segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Simpósio USP Inovações em Saúde

Muitos laboratórios na Universidade de São Paulo (USP), em diferentes áreas do conhecimento, produzem inovações tecnológicas na área de saúde. Entretanto, ao atuar de forma isolada, os pesquisadores responsáveis pela produção pouco interagem com o setor privado, dificultando o acesso das tecnologias ao mercado.

Fazer um inventário dessa produção e incentivar parcerias é o objetivo do Simpósio USP Inovações em Saúde, que teve início nesta segunda-feira (27/8) na Faculdade de Saúde Pública (FSP). O evento, de dois dias, tem transmissão ao vivo pela IPTV USP.

De acordo com Oswaldo Massambani, coordenador da Agência USP de Inovação, o principal interesse do simpósio é evidenciar, no universo das pesquisas voltadas para a saúde em diversas unidades da USP, aquelas que contam com alto potencial de conectividade com a criação de produtos.

“Queremos mostrar a relevância da inovação guiada pela ciência. Na USP, temos pesquisa desenvolvida na fronteira do conhecimento com potencial para nos tornar competitivos com o mundo desenvolvido”, disse.

Massambani mencionou que, a cada ano, a USP tem cerca de 23 mil artigos científicos publicados em revistas internacionais, sendo 5 mil indexados no ISI (Instituto para a Informação Científica, na sigla em inglês). Mas, segundo ele, a produção, de alta qualidade, não se reflete no número de patentes registradas: menos de 500 por ano.

“Publicamos bastante e, se não aprendermos a patentear precocemente, corremos o risco de oferecer nosso conhecimento como commodity. A inovação deve continuar guiada pela ciência, mas é preciso aumentar o diálogo com a iniciativa privada. O primeiro passo é inventariar e divulgar a inovação que já fazemos”, afirmou.

De acordo com Massambani, a área de saúde é especialmente promissora para consolidar a inovação brasileira, por ter grande impacto social. “Quanto mais a pesquisa for próxima da comunidade, maior a chance de o pesquisador talentoso transformá-la em uma empresa spin-off”, disse.

Inovação num setor transversal
Novos softwares, técnicas, equipamentos e processos estão entre as inovações apresentadas pelos expositores durante o simpósio organizado pela Agência USP de Inovação, pela Faculdade de Medicina, pelo Hospital Universitário, pela Faculdade de Saúde Pública e pela Pró-Reitoria de Pesquisa, todas unidades da USP.

O diretor da FSP, Chester Luiz Galvão Cesar, apresentou pesquisas para a obtenção de linhagens de mosquitos transgênicos com um gene letal dominante. “Isso possibilita a supressão da população de insetos-alvo, podendo provocar uma diminuição nas doenças veiculadas por eles”, disse.

Cesar mostrou ainda um elenco de inovações em diversos estágios de registro, que vão de um antioxidante natural feito a partir da erva-mate, para aplicação em alimentos, a um software para o cálculo e mapeamento de riscos sociais decorrentes de cenários acidentais em grandes áreas industriais.

“Outro produto importante é o software Pontos para o Coração, voltado para a avaliação da qualidade da dieta, com vistas à prevenção de doenças cardiovasculares”, explicou.

Entre as diversas inovações em saúde da Escola Politécnica (EP), destacam-se as atividades do Laboratório de Engenharia Biomédica, que incluem a criação de métodos computadorizados para auxílio no diagnóstico de doenças do sistema nervoso por análise de sinais do cérebro e de músculos e métodos para caracterizar o funcionamento da medula espinhal.

O diretor da EP, Ivan Falleiros, falou sobre o Dispositivo de Auxílio Ventricular desenvolvido na escola. “Trata-se de um coração artificial implantável com custos reduzidos e tecnologia nacional, o que viabiliza sua utilização no Brasil”, explicou.

Outros destaques da EP são as técnicas de sensoriamento remoto aplicadas a estudos epidemiológicos em áreas urbanas e o tomógrafo por impedância elétrica para monitorar os pulmões de pacientes em hospitais, detectando emergências clínicas como atelctasia, pneumonia, pneumotórax e tromboembolia.

A Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia apresentou pesquisas com bovinos geneticamente modificados que possuem dupla musculatura, além de inovações relacionadas a alimentos de origem animal.

“Trabalhamos com o isolamento e caracterização de microrganismos em leite, queijo, frutos do mar e carcaças em abatedouros, por exemplo. Outra pesquisa trata, por meio da alteração da dieta da galinha, de desenvolver um ovo com alto valor nutritivo, com mais vitaminas e ômega-3”, disse o diretor da faculdade, Cássio Xavier de Mendonça Júnior.

O Instituto de Ciências Biomédicas, representado pelo diretor Luiz Roberto Giorgetti de Britto, mostrou também uma ampla gama de inovações em todos seus departamentos. “O Departamento de Microbiologia, no entanto, é o que está mais adiantado”, disse Britto.

Entre as inovações do Departamento de Microbiologia foram mencionadas a vacina para controle do HPV-16, novos carreadores de antígenos para vacinas, um dosímetro biológico de DNA e biossensores para detecção de poluentes.

Mais informações sobre o simpósio que termina nesta terça-feira (28/8) no endereço.

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

Finep tem R$1 bi para 13 fundos para inovação

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de apoio à inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia, sinalizou investimentos em 13 novos fundos de capital voltados a empresas inovadoras. Todos são administrados por gestores especializados em garimpar bons projetos nos mais diversos setores e, juntos, pretendem investir R$ 1,8 bilhão em cerca de 130 empreendimentos.

Desse montante, R$1 bilhão viria da Finep e dos parceiros da Incubadora Inovar. O objetivo é que, por meio dos fundos, o dinheiro chegue a empresas com alto potencial de crescimento.

Neste ano, o processo de seleção dos fundos foi dividido entre a 2ª Chamada Pública do Programa Inovar Semente, voltada para seed capital, e a 8ª Chamada de Fundos Inovar Venture Capital, que pela primeira vez foi aberta também a private equity. No total, 20 propostas foram inscritas e a demanda por capital alcançou R$2,5 bilhões.

Agora, os 13 fundos selecionados entram na fase de due dilligence, espécie de auditoria realizada junto aos candidatos a receber investimentos. Somente após essa análise serão definidos aqueles que, de fato, receberão aportes.

Incubadora Inovar
Criada pela Finep em 2001, a Incubadora Inovar é um consórcio de investidores institucionais que selecionam e aplicam recursos em fundos de capital semente, venture capital e private equity. Nessas modalidades, os investidores tornam-se sócios das empresas através da compra de participações, o que significa dividir lucros e perdas.

Em seis anos, a Incubadora comprometeu R$ 600 milhões em 13 fundos, que já beneficiaram 50 empreendimentos inovadores. Além da Finep, são membros da iniciativa: o Fundo Multilateral de Investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Fumin/BID), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Banco do Brasil Investimentos (BB - BI), a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e os Fundos de Pensão dos funcionários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Fapes), do Banco do Brasil (Previ), da Petrobras (Petrops) e da Caixa Econômica Federal (Funcef).

Capital Semente
Na chamada do Programa Inovar Semente, dos cinco fundos apresentados, três foram selecionados e devem investir um total de R$ 44 milhões em 50 empresas. Cerca de R$ 18 milhões viriam da Finep. O BID/Fumin também tem interesse em investir, mas ainda não há valores definidos.

Em seis anos, o Inovar Semente aplicará R$ 300 milhões em cerca de 24 fundos de seed money, modalidade de investimento focada em apoiar empreendimentos em um estágio pré-operacional, muitas vezes ainda dentro de incubadoras e universidades.

A superintendente da Área de Investimento da Finep, Patrícia Freitas, acredita que o estímulo a empresas nascentes com alto potencial de crescimento é fundamental. “São elas que, em um futuro próximo, garantirão a manutenção de um mercado de capitais dinâmico e diversificado, além de alimentarem a indústria de venture capital”, explica.

Hoje, a Finep possui outras três propostas de fundos de capital semente em fase final de aprovação, referentes a 1ª Chamada, realizada em julho de 2006. A expectativa é que os fundos invistam R$ 30 milhões em 40 empresas, sendo metade do valor aportado pela Finep.

“Cada vez mais concentraremos esforços na indústria de capital semente. Temos 40 anos de tradição em apoiar pequenos empreendimentos de base tecnológica. É a área onde possuímos maior experiência e podemos fazer mais diferença”, afirma Patrícia. Ela acrescenta que a Finep vai utilizar em seed money a mesma energia que dispensou para estruturar e ajudar a consolidar o mercado de venture capital.

“Para isso, passaremos a realizar duas chamadas de capital semente por ano, em vez de apenas uma”, conclui.

Venture Capital e Private Equity
Apesar do foco hoje ser capital semente, o setor de venture capital não foi deixado de lado. Dos 10 fundos inscritos na 8ª Chamada Inovar, sete foram selecionados. Serão R$720 milhões dirigidos a aproximadamente 60 empresas. A expectativa dos fundos é captar R$460 milhões junto aos parceiros da Incubadora Inovar.

O venture capital beneficia empreendimentos que, embora ainda pequenos, já possuem um ciclo comercial completo. Ou seja, têm produto, canal de distribuição e clientes. Algo entre o capital semente e o private equity, esse último voltado a empresas de médio porte que ainda não estão prontas para abrir capital na bolsa de valores.

Nessa modalidade, três fundos foram selecionados entre os cinco inscritos. Ao todo, vão investir R$ 1,1 bilhão em 20 empresas, dos quais R$ 590 milhões seriam aplicados pelos parceiros Inovar.

Mais informações: (21) 2555-0615 ou pelo e-mail.

Fonte: Agência CT

Lixo high tech aumenta no ritmo das inovações

O estudante Cleber Rigotto fez, nesta semana, sua quinta troca de celular. Com um perfil high tech, como a maioria dos jovens, ele quer equipamentos tecnologicamente atualizados. Assim, os aparelhos velhos vão sendo descartados dentro de uma gaveta, até porque, como grande parte da população, não sabe o que fazer com eles. Celulares, baterias, computadores, televisores, lâmpadas, enfim, vão se tornando obsoletos e viram o e-lixo, ou seja, o lixo eletrônico.

A aquisição de bens tecnológicos mostra que o desenvolvimento econômico do País pode se transformar também em uma catástrofe ambiental já que os produtos têm substâncias tóxicas em sua composição, como chumbo, níquel, mercúrio. Só de baterias de celular, pelo menos 11 toneladas vão para o lixo ao ano. Hoje, existem mais de 40 milhões de computadores no País, 108,5 milhões de celulares e a TV digital está chegando, o que irá aumentar ainda mais o e-lixo do País.

Pelo menos 70% desse lixo eletrônico, segundo o diretor para a América Latina da TCG Brasil, empresa de reciclagem de eletrônicos, instalada em Jaguariúna, André Feldman, ainda estão dentro da casa das pessoas. O problema é grande e falta uma legislação que determine obrigações de produtores, comerciantes e usuários desses eletrônicos. Em Campinas, por exemplo, a lei municipal diz que quem vende pilhas e baterias deve ter um local apropriado para receber esses materiais usados. Fora isso, não existe mais nada. O projeto de Política Municipal de Resíduos Sólidos, que será discutido pelo Conselho de Defesa do Meio Ambiente (Comdema) na próxima reunião, é reticente. Diz que o descarte de pilhas, baterias, lâmpadas terão que ser disciplinados por legislação específica.

As lâmpadas, por exemplo, são um sério problema ambiental. O Brasil descarta anualmente 70 milhões de lâmpadas fluorescentes e as de descarga, que contêm o mercúrio metálico, substância tóxica nociva ao ser humano e ao meio ambiente. O mercúrio é um dos contaminantes mais nocivos presentes nos resíduos e no lixo gerado pela sociedade. O mal causado pela substância sobre os seres humanos é bem conhecido e o perigo de sua presença na cadeia alimentar foi largamente estudado após o acidente de Minamata, no Japão.

O técnico do Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura, Flávio Gordon, lembra que está em vigor resolução que estabelece acordo com empresas que produzem pilhas para que passem a usar em sua composição cada vez menos mercúrio e chumbo para que, cumprindo a lei, possam fazer o descarte em aterros licenciados. Em Campinas, por exemplo, o descarte não pode acontecer, porque o Aterro Delta não é licenciado.

O Ministério do Meio Ambiente, segundo informou a sua assessoria, está elaborando uma legislação propondo uma Política Nacional de Resíduos Sólidos, pela qual responsabilizará produtores, revendedores e consumidores pelo destino do lixo eletrônico. O projeto deverá estabelecer também responsabilidades do poder público sobre o descarte seguro desses produtos. A previsão é que o projeto seja enviado ao Congresso até o final do ano.

Por enquanto, vale a Resolução 257 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), que tornou lei a destinação correta de pilhas e baterias, obrigando os fabricantes, importadores, redes autorizadas de assistência técnica e comerciantes a implantarem mecanismos de coleta e de responsabilidade sobre o material tóxico que produzem. Quem não cumprir as regras poderá arcar com multa de até R$ 2 milhões.

O QUE FAZER - Onde descartar o e-lixo

Computadores
CDI Campinas - Recebe computadores doados para programas de inclusão digital. Fica na Avenida Nestor Castanheira, 80, na Vila Industrial, em Campinas. Telefones (19) 3273-0709 e 3273-0626.

Pilhas e baterias de notebook e handhelds
Usuários de produtos da HP devem preencher um formulário no endereço. No prazo de sete dias úteis, a HP enviará, pelos Correios, um envelope pré-pago para cada bateria a ser reciclada, com instruções para que a bateria usada seja enviada gratuitamente.

Pilhas
Banco Real - Todas as agências têm o Papa-Pilha

Baterias de celular
Podem ser entregues nas caixas de coleta das lojas da sua operadora ou na rede de assistência técnica autorizada do fabricante do aparelho.

Lâmpadas
A Apliquim Tecnologia Ambiental recolhe, nas empresas, o material destinado à reciclagem. A empresa fica na Avenida Irene Karcher, 1.201, em Paulínia. Telefone: (19) 3884-8140.

Fonte: Maria Teresa Costa / Agência Anhangüera

3o Workshop - Nanotecnologia Aeroespacial

Nas sessões de oferta, ICTs e redes cooperativas apresentarão linhas de pesquisa e de serviços em nanotecnologia, com boas perspectivas de se transformarem em novos processos e produtos passíveis de serem introduzidos com vantagens ao setor aeroespacial.

Nas sessões de demanda, os setores empresariais apresentarão linhas de produtos e de serviços, principais necessidades tecnológicas e a expectativa de soluções advindas da nanotecnologia.

Submissão de trabalhos (até 07/09), acadêmicos ou industriais, não está restrita a novos resultados, dentro da perspectiva de oferta e demanda.

O evento ocorrerá nos dias 2 e 3 de outubro de 2007, no Núcleo do Parque Tecnológico de São José dos Campos, São Paulo.

A Inscrição e Submissão de Trabalhos acadêmicos e industriais poderá ser feito através do endereço.

Fonte: CTA

MCT lança primeiro projeto do Programa HardwareBR

Foi lançado na última sexta-feira (24), em Florianópolis (SC), o projeto LABelectron Nucleador, o primeiro do Programa Prioritário HardwareBR, uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), apoiado pelo Comitê de Avaliação de Tecnologia da Informação (Cati).

A intenção é promover a competência nacional no desenvolvimento e produção da eletrônica de produtos com tecnologias da informação e comunicação.

Para o coordenador da área de informática da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Anderson Jorge de Souza Filho, o HarwareBR será uma importante ferramenta para estimular a indústria no desenvolvimento de projetos e produtos eletrônicos, além de promover a atualização do setor.

O LABelectron Nucleador permite promover um salto tecnológico do Labelectron, um laboratório fábrica de projeto e manufatura de placas eletrônicas em pequenas séries.

Lançado em 2002 pela Fundação Certi, em parceria com as empresas Alcatel e Megaflexsul, com apoio do governo federal e estadual, o LABelectron atendeu neste sete anos cerca de 50 empresas e atingiu a marca de 225 milhões de componentes montados em 907 mil placas eletrônicas.

O conceito de laboratório-fábrica adotado é uma inovação no Brasil. Ele permite que a infra-estrutura utilizada em atividades de P&D seja compartilhada para atendimento a demandas das empresas na manufatura de placas eletrônicas, com destaque para a prototipagem, pré-séries e pequenas séries.

O grande diferencial preconizado pelo LABelectron é a possibilidade de produção competitiva em pequenas séries, com flexibilidade e customização, atendendo às necessidades das pequenas e médias empresas que não têm demanda para produção em larga escala.

"Hoje, a tendência que se observa é a crescente diversificação e customização de produtos, o que exige uma produção em menores volumes, associada a uma maior flexibilidade e agilidade, demandando sistemas produtivos competitivos em pequenas séries", explica o Superintendente de Operação da Certi, Günther Pfeiffer.

A Ásia é hoje a maior produtora mundial de eletrônica e a principal fornecedora do Brasil. Mas Pfeiffer acredita que o País tem oportunidades em nichos específicos, como o naval, o aeroespacial, a instrumentação, além da demanda de suporte às pequenas e médias empresas nos desafios de inserirem eletrônica ou acompanharem o desenvolvimento tecnológico para manterem seus produtos no mercado.

O LABelectron Nucleador demandará investimentos da ordem de R$ 15,6 milhões em dois anos e meio. Estes recursos serão captados por meio de aportes de empresas investidoras em P&D via Lei de Informática.

Fonte: Fundação Certi

Encontro latino-americano discute Física e Inovação

Estudo publicado recentemente pela Sociedade Brasileira de Física (SBF), 'Física para um Brasil Competitivo', aponta algumas ações necessárias para tratar de um tema que não é novidade no Brasil, mas que, por décadas, foi um tabu: a necessidade de incluir a Física no setor produtivo, transferindo conhecimento do público (no caso, a academia) para o privado (entenda-se indústria, principalmente).

Para dar um impulso extra ao assunto e desmistificá-lo ainda mais, a comunidade de física latino-americana vai promover o workshop 'Física e Inovação', com início na próxima segunda-feira, dia 3 de setembro.

O evento, que será no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCT) e prossegue até o dia 5, reunirá cerca de 50 pesquisadores e empreendedores de seis países - Brasil, Colômbia, México, Chile, Argentina e Venezuela.

"Esperamos que este seja o primeiro de uma série de workshops relacionados ao tema. Com base nele, vamos avaliar qual o impacto que esse tipo de evento pode ter na comunidade e que resultados ele pode apresentar", diz o físico do CBPF e presidente do comitê local do evento, Ronald Shellard.

Shellard diz que não é muito comum, nem no Brasil, nem na América Latina, um pesquisador ir trabalhar no setor privado. Para ele, ainda há muita resistência dos físicos, por exemplo, em relação ao trabalho fora da academia.

"Muitas vezes, os físicos consideram que terminar a pós-graduação e ir trabalhar numa empresa é uma derrota profissional. No entanto, esses profissionais altamente qualificados são muito importantes para o desenvolvimento tecnológico do país", defende.

Assim, um dos objetivos do encontro é apresentar relatos de iniciativas bem-sucedidas em promover a integração da física com o setor produtivo, principalmente na área de inovação.

Segundo Shellard, o evento acompanha uma tendência que vem se fortalecendo na comunidade de Física no Brasil. "Resolvemos trazer essa preocupação para a comunidade latino-americana. Ainda não sabemos exatamente como é, nesse aspecto, a situação lá fora. Queremos trocar idéias sobre experiências relativas ao tema realizadas em outros lugares", diz o físico, que é vice-diretor do CBPF.

O encontro está vinculado à iniciativa do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) montado recentemente pelo CBPF, Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC/MCT) e Observatório Nacional (ON/MCT).

O workshop 'Física e Inovação' conta com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), Centro Latino-Americano de Física (CLAF), Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e do CBPF.

Mais informações com Márcia Reis, no tel.: (55)(21)2141-7260, ou pelo e-mail.

Fonte: Gestão CT

Espírito Santo implanta núcleo de inovação tecnológica

A implantação do espaço é resultado de uma articulação da Fundação de Apoio à C&T (Fapes) com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), o Instituto Capixaba de Pesquisa e Extensão Rural (Incaper) e o Centro Federal Tecnológico do Espírito Santo (Cefet/ES).

A idéia é gerar inovação tecnológica no setor produtivo capixaba e proporcionar oportunidades para que as empresas contem com o apoio dos pesquisadores na criação de novos produtos, processos e serviços.

O Nites funcionará na Pró-Reitora de Pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Para sua implantação está orçado um investimento da ordem de R$ 430 mil, sendo R$ 120 mil da Fapes e R$ 210 mil da Financiadora de estudos e Projetos (Finep/MCT).

Além disso, o Nites também contará com a participação do Movimento Espírito Santo em Ação e da Findes, que alinharão a demanda do setor produtivo capixaba com os serviços oferecidos pelo Núcleo.

De acordo com o gerente de inovação tecnológica da Fapes, Marcos Adolfo Ferrari, a criação do Nites atende à Lei de Inovação nº 10973, regulamentada pelo Decreto nº 5563, que dispõe sobre incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo, por meio da interação de empresas com órgãos ou entidades públicas que tenham por missão institucional executar atividades de pesquisa básica ou aplicada, de caráter científico ou tecnológico.

“No Espírito Santo, a Fapes tem induzido e apoiado a criação de um NIT capixaba que seja fruto da cooperação entre essas entidades e vem cumprindo seu papel institucional de articuladora e de fomentadora do desenvolvimento científico e tecnológico local. Além disso, tem trabalhado no sentido de aproximar essas entidades com um objetivo maior, ou seja, o desenvolvimento econômico e social do estado”, explicou Ferrari.

Fonte: Agência CT

Vitória já tem sua rede metropolitana, a Metrovix

A rede metropolitana de Vitória (Metrovix) foi inaugurada nesta segunda-feira (27), em cerimônia no teatro da Universidade Federal do Espírito Santos (Ufes). O evento contou com a presença do governador do estado, Paulo Hartung, e do reitor da Ufes, Rubens Sergio Rasseli.

Com 52 km de extensão, a Metrovix conecta oito instituições, facilitando e ampliando a divulgação de estudos científicos, a integração entre universidades e unidades de pesquisa e a troca de informações que exijam grande largura de banda. Na prática, a rede está operacional desde o último dia 23, com a iluminação da fibra do anel óptico da rede.

Desenvolvido e executado pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o projeto da Metrovix faz parte da iniciativa Redes Comunitárias de Ensino e Pesquisa (Redecomep). O objetivo da Redecomep é implantar redes ópticas metropolitanas, de alta velocidade, em todo o país, ampliando a capacidade e a qualidade das conexões da comunidade acadêmica à rede Ipê, backbone da RNP.

Além do investimento de R$ 1,1 milhão feito pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a Metrovix conta com R$ 492 mil da prefeitura de Vitória. Um acordo com a Escelsa, concessionária de energia elétrica do Espírito Santo, permitiu o uso da infra-estrutura de postes da companhia para lançamento dos cabos ópticos da Metrovix.

Participam da rede vitoriense, a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), o Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo (Cefet-ES), o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Inacaper), a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Espírito Santo, o Museu Solar Monjardim, o Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Vitória, a Escola Superior em Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (Emescan) e a Prefeitura de Vitória.

Fonte: Agência CT