segunda-feira, 30 de julho de 2007

V EGEPE – Encontro de Estudos sobre Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas

Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas são temas desafiadores e contemporâneos, que estão na pauta da realidade brasileira. Discussões dessa natureza vêm ampliando espaços na agenda de pesquisadores, empreendedores, diferentes segmentos empresariais, universidades e entidades governamentais e não-governamentais, na medida em que esta é uma indiscutível alternativa de melhoria social e econômica.

O V EGEPE – Encontro de Estudos sobre Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas será realizado de 5 a 7 de março de 2008, na cidade de São Paulo, SP, na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

O PPA Universidade Estadual de Maringá, nesta edição do evento, em parceria com a Universidade Presbiteriana Mackenzie, faz um convite para a submissão de artigos científicos, relatos de pesquisas e experiências diversas, que contribuam para o avanço do conhecimento na área de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas nacionais e internacionais.

O evento está voltado para pesquisadores, professores e estudantes de graduação e pós-graduação, coordenadores e colaboradores de órgãos de fomento de desenvolvimento empresarial, dirigentes de empresas de pequeno, médio e grande porte,dirigentes e colaboradores de órgãos e instituições envolvidas com atividades de apoio às pequenas empresas e desenvolvimento econômico e social e pessoas interessadas em novos empreendimentos.

Serão premiados os dois melhores artigos: um da área de Empreendedorismo e o outro da área de Gestão de Empresas. Além disso, o Comitê Científico apontará os 8 melhores trabalhos que terão lugar numa edição especial da Revista de Administração Mackenzie - RAM - Qualis: Nacional A.

Maiores informações no endereço.

Fonte: Profa. Vania Nassif / Universidade Mackenzie

18ª Reunião da Associação Brasileira de Cristalografia

A 18ª Reunião da Associação Brasileira de Cristalografia será realizada de 3 a 5 de setembro, no Centro de Convenções da Universidade Estadual de Campinas, no interior de São Paulo. As inscrições para participação no evento vão até 15 de agosto.

O encontro é dirigido a pesquisadores de cristalografia no Brasil e no exterior. Na programação estão previstas palestras, sessões de painéis e dois microssimpósios sobre estrutura de macromoléculas biológicas e novos laboratórios e instalações experimentais.

Entre os palestrantes convidados estão Davide Viterbo (Università del Piemonte Orientale, na Itália), Galo Soler Illia (Centro Atómico Constituyentes, na Argentina) e Glaucius Oliva (Universidade de São Paulo).

Mais informações no endereço.

Fonte: Agência Fapesp

Workshop discute quitosana e ácido linoléico conjugado

A Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais (SBAF) realizará, no dia 31 de agosto de 2007, um workshop com o objetivo de discutir recentes avanços na pesquisa científica a respeito da eficácia e da segurança da quitosana e do ácido linoléico conjugado.

O evento ocorrerá no pavilhão de Engenharia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo, em Piracicaba, interior do estado.

O workshop é voltado a profissionais da indústria de alimentos, pesquisadores, engenheiros de alimentos, nutricionistas, farmacêuticos, médicos, nutrólogos, professores de educação física, entre outros profissionais com interesse em alimentos funcionais e seus benefícios para a saúde.

Estarão reunidos especialistas de várias universidades do país que desenvolvem estudos na área. “O encontro possibilitará um melhor entendimento sobre essas duas substâncias e norteará novos estudos, desenvolvimentos e alegações para a pesquisa, indústria e governo”, disse Jocelem Mastrodi Salgado, presidente da SBAF e professora da Esalq.

Mais informações no endereço.

Fonte: Agência Fapesp

YouTube acadêmico

Uma nova plataforma de gerenciamento e transmissão de vídeos, desenvolvida pela equipe do Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores (Larc) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), foi implantada na Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).

A ferramenta, chamada de Vídeo@RNP, permite a distribuição gratuita de vídeos sobre atividades de ensino e pesquisa realizadas em todo o país. Os conteúdos multimídias podem ser inseridos e acessados pela internet a partir de ferramentas de armazenamento, busca, indexação e transmissão.

Antes de criar a plataforma, os pesquisadores envolvidos com o projeto fizeram um levantamento dos vídeos acadêmicos disponíveis na internet. “Em uma vista rápida a sites como o YouTube, é possível encontrar alunos de universidades brasileiras mostrando seus experimentos em laboratório”, disse Regina Melo Silveira, coordenadora do Grupo de Trabalho de Gerência de Vídeo (GTGV) do Larc e responsável pelo desenvolvimento da plataforma, à Agência FAPESP.

“Esse tipo de vídeo não é produzido por diversão e sim para demonstrar resultados de pesquisas. Por isso, resolvemos criar uma ferramenta específica para tal tipo de divulgação”, explicou a professora, destacando que o Vídeo@RNP foi inicialmente concebido para suprir as necessidades do setor acadêmico.

“Mas, até o fim do ano, pretendemos distribuí-lo como software livre para que fique à disposição e seja personalizado por qualquer instituição de ensino e pesquisa no país, pública ou privada”, disse Regina.

Ao se cadastrar no sistema atual, que disponibiliza vídeos como palestras e documentários, além de permitir a transmissão ao vivo de eventos, o usuário pode personalizar um ambiente de acordo com suas necessidades. O sistema é dividido basicamente em vídeos públicos, que podem ser vistos por qualquer usuário, e vídeos privados, restritos a comunidades específicas de usuários cadastrados.

“Imagine um grupo de pesquisas em medicina que tem vídeos de operações médicas que não podem ser divulgados abertamente, por exemplo. Esses vídeos ficam em um ambiente voltado às pessoas que integram o grupo”, explicou Regina.

Segundo a coordenadora do GTGV, o cadastramento de vídeos na plataforma é controlado. “Apesar de todos os vídeos poderem ser visualizados livremente, a RNP está em fase de criação de uma política de controle para a inserção dos vídeos na plataforma.”

Ao todo, sete servidores estão disponíveis para gerenciar a distribuição dos vídeos e, segundo ela, a RNP deverá expandir essa infra-estrutura para mais de 20 servidores, “de modo que todos os pontos de presença da rede espalhados pelo território nacional tenham pelo menos um servidor de vídeo para essa finalidade”.

O projeto dos servidores de transmissão é conduzido em parceria com docentes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O Vídeo@RNP também deverá ser personalizado, nos próximos meses, para o portal da USP, onde serão armazenados vídeos do acervo científico, educacional, cultural e histórico da universidade.

Mais informações no endereço.

Fonte: Thiago Romero /Agência FAPESP

Sistemas de avaliação da educação ainda não subsidiam políticas públicas

Os sistemas de avaliação da educação se tornaram, nos últimos 20 anos, uma realidade consolidada no Brasil. Hoje, além dos sistemas nacionais, 14 estados avaliam as redes públicas de ensino. No entanto, apesar de fornecer uma ampla radiografia da realidade escolar, os sistemas não cumprem seu principal papel, que é o de subsidiar políticas públicas.

Essa é a principal conclusão da pesquisa “Sistemas de avaliação educacional no Brasil: características, tendências e uso dos resultados”, apresentada na sexta-feira (27/7) na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), por Sandra Zákia e Romualdo Portela de Oliveira, professores do Departamento de Administração Escolar e Economia da Educação.

De acordo com Oliveira, o estudo, que teve apoio da FAPESP na modalidade Auxílio a Pesquisa, teve o objetivo de analisar onde e como estão sendo utilizados os resultados dos sistemas de avaliação.

“Constatamos que o uso fica muito aquém do que se poderia esperar. Os dados obtidos pelos sistemas são excelentes instrumentos para políticas públicas, mas são subutilizados”, disse Oliveira.

Depois de duas décadas de esforços para a criação dos sistemas de avaliação, havia uma expectativa de que as informações produzidas pudessem subsidiar desde políticas educacionais até propostas mais objetivas de melhoria da qualidade de ensino. Por conta disso, os pesquisadores decidiram investigar o uso efetivo dos sistemas.

“Pesquisamos o histórico e a estruturação dos sistemas, usando documentos das secretarias de educação, e fizemos um levantamento da produção científica sobre eles. Por outro lado, entrevistamos gestores e ex-gestores – pelo menos um de cada administração –, aos quais perguntamos como foram aplicados os resultados”, explicou Sandra Zákia.

O estudo considerou cinco dos 14 estados em que existem sistemas de avaliação: Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Ceará. “Na análise dos documentos de cada um, procuramos entender a política educacional em que se inseria a proposta de avaliação”, disse a pesquisadora responsável pelo projeto.

Divulgação precária
De acordo com Oliveira, apesar das práticas bastante heterogêneas, há pontos recorrentes nos diversos sistemas. “Vimos que o uso satisfatório da avaliação está muito associado à importância dada a ela pelo gestor. As informações são bem utilizadas quando a avaliação se torna o próprio motor da política educacional. Nos momentos em que a avaliação esteve no centro da política, ela foi mais efetiva”, afirmou.

A pesquisa detectou um ponto comum entre as várias experiências: uma expectativa acentuada dos gestores de que as escolas venham a utilizar o resultado das avaliações. Tal fator, para Oliveira, é um dos entraves ao uso dos resultados.

“Se a avaliação mostra que alunos da 3ª série não estão aprendendo geografia, isso, em princípio, é visto como um problema da escola, que deveria, por exemplo, tratar a geografia de outra maneira, ou submeter os professores a uma formação especial. Mas o mais razoável seria que o diagnóstico gerasse uma ação dos gestores – isto é, eles deveriam ser os usuários da avaliação e não as escolas”, destacou.

Para Sandra, um dos problemas recorrentes foi a dificuldade em se divulgar resultados. “A publicação dos resultados sempre prevê relatórios, mas a dinâmica de divulgação é muito precária. As equipes são muitas vezes mal preparadas para interpretar resultados – tanto de gestores como de professores e técnicos”, disse.

A terceirização das equipes de avaliação também prejudicaria a interpretação de resultados. “Às vezes, a delegação da tarefa envolve também uma terceirização da própria concepção de avaliação. Quando os técnicos da secretaria de educação recebem um relatório, eventualmente são incapazes de compreendê-lo. Acumulam-se, então, grandes quantidades de informação inútil”, afirmou Sandra.

Detectar desigualdades
Outra tendência captada pela pesquisa é que, em nível sistêmico, sejam utilizados os resultados das avaliações como critério para progresso funcional e estabelecimento de remuneração diferenciada. “Isso não é o foco principal”, disse Oliveira.

Segundo o professor da USP, uma das características fundamentais da avaliação é permitir a detecção de desigualdades no sistema. “Algumas escolas, seja qual for o sistema de avaliação, divulgam que está tudo muito bem. Mas, quando seus alunos são submetidos a um teste de desempenho, vemos que há desigualdades brutais no âmbito do mesmo sistema.”

Um dos fatores que contribuem para que os sistemas de avaliação não sejam bem explorados é de ordem cultural. “Não temos uma idéia consolidada do que seja o direito à educação. Todos concordam que a criança tem que ir para a escola, mas não há consenso sobre os resultados esperados dessa educação”, afirmou Oliveira.

O pesquisador ressalta que avaliação tem alto custo. Cada aplicação de uma avaliação custa entre R$ 4 milhões e R$ 7 milhões por estado. O sistema nacional custa algo em torno de R$ 70 milhões. “Não é um dinheiro fácil de conseguir quando não se tem muita clareza do que vai ser feito com ele”, disse.

O Banco Mundial financiou a maioria dos projetos nos últimos anos, de acordo com Oliveira. “Era o papel do banco estimular a criação de uma cultura de avaliação por meio de empréstimos, mas essa missão foi cumprida e os empréstimos cessaram. A avaliação só foi mantida nos estados que atribuíam relevância aos sistemas, como São Paulo e Minas Gerais”, disse.

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp