sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Recursos de cooperação técnica entre MCT e MS devem ultrapassar 500 milhões

Dar continuidade a um termo de cooperação e assistência técnica para o fomento à pesquisa e desenvolvimento tecnológico e inovação em saúde foi o objetivo do encontro, hoje (23), entre os ministros da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e da Saúde, José Gomes Temporão.


A cooperação, que teve inicio em 2004, será prorrogada por mais cinco anos. Na primeira fase do acordo foram investidos mais de R$ 367 milhões.

Desse total, cerca de R$ 220 milhões foram repassados por meio de editais ou chamadas ou encomendas públicas lançadas pelas agências de fomento do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) - o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) -, com recursos do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (SCTIE).

Além de aproximadamente R$ 150 milhões oriundos de parcerias com as Fundações de Amparo e Pesquisa (FAPs) dos estados. A estimativa de recursos para os próximos quatro anos é de cerca de R$ 500 milhões.

"A expectativa é passarmos deste patamar, conforme forem aumentando os recursos dos Fundos Setoriais", afirmou Rezende.

Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, a Pasta tem concentrado esforços no intuito de buscar a articulação e a integração com os diversos ministérios setoriais.

"Temos a capacidade de articular com os diversos fundos setoriais. Neste ano, só o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) já arrecadou cerca de R$ 1,6 bilhões, recursos que podem ser investidos nas políticas definidas por esses ministérios. O nosso grande desafio, hoje, é transformar a ciência e a tecnologia na riqueza do País; a competência nós já temos, precisamos fazer isso chegar na ponta produtiva", ressaltou.

Participaram da mesa de solenidade os secretários executivos do MCT e da Saúde, Luiz Antonio Rodrigues Elias e Márcia Bassit, respectivamente, o secretário da SCTIE, Reinaldo Guimarães, e o presidente do CNPq Marco Antonio Zago.

Veja mais: Ministérios da Ciência e Tecnologia e da Saúde desenvolvem pesquisas em saúde

Fonte: Rachel Mortari / Agência CT

Desafios para tornar as terapias com células-tronco realidade

O Instituto do Coração (InCor) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) promoverá, no dia 25 de agosto, em São Paulo, o Simpósio internacional Desafios para tornar as terapias com células-tronco realidade – Segunda avaliação crítica.

“Embryonic Stem Cell software to differentiation, can we play it?” e “Embryonic Stem Cell harnessing & wiring, are we there yet?” serão os dois tópicos em discussão no evento, que contará com conferência de abertura proferida pelo médico José Eduardo Krieger, professor do Departamento de Clínica Médica da FMUSP e conselheiro da FAPESP.

Mais informações no endereço ou telefone (11) 3069-5579

Fonte: Agência Fapesp

Inpa realiza estudo inédito com peixes-bois

Bio-logging. Esse é o nome do aparelho usado por pesquisadores do Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) e da Universidade de Tóquio (Japão) em um estudo comportamental inédito com os peixes-bois (Trichechus inunguis).

O experimento, que começou no sábado (18), tem a duração de dez dias, e estão sendo usados 12 peixes-bois, em grupos de três.

A atividade faz parte do projeto-piloto 'Pesquisa do Comportamento de Mergulho do Peixe-boi da Amazônia', que se propõe a monitorar esses mamíferos para obter dados sobre a velocidade de deslocamento, profundidade e o ângulo do corpo no momento do mergulho e durante os diferentes comportamentos.

Segundo a coordenadora do LMA, Vera da Silva, é a primeira vez que esse tipo de equipamento é usado em um mamífero de água doce. “Estamos com grandes expectativas com os resultados dessa experiência. Se tudo der certo, pretendemos usar o bio-logging nos animais que serão reitroduzidos na natureza”, afirmou.

Isto porque existe a possibilidade de dois animais, que estão nos tanques do LMA/Inpa, serem soltos em fevereiro de 2008, por meio da parceria entre o Inpa o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ).

Equipamento
O bio-logging ou registro de informações é um sistema digital desenvolvido pela equipe do professor Noboyuki Miyazaki do Instituto de Pesquisa Oceanográfica da Universidade de Tóquio para observar o comportamento de animais aquáticos, como focas, pingüins, tartarugas, salmões, entre outros, do Ártico à Antártica.

O aparelho fica preso ao corpo do peixe-boi por um cinto, durante vinte e quatro horas registrando dados a cada segundo. O peso do bio-logging, na água, é quase zero, pois ambos possuem a mesma densidade. O uso do aparelho no estudo com os peixes-boi servirá para descobrir as diferenças no mecanismo de flutuação entre as espécies da água doce e do mar.

Miyazaki fará, no Inpa, o seminário 'Nova abordagem para o estudo detalhado do comportamento de mergulho em animais aquáticos usando um sistema avançado: Bio-Logging', na segunda-feira (27), às 10h30 no auditório da Coordenação de Pesquisas em Biologia Aquática (CPBA).


