sexta-feira, 3 de agosto de 2007

RIO INFO 2007 promove debates sobre Tecnologia da Informação

A RIO INFO, um dos principais eventos dedicados à Tecnologia da Informação (TI) chega a sua quinta edição. De 21 a 23 de agosto, fóruns de debates empresariais, rodas de negócios, workshops e seminários serão realizados no Hotel Glória no Rio de Janeiro.

O evento promete ser um espaço destinado a troca de experiências e novas oportunidades comerciais para empresários, acadêmicos e profissionais. Ivan Constant, do Sebrae/RJ e integrante do comitê organizador da RIO INFO 2007 enfatiza sua importância. “Propomos temas diferentes a cada ano para estimular a discussão e troca de conhecimento. Não se trata de uma feira de vendas, não há mostras de empresas”.

A edição deste ano contará com dois seminários: Tecnologias Emergentes e Internacional de Engenharia de Software, além de um Fórum de Negócios. “Sempre há mudanças no formato e nos objetivos do evento. Buscamos conciliar as necessidades dos empresários e usuários de TI às ofertas de produtos e serviços dos fornecedores locais. Trazemos também notícias e atualizações de especialistas no assunto”, explica Cláudio Nesajon, da Assespro/RJ, que participa da organização da RIO INFO desde sua primeira edição.

Um dos destaques será o Fórum de Parcerias de Serviços TI. Nele, serão apresentados e debatidos modelos de relacionamento entre empresas produtoras de software e serviços de TI e seus agentes de comercialização. O objetivo é reunir empresas com interesse em serem “franqueadoras” de seus produtos com empresas de manutenção e consultoria que desejam se tornarem “franqueadas”.

“Queremos possibilitar as parcerias. Aproximar a oferta e a demanda proporcionando a interação de companhias das capitais com empresas das cidades menores e do interior, como num esquema de franquia. Funciona como uma parceira de mão dupla: as da capital ampliarão o seu potencial de comércio e as do interior terão maior acesso às Tecnologias da Informação”, explica Constant.

A RIO INFO também se preocupa em incentivar as soluções desenvolvidas em TI. O Prêmio Solução Rio Info existe há dois anos e premia empresas do setor que se destacam pela qualidade dos produtos, inovação etc.

“Concorrem à premiação propostas de soluções em TI que já foram aplicadas em alguma companhia. É necessário que se diga onde ela foi implementada e que haja um depoimento desta companhia. O prêmio é importante pois dá credibilidade às empresas ganhadoras”, completa Constant.

Este ano, o prêmio será destinado a cases de sucesso além de, pela primeira vez, premiar as melhores teses de mestrado e doutorado de Engenharia de Software.

As categorias de Prêmio Rio Info 2007 são: Inovação, Governo Eletrônico, Convergência Digital, Empresa-semente e Teses de Engenharia de Software. Qualquer empresa do setor pode se candidatar, apresentando um ou vários produtos.

Confira toda a programação do evento no endereço.

Fonte: Cimm

Composto mineral aumenta tamanho das rosas

O composto mineral zeolítico (zeólita sedimentar brasileira e argila esmectita) encontrado no Maranhão e Tocantins está sendo usado com sucesso como fertilizante no cultivo de rosas. O composto vem conseguindo aumentar o tamanho das hastes das flores cultivadas em Nova Friburgo, região serrana do Rio de Janeiro.

O projeto é realizado em conjunto pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem/MCT), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Empresa Brsileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM/MME), Petrobras e Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).

As pesquisas apontam que a aplicação do composto mais fertilizante resulta em um crescimento significativo do comprimento das hastes, o que facilita a aceitação comercial do produto no mercado externo. A descoberta pode dar um impulso na atividade dos pequenos agricultores, uma vez que o custo da zeólita sedimentar é bem menor do que o dos fertilizantes e o da zeólita vulcânica pura importada.

Composto minimiza efeito estufa
Esse não é o primeiro bom resultado da pesquisa, iniciada há mais de três anos. Os pesquisadores já haviam comprovado que a utilização do composto trouxe um crescimento de 40% das mudas de frutas cítricas e, posteriormente, da cultura de tomate, o que levou à solicitação, em 2005, de patente para o processo, concedida em fevereiro deste ano pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

O projeto também demonstrou que a utilização dos minerais zeólita e argila esmectita na agricultura minimizou o impacto ambiental causado pelo gás amônia (NH3) – liberado pela uréia, base dos principais fertilizantes – um dos principais causadores do efeito estufa e cuja ação é 50 vezes mais forte que a do dióxido de carbono (CO2).

Executado em várias etapas, o trabalho é desenvolvido por uma equipe interinstitucional liderada pelos pesquisadores Marisa Monte (Cetem), Fernando de Souza Barros(UFRJ), Alberto Bernardi (Embrapa), Nélio Rezende (Petrobras) e Helion Vargas (UENF) e José Carlos Polidoro (Embrapa Solos).

Fonte :Vitor Hugo Marques / Agência CT

FMU 2008 espera atrair 350 expositores em sua quarta edição

De 11 a 14 de março Joinville - a maior cidade de Santa Catarina - irá receber mais de 23 mil visitantes profissionais de todos os estados brasileiros e exterior. São visitantes ligados as indústrias de Ferramentaria, Modelação, Usinagem, Automobilística, Eletrodomésticos, Metarlúrgica, Indústria Plástica, Embalagem, Metalmecânica, Farmacêutica, Fundição, Telecomunicação, Calçadista e Brinquedos.

Eles vêem atraídos pelas soluções em produtos, lançamentos em equipamentos e serviços que serão apresentados pelos 350 expositores que irão participar da 4ª edição da FMU – FEIRA DE FERRAMENTARIA, MODELAÇÃO E USINAGEM. Faltando mais de 10 meses para a abertura do evento e 90% dos espaços já estão comercializados. Ocupando uma área de 12 mil metros quadrados no Megacentro Wittich Freitag, a F+M+U é referencia nacional como a maior e mais importante Feira deste segmento no Brasil.

Segundo os diretores da Markt Events – organizadores de Feiras de alto desempenho - em 2008 a F+M+U terá um crescimento superior a 30% no número de expositores e também visitantes. A Feira conta com patrocínio da ISCAR DO BRASIL e da REVISTA O MUNDO DA USINAGEM e apoio da ABIMAQ, ABIFA, ABIMEI, FIESC, SENAI JOINVILLE, AJORPEME E SINDIMEC. Em paralelo a F+M+U será realizado o 4º Seminário de Soluções e Tecnologia com a organização e realização do Senai Joinville.

Fonte: Cimm

Empresas de médio porte inovaram mais

As empresas industriais de médio porte (100 a 499 empregados) tiveram os aumentos mais significativos nas taxas de inovação entre os dois triênios (2001-2003 e 2003-2005).

As taxas continuaram crescentes, segundo o tamanho das empresas, variando, no caso da taxa de inovação geral, de 28,9% para as de 10 a 49 empregados, a 79,2% (500 pessoas ou mais). A correlação entre tamanho e taxa de inovação, tão elevada nas empresas industriais, mostrou-se ligeiramente inferior nas de telecomunicações e informática, não sendo observada nas empresas de Pesquisa e Desenvolvimento.

Por outro lado, as empresas de menor porte (10 a 49 empregados), segmento que mais influi na média nacional por representar 79,4% do universo pesquisado, marcaram forte presença no conjunto de atividades que se retraíram, e contribuíram para que a taxa de inovação da indústria nos dois triênios, 33,3% e 33,4%, respectivamente, ficasse praticamente no mesmo patamar.

Os motivos alegados para não investir foram os custos elevados e as condições de mercado. À exceção das empresas deste segmento, houve crescimento das taxas de inovação em todas as outras faixas de tamanho, e uma elevação generalizada das taxas de inovação de produtos e de processos novos para o mercado.

