segunda-feira, 6 de agosto de 2007

IDAF ministra palestra "Dia Nacional do Campo Limpo" na UVV

No dia 15 de agosto, quarta feira, das 9 h as 11 h no Anfiteatro da UVV os profissionais do IDAF - Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo estarão ministrando gratuitamente a palestra : Dia Nacional do Campo Limpo.

Esse evento tem o objetivo de esclarecer aos alunos dos cursos de Zootecnia, Veterinária e Biologia da UVV e demais interressados no assunto a importância para a saúde humana e para o meio ambiente da destinação final correta das embalagens vazias de agrotóxicos.

Segundo a Coordenadora do Curso de Zootecnia prof. Maria Araci Grapiuna de Carvalho " a destinação final das embalagens vazias de agrotóxicos é um procedimento que requer a participação efetiva de todos os agentes envolvidos na fabricação, comercialização, utilização, licenciamento, fiscalização e monitoramento das atividades relacionadas com o manuseio, transporte, armazenamento e processamento dessas embalagens.

É importante conhecer o que fazer com as embalagens de produtos fitossanitários pois mesmo depois de esvaziadas, as embalagens normalmente contêm resíduos de produto no seu interior que pode causar poluição ao meio ambiente.

A Lei Federal n.º 9.974 de 06/06/00 disciplina a destinação final de embalagens vazias de agrotóxicos e determina as responsabilidades para o agricultor, o revendedor e para o fabricante.

Fonte: Uvv

Divulgado resultado do edital PPP da Fapes

Na semana passada, a Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Fapes) divulgou o resultado do edital do Programa Primeiros Projetos (PPP). Do total de 67 projetos apresentados, 18 foram contemplados. De acordo com a instituição, os pesquisadores que tiveram seus projetos aprovados deverão protocolar o pedido de financiamento na Fapes até o dia 10 de agosto e deverão apresentar os documentos que estão faltando, como o parecer do Comitê de Ética.

De acordo com a fundação, todas as propostas foram avaliadas por consultores ad hoc de fora do Estado e por um comitê gestor. A idéia do PPP é financiar projetos de jovens pesquisadores doutores vinculados às instituições públicas de ensino e pesquisa. Entre os critérios para participação no programa, constam: ter título de doutor obtido há menos de 10 anos; ter vínculo com instituições de ensino superior, fundações ou centros de pesquisa e desenvolvimento públicos; não ser coordenador de projetos aprovados por agência de fomento nacional ou internacional; e ter currículo atualizado na Plataforma Lattes.

O programa contará com R$ 450 mil. Além disso, a Fapes vai apoiar a aquisição, modernização, ampliação ou recuperação da infra-estrutura de pesquisa científica e tecnológica nas instituições públicas de ensino superior, buscando dar suporte para os pesquisadores e para os grupos de pesquisas.

O resultado do edital está disponível no endereço.

Fonte: Gestão CT

Brasileiros conquistam cinco medalhas no Vietnã

Estudantes brasileiros conquistaram cinco medalhas na 48ª edição da Olimpíada Internacional de Matemática, realizada no fim de julho, em Hanói, Vietnã.

Henrique Ponde de Oliveira Pinto, de Salvador, e Régis Prado Barbosa, de Fortaleza, receberam medalhas de prata. Ramon Moreira Nunes, Rafael Sampaio de Rezende, ambos de Fortaleza, e Rafael Tupinambá Dutra, de Belo Horizonte, ganharam medalhas de bronze. O Brasil também conquistou uma menção honrosa.

Considerada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como a competição mais importante na área, a olimpíada contou com a participação de jovens de 14 e 19 anos de 93 países. O Brasil foi representado por uma equipe de seis estudantes, liderados pelos professores Carlos Gustavo Tamm de Araújo Moreira, do Rio de Janeiro, e Onofre Campos da Silva Farias, de Fortaleza.

As provas foram realizadas em dois dias consecutivos, abrangendo disciplinas como álgebra, teoria dos números, geometria e combinatória. Em cada dia, os participantes resolveram três problemas em quatro horas e meia de prova.

O Brasil participa da Olimpíada Internacional de Matemática desde 1979, tendo conquistado um total de 75 medalhas, sendo sete de ouro, 13 de prata e 55 de bronze.

A participação brasileira na competição é organizada por meio da Olimpíada Brasileira de Matemática, projeto conjunto da Sociedade Brasileira de Matemática e do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, que conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, do Instituto do Milênio Avanço Global e Integrado da Matemática Brasileira e da Academia Brasileira de Ciências.

Fonte: Agência Fapesp

Fisiologia da desnutrição

Com um 1 ano e 3 meses, Lia mal conseguia manter-se sentada enquanto a maior parte das crianças da mesma idade já começa a andar. O motivo do atraso no desenvolvimento era a carência de nutrientes desde a gestação, que, além de ser a principal causa de mortalidade infantil nos países em desenvolvimento, pode causar danos permanentes à saúde.

Após quase duas décadas em que investiga os efeitos da desnutrição infantil, a bióloga Ana Lydia Sawaya, do Departamento de Fisiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), hoje consegue explicar por que a alimentação insuficiente tem efeitos duradouros e produz adultos obesos, diabéticos e com problemas cardiovasculares. E, mais do que destrinchar a fisiologia da desnutrição, ela investiu em recuperar crianças como Lia e mostrou que tratá-las até os 6 anos de idade pode evitar boa parte desses problemas.

Lia mora numa favela da Zona Sul da cidade de São Paulo, onde Ana Lydia faz boa parte de sua pesquisa. Ela escolheu trabalhar com essa população não só porque é a que mais sofre as conseqüências da pobreza. “São pessoas excluídas, fora do mercado de trabalho e do alcance das políticas públicas que poderiam ajudá-las”, explica.

Ao investigar a saúde de habitantes de favelas em São Paulo e em Maceió, onde cerca de 50% da população vive em situação de miséria, o grupo de Ana Lydia verificou que adolescentes desnutridos durante a infância apresentam taxas de obesidade e hipertensão muito mais altas do que o resto da sociedade brasileira, e maior risco de desenvolver diabetes quando adultos.

Alguns de seus resultados mais recentes mostram uma elevada prevalência de hipertensão em adolescentes que foram crianças desnutridas – que chega a 21% em São Paulo. É muito alto se comparado a adolescentes que não sofreram desnutrição (7%). Para adultos com baixa estatura em Maceió essa prevalência é de 28,5% e afeta mais as mulheres (44%) do que os homens (18%); em mulheres obesas pode chegar a 50%.

O grupo da Unifesp descobriu que essa alteração na pressão arterial surge por causa de lesões que reduzem a elasticidade dos vasos sangüíneos e da má-formação dos rins.

Clique aqui para ler o texto completo"As mutações da fome" na edição 138 de Pesquisa FAPESP.

Fonte: Maria Guimarães /Pesquisa Fapesp

Entraves da Lei da Inovação

Carlos Américo Pacheco, secretário-adjunto da Secretária de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, avalia positivamente a Lei da Inovação (10.973/04). Muito mais, no entanto, por ela ter induzido o debate sobre a relevância da inovação no país do que pelas suas conseqüências práticas.

Levando em conta que um dos mecanismos da lei, que “dispõe sobre incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo”, objetiva promover a transferência de conhecimentos entre universidades e empresas, segundo Pacheco, a lei “não é auto-aplicável”, ainda que tenha conseguido mobilizar o setor privado e despertar o interesse das instituições em torno da criação de uma agenda comum de investimentos para a inovação.

“Embora crie um arcabouço jurídico mais favorável à interação entre atores, a Lei da Inovação ainda pressupõe um ativismo forte de outras políticas públicas para a exploração de suas potencialidades”, disse Pacheco durante a Feira de Negócios em Inovação Tecnológica entre Empresas, Centros de Pesquisa e Universidades (Inovatec), que terminou na sexta-feira (3/8), na capital paulista.

“Se não houver outras modalidades de apoio para fomentar as iniciativas de cooperação entre universidades e empresas, a lei por si só não resolverá o problema”, apontou o também professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Para Pacheco, o texto da lei, amplamente discutido antes de ser regulamentado em 2005, “ainda continua enfrentando um conjunto de gargalos de natureza jurídica e institucional”.

No caso das patentes, antes da lei, segundo o professor, as empresas tinham mais facilidade para contornar os entraves jurídicos em contratos de licenciamento de uma nova invenção, o que era feito com mais rapidez e agilidade.

“A lei que deveria flexibilizar o licenciamento de patentes acabou criando dificuldades maiores. Por isso, devemos reavaliar e atualizar esse quadro regulatório. Precisamos de uma ação mais indutora que aproveite as possibilidades abertas pelos instrumentos da lei, como os incentivos às parcerias público-privadas, de modo que a inovação se torne realidade nas empresas brasileiras”, destacou.

Divulgação escassa
Outro problema citado na Inovatec para a aplicação da Lei da Inovação é a falta de divulgação junto ao setor empresarial. No debate logo após a apresentação de Pacheco, empresários presentes ao encontro quiseram saber quais os impedimentos para a maior disseminação da lei.

Reinaldo Dias Ferraz de Souza, coordenador-geral de Serviços Tecnológicos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), concordou que muitos empresários ainda desconhecem mecanismos importantes, como o da subvenção econômica que, previsto tanto na Lei de Inovação como na Lei do Bem (11.196/05), permite a aplicação de recursos públicos não-reembolsáveis diretamente nas empresas para financiar atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Para Souza, o maior entrave para essa falta de conhecimento é a dificuldade de entendimento dos textos das leis. “Com a grande quantidade de instrumentos, editais, programas e fundos, o financiamento da tecnologia parece não ser mais o grande gargalo. O problema é a tecnologia do financiamento”, afirmou.

“Os textos são escritos em linguagem técnica e dificultam a percepção do que realmente pesquisadores e empresários precisam entender para transferir tecnologia, tornando o marco regulatório cada vez mais confuso”, disse.

Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp

Hubble - Missão cumprida

O Hubble vive os capítulos finais de uma história gloriosa. Em 2013 chegará ao fim a aventura do telescópio espacial que, lançado em 1990, mediu a idade do Universo, mostrou detalhes espetaculares e sem precedentes do espaço sideral, desencadeou diversas novas teorias e gerou mais de 7 mil artigos científicos.

Na avaliação do brasileiro Ivo Cláudio Busko, astrônomo da equipe responsável pelo Hubble no Space Telescope Science Institute (STScI), o telescópio não apenas cumpriu sua função como foi mais bem-sucedido do que o esperado.

“O balanço desses 17 anos é extremamente positivo. O retorno foi muito maior do que se podia imaginar na época do lançamento, porque o equipamento levou a descobertas totalmente inesperadas, trouxe muitas respostas e gerou novos problemas científicos”, disse Busko.

Busko acompanhou o lançamento do Hubble em 1990, quando fazia pós-doutorado no STScI, com apoio da FAPESP. De volta ao Brasil, integrou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em 1995, retornou aos Estados Unidos, contratado pelo STScI. Atualmente, trabalha na construção do telescópio espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês), que será lançado em 2011 para substituir o Hubble

De acordo com Busko, a vida útil do Hubble será prolongada por cinco anos a mais do que o previsto inicialmente, graças à quinta missão tripulada de manutenção e atualização, que deverá ser realizada em dezembro de 2008. “Cinco anos depois, o Hubble deverá ser desativado definitivamente”, disse.

O pesquisador explicou que o Hubble requer missões tripuladas periódicas para substituir componentes que têm vida útil determinada, como giroscópios, baterias e painéis solares e para substituir os instrumentos científicos por outros mais modernos.

“Além disso, é preciso reerguer o telescópio para uma órbita mais alta, uma vez que ele desce continuamente devido ao arrasto da atmosfera, ainda apreciável na altitude relativamente baixa em que fica, a 600 quilômetros da Terra”, disse.

Busko lembra que o próprio ônibus espacial será removido de serviço. Com isso, o Hubble estará naturalmente condenado, pois deixará de contar com um veículo para que suas manutenções sejam realizadas. “A última missão do ônibus acoplará ao telescópio um módulo robótico de de orbitagem, que fará com que ele caia em um local específico do mar, em 2013.”

Segundo o astrônomo, um instrumento como o Hubble é projetado tendo em vista os problemas científicos do momento. Depois de certo tempo de uso, o retorno é cada vez menor, justificando sua desativação. “A operação se torna cara demais para ser mantida. E os problemas científicos, inclusive graças ao próprio Hubble, mudaram bastante nesses anos.”

Em seus 17 anos, o Hubble fez cerca de 800 mil observações e acumulou meio milhão de imagens de mais de 25 mil objetos celestes. O equipamento realizou cerca de 100 mil viagens em torno da Terra, percorrendo cerca de 3,8 milhões de quilômetros – a distância equivalente a uma viagem de ida e volta a Saturno. Foram produzidos mais de 30 terabytes (trilhões de bytes) de dados.

“É difícil mencionar as principais contribuições do Hubble à ciência, porque foram muitas. Uma elas foi confirmar a evidência da existência de energia escura. Já se sabia que a expansão do Universo estava em aceleração, mas ele permitiu calcular o valor dessa aceleração”, disse Busko.

O Hubble enviou à Terra imagens inéditas do Sistema Solar, de estrelas distantes e de galáxias formadas logo após o Big Bang. Por sua vez, o JWST é destinado a novos problemas científicos e deverá ser capaz de investigar o espaço muito mais profundamente e talvez observar o próprio nascimento do Universo.

“Esse tipo de questão é mais bem abordado por meio da região infravermelha do espectro eletromagnético. Ao contrário do Hubble, que é voltado para a luz visível e para o ultravioleta, o JWST é otimizado para o infravermelho, de forma a enxergar imensas distâncias e passados longínquos”, explicou Busko.

Uma das condições para funcionamento do JWST é que o telescópio seja posicionado o mais longe possível da Terra e da Lua, que são fontes de infravermelho fortes e que prejudicariam as observações. “Por isso, o JWST ficará em um dos chamados pontos lagrangianos do sistema Terra-Lua-Sol, cuja distância da Terra é semelhante à distância da própria Lua. Em outras palavras, estará totalmente fora do alcance de qualquer espaçonave tripulada projetada para as próximas décadas”, disse.

Como o novo telescópio não contará com viagens posteriores de manutenção, como o Hubble, ele precisará ser completamente autônomo, contendo todos os elementos necessários para que se autoconserte a partir de comando remoto. “O projeto é todo robótico, redundante, móvel e posicionável”, disse.

Segundo o professor, o JWST será lançado pelo foguete europeu Ariane 5 e deverá ter uma vida útil de dez anos. O telescópio é o primeiro de uma nova geração de observatórios espaciais feitos para órbitas a mais de 1 milhão de quilômetros da Terra. Ele terá alcance maior do que todas as observações feitas até hoje.

O novo telescópio custará cerca de US$ 4,5 bilhões, incluindo desenvolvimento, lançamento e operação. Só a missão a ser lançada em dezembro de 2008 consumirá cerca de US$ 900 milhões. O Hubble custou entre US$ 7 bilhões e US$ 8 bilhões.

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

11º Simpósio Brasileiro de Computação Musical

O 11º Simpósio Brasileiro de Computação Musical ocorrerá de 1º a 4 de setembro, na capital paulista, com promoção da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da Universidade de São Paulo (USP).

No encontro, que reunirá cientistas, pesquisadores, músicos, artistas e estudantes com interesse na intersecção entre computação e música, serão apresentados artigos científicos, pôsteres, palestras e workshops.

Estarão presentes convidados como Roger Dannenberg, professor da Universidade Carnegie-Mellon. nos Estados Unidos, e Mikhail Malt, do Instituto de Pesquisa e de Coordenação Acústico-Musical (Ircam), na França.

O evento contará ainda com concertos de música contemporânea.

Mais informações no endereço.

Fonte: Agência Fapesp

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

Estão abertas as inscrições de atividades para a edição 2007 da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, evento coordenado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) que ocorrerá de 1º a 7 de outubro em todo o país, com o tema “Terra!”.

Segundo os organizadores, a proposta é mobilizar a população em torno de temas e atividades de ciência e tecnologia, valorizando a criatividade, a atitude científica e a inovação, além de chamar a atenção para a importância do setor para o desenvolvimento do país e contribuir para que a população possa conhecer e discutir os resultados e o impacto de pesquisas.

As atividades idealizadas por professores, pesquisadores e instituições devem ser cadastradas no site do evento, para que o público tome conhecimento do que está sendo feito e para que as coordenações regionais e a organização nacional da semana possam acompanhar os trabalhos, saber onde estão sendo desenvolvidos e divulgá-los.

Em 2006, foram realizadas 8.654 atividades, entre experimentos, exibição de filmes, exposições, palestras, oficinas, visitas a laboratórios, jogos, teatro e música, que ocorreram em cerca de 400 cidades e envolveram 1.014 instituições de ensino e pesquisa, empresas, escolas, órgãos de governo, grupos de pesquisa e secretarias estaduais e municipais.

Mais informações no endereço.

Fonte: Agência Fapesp