segunda-feira, 23 de julho de 2007

Cariacica - E.S. terá unidade de produção de biodiesel

No dia 3 de julho, o secretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Espírito Santo, Rogério Silveira de Queiroz, assinou termo de outorga para implantação de uma unidade de produção de biodiesel de óleos residuais de fritura, no município de Cariacica. Essa é uma das alternativas de aproveitamento do óleo. O objetivo, segundo texto da secretaria, é evitar que o óleo vá parar nas redes de esgoto e no solo.

O projeto é um dos selecionados pelo Programa de Apoio à Pesquisa na Empresa (Pappe), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com a Fundação de Apoio à Ciênca e Tecnologia do Espírito Santo (Fapes).

A iniciativa será conduzida pelo Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo (Cefetes) e pela empresa Marca Ambiental. Os recursos iniciais são R$ 48,4 mil. Serão realizados estudos, para identificação de viabilidade econômica e de negócios. O projeto também prevê pesquisas com o biodiesel obtido.

Mais informações através do telefone (27) 3380-3780.

Fonte: Inovação Energética

1º Congresso Brasileiro de Psicologia da Saúde

A Universidade Metodista de São Paulo e a Associação Brasileira de Psicologia da Saúde promoverão, nos dias 28 e 29 de agosto, em São Bernardo do Campo (SP), a primeira edição do Congresso Brasileiro de Psicologia da Saúde.

O objetivo do evento, que tem como tema “Saúde e o ciclo de vida”, é trazer contribuições científicas e profissionais para o enfrentamento de questões complexas nas áreas social, econômica, ambiental, habitacional, emprego e violência.

O prazo para as inscrições de trabalhos termina no dia 20 de agosto.

Mais informações no sítio.

Fonte: Agência Fapesp

1º Congresso Internacional de Arte e Novas Tecnologias

“Caminhos da arte para o século 21” será o tema central do 1º Congresso Internacional de Arte e Novas Tecnologias, que será realizado de 13 a 17 de agosto, em São Paulo.

O evento é promovido pelo Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo (USP).

O objetivo é discutir a relação entre arte e tecnologia em múltiplos contextos, desde a aplicação da tecnologia à expressão artística, passando pela sua utilização e produção.

Mais informações no sítio.

Fonte: Agência Fapesp

Poli cria Centro de Estudos em Análise de Riscos no setor energético

Para estudar os riscos que o Brasil enfrenta no setor energético – entre eles o regulatório e o ambiental – e apresentar soluções que ajudem a suprir as deficiências do setor energético brasileiro, acaba de ser fechada uma parceria entre a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e o SAS Institute, líder mundial em inteligência analítica de negócios.

A iniciativa prevê a criação de um Centro de Estudos em Análise de Riscos, dentro da Escola Politécnica, que terá como objetivo o desenvolvimento de pesquisas e a formação de profissionais qualificados na área de energia.

Pela parceria, a Poli disponibilizará recursos humanos, entre eles professores integrantes do Grupo de Energia do Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas (Gepea). À SAS caberá fornecer soluções para a criação de métodos de análise de riscos ligados ao setor.

Segundo a Poli, a parceria abrirá espaço para a criação de uma linha de pesquisa (da qual poderão participar alunos de graduação e pós-graduação), além de cursos de treinamento.

“A Poli mantém um núcleo que, desde 1992, apóia a pesquisa produtiva, tentando encontrar, por meio da análise de demanda, fontes energéticas alternativas e formas de uso da energia mais eficientes. A criação do Centro de Estudos vem agregar essa busca por soluções, priorizando um aspecto importante, que é o da gestão das empresas ligadas ao setor”, disse Marco Antonio Saidel, coordenador do Gepea.

“Se quisermos garantir a adequada atuação dos agentes do setor energético no país, será preciso medir com antecedência os gargalos e conhecer as demandas para o delineamento de estratégias e aplicação de investimentos”, disse.

Mais informações no sítio.

Fonte: Agência Fapesp

Novo estudo sobre procedimento cirúrgico nos casos de epilepsia

A forma mais freqüente da epilepsia está ligada a uma atrofia na substância cinzenta do lobo temporal. Nos casos de difícil controle por medicamentos, os pacientes são submetidos a uma cirurgia na região cerebral afetada. Mas um dado intriga os cientistas: cerca de 30% das operações não surtem efeito e as convulsões continuam.

Estaria a eficiência da cirurgia relacionada à existência de áreas específicas de atrofia da substância cinzenta? Para responder a esta pergunta, seria preciso estudar os exames de ressonância magnética de pacientes antes da intervenção cirúrgica.

Foi exatamente o que fez a pesquisadora Clarisse Yasuda, doutoranda do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Pelo estudo, Clarice recebeu, na semana passada, o Prêmio Jovem Pesquisador, durante o 27º Congresso Internacional de Epilepsia, em Cingapura. Oito trabalhos foram selecionados entre mais de 800 de todo o mundo.

“Os resultados mostraram que os pacientes cujas crises cessaram depois da cirurgia apresentavam áreas de atrofia mais restritas ao lobo temporal afetado. Nos outros, refratários à operação, a atrofia se estendia a regiões fora do lobo temporal afetado, inclusivo no outro hemisfério cerebral”, disse Clarisse.

De acordo com a pesquisadora, a idéia central do trabalho – que é apenas parte de sua tese – foi bastante simples, mas inédita. Se for possível identificar com antecedência os casos em que a cirurgia não surtirá efeito, os médicos poderão poupar pacientes das intervenções invasivas.

“Imaginei que deveria haver alguma alteração no cérebro antes da operação e, de fato, havia. Pudemos concluir que o sucesso da cirurgia de epilepsia não depende só da técnica cirúrgica. Agora, será preciso estudar com mais profundidade os outros fatores que podem interferir no resultado da cirurgia”, destacou.

Para fazer o trabalho, Clarisse selecionou o exame de ressonância magnética cerebral pré-operatório de 70 pacientes com epilepsia. Utilizando a técnica de VBM – morfometria baseada em voxels, que permite a separação e quantificação das substâncias branca e cinzenta das imagens –, a pesquisadora identificou áreas de atrofia cortical relacionadas ao controle das crises epilépticas após a cirurgia.

“A técnica permite quantificar, nas imagens cerebrais, o que corresponde à substância branca e à substância cinzenta. Ao identificar as áreas de atrofia, pudemos comparar sua distribuição entre o grupo que teve sucesso na cirurgia e o grupo refratário”, explicou.

Segundo a pesquisadora, o grupo que continuou com crises epiléticas após a cirurgia apresentou alterações invisíveis a olho nu, mas que são identificáveis com uma análise matemática complexa.

“A idéia agora precisa ser mais aprofundada, para que possamos descobrir fatores prognósticos e poupar da cirurgia aqueles que soubermos de antemão que não serão beneficiados. É o começo de um longo estudo”, afirmou.

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp