sábado, 4 de agosto de 2007

Geladeira solar

Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) desenvolveram um novo sistema de refrigeração à base de energia solar, que poderá beneficiar produtores rurais de leite no Nordeste brasileiro.

O sistema resfria o leite por meio de um processo de absorção sólida. O projeto foi desenvolvido por Ana Rosa Mendes Primo, professora do Grupo de Engenharia Térmica do Departamento de Engenharia Mecânica da UFPE, e por Rogério Klüppel, professor aposentado da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

De acordo com Ana Rosa, o sistema, que atinge temperatura mínima de 7ºC, começou a ser desenvolvido em 2002, quando o Ministério da Agricultura estabeleceu novas normas técnicas para a coleta e o transporte de leite em propriedades rurais.

“A lei determina que todo tipo de leite deve ser refrigerado ainda no local de produção, o que causa dificuldades para os produtores, uma vez que a maioria tem acesso precário e caro à energia elétrica”, disse Ana Rosa.

Contando só o leite bovino, Pernambuco produz cerca de 186 milhões de litros por ano. A bacia leiteira se concentra no agreste (71%). O sertão produz 16% e a zona da mata 10%. A atividade emprega cerca de 80 mil pessoas no estado.

Segundo a pesquisadora da UFPE, a tecnologia de refrigeração solar poderá contribuir para diminuir o êxodo rural em todo o Nordeste, aproveitando as condições climáticas favoráveis de céu limpo e pouca precipitação ao longo do ano.

O refrigerador é composto por um coletor solar plano, cujo interior é cheio de sílica gel – material usado para absorver umidade. O sistema tem uma válvula de passagem de água com acionamento manual.

“A sílica gel libera vapor d’água a partir da ação do sol. Quando o sol incide sobre o reator, o calor penetra no coletor e a sílica começa a expulsar o vapor d’água, que é direcionado para o condensador, liquefeito e acumulado em um recipiente”, disse.

Segundo Ana Rosa, no meio da tarde, quando o calor começa a diminuir, é preciso abrir a válvula para que a água desça para o evaporador, produzindo a refrigeração dos baldes de leite. “O vapor retorna pelo mesmo caminho pelo qual passou a água. Quando o sol volta a nascer, é hora de fechar a válvula e recomeçar o ciclo”, explicou.

Os pesquisadores trabalham agora para incorporar ao sistema um controle automático para a válvula, dispensando a abertura manual para a liberação da água no fim do dia. “A idéia é incorporar uma válvula solenóide operada por energia solar, criando um sistema independente para ela”, disse a pesquisadora.

Atualmente, uma produção de cem refrigeradores solares faria com que cada unidade custasse em torno de R$ 5, na avaliação dos pesquisadores. “É um custo mais que razoável, levando em conta que o tempo de vida útil de cada equipamento é de 30 anos”, disse. Segundo Ana Rosa, a empresa paraibana Solartech, que pertence a Klüppel, pretende fabricar o equipamento

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

FAPESP e The Museum of Fine Arts realizam seminário sobre o Concretismo e Neoconcretismo

Depois de meio século, um dos momentos históricos mais importantes para a arte brasileira passa por uma ampla revisão crítica. Parte importante dessa reflexão será apresentada, nos dias 13 e 14 de setembro, em Houston, nos Estados Unidos, durante o Seminário Internacional Concretismo e Neoconcretismo 50 Anos Depois.

O seminário, que pretende gerar quadros teóricos e novas linhas de pesquisa para a interpretação do concretismo, é fruto do projeto Arte no Brasil: textos críticos do século 20, resultado de parceria entre a FAPESP e o Museum of Fine Arts, Houston (MFAH). O projeto foi lançado em maio e coordenado pela historiadora da arte Ana Maria de Moraes Belluzzo, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP).
O Arte no Brasil, por sua vez, integra o projeto Documentos do século 20 – arte latino-americana e latino-norte-americana, coordenado desde 2003 pelo MFAH em parceria com instituições da Argentina, Chile, México, Colômbia, Peru e Venezuela, além dos Estados Unidos.

De acordo com Belluzzo, a revisão historiográfica apresentada no seminário em Houston se apoiará no testemunho de alguns dos artistas que participaram daquelas tendências artísticas e de críticos que identificaram, na época, sua contribuição em relação à arte latino-americana de vanguarda e às modalidades abstratas internacionais.

“O seminário procurará atualizar o debate em torno das utopias geométricas e construtivas, aproveitando o distanciamento e a compreensão que podemos ter hoje daquele período”, disse.

Segundo a pesquisadora, o seminário é uma expansão do trabalho realizado no Brasil com o projeto Arte no Brasil, que tem feito um aprofundamento da pesquisa sobre o tema por meio de um levantamento seletivo de textos de época.

“O grupo brasileiro estabeleceu o processo de pequenos seminários temáticos como forma de trabalho. Em um primeiro momento, tínhamos uma visão geral e, agora, estamos em uma etapa de estudos individualizados a respeito da contibuição dos críticos e artistas que atuaram no período”, explicou.

Participarão do seminário especialistas como o artista e designer paulista Alexander Wollner, a curadora Aracy Amaral, os professores Ronaldo Brito (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-RJ), Francisco Alambert (USP), Paulo Sérgio Duarte (Universidade Cândido Mendes), María Amalia García (Universidade de Buenos Aires), Nicolau Sevcenko (USP) e Paulo Venâncio Filho (UFRJ).

Reinterpretando divergências
Ao se debruçar sobre o período, os pesquisadores ligados ao projeto Arte no Brasil começaram a corrigir algumas interpretações tradicionais. Com o distanciamento de 50 anos, foi possível, por exemplo, lançar sobre o período um olhar que relativiza as supostas divergências entre o neoconcretismo dos artistas cariocas e o construtivismo dos artistas e desenhistas industriais de São Paulo.

“Agora, podemos ver que já havia nos dois lugares uma concepção diferente da arte – mais ligada à produção em São Paulo e mais voltada para a expressão no Rio de Janeiro. As semelhanças os aproximaram, mas, quando houve o encontro, as diferenças é que foram ressaltadas. Não houve uma divergência do grupo concreto, houve um estranhamento proveniente de fundamentos diferentes para utopias comuns”, afirmou Ana Belluzzo.

A chamada fase das utopias geométricas e construtivas, de acordo com a professora da FAU, coincide com um momento em que o Brasil tinha grandes esperanças de construção de uma nova realidade social.

“No pós-guerra, as sociedades passavam por uma fase de transição na qual não havia uma hegemonia tão grande no controle internacional. Os países se voltaram para a busca de suas próprias soluções e formularam utopias. Não é à toa que o concretismo é contemporâneo do projeto desenvolvimentista de Juscelino Kubitscheck”, destacou.

Naquele momento, segundo a pesquisadora, havia uma crença generalizada de que a modernidade e a industrialização poderiam colaborar para a transformação social do mundo. O projeto construtivo abriu as perspectivas para a superação do ser humano por meio da criação, seja pelas artes plásticas, desenho industrial, mobíliario ou arquitetura.

“A arte construtiva é fascinante porque estava a serviço da construção – as utopias não se restringiam ao universo artístico. Parte desses grupos via a arte apenas como expressão, mas outra parte queria buscar aplicações na sociedade”, disse.

A importância desse capítulo da história da arte no Brasil, de acordo com Ana Belluzzo, é que, talvez, ele tenha sido o último grande movimento formulado em conjunto por poetas, artistas plásticos, críticos e desenhistas industriais. “Foi uma pequena brecha em um processo que conduzia à difusão de massa. Foi uma utopia que não aconteceu, como o desenvolvimentismo. As razões disso são um dos objetos de estudo.”

Publicação em breve
O tema do seminário vem sendo aprofundado gradualmente. Em junho, o projeto Arte no Brasil realizou, em São Paulo, o colóquio fechado Utopias gemoétricas e construtivas, sobre a atuação crítica e o movimento construtivo brasileiro.

O evento de dois dias foi gravado e transcrito e os organizadores pretendem publicar o conteúdo debatido. “As contribuições foram de um nível excepcional do ponto de vista da qualidade. O projeto continuará realizando este tipo de colóquios”, disse Ana Beluzzo.

No evento, o professor Franklin Leopoldo, da USP, relacionou o pensamento filosófico do francês Henri Bergson aos artistas construtivos brasileiros. Francisco Alambert discorreu sobre o papel da crítica nas tendências experimentais e de vanguarda. Ronaldo Brito, da PUC-RJ, discutiu o tema “Concretos e neoconcretos, 50 anos depois”.

Lorenzo Mammi, da USP, falou sobre a reedição da exposição de arte concreta de 1956. Paulo Venâncio Filho, da UFRJ, apresentou o projeto “O neoconcretismo e a arte contemporânea brasileira: presença e transformação” e Luiz Camillo Osório, da PUC-RJ, falou sobre arte e tecnologia na obra de Abraham Palatnik.

Fonte: Agência Fapesp

Rede Habitare promove palestras sobre coordenação modular

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) promove entre os próximos dias 13 e 15, nova edição do Colóquio de Pesquisas em Habitação, desta vez com o tema Coordenação Modular e Mutabilidade. A quarta edição do evento está inserida nos trabalhos da rede cooperativa de pesquisa 'Desenvolvimento e Difusão de Tecnologias Construtivas para a Habitação de Interesse Social'.

Essa rede integra o Programa de Tecnologia de Habitação (Habitare), da Financiadora de Estudos e proejtos (Finep/MCT).

Com foco no desenvolvimento, aplicação e a difusão de tecnologias voltadas à coordenação modular e à conectividade entre componentes e sistemas construtivos, a rede organiza no segundo semestre deste ano uma série de palestras com esses temas e a participação de Helio Greven, professor titular aposentado do Núcleo Orientado para a Inovação da Edificação (Norie), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

O professor com experiência em áreas como construção industrializada, processos executivos e utilização de novos materiais em construção civil, é também consultor do Programa Habitare.

A programação inclui palestras sobre coordenação modular em diferentes pontos da rede de pesquisa. Em Minas Gerais (UFMG, no período de 13 a 15/8); São Paulo (USP, dia 16/8); Alagoas (Ufal, dia 18/9); Ceará (UFC, período de 19 a 22/9) e Paraíba (UFPB, de 23 a 25/9).

Na UFMG, a palestra do professor Greven integra o colóquio Coordenação Modular e Mutabilidade. O colóquio que será realizado no Auditório da Escola de Arquitetura da UFMG prevê também discussões sobre open building; módulo na arquitetura; mutabilidade, flexibilidade, adaptabilidade; modulação e complexidade espacial; tecnologias da informação e coordenação modular; componentes e produtos modulares; modulação na autoconstrução e na autoprodução.

As inscrições são gratuitas, limitadas a 150 vagas. A organização é do Grupo de Pesquisa Morar de Outras Maneiras (MOM), vinculado ao Departamento de Projetos (PRJ) e ao Núcleo de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (NPGAU) da Escola de Arquitetura da UFMG.

Participam da rede de pesquisa com o tema ´Desenvolvimento e Difusão de Tecnologias Construtivas para a Habitação de Interesse Social´ oito instituições: UFSC, UFRGS, UFPR, USP, UFMG, UFC, UFAL e UFPB.

Os estudos financiados pelo Programa Habitare buscam soluções para a problemática relacionada a sistemas e componentes construtivos que não ´conversam`, não sendo compatíveis para serem usados em uma mesma edificação. Ou seja, são desenvolvidos sem que seja levado em conta o conceito de coordenação modular.

Mais informações sobre o colóquio pelo e-mail ou no endereço.

Sobre a série de palestras com foco em coordenação modular, informações com Fabiola Azuma.

Fonte: Finep

CNPq altera prazos para indicação de bolsistas

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) alterou os prazos para indicação de bolsistas.
A partir desta quarta-feira (1º), as Bolsas por Quota e as Bolsas Individuais no País e no exterior devem ser indicadas até o dia 15 de cada mês.

Nas modalidades Fomento Tecnológico e Extensão Inovadora, a indicação se dará até o dia 5 do mês.

No mês de dezembro, em função do final do exercício, todas as modalidades devem ter seus bolsistas indicados até dia 5.

Veja mais informações em:

Bolsas por Quota
Bolsas Individuais no País
Bolsas no Exterior
Fomento Tecnológico e Extensão Inovadora

Fonte: CNPq

Interlogos RJ 2007 Gestão do Conhecimento e da Informação


Fonte: Todeska Badke

Capes autoriza funcionamento do mestrado de matemática da UFC

A CAPES autoriza o funcionamento do Mestrado em Ensino de Ciencias e Matematica a partir de agosto de 2007 na UFC - Universidade Federal do Ceará

Trata-se de mais um espaco de qualificacao para os licenciados que agora dispoem de uma formacao mais especializada.

Maiores informações junto Laboratorio Multimeios da Faculdade de Educacao da Uiversidade Federal do Ceara pelo endereço ou pelo telefone 55 85 3366 7687

Fonte: Ufc

9º Simpósio de Guerra Eletrônica

Entre os dias 26 e 28 de setembro será realizada no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), a nona edição do Simpósio de Guerra Eletrônica.

Segundo os organizadores, o evento pretende servir para a troca de experiências entre representantes de setores da sociedade civil e militar que atuem nas áreas de ciência, tecnologia e inovação. O tema principal será “Desafios da defesa brasileira no século 21”.

Entre as áreas temáticas do simpósio estão “Análise operacional”, “Comando e controle”, “Sistemas de informação”, “Sensoriamento remoto”, “Armamento inteligente”, “Guerra cibernética” e “Integração de sistemas embarcados”, e “Veículos aéreos não-tripulados”.

Mais informações no endereço.

Fonte: Agência Fapesp

Mais de três mil bolsas de iniciação científica são concedidas pelo CNPq

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência de fomento à pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), aprovou a concessão de três mil bolsas de Iniciação Científica em cotas a pesquisadores da Agência.

As bolsas serão destinadas a projetos de pesquisa científica e tecnológica de pesquisadores com bolsa de produtividade em pesquisa e bolsa em produtividade em desenvolvimento tecnológico e extensão inovadora do CNPq, níveis I e II.

A seleção foi feita a partir do edital MCT/CNPq nº 01/2007 e a lista dos aprovados pode ser acessada no CNPq .

Implementadas a partir de 01 de agosto deste ano, as bolsas vigoram pelo período do projeto de pesquisa aprovado e até um máximo de trinta e seis meses.

As bolsas de Iniciação Científica foram criadas pelo CNPq para despertar vocação científica e incentivar talentos potenciais entre estudantes de graduação universitária, promovendo a participação dos alunos em um projeto de pesquisa, orientados por pesquisador qualificado.

A concessão das bolsas é feita em cotas tanto aos pesquisadores, como às instituições, esta por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic).

Além dessas três mil bolsas concedidas aos projetos selecionados, o CNPq aprovou, no início de julho, mais de 18 mil bolsas do Pibic para o período 2007-2008, contemplando 227 instituições.

Somadas às bolsas de Iniciação Tecnológica Industrial e de Iniciação Científica Júnior, também concedidas pela Agência, o CNPq tem, hoje, cerca de 25 mil bolsistas.

Fonte: CNPq

Finep lança quatro novas chamadas de R$ 18 milhões

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT) acaba de lançar quatro chamadas públicas com recursos totais de R$ 18 milhões. Este ano já foram lançadas quatro outras chamadas, em um montante de R$ 55 milhões.

Para este mês estão programadas chamadas de apoio a projetos na área de agricultura familiar, saúde, energia, TV digital, micro e pequenas empresas e sistemas estaduais de C,T&I, sendo estas as primeiras do pacote anunciado.

Temas e valores:
Genômica e Proteômica - R$ 10 milhões
O apoio será dado a pesquisas em genômica e proteômica em área de interesse relevante para o País, executadas por grupos consorciados, para obtenção de novos produtos ou processos, mais eficazes ou de menor custo, para aplicação em saúde, agricultura, indústria ou meio ambiente. Algumas prioridades são destacadas, como desenvolvimento de fármacos e medicamentos, vacinas, métodos diagnósticos, doenças humanas, animais ou vegetais, secreções e venenos da fauna e flora brasileiras, entre outras. O valor dos projetos pode variar entre R$ 300 mil e R$ 2,5 milhões. As propostas podem ser enviadas até 27 de setembro.

TIB - Capacitação de Biotérios - R$ 2 milhões
O objetivo é apoiar a capacitação de biotérios para implantação de procedimentos de rastreabilidade, padronização, normalização e avaliação da conformidade, que permitirão a produção de animais de laboratório para pesquisa com qualidade internacional. Os projetos podem variar entre R$ 500 mil e R$ 700 mil. As cartas de manifestação de interesse devem ser enviadas até 31 de agosto.

TIB – TV Digital - R$ 3 milhões
Esta carta-convite tem por objetivo selecionar propostas de capacitação de laboratórios de ensaio e caracterização de materiais, componentes e dispositivos eletrônicos destinados aos sistemas e equipamentos de transmissão e recepção do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD), que possam atuar como laboratório de prestação de serviço tecnológico. O valor das propostas pode variar entre R$ 500 mil e R$ 1,5 milhão. As cartas de manifestação de interesse devem ser enviadas até 31 de agosto.

Agricultura Familiar – Algodão - R$ 3 milhões
Esta chamada tem por objetivo apoiar o desenvolvimento de tecnologias para a cultura do algodão no semi-árido brasileiro. Como objetivos específicos são destacados o desenvolvimento de equipamentos, novos produtos, técnicas, sistemas de produção, resistência a doenças, controle biológico de pragas e qualidade da fibra do algodão. Um dos resultados esperados desta chamada é apoiar a recuperação da cotonicultura desenvolvida em regime de agricultura familiar no Nordeste. As propostas poderão ter valor máximo de R$ 500 mil. As propostas podem ser enviadas até 5 de setembro.

Fonte: Finep

Abipti lança curso voltado ao conhecimento coletivo em rede

A Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica (Abipti) em parceria com o Instituto de Inteligência Coletiva (ICO) do Centro de Referência em Inteligência Empresarial (Crie), da Coppe/UFRJ, lança o curso Conhecimento em rede: como implantar projetos de inteligência coletiva. As aulas serão nos próximos dias 8 e 9.

O curso é destinado a profissionais de informação, comunicação, educação, tecnologia e conhecimento interessados na implantação de projetos de desenvolvimento de comunidades em rede, tanto em instituições públicas quanto privadas, visando o desenvolvimento coletivo do conhecimento.

O pressuposto para o lançamento do curso é que a Internet e todo o ambiente de rede que gira em torno dela, incluindo as Intranets, estão passando por uma grande mudança.

Mais do que um meio de comunicação, esses ambientes estão se transformando em um meio de interação, que surge para suprir a necessidade do ser humano de conviver em um planeta cada vez menor, globalizado, mutante, inovador, produtor e consumidor voraz de informação e gerador do bem mais precioso dos tempos modernos: o conhecimento.

Teoria e Prática
O curso Conhecimento em rede: como implantar projetos de inteligência coletiva se desenvolverá em duas etapas: uma mais teórica e conceitual, que abarca uma visão geral sobre as mudanças, e a outra, metodológica, mais prática, que tratará de como desenvolver projetos para lidar com essas mudanças.

"Com este curso queremos ajudar e apoiar os novos profissionais que irão surgir para atuar na nova e veloz sociedade do conhecimento em rede, na qual a ação individual, isolada e desconectada, perdeu o sentido", afirma Marcos Cavalcanti, coordenador geral do Crie e um dos responsáveis pelo conteúdo programática do curso.

Carlos Nepomuceno, coordenador do ICO, que ministrará o curso, argumenta que, "para existir, produzir, criar e gerar riqueza é necessário saber tirar proveito do novo ambiente em rede das abelhas - nas quais as comunidades inteligentes chegam para dominar. Assim, é fundamental aprender a gerenciar os enxames de forma inteligente, na mesma direção."

Na última etapa será abordada uma nova ferramenta, desenvolvida pelo Crie/ICO, o ICOX, o primeiro software livre de gerenciamento de inteligência coletiva lançado no Brasil: www.icox.org.br.

Com vagas para 30 participantes, a carga horária das aulas é de 16 horas, sempre das 8h às 18h, na sede da Abipti, em Brasília.

Mais ionformações nos endereços da Abipti, Ico e Crie.

Fonte: Agência CT