Fonte: Gestão CT

Dificuldades para uma gravidez bem sucedida

Pode ser muito mais difícil para uma mulher ter uma gravidez bem-sucedida do que se imagina, de acordo com especialistas reunidos no 13º Congresso Internacional de Imunologia, que está sendo realizado no Rio de Janeiro pela Sociedade Brasileira de Imunologia até sábado (25/8).

No Brasil, cerca de 5% dos casais que querem ter filhos sofrem de problemas de infertilidade e apenas de 35% a 45% obtêm sucesso no tratamento de reprodução assistida, segundo dados apresentados pela médica Sílvia Daher, professora do Departamento de Obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A pré-eclampsia – hipertensão durante a gestação – ocorre em 10% dos casos de gravidez no país, enquanto que de 10% a 20% dos casos de gravidez acabam em partos prematuros e 1% das mulheres grávidas têm gestação ectópica, ou seja, como não conseguem criar ambiente no útero, a gestação acaba acontecendo fora dele. O chamado aborto de repetição – que acontece espontaneamente mais de três vezes consecutivas durante o primeiro trimestre de gravidez – é registrado em 0,5% dos casos.

“São patologias da gravidez, muitas vezes relacionadas a causas imunológicas. Porém, existem testes que ajudam a definir o perfil imunológico da mulher e detectam o que pode favorecer o aparecimento de uma patologia”, afirmou Sílvia.

Segundo ela, em muitos casos não se consegue diagnosticar a causa de uma dessas doenças. "É isso que nos leva a pensar em comprometimento imunológico. Existem, por exemplo, reações auto-imunes, quando a mulher acaba reagindo contra ela mesma. É o que pode causar abortos de repetição", explica a pesquisadora. Outra causa estudada atualmente é a reação alo-imune, quando a mulher responde inadequadamente ao feto.

São fatores que podem gerar infertilidade ou um aborto espontâneo de repetição. No entanto, destaca a imunologista, existem estratégias para resolver esses problemas, como a transfusão de linfócitos paternos, tratamento controverso permitido apenas em alguns países.

“O problema desse tratamento é que o feto tem antígenos paternos, que são a marca do pai. Então, a mulher precisa estar com o sistema imunológico bem equilibrado para poder perceber a diferença e fazer a resposta imune sem abortar”, disse Sílvia.

O papel do pai
Há casais que não conseguem engravidar, mesmo apresentando todas as condições ideais para isso, mas que acabam tendo filhos com outros parceiros. “São casos de pessoas que não combinam geneticamente. Podem até fazer fertilização in vitro, mas a mulher não engravida. É porque ela não consegue implantar o embrião”, disse Sílvia.

Nesses casos, de acordo com a professora da Unifesp, a mulher pode estar com baixa quantidade de HLA-G, antígeno importante na gestação, que, se produzido em pouca quantidade, faz com que a mulher não consiga implantar.

“Muitos fatores influenciam o bom andamento de uma gravidez. Não se deve esquecer que o fator paterno também é importante nesse processo. Mas, ao contrário do que muitos pensam, não é somente o número de espermatozóides que se deve levar em conta. Tanto para a mulher quanto para o homem são importantes as citocinas, que são marcadores que também devem estar presentes no líquido seminal, para que não haja falha na implantação, o que gera a infertilidade”, explicou Sílvia, lembrando que existem testes que identificam esses marcadores genéticos e revelam que quem tem um determinado gene poderá ter mais chances de apresentar uma determinada doença.

Fonte: Washington Castilhos / Agência Fapesp

Haddad apresenta parcerias público-privadas para delegação americana

O ministro da Educação, Fernando Haddad, participou nesta quarta-feira, 22, em São Paulo, do primeiro encontro com a ministra da Educação dos Estados Unidos, Margaret Spellings, durante visita que ela e uma delegação de reitores de universidades americanas fazem ao Brasil nesta semana. Na pauta, uma apresentação de Haddad sobre as parcerias público-privadas em educação, para empresários, reitores brasileiros e americanos e formadores de opinião.

Na sua fala, o ministro destacou a Lei de Incentivo Fiscal à Pesquisa — que será lançada na primeira quinzena de setembro — e o aumento da produção científica brasileira, que está em descompasso com os indicadores do registro de patentes no Brasil. Para fazer esse comparativo, o ministro mostrou o aumento de 1,5% para 2% na participação brasileira na produção científica mundial — o que é um grande avanço, já que Estados Unidos e Japão, dois gigantes do setor, respondem por 5% da produção mundial. “Hoje, o Brasil é o 15° país no ranking da produção científica, mas estamos fazendo um grande esforço para alcançar resultados ainda melhores”, afirmou. Por outro lado, o indicador de registro de patentes mostra que o país tem apenas 0,5% no bolo global.

