terça-feira, 24 de julho de 2007

4º Congresso brasileiro de P&D em petróleo e gás

O 4º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em Petróleo e Gás, que será realizado de 21 a 24 de outubro, em Campinas (SP)

O evento reunirá pesquisadores, docentes e estudantes de pós-graduação de todo o país em discussões sobre “Exploração”, “Transporte”, “Petroquímica”, “Segurança, meio ambiente e saúde”, “Regulação, direito, gestão e qualidade” e “Capacitação humana e tecnológica”.

A promoção é da Associação Brasileira de Pesquisa e Desenvolvimento em Petróleo e Gás (ABPG) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).


Fonte: Agência Fapesp

Nova topologia na Rede Clara

A Rede Clara -Cooperação Latino-Americana de Redes Avançadas, infra-estrutura inaugurada em 2004 com o apoio do projeto Alice -América Latina Interconectada com Europa, está operando com outra topologia. Esta mudança integra a nova estratégia de gestão da Rede Clara com a prorrogação do Alice até 31 de março de 2008.

Assim, a topologia da Clara, que era estruturada em forma de anel, passa a operar ponto-a-ponto, eliminando-se algumas rotas redundantes. Estão mantidos os cinco nós principais, localizados em São Paulo (Brasil), Tijuana (México), Cidade do Panamá (Panamá), Santiago (Chile) e Buenos Aires (Argentina).

A Clara recebeu da iniciativa norte-americana Lauren (Latin American Universities Research and Educational Network), que reúne doações de empresas sob a forma de enlace, três partes de sua nova configuração: os trechos Miami-Panamá, Panamá-Chile e Chile-Brasil, substituindo alguns dos anteriores, que eram contratados. Um sexto nó foi implantado em Miami (EUA) para receber mais links e novos acordos de conexão.

Conselho Diretor
Em 19 de abril foi eleito o novo Conselho Diretor da Clara. Integram o Conselho, cujo mandato começou em 26 de maio, Joaquín Guerrero (da Raap, Peru), como presidente; Carlos Casasús (da Cudi, México), como vice-presidente; Ida Holz (da RAU2, Uruguai), como secretária; Luis Furlán (da Ragie, Guatemala), como tesoureiro; e Nelson Simões (RNP, Brasil), como diretor. O Conselho Diretor tem mandato de dois anos e o presidente, de um ano.

Fonte: Informe CT

Destruição ambiental ameaça herpetofauna da Amazônia


Temos que fazer pesquisa em áreas sob pressão antrópica, senão corremos o risco de perder espécies antes mesmo de conhecê-las". A afirmação é do pesquisador Ulisses Galatti, do Museu Goeldi, que coordenou o simpósio "Herpetofauna amazônica", realizado em Belém (PA) durante o 3º Congresso Brasileiro de Herpetologia.

Promovido pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT), Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Sociedade Brasileira de Herpetologia, o Congresso encerrou suas atividades na última sexta-feira (20).

O pesquisador acredita que a alteração de hábitats naturais tem sido a principal ameaça à fauna de répteis e anfíbios da Amazônia.

"Além da expansão da agropecuária, responsável por cerca de 80% do desflorestamento na Amazônia brasileira, a região tem vários projetos de exploração mineral, madeireira e de aproveitamento hidroenergético", esclarece Galatti, que coordena estudos em áreas sob impacto ambiental no estado do Pará.

As pesquisas avaliam, por exemplo, o efeito da construção da hidrelétrica de Tucuruí e da exploração de bauxita em Porto Trombetas, no município de Oriximiná (PA).

Segundo o pesquisador, em Tucuruí (PA), a inundação de 2.850 km² no médio rio Tocantins resultou na perda de áreas florestadas e no surgimento fragmentos florestais nas porções mais elevadas do terreno.

Desde 2004, estudos são realizados com a finalidade avaliar a situação das comunidades de vertebrados e os efeitos da construção da barragem sobre a herpetofauna terrestre e aquática na região que, desde 2002, foi estabelecida como Área de Proteção Ambiental (APA).

Os resultados dos estudos no Lago de Tucuruí deverão ser considerados na elaboração do Plano de Manejo da APA.

Em Porto Trombetas, a exploração de bauxita pela Mineração Rio do Norte implica no desflorestamento de 4 km² por ano. Nos locais afetados, o processo de reflorestamento é iniciado através da reposição da camada superficial do solo e do plantio de mudas de espécies nativas.

Desde 2004, o Museu Goeldi realiza estudos sobre a colonização, pela herpetofauna, das áreas reflorestadas, onde já foram identificadas 20 espécies de anfíbios e 19 de répteis.

"Estudos de longo prazo são necessários tanto para acompanhar o processo de colonização dos reflorestamentos, quanto para determinar as diferenças entre eles relacionadas principalmente ao ano do plantio e ao grau de isolamento em relação à floresta nativa adjacente", explica.

E afirma que "as pesquisas sobre os padrões de colonização por anfíbios e répteis das áreas reflorestadas devem ainda contribuir para avaliar o estado de reabilitação desses ambientes, bem como a sua relevância para a conservação da herpetofauna local".

As pesquisas nas regiões de Tucuruí e de Porto Trombetas têm financiamento da Eletronorte e Mineração Rio do Norte, respectivamente.

Fonte: Maria Lúcia Morais / Informe CT

1º Simpósio de Oncobiologia do Rio de Janeiro

O 1º Simpósio de Oncobiologia do Rio de Janeiro será realizado nos dias 30 e 31 de julho, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Diversos grupos apresentarão resultados de pesquisas em temas como proteoma de tumores sólidos, suscetibilidade ao câncer de mama, tumor de próstata e resistência a múltiplas drogas.

Organizado por Helena Borges, do Programa de Oncobiologia da UFRJ, o simpósio, em seu primeiro dia, receberá Jean Y. J. Wang, diretora associada de pesquisa básica do Centro de Câncer da Universidade de San Diego, nos Estados Unidos, e editora do Journal Molecular and Cellular Biology.

Ainda durante o primeiro dia, haverá conferência de Radovan Borojevic, do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, e a sessão de abertura formada por Marcos Moraes, coordenador do Programa de Oncobiologia, Vivian Rumjanek, coordenadora do Núcleo de Ensino, e Roberto Lent, diretor do Instituto de Ciências Biomédicas.

Ao fim do primeiro dia de atividades, mais de 40 alunos apresentarão seus trabalhos na sessão de pôsteres.

No segundo dia, haverá palestras dos pesquisadores Claudia Galo (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), Raquel Maia (Instituto Nacional do Câncer) e, da UFRJ, Mônica Lomeli, Januário Bispo Cabral, Alberto Nóbrega, Sandra König, Julio Scharfstein, Lina Zingali, Tatiana Sampaio, Eleonora Kurtenbach e Denise Pires Carvalho.

O simpósio será realizado nos auditórios Rodolpho Paulo Rocco (subsolo do bloco K, no primeiro dia) e nobre do Programa de Pós-Graduação em Ciências Morfológicas, no Departamento de Anatomia (primeiro andar do bloco F, no segundo dia), ambos no Centro de Ciências da Saúde da UFRJ.

O encontro tem apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), da Fundação Ary Frauzino para a Pesquisa e Controle do Câncer, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Mais informações pelo e-mail.

Fonte: Agência Fapesp

Fiocruz e Genzyme assinam parceria

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a empresa norte-americana de biotecnologia Genzyme Corporation anunciaram nesta segunda-feira (23/7) uma parceria em pesquisa e desenvolvimento de novos tratamentos contra doenças consideradas negligenciadas, como malária, leishmaniose e mal de Chagas.

Com o acordo, cientistas da Fiocruz e da Genzyme trabalharão em conjunto nos laboratórios das duas instituições. Caso sejam feitas descobertas que possam ser exploradas comercialmente, a fundação brasileira ficará isenta do pagamento de royalties.

A parceria se concentrará inicialmente na pesquisa de novos tratamentos contra a doença de Chagas. Um dos estudos testará um tratamento que neutraliza a proteína causadora de problemas cardíacos nos pacientes chagásicos.

