sábado, 14 de julho de 2007

"Brincos de ouro, saias de chita": mulher e civilização na Amazônia segundo Elizabeth Agassiz em Viagem ao Brasil (1865-1866)


O dia é 29 de agosto de 1865. A norte-americana Elizabeth Agassiz (1822-1907), mulher do naturalista suíço Louis Agassiz, que conduziu a importante expedição Thayer pela Amazônia brasileira, chega a um casebre no interior da então província do Pará. O relato chega a ser emblemático, sem idéias preconcebidas.

“Fizeram-nos afável e doce acolhida. As mulheres se agrupam em volta de mim e passam em revista as minhas vestimentas, porém sem grosseria nem rudeza. A rede que prende os meus cabelos muito lhes preocupa; depois pegam em meus anéis, meu correntão de relógio, e, evidentemente, discutem entre si a ‘branca’ (...)."

O trecho foi destacado por Fabiane Vinente dos Santos, pesquisadora da Coordenação de Sociodiversidade em Saúde do Centro de Pesquisas Leônidas e Maria Deane, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Manaus, a partir dos relatos feitos por Elizabeth.

Em artigo publicado na revista História, Ciência, Saúde – Manguinhos, Fabiane faz uma análise do diário de viagem da expedição científica que percorreu o Brasil em 1865 e 1866. Todo o material foi publicado em forma de livro, na Inglaterra, em 1867.

“Minha atenção recaiu sobre Elizabeth não apenas pelo fato de ela ser mulher, e portanto portadora de um ponto de vista diferente de outros naturalistas e do marido, mas por ela ter tido a oportunidade de se aproximar das mulheres das localidades onde passou e de nos fornecer um pequeno esboço delas, grandes desconhecidas nossas”, disse Fabiane.

O marido de Elizabeth, e ela própria também, tinha uma visão muito determinista do mundo. O grande objetivo da viagem do naturalista europeu ao Brasil era provar, por exemplo, que Charles Darwin estava errado quando escreveu a teoria sobre a evolução das espécies. Para o naturalista suíço, a história natural nada mais era do que reflexo da visão do criador. Ele não aceitava a independência da natureza como defendia Darwin.

Partido das mulheres
Parte das impressões de Elizabeth, alocadas por Fabiane no subtítulo O encontro definitivo com a mulher amazônica, mostra que, ao menos em alguns momentos da viagem, a cronista se despiu das idéias européias. “Grande parte dos autores reforça apenas o preconceito e o determinismo do casal Agassiz, e essas outras impressões mais humanas acabam passando meio despercebidas”, explica a pesquisadora da Fiocruz.

“Já era dia feito quando fui acordada pelas mulheres da casa, trazendo-me, com seus bons-dias, um apanhado encantador de rosas e jasmins colhidos nas proximidades. Depois de uma tão amável atenção, não lhes pude recusar o prazer de assistirem à minha toalete, e ainda menos deixar de consentir que abrissem a minha maleta e retirassem dela, um a um, todos os objetos.” Na análise de Fabiane, esse trecho revela que Elizabeth acabou apresentando uma visão mais humana das mulheres amazônicas a partir do momento que ela passou a ter relações solidárias com elas.

“Ela fornece elementos importantes, como o impacto que a Guerra do Paraguai teve sobre a Província do Amazonas e também o papel das mulheres que experimentavam novas formas de ‘autonomia’ (bem entre aspas mesmo), impensável então para as áreas urbanas no país”, explica Fabiane. Como o exército brasileiro foi buscar grande parte de seus homens em solo amazônico durante a guerra, o drama das mulheres sozinhas foi reforçado por uma grande mudança na estrutura social das comunidades.

“Atenuando algumas pré-noções, que até então marcavam seus comentários com notas extremamente moralistas, Elizabeth depara com uma mulher singular, com uma ‘vida invejável’. Ela toma partido das mulheres, denuncia a situação calamitosa da província do Amazonas durante a guerra”, afirma Fabiane. Antes de mostrar esse entusiasmo com as mulheres locais, as frases do diário escrito pela norte-americana sempre apresentavam os indígenas como uma etnia frágil e, muitas vezes, imoral.

Para Fabiane, a visitante estrangeira acaba por apresentar uma nova possibilidade de análise das questões sociais da Amazônia, diferente do que tradicionalmente pautava as produções sobre a região. “Apesar de o discurso não estar totalmente pautado nessas questões mais humanas, isso não invalida a importância da contribuição que ela faz”, afirma Fabiane.

O artigo, publicado no primeiro número do volume 12 da revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos, pode ser lido na íntegra na biblioteca eletrônica SciELO (Bireme/FAPESP). Para ler, clique aqui.

Fonte: Eduardo Geraque Agência FAPESP - 14/07/2005

Capes assume a formação de professores da educação básica

Na mesma data em que a Capes comemora os 56 anos de sua criação, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira, 11, a Lei 11.502 que amplia a missão da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC). A agência usará toda a sua experiência e tradição na formulação de políticas públicas para a formação de pesquisadores e docentes do ensino superior e também, a partir de agora, para a qualificação de professores de ensino básico. A decisão foi publicada nesta quinta-feira, 12, no Diário Oficial da União.

Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, essa mudança revela a preocupação do Governo Federal em ver a educação como um todo. “Não se pode focar uma etapa e relegar outras a segundo plano. O compromisso é com todos os níveis da educação. A Capes usará a sua experiência de mais de meio século na formação de mestres e doutores para atuar na política de formação de professores do ensino básico”.

Segundo o presidente da Capes, Jorge Guimarães, a decisão foi comemorada pela diretoria e funcionários duplamente, porque a Capes completou ontem 56 anos de fundação. “O benefício primordial será a maior integração entre a educação superior e a educação básica, possibilitando obter maior sinergia na formação de pessoal docente, em todos os níveis, e maior produtividade no uso dos recursos destinados a cada segmento educacional, com mais benefícios para toda a sociedade”, diz Guimarães.

No planejamento das ações inerentes ao novo desafio de atuação da Capes, perpassam a valorização da escola, do magistério e o investimento no trabalho docente. A proposta é debater, no nível mais alto de excelência, políticas de formação inicial e continuada, o desenvolvimento de metodologias educacionais inovadoras, visando à qualificação de recursos humanos para a educação básica. Pela primeira vez na história esse trabalho será realizado em regime de colaboração com Estados e Municípios. Outros parceiros fundamentais como as instituições de educação superior já começaram a integrar-se a essa missão.

Dentro da proposta, a Universidade Aberta do Brasil (UAB), um programa criado na Secretaria de Educação a Distância do MEC, em 2005, passará a ser gerida pela Capes. Neste ano, serão instalados 297 pólos de ensino que oferecerão 60 mil vagas para aperfeiçoamento de professores. Os pólos, criados a partir de parcerias com municípios e universidades, oferecerão aulas presenciais e a distância para os professores com apoio de coordenadores. A UAB se insere num cenário maior da educação básica. A Capes, por meio de um Comitê Técnico Científico especialmente criado para tratar da questão da educação básica, abordará o aperfeiçoamento dos professores desse nível de ensino, baseado sempre em indicadores, desempenho, conceitos, padrão de qualidade, procedimentos já praticados pela agência.

Estrutura – A Lei prevê ainda que os participantes de cursos de capacitação para o exercício das funções de formadores, preparadores e supervisores dos cursos deverão ter no mínimo nível superior e experiência de um ano no magistério. Ou estarem vinculados a curso de mestrado ou doutorado. O valor fixado da bolsa é de até R$ 900,00. O Governo garantirá à Capes, através do MEC, investimentos de mais de R$ 1 bilhão para possibilitar os avanços esperados na qualificação da educação básica.

Fonte: Adriane Cunha / Capes

Short Course on Vehicle Dynamics

Curso teórico em Dinâmica Veicular voltado à aplicações práticas mediante a demonstração de utilização de programação em Fortran e Matlab.

Serão abordados em detalhe alguns problemas específicos.

O curso será ministrado em língua inglesa pelo Prof. Dr.-Ing. Georg Rill na Sala Schaffer da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp do dia 7 ao dia 09/08 das 9h-12h e 14h- 17h.

A taxa de inscrição dará direito ao material do curso, almoço e coffee-break. Vagas limitadas em função do total de computadores a disposição dos alunos.

O público alvo: Engenheiros, alunos e pós-graduandos, mecânicos e mecatrônicos atuando na área de dinâmica veicular com enfoque em realidade virtual, prototipagem através de modelos matemáticos voltados à simulação em tempo real.

As inscrições serão feitas on-line no site da ABCM até 31 de Julho de 2007.

Será automaticamente gerado pela ABCM boleto bancário para pagamento do

Fonte: Abcm

Rede vai incrementar a produção de cucurbitáceas em áreas de agricultura familiar e assentamentos

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e instituições parceiras estão dando início a uma iniciativa que vai incrementar a produção racional e sustentável de cucurbitáceas em áreas de agricultura familiar e assentamentos da reforma agrária: a criação da Rede Participativa em Pesquisa e Desenvolvimento com Recursos Genéticos de Cucurbitáceas (REPARTIR). Entre as cucurbitáceas, as mais conhecidas no Brasil são: a abóbora, abobrinha, moranga e melancia.

Como o próprio nome já sugere, a Rede Repartir vai contar fundamentalmente com a participação dos pequenos produtores para promover ações relacionadas à conservação, valorização e uso dos recursos genéticos. Essa integração é fundamental para fortalecer a agricultura tradicional e garantir a segurança alimentar e nutricional.

Inicialmente a Rede conta com a participação da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF); Embrapa Hortaliças (Brasília-DF); Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza-CE); Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); Programa Biodiversidade Brasil-Itália; Universidade Federal de Minas Gerais/Núcleo de Ciências Agrárias (UFMG/NCA); Instituto Capixaba de Pesquisa, Extensão Rural e Assistência Técnica (INCAPER); Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porteirinha (STR Porteirinha); Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA-NM); Cooperativa de Trabalho da Reforma Agrária do Distrito Federal e Entorno (COOTRADFE) e do Núcleo de Agricultura Sustentável do Cerrado (NASCer).

Até o momento foram estabelecidos pólos de treinamento e de difusão na Comunidade Furada da Onça, Porteirinha-MG; no Assentamento Cunha, Cidade Ocidental-GO e no Assentamento Mulungu, Tururu-CE. Nestes pólos são estabelecidos ensaios de campo que servem de base para a capacitação e a divulgação dos conhecimentos e das tecnologias.

As cucurbitáceas e sua importância na produção agrícola brasileira - A família Cucurbitaceae, grupo vegetal que habita as regiões tropicais do mundo, é formada por cerca de 118 gêneros e mais ou menos 825 espécies. Entre as espécies cultivadas desta família estão a melancia (Citrullus lanatus), abóbora (Cucurbita moschata), abobrinha (Cucurbita pepo) e moranga (Cucurbita. maxima), que ocupam uma parcela significativa do agronegócio brasileiro, estimado em R$ 300 milhões anuais. Estas espécies também são importantes para a agricultura familiar que cultiva inúmeras variedades locais.

A espécie Luffa cylindrica (bucha vegetal), apesar de apresentar menor expressão econômica, é cultivada em algumas áreas de agricultura familiar. A produção de bucha tem aumentado diante do mercado promissor de consumo das esponjas vegetais orgânicas. A bucha orgânica apresenta uma série de vantagens em relação àquelas fabricadas com materiais sintéticos pelo fato de serem naturais, biodegradáveis e não poluentes, já que não geram resíduos contaminantes na sua produção e beneficiamento. Além dessas vantagens, apresenta propriedades esfoliantes, sendo usada para limpeza cutânea e massagens, por acelerar a circulação sanguínea e na limpeza de utensílios domésticos e sanitários.

Apesar das cucurbitáceas não serem nativas do Brasil, são espécies domesticadas e cultivadas há séculos e, em virtude disso, existe uma ampla variabilidade genética representada pelas variedades locais cultivadas nas diferentes regiões brasileiras. No entanto, as variedades locais sofrem diferentes pressões que podem levar a uma erosão genética.

Repartir para produzir mais e melhor - O desenvolvimento das pesquisas coordenadas pela Rede Repartir pode possibilitar a inclusão social, o fortalecimento da agricultura tradicional, a geração de renda e de trabalho e, conseqüentemente, a segurança alimentar e nutricional. Tem ainda como finalidade integrar os diferentes beneficiários com base em um enfoque metodológico participativo, multidisciplinar e interdisciplinar, de forma a possibilitar uma interação consistente e constante entre pesquisadores e produtores.

Para isso, a Rede prevê o desenvolvimento das seguintes atividades:

1. Disponibilização de tecnologias existentes que contribuam para a sustentabilidade e a segurança alimentar das comunidades;

2. Resgate, caracterização e desenvolvimento de programas de pesquisa participativa na avaliação, seleção, melhoramento e produção de variedades locais de cucurbitáceas;

3. Caracterização de variedades locais de abóbora para o teor de beta-caroteno, composto anti-oxidante e precursor da vitamina A, visando à produção de alimentos funcionais e à confecção de rotulagem nutricional;

4. Utilização de ferramentas da biologia molecular para quantificar a diversidade genética e auxiliar no manejo e na conservação de variedades locais de cucurbitáceas;

5. Beneficiamento da bucha para comercialização de esponja vegetal agroecológica, como uma fonte de renda alternativa para as comunidades, gerando uma nova oportunidade de mercado;

6. Desenvolvimento de estratégias para o estabelecimento de redes locais para produção e difusão de sementes de variedades locais de cucurbitáceas;

7. Capacitação de pequenos produtores, técnicos e estudantes em resgate, manejo, melhoramento participativo e produção de variedades tradicionais.


Fonte: Fernanda Diniz / Embrapa

Tecnologias presentes na I Semana de Agricultura Familiar de MS

Na próxima semana, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio de suas Unidades, Embrapa Agropecuária Oeste e Embrapa Escritório de Negócios, ambos em Dourados, MS, realizam a I Semana de Agricultura Familiar do Estado.

Constituída da 1ª Mostra de Tecnologias para Agricultura Familiar da Embrapa, que acontece de 18 a 20 de julho, na Embrapa Agropecuária Oeste, e da 3ª Feira Estadual de Sementes Crioulas e Produtos Orgânicos, em Juti-MS, dias 21 e 22, a Semana tem a intenção de fortalecer o setor no Estado e apresentar à sociedade tudo o que o segmento pode oferecer à população.

Para a Mostra, os participantes visitarão várias estações com diferentes alternativas tecnológicas. Na primeira delas, a agroenergia será apresentada como uma opção a mais para o produtor diversificar sua propriedade, “não como uma cultura de substituição, mas sim de diversificação”, ressalta o pesquisador da Embrapa César José da Silva. César explica que os experimentos de pinhão-manso e macaúba a serem mostrado estão sendo conduzidos nos municípios de Eldorado e Dourados.

O pesquisador esclarece que o agricultor irá conhecer as potencialidades dessas culturas para a bioenergia, como seu alto potencial para produção de óleo e o franco mercado em expansão, mas terá conhecimento também de seus eventuais problemas. “Para as pragas, o ácaro branco, os percevejos e as cigarrinhas são destaques; para as doenças, o mofo branco”, detalha.

A Sema tem parceria com a Federação da Agricultura Familiar (FAF-MS), Comissão da Pastoral da Terra (CPT), Associação dos Produtores Orgânicos (APOMS), prefeitura de Juti, Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Escola Estadual 31 de março e Escolas Famílias Agrícolas (EFAS-MS)

Fruticultura – “Investir em fruticultura é uma boa opção para as comunidades rurais, mas os resultados não são imediatos”, alerta o pesquisador e gerente da Embrapa Escritório de Negócios de Dourados, Huberto Noroeste Paschoalick.

A advertência deve-se ao fato de que a fruticultura exige um planejamento elaborado e por isso é uma atividade de médio a longo prazo, afinal “há espécies frutíferas que estarão gerando produção econômica daqui seis anos, por exemplo,” completa Huberto. Porém, para o gerente, o investimento é válido para os agricultores familiares.

Na fruticultura, pupunha, coco, açaí, banana, figo e uva estarão à disposição dos visitantes, com ressalta para as duas últimas, melhor adaptadas para a região sul de Mato Grosso do Sul. A vitrine do Escritório de Negócios existe há dez anos e trabalha com espécies frutíferas para todo o Estado.

Culturas de inverno – Chegou a entressafra e o produtor precisa saber o que fazer em sua propriedade. Nesta estação, ele vai encontrar algumas espécies de outono-inverno que além de proporcionar uma cobertura do solo podem produzir alimentos para alimentação humana ou animal e servir para a comercialização.

“Centeio, aveia branca, nabo forrageiro, canola, crambe e ervilhaca peluda serão as espécies apresentadas. O agricultor pode adotá-las como alternativa econômica para serem produzidas em pequenas áreas e aproveitadas para alimentação animal, humana e produção e comercialização de sementes”, explica o pesquisador da Embrapa, Luís Carlos Hernani.

Essas espécies, entre gramíneas e leguminosas, segundo ele, são melhoradoras e conseguem manter a biodiversidade do solo, já que trazem benefícios químicos, físicos e biológicos para ele e deixam “os efeitos positivos para as culturas subseqüentes”.


Sistemas agroflorestais – Fruto da parceria Embrapa Agropecuária Oeste - Embrapa Escritório de Negócios de Dourados, os sistemas agroflorestais são técnicas de uso da terra, com a tentativa de propiciar um rendimento sustentável ao longo do tempo, introduzindo espécies anuais nos primeiros anos, seguidas de frutíferas semi-perenes e perenes, e por fim, as madeiráveis, que podem ainda ser consorciadas com animais em uma mesma área.

Pesquisador e biólogo da Embrapa, Milton Parron Padovan, afirma que o Sistema Agroflorestal (SAF) é “uma possibilidade para recuperação de áreas degradadas”. De acordo com ele, as estatísticas demonstram que 40% das pastagens no Estado estão degradadas e “a necessidade de recuperar essas áreas é urgente. O planeta está clamando por revegetação e o produtor precisa estar em sintonia”.

Nesse sistema, continua, o agricultor “não ficará com a área economicamente parada. Por exemplo, enquanto algumas espécies crescem; outras produzirão alimentos e à medida que o sistema se desenvolve, pode-se inserir mais outras opções. Ele fará o manejo sustentável de sua terra”.

Huberto Paschoalick acentua “que além da obrigatoriedade legal, é um compromisso social que a agricultura precisa ter para com a terra; e cada produtor para com sua propriedade”. Ele frisa que “é possível, sem grandes dispêndios financeiros e projetos, investir nesses sistemas. Através da própria produção de mudas, o agricultor refloresta as áreas, preserva os mananciais e forma a reserva legal”.

Mandioca – Tida por muitos especialistas como a cultura de inclusão social, a mandioca é um alimento, tipicamente, brasileiro. Um ingrediente básico na mesa da população. Para o técnico agrícola da Embrapa, Júlio Aparecido Leal, a cultura tem uma característica imprescindível, “está guardada no cofre do agricultor, a terra”.

Desta forma, ela não poderia faltar neste evento e em sua estação, os visitantes terão noções de manejo, com espaçamento, adubação do solo, poda, corte e tamanho de manivas, testes de rendimento de amido e variedades para a região.

Na Semana, relata Júlio, “oito variedades serão demonstradas: IAC 12, IAC 13, IAC 14, IAC 15, IAC 576, Espeto, Fécula branca e Fibra. Antes do plantio, o produtor precisa saber o que deseja obter para assim investir na cultura”. O técnico da Embrapa conta que a IAC 576 por seu padrão de raiz e tempo uniforme de cozimento é a mais difundida tanto no país, como em Mato Grosso do Sul.

Sistemas diversificados de produção de hortaliças – diversificar a propriedade, é com essa idéia que os agricultores familiares sairão desta última estação. No sistema, resultado dos trabalhos de pesquisa conduzidos pela Embrapa e parceiros, eles encontrarão rotação e sucessão de culturas; espécies para cobertura do solo; produção de adubo orgânico, frutas, hortaliças e plantas medicinais; compostagem; controle biológico de pragas e criação de animais de pequeno porte, como galinhas e peixes.

“Todos os conceitos de agroecologia estão inseridos ali. Os participantes terão a oportunidade de conhecer como funciona cada detalhe da proposta, quais e quantas possibilidades existem para tornar sua propriedade, um ambiente diverso, complexo e sustentável”, revela o pesquisador da Embrapa Edvaldo Sagrilo.

Em Juti, os agricultores participarão de oficinas temáticas, onde poderão debater temas relacionados ao seu dia-a-dia e apreciarão a exposição de artesanatos regionais.

A organização espera um público, estimado, em mil pessoas para os três dias de Mostra e o dobro, na Feira em Juti. Os visitantes virão de vários estados do país, entre eles: Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal.

Fonte : Dalízia Aguiar / Embrapa

CBPF realiza a IV Escola de Cosmologia e Gravitação


A IV Escola de Cosmologia e Gravitação - Introdução à Gravitação e Cosmologia será realizada no Auditório da CBPF - Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no período de 16 a 21 de julho.

O evento destina-se a alunos de mestrado, doutorado e dos últimos anos dos cursos de Física, Astronomia e Matemática.

As vagas são limitadas

Incrições e maiores informações pelo e-mail.

Fonte : Cbpf