quarta-feira, 18 de julho de 2007

Cumprimento de meta de adição de biodiesel depende de mais P & D

A partir de 13 de janeiro de 2008 entra em vigor a lei que determina a mistura de 2% de biodiesel ao óleo diesel consumido no País. Como atender a essa determinação legal sem que as culturas das matérias-primas do biodiesel compitam com a produção de alimentos? Essa questão sobre a sustentabilidade do biodiesel — produzido principalmente a partir de soja, no Brasil, e de canola, na Europa — apareceu durante os debates do "I Encontro Nacional de Novas Fontes de Energia — Biodiesel e Etanol", realizado dia 4 de julho na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Pesquisadores e representantes da indústria de biodiesel propõem o uso de matérias-primas não alimentícias, como o pinhão-manso, como alternativa. Advertem, no entanto, que sua viabilização passa por política pública e planejamento estratégico de longo prazo, o que inclui esforços maiores em pesquisa e desenvolvimento: o pinhão-manso é um desconhecido.

Um panorama da produção do biodiesel
Nivaldo Trama, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biodiesel (Abiodiesel), foi um dos que alertaram para o problema no encontro. O argumento de Fidel Castro e Hugo Chávez, presidentes de Cuba e Venezuela, sobre a competição entre produção de energia e de alimentos, mira a produção de etanol, mas acerta o biodiesel. "Há insegurança sobre as commodities alimentícias, os óleos relacionados a alimentos, com a agravante da posição dos Estados Unidos em relação ao milho, sua matéria-prima para o etanol. Estima-se que haverá uma redução de 15% da produção de soja nos EUA em 2007-2008", lembra. A União Européia, que até 2005 foi exportadora de óleo de canola e de soja, passou a ser importadora desses produtos em 2006, por conta da expansão do uso do biodiesel.

O campo não está produzindo volume de óleo suficiente para a demanda, e não há escala de produção quando se fala da fabricação do biodiesel a partir de oleaginosas que não a soja. Segundo Trama, mesmo a produção com base na canola na Europa conta com um mix de óleos de soja e palma de dendê. O óleo de dendê é altamente energético, mas muito valorizado na indústria química e cosmética. A tonelada custa US$ 800 no mercado internacional — preço alto para se tornar a matéria-prima do biodiesel. "Dobrar em poucos anos o uso de biodiesel pode complicar a sustentabilidade do produto", acrescentou.

Hoje, os maiores produtores de óleos vegetais para biodiesel são Malásia, Indonésia, Argentina, Estados Unidos, Brasil, Holanda, Alemanha, Filipinas, Bélgica e Espanha. O líder na Europa em produção e consumo é a Alemanha. Na América do Sul, a Argentina tem um forte programa de apoio à produção por meio da concessão de incentivos fiscais. A tradição no esmagamento de soja dá ao país grande capacidade de produção, que é exportada. O Brasil, ainda assim, tem a vantagem da biodiversidade: cerca de 40 oleaginosas conhecidas podem ser para biodiesel. "O desafio é ter sementes dessas oleaginosas em grande escala e em número de variedades suficientes", alerta. Ou seja, não basta apenas o País contar com um grande número de plantas com potencial para produzir biodiesel. Elas precisam passar por melhoramento genético para que o produtor conte com variedades que possam ser cultivadas em larga escala, em várias condições de clima e solo, e sejam resistentes a doenças. O pinhão-manso tem 48% de teor de óleo e é uma planta perene.

"Precisamos de um programa no médio prazo que descole a produção de biodiesel das oleaginosas alimentícias. Podemos pensar em mamona, oiticica, babaçu, além do próprio pinhão", sugeriu. O empresário elogiou o programa brasileiro, hoje muito mais de inclusão social do que voltado para a produção em larga escala. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) aderiu ao Programa do Biodiesel, e a aquisição de óleo para biodiesel vinda de produção familiar recebe um selo. Somente com ele as empresas podem participar dos leilões da Petrobras para venda de biodiesel à empresa petrolífera. O programa, contudo, precisa de aprimoramentos. "Os empresários [produtores de biodiesel] venderam a produção para a Petrobras, mas o campo não atendeu à solicitação." Os produtores não conseguem produzir biodiesel em volume suficiente para atender a Petrobras porque a produção agrícola não é suficiente, já que a soja não é voltada apenas para o combustível.

Ele defendeu outras medidas para alavancar o setor: desoneração da indústria de oleaginosas; adequação do selo Pronaf ao compulsório que passa a vigorar em 2008; instituição de uma Secretaria Especial de Biocombustíveis; promoção da gestão mais adequada para tornar a cadeia mais eficiente; estabelecimento de convênios entre governo federal e governos estaduais para apoio à produção de óleos industriais; investimentos financeiros do governo e de empresários em um programa de pesquisa e desenvolvimento na Embrapa voltado para novas matérias-primas e variedades para produção de óleos não alimentícios; implantação de regime e incentivos fiscais para biodiesel, com isonomia tributária para todas as oleaginosas, de forma a não promover desequilíbrio na produção.

Impactos na cadeia de produção precisam ser avaliados
O pesquisador Décio Luiz Gazzoni, da Embrapa Soja, destacou outro aspecto: a necessidade de a cadeia produtiva do biodiesel caminhar em conjunto e na mesma velocidade. Ou seja, a produção de fertilizantes, defensivos e máquinas agrícolas, sementes e outros insumos precisa estar no mesmo passo do processo de expansão, sob pena de condenar o biodiesel ao fracasso por não haver condições do campo para produzir óleo em volume suficiente para atender as leis que obrigam sua utilização.

No levantamento apresentado por ele, cerca de 70 países têm políticas de adição de biodiesel ao diesel projetadas para os próximos anos. Por exemplo: os EUA precisam chegar a 50 bilhões de litros em 2017 para atender o mercado interno; na União Européia são 100 bilhões, projetados para 2020; na China, nesse mesmo ano, são 20 bilhões; no Japão, a meta é de 10 bilhões em 2015; no Brasil, seriam 10 bilhões em 2020; na Índia, 4 bilhões em 2010.

Gazzoni explicou que em países como Brasil e Estados Unidos pesquisadores tentam aumentar o teor de óleo na soja para otimizar a produção de biodiesel. Ele conta que nos EUA mais de 3 mil cruzamentos foram feitos com esse objetivo e que "a tendência apontada nesses cruzamentos é de que o limite da planta seja 18%". "Trata-se de uma limitação genética", explicou. No curto prazo, é possível conseguir alguns ganhos marginais mudando a proporção de ácidos graxos saturados da soja, mas isso envolve a pesquisa com organismos geneticamente modificados. "No Brasil, organizações não governamentais não deixam esse tipo de pesquisa avançar", completou.

Assim como Nivaldo Trama, Gazzoni alerta para o problema da sustentabilidade da produção. "Há um descasamento entre as políticas públicas estabelecidas pelos países e a capacidade de produção de óleo", disse o pesquisador. "Precisamos de um encontro mundial, um biodiesel summit, para discutir isso; do contrário, essas medidas serão letra morta, aquelas leis que 'não pegam', ou deixaremos para que apenas o mercado decida. E neste caso, quem tiver dinheiro pagará o preço que o mercado exigir para atender às suas demandas, e os demais não conseguirão comprar", completou. Ele também afirmou que é preciso haver políticas de incentivo além da política mandatória, que garante mercado ao produtor ao tornar obrigatória a adição de biodiesel ao diesel.