Com sede em Boston, a Genzyme desenvolveu nos últimos anos produtos contra doenças genéticas raras, imunológicas, insuficiência renal e câncer. Segundo a Fiocruz, a parceria permitirá expandir o apoio da empresa às atividades de pesquisa e desenvolvimento no Brasil e na América Latina.

Com o programa Assistência Humanitária em Doenças Negligenciadas, a empresa faz um trabalho sistemático de identificação, avaliação e gerenciamento de projetos científicos e parcerias focadas nessas enfermidades.

As doenças negligenciadas atingem centenas de milhões de pessoas em todo o mundo. Mas os tratamentos e diagnósticos para elas não costumam receber grandes investimentos, uma vez que atingem predominantemente indivíduos de baixo poder aquisitivo.

Mais informações no sítio.

Fonte: Agência Fapesp

Nanotecnologia na produção de álcool etílico anidro chega ao Brasil

A desidratação de álcool chegou à sua “terceira geração” com uma tecnologia desenvolvida no Japão e que chega agora ao Brasil. Baseada em um sistema de membranas moleculares, o modelo gasta menos energia e tem menor custo de manutenção do que os demais métodos.

O sistema nanotecnológico se baseia na diferença de tamanho das moléculas do etanol e da água, mesmo princípio das peneiras moleculares usadas atualmente nas usinas. A tecnologia, desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa em Nanotecnologia Bussan, subsidiária do conglomerado Mitsui, foi apresentada durante o 5º Simpósio Internacional e Mostra de Tecnologia da Agroindústria Sucroalcooleira (Simtec), realizado na semana passada em Piracicaba, interior de São Paulo.

Para desidratar o álcool e produzir o álcool etílico anidro – com teor alcoólico mínimo de 99,3% para ser misturado à gasolina, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – a mistura passa inicialmente por um processo de destilação em que a água é separada do álcool por evaporação. O álcool chega às membranas já com concentração de 92%.

A mistura gaseificada é levada para um vaso com 308 tubos de 1 metro de comprimento por 16 milímetros de largura. Eles são revestidos por uma fina membrana com uma quantidade precisa de minúsculos poros de 4 ângstrons de diâmetro – ângstrom (Å) é uma medida de comprimento que equivale a um décimo de bilionésimo de metro.

Uma bomba a vácuo força a mistura a passar pelo vaso. Devido a uma diferença de pressão entre o interior e o exterior dos tubos, as moléculas são atraídas para dentro. “Somente as moléculas de água, menores, entram nos tubos”, disse  Carlos Eduardo Xavier, da P.A.SYS Engenharia e Sistema, empresa responsável pela adaptação da tecnologia no Brasil. As moléculas de etanol e água medem, respectivamente, cerca de 5 e 3 ângstrons.

No fim do processo duas tubulações recolhem a água e o álcool, este com o teor de 99,6%. “Dependendo de ajustes na pressão e na temperatura, pode-se chegar a um álcool 99,99%, ou seja, quase puro”, diz Xavier.
Das peneiras às membranas
O atual sistema das peneiras separa as moléculas com uma espécie de esponja. Ao ser colocada na mistura, a “esponja” repleta de minúsculos poros força a passagem das moléculas de água para seu interior, ficando as de álcool do lado de fora.

Segundo Xavier, após saturar de água, a “esponja” sai da mistura fazendo a separação. Esse movimento constante provoca, entretanto, um desgaste na resina de zeólito, espécie de porcelana com a qual também são formadas as membranas. Além disso, a água retirada da mistura, conhecida como flegma, contém uma quantidade de 70% de álcool que deve voltar ao processo para ser novamente destilado, causando um gasto extra de energia.

“A membrana é mais eficiente no que ela se propõe a fazer”, disse Xavier. A água retirada contém uma quantidade mínima de álcool. A intenção inicial das usinas é utilizar a membrana para destilar o flegma produzido pelas peneiras, uma forma de testar o sistema e provocar uma demanda para a fabricação das membranas no Japão.

A intenção é adaptar a tecnologia à realidade brasileira. “No modelo japonês todos os materiais são feitos de aço inox, mas aqui devemos fazer alguns componentes de aço carbono”, exemplificou Xavier. Segundo ele, somente as membranas serão importadas, sendo todos os outros equipamentos fabricados no Brasil.

Três usinas de São Paulo e uma de Minas Gerais já mostraram interesse em adotar o sistema na desidratação do flegma. A capacidade pode variar de 70 a 150 m³ de álcool destilado por dia, dependendo do tamanho da unidade. “Isso se for destilado apenas o flegma. Se for aplicado no processo todo o valor pode chegar a 400 m³ de álcool por dia.”

Fonte: Agência Fapesp

Estratégias conservacionistas na pesquisa com primatas

O Brasil concentra o maior número de espécies de primatas no mundo: são 111, cerca de um terço da diversidade existente no planeta, que habitam florestas da Amazônia até o Sul do Brasil, do litoral ao interior.

Nos últimos anos, a pesquisa científica sobre os primatas tem crescido, especialmente em áreas de ecologia e comportamento ou manejo e conservação, mas ainda existem lacunas no conhecimento sobre várias espécies – além disso, cerca de 27% do total de espécies no país está sob ameaça de extinção.

Em busca de uma definição de estratégias para a conservação dos primatas neotropicais, a Sociedade Brasileira de Primatologia (SBPr) promove o 12º Congresso Brasileiro de Primatologia, com o tema “Prioridades de pesquisa para o estudo de primatas neotropicais”, na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), em Belo Horizonte, até sexta-feira (27/7).

O congresso conta com a presença de pesquisadores brasileiros e estrangeiros e estudantes interessados no estudo de primatas em diversas áreas, como ecologia, zoologia, genética e antropologia. Entre os palestrantes estão Phyllis Lee, da Universidade de Stirling (Escócia), Dorothy Fragaszy, da Universidade da Geórgia (Estados Unidos), e Eduardo Ottoni, da Universidade de São Paulo.

O inglês Anthony Rylands, diretor da área de programas de espécies em extinção da Conservação Internacional, fez a palestra de abertura do congresso. Um dos maiores conhecedores da biodiversidade dos primatas neotropicais, o pesquisador viveu no Brasil de 1976 a 2000. Nos dez primeiros anos trabalhou no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e, nos 13 seguintes, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em 2000, mudou-se para os Estados Unidos, para se dedicar à preservação.

Segundo Rylands, proteger tanto espécies ameaçadas de extinção como ecossistemas saudáveis exige bem mais recursos financeiros e humanos do que os disponíveis atualmente. Além disso, é preciso haver critério, definição de prioridades e estratégias para garantir a sobrevivência do maior número possível.

“Quando se trata de financiamento para a conservação, o critério ou a moeda de troca no mundo inteiro é espécie em extinção”, disse. Segundo Rylands, essa é uma linguagem que todos entendem, sejam governos, bancos e empresas, a sociedade que se emociona quando um animal está em vias de desaparecer ou a comunidade científica, “que referenda a ameaça de extinção, com base em exaustivas pesquisas”.

“O fato é que, nos últimos 25 anos, o número de espécies de primatas no mundo dobrou. Em 1982, a lista somava 181 espécies, menos da metade das 390 catalogadas em 2007. No Brasil, existiam 77 espécies em 1999 e hoje são 111. Entre as causas desse crescimento está a descoberta de novas espécies, muitas vezes motivada pela preocupação em saber mais sobre a diversidade ou pela própria destruição da natureza, que leva o homem a lugares nunca antes visitados”, disse o pesquisador inglês.

Rylands destacou que, além do aumento no número de descrições e de análises cada vez mais sofisticadas – inclusive com o uso da genética –, houve também uma mudança no conceito de espécie, com a elevação de várias subespécies para espécies.

Para ele a taxonomia, ou a ciência da classificação, é essencial para essa definição. O pesquisador lembrou de um caso recente sobre o macaco-prego-galego, ocorrido em Pernambuco, que gerou certo mal-estar entre os pesquisadores.

