segunda-feira, 16 de julho de 2007

Inpe lança página especial de previsão de tempo para o Pan 2007

O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe) disponibilizou em seu site uma página especial de previsão de tempo para os Jogos Panamericanos 2007.

O internauta encontrará informações de temperatura e umidade, atualizadas hora a hora, dos lugares onde acontecerão os jogos. Estas informações são fornecidas pelas estações automáticas do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), juntamente com a previsão para as próximas horas.

Na página do CPTEC/Inpe também podem ser obtidas, com até 5 dias de antecedência, previsões de temperaturas máxima, mínima, condição de tempo, índice ultravioleta e altura de ondas.

Fonte: Agência CT

Novidades nas sessões plenárias do Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas

Os inscritos no XVII Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas podem se preparar para uma avalanche de conhecimentos entre os dias 17 e 21 de setembro de 2007. O evento pretende ser um marco na história do segmento e virá com formatos inovadores para atender diferentemente aos públicos das Incubadoras e dos Parques Tecnológicos. Serão cinco sessões plenárias, sendo três delas divididas em dois subtemas.

A primeira sessão plenária terá como tema “As novas Minas do Conhecimento - tendências para os próximos 20 anos”. A abordagem propõe uma avaliação geral da atuação das incubadoras de empresas e parques tecnológicos no Brasil, e uma reflexão sobre as tendências, desafios e oportunidades para o segmento nos próximos 20 anos. Para essa tarefa, foi convidado Rolf Jensen, do Instituto para Estudos do Futuro de Copenhagen, na Dinamarca.

A segunda sessão plenária apresentará o tema “Agora é que são elas - mulheres empreendedoras”, abordando os destaques femininos no empreendedorismo. Para tanto, foi convidada a vencedora do Prêmio Medalha do Conhecimento de 2005, Magrid Teske.

Fundadora e presidente da Herbarium Laboratório Botânico, há 21 anos, Magrid é a responsável por fazer com que a Herbarium se tornasse referência na área de fitoterapia e fosse classificada entre as melhores empresas para se trabalhar no país, de acordo com o ranking da Revista Exame Você S/A, e uma das melhores empresas para a Mulher trabalhar.

Na terceira sessão plenária, haverá a divisão de temas em “Incubadora como mecanismo de emancipação social” e “Parques Tecnológicos e Universidades”. No primeiro, espera-se a confirmação do nome de Estelle Akofio-Sowah, diretora-gerente da Incubdora BusyInternet, de Gana; e no segundo, John F. Powers, CEO do Stanford Management Company, dos Estados Unidos.

A “Incubação para Alto Crescimento” e “Parques Tecnológicos para Desenvolvimento Regional/Nacional” serão os temas da quarta sessão plenária. Para palestrar sobre esses temas foram convidados, respectivamente, Mun Hou Chew, diretor executivo do IAxil Venture Accelertor Centre, de Cingapura; e Ronan Stéphan, reitor da Université de Technologie de Compiègne, na França – universidade técnológica pública que se tornou referência por seu modelo de contratação especial de professores, com dedicação integral, oriundos do mundo empresarial.

Para a quinta e última sessão plenária, um dos temas será “Incubação para Desenvolvimento Local e Setorial”, cuja palestrante é Elisabeth Monfort, do Parque Tecnológico Barcelona Activa, em Barcelona, na Espanha. O outro tema será “Parques Tecnológicos Setoriais”, que aguarda a confirmação do palestrante Juan Bellavista, do Parque Científico Barcelona Biotech, também de Barcelona, Espanha.

A programação traz ainda informações sobre outras atividades como workshops, visitas técnicas, debates, apresentação de artigos e assembléia geral ordinária, que podem ser acessadas no site do Seminário ou diretamente pelo link.

Fonte: Anprotec

Setor brasileiro de cosméticos ganha guia de controle de qualidade

Elaborado sob a coordenação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Guia teve a colaboração do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacens) e de Universidades, além das duas associações.

