sábado, 25 de agosto de 2007

Imunidade inata como estratégia no desenvolvimento de novas drogas

“A imunidade inata pode ser usada como estratégia no desenvolvimento de novas drogas para o tratamento de diversas doenças.” A afirmação é do imunologista Abul Abbas, professor da Universidade da Califórnia em São Francisco, nos Estados Unidos.

De acordo com Abbas, a imunidade inata é a primeira reação de defesa do organismo. A proteção mais forte contra os agentes patógenos é dada pelos linfócitos, mas essa reação demora entre quatro e cinco dias para ocorrer.

“Se não fosse a ação de células como os fagócitos, que são as primeiras a reagir contra a entrada de micróbios, não sobreviveríamos”, explicou o pesquisador no 13º Congresso Internacional de Imunologia, no Rio de Janeiro.

Segundo o autor do livro Imunologia Básica, um dos mais conhecidos títulos na área, o maior avanço alcançado na imunologia é a capacidade atual de transformar pesquisa básica em tratamento. Por conta disso, ele considera que os cientistas devem ficar abertos a todas as possibilidades em se tratando do desenvolvimento de novos medicamentos.

“Ainda não existem drogas que trabalhem no sentido de melhorar a resposta de fagócitos ou de linfócitos, mas temos de pensar que a indução da resposta inata poderia nos livrar de diversas doenças”, disse.

A imunidade inata consiste em mecanismos que existem antes de a infecção ocorrer, capazes de dar rápidas respostas aos micróbios e reagir essencialmente do mesmo modo em relação às infecções repetidas.

As células envolvidas nessa linha inicial de defesa são as primeiras a serem ativadas contra um vírus ou uma bactéria. Quando esses microrganismos se tornam mais agressivos, precisa-se de uma resposta mais forte. É quando os linfócitos são “chamados”. “A imunidade adquirida, composta pelos linfócitos, é mais forte, porém mais lenta”, disse Abbas.

Segundo o cientista, entre os componentes principais da imunidade inata estão as barreiras físicas e químicas, tais como: epitélios e substâncias antimicrobianas produzidas nas superfícies epiteliais; células fagocíticas e células matadoras naturais (as chamadas natural killers); proteínas do sangue – incluindo as que fazem parte do sistema complemento, produzidas no fígado – e outros mediadores da inflamação; além de proteínas chamadas citocinas, que regulam e coordenam muitas das atividades das células da imunidade inata.

“Se uma droga for desenvolvida levando em conta esse princípio, estimulando essa primeira resposta de defesa, o sistema imunológico poderia estar livre de diversas infecções”, afirmou Abbas.

Fonte: Washington Castilhos / Agência Fapesp

Metrópoles precisam reduzir consumo de energia

As maiores cidades do mundo precisam se unir para diminuir, com urgência, o uso de energia nas áreas urbanas, de acordo com o norte-americano Ira Magaziner, diretor da Iniciativa de Mudanças Climáticas da Fundação Clinton.

Na palestra de abertura da 6ª Conferência Municipal de Produção Mais Limpa de São Paulo, realizada nesta quarta-feira (22/8), Magaziner destacou que as cidades são responsáveis por 75% da energia consumida no planeta e que, nas 40 maiores metrópoles, de 35% a 50% da energia é desperdiçada por ineficiência das edificações.

“É importante que países como Estados Unidos, China e Austrália mudem de posição e ratifiquem o Protocolo de Kyoto, mas um compromisso de redução de emissões não resolverá o problema do aquecimento global se não começarmos a mudar nossos padrões de eficiência energética”, disse Magaziner, que foi por seis anos conselheiro para desenvolvimento de políticas da presidência norte-americana durante o governo Bill Clinton.

De acordo com Magaziner, nas 40 maiores cidades do planeta, de 35% a 50% do total de energia consumida pelos edifícios é gasta com ar-condicionado e com luzes ligadas sem necessidade.

“As cidades são tremendamente ineficientes e lutar contra isso requer vontade política e organização prática. Além da energia elétrica, os sistemas de água também têm perdas de 35% com vazamentos, inclusive em cidades como Londres ou Paris”, afirmou.

União das megacidades
Ira Magaziner lembrou que São Paulo faz parte do Grupo de Liderança Climática das Grandes Cidades, conhecido como C-40. Criado no fim de 2005, o grupo reúne as 40 maiores cidades do mundo com o objetivo de unir forças para combater o aquecimento global.

Em 2006, o C-40 fechou parceria com a Fundação Clinton, que se encarregou de assessorar uma série de ações visando a acelerar as reduções de emissões de gases de efeito estufa. Hoje, metade da população mundial vive em cidades.

“Essa cooperação é fundamental. Lançamos um programa de eficiência energética em edifícios. Estimulamos a criação, pelas cidades, de códigos de construção que só permitam novas edificações dentro de padrões de eficiência energética”, disse.

Mas, de acordo com Magaziner, não basta limitar a eficiência aos prédios novos: é fundamental uma ação retroativa nos prédios antigos, incentivando mudanças que melhorem a iluminação e ventilação naturais e automatizem sistemas de ar-condicionado e de iluminação.

“Procuramos garantir ao proprietário dos prédios um retorno financeiro com base na melhor performance energética do edifício. Para isso, estabelecemos parcerias com alguns dos maiores bancos e empresas de energia. Os proprietários são estimulados a aderir quando não precisam investir do próprio bolso, por isso o programa é sustentável”, afirmou.

Necessidade de adaptação
Também presente na abertura da Conferência Municipal de Produção Mais Limpa, o meteorologista Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, foi categórico ao afirmar que não é mais possível reverter o aquecimento global.

“Podemos reduzir seu impacto a ponto de evitar uma catástrofe se conseguirmos, com grande esforço, reduzir de 60% a 70% das emissões globais. No cenário mais otimista, podemos estabilizar o aquecimento entre 2ºC e 3ºC”, disse.

Para Nobre, a melhora da eficiência energética poderá reduzir, no máximo, 10% das emissões. “Temos que reduzir emissões, mas é ainda mais importante, no Brasil, saber o que fazer para nos adaptarmos às mudanças climáticas que virão. Este é um país desigual, com altos índices de pobreza e que, por isso, está entre os mais vulneráveis às mudanças, principalmente nas grandes cidades”, disse.

Segundo Nobre, o Brasil poderá vir a ser uma potência ambiental. “Para isso, a cidade de São Paulo deve dar o exemplo e liderar o processo, tornando-se uma das megacidades com menor emissão per capita do mundo, ao mesmo tempo que aumenta a capacidade de adaptação de seus habitantes às mudanças climáticas”, destacou.

Para reduzir as emissões urbanas, Nobre recomenda também a redução de densidade de construções, a mudança de altitude das edificações, o aumento de ventilação natural nos prédios, a criação de sombras na cidade – com mais árvores e vegetação – e o uso de materiais de alto poder de reflexão nas edificações.

“Será preciso ainda fazer restrições ao tráfego de veículos e melhorar a infra-estrutura de recursos hídricos, reduzindo vazamentos e criando sistemas de aviso de risco de enchentes e deslizamentos. Mas, para nos adaptarmos às mudanças, será fundamental que tenhamos investimentos em estudos sobre as vulnerabilidades”, afirmou.

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

1ª edição do Prêmio Meio Ambiente marca os 20 anos da Febramec

Para marcar os 20 anos de realização da Febramec, o evento conta com a primeira edição do Prêmio Febramec Meio Ambiente, destacando projetos ambientais implementados por empresas do setor metal-mecânico no Brasil. “Esta edição tem como diferencial o Prêmio Febramec Meio Ambiente, uma forma de dar visibilidade à modernização do setor, que têm adotado os conceitos de ecoeficiência e gestão ambiental”, destaca Lélis da Cunha, promotor do evento.

Os vencedores do primeiro Prêmio Febramec Meio Ambiente foram: na categoria de empresas de grande porte, conquistaram o prêmio a Randon, de Caxias do Sul (RS), pelo projeto no segmento de água e efluentes, e a Dana Indústrias, de Gravataí (RS), pelo trabalho na área de matérias-primas e resíduos sólidos.

Na categoria de empresas de médio porte, a vencedora foi a Rexam, de Brasília (DF), por seus projetos nas áreas de efluentes, resíduos sólidos, energia e emissões atmosféricas. Também é dela o Troféu Destaque, destinado à empresa que apresentou os melhores resultados.

Os projetos inscritos foram avaliados por uma comissão técnica coordenada pelo Centro Nacional de Tecnologias Limpas (Senai/ CNTL/ Unido/ Unep).

Fonte:Febramec

Mast lança coletânea que traça panorama da física brasileira

Fruto de um ciclo de conferências sobre a história da física no Brasil realizado no Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast/MCT) em 1999, no Rio de Janeiro, o livro “Mast Colloquia – Memória da Física” será lançado na próxima terça-feira (28), em solenidade no Espaço Cultural Finep, no bairro do Flamengo.

O evento também terá uma homenagem ao físico José Leite Lopes, falecido no ano passado, e que é um dos personagens mais ilustres dessa história.

O filósofo e historiador da ciência Michel Paty, diretor de pesquisa emérito do CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique), da França, apresentará um pouco da história desse pesquisador, que atuou no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCT) e foi o primeiro diretor do Instituto de Física da UFRJ.

O físico Fernando Souza Barros (IF/UFRJ), que assina a apresentação do livro, por sua vez, irá traçar um panorama da história desta ciência no país.

Ao final das apresentações haverá a exibição do filme “Leite Lopes: um coração e suas razões” sobre a vida do professor Leite Lopes, dirigido pela pesquisadora Ana Maria Ribeiro de Andrade.

Com o Mast, neste evento, estão a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCT), o Instituto de Física da UFRJ e a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj), co-patrocinadora dos trabalhos que resultaram no livro.

Estarão presentes à mesa de abertura, os dirigentes destas instituições, além dos vários conferencistas, cujos trabalhos estão reunidos no volume.

O evento ocorre no Espaço Cultural Finep localizado na Praia do Flamengo, 200, Rio de Janeiro (RJ)

Mais informações com a Assessoria de Comunicação do Mast nos tels. (21) 2589-4965 ou (21) 2580-7010 ramal: 207 (falar com Justo D’ávila / Paula Estrella)

Fonte: Agência CT

Encontro dos Institutos de Pesquisa Científica do Estado de São Paulo

O Encontro dos Institutos de Pesquisa Científica do Estado de São Paulo será realizado no dia 11 de setembro, no Instituto Biológico, em São Paulo. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até 26 de agosto.

A programação do evento, promovido pela Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), terá a conferência “A FAPESP e os Institutos de Pesquisa Científica do Estado de São Paulo”, proferida pelo diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz.

“Ética & Pesquisa”, “Captação de recursos e gestão de projetos”, “Produção de biocombustível: cenário atual e perspectivas para o futuro”, “Ponto de vista econômico: custo benefício para o Brasil” e “Impactos na saúde humana e no meio ambiente” serão outros assuntos em debate.

Mais informações no endereço.

Fonte: Agência Fapesp

Psicólogo ganha espaço on-line

Como parte das comemorações do Dia do Psicólogo (27 de agosto), o Ministério da Saúde e o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme) lançaram, na terça-feira (21/8), em evento na sede do Conselho Regional de Psicologia da 6ª Região, na capital paulista, a primeira Estação Biblioteca Virtual em Saúde – Psicologia.

Na Estação BVS–Psi, profissionais de psicologia poderão ter acesso monitorado e gratuito às informações acadêmicas e científicas disponíveis na Biblioteca Virtual em Saúde e na Biblioteca Virtual em Saúde – Psicologia, esta última coordenada pela biblioteca do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP).

As duas bibliotecas eletrônicas são referência internacional no fornecimento de informações sobre psicologia publicadas em revistas, teses, livros e outros tipos de documentos. A segunda Estação BVS–Psi foi instalada na quinta-feira (23/8), em Salvador, na sede do Conselho Regional de Psicologia da 3ª Região, que compreende os estados da Bahia e Sergipe.

Segundo os responsáveis pela iniciativa, o objetivo é possibilitar a atualização profissional e garantir maior acesso de psicólogos às fontes de informação na internet, além de contribuir para o avanço da pesquisa na área no Brasil e em países da América Latina.