Fonte: Cimm

Mudanças Globais e Gestão da Água

O Instituto de Estudos Avançados e o Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (Procam), ambos da Universidade de São Paulo (USP), promovem, nos dias 6, 7 e 8 de agosto, na capital paulista, o Ciclo de Conferências Mudanças Globais e Gestão da Água.

Estarão presentes três conferencistas estrangeiros: o sociólogo José Esteban Castro, professor da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, o meteorologista Adérito Santana, diretor do Instituto Nacional de Meteorologia de São Tomé e Príncipe, e o economista Georg Meran, da Universidade Técnica de Berlim, na Alemanha.

O evento é aberto ao público e haverá transmissão ao vivo no endereço.

Mais informações pelo e-mail ou telefone (11) 3091-1685.
Fonte: Agência Fapesp

Petrobras tem milésima patente

A Petrobras recebeu uma placa do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), em homenagem pela milésima patente da empresa. A entrega ocorreu na abertura do 10º Encontro da Rede de Propriedade Intelectual, Cooperação, Negociação e Comercialização de Tecnologia (Repict), na quarta-feira (1º/8), no Rio de Janeiro.

A milésima patente trata de uma inovação no processo de fabricação de álcool a partir de rejeitos vegetais, identificada no Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes). Segundo a empresa, o processo de produção de álcool de lignocelulose permite o aproveitamento do bagaço de cana-de-açúcar para a fabricação do combustível, elevando o rendimento da cana por hectare plantado, além de ser uma energia renovável.

A Petrobras realiza em média 80 depósitos de patentes por ano. Entre 2004 e 2006, o trabalho dos pesquisadores do Cenpes resultou em 48 novas patentes no Brasil e 179 em outros países. Cerca de 500 novos projetos de pesquisa e desenvolvimento estão em andamento.

Como resultado das pesquisas realizadas, a Petrobras domina atualmente diversas tecnologias, fazendo dela a maior empresa brasileira e a sétima companhia petrolífera do mundo, segundo a publicação Petroleum Intelligence Weekly.

Com mais de 1,8 mil empregados distribuídos em uma área de 122 mil metros quadrados, o Cenpes conta com 30 unidades-piloto e 137 laboratórios que atendem aos órgãos da Petrobras. Dos pesquisadores do centro, 30% têm graus de mestre e de doutor.

Atualmente, a estratégia de desenvolvimento tecnológico da Petrobras aponta para quatro prioridades do Cenpes: aumento da capacitação tecnológica para a produção em águas profundas e ultra profundas; aumento da recuperação de petróleo das jazidas já descobertas; novas tecnologias de refino para adequar a produção de derivados tanto aos petróleos disponíveis no país quanto às características de seu consumo; e tecnologias de novas fontes de energias.

Mais informações no endereço.

Fonte: Agência Fapesp

Diferenças entre Ciência, Tecnologia e Inovação

Ciência, tecnologia e inovação estão intimamente ligadas, mas é importante saber separá-las. “Diferenciar ciência e tecnologia da inovação é essencial, tanto para o pesquisador como para o empresário”, disse Hugo Borelli Resende, cientista-chefe de desenvolvimento tecnológico da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), durante seminário na Feira de Negócios em Inovação Tecnológica entre Empresas, Centros de Pesquisa e Universidades (Inovatec), nesta quinta-feira (2/8), em São Paulo.

“A ciência e a tecnologia, desenvolvidas nas universidades, ocorre quando se quer descobrir um conhecimento que não se tinha anteriormente. Na inovação, a palavra-chave continua sendo o novo, mas o foco não é mais o conhecimento, mas sim a criação de um produto ou processo novo. Para isso, podemos usar qualquer conhecimento, seja ele adquirido em 1800 ou em 2007”, disse o também presidente da Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei).

“A inovação, em sua maioria esmagadora em termos de esforço, é feita dentro da empresa. Raramente um produto inserido no mercado de forma facilitada foi inteiramente elaborado dentro da universidade”, completou.

Segundo Resende, a inovação pode estar inserida tanto em um novo produto para comercialização como em um novo processo a ser usado internamente pela empresa que o criou, como um software de análise estrutural que permitirá o aumento de competitividade da companhia.

Resende, que é responsável na Embraer pela transferência de conhecimentos entre universidades e a empresa, disse também que as empresas, em especial as micro e pequenas, não fazem pesquisa e sim “desenvolvimento”. E, segundo ele, os projetos inovadores têm mais valor para essas empresas se forem executados em parceria com a universidade.

“Pesquisa é uma atividade realizada para gerar novo conhecimento e, por isso, deve ser realizada na universidade. Como o objetivo da empresa é vender produtos para gerar faturamento, os desenvolvedores nas empresas são os engenheiros, biólogos e físicos que vieram da universidade e estão pensando na criação de novos produtos. Esses devem inovar e ter conhecimento suficiente para aplicar os resultados do que foi desenvolvido”, afirmou.

Segundo ele, por uma questão de competitividade global, grandes empresas como a IBM ou a Microsoft ainda investem em pesquisa básica dentro de suas instalações, “mas isso é cada vez menos comum nas companhias”.

A Inovatec 2007, que ocorre até sexta-feira (3/8), em São Paulo, tem o objetivo de criar um ambiente de negócios que aproxime centros de pesquisa e setores industriais. Para isso, são realizados seminários de demanda, nos quais os empresários apresentam necessidades tecnológicas, e de oferta, em que instituições de ensino e pesquisa expositoras apresentam tecnologias industriais básicas e com boas perspectivas de se transformar em novos produtos e processos.

Mais informações no endereço.

Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp

Instituto Virtual da Biodiversidade.

Representantes da FAPESP e das três universidades estaduais paulistas assinaram nesta quinta-feira (2/8), na sede da Fundação, um acordo de cooperação acadêmica para a institucionalização do Instituto Virtual da Biodiversidade.

O convênio estabelece que as universidades farão a manutenção dos sistemas de informação ambiental criados pelo Biota-FAPESP, dando ao programa um caráter permanente. Assinaram o documento Carlos Vogt, presidente da FAPESP, e os reitores Suely Vilela, da Universidade de São Paulo (USP), José Tadeu Jorge, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e Marcos Macari, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

“A institucionalização é um atestado da maioridade do programa. Trata-se de um paradigma importante como referência e que dará continuidade a todo o esforço de investimento e capacitação feito até agora. Essa nova engenharia dá ao programa a continuidade institucional de que ele precisa”, disse Vogt.

“O programa continuará funcionando da mesma forma, com os projetos sendo financiados pela FAPESP. A diferença é que a parte administrativa será incorporada pelas universidades”, disse Ricardo Ribeiro Rodrigues, coordenador do Biota.

De acordo com Rodrigues, o objetivo do acordo é perenizar o programa. “Hoje, a administração do Biota-FAPESP depende de uma comissão de pesquisadores que atua de forma avulsa, sem vínculo institucional. Não há uma estrutura permanente para eventos, publicações ou atualização do banco de dados. Para a manutenção de cada uma dessas atividades é preciso solicitar recursos isoladamente”, explicou.

Desde que foi criado, em 1999, o Biota-FAPESP possibilitou a descrição de mais de 500 espécies de plantas e animais. De acordo com Carlos Alfredo Joly, professor do Departamento de Botânica da Unicamp e ex-coordenador do programa, a FAPESP investiu em média US$ 2,5 milhões por ano no programa, que incluiu o apoio a 75 projetos de pesquisa, 150 mestrados e 40 doutorados e gerou 500 artigos e 170 periódicos, 16 livros e dois atlas.

“O Biota reuniu um grande conjunto de ferramentas que é precioso para a comunidade científica, mas que tem uma complexa rotina de manutenção diária. Há dois anos discutimos esse processo de institucionalização e há cerca de três meses definimos o arranjo que será feito”, disse Joly.

Segundo ele, com a institucionalização, as universidades darão contrapartida a parte do investimento feito pela FAPESP durante os oito anos de existência do programa.

“A avaliação é que a institucionalização exigirá US$ 4 milhões, nos próximos oito anos, para salários de secretaria e analistas de sistemas, reforma de infra-estrutura para armazenar bancos de dados e outras despesas. O valor será dividido proporcionalmente entre as universidades com referência ao que elas receberam nestes oito anos”, disse Joly.


Divisão de tarefas
De acordo com Rodrigues, a Unicamp será responsável pelo banco de dados do Sistema de Informação Ambiental do Biota (SinBiota), desde a estrutura física até o pagamento de pessoal que fará manutenção e atualização dos bancos de dados.

“A Unicamp está construindo o prédio para isso e fornecerá um analista de sistema. A USP fornecerá um analista também. A FAPESP entrará com os equipamentos necessários. O SinBiota será articulado com o banco de dados do projeto Genoma Humano”, explicou Rodrigues.

A Unesp se responsabilizará pelo banco de dados e de extratos da Rede Biota de Bioprospecção e Ensaios (Bioprospecta), além da construção do prédio em Araraquara (SP) e pessoal responsável.

A secretaria do programa e da revista Biota Neotrópica será dividida entre Unicamp e USP. “O secretário do programa será da Unicamp e tocará a parte adminstrativa. A USP fornecerá o editor-técnico – um professor titular que será um facilitador de comunicações dentro do programa. Ele fará uma análise internacional e nacional e indicará para que revistas cada publicação será mais indicada”, disse Rodrigues.


Atuação coletiva
Para Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, a assinatura do convênio representa uma nova etapa do Biota-FAPESP. “Esse programa é uma grande conquista da comunidade científica e o acordo sinaliza um compromisso que sempre houve por parte das universidades e que passa a ser assumido efetivamente”, disse.

De acordo com Brito Cruz, a institucionalização permitirá que o programa ande com suas próprias forças. “É um pouco como se o Biota fosse um spin-off da FAPESP. A expectativa é que isso aumente a abrangência do programa e seu impacto nas políticas públicas se torne ainda maior”, afirmou.

Brito Cruz lembrou ainda a participação fundamental de Joly para o sucesso do Biota. “É notável a capacidade da comunidade científica de se articular no tema da biodiversidade, mas um empreendimento dessa magnitude, embora seja de construção coletiva, só decola quando há a atuação heróica de alguns indivíduos com espírito de liderança. Por isso, é importante destacar a atuação do professor Joly em toda a trajetória do programa”, destacou.

Mais informações sobre o Biota-FAPESP no endereço.

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

Brasil no Imoseb

O Brasil deu o primeiro passo para participar do processo de construção do Mecanismo Internacional de Expertise Científica em Biodiversidade (Imoseb), segundo o vice-presidente do comitê executivo do órgão, Michel Loreau, da Universidade McGill, no Canadá.

Loreau apresentou nesta quinta-feira (2/8), na FAPESP, a palestra “Por que precisamos de um mecanismo de expertise científica em biodiversidade” e comentou os resultados da primeira reunião para discussão da participação do Brasil no Imoseb, realizada na véspera também na sede da Fundação.

Além do canadense, participaram da reunião Bráulio Dias, gerente de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente (MMA), representando o governo federal, e Carlos Alfredo Joly, professor do Departamento de Botânica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), representando a comunidade científica.

O Imoseb tem o objetivo de fazer com que o conhecimento científico acumulado sobre biodiversidade seja sistematizado para dar subsídios a decisões políticas em nível internacional. Para isso, o mecanismo pretende organizar a comunidade científica que trabalha com o tema a fim de emitir alertas sobre os perigos da redução de espécies. A idéia é dar visibilidade ao tema, como ocorre na questão do clima com o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês).

“No primeiro encontro do Imoseb, em 2005, o representante do governo brasileiro não se mostrou favorável a uma nova iniciativa nessa área. Agora, estamos muito satisfeitos, porque a posição oficial mudou”, disse Loreau à Agência FAPESP.

O governo brasileiro, no entanto, segundo Dias, só integrará o processo do Imoseb se a participação se der no âmbito da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), principal fórum mundial na definição do marco legal e político para temas e questões relacionados à biodiversidade, criado em 1992.

“Há muito interesse em ajudar a promover políticas públicas internacionalmente, mas há um receio de que se crie mais um mecanismo, sendo que a CDB já existe e não consegue implementar suas decisões”, afirmou Dias.

Apesar da restrição, Loreau destacou que a reunião representou um avanço inédito. “Temos que estar abertos a todos os pontos de vista para chegar a uma opção concreta que seja viável. Essa é a preocupação. Não me oponho a uma opção pela CDB, só não queremos que o governo imponha esta opção única antes das consultas à comunidade científica”, disse.

O Imoseb tem realizado reuniões consultivas regionais a fim de estabelecer seu funcionamento. “O processo de consulta se encerrará ainda em 2007. Ficamos contentes porque o Brasil finalmente assumiu um papel pró-ativo”, disse Loreau. Segundo ele, a opção por integrar o Imoseb à ação da CDB traz benefícios e desvantagens. O principal benefício é que a CDB é um mecanismo estabelecido e a integração com o Imoseb poderá fazê-la funcionar melhor.

“A desvantagem é que muitos vêem a CDB como algo inútil – com o que não concordo –, porque há infinitas conversações e relatórios, muitas decisões, mas nenhuma delas é implementada. Em alguns círculos há uma certa relutância em confiar na convenção. É por isso que alguns reagem dizendo que é melhor criar estrutura completamente nova”, disse.

Para Joly, a politização da CDB pode atrapalhar as decisões. “A convenção está altamente politizada. Tem um viés muito forte de discussão de direitos dos detentores de conhecimentos tradicionais – que é fundamental – , mas tem impedido o avanço de outras discussões importantes dentro da convenção”, disse.

Mesmo com a politização e as limitações de recursos, a opção pode ser a única viável para alguns países. “Abrir outra frente de negociação em biodiversidade e formar um painel intergovernamental pode ser muito difícil em vários lugares. Mas o importante é que estamos entrando no processo”, destacou Joly.

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

Sintomas depressivos e fatores associados em população idosa no sul do Brasil

Depressive symptoms and associated factors in an elderly population in southern Brazil

Contar várias vezes aquela velha história da família, perder o sono e o apetite. Por falta de conhecimentos, sinais como estes têm sido erroneamente associados à demência entre idosos. No entanto, em muitos casos eles são indícios de que a pessoa com mais de 60 anos apresenta um quadro depressivo característico.

“O erro ocorre porque os sintomas de depressão em pessoas na terceira idade são muito diferentes dos apresentados entre a população mais jovem”, disse o psiquiatra Fernando Gazalle. Autor do artigo Sintomas depressivos e fatores associados em população idosa no sul do Brasil, Gazalle afirma que a depressão é bastante difícil de ser mensurada já que seu quadro é composto por sinais que traduzem sentimentos de diferentes intensidades.

Disposto a determinar a freqüência de alguns sintomas da doença em idosos moradores do município de Pelotas, Gazalle, que fez seu estudo na Universidade Federal de Pelotas, elaborou um questionário inédito na literatura médica. A partir de um levantamento censitário foram entrevistas 583 pessoas das 612 possíveis, sendo o percentual de perdas e recusas de 4,7%.

Os entrevistadores quiseram saber se no mês anterior à pesquisa os idosos da cidade sentiram, durante a maior parte do tempo, tristeza, ansiedade, perda de energia, dificuldade para dormir, tiveram “ruminações” sobre o passado – como os pesquisadores denominaram a atitude de relembrar episódios da vida –, falta de disposição no cotidiano ou acharam que os familiares davam menos importância às suas opiniões do que quando eram mais jovens. A pesquisa também levou em consideração variáveis como sexo, idade, situação conjugal, escolaridade, envolvimento em atividades remunerada, comunitária ou esportiva e morte de familiar próximo nos últimos anos.

A média de sintomas depressivos por participante foi de 3,4, sendo que o mais freqüentemente relatado foi a falta de disposição para realizar atividades habituais (73,9%). A reclamação menos freqüente foi a de que as opiniões do idoso não são mais tão importantes para os familiares (27,6%).

Os grupos que apresentaram maiores médias de ocorrência de sintomas de depressão foram, respectivamente, mulheres, indivíduos mais velhos, indivíduos com menor escolaridade, sem trabalho remunerado, fumantes e aqueles que tiveram a perda de algum familiar ou pessoa próxima no último ano.

Pela alta incidência de sintomas ligados ao quadro depressivo, o estudo defende que é necessário o desenvolvimento de uma sintomatologia específica para idosos. Entre os diversos transtornos que afetam pessoas na terceira idade, a depressão é importante de ser estudada porque incapacita o indivíduo acometido por ela, tanto para o trabalho quanto socialmente.

Aluno de doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS), o psiquiatra Fernando Gazalle dedica-se agora ao estudo do transtorno bipolar. Conhecido anteriormente como psicose maníaco-depressiva, o distúrbio se caracteriza por alterações de comportamento que oscilam da depressão à euforia.

O artigo Sintomas depressivos e fatores associados em população idosa no sul do Brasil está disponível na biblioteca eletrônica Scielo (Bireme/ FAPESP). Clique aqui para ler o texto integral.

Fonte: Kárin Fusaro / Agência FAPESP

Einstein e a Filosofia


Einstein and Philosophy

Física filosófica
O físico alemão Albert Einstein (1879-1955) gerou um grande impacto no mundo científico há mais de cem anos, com a Teoria da Relatividade e outros estudos relevantes. Apesar de não ter sido o único a se interessar pela filosofia da ciência, essa relação com outros mundos acabou sendo decisiva, segundo o pesquisador Sílvio Dahmen, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), para a vida desse grande nome da ciência.

"Marcante na postura filosófica de Einstein foi sua insistência pelo direito à abstração, por esta permitir um avanço além das fronteiras conhecidas do conhecimento, mas por outro lado sua postura realista, da existência de um mundo externo alheio à nossa vontade e da experiência como determinante do sucesso ou insucesso de uma teoria", escreve o pesquisador gaúcho.

Em artigo na Revista Brasileira de Ensino da Física, intitulado Einstein e a Filosofia, Dahmen discute alguns pontos básicos dessa relação inspiradora vivida pelo gênio alemão. E ao citar as palavras do físico e filósofo Mario Bunge, o autor rapidamente justifica o por que, para ele, é tênue linha divisória entre a física e a filosofia.

"Todo cientista nutre posturas filosóficas, embora freqüentemente nem todos o façam de maneira totalmente consciente." Para o pesquisador da UFRGS, mais do que "conhecer", é necessário entender a origem e a abrangência do conhecimento.

Segundo Dahmen, que baseia seu artigo no texto Física e Realidade, talvez tenha sido Einstein aquele que, de maneira mais incisiva, propugnou a importância da filosofia para a física. "Sua dimensão como homem público - o cientista, o político, o pacifista - levou-o, em diferentes ocasiões, a expressar-se acerca desse tema", diz.

Para ler o artigo sobre o físico alemão, disponível na Biblioteca Eletrônica SciELO, clique aqui.

Fonte: Agência FAPESP - 03/08/2006