A publicação servirá como referência para as empresas do setor no controle de processo e de produto acabado e demais parâmetros técnicos relativos à aplicação das boas práticas de fabricação. “A observação das orientações do Guia irá resultar em produtos com mais qualidade e segurança, o que tem impacto direto no público consumidor”, afirma Júnia Motta, gerente do PES de Cosméticos da ABDI.

De acordo com João Carlos Basílio da Silva, presidente da Abihpec, a publicação “é fruto de um extenso programa de trabalho conduzido pela Anvisa, e servirá como instrumento de referência a todos os profissionais que, de alguma forma, estejam envolvidos com a área de Controle de Qualidade de Cosméticos”.

PES - O Plano Estratégico Setorial (PES) é uma iniciativa da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) firmado a partir da parceria com o setor empresarial do País. O PES está alinhado às diretrizes da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE), cujo objetivo é contribuir para o desenvolvimento industrial e tecnológico do País, por meio da elevação da competitividade e da inovação. Inovador e dinâmico, o PES será baseado em mapas com rotas estratégicas e tecnológicas, que visem ações prioritárias para os próximos 15 anos.

ABDI - A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), instituída em dezembro de 2004, tem como missão promover o desenvolvimento tecnológico e industrial brasileiro por meio do aumento da competitividade e da inovação. Ligada por contrato de gestão ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e tendo o Ministro da Ciência e Tecnologia como presidente do seu Conselho Deliberativo, a ABDI tem como principal enfoque as diretrizes e estratégias estabelecidas pela Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE), da qual é coordenadora, articuladora e promotora.

Fonte: Abdi

Santos prepara implantação de pólo tecnológico

Um contrato para manutenção dos 28 portais de acesso ao porto de Santos, com utilização de empresa ligada à tecnologia da informação (TI), torna-se o embrião da criação de um pólo para o desenvolvimento desse setor na região metropolitana da Baixada Santista. Em Santos há pelo menos cinqüenta empresas especializadas no ramo digital, que poderão integrar o Arranjo Produtivo Local (APL) de Tecnologia da Informação e Comunicação.

As bases do APL foram lançadas ontem pela união de entidades públicas e privadas, a Associação Comercial de Santos, que atuará como gestora da iniciativa em formação, o Sebrae, Ciesp, Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem) e a Prefeitura de Santos.

A proposta de especializar Santos na oferta de serviços na área de TI tomou por base a expansão das operações portuárias, inclusive de transportes e o comércio exterior em geral, que estão centralizando na região decisões de logística. Segundo o prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa (PMDB), a cidade vai ampliar sua gama de atividades básicas, que além de porto e turismo contará com a especialização em TI.

A região metropolitana da Baixada Santista, com nove municípios, tem uma população de cerca de 1,5 milhão de pessoas e 16 entidades universitárias. Os formados, na maioria, não encontram colocação na própria região e migram para centros de maior poder econômico. Uma das intenções do APL é abrir oportunidades de emprego na região.

O primeiro contrato da nova entidade foi entre a Associação Profissional dos Usuários dos Portos do Estado de São Paulo (Apupesp), incumbida pela Codesp da manutenção de equipamentos exigidos pelo ISPS Code (na sigla em inglês) e a Santos Telecom. Além de serviços de limpeza dos portais de acesso, haverá fornecimento de equipamentos e serviços de software. A Santos Telecom integra a Câmara Setorial de Tecnologia da Informação e Comunicação da Associação Comercial de Santos.

Entre as finalidades do Arranjo Produtivo Local, segundo Santiago Carballo, consultor da câmara setorial, estão a busca de recursos para expansão das empresas do ramo, promoção de cursos técnicos e de gestão para geração de negócios e formação de um "banco de talentos". O arranjo contará, no mínimo, com 20 empresas.

