia para conseguir a média necessária para o torneio internacional. “As várias etapas de competições no país são necessárias para não perder o ritmo de treinos e não cair o nível da produção”, afirma.

Segurança e higiene – Os joalheiros trabalham com lapidação de pedras preciosas e semi-preciosas, fabricação de artefatos de ourivesaria e joalheria, confecção de acessórios para vestuário e fabricação de produtos de metal. O trabalho segue normas de segurança, higiene, qualidade e preservação ambiental.

Os brasilienses Yarlei Fernandes, de 18 anos, e Luis Alberto Silva, de 17 anos, também lidam com formas. No caso deles, a modalidade é Jardinagem e Paisagismo, presente pela primeira vez no mundial. Os alunos que fizeram o curso técnico em Edificação foram convidados após a Olimpíada do Conhecimento de 2006, para participarem da nova modalidade, que é disputada em dupla. Para Fernandes, os dois cursos são parecidos e podem ser complementares. “Aprendo na jardinagem a prática do que foi ensinado no curso de Edificação”, explica. Fernandes faz planos e diz que no futuro pretende abrir seu próprio negócio. “Quero ter minha própria construtora”, diz.

Estrutura internacional – Para obter a média do WorldSkills, os alunos realizaram provas observados por avaliadores estrangeiros. Fernandes destaca que o SENAI tem ótimos padrões e competirá de igual para igual no mundial. “O nosso avaliador é canadense e disse estar surpreso com a nossa estrutura”, conta.

Em jardinagem e paisagismo, de acordo com especificações do cliente, os profissionais criam, desenvolvem e interpretam desenhos, e planejam e executam trabalhos de construção e manutenção de projetos paisagísticos. Como parte de uma cadeia produtiva, a modalidade integra a da construção civil, onde é parte do marketing de vendas de empreendimentos imobiliários.

Cidadãos e profissionais – O exemplo de superação vem de Ubá, no interior de Minas Gerais, considerada uma das maiores regiões moveleiras do país. E foi nessa profissão que William Cardoso da Silva, de 21 anos, resolveu apostar seu futuro. Participante do simulado, Silva é de família humilde, mas aos 17 anos resolveu fazer o curso de marcenaria do SENAI de Ubá, de onde saiu para a etapa nacional da Olimpíada do Conhecimento de 2006. Na competição, Silva teve uma pequena falha e acabou ficando com o segundo lugar. “Ao passar uma peça na máquina ela caiu e quebrou. Eu fiquei com a medalha de prata, mas a minha diferença para o primeiro colocado não chegou a dois pontos”, conta.

Pela pequena diferença, os avaliadores resolveram dar uma segunda chance ao jovem de Ubá, que foi chamado para treinar novamente, assim como outros que também ficaram em segundo em suas ocupações. O desafio agora é obter a média que lhe renderá o carimbo no passaporte para a competição do mundial em Shizuoka. Silva diz que a experiência é de superação e que, caso ganhe a vaga no mundial, oferecerá o título à mãe, sua grande incentivadora, que faleceu há menos de três anos. Para Silva, que treina 12 horas por dia, o papel do SENAI na sua vida é de grande importância. “O SENAI primeiro me formou como cidadão, ajudou para que eu me transformasse no homem que sou hoje, com responsabilidade e deveres. A profissão é uma conseqüência de tudo isso”, ressaltou.

Fonte: Senai

1º Simpósio de Inovação Tecnológica da Unesp

A primeira edição do Simpósio de Inovação Tecnológica da Universidade Estadual Paulista (Unesp) será marcada pelo lançamento do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), que tem o objetivo de gerir a política de proteção e inovação das criações intelectuais da universidade.

O evento, que será realizado nos dias 24 e 25 de setembro, em São Paulo, reunirá importantes nomes da ciência e da inovação brasileiras para debater os temas “Formação de recursos humanos, propriedade intelectual e o dilema divulgação do conhecimento & sigilo” e “Pesquisa acadêmica & propriedade intelectual no contexto do desenvolvimento tecnológico nacional”.

Mais informações no endereço.