Gazzoni partiu de algumas premissas para analisar a necessidade de produção de soja nos próximos anos, já que esta é a principal matéria-prima do biodiesel no País. Considerou que o consumo aparente nutricional (indicador científico que mede a disponibilidade e o acesso aos alimentos) cresça 3% ao ano, que a exportação brasileira de óleo de soja se eleve nessa mesma proporção, que o consumo de óleo diesel aumente 2,5% ao ano, que a mistura passe de 2% para 20% de biodiesel no diesel e que a demanda pela soja brasileira se eleve 8% ao ano, como projeta a Bolsa de Chicago, para até 2025.

Esses números significam que o Brasil precisaria produzir 40 milhões de toneladas de soja apenas para produzir biodiesel. Passaria de 50 milhões de toneladas para 150 milhões em 2025. "A cadeia não suporta essa explosão. Então, como saídas, podemos mudar a matéria-prima, o processo ou os dois", comentou. Ele propõe o uso do pinhão-manso e da macaúba. "Nosso desafio é selecionar as melhores oleaginosas, mas temos sérios problemas porque não temos sistemas produtivos desenhados para essas matérias-prima", concluiu.

Uso do pinhão-manso precisa de muita pesquisa e desenvolvimento
Mas pesquisadores de seis unidades da Embrapa (Algodão; Cerrados; Milho e Sorgo; Agropecuária Oeste; Soja e Semi-Árido) e também da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) recomendam cautela na produção do pinhão-manso. Eles alertam principalmente para a falta de informação técnico-científica confiável sobre a Jatropha curcas, nome científico da espécie. O folder técnico "Pinhão-manso — recomendação técnica sobre o plantio no Brasil", produzido pela Embrapa Algodão, diz que grande parte das informações divulgadas sobre a cultura provém de fontes pouco confiáveis, exalta as vantagens e omite as limitações da planta.

Liv Soares Severino, pesquisador da Embrapa Algodão e um dos 13 autores do folder, disse que nas poucas lavouras existentes no País e naquelas conhecidas deles em outros países, não há conhecimento técnico suficiente sobre o plantio comercial do pinhão. Nos países visitados, não há tradição no cultivo de pinhão e não foram observados cultivos para produção de biodiesel já consolidados, com mais de cinco anos de produção, onde se possa confirmar sua produtividade e rentabilidade de forma confiável. O pinhão-manso ainda não foi totalmente domesticado. Não há programas bem-estabelecidos de melhoramento genético que tenham resultado em, pelo menos, uma variedade que pudesse ser cultivada com maior segurança.

Também não foram encontrados relatos de experimentos de longa duração e com validade científica que falem da produtividade do pinhão-manso em condições de campo. Algumas estimativas foram feitas sem metodologia adequada ou com metodologia questionável, como extrapolar a produção de uma planta isolada para produtividade numa lavoura comercial. A maior parte dos trabalhos científicos sobre pinhão-manso são estudos de laboratório ou casa-de-vegetação sobre temas específicos, como fisiologia, toxicidade de suas partes, produção de mudas, tecnologia de sementes e transesterificação do óleo (processo de separação da glicerina do óleo vegetal necessário para produção do biodiesel), cujos resultados não podem ser extrapolados para produção de maior escala.

Nas visitas, os pesquisadores observaram ainda que a cultura tem baixa produtividade — entre 1,5 mil e 2,5 mil quilos por hectare —, alto custo de produção e é exigente em fertilidade do solo para ter boa produção, apesar de sobreviver bem em condições de estresse hídrico e ser considerada uma alternativa para os agricultores do Nordeste. O folder destaca que a cultura não possui um sistema de produção avaliado a campo, para que se possa recomendar a forma de propagação (sementes, estacas, mudas), a população de plantio, a adubação, como e quando podar, como e quando fazer a colheita, entre outras ações. Como a maturação dos frutos não é uniforme, os produtores fazem inúmeras passagens na lavoura durante a fase de produção, o que aumenta os custos.

Além disso, a planta é muito atacada por diversas pragas e doenças, algumas delas de difícil controle. É o caso de doenças como virose, oídio nas folhas, caules e flores, fusariose e podridão do sistema radicular, e de pragas como cigarrinha, ácaro branco, trips, broca do tronco, percevejo, cupim e outras.

Do ponto de vista da produção e da venda, os pesquisadores da Embrapa destacam como gargalo a falta de mercado estabelecido para pinhão-manso. Com isso, a indústria de extração tradicional pode não se dispor a processar uma pequena quantidade dessa semente, pois a operação requer ajuste de suas máquinas. Dessa forma, há o risco de haver poucos compradores para o produto, o que pode derrubar os preços.

A situação, nesse caso, agrava-se por se tratar de uma cultura perene, na qual o produtor não tem a opção de, no ano seguinte, migrar para uma cultura mais rentável. Ele seria forçado a aceitar o preço que a indústria oferecesse. Mesmo considerando a grande demanda para o biodiesel, o produtor dificilmente terá opções de venda além da indústria de extração mais próxima, ao contrário, por exemplo, do produtor de soja, dendê ou canola, que faz óleos alimentícios ou para a indústria química.

O Brasil não tem áreas contínuas de produção de pinhão-manso para que seja feita avaliação da viabilidade econômica deste cultivo até a estabilização da produção. O folder diz que as estimativas iniciais feitas por consultores indicam que a renda bruta por hectare é muito baixa para ser opção de renda. Para agravar o quadro, os bancos não estão preparados para financiar o plantio de pinhão-manso, pois não há garantia técnica para os produtores.

Somados esses fatores, os autores do folder concluem que no Brasil ainda não é possível plantar pinhão-manso de forma racional. Recomendam aos produtores rurais que não plantem grandes áreas com a planta devido ao alto risco de insucesso. Mas reafirmam que o pinhão é uma importante matéria-prima para o biodiesel e recomendam reforçar os investimentos em pesquisa para essa cultura, a ser feitos de forma contínua e voltados para o longo prazo.

O que está sendo feito
Segundo o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, João Flávio Veloso, também um dos autores do folder, a Embrapa está estudando pinhão-manso em vários Estados brasileiros, no âmbito do projeto "Fontes alternativas potenciais de matérias-primas para produção de agroenergia", que estuda o pinhão, a macaúba, o tucumã, o pequi e o babaçu, entre outras.

Diversas unidades de pesquisa da Embrapa, instituições de pesquisa e universidades do Brasil, contando também com a parceria de outros países e dos agricultores que plantam pinhão, estão trabalhando no desenvolvimento de tecnologias. Dentre elas, Veloso destaca a criação de bancos de germoplasma, experimentos a campo em diferentes regiões e condições climáticas do País, estudos em casa-de-vegetação e em laboratório. Contudo, por se tratar de uma planta perene, que só estabelece a produção após o quarto ano, estima-se que serão necessários vários anos para que se disponha de informações mais seguras sobre a cultura.

Alfredo José Barreto Luiz, chefe adjunto de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), disse em seminário no dia 28 de junho na Assembléia Legislativa de São Paulo que há outras alternativas para a produção de oleaginosas dentro do programa brasileiro de biodiesel. "Existem culturas com disponibilidade de sementes, produtos fitossanitários registrados e mercado consolidado, como o girassol, a canola, a mamona, o amendoim, entre outras, para o Estado de São Paulo." Para a Região Norte, ele salientou que há uma planta perene, o dendê, com sistema de produção bem definido. "Esta cultura está sendo testada na Região Sudeste para avaliar sua adaptação", informou.

Barreto Luiz também lembrou que as culturas que podem ser utilizadas como alimento dão maior flexibilidade ao produtor, o que pode ser um fator de desestímulo ao cultivo do pinhão-manso. "Se o mercado para biocombustível não se mostrar satisfatório, o agricultor poderá comercializar seu produto nos mercados tradicionais. No caso do pinhão-manso, ele não tem utilidade alimentícia", salientou.

