terça-feira, 21 de agosto de 2007

Impacto da ocupação humana na costa brasileira

Cerca de 70% da população brasileira está assentada nos municípios costeiros ou próximos deles, ao longo de 17 estados. Com isso, são freqüentes e intensos os impactos indesejados dessa ocupação.

Para estudar os efeitos dessa ocupação e propor iniciativas que os minimizem, uma rede formada por 220 pesquisadores e 17 instituições promoveu a primeira iniciativa de grande alcance para um estudo integrado do ambiente costeiro brasileiro.

A rede constituiu o projeto “Uso e Apropriação de Recursos Costeiros - Recos”, um dos Institutos do Milênio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), coordenado pelo Professor da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Jorge Pablo Castello.

Iniciado em 2002, o instituto desenvolveu estudos padronizados de diagnóstico e caracterização, oferecendo protocolos para seu monitoramento e manejo mais racional das situações de conflito nas áreas temáticas de Modelo Gerencial da Pesca; Maricultura Sustentável; Monitoramento, Modelagem, Erosão e Ocupação Costeira; e Qualidade Ambiental e Biodiversidade, atendendo a quatro dos cinco tópicos reconhecidos como prioritários na região costeira brasileira pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

As pesquisas foram financiadas pelo CNPq, envolvendo um total de R$ 6,3 milhões.

Um dos principais objetivos do projeto foi o exame dos problemas criados pela presença humana ao longo do extenso litoral brasileiro, de aproximadamente 8 mil km. A costa representa, ainda, uma interface entre dois ecossistemas importantes, o continental e o marinho.

“Numa faixa que abrange aproximadamente de 50 a 100 Km na parte emersa e da costa até a borda da plataforma continental, na parte submersa, acontecem muitos fenômenos naturais e antrópicos que são de relevância para as sociedades humanas e os próprios ecossistemas”, explica Jorge Castello, que é pesquisador nível 1 do CNPq.

Castello destaca que, além dos resultados obtidos por cada grupo de trabalho, “um dos
dos produtos mais importantes desse projeto foi a oportunidade ímpar de estabelecer vínculos profissionais e acadêmicos, ou seja, uma rede de fato”, conclui.

Tanto que, após finalizado o projeto no âmbito do Instituto do Milênio do CNPq, três dos quatro grupos temáticos - Maricultura, Pesca e Monitoramento, modelagem e ocupação costeira - continuam trabalhando juntos, seja com desdobramentos do Projeto Recos como em novas propostas.

Os projetos do Recos têm contribuído, também, pelo número de publicações, destacando-se a produção de três livros: "A Pesca Marinha e Estuarina do Brasil no Início do Século XXI: Recursos, Tecnologias, Aspectos Socioeconômicoe e Institucionais", " Sistemas de Cultivos Aqüícolas na Zona Costeira do Brasil: Recursos, Tecnologias, Aspectos Ambientais e Sócio-Econômicos" e "Avaliação Ambiental de Estuários Brasileiros: diretrizes metodológicas".

Leia a matéria na íntegra.

Fonte: Agência CT

FESB - Biologia experimental no Brasil

Esta semana a cidade de Águas de Lindóia (SP) receberá a 22ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe).

Na terça-feira (21/8), a partir das 10h, será realizado o Congresso Pré-Fesbe Comemorativo aos 50 Anos da Sociedade Brasileira de Fisiologia. No mesmo dia, a Sociedade Brasileira de Biofísica, que comemora 70 anos, realizará seu 32º encontro. Também serão realizados os congressos de Investigação Clínica e de Neurociências e Comportamento e da Brazilian Research Association in Vision and Ophthalmology (Bravo).

Na quarta-feira será aberta a reunião anual da Fesbe, que prosseguirá até o dia 25. Um dos destaques será a conferência sobre avanços e inovações da nanotecnologia aplicada à saúde, na quinta-feira, às 9h, na sala 7. Antonio Claudio Tedesco, do Grupo de Fotobiologia e Fotomedicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, apresentará estudo que resultou na elaboração de novos fármacos para o tratamento do câncer, epilepsia, tuberculose, paracoccidioidomicose (a micose profunda mais freqüente no Brasil) e no desenvolvimento da engenharia tecidual de órgãos.

Sidarta Ribeiro, do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra, apresentará três palestras, nas quais mostrará resultados de diferentes linhas de pesquisa. Segundo o pesquisador, a novidade mais relevante (que será publicada em outubro) diz respeito aos mecanismos por trás da propagação de memórias durante o sono.

Os novos resultados obtidos por seu grupo apontam que as duas fases do sono contribuem para o processo. Porém, durante o sono de ondas lentas, as memórias são mais reverberadas. Por outro lado, durante o sono REM ocorre aumento na expressão de genes relacionados à consolidação de memórias.

Após uma experiência nova, esses processos persistem no córtex (a camada mais externa do cérebro) e não no hipocampo (parte do cérebro conhecida pela sua atividade fundamental na memória e aprendizado). A descoberta explicaria a propagação de memórias do hipocampo para o córtex, um fenômeno clássico da neurociência, até hoje misterioso.

Os resultados serão apresentados na palestra “The gypsy life of engrams: memory migration during waking and sleep”, na quinta-feira às 10h15, no Salão Real.

Outra discussão é a respeito do papel emocional na formação de memórias. Vanessa Abílio, da Universidade Federal de São Paulo, apresentará resultados de estudos que verificaram em uma linhagem de ratos um bom modelo para o estudo da esquizofrenia. A palestra “Medo condicionado ao contexto na linhagem SHR: implicações para o estudo da esquizofrenia” será apresentada na quinta-feira às 14h, na sala 1.

Biofísica ambiental
Este ano será discutido na Fesbe, no módulo temático sobre biofísica ambiental, a nova abordagem da biofísica de biodiversidade, que considera as relações entre as espécies e dessas com seu ambiente físico. Os pesquisadores convidados explicarão como os processos de adaptação dos organismos ao ambiente e à poluição podem contribuir para a compreensão de seus fenômenos fisiológicos. Dessa forma, espécies tradicionalmente utilizadas para medir a saúde de ecossistemas se tornam importantes modelos de estudo na área biomédica.

Também será discutido como tratar problemas de saúde em populações ribeirinhas da Amazônia, mantendo-se uma perspectiva ambiental e como lidar com a poluição e a contaminação por algas tóxicas do ponto de vista do ecossistema.

O módulo temático será coordenado por Mauro de Freitas Rebelo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que apresentará a palestra “Physiological adaptations to heavy metals environmental contamination”, na sexta-feira às 8h, na sala 4.

Valbert Nascimento Cardoso, da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais, abordará o emprego da nanotecnologia no diagnóstico de inflamação e infecção. O pesquisador também comentará a importância de nanoestruturas no transporte de fármacos para tratamentos de infecções fúngicas e de tumores. Em trabalho publicado recentemente, a equipe de Carsoso descreveu que a substância anticancerígena cisplatina se torna mais eficaz quando associada a um sistema de carreamento por lipossomos. A conferência será no sábado, às 13h30, na sala 9.

Mais informações no endereço.

Fonte: Agência Fapesp

AIEA e CNEN promovem workshop internacional em Santos

Duas décadas após os acidentes de Chernobyl, usina energética localizada no norte da Ucrânia, Goiânia (GO) e outros, muito se aprendeu sobre o impacto ambiental e a gerência de rejeitos radioativos advindos de acidentes.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) publicou requisitos de segurança para a recuperação de áreas contaminadas por práticas passadas e acidentes (2003) e um guia de segurança sobre aplicações de conceitos de exclusão, isenção e liberação de controle (2004).

O workshop "Remediation and Long Term Management of Radioactive Waste after Accidental Radioactive Releases to the Environment - the 20th Anniversary of the Goiânia Accident" a ser realizado em Santos (SP), de 3 a 5 de outubro, tem por objetivo prover um fórum internacional para discussão desses assuntos e formar uma base para planejamento e gerência que garanta um alto nível de segurança a longo prazo.

Este evento está sendo organizado pela AIEA em cooperação com a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen/MCT).

Os tópicos principais a serem abordados incluem as estratégias para priorizar e otimizar a recuperação de áreas urbanas e rurais contaminadas com materiais radioativos devido a liberações acidentais e estratégias e meios para minimizar a geração de rejeitos produzidos por tais acidentes.

O público alvo são representantes do governo federal e da indústria, reguladores, formadores de opinião, operadores e especialistas na área.

O programa inclui palestras nacionais e internacionais, estudos de vários acidentes e ampla discussão dos tópicos em mesas-redondas. O último dia será dedicado aos diferentes aspectos do acidente de Goiânia.

Como contribuição ao evento, os participantes poderão apresentar trabalhos na forma de poster. O prazo para o envio de trabalhos termina no próximo dia 31.

As palestras, discussões e contribuições serão em inglês.

Para mais informações, entre em contato com Patricia Wieland pelo e-mail.

Fonte: Agência CT

USP lança TV na internet

A versão experimental da IPTV USP (Internet Protocol Television, na sigla em inglês), canal de televisão com transmissão pela internet, será lançada nesta terça-feira (21/8), na capital paulista, com o objetivo de disseminar as atividades de ensino, pesquisa e extensão realizadas em todos os campi da Universidade de São Paulo.

A grade de programação terá cinco canais segmentados nas áreas de saúde, ciências, tecnologia, humanidades e arte e cultura, além de um canal principal, e estréia com o conteúdo audiovisual disponível no Centro de Computação Eletrônica (CCE) da USP. São mais de 2 mil horas de gravações digitalizadas entre aulas, palestras e videoconferências.

“A proposta é transmitir vídeos sob demanda, eventos ao vivo e também uma programação predefinida”, disse Regina Melo Silveira, coordenadora do Grupo de Assessoramento Tecnológico (GAT) da Comissão de Implantação da IPTV USP Experimental, à Agência FAPESP. “Os canais segmentados começarão a operar esta semana com uma programação limitada, de cerca de duas horas diárias, cujo volume será aumentado de acordo com a demanda dos vídeos.”

A transmissão da IPTV USP será feita a partir de servidores dos campi da capital, de Ribeirão Preto e de São Carlos. Em março de 2008, quando a fase experimental for concluída, os docentes e profissionais responsáveis pela iniciativa farão uma avaliação dos serviços de transmissão e da aceitação pelos usuários, de modo a implantar a segunda fase do projeto.

“Nesse período, vamos analisar as possibilidades de ampliação da rede de vídeo, o que poderá ocorrer tanto pela alocação de mais servidores em outros campi da universidade como por meio de parcerias com emissoras educativas”, explicou Regina, que também é professora do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Escola Politécnica.

O canal principal veiculará ainda parte da programação da TV USP, transmitida pelo Canal Universitário e sintonizada nos canais 15 da NET ou 71 da TVA. “A idéia é ampliar o acesso à TV USP pela internet e trabalhar em parceria para a geração de conteúdos exclusivos para a IPTV, como programas especiais, debates e entrevistas”, disse Regina.

Além da migração dos vídeos digitais produzidos pela universidade, a IPTV USP Experimental conta com uma ampla infra-estrutura para a produção de conteúdos novos, formada por um estúdio da TV USP, dois da Escola de Comunicações e Artes e o Estúdio Multimeios do CCE. Até o final do ano, o projeto deverá contar com mais nove auditórios com equipamentos para transmissão ao vivo de eventos.

Segundo Regina, o projeto foi inteiramente desenhado com foco na informação, e não na qualidade da imagem. “Esse modelo de transmissão de vídeo pela internet vem sendo utilizado com sucesso por universidades de todo o mundo, principalmente as americanas”, explicou.

“Nosso interesse principal é transmitir conhecimento ao maior número de pessoas, inclusive aos próprios alunos dos campi da USP, por exemplo, que não têm acesso aos conteúdos audiovisuais de ensino e pesquisa disponíveis em videotecas das faculdades localizadas no interior e na capital”, disse.

Os interessados em fornecer material para a IPTV USP Experimental, que em breve também terá uma plataforma para os usuários cadastrarem vídeos no sistema, devem entrar em contato com o GAT, pelo e-mail.

O projeto é realizado em parceria com a Coordenadoria de Tecnologia da Informação da USP e com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).

Mais informações no endereço.

Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp

Bases teóricas para redação científica... por que seu artigo foi negado

Muitos pesquisadores brasileiros têm dificuldade para escrever artigos dentro das exigências técnicas das publicações internacionais. E boa parte desses problemas nasce de equívocos teóricos gerais sobre ciência.

Essa é a tese central do livro Bases teóricas para redação científica... por que seu artigo foi negado, do biólogo Gilson Volpato, que acaba de ser publicado pelo Selo Cultura Acadêmica da Editora Unesp.

Desde 1998, Volpato, que é professor do departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências de Botucatu, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), publicou outros quatro livros sobre redação científica, tema que começou a tratar a partir de 1989 em cursos do pós-graduação.

“Já dei cerca de 40 cursos sobre o tema. Desde o início noto que muitos pesquisadores brasileiros atribuem ao preconceito estrangeiro o fato de não conseguirem publicar no exterior. De fato, existe alguma discriminação, mas é preciso levar em conta também o baixo nível dos trabalhos”.

Para Volpato, que é editor-chefe da ARBS Annual Review of Biomedical Sciences e assessor científico de periódicos internacionais, os problemas de qualidade que afetam a redação científica têm raiz em equívocos conceituais.

“Os problemas de redação não ocorrem porque o pesquisador não sabe escrever, mas sim porque ele tem deficiências profundas na base teórica. Quase sempre, quando há inconsistências, encontramos por trás concepções erradas de ciência e de metodologia”, afirmou.

Segundo o autor, o livro procura elucidar aspectos teóricos da ciência e, em cada tópico, estabelece as implicações da base conceitual na redação científica, buscando uma conexão entre teoria e prática. São abordados temas como ciência, criação de idéias, lógica da pesquisa, estrutura e planejamento experimental, análise de dados e comunicação científica.

“O livro é focado no pesquisador que faz ciência empírica – aquela que, para aceitar uma conclusão, necessita de evidência concreta. Apesar disso, procurei abordar as questões de um modo suficientemente genérico, para que fosse útil também para as ciências humanas”, destacou.

Receitas técnicas
O professor da Unesp atribui a dificuldade conceitual apresentada por pesquisadores brasileiros a uma preocupação excessiva com o aspecto experimental, principalmente nas ciências biológicas.

“Temos áreas extremamente competitivas, mas a cultura científica de grande parte dos nossos pesquisadores considera que fazer ciência significa ir a campo e coletar muitos dados. Falta uma preocupação teórica. Precisamos mudar isso, uma vez que, atualmente, os critérios das publicações internacionais estão mais rigorosos”, afirmou.

Volpato ressalta que um bom texto científico não se limita à descrição de procedimentos metodológicos e lógicos, mas é um ambiente de discussão com o leitor. Isso explica por que as receitas técnicas sobre como escrever artigos científicos não são suficientes.

“Um exemplo: nos critérios internacionais, justificativa e objetivos ficam na introdução do artigo. Mas, no Brasil, muitos seguem um modelo que separa os elementos. O resultado é que o pesquisador não sabe o que colocar na introdução e acaba ficando redundante ou prolixo”, disse.

Outro exemplo de dificuldade do pesquisador, segundo Volpato, é a elaboração de problemas. “Muitas vezes, o cientista não consegue ajustar o enfoque de sua pesquisa e se limita a descrever um determinado experimento, quando seria preciso ter uma abordagem mais geral”, disse.

O autor afirma que parte das dicas oferecidas do livro resulta de sua própria experiência. “Depois de passar por muita dificuldade, começamos a refletir sobre o processo. Nos cursos sobre redação científica, fui percebendo que, para responder às perguntas, freqüentemente eu tinha que remeter à parte teórica. Comecei a publicar livros sobre o assunto em 1998”, disse.

O livro é comercializado exclusivamente pela Cultura Acadêmica e pela livraria virtual Best Writing.

Fonte: Agência Fapesp

CNPq lança três novos editais para programas de cooperação de C&T com a África e América do Sul e para nanotecnologia

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) está recebendo propostas para três novos editais. Dois são referentes aos programas de Cooperação Técnica em Matéria de C&T (Proáfrica) e Sul-Americano de Apoio às Atividades de Cooperação em C&T (Prosul). O terceiro vai apoiar propostas para o Programa Nacional de Nanotecnologia.

Edital MCT/CNPq nº 006/2007 - Proáfrica
O envio das propostas pode ser feito até 3 de outubro. Com recursos de R$ 2 milhões em recursos do Tesouro e do Fundo Setorial de Recursos Hídricos (CT-Hidro), a chamada do Proáfrica, dará suporte financeiro a projetos cooperativos, entre brasileiros e africanos, que atuem em áreas específicas do conhecimento, como saúde, biodiversidade, biocombustíveis, gestão de recursos hídricos e outras. Serão apoiados projetos em três modalidades: realização de visitas exploratórias; cooperação internacional para execução de trabalhos conjuntos em CT&I; e apoio à realização de eventos do segmento. Podem se candidatar grupos de pesquisa, pesquisadores e especialistas nas temáticas abordadas do Brasil e África. O edital na íntegra pode ser acessado no endereço.

Edital MCT/CNPq nº 006/2007 - Prosul
As propostas também poderão ser enviadas até 3 de outubro. A chamada apoiará propostas de atividades de cooperação internacional entre brasileiros e sul-americanos. As modalidades de apoio são: formação de redes de projetos temáticos; execução de trabalhos conjuntos em CT&I; e realização, no Brasil, de eventos de abrangência sul-americana. Podem participar grupos de pesquisa, pesquisadores e especialistas. Os recursos destinados a esse edital somam R$ 2,8 milhões, sendo R$ 1 milhão do CNPq para quaisquer áreas do conhecimento e o restante dos recursos do CT-Hidro para financiar pesquisas do setor. A chamada completa pode ser vista no endereço.

Edital MCT/CNPq nº 009/2007 – Nanociências e Nanotecnologia
O envio das propostas pode ser feito até 4 de outubro. A última chamada, do Programa Nacional de Nanotecnologia, prevê o apoio financeiro a atividades que contribuam com o desenvolvimento da nanociência e nanotecnologia. Os trabalhos podem abranger tanto pesquisas teóricas, quanto a criação de novos produtos e processos que utilizem este tipo de tecnologia. Podem participar pesquisadores que tenham obtido o título de doutor a partir de 2003. Os recursos alocados para esse edital são da ordem de R$ 3,4 milhões. Ele pode ser visto, na íntegra, no endereço.

Os projetos concorrentes podem ser encaminhados por meio do Formulário de Propostas Online do CNPq, que pode ser acessado no endereço.

Fonte: CNPq

Empresa paranaense desenvolve projeto pioneiro para reciclagem de plásticos

Tecnologia brasileira permite a reciclagem de plásticos originados do revestimento em embalagens de papel.

Embalagens
Existem inúmeros produtos no mercado que utilizam embalagens de papel com coberturas ou revestimentos plastificados, como é o caso das caixas de pizza e de alguns produtos de beleza.

O processo de retorno desse material ao sistema produtivo e sua efetiva reciclagem até o ano passado era apenas parcial, já que após o seu descarte o resgate se dá geralmente por catadores que as comercializam como matéria prima para a indústria de papel.

A In Brasil, uma empresa paranaense desenvolveu e apresentou ao mercado em 2006 um sistema para a reciclagem desse plástico. Esse processo seguramente não tem similar no Brasil e, até onde se sabe, provavelmente no mundo.

Aproveitamento Parcial
O processo de reciclagem desse material nas indústrias papeleiras possui tecnologia apta apenas a dissolver as fibras de papel, transformando-as para reutilização, mas desprezando a camada exterior das embalagens, que é a sua cobertura de plástico.

Segundo a In Brasil, “este plástico é impregnado de cola, de tinta e de fibras de papel e sua composição é ignorada. Além de que cada embalagem diferente, usa um plástico de composição química diferente.”

