quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Ganhadores do Jabuti

A Câmara Brasileira do Livro anunciou, na terça-feira (21/8), os livros vencedores da 49ª edição do Prêmio Jabuti, um dos principais prêmios culturais do país. A premiação será feita no dia 31 de outubro, na Sala São Paulo, na capital paulista, quando serão revelados também os vencedores dos dois prêmios especiais: Livro do Ano – Ficção e Livro do Ano – Não-Ficção.

De uma relação de dez títulos finalistas em 20 categorias, três jurados votaram, isoladamente e por escrito, nos três livros que consideram merecedores dos primeiros lugares. A divisão em categorias do prêmio é abrangente e não se limita a premiar autores, uma vez que contempla todas as etapas envolvidas na produção de um livro.

Na categoria Ciências Naturais e Ciências da Saúde o ganhador foi Tratado de clínica médica, de Antonio Carlos Lopes e Vicente Amato Neto. Em segundo ficou Ecossistemas do Brasil, de Aziz Ab'Saber e Luiz Claudio Marigo, seguido por Células-tronco: uma nova fronteira da medicina, organizada por Marco Antonio Zago e Dimas Tadeu Covas.

Na categoria Ciências Exatas, Tecnologia e Informática, o primeiro lugar ficou com Lógica para Computação, de Flávio Soares Corrêa da Silva, Marcelo Finger e Ana Cristina Vieira de Melo, seguido por Física Moderna, de Francisco Caruso Neto e Vitor Oguri e Computabilidade, Funções Computáveis, Lógica e os Fundamentos da Matemática, de Walter Carnielli.

Em Ciências Humanas, os ganhadores foram: Latinoamericana: Enciclopédia Contemporânea da América Latina e do Caribe, de Ivana Jinkings e Emir Sader (1º lugar), Arquitetura e Trabalho Livre, de Sérgio Ferro (2º) e O Sol e a Sombra, de Laura de Mello e Souza (3º).

Na categoria Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Comunicação e Artes, os ganhadores foram: O Design Gráfico Brasileiro: Anos 60, de Chico Homem de Melo (1º lugar), Frans Post (1612-1680) – Obra Completa, de Bia e Pedro Corrêa do Lago e Calder no Brasil, de Roberta Saraiva.

O ganhador em Teoria/Critica Literária foi Luiz Costa Lima, com História, Ficção e Literatura. Bilac, O Jornalista (Vol. 1, 2 e 3), de Antonio Dimas e Poéticas da Transgressão: Vanguarda e Cultura Popular nos Anos 20 na América Latina, de Viviana Gelado foram os demais selecionados.

Moral e Ética: Dimensões Intelectuais e Afetivas, de Yves de La Taille foi o ganhador na categoria Educação, Psicologia e Psicanálise, seguido por Cultura Solidária em Cooperativas: Projetos Coletivos de Mudança de Vida, de Paulo de Salles Oliveira e Filhos Crescidos, Pais Enlouquecidos, de Maurício de Souza Lima.

Na categoria Economia, Administração e Negócios ganhou o livro Celso Furtado e o Século XXI, de Fernando José Cardim de Carvalho e João Saboia. Em Direito, o primeiro lugar ficou com Curso de História do Direito, de José Reinaldo de Lima Lopes, Rafael Mafei Rabelo Queiroz e Thiago Dos Santos Acca. Em Biografia, o ganhador foi Anita Malfatti - Biografia e Estudo da Obra, de Marta Rossetti Batista.

Em Romance, o vencedor foi Desengano, do escritor mineiro Carlos Nascimento Silva, que conta a história de duas famílias de classe média no Rio de Janeiro da década de 1950. Em segundo lugar ficou Vista parcial da noite, de Luiz Ruffato, seguido por Pelo Fundo da Agulha, de Antonio Torres.

Na categoria Contos e Crônicas ganhou Resmungos, uma coletânea de textos publicados semanalmente pelo poeta Ferreira Gullar no jornal Folha de S. Paulo. Em segundo e terceiro ficaram, respectivamente, A casa da minha vó e outros contos exóticos, de Artur Oscar Lopes, e O volume do silêncio, de João Anzanello Carrascoza.

A gaúcha Eliane Brum venceu na categoria Reportagem, com seu A vida que ninguém vê, que reúne crônicas-reportagens publicadas no jornal Zero Hora. O segundo lugar foi para O nome da morte, de Klester Cavalcanti, e a terceira posição ficou com Políticos do Brasil, de Fernando Rodrigues.

Ao todo foram inscritos 2.052 livros. Para conhecer a lista completa dos vencedores da 49ª edição do Prêmio Jabuti, clique aqui.

Fonte: Agência Fapesp

Abelhas sem ferrão e árvores com floradas maciças na Mata Atlântica: uma relação estreita

Stingless bees and mass flowering trees in the canopy of Atlantic Forest: a tight relationship


Elas são grande maioria em um ambiente tropical como é o caso do que restou da Mata Atlântica brasileira. Pequenas abelhas sem ferrão, da família Apidae, representam quase 70% de todas as abelhas em atividade na floresta. Além disso, esses insetos, como estão sempre em busca do néctar das flores, não saem voando para todos os lados. No caso específico da Mata Atlântica, eles desenvolveram uma clara preferência pelo estrato superior das árvores.

Entender com profundidade como se estabelece essa forte relação entre inseto e planta foi uma das motivações que levou o pesquisador Mauro Ramalho, do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (UFB), ao campo. O resultado é o trabalho Stingless bees and mass flowering trees in the canopy of Atlantic Forest: a tight relationship, que foi publicado na edição atual da revista Acta Botânica Brasileira.

A investigação científica mostrou que o nicho ecológico ocupado pelas abelhas sem ferrão existe em função da distribuição floral presente na Mata Atlântica. É exatamente nos estratos superiores da floresta que se dá a maioria das visitas das pequenas abelhas. Esse processo ocorre porque lá estão, em grandes quantidades, as flores nectaríferas.

As sutilezas que fortalecem ainda mais a união das abelhas com as flores vão além. As árvores preferidas dos insetos estudados apresentam floração maciça, ou seja, várias flores se abrem todos os dias. Apesar de pequenas, essas flores estão reunidas em grandes inflorescências, o que também facilita o trabalho das abelhas em buscar o alimento.

Ramalho acredita que essa relação ecológica estreita dos meliponíneos (como também são conhecidas essas abelhas sem ferrão) com as floradas maciças envolve possível co-evolução. Além disso, com o passar do tempo, as abelhas tendem a substituir outros tipos de polinizadores pouco eficientes para as plantas.

Nesse processo de mão-dupla, se as abelhas buscam condições ideais de sobrevivência, as árvores também o fazem. Em troca de alimento, tais insetos desempenham um papel central na polinização das próprias árvores com floração maciça. A especialização ajuda os dois lados e reforça os laços ecológicos existentes.

O artigo na íntegra está disponível na biblioteca eletrônica SciELO (Bireme/FAPESP). Para ler, clique aqui.

Fonte: Agência FAPESP

Violencia en el ámbito universitario: El caso de la Universidad Nacional de Colombia

Violence in the university environment: The case of the National University of Colombia

Com o objetivo de investigar a crença e as práticas dos universitários colombianos em relação ao tema violência, a fonoaudióloga Diana Amórtegui-Osorio, da Universidade Nacional de Colômbia, resolveu fazer uma pesquisa com os alunos da própria instituição. O artigo publicado na edição de julho da Revista de Salud Pública foi escrito com base em uma amostra de 500 pessoas.

A maioria dos alunos (54,5%) foi classificada como não-agressor. Mas elevados 45,5% acreditam que a violência, em algum grau, é necessária para que os dirigentes da universidade dêem atenção a seus pontos de vista. Dentro desse segundo grupo, 12,7% foram colocados pela pesquisadora no universo dos agressores tipo 2.

Isso significa que esses jovens – todos os entrevistados cursam a graduação – admitem até a prática de queimar carros ou ônibus em manifestações. Enfrentar a polícia com armas brancas e o uso de revólver contra outras pessoas, inclusive as que freqüentam a própria universidade, também são atos aprovados pelo grupo em questão. Promover algum tipo de dano físico aos alunos e aos professores da instituição de ensino foi considerado igualmente normal pelos mesmos 12,7%.

Segundo Diana, o diálogo e as negociações não são concebidos como um meio efetivo de atingir o objetivo pretendido. Para o grupo que crê nos atos violentos, esse comportamento acaba tendo uma repercussão para as autoridades à medida que ele são mais intensos e graves.