Um grupo afirmou que o animal era uma espécie até então desconhecida. Outro, que se tratava apenas de uma redescoberta, uma vez que teria sido visto por naturalistas europeus desde a invasão holandesa no Nordeste, no século 17 – tendo, inclusive, sido retratado pelo botânico alemão Johann Christian von Schreber, no século seguinte. “Esse caso é um bom exemplo para ilustrar a importância da taxonomia, que responde a três questões básicas: como é, qual o nome e onde vive o animal”, disse.

Fonte: Liliane Nogueira / Agência Fapesp

Minas Gerais contará com banco de dados voltado para o ensino superior

Na semana passada, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (Sectes) assinou um convênio com o Conselho Estadual de Educação para viabilizar equipamentos de informática para a criação de um banco de dados que deverá reunir informações sobre todos os cursos superiores no Estado. De acordo com o órgão, a idéia é facilitar a implementação da política voltada para o ensino superior em Minas Gerais. A assinatura foi feita durante o Fórum de Reitores das Instituições Públicas de Ensino Superior de Minas Gerais (Ipes), realizado em Belo Horizonte.

Durante o evento, uma das principais propostas apresentadas pela Sectes diz respeito à ampliação do acesso de professores universitários das redes pública e privada a programas de mestrado e doutorado em Minas Gerais. Segundo informou o secretário Alberto Portugal, a proposta do Estado tem como principal enfoque a qualidade para que Minas consiga melhorar ainda mais os bons resultados obtidos em avaliações como o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), realizado pelo Ministério da Educação. O exame apontou que as cinco melhores universidades do Brasil são mineiras e públicas, sendo que quatro delas são federais e uma estadual.

Na ocasião, Portugal destacou que a secretaria pretende realizar novas discussões para que as instituições de ensino apresentem sugestões para integrar a política do governo estadual para o ensino superior. “Estamos dialogando com todos, pois acredito que assim chegaremos a projetos e programas mais próximos do que o ensino superior de Minas deseja e precisa na chamada era do conhecimento”, disse ele, segundo notícia divulgada pela Sectes.

Também durante o encontro, o subsecretário de Ensino Superior de Minas Gerais, professor Octávio Elísio, lembrou que hoje o Estado conta com a maior rede de faculdades públicas e particulares do país. Apesar disso, o tema expansão também deverá ser destacado entre as propostas em fase de discussão e validação, além da valorização do ensino a distância e do ensino noturno, todos em sintonia com a qualidade.

O subsecretário ainda ressaltou que as escolas superiores particulares do Estado e as duas universidades estaduais têm procurado aumentar o número de mestres e doutores em seus cursos. No entanto, ele acredita que fatores como o número restrito de vagas e o alto custo para se dedicar a um mestrado ou doutorado ainda dificultam o acesso de professores de muitas faculdades aos programas de pós-graduação stricto sensu.

Para enfrentar esse problema, o governo estadual pretende trabalhar em uma grande parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e as demais federais para formar uma rede que seja capaz de atender aos profissionais que estão exercendo o magistério superior em todas as regiões do Estado, mas que ainda não tiveram oportunidade de chegar ao mestrado ou doutorado.

Outras informações sobre as ações da Sectes podem ser obtidas no sítio.

Fonte: Gestão CT

Genética Forense será discutida em Maceió

A cidade de Maceió vai sediar, nos dias 25 e 26 deste mês, o 1º Encontro Internacional de Genética Forense. A iniciativa é do Laboratório de DNA Forense da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e do Laboratório de Diagnósticos por DNA da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

A proposta é criar uma oportunidade para discussão e para troca de idéias entre peritos oficiais, pesquisadores e demais interessados no tema. A programação conta com palestras sobre o histórico e aplicações da genética forense, estratégias para estudo de vínculos genéticos, acreditação e controle de qualidade, entre outros temas.

Informações complementares sobre o evento pode ser obtidas no sítio.

Fonte: Agência CT

Governo de Alagoas isenta ICMS de importação de máquinas e beneficia institutos de pesquisa

O governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, publicou no dia 17 decreto que isenta do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) as operações para importação de aparelhos, máquinas, equipamentos, e instrumentos vindos do exterior.

