quinta-feira, 9 de agosto de 2007

I° Fórum Brasil-Alemanha de biotecnologia

Entre os dias 7 e 10 de outubro será realizado, na Alemanha, o I° Fórum Brasil-Alemanha de Biotecnologia, que irá reunir empresas e instituições de ambos os países nos campos da biotecnologia, nanobiotecnologia e bioinfórmatica, com o objetivo de propiciar o estabelecimento de cooperação binacional e a apresentação de novos produtos e idéias com perspectivas para o bionegócio.

Sob o mote "Parcerias para o Bionegócio", serão discutidas questões econômicas e de direito de patente, com o objetivo de estimular parcerias win-win entre empresas brasileiras e alemãs de biotecnologia visando o intercâmbio de biorecursos e know-how.

Informações e inscrições pelo endereço.

Fonte: ANPEI

II° Congresso brasileiro de eficiência energética

O II° Congresso Brasileiro de Eficiência Energética – II° CBEE realizar-se-á em Vitória - ES, de 16 a 19 de setembro de 2007. O CBEE é uma conferência bianual com o compromisso de discutir a eficiência energética em todas as suas modalidades nas mais diferentes áreas.

A organização do II CBEE é uma parceria entre a Associação Brasileira de Eficiência Energética – ABEE e o Grupo de Eficiência Energética da Universidade Federal do Espírito Santo – GEE/UFES, que têm por finalidade desenvolver e disseminar tecnologias de uso racional de energia.

Paralelamente ao II CBEE, será realizada a Expo–Eficiência Energética 2007, feira que objetiva a exposição de tecnologias, equipamentos, materiais, serviços e programas na área de eficiência energética.

Áreas de Interesse
Uso Racional de Energia, Gestão Energética, Qualidade de Energia, Modelagem e Controle, Educação, Meio Ambiente, Cogeração, Geração Distribuída, Fontes Alternativas de Energia, Novas Tecnologias.

Está disponível na página do evento a chamada de trabalhos e o modelo para submissão de artigos técnicos. Esperamos contar com a presença de todos no evento e solicitamos que divulguem no seu âmbito de conhecimento entre as áreas relacionadas ao Congresso.

Fonte: Ufes

O futuro do mercado de trabalho

Para contornar os problemas do mercado de trabalho brasileiro seria preciso flexibilizar os contratos de trabalho, investir na qualificação de mão-de-obra e reformar a legislação. Essas foram algumas das sugestões levantadas por especialistas que participaram do seminário Mercado de Trabalho, Emprego e Produtividade, nesta quarta-feira (8/8), na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo.

O evento, que faz parte do ciclo O Brasil no Século 21, organizado por Antonio Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda e do Planejamento e professor emérito da FEA, contou com a participação dos professores Hélio Zylberstajn e Naércio de Menezes Filho, do departamento de Economia da FEA, José Márcio de Camargo, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), e Cláudio Salvadori Dedecca, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Zylberstajn destacou que as extremas instabilidade e rotatividade do mercado de trabalho brasileiro estão ligadas a características da demissão conforme a legislação trabalhista. “A liberdade de demissão, em vez de promover a produtividade, acaba sendo ruim tanto para o trabalhador como para o empresário”, disse.

O professor da FEA apontou uma anomalia no modelo brasileiro. “Não há restrições à demissão, como ocorre em outros países. Há apenas uma indenização dividida em dois componentes: o aviso prévio e a multa do FGTS [Fundo de Garantia por Tempo de Serviço].”

Com isso, o mercado de trabalho brasileiro teria grande rotatividade: 41% dos trabalhadores ficam menos de um ano nas empresas brasileiras. “A freqüência de demissões deve aumentar o custo do trabalho ou diminuir salários – ou ambos”, afirmou.

Zylberstajn propôs que, em uma futura reforma, as empresas possam escolher o regime de demissão entre um número de opções, sempre garantindo os direitos básicos do trabalhador.

“Proponho um novo conceito: o de trabalhador auto-suficiente, que é aquele que tem poder de barganha para negociar condições sem a CLT [Consolidação das Leis do Trabalho]. A partir de certo nível salarial, o trabalhador faria contrato comercial com empresa”, sugeriu.

Baixa qualificação
Além do regime da CLT e do empregado auto-suficiente, a empresa poderia escolher ainda regimes especiais de demissão para empregos de curta duração (como agricultura e construção civil), para empregos contínuos ou para para pequenas e microempresas.

Para Menezes Filho, o ponto fundamental a ser discutido é a qualificação da mão-de-obra que, segundo ele, condiciona a produção de tecnologia e inovação e, conseqüentemente, o aumento da produtividade. “A produtividade está ligada à tecnologia e inovação. E o crescimento da produtividade é o caminho para aumentar empregos e fazer crescer a economia a longo prazo”, afirmou.

O professor mencionou que estudos internacionais indicam uma relação direta entre a capacidade de um país produzir inovação e tecnologia e sua produtividade. O principal fator inibidor da inovação seria a falta de qualificação.

“Cerca de 55% dos empresários brasileiros disseram não inovar devido à falta de mão-de-obra qualificada. Na Índia, o fator foi citado por 44% dos empresários. Isso mostra o impacto da baixa qualidade da educação sobre a economia do país”, disse.

Para Menezes Filho, o Brasil precisa de uma nova rodada de liberalização comercial, como a que ocorreu no fim do século passado. “Mas é preciso também flexibilizar o mercado de trabalho, diminuindo encargos e multas de demissão. Enquanto o país melhora a educação, é preciso diminuir o custo de contratação e de demissão do trabalhador menos qualificado.”

Para Camargo, não há rigidez no mercado de trabalho brasileiro. “Há rigidez no contrato de trabalho, não no mercado. Toda restrição trabalhista da lei brasileira pode ser negociada financeiramente”, disse.

No Brasil, segundo o professor da PUC-RJ, quase sempre, quando o trabalhador vai à Justiça do Trabalho, o empresário faz um acordo e paga pela reclamação. “Isso mostra que o mercado de trabalho já é flexível – prova disso é a alta rotatividade”, afirmou.

Se o Brasil tem cerca de 60% dos trabalhadores na informalidade, isso não se deve à suposta rigidez do mercado, na opinião de Camargo. “O empresário prefere arriscar a ser processado do que assinar o contrato de trabalho. Ele paga o preço para ficar fora da legislação. Como o contrato é rígido, ele fica fora”, disse.

Para Camargo, uma futura reforma não deveria alterar as formas de demissão. “É melhor deixar as partes livres para negociar. Não acho que o regime de demissão seja a causa do desemprego”, disse.

Incentivo à demissão
A razão para o alto desemprego no país, segundo José Márcio de Camargo, seria a “assimetria de informações” no mercado de trabalho. “O trabalhador sabe bem qual é sua qualificação, mas a empresa não a comprova. Então, ela não quer pagar o salário que ele merece por sua qualificação e ele não quer aceitar salário mais baixo, gerando o desemprego”, explicou.

O desemprego é maior nas faixas intermediárias de qualificação. Isso ocorreria porque aqueles sem qualificação alguma aceitam ganhar salário mínimo. E quem tem muita qualificação é facilmente identificado pela empresa, pelos currículos citando universidades conhecidas e cursos consagrados.

“Mas quem está em níveis médios de qualificação fica desempregado, porque não aceita qualquer emprego, Mas a empresa não tem informação evidente sobre sua qualificação”, disse Camargo.

A outra razão para o desemprego, segundo o pesquisador, é a transferência de renda de outras fontes, que permitem ao trabalhador recusar empregos mal pagos. “A taxa de desemprego é 30% maior nas famílias onde há pelo menos um aposentado, por exemplo”, disse.

Para Camargo, o principal problema do mercado brasileiro é o incentivo à demissão. “Todos querem pegar a ‘indenização’ do FGTS. O empresário não investe em qualificação, porque há esse incentivo à demisão. Ele prevê que o funcionário sairá logo e não quer gastar em sua qualificação para depois perder esse capital humano”, destacou.

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

Planta da medicina popular tem efeito vasodilatador

Pacientes com pressão arterial elevada podem ganhar mais uma alternativa de tratamento.

Encontrada em todo o Brasil e popularmente conhecida como chapéu-de-couro, a espécie Echinodorus grandiflorus foi o alvo de estudo de pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), que comprovaram os efeitos farmacológicos do extrato da planta.

O potente efeito vasodilatador do composto é semelhante ao atingido pelo tratamento crônico tradicional da hipertensão arterial, resultado que a equipe do Laboratório de Farmacologia Neuro-Cardiovascular da unidade espera verificar também em humanos.

Fonte: Portal Fiocruz

Anp amplia capacidade autorizada de produção de biodiesel

A receita pode subir para US$ 1,8 bilhão com o B5, previsto para 2013, mas que pode ser antecipado. A capacidade autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para produção de biodiesel no Brasil até julho de 2007 foi de 1,6 bilhão de litros/ano, produzidos por 35 fábricas e comercializados em mais de cinco mil postos revendedores.

Este volume é o dobro do suficiente para atender a mistura B2 legalmente obrigatória, de 2% de biodiesel com 98% de diesel até janeiro de 2008, estabelecida pelo Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), de 800 milhões de litros ao ano. O potencial do Brasil é de geração de US$ 700 milhões com a mistura B2 e produção de 800 milhões de litros/ano e de US$ 1,8 bilhão com a mistura B5 (de 5% a partir de 2013) e produção de 2,2 bilhões de litros/ano.

As informações foram prestadas pelo membro da Comissão Executiva do Programa de Bioenergia do governo Federal, José Honorário Accarini, durante o seminário Biocombustíveis promovido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis, na semana passada. Segundo Accarini, o Brasil pode produzir biodiesel com mais de 100 matérias-primas, "uma bênção, uma abundância", comenta, "mas cada região ou estado precisa encontrar o melhor caminho".

Accarini diz que o mundo todo procura por fontes de energias renováveis e há um mercado firme e crescente. "Há grandes interesses e capitais envolvidos, temos que engajar a agricultura familiar e as regiões mais pobres neste mercado", afirma. Para ele o Brasil tem um destino: "ocupar seu espaço na produção de biocombustível." "O biodiesel é o novo combustível do Brasil. Temos solo, clima, água e competência para produzir o petróleo verde, que com o conceito amplo de sustentabilidade nunca vai acabar", salientou a uma platéia de empresários.

O executivo afirma que os americanos e europeus querem usar o etanol e o biodiesel, biocombustíveis que estão "na crista da onda" no Brasil. "Não é viável economicamente e tecnicamente ao Brasil exportar cana-de-açúcar. Eles vão ter que importar o etanol". Segundo ele, com o biodiesel é diferente e tanto o grão ou o óleo podem ser exportados. "Agrega valor ao País exportar o óleo, porque daí fica aqui a glicerina e o farelo". Ele diz que cada US$ 1,00 produzido pelo agronegócio brasileiro gera US$ 3,00 no PIB.

Accarini diz que o papel das políticas públicas é proteger os elos mais fracos da cadeia produtiva e garantir a oferta de biodiesel de qualidade. "O avanço deste mercado vai reduzir a emissão de poluentes e de gastos com importações de petróleo e derivados".

Nos leilões de compra da ANP, realizados a partir de 23 de novembro de 2005 até fevereiro deste ano foram adquiridos 885 milhões de litros, sendo o último preço médio estabelecido em R$ 1,862/litro. A geração de empregos na agricultura familiar foi de 225 mil postos de trabalho. "A participação de empresas foi acima do esperado e as regiões Norte e Nordeste participaram com 49% dos volumes arrematados", afirma.

O PNPB também estabelece um modelo tributário diferenciado que pode chegar a isenção de 100% dos impostos (PIS, Cofins, IPI e Cide) se as regiões forem Norte, Nordeste e semi-áridos e o biodiesel for produzido a partir da mamona ou palma. De modo geral, para a agricultura familiar a redução do PIS e Cofins é de 68% e a alíquota é zero para o IPI e Cide.

Nos leilões da ANP foram adquiridos, até fevereiro deste ano, 885 milhões de litros, sendo R$ 1,862/litro o último preço médio praticado.

Ainda de acordo com Accarini, não há mais medidas legais ou normativas pendentes no âmbito federal para se produzir, comercializar e usar biocombustível no Brasil. Segundo ele, todo agente econômico que se interessar em produzir esse novo combustível terá marco regulatório legal concluído, financiamento à toda cadeia produtiva, apoio à pesquisa e desenvolvimento e cooperação e intercâmbio com outros países.

Há, no entanto, preocupações recorrentes relacionadas à expansão do mercado, como a concorrência com a produção de alimentos, sendo a soja e o milho os mais citados, avanço sobre a Amazônia e biomas e a sustentabilidade dos biocombustíveis enquanto redutores líquidos da emissão de gases causadores do efeito estufa. "Mas é preciso destacar alguns contrapontos importantes e poucos citados", diz.

Segundo ele, não é possível cultivar cana-de-açúcar na Amazônia e as área degradadas existentes podem ser utilizadas para o cultivo de oleaginosas com ganhos ambientais importantes. Nas regiões produtoras tradicionais de etanol existem áreas de pastagens extensivas que podem ser convertidas. "Na agricultura brasileira há uma fronteira agrícola interna que pode ser explorada com ganhos de produtividade sustentáveis."

Fonte: Juliana Wilke/ Biodieselbr

Prorrogado prazo para as inscrições do Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador

O Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador teve prorrogado o prazo de inscrição para os interessados. Agora, as empresas têm até o dia 13 de agosto, próxima segunda-feira para se inscrever.

As inscrições para o Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador foram prorrogadas até o dia 13 de agosto. A premiação é promovida pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (ANPROTEC), em parceria com o SEBRAE, Ministério da Ciência e Tecnologia, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, CNPq, Finep e CNI/IEL, e é a mais importante da categoria no Brasil.

O prêmio surgiu em 1997 com o objetivo de reconhecer e celebrar o trabalho e dedicação das incubadoras de empresas, parques tecnológicos, projetos e empreendimentos inovadores. Este ano, completa sua 11ª edição e contemplará sete categorias: Melhor Programa de Incubação de Empreendimentos Inovadores orientados para o Desenvolvimento de Produtos Intensivos em Tecnologia (PIT); Melhor Programa de Incubação de Empreendimentos Inovadores orientados ao Desenvolvimento Local e Setorial (DLS); Melhor Parque Tecnológico / Habitat de Inovação (PTH); Melhor Projeto de Promoção da Cultura do Empreendedorismo Inovador (CEI); Melhor Empresa Incubada (EI); Melhor Empresa Graduada.

Por meio do Prêmio, há a oportunidade de apresentar ao governo, aos parceiros, patrocinadores, investidores e à sociedade de forma geral, as características que fazem com que esse setor cresça cerca de 30% ao ano e comprovem a baixa mortalidade de 7% das empresas graduadas.

Além disso, o Prêmio permitirá identificar as características que tornam esse setor mais próximo do empreendedor brasileiro, que utiliza a criatividade para superar barreiras. Mais informações, regulamento e a ficha de inscrição por categoria podem ser encontrados no endereço.

Fonte: Anprotec

Fórum de Saúde Pública da Universidade Estadual Paulista

“Sistema Único de Saúde: conceito ampliado de saúde e integralidade da atenção” será o tema central do Fórum de Saúde Pública da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que será realizado no dia 22 de agosto, em Araraquara (SP).

Com promoção da Faculdade de Odontologia de Araraquara da Unesp, o objetivo é reunir alguns dos principais especialistas em saúde pública no país para discutir os caminhos do SUS.

“Saúde: conceito ampliado”, “Vínculo e acolhimento na saúde”, “Integralidade e a legitimação do direito à saúde”, “A subjetividade no campo da saúde” e o “O dever do SUS na construção da autonomia em saúde” serão assuntos em pauta.

Mais informações no endereço.

Fonte: Agência Fapesp

15º Congresso de Iniciação Científica da Universidade Federal de São Carlos

Terminam no dia 10 de agosto as inscrições para a apresentação de trabalhos no 15º Congresso de Iniciação Científica da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O evento, que integra a 7ª Jornada Científica da instituição, será realizado de 8 a 11 de outubro.

Os estudantes interessados, de qualquer institução de ensino superior do país, podem se inscrever gratuitamente. Os resumos dos trabalhos, que serão expostos na forma de painel, deverão ser submetidos eletronicamente por meio de formulário disponível na internet.

A Jornada Científica da UFSCar procura dar visibilidade para atividades acadêmicas realizadas em três tópicos centrais: o ensino, a pesquisa e a extensão. Ocorrerão ainda, simultaneamente, o 6º Encontro de Extensão, o 6º Congresso de Pós-Graduação e o 3º Workshop de Grupos de Pesquisa.

Mais informações no endereço.

Fonte: Agência Fapesp

Inscrições para o Prêmio Crefito-3 terminam dia 15 de agosto

Fisioterapeutas e estudantes de todo o país têm até 15 de agosto para inscrever trabalhos no Prêmio Crefito-3 de Desenvolvimento Científico da Fisioterapia.

Promovido pelo Conselho de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Estado de São Paulo (Crefito-3), tem como objetivo estimular a produção científica da fisioterapia no Brasil com premiações para as quatro melhores pesquisas científicas da área.

Serão concedidos R$ 4 mil ao primeiro colocado, R$ 3 mil ao segundo, R$ 2 mil ao terceiro e R$ 1 mil ao quarto colocado. Os trabalhos serão avaliados pela Comissão Científica do 17º Congresso Brasileiro de Fisioterapia.

Os 30 melhores trabalhos selecionados receberão ainda menção honrosa e poderão ser apresentados na forma oral durante o congresso, que ocorrerá de 10 a 13 de outubro, em São Paulo, com promoção da Associação de Fisioterapeutas do Brasil.

Todos os trabalhos selecionados também serão publicados na Revista Brasileira de Fisioterapia, editada pela Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Fisioterapia.

Mais informações no endereço ou pelo telefone(11) 3171-0921

Fonte: Agência Fapesp

Riscos ocupacionais para o câncer de laringe: um estudo caso-controle

Occupational risks for laryngeal cancer: a case-control study
Fatores de risco no câncer de laringe
O tabagismo e o consumo de álcool são os fatores de risco mais bem estabelecidos para o câncer de laringe. A relação é conhecida desde a década de 1950, quando foram concluídos os primeiros estudos epidemiológicos sobre essa neoplasia, responsável por cerca de 73,5 mil mortes por ano no mundo.

Agora, uma pesquisa realizada na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) traz novas perspectivas para o entendimento das causas da doença. Segundo o estudo, indivíduos expostos em ambientes de trabalho à sílica, à fuligem e a toxinas presentes em locais de criação de animais têm risco aproximadamente duas vezes maior de desenvolver câncer de laringe, quando comparados a pessoas não expostas a essas substâncias.

O trabalho, que acaba de ser publicado na revista Cadernos de Saúde Pública, foi conduzido pelo médico Sergio Sartor em seis hospitais do município de São Paulo. Participaram 122 pessoas com câncer de laringe – 104 homens e 18 mulheres – e 187 que não apresentavam a doença – 142 homens e 45 mulheres. Todos com idades entre 38 e 79 anos.

Os indivíduos foram entrevistados nos hospitais, por meio de questionários padronizados que incluíam informações sociodemográficas, história ocupacional, condições de moradia, histórico familiar de câncer, antecedentes de doenças infecciosas e padrões de dieta.

Os resultados apontaram que os indivíduos com exposição à sílica cristalina livre respirável tiveram 1,83 vez mais chances de desenvolver câncer de laringe, enquanto o índice foi de 1,80 para aqueles com contato com animais e de 1,78 com fuligem.

“Quando analisamos partículas sólidas que ficam dispersas no ar após a queima de metais utilizados no processo de soldagem, por exemplo, esse índice subiu para 2,55. Essa categoria de material em suspensão foi chamado no estudo de ‘fumos em geral’”, disse Sartor, também subgerente de Serviços de Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo.

O pesquisador explica que poeiras com alto teor de sílica são normalmente produzidas com o corte de mármores e granitos. A fuligem, por sua vez, é gerada com a queima de carvão mineral, madeira e óleo combustível. Já os riscos identificados no estudo com a criação de animais ocorrem principalmente no manejo do gado.

“A terra do solo contaminada com fezes e urina, que vira poeira quando os animais se movimentam, contém toxinas e bactérias que podem estar contribuindo para o câncer de laringe, assim como a inalação de pesticidas utilizados para o tratamento de pragas como carrapatos”, sugere o pesquisador. “Identificamos as relações citadas, mas as causas potenciais devem ser mais bem estudadas.”

O estudo integrou um projeto multicêntrico que abrange pesquisadores do Brasil, Argentina e Cuba, denominado Estudo Internacional de Fatores Ambientais, Vírus e Câncer de Cavidade Oral e Laringe. Coordenado pela Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (Iarc), na França, o projeto teve como objetivo investigar o papel de diversos fatores para o desenvolvimento de câncer de boca, faringe e laringe.

Leia o artigo Riscos ocupacionais para o câncer de laringe: um estudo caso-controle, disponível na biblioteca eletrônica SciELO (FAPESP/Bireme).

Fonte: Thiago Romero /Agência Fapesp - 09/08/2007

Ouro Preto recebe Festival de Mineração

De 09 a 12 de agosto, será realizado, em Ouro Preto, o Festminas, o Festival de Mineração, Metalurgia e Siderurgia. O evento é gratuito e reunirá estudantes de escolas e faculdades, profissionais do setor e público em geral do Quadrilátero Ferrífero, região pioneira na mineração brasileira. O Festminas é uma realização da Revista Minérios & Minerales em parceria com o Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas da UFOP. Acontecerá das 14h às 21h, no Hotel Estalagem das Minas Gerais, Km 90 da Rodovia dos Inconfidentes, em Ouro Preto.

O FestMinas vai mostrar, ao público visitante, a importância da mineração na vida do País e a contribuição dos bens minerais na qualidade de vida da população. Durante quatro dias, os visitantes estarão em contato com inúmeras novidades, além de conhecerem o acervo do Museu de Ciência e Técnica com amostras de minerais e de um automóvel Ford 1932 exibindo seus constituintes internos, utilizados nas aulas de mecânica da Escola de Minas. Os visitantes poderão conhecer quais são os tipos de metais e minerais utilizados na construção de um automóvel, assim como a estrutura de uma casa semiconstruída demonstrando, também, como a mineração está presente na mobília e nos equipamentos domésticos, nas roupas e nos objetos presentes no cotidiano das pessoas.

O espaço do meio ambiente reforçará a importância da preservação e dos programas desenvolvidos pelas mineradoras para recuperar as áreas lavradas e no apoio às comunidades locais, com um projeto cenográfico que recriará a flora local.

Durante o evento, acontece o lançamento do livro de fotografias sobre a Ferrovia Vitória a Minas, com o registro do impacto socioeconômico da ferrovia ao longo do seu traçado, além de personagens e o folclore ligados às cidade e vilas. Nos quatro dias do festival, haverá shows de música à noite para o público presente.

Mais informações pelo endereço e no Fone/Fax: (31)3559-311 - Museu de Ciência e Técnica Escola de Minas/UFOP.

Fonte: Ufop