Fonte: Agência Fapesp

Análise comparativa dos custos de produção entre soja transgênica e convencional: um estudo de caso para o Estado do Mato Grosso do Sul

ABSTRACT The biotechnology reached the principal link of the soy complex, that is, the producers. The GMO soybean promotes the reduction of the necessary amount of herbicide and the cost of production. The objective of this study was to determine and compare the average costs incurred into the production of conventional and the new technology for the South Mato Grosso State of the harvest 2004/05, through primary data, obtained for field research. In the present work it is presented the methodology adopted for the formation of the data base and for the countable structure properly said. Through the analysis of the data base it was possible to observe that the cost of the GMO is approximately 14.8% less than the conventional one.

Key words: cost of production, comparation, soybean, Conventional, GMO
JEL classification: M11, M41, O13, O33; Q12

Produção de soja transgênica custa menos que a convencional
O custo de produção da soja transgênica é em média 14,8% menor do que o da soja convencional, segundo estudo realizado por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) e da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O trabalho, que acaba de ser publicado na Revista de Economia e Sociologia Rural, indica que os produtores que adotaram a semente geneticamente modificada gastaram menos com herbicidas e com mão-de-obra, em comparação aos que optaram por plantar a semente convencional.

Para chegar a essas conclusões, os autores do artigo, Ana Laura Angeli Menegatti – que apresentou o estudo como dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Economia Aplicada da Esalzq e Alexandre Lahóz Mendonça de Barros, professor da Escola de Economia de São Paulo da FGV e orientador do trabalho, utilizaram dados da safra 2004/2005, levantados em pesquisa de campo no Estado do Mato Grosso do Sul.

Foram entrevistados 57 produtores nas cidades de Dourados, Maracaju, Sidrolândia e São Gabriel do Oeste. O questionário abordou detalhes sobre a tecnologia de produção, quantidade e preço dos insumos utilizados e outras características econômicas da cultura da soja na safra analisada. Os pesquisadores montaram um banco de dados e formularam planilhas de custo médio de produção por hectare, sendo que os cálculos compreenderam os gastos dos produtores desde o plantio até a colheita.

Foram utilizadas como referência planilhas e metodologias de cálculo de custo de produção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Segundo o trabalho, o custo total por hectare para as culturas convencional e transgênica foram, respectivamente, R$ 1.530,77 e R$ 1.333,41.

“Os dados da pesquisa mostraram que os produtores que utilizaram a variedade transgênica tiveram menor custo devido à menor necessidade de aplicação de herbicidas. Isso quer dizer que eles não somente tiveram uma economia financeira, como puderam remanejar a mão-de-obra para outras atividades da fazenda”, disse Ana Laura.

O estudo trata da planta de soja transgênica tolerante ao glifosato, herbicida utilizado no controle de plantas daninhas. “Antes do plantio, esse tipo de herbicida pode ser utilizado para controle de ervas daninhas tanto na soja convencional como na transgênica. Mas, a partir do momento em que a lavoura está se desenvolvendo, o glifosato não pode mais ser usado na soja convencional uma vez que, nesse estágio, ele provoca a secagem das folhas e a morte da planta”, disse a pesquisadora.

O trabalho aponta que, do ponto de vista da produção, a vantagem da soja transgênica estaria no manejo facilitado das plantas daninhas com uso mais acentuado do glifosato. Isso, segundo Ana Laura, afetaria diretamente a produtividade da lavoura, uma vez que o aumento na quantidade de glifosato dispensaria o produtor de aplicar uma série de outros herbicidas.

“Como o plantio da soja geneticamente modificada foi liberado no Brasil, há espaço para as duas variedades, convencional e transgênica, e é o produtor, de olho no mercado consumidor, quem define qual variedade plantar. O importante é que, enquanto houver a diferenciação pelo consumidor quanto ao tipo de soja que ele deseja consumir, sempre haverá vantagens e desvantagens para ambas as modalidades”, disse Ana Laura.


Para ler o artigo Análise comparativa dos custos de produção entre soja transgênica e convencional: um estudo de caso para o Estado do Mato Grosso do Sul, disponível na biblioteca eletrônica SciELO (FAPESP/Bireme), clique aqui.


Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp - 31/08/2007