A isenção vale para as mercadorias que se destinarem a atividades de ensino e pesquisa científica ou tecnológica, estendendo-se, também, às importações de artigos de laboratórios, desde que não possuam similar produzido no país.

A medida beneficia institutos de pesquisa federais ou estaduais localizados no Estado; institutos de pesquisa, sem fins lucrativos; universidades federais ou estaduais; organizações sociais com contrato de gestão com o MCT; e pesquisadores e cientistas credenciados e no âmbito de projeto aprovado pelo CNPq.

O decreto lista ainda as organizações sociais que poderão usurfruir dos benefícios. São elas: Associação Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP); Associação Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa); Associação Brasileira de Tecnologia Luz Síncrotron – (ABTLus/LNLS) Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. O Impa e a ABTLuz são instituições associadas à ABIPTI.

Para receberem o benefício as instituições deverão ser credenciadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Alagoas (Fapeal), entidade também associada à ABIPTI.

Com a isenção de ICMS as instituições de pesquisa de Alagoas poderão, por exemplo, importar produtos intermediários para produção de medicamentos para tratamento de portadores do vírus HIV.

A íntegra do decreto nº 3.639 pode ser conferida no Diário Oficial do Estado, do dia 17 de julho no sítio.

Fonte: Gestão CT

Publicada portaria do MEC que dispõe sobre a realização do Prolibras

Foi publicada, na edição de hoje (23) do Diário Oficial da União a portaria normativa nº 29, do Ministério da Educação (MEC) que dispõe sobre a realização do Programa Nacional para a Certificação de Proeficiência em Libras e para a Certificação de Proeficiência em Tradução e Interpretação de Libras-Língua Portuguesa (Prolibras).

De acordo com o texto, o programa será realizado em parceria entre o MEC e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), constituindo um exame nacional que terá periodicidade anual, de 2006 a 2016, sob a responsabilidade do Inep.

Ainda este ano, o MEC e o Inep deverão fazer um processo de credenciamento de instituições de educação superior para realizarem o Prolibras a partir de 2008. Uma das entidades já credenciadas é a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Fonte: Gestão CT

Programa de Consórcios em Educação Superior entre Brasil e EUA seleciona novos projetos

Doze novos projetos serão apoiados pelo Programa de Consórcios em Educação Superior entre o Brasil e os Estados Unidos. A iniciativa é fruto de um acordo firmado entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) e o Fund for the Improvement of Post Secondary Education (Fipse), do Departamento de Educação dos EUA. As novas propostas foram selecionadas durante a reunião da comissão binacional integrada por representantes das duas instituições, realizada de 11 a 14 de julho, em Washington.

No total, deverá ser investido R$ 1,5 milhão. O programa objetiva financiar o intercâmbio de estudantes de graduação de diversas áreas e também a cooperação entre pesquisadores dos dois países. De acordo com a Capes, os cursos de graduação brasileiros que participam do programa ainda conseguem modernizar a grade curricular e é possível o reconhecimento mútuo de créditos.

As propostas selecionadas são das seguintes áreas: engenharias, meio ambiente, ciências agrárias, arquitetura, administração, cinema e inclusão social (multidisciplinar). Ao todo, a comissão binacional analisou 23 projetos de grupos de pesquisa de instituições brasileiras e norte-americanas.

Durante a reunião realizada em Washington, também foi feita uma avaliação dos consórcios em andamento, definição do calendário de ações para 2008 e discussões sobre novas diretrizes para o programa Capes-Fipse. Desde 2001, quando foi criada, a iniciativa aprovou 51 projetos. “Avaliamos que os resultados têm sido excelentes porque insere no cenário da pós-graduação estudantes mais qualificados, com domínio do idioma e experiência em outra cultura”, afirmou Fátima Battaglin, coordenadora adjunta da Cooperação Internacional da Capes, em notícia divulgada no site da instituição.

Informações sobre o Programa Capes/Fipse podem ser obtidas no sítio.

Fonte: Agência CT

INPI firma parceria com IEL e Senai para capacitação em propriedade intelectual

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) está desenvolvendo ações, em parceria, com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) com o objetivo de difundir a cultura da propriedade industrial em todos os Estados do Brasil e no Distrito Federal.