Incentivo — Com a Lei de Incentivo Fiscal à Pesquisa, as universidades enviarão projetos desenvolvidos em seus campi a uma comissão tripartite, formada pelos ministérios da Educação, Indústria e Comércio e Ciência e Tecnologia. Os projetos aprovados farão parte de um catálogo que será distribuído à iniciativa privada.

As empresas que se interessarem por projetos do catálogo poderão doar entre 17% e 85% do valor do plano — e terão essa doação abatida de impostos (Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido — CSLL). Essa porcentagem doada será convertida para a universidade em participação na propriedade intelectual do projeto, e o que faltar para 100% vai se tornar propriedade intelectual da empresa.

Por exemplo: para um projeto aprovado pela comissão tripartite no valor de R$ 100 mil, uma empresa doa R$ 75 mil, 75% da patente será da universidade que gerou o projeto, e os outros 25% da propriedade intelectual serão da empresa que doou os recursos.

A publicação do edital da Lei de Incentivo Fiscal à Pesquisa está prevista para a primeira quinzena de setembro. Para o ministro da Educação, “a lei vai desencavar tesouros que esperam para ser descobertos dentro das universidades, incentivar o aumento da produção científica no país e, ao mesmo tempo, evitar interferências prejudiciais do mercado nas universidades”, explicou.

O ministro Haddad falou aos empresários e reitores sobre a responsabilidade social das parcerias público-privadas em educação. Ele comparou o sucesso de empresas com programas voltados para a área social, que geram grande interesse e ações de outras empresas, com o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), lançado em abril deste ano. “Entendemos que eficiência e eficácia não são mais suficientes nas ações de desenvolvimento da educação no país — temos que nos preocupar com a efetividade dos gastos em educação”, disse.

Aproveitando a presença da ministra Margaret Spellings, Haddad traçou também um paralelo entre o PDE e o programa americano No Child Left Behind (nenhuma criança será esquecida). O ministro afirmou que, com o PDE, o Ministério da Educação vai garantir o direito à educação a todos os brasileiros, principalmente àqueles nos setores historicamente mais prejudicados da população.

“Há um horizonte novo a ser desbravado — com riscos, como sempre acontece quando as oportunidades estão abertas — mas, efetivamente, com ênfase na qualidade e eqüidade de nossos cidadãos. São novos ingredientes para gerar a emancipação e a autonomia dos indivíduos.” Para Haddad, ações como as do PDE são para uma geração, não de um governo, partido ou parcela da sociedade. “É uma mudança profunda de cultura, é zelarmos pela educação tanto quanto zelamos pela democracia e pelas instituições democráticas”, afirmou o ministro.

Nesta quinta-feira, 23, a delegação americana estará em Brasília, onde anunciará acordo para expansão de um programa de bolsas de estudos em centros comunitários americanos para alunos de centros federais de educação profissional e tecnológica (Cefets). Com o acordo, o número de alunos participantes deve quadruplicar, indo de 12 para 50 ainda neste ano. (Luciana Yonekawa, da Assessoria de Comunicação do MEC)

Fonte: Capes

Econergy International adquire projeto eólico no Piauí

A Econergy estima que o projeto gerará aproximadamente 61.000 MWh por ano e que o custo de capital será de aproximadamente $50 milhões. Um Contrato de Compra e Venda de Energia (CCVE) já está em vigência com a Eletrobrás, por um período de 20 anos com uma tarifa inicial de aproximadamente $114 por MWh. Espera-se que o projeto entre em operação comercial até janeiro de 2009.

Com o acréscimo de Pedra do Sal, a Econergy International tem três projetos em construção e um em operação no país. Quando em funcionamento, a geração total desses quatro projetos será de mais de um milhão de megawatts hora. Junto com projetos em desenvolvimento, a companhia mantém a meta de entregar 1.4 milhão de megawatt hora bruto em 2009.

“Essa aquisição marca nosso terceiro projeto de energia renovável em construção no Brasil. Este é outro marco significativo para a Econergy International, tanto como empreendedora de energia eólica nas Américas, quanto, mais especificamente, como empreendedora de um projeto de energia renovável no Brasil”, disse Tom Stoner, executivo da Econergy.

De acordo com Pedro Angelo Vial, da Wobben Windpower, Pedra do Sal é o primeiro projeto no Brasil a utilizar a turbina eólica E-44 da Enercon, feita no Brasil, e projetada para operar em regiões onde prevalecem ventos fortes.

Além de desenvolver projetos de energia renovável, a Econergy International também está engajada no mercado de carbono e fornece serviços de consultoria, o que lhe confere uma grande capacidade de identificar projetos em seus principais mercados.

Fonte: TN Petróleo