Fonte: J.S. / Inovação Unicamp

Fapes apóia pesquisa de aproveitamento de resíduos de rochas ornamentais

Uma pesquisa vai possibilitar o aproveitamento de resíduos do processo de desdobramento dos blocos de rochas ornamentais nas serrarias. Os resíduos metálicos poderão ser utilizados na indústria siderúrgica e os não-metálicos na construção civil.

Trata-se do projeto “Estudo da Separação e Aproveitamento da parte metálica e dos óxidos presentes no resíduo gerado no desdobramento de rochas ornamentais”, que foi selecionado pela Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Fapes) por meio do Programa Parceria Tecnológica. A pesquisa será executada pelo professor do Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo (Cefetes), José Roberto de Oliveira, em parceria com a empresa Servigran, localizada no município de Cachoeiro de Itapemirim. Na ação, a Fapes vai investir um valor de R$ 68 mil.

O termo de outorga para início do projeto foi assinado, na manhã desta quinta-feira (12), pela diretora Administrativo-financeira da Fapes, Maria Thereza Colnaghi, e representantes do Cefetes e da Servigran.

Durante a solenidade, o secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Rogério Silveira de Queiroz, falou que esta integração entre a academia e os institutos de ensino de pesquisa tem gerado uma transformação social. “A Fapes e a Sect têm apoiado a produção do conhecimento sistematizado que tem levado à inovação. Unir as idéias científicas com as reais necessidades do setor produtivo é de extrema importância”, disse.

Redução de custos para as empresas geradoras dos resíduos, redução de custos na compra de matérias-primas pelos setores siderúrgico e da construção civil, incentivo à formação de novos pesquisadores, interação entre empresas e instituições públicas de pesquisas, redução da poluição e do volume de resíduos nos aterros são alguns dos impactos esperados pela pesquisa.

O Programa Parceria Tecnológica tem como objetivo é apoiar financeiramente projetos de inovação tecnológica desenvolvidos por pesquisadores, isoladamente ou em grupo, vinculados a Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) do Espírito Santo em parceria com empresas locais, isoladamente ou em consórcio.

De acordo com o gerente de Inovação para Competitividade, Marcos Adolfo Ferrari, o programa Parceria Tecnológica tem a intenção de contribuir para a diminuição dos gargalos tecnológicos do setor produtivo capixaba, por meio da cooperação com as Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) capixabas.

Maiores informações pelo e-mail.

Fonte: Luisi Pessôa / Sect

CBAN oferece no Brasil curso de Nanobiotecnologia

As inscrições para o primeiro curso de 2007, no Brasil, do Centro Brasileiro Argentino de Nanotecnologia (CBAN) estão abertas até o próximo dia 31. O curso de Nanobiotecnologia será oferecido na Universidade do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, no período de 19 a 24 de agosto.

O curso abrodará temas, como Preparação e caracterização físico-química de nanocarreadores de fármacos; Avaliação biológica in vitro e in vivo de sistemas nanocarreadores de fármacos e Avaliação toxicológica de sistemas nanocarreadores de fármacos.

As inscrições devem ser feitas pelo e-mail. Os interessados devem fornecer dados pessoais e profissionais, Currículo Vitae e uma justificativa, com no máximo dez linhas, explicando o trabalho científico e os motivos por que deseja participar do curso, com a anuência do orientador.

São 13 vagas para estudantes brasileiros com apoio financeiro para transporte e alojamento. Os candidatos devem ser doutorandos ou devem ter concluído o doutorado nos últimos cinco anos em física, química, biologia ou engenharias.

Mais informações pelo e-mail ou na coordenação brasileira do CBAN, na Coordenação Geral de Micro e Nanotecnologias do Ministério da Ciência e Tecnologia - (61) 3317 7424.


Fonte: Agência CT

Ameaça de extinção de anfíbios é discutida em congresso

A diminuição na população de anfíbios é um fenômeno de escala global, declara Luis Felipe Toledo, especialista em herpetologia pela Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), que nesta quarta-feira (18) participa de mesa-redonda sobre o assunto.

A sessão acontece às 9h, no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, durante o 3º Congresso Brasileiro de Herpetologia, que prossegue até sexta-feira (20), em Belém do Pará.

São muitas as causas do desaparecimento de seres fundamentais à harmonia do ambiente, segundo Toledo. Ele cita entre os principais motivos para o declínio nas populações dos anfíbios, a caça, o comércio ilegal, a poluição, o aquecimento global e o desaparecimento do hábitat dessa população por razões de ocupação humana.

Coordenado pelo pesquisador Bruno Pimenta, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o debate apresentará vários estudos sobre declínios de sapos, rãs e pererecas no Brasil.

Além de Luis Felipe Toledo, participam da mesa Rogério Bastos, da Universidade Federal de Goiás (UFG), que falará sobre a importância da realização de estudos de longa duração na área; e Ana Carolina Queiroz de Oliveira, do Museum of Vertebrate Zoology (EUA), que fará a palestra "Potential effects of climate change on Brazilian amphibian species diversity".

A partir das 9h também será realizado o simpósio "Serpentes e Biomas Brasileiros", no Auditório B, que apresentará informações sobre a fauna de serpentes do Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, Caatinga e Campos Sulinos; e o simpósio "Paleoherpetologia", coordenado pelo pesquisador Hussam Zaher, do Museu de Zooologia da Universidade de São Paulo (MZUSP), que abordará o tema "Em busca dos dinossauros, uma aventura em busca do passado e do presente".

Promovido pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT), pela Universidade Federal do Pará e pela Sociedade Brasileira de Herpetologia, o 3º Congresso Brasileiro de Herpetologia acontece até sexta-feira (20), no Centro de Convenções e Feiras da Amazônia (Hangar), em Belém (PA).

Mais informações no sitio.

Fonte: Agência CT

Abertas as inscrições para o Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador



Estão abertas até o dia 6 de agosto as inscrições para o Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador de 2007. Promovido pela Anprotec, o Prêmio é considerado o principal reconhecimento concedido às incubadoras de empresas, parques tecnológicos e seus empreendimentos no Brasil.

São sete categorias premiadas: Melhor Programa de Incubação de Empreendimentos Inovadores orientados para o Desenvolvimento de Produtos Intensivos em Tecnologia (PIT); Melhor Programa de Incubação de Empreendimentos Inovadores orientados ao Desenvolvimento Local e Setorial (DLS); Melhor Parque Tecnológico / Habitat de Inovação (PTH); Melhor Projeto de Promoção da Cultura do Empreendedorismo Inovador (CEI); Melhor Empresa Incubada (EI); e Melhor Empresa Graduada (EG_.

A premiação surgiu em 1997 com o objetivo de reconhecer e celebrar o trabalho e dedicação das incubadoras de empresas, parques tecnológicos, projetos e empreendimentos inovadores. Este ano, completa sua 11ª edição e homenageará um líder do movimento, precocemente falecido. O troféu destinado ao vencedor da categoria Parques Tecnológicos passa a ser denominado “Telmo Silva de Araújo”.

Por meio do Prêmio, os participantes têm a oportunidade de apresentar ao governo, aos parceiros, patrocinadores, investidores e à sociedade de forma geral, as características que fazem com que esse setor cresça cerca de 30% ao ano e comprovem a baixa mortalidade de suas empresas geradas. Além disso, o Prêmio permitirá identificar as características que tornam esse segmento mais próximo do empreendedor brasileiro, que utiliza a criatividade e a inovação para superar barreiras.Mais informações, regulamento e a ficha de inscrição, por categoria, podem ser encontrados no sitio.




Fonte: Anprotec