Segundo informações do INPI, todos os cursos desenvolvidos pelo Senai contarão com um material sobre propriedade intelectual que será distribuído a alunos e professores.

Além disso, serão montadas estações de atendimento nos núcleos de informação tecnológica do Senai em 20 cidades. A proposta é que os núcleos ajudem os interessados a fazer a busca de informações tecnológicas sobre propriedade intelectual.

A parceria entre as três entidades já trouxe bons resultados. No mês de maio, 90 técnicos do Senai e IEL foram capacitados pelo INPI. Em uma segunda etapa do curso de capacitação, os técnicos serão qualificados para as necessidades específicas de cada entidade.

“Esta parceria é muito importante para nós, pois as duas instituições têm uma enorme capilaridade no Brasil. O Senai tem muitos alunos e ainda colabora no desenvolvimento industrial. Já o IEL tem papel fundamental para ajudar os empresários na gestão de seus negócios” disse a coordenadora de Cooperação Nacional do INPI, Rita Pinheiro Machado, por meio de sua assessoria.

Pinheiro conta ainda que esse projeto é piloto e a expectativa é para que seja ampliado com outras ações. Mais informações sobre a parceria podem ser obtidas no sítio.

Fonte: Gestão CT

MCT e Consecti lançam chamada para apoio a eventos estaduais da Semana Nacional de C&T

No dia 16, o MCT lançou, em parceria com o Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti), uma chamada para seleção de propostas para apoio a eventos estaduais realizados no âmbito da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. A data limite para envio eletrônico dos projetos é o dia 30 de julho. Já as versões impressas devem ser encaminhadas até o dia 2 de agosto.

O edital conta com cerca de R$ 1 milhão, oriundo do MCT e do Consecti. Poderão concorrer aos recursos as Secretarias de Estado para Assuntos de CT&I e as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) que estejam em dia com suas respectivas anuidades.

De acordo com a chamada, cada Estado poderá enviar uma única proposta que deverá ser encaminhada pela administração superior da instituição proponente. Além disso, os projetos deverão discriminar claramente as atividades previstas para a semana nos Estados, além da temática utilizada para cada atividade com metas e datas especificadas.

Poderão ser financiadas despesas acessórias com o pagamento de itens como aluguel de stands, exposições, videoconferências, contratação de palestrantes, entre outras. Será exigida uma contrapartida pela instituição proponente que seja no mínimo igual ao valor correspondente estabelecido na Carta de Salvador, em 15 de junho de 2004.

A íntegra da chamada está disponível no sítio.

Fonte: Gestão CT

VI Simpósio de Saúde Pública e Assistência Farmacêutica

Nos dias 03 e 04 de agosto o Pet-Farmácia realiza o VI Simpósio Saúde Pública e Assistência Farmacêutica no Auditório de Instituto de Ciências Exatas e Biológicas da UFOP- Universidade Federal de Ouro Preto.

Programação

03 de agosto – sexta-feira
15h00 – Abertura Oficial
15h30 – Assistência Farmacêutica no Brasil: análises e perspectivas
Eliane Cortez – Consultora do departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde
16h30 – Dispensação: práticas farmacêuticas na farmácia comunitária
Mariana Linhares Pereira – Especialista em Assistência Farmacêutica
17h30 – Coffee-break
18h00 – O farmacêutico e o PSF - Rilke Novato Públio – Sinfarmig

04 de agosto – sábado
08h30 – Aquisição de Medicamentos para assistência farmacêutica no SUS
Germano Zanforlim Araújo – Secretário Ajunto de planejamento da Saúde/ Secretaria Municipal de Saúde de Mariana.
09h30 – Atenção Farmacêutica: uma realidade
Edmar de Oliveira Azevedo – Farmacêutico de nova Era/MG
10h30 – coffee-break
11h00 – O papel do farmacêutico nas ações de vigilância sanitária
Wendel Coura Vital – Vigilância Sanitária de Ouro Preto/MG

Mais informações com Cláudia Martins Carneiro, tutora do grupo Pet-Farmácia pelo telefone (31) 3559 1694.

Fonte: Ufop