Fonte: Agência Sebrae

Equatorial Sistemas desenvolve refrigeradores baseados no fenômeno termoacústico

Além disso, a infra-estrutura de pesquisa instalada em função do projeto criou condições para a empresa se desenvolver e crescer. O seu faturamento passou de R$ 400 mil em 1997 para R$ 6 milhões em 2006, um aumento de mais de dez vezes. O número de empregados também cresceu, saltando de sete para 40.

Esse crescimento se deu apesar de o projeto do PIPE não ter gerado nenhum produto. "Infelizmente o projeto não resultou em um produto comercializável", lamenta César Celeste Ghizoni, diretor-presidente da Equatorial. "O pesquisador não tinha a experiência de mercado e por falha de uma análise mais aprofundada de nossa parte, o projeto foi muito ambicioso face ao orçamento e aos prazos."

A Equatorial tem dois novos sócios. Um deles é a Astrium, empresa que pertence à European Aeronautic Defense Space (EADS), dona da Airbus, e que é o braço da área de espaço da EADS. Essa empresa detém 40% da Equatorial. Outros 40% pertencem ao grupo Buen Invest, de São Paulo. Os 20% restantes continuam com os antigos sócios da Equatorial.

Fonte: Inovação Unicamp

Brasil é líder mundial em energia na avaliação de cúpula internacional reunida em Brasília

O painel Ambientes para a Inovação e a Competitividade nas Américas – Perspectiva Governamental reuniu na manhã do dia 11 de julho, durante o I US-Brazil Summit Innovation, em Brasília, líderes governamentais do Brasil e dos Estados Unidos envolvidos com causa da Inovação. Instituições como a USP, os Departamentos de Comércio e Energia dos Estados Unidos, Inmetro e Petrobras apresentaram o cenário da Inovação nos dois países, e discutiram os aspectos micro e macro que influenciam o ambiente favorável à Inovação. O Brasil foi destacado como líder do setor de Energia, especialmente nas questões de economia energética e biocombustíveis.

O diretor da ABDI, Clayton Campanhola, lançou, como moderador do painel, o questionamento sobre como os governos dos dois países estão tratando o tema da Inovação. A USP, representada pelo coordenador-geral do Observatório de Inovação e Competitividade do Instituto de Estudos Avançados da universidade, Glauco Arbix, destacou o andamento de uma pesquisa estratégica de inovação patrocinada pela ABDI, em sete países. A pesquisa demonstra as diferenças entre o avanço promovido pela Ciência e Tecnologia no mundo, com o apoio das universidades, e a Inovação como necessidade de mercado. Destacou, também, o trabalho das Micro e Pequenas Empresas que, embora, na maioria, não desenvolvam Ciência e Tecnologia, são extremamente inovadoras quando atingem de forma positiva a sociedade. Segundo Arbix, a pesquisa realizada pela USP constata ainda a “confusão e a desvalorização dos processos inovadores, mas prevê uma nova realidade, onde os países em desenvolvimento, como o Brasil, já produzem impacto positivo nos países desenvolvidos como os Estados Unidos”. Ele afirma que a elite industrial brasileira já é reconhecida em países historicamente desenvolvidos e em continentes como Europa, América do Norte e Ásia. O maior exemplo deste impacto, segundo o palestrante, refere-se aos biocombustíveis.

A presidente do Council on Competitiveness (CoC), Deborah Wince-Smith, destacou o papel fundamental dos governos neste processo, que passa pelo investimento em educação como estímulo à inovação. Como exemplo, citou o sistema descentralizado usado nos EUA, com uma regulação positiva, como no caso do certificado americano na área de medicamentos. Segundo ela, “é preciso investir em pesquisa de base para criar a plataforma do futuro”. Como exemplo negativo citou os altos custos nos processos de justiça, que oneram a economia americana.