“O diferencial da estação, que será implementada em pontos estratégicos com acesso à internet em todo o país, é que, além dos computadores, sempre haverá um profissional de plantão para orientar psicólogos a fazer buscas nas bases de dados”, explicou André Serradas, vice-coordenador da BVS–Psi.

“Apesar de as informações das bibliotecas estarem disponíveis em um site, seu acesso requer um aprendizado específico. A idéia do projeto é capacitar os profissionais a fazer levantamentos bibliográficos mais efetivos e refinados”, afirmou.

O projeto deverá potencializar os conselhos regionais de psicologia como pólos de comunicação da Rede Biblioteca Virtual em Saúde no Brasil. “A meta é implementarmos, até o fim de 2008, estações em todas as 16 regiões dos conselhos de psicologia no país e também em algumas universidades, principalmente no Norte e Nordeste, que são as mais carentes de acesso às informações sobre a área”, disse Serradas.

Mais informações no endereço.

Fonte: Agência Fapesp

Manejo da Agrobiodiversidade é tema de seminário em Montes Claros

Entre os dias 22 e 24 de agosto, Montes Claros/MG sedia o “Seminário sobre Legislação Aplicada ao Manejo da Agrobiodiversidade”. A idéia é promover um amplo debate entre advogados, pesquisadores, técnicos e lideranças de movimentos sociais na busca por caminhos comuns que levem ao desenvolvimento sustentável da agrobiodiversidade.

Organizado pela Embrapa Cerrados (Brasília/DF), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o seminário conta com a parceria do Centro de Agricultura Alternativa – Montes Claros/MG (CAA) e da Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab), além do apoio do Instituto Agronômico per l’Otramare (IAO), patrocinador do Programa Biodiversidade Brasil Itália.

Durante o encontro, o Tratado da FAO e leis como a Lei de Acesso, a Lei de Propriedade Intelectual e a Lei de Sementes serão debatidos no que diz respeito ao Manejo da Agrobiodiversidade.

“As diretrizes políticas dos movimentos sociais, bem como a falta de um entendimento maior sobre conceitos como agrobiodiversidade, têm gerado tensões nas relações entre instituições de pesquisas e comunidades de agricultores familiares”, afirma o pesquisador da Embrapa Altair Toledo Machado. O pesquisador ressalta ainda que enorme desconforto entre os diferentes atores surgem em decorrência das diferentes interpretações jurídicas.

As palestras ocorrem no dia 22 de agosto, quando Altair Machado aborda a agrobiodiversidade e suas implicações jurídicas. Já os dias 23 e 24 estão reservados para o debate entre representantes dos movimentos sociais e das instituições presentes.

O Seminário sobre Legislação Aplicada ao Manejo da Agrobiodiversidade ocorre no Hotel Dimas Lessa - Montes Claros/MG.

Programação
Dia 22 de agosto:
8:30h - Altair Toledo Machado, pesquisador da Embrapa Cerrados, apresenta palestra sobre agrobiodiversidade e suas implicações jurídicas.

10h30 - Simone Ferreira, advogada e consultora do Programa Biodiversidade Brasil Itália, profere palestra sobre a Convenção da Diversidade Biológica e a Lei de Acesso.

12h - Rogério Magalhães, advogado (CDS/UnB), fará uma exposição sobre Lei de Acesso versus Troca de Sementes.

14h - Anderson Santos, advogado da Concrab e pós-graduando pela Universidade Estadual de Campinas, aborda leis de Propriedade Intelectual.

16h30 - Juliana Santilli, promotora do Ministério Público, fala sobre o Tratado da FAO e legislação aplicada à agrobiodiversidade.

Dias 23 e 24:
Debate entre representantes dos movimentos sociais e instituições presentes.

Maiores informações pelo e-mail. ou pelo telefone (61) 3448-4015

Fonte: Luciana Azevêdo / Embrapa

11ª Conferência Internacional em Poluição Difusa

A 11ª Conferência Internacional em Poluição Difusa ocorrerá de 26 a 31 de agosto, em Belo Horizonte, simultaneamente à 1ª Reunião do Grupo de Especialistas em Poluição Difusa e Drenagem Urbana.

A promoção é da Associação Internacional da Água (IWA, na sigla em inglês).

O objetivo é reunir pesquisadores, estudantes e empresários da área de engenharia ambiental e de recursos hídricos, provenientes do Brasil e do exterior, para discutir e apresentar novas técnicas de diagnósticos das causas das poluições difusas na água e no solo.

Entre os temas a serem debatidos estão “Impacto das atividades agriculturais”, “Estratégias para o controle de poluição difusa”, “Qualidade de água dos rios, dos lagos e dos reservatórios” e “Poluentes emitidos por sistemas de drenagem urbanos e por seus impactos”.

Mais informações no endereço.


Fonte: Agência Fapesp

Portal E-books é lançado em São Paulo

O Consórcio Cruesp Bibliotecas, mantido pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo e que reúne os gerenciadores dos três sistemas de bibliotecas, da Universidade de São Paulo, da Universidade Estadual Paulista e da Universidade Estadual de Campinas, lançou, nesta quarta-feira (22/8), em cerimônia no auditório da Biblioteca Central da Unicamp, o Portal E-books.

A plataforma estréia com um acervo de 188 mil livros eletrônicos adquiridos com apoio da FAPESP no âmbito do programa FAP-Livros. Calcula-se que cerca de 250 mil usuários das três instituições de ensino e pesquisa, entre docentes, pesquisadores, alunos e funcionários, serão beneficiados.

As obras estão divididas em sete coleções e englobam todas as áreas do conhecimento, desde física, química e biologia até medicina, educação, música ou administração, passando pelas engenharias e ciências ambientais e sociais. O acervo inclui ainda obras raras da coleção Eighteenth Century Collections Online, que conta com títulos do século 18 da Biblioteca Britânica, incluindo mapas e manuscritos.

“O acesso aos e-books é restrito aos usuários de qualquer unidade em todos os campi das três universidades, mas pesquisadores de todo o país também podem se dirigir até os terminais cadastrados para consultar as obras, da mesma forma que em uma biblioteca não-eletrônica”, disse Adriana Ferrari, diretora técnica do Sistema Integrado de Bibliotecas (Sibi) da USP, que abriga coleções de 42 unidades de ensino da universidade.

Apenas pesquisadores das três universidades poderão consultar os conteúdos a partir de computadores em suas residências por meio de rede VPN, que permite acesso livre de qualquer ponto do país a usuários cadastrados. O portal disponibiliza a consulta livre dos textos, mas não é permitida a cópia completa da obra, por conta dos direitos autorais dos autores.

“Ao se cadastrar no sistema, o usuário pode salvar partes da obra para imprimir cópias ou ler na tela do computador. Isso segue os padrões das bibliotecas convencionais uma vez que, em tese, não é permitido por lei pegar um livro na estante de uma biblioteca e fotocopiá-lo integralmente”, explicou Adriana.

Os livros eletrônicos podem ser encontrados por meio dos catálogos de cada editora do portal, ou por meio do Unibibliweb, interface de busca unificada que proporciona o acesso simultâneo aos três bancos de dados bibliográficos (Dedalus/USP, Acervus/Unicamp e Athena/Unesp) e que inclui periódicos científicos e teses e dissertações digitais. Os títulos são encontrados em português, espanhol ou inglês.

Entre as vantagens da consulta virtual em relação ao acervo das bibliotecas convencionais estão a possibilidade de acesso simultâneo a um mesmo livro por diferentes alunos, a busca integrada nos três sistemas de bibliotecas e o fato de a obra poder ser consultada de qualquer computador instalado nas instituições.

“Por mais prazerosa que seja a consulta de um livro na biblioteca, na era digital as pessoas estão cada vez mais em busca de dados bibliográficos para seus estudos por meio de um computador, seja na internet ou em acervos particulares. Com os e-books, os usuários terão acesso aos livros 24 horas por dia e sem fila de espera, permitindo que as consultas instantâneas dêem mais agilidade aos projetos de pesquisa”, destacou Adriana.

Fonte: Agência Fapesp