Grande parte dos entrevistados também afirmou que em todos os distúrbios registrados nos últimos meses havia a participação de pessoas externas à universidade. Mesmo aqueles que foram para as ruas, encapuzados, atirar pedras e bombas contra a polícia admitem que, em metade dos protestos pelo menos, pessoas de outros segmentos sociais se infiltraram no grupo dos universitários.

Na tentativa de realizar um diagnóstico da cultura da violência universitária na Colômbia, a pesquisa correlacionou os grupos agressores com diversas variáveis. A maior parte dos que discordam do caminho pacífico é do sexo masculino (82,5% no caso do tipo 2), está na faixa de 18 a 21 anos de idade, é solteiro e não apresenta desempenho acadêmico de destaque.

Para ler, na íntegra, o artigo Violencia en el ámbito universitario: El caso de la Universidad Nacional de Colombia, clique aqui.

Fonte: Agência FAPESP - 23/08/2005

5º Congresso Latino Americano de Metrologia

De 19 a 22 de novembro, a Rede Paranaense de Metrologia e Ensaios, em parceria com a Sociedade Brasileira de Metrologia (SBM), realizará, em Curitiba (PR), o 5º Congresso Latino Americano de Metrologia – Metrosul. O tema escolhido para o evento é Metrologia: ferramenta para qualidade, inovação e competitividade. O objetivo do encontro é consolidar a metrologia como ferramenta estratégica.

O Metrosul é composto por diversos outros eventos que estarão sendo realizados simultameamente, como o 1º Congresso Internacional de Metrologia Legal (Cmel); o Seminário de Metrologia na Indústria Petroquímica e do Gás; o Seminário do Conesul de Metrologia em Química; o Seminário Nacional de Metrologia na Indústria Farmacêutica; o Seminário Internacional de Metrologia Aplicada à Saúde; e o Encontro Nacional de Laboratórios Acreditados (Enlab). Assim, palestrantes nacionais e internacionais dos mais diversos ramos da metrologia também participarão do evento. Além das apresentações, eles participarão de mesas-redondas e ministrarão cursos de atualização.

Paralelamente ao Metrosul, também será realizada a Feira Tecnológica de Equipamentos e Serviços, na qual estarão expostos produtos e serviços ligados às áreas temáticas tratadas.

Os interessados em enviar trabalhos para serem apresentados podem fazê-lo até o dia 2 de setembro.

Informações adicionais sobre o evento, pelo endereço ou pelo telefone (41) 3271-7567.
Fonte: Gestão CT

Minas Gerais vai financiar pesquisas para florestas renováveis

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), instituição associada à ABIPTI, está recebendo, até o dia 15 de outubro, projetos de pesquisas para o Programa Uso Múltiplo de Florestas Renováveis.

O edital nº 18/2007, que foi lançado, na semana passada, tem como objetivo financiar projetos científicos e tecnológicos que contemplem estudos silviculturais e o desenvolvimento de materiais genéticos para usos múltiplos, na propriedade rural e na indústria de madeira serrada e o desenvolvimento de sistemas silvi-pastoris e agro-florestais, em pequenas propriedades rurais, contemplando espécies florestais de usos múltiplos.

As pesquisas receberão apoio por 24 meses. Os recursos são da ordem de R$ 1 milhão. A Fapemig irá selecionar propostas em quatro linhas temáticas. São elas; introduzir, testar e avaliar o comportamento de gêneros/espécies florestais; disponibilizar material genético para programas de silvicultura e melhoramento genético; caracterização tecnológica e desenvolvimento de produtos a partir de madeiras e subprodutos de florestas renováveis; e geração de conhecimentos tecnológicos para o pequeno produtor rural.

A íntegra do edital está disponível no endereço.

Fonte: Gestão CT

Imagem brasileira concorre a prêmio internacional de fotografia científica

O fotógrafo Rodrigo Méxas, do Setor de Produção e Tratamento de Imagem do Instituto Oswaldo Cruz (IOC-Fiocruz) está concorrendo ao Annual Small World Photomicrography, concurso anual de fotografia científica da Nikon.

Estão concorrendo 97 imagens científicas de todo o mundo. Para a escolha da melhor fotografia, a Nikon abriu um processo de votação popular.

Os interessados podem votar pela internet pelo endereço e dar a nota, que vai de uma a cinco estrelas.

A imagem brasileira retrata o parasito Hysterolecitha brasiliensis, que é uma espécie brasileira, parasito do peixe Tainha.

Segundo informações do IOC, serão escolhidas, pelos participantes e pelos técnicos da Nikon, as 12 melhores imagens para o calendário da empresa de 2008. Para conhecer a fotografia brasileira acesse o endereço.

Fonte: Gestão CT

Instituto Oswaldo Cruz participa da padronização de técnica para pesquisas em Chagas

O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) está participando da iniciativa de padronização da técnica PCR que é utilizada como um instrumento para diagnóstico e monitoramento da eficácia de esquemas terapêuticos para a doença de Chagas.

O processo de padronização está sendo realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Segundo informações do IOC, laboratórios de todo o mundo podem participar do processo de padronização e validação do uso clínico da PCR para a detecção do DNA da doença de Chagas. As instituições interessadas em participar têm até o dia 30 de setembro para encaminhar uma carta de manifestação de interesse.

A idéia é analisar diferentes práticas desenvolvidas em institutos e grupos de pesquisa de todo o mundo para a aplicação da PCR em diagnóstico e monitoramento da eficácia de esquemas terapêuticos para a doença de Chagas. As experiências bem-sucedidas serão selecionadas para que possam contribuir para o estabelecimento de um único protocolo de uso da técnica.

O processo de seleção das instituições está sendo feito pelo Instituto de Pesquisas em Engenharia Genética e Biologia Molecular da Argentina (INGEBI, sigla em espanhol) com a colaboração do IOC.

Ainda de acordo com o instituto, a técnica PCR é uma ferramenta molecular de análise de DNA utilizada para o diagnóstico preciso de doenças infecciosas por meio da identificação e quantificação de parasitos. Na década de 1990, o IOC desenvolveu um estudo pioneiro sobre a utilização da técnica como método diagnóstico da doença de Chagas crônica.

Informações complementares sobre o processo de seleção dos laboratórios podem ser obtidas no endereço.

Fonte: Gestão CT

Treinamento para utilização de portal que trata de OVMs será realizado em setembro

Nos dias 20 e 21 de setembro, o MCT realizará o 2º workshop de treinamento para utilização do portal que troca informações sobre produtos que contenham organismos vivos modificados (OVMs), o Biosafety Clearing House (BCH). A idéia do evento, que ocorrerá paralelamente ao 5º Congresso Brasileiro de Biossegurança, em Ouro Preto (MG), é difundir informações sobre o BCH Central e sobre o Portal BCH Brasil.

De acordo com o ministério, o portal é uma obrigação dos países-membros que ratificam o Protocolo de Cartagena. Por meio da ferramenta, será possível obter informações sobre OVMs para o comércio exterior. Os interessados podem efetivar as suas inscrições até o dia 10 de setembro no site www.anbio.org.br da Associação Nacional de Biossegurança (ANBio), que é responsável pela realização do Congresso Brasileiro de Biossegurança.

Para cada dia do evento, serão disponibilizadas 30 vagas. Desse total, 25 serão destinadas para participantes brasileiros e cinco para estrangeiros, para pesquisadores, gestores do setor público e profissionais do setor empresarial que tenham interesse em acessar informações científicas, técnicas, ambientais e jurídicas sobre OVMs e obter subsídios para tomada de decisão sobre a importação, autorização para consumo humano e animal e liberação desses organismos no meio ambiente.

O workshop será promovido pela Coordenação Geral de Biotecnologia e Saúde do MCT em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e com o Fundo para o Meio Ambiente Mundial (GEF).

Fonte: Gestão CT

CNPq altera dados das normas de auxílios às bolsas de fomento

Foram publicadas no Diário Oficial da União, de hoje (20), duas resoluções normativas do CNPq alterando as normas de auxílio às bolsas Individuais e de Fomento Tecnológico e Extensão Inovadora.

Na resolução normativa de nº 22, o foi alterado o subitem 1.7.1 do Anexo 1, que agora não se refere somente a interrupção da bolsa somente “por razões de estágio ou pós-doutoramento no exterior”, mas também “por colaboração com grupo de pesquisa no país, na condição de pesquisador visitante”.

Interessados em conferir a resolução nº 22 podem acessar o endereço.

Já a resolução de nº 23 acrescentou o critério 5 ao item 4.2 do anexo 4 da norma RN-019/2006, Bolsas de Fomento Tecnológico e Extensão Inovadora. Assim, fica estabelecido que o aluno de graduação não poderá utilizar essa modalidade de bolsa de longa duração.

Para visualizar a resolução nº 23, acesse o endereço. Outras informações pelo telefone (61) 2108-9000.

Fonte: Gestão CT

Inauguração do Laboratório de Novas Tecnologias da Universidade de Caxias do Sul

Nos dias 28 e 29 de Agosto de 2007 será inaugurado o mais recente Laboratório de Novas Tecnologias de Produção da Cidade de Caxias do Sul – RS.

A região de Caxias do Sul é considerada como um dos principais pólos metal-mecânico do Brasil. Segundo levantamento do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (SIMECS), entre os setores mais importantes da região está os de fabricação de autopeças e de moldes e matrizes, sendo que a grande maioria dessas empresas é classificada como Pequenas e Médias Empresas.

Desde a sua criação, em 1982, o Departamento de Engenharia Mecânica (DEMC) da Universidade de Caxias do Sul (UCS) vem desenvolvendo trabalhos de pesquisa e extensão para empresas deste importante pólo metal-mecânico. O Laboratório de Novas Tecnologias de Produção (LNTP) é uma mostra da evolução destes trabalhos. O LNTP é resultado da construção de uma parceria de cooperação científica e tecnológica entre o DEMC, a Escola de Educação Profissional de Farroupilha (ETFAR) e as empresas: Carl Zeiss Industrielle Messtechnik GmbH, Okuma Latino Americana Comércio Ltda, Seco Tools Indústria e Comércio Ltda através de seu distribuidor local a Lesi Comércio e Representação Ltda e Secta Tools Indústria e Comércio Ltda.

O Laboratório de Novas Tecnologias de Produção (LNTP) tem como objetivo a capacitação de pessoas para atuar na área de integração de sistemas produtivos. No conceito da criação do LNTP, antes dos recursos e processos está a formação de pessoas capacitadas para atuar no piso de fábrica, implementando recursos modernos e aplicando ou desenvolvendo processos cada vez mais eficientes no meio produtivo. Essa capacitação de pessoas se dará em vários níveis, tais como: nos diferentes cursos de graduação e pós-graduação do DEMC, em programas de educação continuada em parceria com empresas da região e no desenvolvimento de pesquisas em conjunto com universidades nacionais e internacionais.

A palavra “ Novas ” esta presente porque o laboratório nasce com recursos novos e modernos e a proposta é de renovar recursos constantemente, mostra disso é a parceria realizada com a empresa japonesa Okuma, na qual esta empresa irá disponibilizar, em forma de comodato, uma máquina-ferramenta nova, no máximo, a cada dois anos. Com esse recurso pretende-se estudar, dominar e auxiliar no desenvolvimento de processos e produtos na área de fabricação de componentes com elevada complexidade técnica para os setores de autopeças e ferramentaria.

A máquina de medir por coordenadas GageMax da empresa alemã Carl Zeiss é a primeira máquina a ser instalada na América Latina. Esta máquina é específica para trabalhar no meio fabril, com temperaturas até de 40º C com uma incerteza de medição de no máximo 3 μm. Com este recurso, é possível verificar se a fabricação da peça satisfaz as tolerâncias dimensionais especificadas pelo projeto em prazos curtos de produção. Alem destes recursos, no LNTP, terá ferramentas modernas de alto desempenho para modernas aplicações como HSM (High Speed Milling) e HPM (High Performance Machining), bem como o suporte técnico fornecidos pela empresa sueca Seco Tools, que auxiliarão no desenvolvimento de novos processos para o setor produtivo.

No LNTP serão estudados processos existentes com a proposta de aperfeiçoar os mesmos ou desenvolver novas metodologias que aperfeiçoem e superem as já existentes, afirma o Prof. Dr. Rolando Vargas Vallejos, do departamento de engenharia mecânica da UCS e coordenador do projeto LNTP.

Fonte: Cimm / Ucs

Engenharia automotiva cresce no Brasil

Em pouco tempo, um prédio, do mesmo tamanho do que já existe no centro tecnológico da General Motors, em São Caetano do Sul (SP), será erguido para comportar a nova equipe de engenheiros. O grupo precisa ficar duas vezes maior para atender à crescente demanda por novos projetos. A engenharia automotiva, destino de novas linhas de crédito a serem liberadas pelo governo federal, há tempos ganha reforço das matrizes das montadoras. O Brasil é um dos países de baixo custo que melhor sabe desenvolver carros com qualidade de Primeiro Mundo.

Apesar de não terem esperado os incentivos do governo para começar a dar mais liberdade de criação às equipes brasileiras, as montadoras recebem com muito gosto o sinal do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, dando conta de que a engenharia dos veículos será favorecida no elenco de estímulos preparado pelo governo. Afinal, a engenharia representa 25% do custo do projeto de um automóvel, segundo os executivos do setor.

O aproveitamento do potencial brasileiro se concentra, porém, nas montadoras com fábricas no Brasil há mais tempo. As que chegaram por último ainda dependem dos centros de desenvolvimento das matrizes. O ex-presidente da Toyota do Brasil, Hiroyuki Okabe, revelou antes de deixar o país, há pouco mais de um ano, que o projeto do tão esperado carro compacto da marca no Brasil, dependia do centro de desenvolvimento da matriz, atolada com os produtos destinados ao Japão e Estados Unidos, mercados com prioridade em qualquer montadora.

Incluir a engenharia nas linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o resultado de um trabalho que a indústria automobilística vem fazendo há algum tempo.

Do lado dos dirigentes das filiais brasileiras, pesa o interesse em manter a competitividade das fábricas daqui num momento em que China, Índia e Leste Europeu entram na briga. Conta muito saber desenhar todas as peças de um novo projeto.

"O financiamento para a engenharia é fundamental para sermos competitivos de maneira sustentável", afirma o diretor de assuntos corporativos da Ford na América do Sul, Rogelio Golfarb. "Se não tivermos o poder de projetar produtos mais baratos dentro de casa, teremos que designar a tarefa a alguém de fora", completa.

Do lado das matrizes, pesa o interesse em deslocar a concepção de um automóvel de regiões como os Estados Unidos, com custos mais altos e vendas estagnadas, para o Brasil, um mercado crescente e com genialidade de criação.

Tese de mestrado recentemente apresentada na Universidade de São Paulo mostrou que o Brasil é o quarto país de mais baixo custo de engenharia automotiva. E, mais surpreendente, os engenheiros brasileiros são mais rápidos que os chineses. O projeto de criação de um chicote elétrico leva 3 mil horas no Brasil e 5 mil na China.

"Nos tempos de mercado fechado o Brasil estava fora do circuito de desenvolvimento dos carros e limitava-se à adaptação dos componentes; mas hoje transformou-se num centro igual ao das matrizes das montadoras e melhor que os dos países emergentes que querem disputar a produção de automóveis", destaca o professor de engenharia de produção da USP, Mauro Zilbovicius.

Já faz um ano que a filial brasileira da General Motors do Brasil foi incluída entre os cinco centros mundiais para criação e desenvolvimento de veículos, com o requinte, inclusive, de ter se especializado na elaboração de projetos de veículos que não serão vendidos aqui, mas sim nos Estados Unidos e Europa.

Há pouco tempo foi apresentado, no salão do automóvel de Chicago, o Saturn Astra, um projeto de adaptação do veículo europeu para o mercado americano elaborado pela equipe de engenheiros brasileiros.

Segundo o diretor de engenharia de produto da GM para a América Latina, Luiz Carlos Peres, as próximas gerações de veículos dispensarão as adaptações. Cada veículo já vai nascer global e a GM do Brasil já recebeu a responsabilidade pela criação e desenvolvimento da arquitetura mundial das picapes de porte médio (tipo S-10).

O departamento de engenharia de produto da GM abriu 300 vagas no ano passado, contratará mais 200 profissionais este ano e 150. em 2008. Hoje conta com 1.350 engenheiros - o dobro do que havia em 2006. O aumento das contratações na área de engenharia de produto obrigou o pessoal da engenharia de manufatura a se deslocar de São Caetano para um local alugado pela montadora em São Paulo. Eles voltarão ao ABC quando o novo prédio, que receberá investimento de US$ 100 milhões, estiver pronto. "Hoje temos capacidade para 400 protótipos por ano; em 2008 serão 600", afirma Peres.

Na Fiat, a matriz decidiu apostar na criação dos brasileiros já em 2003, quando investiu R$ 400 milhões no chamado pólo de desenvolvimento em Betim (MG). Somente este ano, a montadora abriu 153 vagas na engenharia.

O novo carro compacto que a Ford prepara para o mercado brasileiro tem 100% de engenharia nacional. A montadora praticamente dobrou o número de engenheiros desde 2002 e conta agora com 1.200, concentrados na fábrica da Bahia.

Desde então, a Ford também definiu o papel da criação brasileira, mais voltado para carros pequenos que agradem os consumidores dos países emergentes.

O setor tem que acelerar a criação. Golfarb lembra que as chamadas plataformas de modelos antigos, como o Corcel, sobreviviam no mercado por 13 ou 14 anos. Hoje há exceções. Mas na média, uma plataforma de oito anos já é considerada velha. "Além disso, a engenharia automotiva brasileira já nasceu pobre, tem no sangue a consciência de criar com dificuldade de custos", destaca
Fonte: Cimm

CTNBio aprova milho da Monsanto e plano de monitoramento para transgênicos

Na última sexta-feira (17), a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) liberou mais uma espécie de milho transgênico no país. A variedade YieldGard da empresa Monsanto foi aprovada pelo comitê com 15 votos a favor, um contra e uma abstenção.

Essa é a segunda modalidade de milho geneticamente modificada liberada pela CTNBio este ano. Em maio, a comissão liberou a espécie de milho Lyberty Link da empresa Bayer.

Segundo informações do MCT, a comissão ainda terá 60 dias para autorizar ou não o cultivo da espécie da Monsanto aprovada. A empresa estava a espera da liberação há oito anos.

No mesmo dia, a CTNBio aprovou dois planos que vão avaliar o cultivo de cada organismo geneticamente modificado autorizado. São eles: Plano de Monitoramento Pós-Liberação Comercial do Milho Geneticamente Modificado e o Plano de Coexistência.

Ainda de acordo com o MCT, os planos deverão ser seguidos por todas as empresas que aguardam a liberação de transgênicos. A CTNBio orientará as empresas de como preparar especificamente cada plano.

O Plano de Coexistência vai estabelecer às distâncias de isolamento a serem observadas entre cultivos comerciais de milho transgênicos e cultivos de milho não geneticamente modificados. A idéia é monitorar e permitir a coexistência entre as duas espécies numa mesma produção.

Ainda de acordo com o MCT, o Plano de Monitoramento analisará como a plantação vai se manifestar em larga escala e a longo prazo, no mínimo cinco anos. A fiscalização dos planos ficará a cargo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Manifestação
O único voto contra para a liberação do milho da Monsanto foi do Ministério de Meio Ambiente (MMA), Rubens Nodari. Em entrevista à Agência Brasil, Nodari disse que a comercialização do milho aprovado é “um grande desrespeito à sociedade brasileira”. Ainda segundo Nodari, a CTNBio não possuía nenhuma fundamentação científica para a liberação da espécie.

“O argumento de que esse milho está plantado há dez anos e nada aconteceu, não tem sustentação científica. Estamos diante de incertezas. A nossa Lei de Biossegurança diz que temos que observar o princípio da precaução, e a precaução diz que a incerteza não pode ser a razão para não se tomar medidas para evitar possíveis danos”, disse Nodari à Agência Brasil.

Audiência
Também no dia 17, representantes da CTNBio participaram, no Senado Federal, de um audiência pública sobre a liberação das espécies geneticamente modificadas de milho e algodão. O encontro foi organizado pela própria comissão e contou com a participação do Ministério Público Federal, que vem se manifestando contra a liberação do cultivo de transgênicos.

Durante o encontro, os procuradores Maria Soares Cordioli e Marcellus Barbosa Lima defenderam também que o princípio da precaução norteie os trabalhos da comissão.

Cordinolli disse, por meio de sua assessoria, que as instituições brasileiras não cumprem o princípio da precaução, previsto em normas brasileiras e internacionais, como o Protocolo de Cartagena, a Convenção Internacional da Diversidade Biológica, a Lei de Biossegurança e a Lei da Política Nacional do Meio Ambiente.

As entidades que integram a campanha Por um Brasil Livre de Transgênicos protestaram no local da audiência. Outras nove espécies de transgênicos, entre algodão e milho, estão aguardando a liberação para cultivo e comercialização da CTNBio.

Informações complementares podem ser obtidas no endereço.

Fonte: Gestão CT

Máquinas lideram gasto com inovação em SP

O investimento em inovação ainda é muito tímido na indústria paulista, especialmente nas micro, pequenas e médias empresas. A maior parte dele está voltado para melhorias incrementais, como a aquisição de máquinas e equipamentos.

Apenas 20% das indústrias do Estado pretendem investir diretamente em atividade internas de pesquisa e desenvolvimento, ao passo que somente 10% delas planejam inovar em processos ou em produtos. Ao mesmo tempo, chama a atenção a falta de informação sobre fontes de financiamento e órgãos de fomento e o pouco uso do recurso público para inovação.

Este é o retrato apresentado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) através da sondagem "Necessidades de inovação da indústria paulista 2007". A pesquisa ouviu 230 empresas, sendo 64% delas pequenas e médias, 27,4% micro e 8% grandes empresas.

José Ricardo Roriz Coelho, diretor do departamento de competitividade e tecnologia da entidade, explica que a pesquisa deixa claro que nos últimos dois anos os empresários brasileiros perceberam que a inovação tecnológica é uma ferramenta fundamental para aumentar a competitividade das empresas, principalmente no enfrentamento da concorrência externa, como no caso dos produtos asiáticos.

O que se vê, no entanto, é que os desejos ainda demoram a sair do papel. A aquisição de máquinas e equipamentos e não o investimento direto em pesquisa ou em inovação de processos é o principal destino dos recursos das empresas paulistas: 24% delas planejam comprar estes bens de capital. No caso das pequenas empresas, esse percentual sobe para 41%. Em compensação, apenas 6% delas têm planos de investir em atividades internas de P&D.

"Todos colocam a inovação como saída para enfrentar a concorrência, mas a verdade é que pouco se avançou nesta área", diz Coelho. Para ele, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento ainda estão muito restritos a grandes empresas e a projetos pontuais. "É preciso que a inovação seja contínua e sistemática", explica o empresário.

A pesquisa mostra que um grande entrave é a falta de informação por parte das empresas. A principal fomentadora de projetos de inovação, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), é desconhecida por mais da metade da amostra: 53%. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a Fapesp, é menos popular ainda. Só 45% afirmaram saber de sua existência. Já o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não está tão em baixa. Quase todas as indústrias já ouviram da instituição. O cenário das grandes empresas, porém, é bem diferente da média da pesquisa. A maioria (72%) conhece a Finep.

O desconhecimento se reflete no baixo uso do dinheiro público para inovação. Nos últimos dois anos, 70% das empresas que inovaram usaram recursos próprios. O percentual é maior ainda para as micro (79%) e nas grandes empresas (72%). Os investimentos públicos, por sua vez, representaram, para o total das empresas pesquisadas, apenas 13% do investimento nesta área. Mesmo nas grandes empresas, que têm mais acesso aos instrumentos de financiamento, como os do BNDES e da Finep, o dinheiro público representa apenas 12% dos recursos utilizados.

Para mudar este cenário, a Fiesp elaborou uma agenda propositiva de "Políticas de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico para o Brasil e o Estado de São Paulo". A idéia é mostrar o resultado da sondagem, apontar os principais problemas e propor soluções. Uma das idéias passa pela ampliação da participação do mercado de capitais no financiamento à inovação. "Também vamos aproveitar a capilaridade da Fiesp para melhorar o acesso à informação por parte das empresas a respeito dos instrumentos e incentivos existentes", diz Roriz.

Fonte: Valor Econômico / Cimm

Termina dia 31 o prazo de inscrição para Prêmio Samuel Benchimol

As inscrições para o Prêmio Professor Samuel Benchimol, que seleciona as melhores iniciativas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, terminam no dia 31. Os projetos podem participar nas categorias: Social; Econômica e Tecnológica; e Ambiental. A ABIPTI apóia a iniciativa da premiação.

O Projeto Professor Samuel Benchimol tem a finalidade de identificar e apoiar iniciativas focadas na promoção do desenvolvimento sustentável da Amazônia por meio do empreendedorismo e da difusão de tecnologias inovadoras.

Instituído em 2004, o projeto foi criado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), em parceria com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Banco da Amazônia (Basa) e as federações de indústrias da região Amazônica.

O julgamento será realizado no dia 30 de outubro e a premiação acontecerá no dia 23 de novembro. Cada autor premiado pode ganhar até R$ 65 mil.

Informações complementares podem ser obtidas no endereço.

Fonte: Gestão CT