O resultado é que são geradas milhares de toneladas de plásticos absolutamente díspares em termos de composição e de produtos aos quais são expostos, sem que houvesse a possibilidade de sua reciclagem, ficando sem aproveitamento e reintegração na cadeia industrial.

Reaproveitamento
Foi desenvolvido um sistema de aproveitamento dos resíduos plásticos desprezados pela indústria papeleira e que até agora tinham como destino os aterros sanitários, sendo tecnicamente considerados como resíduos industriais.

Depois de coletado o material ingressa propriamente no projeto de recuperação de resíduos, com sua transformação em matéria utilizável na fabricação de mais de uma centena de produtos, que vão desde perfis como palanques, assoalhos, tábuas, batentes e vistas para portas, tubos para drenagem e esgoto; paletes e containers industriais; bancos para jardins e igrejas, conforme o catálogo do fabricante.

Como qualquer processo submetido a uma economia de escala, o aumento de produção proporcionará redução de custos e de preços finais, além o desenvolvimento de novos usos para o material. Ainda segundo a In Brasil, “Nossa capacidade é de 1000 toneladas mensais e podemos aumentar esta capacidade, mas para isso precisamos do apoio do mercado, adquirindo nossos produtos”.

Fonte: Webresol

Pronasci investe R$ 6,7 bilhões na prevenção e repressão à violência

Lançado nesta segunda-feira, o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) vai investir R$ 6,7 bilhões até 2012 para combater a violência no país aliando iniciativas sociais com repressão à criminalidade.

De responsabilidade do Ministério da Justiça, o programa engloba 94 ações a serem desenvolvidas em conjunto com outros órgãos do governo, estados e municípios. A princípio, 11 regiões metropolitanas - identificadas com os mais altos índices de criminalidade do Brasil - serão foco do Pronasci, que envolve modernização das instituições, valorização e formação de profissionais da segurança, combate à corrupção e ao crime organizado, bem como a promoção de programas locais com a participação da comunidade.

Um dos focos do Pronasci, a valorização de policiais, bombeiros, peritos e agentes penitenciários prevê a criação da Bolsa-Formação para complementar o salário de profissionais que recebem até R$ 1.400 mensais. Haverá ainda a abertura de linhas de crédito especiais, pela Caixa Econômica Federal, para a aquisição de casas voltadas especialmente a policiais de baixa renda (com renda de até quatro salários mínimos). Além disso, a Rede Nacional de Altos Estudos (Renaesp) terá até o final do ano 50 universidades disponíveis para formação e aperfeiçoamento de profissionais do setor.

Com o programa haverá também a modernização das instituições com a regulamentação de uma série de medidas, como a Lei Orgânica da Polícia Civil, a reforma do Código Penal, a instituição de remissão de pena por tempo de estudo e a criação de instituições penais especiais. Essas instituições serão direcionadas para jovens entre 18 e 24 anos e para mulheres, tendo salas de aula, espaço para prática de esportes, lazer e desenvolvimento de atividades artísticas.

A intenção é proporcionar a esses jovens possibilidade real de reinserção na sociedade, conforme disse o ministro da Justiça, Tarso Genro. Segundo ele, serão ativadas, ainda este ano, 13 instituições nesses moldes. Está prevista, até 2011, a criação de 33,4 mil vagas para homens e 4,4 mil para mulheres nas unidades do sistema carcerário nacional.

Para ampliar o combate à corrupção e ao crime organizado, o Pronasci traz a instituição de laboratórios contra lavagem de dinheiro, o programa especial de controle de fronteiras, o envio ao Congresso Nacional da Lei de Tipificação do Crime Organizado e o retorno da Campanha do Desarmamento.

Pelo programa, a Força Nacional de Segurança Pública, criada em 2004, se tornará permanente. Com o contingente atual de 7,8 mil policiais extraídos da elite de suas corporações, a Força terá sede própria em Brasília, onde ficarão 500 homens.

Programas locais
Os programas locais envolvem, por exempo, a participação da comunidade no combate e prevenção da violência com a identificação de jovens em situação de risco, por exemplo. Um deles é o Mães da Paz, que vai oferecer bolsas para as mulheres das comunidades atendidas que queiram colaborar com a proposta. Capacitadas em temas como ética, direitos humanos e cidadania, elas serão incumbidas de identificar os jovens que vão ser atendidos pelo Programa. Além disso, elas passarão seus conhecimentos para os chamados Promotores Legais Juvenis, jovens bolsistas escolhidos para atuar como multiplicadores junto a outros grupos de jovens e respectivos familiares. O objetivo é resgatar a cidadania nesses locais.

Foco e gestão do programa
Dos R$ 6,7 bilhões previstos no Pronasci, R$ 483 milhões serão aplicados ainda 2007. As 11 regiões atendidas pelo Programa são: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília e Entorno (DF), Curitiba (PR), Maceió (AL), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Vitória (ES). O foco principal do programa são os jovens entre 15 e 29 anos em situação de risco ou que já praticaram algum crime ou infração. Dados do Ministério da Justiça mostram que das 420 mil pessoas presas hoje no Brasil, 65% têm entre 15 e 24 anos. Nesse universo há 70% de reincidência.

A gestão do programa será feita por intermédio da criação de um conselho de ministros e de uma secretaria-executiva federal, além dos Gabinetes de Gestão integrada Municipais (GGIM), a serem instalados regionalmente. O controle técnico e financeiro do Pronasci será feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Além dos estados e municípios, o programa conta com a parceria dos ministérios da Fazenda, Planejamento, Educação, Saúde, Cultura, Trabalho, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Social, Cidades, Esporte, além da Casa Civil e de várias secretarias ligadas à Presidência da República, e da Caixa Econômica Federal.

Veja mais detalhes do Pronasci

Fonte: Em questão

Mistura de biodiesel deve ser antecipada

O diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Dornelles, afirmou nesta quinta-feira que "tudo indica" que o Brasil conseguirá antecipar de 2013 para 2010 o início da mistura obrigatória de 5% de biodiesel ao diesel comum, vendido no País (o chamado B5).

Dornelles, que participou da primeira reunião do grupo de trabalho sobre bioenergia do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, informou também que até o fim deste ano a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) concluirá os testes que está realizando com veículos para analisar o desempenho da mistura de 5%.

"Até o momento não foi detectado nenhum problema preocupante, os veículos estão rodando bem", afirmou.

Fonte: TN Petróleo

Evento discute métodos de injeção de termoplásticos

Amanhã, o diretor-geral da Wittmann do Brasil, Reinaldo Carmo Milito, ministrará a palestra “Robôs: Quando se deveria adquiri-los – Por que e quando utilizar um manipulador (Robô ; Cartesiano)?”, sobre utilização de manipuladores cartesianos, freqüentemente associados a uma utilização futurista, transpondo para a realidade atual na solução de grandes problemas.

Na ocasião também serão ilustrados casos de utilização de simples “pegadores de canais” (sprue pickers) até manipuladores para injetoras de grande porte. “Levaremos conhecimentos técnicos básicos sobre os produtos e abordaremos casos reais com exemplos de suas utilizações”, informa Milito

Durante os dois dias de evento, empresas alemãs, austríacas e nacionais apresentarão palestras sobre suas experiências em diversos temas que envolvem o setor de transformação de plástico, como: mercado, sistemas e processamento, tecnologia e processos, manutenção, projetos, matérias-primas, embalagens, moldes, reciclagem, logística e estocagem.

Este é o sétimo ano consecutivo que a Wittmann patrocina o simpósio promovido pela VDI – Associação Técnica Brasil-Alemanha, em parceria com a Específica Ltda. “Incentivar este tipo de evento é uma maneira de fomentar o desenvolvimento do setor, além de criar laços com um público dotado de formação técnica e preocupado com a qualidade, produtividade e redução de custos”, explica Milito.

O 17º Simpósio Internacional da VDI sobre Tecnologia de Plásticos será realizado nos dias 21 e 22 de agosto de 2006, no Instituto de Engenharia, localizado na Av. Dr. Dante Pazzanese, 120, em São Paulo. Mais informações no telefone (11) 3081-7388, pelo fax (11) 3083-2650 ou pelo e-mail.

Fonte: TN Petróleo