Sandy Baruah, do Departamento de Comércio dos EUA, apontou fatores chaves na colaboração internacional ao ambiente da inovação. Entre os fatores estão: a discussão do tema em nível regional, respeitando aspectos como as localizações geográficas dos países comprometidos com o tema e as parcerias do setor privado neste processo. Para ele, “a velocidade das mudanças ocorre de forma crescente, e as empresas devem estar um passo a frente nestas mudanças, onde os líderes governamentais têm a missão de acelerar e oferecer ferramentas para a inovação”.

A implementação de ações para a criação de um ambiente propício à inovação também foi abordada pelo presidente do Inmetro, João Alziro Jornada. Ele apresentou três perspectivas de trabalho do Inmetro: Estratégia (monitoração e benchmarking); Infra-estrutura de execução de processos para implantar as estratégias de forma eficaz; e o desenvolvimento de um conjunto de padrões de comportamento em prol da cultura da inovação. Para Jornada, “é necessário aumentar o comprometimento do setor público como agente inovador da sociedade”. Informou, ainda, que tecnologias de gestão oriundas do setor privado foram implementadas pelo Instituto e já apresentam ganhos significativos.

O diretor de comercialização do escritório de Eficiência Energética e Energia Renovável do Departamento de Energia dos EUA, Brad Barton, destacou que “os EUA estão seguindo o líder Brasil na substituição do petróleo por álcool e na utilização cada vez menor de alimentos na fabricação de combustíveis”. Enfatizou as dificuldades em legislar sobre inovação e citou a criação de laboratórios americanos, que contam com financiamento governamental. Citou a região do Vale do Silício como celeiro de tecnologia e empreendedorismo e as parcerias público-privadas como uma cultura ainda muito nova em seu país.

A inclusão social no desenvolvimento tecnológico foi o principal enfoque apresentado pelo assessor do presidente da Petrobras, Irani Varella. Para ele, “o processo ideal de inovação passa pela pesquisa científica e de mercado, onde as preocupações com a inclusão social são obrigatórias”. Varella destacou que a sociedade brasileira é muito jovem e possui como característica a construção de processos “às avessas”. Citou como exemplo os investimentos prioritários no ensino superior antes do ensino médio e a criação de leis antes do próprio parlamento. Porém, fez questão de enfatizar os resultados excepcionais alcançados por empresas brasileiras como a Gerdau, Natura e Petrobras, altamente competitivas, capazes de transformar a capacidade de improviso em criatividade construtiva. Para ele, esta é uma característica genuinamente brasileira e deve ser estimulada.

Fonte: Abdi

Raios X, da medicina à nanotecnologia

No próximo dia 11 de agosto (sábado), às 15h, retornam ao auditório da Estação Ciência da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista, os eventos mensais e gratuitos do Ciclo Física para Todos, após uma pausa no mês de julho.

O tema do dia será “Raios X, da medicina à nanotecnologia”, que será abordado por Márcia de Abreu Fantini, professora do Instituto de Física da USP (IF). Na palestra, será apresentado como métodos experimentais cada vez mais sofisticados têm ampliado a aplicação dos raios X na solução de problemas que envolvem diversas áreas do conhecimento.

Promovido desde 2005 em parceria com o Instituto de Física, o Ciclo Física para Todos é composto de encontros mensais e gratuitos, realizados um sábado por mês, sempre com um tema inédito.

Os temas seguintes em 2007 são: “Nascimento, vida e morte das estrelas” (1º/9), “Supercondutividade: da telefonia celular ao trem que levita” (6/10), “A nova revolução no entendimento do Universo está chegando!” (10/11).

Os interessados em partipar devem enviar nome, RG, telefone e as datas de interesse para o e-mail . Os participantes receberão um atestado. A Estação Ciência fica na rua Guaicurus, 1394, Lapa.

Mais informações no sítio ou (11) 3673-7022 (11) 3673-7022 (11) 3673-7022 (11) 3673-7022

Fonte : Agência Fapesp

Xampus e Condicionadores funcionam?

No mundo todo cabelos fartos e brilhantes atraem a atenção de homens e mulheres e são considerados símbolo de juventude, saúde e poder – inclusive por pesquisadores brasileiros que começam a descobrir como os cosméticos agem sobre os fios.

Os dados mais recentes da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, que reúne as maiores empresas dessa área, reafirmam o sucesso comercial do setor: a produção de cosméticos para cabelos cresceu cerca de 50% de 2003 a 2006, alcançando 458 milhões de toneladas, e as vendas mais que dobraram, atingindo US$ 2,2 bilhões no ano passado. Mas será que todos esses produtos de fato funcionam?

Testes feitos pela equipe da química Inés Joekes, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mostram que xampus e condicionadores funcionam para limpar os cabelos e deixá-los mais fáceis de pentear, mas não promovem a recuperação dos fios danificados a que se propõem diversos produtos. Nem poderiam.

“O fio de cabelo é um tecido morto, incapaz de se regenerar depois de formado”, lembra Fabiane, especialista em doenças do couro cabeludo. Por essa razão, a melhor forma de manter uma cabeleira vistosa e bem-nutrida é por meio de uma dieta equilibrada e rica em proteínas e ácidos graxos, afirma a dermatologista paranaense.

Leia o texto completo na Revista Fapesp.

Fonte: Agência Fapesp

Trabalho escravo não diminui no Brasil

Em 2000, estimativas apontavam a existência de entre 20 mil e 30 mil trabalhadores escravos no Brasil. Desde então até o mês passado, mais de 24 mil foram resgatados. Mas as contas não são simples, pois há indicações de que o país ainda tem pelo menos 25 mil, dos quais 12 mil estariam no Pará, o campeão nacional em número de trabalhadores em regime de escravidão.

“Essa é uma matemática cruel que revela a insuficiência das ações contra a escravidão por parte do Estado brasileiro. Não estamos conseguindo diminuir esses índices, quanto mais erradicar esse crime contra a humanidade que fere a todos”, disse Ronaldo Marcos de Lima Araújo, coordenador da Pós-Graduação do Centro de Educação da Universidade Federal do Pará (UFPA).

“O Pará é o estado que mais recebe denúncias”, afirmou em conferência na 59ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na semana passada, em Belém. Os dados são da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Comissão Pastoral da Terra (CPT). O trabalho escravo é considerado crime pelo artigo 149 do Código Penal Brasileiro.

Segundo Araújo, o Pará responde por 60% dos resgates realizados no país. Em 2003, houve 4.556 denúncias de trabalho escravo no estado e 1.774 trabalhadores foram resgatados, sendo que 43% deles estavam na pecuária, 28% em atividades de desmatamento e 24% na agricultura.

“Em média, são investigadas 37% das denúncias, sendo que quase a totalidade resulta em ações que libertam o trabalhador dessa situação e, evidentemente, quanto mais a sociedade se mobiliza, mais efetiva é a ação do Estado em resgatar trabalhadores”, disse.

Segundo Araújo, 2003 foi o ano com maior registro de operações de resgate por parte do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e de pagamento de indenização para os resgatados. “Os números de 2003 são explicados pelo lançamento da Campanha Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, o que comprova o efeito positivo da mobilização da sociedade organizada. Desde então, houve uma estabilização no número de denúncias, operações e trabalhadores resgatados.”

O caso mais recente no Pará ocorreu em uma fazenda no município de Ulianópolis, a 400 quilômetros de Belém, em que 1.108 trabalhadores que faziam a colheita e plantio da cana-de-açúcar foram resgatados pelo grupo móvel de fiscalização do MTE e pela Polícia Federal.

No Brasil, o número de trabalhadores libertados passou de 84 indivíduos em 1995 para 1.174 em 2001, 2.306 em 2002 e 4.932 em 2003. De 1995 a 2003, enquanto foram libertados 24 escravos em Minas Gerais, o estado que menos registrou ocorrências, o Pará libertou 4.571, seguido por Mato Grosso (1.923), Bahia (1.089), Maranhão (624)Tocantins (438).

Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp