sexta-feira, 13 de julho de 2007

Seminário Confiabilidade Metrológica dentro do Setor Produtivo de Alimentos

O Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) realizará, nos dias 20 e 21 de agosto, o Seminário Confiabilidade Metrológica dentro do Setor Produtivo de Alimentos.

O evento ocorrerá no auditório Décio Dias Alvim, na sede do instituto, em Campinas (SP). O objetivo é oferecer aos participantes informações técnicas sobre ferramentas para garantia da confiabilidade metrológica no setor de alimentos.

O seminário é voltado a pesquisadores, professores, estudantes, consultores técnicos e profissionais de empresas envolvidas com a cadeia produtiva de alimentos.

Entre os assuntos a seram abordados estão “Programas interlaboratoriais –metodologia de análise e preparo de material”, “Exemplos práticos da aplicação da metrologia nos sistemas de gestão para a segurança dos alimentos”, “Qualidade da água utilizada em laboratórios e na indústria alimentícia” e “Incerteza de medição: dicas e recomendações”.

Mais informações no sítio, pelo e-mail ou (19) 3743-1758 / 3743-1759.

Fonte: Agência Fapesp

Observatório Pierre Auger divulga dados sobre raios cósmicos ultra-enérgéticos

O Observatório Pierre Auger, localizado aos pés das cordilheiras dos Andes, começou a divulgar dados obtidos nas observações de raios cósmicos ultra-energéticos, cuja origem ainda é desconhecida.

O projeto tem como alvo estudantes e professores dos ensinos fundamental e médio de qualquer país. A idéia é auxiliar no ensino de vários conteúdos de física, a partir dos resultados das observações que fornecem informações sobre o cosmo e as partículas que o compõem.

A iniciativa é parte de um projeto educacional do Observatório Auger, o maior laboratório de raios cósmicos do mundo, que ocupa uma área de 3 mil km² – o equivalente a três vezes o município do Rio de Janeiro – no oeste desértico e seco da Argentina, nos chamados Pampas Amarillos.

Os dados serão publicados diariamente em www.auger.org e www.auger.org.ar e estarão disponíveis tanto na forma gráfica como em tabelas. Neles, estarão incluídas informações (como energia ou direção) sobre a “chuveirada” formada por até bilhões de partículas e causada pelo choque de um raio cósmico ultra-energético contra um núcleo atômico da atmosfera.

Raios cósmicos, apesar da designação, são formados por núcleos atômicos que chegam à atmosfera terrestre com energias altíssimas. Para se ter uma idéia, um núcleo com mais de 5 x 1019 elétrons-volt (eV) tem energia equivalente à carregada por uma bola de tênis a 200 km/h, ainda que o núcleo atômico seja bilhões e bilhões de vezes menor do que um grão de areia.

Se um raio cósmico ultra-energético tivesse um grama de massa, seu choque contra a Terra seria equivalente ao do monte Everest viajando rumo ao solo a 200 mil km/h. O chuveiro de partículas desce a uma velocidade próxima da luz e é captado pelos detectores terrestres (formados por tanques cheios de água pura, além de eletrônica sofisticada) e telescópios especiais (com uma geometria de espelhos que lembra uma colméia).

O Observatório Pierre Auger é uma colaboração internacional formada por cientistas de 17 países (incluindo o Brasil, que tem oito instituições participantes). O principal objetivo científico do Auger é desvendar a origem dos raios cósmicos ultra-energéticos. Quando sua construção estiver totalmente completa, no fim deste ano, o laboratório contará com 1,6 mil detectores de superfície (atualmente, já foram instalados 1,2 mil) e 24 telescópios especiais – para captar o tênue rastro de luz ultravioleta deixado pelo chuveiro ao atravessar a atmosfera.

Também será construído o Auger Norte, em Lamar, no Colorado, Estados Unidos, com 10 mil km² de área, para o estudo do céu setentrional. Os primeiros tanques, que formam a principal estrutura dos detectores terrestres, acabam de chegar ao local. Os tanques foram fabricados em Carazinho, no Rio Grande do Sul.

Fonte: Agência Fapesp

Perspectivas da agroenergia no Brasil

Kelly Carla Almeida de Souza(1) & Leila Macedo Oda(2)

Os investimentos e as perspectivas oferecidas pela agroenergia constituíram tema central nas discussões do agronegócio brasileiro em 2006.

Muito mais do que oportunidade econômica, o cultivo agrícola e o aproveitamento da biomassa na geração de energia limpa são requisitos para a sustentabilidade ambiental no planeta (RIGON, et al., 2007).

O grande mercado energético brasileiro e mundial poderá dar sustentação a um imenso programa de geração de emprego e renda a partir da produção do biodiesel. Estudos desenvolvidos pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ministério da Integração Nacional e Ministério das Cidades mostram que a cada 1 % de substituição de óleo diesel por biodiesel produzido com a participação da agricultura familiar podem ser gerados cerca de 45 mil empregos no campo, com uma renda média anual de aproximadamente R$ 4.900,00 por emprego (YAMAOKA, et al., 2007).

Além de constituir um forte impacto na economia do país e ser uma fonte renovável, o biodiesel apresenta grande vantagem sobre o diesel na emissão de gases do efeito estufa e poluentes: 78% a 100% menos gases-estufa (dependendo do tipo de álcool empregado no processo), 98% menos óxidos de enxofre e 50% menos material particulado (GREENPEACE, 2004).Espera-se que o Brasil dobre a produção atual de álcool, de 17,5 bilhões de litros, em pouco mais de dez anos para atender a demanda global sem provocar qualquer dano ambiental.

Atualmente tem-se em torno de seis milhões de hectares plantados com cana-de-açúcar e cerca de 150 milhões de hectares disponíveis para a agricultura, sendo o maior produtor e exportador mundial de álcool combustível, o Brasil domina a implantação de sistemas de moagem de cana e de fabricação do produto. Dentro desta perspectiva de ampliação do rendimento agrícola sem aumento de áreas cultivadas a biotecnologia surge como grande alternativa para a sustentabilidade do programa brasileiro de Bioenergia.

1-MSc. Ciências Ambientais e Florestais – ANBio

2-PhD. Microbiologia e Imunologia - Presidente da Associação Nacional de Biossegurança – ANBio

Fonte: As autoras / Anbio

BNDES anuncia redução de juros para inovação

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, anunciou no dia 2 de julho a redução da taxa de juros fixa, de 6% ao ano para 4,5% ao ano, para os projetos da linha de Inovação P,D&I. O objetivo é aumentar a atratividade, aproximando os novos juros ao patamar oferecido à época de sua criação.

A queda na taxa de juros também se aplica ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Cadeia Produtiva Farmacêutica (Profarma), no âmbito do Profarma P,D&I, e ao Programa de Apoio à Implementação do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (Protvd), na modalidade Fornecedor. Neste último caso, os novos juros são válidos, exclusivamente, para a parcela do financiamento destinado à inovação e ao desenvolvimento tecnológico.

Criada em fevereiro de 2006, a linha Inovação P,D&I tem como meta apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, voltados para novos produtos e processos. A linha tem em carteira R$ 20,5 milhões de projetos já contratados e outros R$ 68,2 milhões a contratar, somando R$ 88,6 milhões.

Já o Profarma visa estimular investimentos em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação da cadeia produtiva farmacêutica brasileira, na produção de medicamentos para uso humano e seus insumos. Criado em 2004, o Programa já havia acumulado, até maio de 2007, uma carteira de 47 operações, totalizando solicitação de financiamentos de R$ 935 milhões.

O Protvd foi lançado em dezembro de 2006 com o objetivo de financiar investimentos de empresas relacionadas ao Sistema Brasileiro de TV Digital, por meio de três subprogramas: Protvd Fornecedor, Protvd Radiodifusão e Protvd Conteúdo. Nesta caso, são apoiados investimentos de empresas produtoras de software, componentes eletrônicos, equipamentos e infra-estrutura para a rede de transmissão, equipamentos de recepção e equipamentos para produção de conteúdo relacionados à TV Digital.

Mais informações no sítio.

Fonte: Anpei

Carro tetra flex é apresentado na SBPC

Um exemplo do investimento feito pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) em inovação é uma das grandes atrações para o público que participa, em Belém do Pará, da 59ª Reunião da SBPC: o carro tetra flex, que pode ser movido à gasolina, álcool, gás e álcool/gasolina.

Essa tecnologia brasileira é desenvolvida com incentivos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT) por meio do Programa de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial.

O sistema de injeção do motor do carro, um Palio vermelho brilhante, foi desenvolvido pela Magnetti-Marelli, empresa que faz parte do grupo Fiat. Em exposição num local de destaque, logo na entrada do Hangar onde se realiza o evento, o carro é uma demonstração clara da importância da capacitação tecnológica da indústria na geração de novos produtos.

No estande da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e de Inovação do MCT, o público recebe folhetos e informações sobre outros produtos inovadores, os incentivos que as empresas podem obter e detalhes sobre a Lei da Inovação.

Outra inovação também faz sucesso entre o público desta reunião da SBPC – são os pufes feitos de garrafas PET, tecnologia e design criados pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT), instituição vinculada ao MCT.

E para ensinar como transformar lixo em utilidade e possibilidade de geração de renda, técnicos da entidade dão uma aula prática todos os dias, curso prático, utilizando garrafas que foram recolhidas pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT).

Cerca de duzentas pessoas seguem o curso e, no final, o pufe que foi feito na aula é sorteado entre os participantes, aí o momento é de torcida e euforia, reunindo no estande do INT outros grupos de homens e mulheres interessados em aprender detalhes do objeto

Fonte: Helena Beltrão / Agência CT

Observatório Nacional organiza evento na Índia sobre energia escura

Ao completar 180 anos de história, neste ano, o Observatório Nacional (ON/MCT) está na dianteira das pesquisas sobre energia escura. Este é um dos dez maiores problemas da física moderna, segundo a revista Science. Trata-se de algo ainda inexplicado, mas que já se sabe que compõe 75% do Universo.

Desde março, o ON integra o Dark Energy Survey (Pesquisa em Energia Escura, na tradução), um dos projetos de maior relevância já desenvolvidos na área de Cosmologia (que estuda a formação do Universo). E, há três anos, também está formado ali um grupo de Cosmologia que tem trabalhado com outras instituições científicas de todo o Planeta. Foi a partir daí que se criou o 1º Workshop Brasil-Índia de Cosmologia, que começa na próxima segunda (16), e vai até o dia 21, na cidade indiana de Pune.

Um dos organizadores é o indiano Thanu Padmanabhan, reconhecido como um dos maiores cosmólogos em atividade. Ele é autor de "Após os três primeiros minutos", livro que descreve o Big Bang, e de uma trilogia de livros adotada em cursos de astrofísica do mundo todo, além de mais de 170 artigos técnicos. O outro organizador é o brasileiro Jaílson Alcaniz, coordenador do grupo do ON.

Um primeiro resultado do trabalho desse grupo foi publicado, no ano passado, na revista norte-americana Physical Review Letters, considerada a bíblia dos físicos de todo o mundo. Os cosmólogos brasileiros propuseram um novo modelo para a dinâmica do Universo, onde a aceleração cósmica é um fenômeno transitório e regido pela energia escura. Isso muda a teoria que existe desde a década de 1920, baseada em Edwin Hubble, de que o Universo vai se expandir indefinidamente, até se extinguir daqui a uns 20 bilhões de anos.

Para mais informações, entre em contato com a Cellera Comunicações – (21) 2247-4068; Fernanda Valles – (21) 9628-7490 Cesar de Lima e Silva – (21) 8128-4510

Fonte: Agência CT

Brasil entra no time da segurança nuclear para o Pan

Os Jogos Pan-Americanos começaram no Rio de Janeiro com uma precaução inédita para os brasileiros: medidas de segurança nuclear, seguindo o exemplo da última Copa na Alemanha e das Olimpíadas de Atenas.

Mais de 600 agentes da Força de Segurança Nacional e 150 integrantes da Polícia Federal brasileira foram treinados para detectar radiação nos 16 locais de realização dos Pan-Americanos no Rio de Janeiro. Enquanto policiais e seguranças fazem o controle de praxe para impedir a entrada de armas ou qualquer instrumento de ameaça nos jogos, os agentes especiais reforçam a segurança munidos de monitores portáteis que detectam qualquer emissão radioativa.

O objetivo é prevenir ações terroristas com materiais radioativos. Não que haja uma preocupação real de ataques desta dimensão no Brasil. A probabilidade de que algo deste teor aconteça, segundo Laércio Vinhas, da Comissão Nacional de Segurança Nuclear (CNEN), é praticamente nula.

"Estamos tomando um cuidado exagerado", considera o diretor de Radioproteção e Segurança Nuclear da CNEN. "Entretanto, se esse cuidado foi tomado na última Copa do Mundo e nas últimas Olimpíadas, nós achamos que também tinha que ser tomado para o Pan."

Vinhas se refere a uma precaução que começa a acompanhar eventos deste porte no mundo todo. A primeira a adotar um plano concreto de segurança nuclear foi a Grécia, nas Olimpíadas de Atenas, em 2004. A próxima foi a Alemanha, durante a Copa do Mundo de 2006.

Depois do Brasil, a China e o Reino Unidos já estão se mobilizando para ter uma estratégia de segurança nuclear pronta até 2008, nas Olimpíadas de Pequim, e 2012, quando os jogos acontecerão em Londres.

Isso está sendo um grande treinamento para nós, porque o Brasil é candidato à Copa de 2014 e quer sediar as Olimpíadas de 2016 [no Rio de Janeiro]," diz Vinhas. É importante que estejamos preparados para fazer esse tipo de monitoração em grandes eventos."

O plano de ação adotado na Grécia, na Alemanha e agora no Brasil vem da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O órgão, que promove o emprego pacífico de energia nuclear, elaborou um plano de ação na área de segurança nuclear após os atentados de 11 de setembro de 2001.

Desde então, a preocupação em garantir a segurança nuclear cresce na mesma medida da ousadia das ações terroristas. "Desde o 11 de setembro consideramos que material radioativo possa ser usado de forma criminosa, e desenvolvemos a segurança nuclear como resposta", explica Peter Colgan, especialista em segurança nuclear da AIEA.

Nos últimos seis meses, especialistas da AIEA estiveram no Brasil para treinar cerca de 30 pessoas da Comissão Nacional de Energia Nuclear. Estes, por sua vez, ficaram encarregados do treinamento dos 600 agentes da FSN e 150 da PF que agora estão na ativa no Rio, munidos de monitores portáteis para detectar radiação.

Os aparelhos são do tamanho de um telefone celular e identificam qualquer tipo de radiação. Vinhas esclarece, entretanto, que a monitoração é voltada para material radioativo, e não nuclear – termo que se aplica apenas a materiais como urânio, tório ou plutônio, que estão completamente fora de cogitação.

"O perigo não é que vai estourar uma bomba atômica, não é nada disso. Os riscos que tentamos detectar são de dois tipos: a chamada bomba suja, em que um explosivo convencional é usado para dispersar material radioativo, contaminando uma grande área; ou que alguém entre com material radioativo e contamine o ambiente, causando tumulto e pânico."

A AIEA forneceu cerca de 200 aparelhos de monitoramento para o Brasil. Enquanto alguns simplesmente detectam a presença de radiação, outros são mais sofisticados e acusam de que tipo de radiação se trata. Isso é fundamental para evitar alarmes falsos.

"A presença de radiação é mais comum do que se imagina numa população, por causa da grande quantidade de tratamentos ou exames médicos que envolvem o uso de material radioativo, como tratamentos contra câncer ou exames de medicina nuclear", explica Peter Colgan.

No caso de uma radiação ser detectada nos Pan-Americanos, portanto, um alarme não será acionado de imediato. "Se houver um caso desses no meio de uma multidão, a pessoa será colocada de lado e o pessoal da CNEN imediatamente se aproximará para verificar de que tipo de material se trata," esclarece Vinhas.

Segundo o brasileiro, o trabalho de monitoramento no Rio começou duas semanas antes do Pan. Todos os locais de realização dos jogos foram analisados, assim como os hotéis onde as delegações dos países estão hospedadas e a Vila do Pan. "A vila tem sete prédios e 1.800 apartamentos, e fizemos uma varredura por todos", conta ele.

Para apoiar os agentes a Secretaria Nacional de Segurança Pública, a CNEN mobilizou mais 250 funcionários além dos 750 agentes das polícias. A ação se estende não apenas pelos jogos, que acabam dia 29 de julho, como também pelo mês agosto, durante os Jogos Parapanamericanos.

O trabalho de cooperação com a AIEA foi feito por iniciativa do Brasil, que pediu ajuda da agência para se preparar no setor de segurança nuclear, após ver os exemplos da Alemanha e da Grécia.

O trabalho de segurança nuclear, segundo Colgan, tem três pilares: prevenção, detecção e resposta. "Ao oferecermos o treinamento, colocamos cientistas em contato com polícia, setores de inteligência, seguranças que atuam na linha de frente. Assim acrescentamos a ciência à estratégia de segurança baseada em armas, guardas, portões. E, com esse reforço, a polícia tem como responder se algo é detectado."

Além dos conhecimentos transmitidos aos brasileiros, Colgan diz que a central de emergência da AIEA em Viena, fica à disposição 24 horas por dia para oferecer suporte. "Não estamos cientes de qualquer ameaça, mas é responsabilidade do país oferecer segurança", diz, lembrando que o Brasil está recebendo 5.500 atletas de toda a América.

Fonte: Júlia Carneiro / Deutsche Welle

Anprotec coordena comitiva para conhecer parques tecnológicos europeus

Enquanto a Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados discutia, no último dia 5, a importância e o futuro dos parques tecnológicos aqui no Brasil, uma comitiva com mais de 40 pessoas, coordenada pela Anprotec, percorreu Espanha e Portugal, entre os dias 23 de junho e 7 de julho, para conhecer de perto o sucesso dos parques tecnológicos e as políticas públicas para o desenvolvimento desses mecanismos. A iniciativa é parte de uma ação estratégica, denominada de Aliança Ibero-Brasileira, formada entre a Associação Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas do Brasil (Anprotec), a Associação de Parques Científicos e Tecnológicos da Espanha (APTE) e a Associação Portuguesa de Parques Tecnológicos (Tecparques).

A missão foi planejada para desenvolver um programa formal de cooperação entre os parques tecnológicos dos países membros da Aliança, oferecendo formação técnica a gestores e dirigentes, troca de experiências, por meio de visitas técnicas, e a criação de um programa de cooperação técnica e comercial entre empresas instaladas nesses parques. De acordo com José Eduardo Fiates, presidente da Anprotec, a escolha dos países se deu em decorrência das similaridades com o Brasil, no que diz respeito à concepção e objetivos dos parques tecnológicos. “Assim como nós, os espanhóis e portugueses têm uma visão muito clara de que os parques tecnológicos são instrumentos essenciais ao desenvolvimento social e econômico local e setorial de um país”, afirma.

Para que os propósitos fossem alcançados, apostou-se na formação de uma comitiva plural e de peso, composta por dirigentes de parques tecnológicos, reitores e pró-reitores de universidades, secretários estaduais de ciência e tecnologia, um diretor e dois técnicos do Sebrae Nacional e a diretoria da Anprotec. “Um dos fatores essenciais para o êxito da missão foi justamente a oportunidade de interagirmos com os próprios membros da comitiva. Na missão estavam reunidos os principais atores de apoio e consolidação dos parques tecnológicos no país”, afirma Edward Madureira Brasil, reitor da Universidade Federal de Goiás.

Para os representantes dos parques, as experiências espanholas e portuguesas chamaram a atenção no que diz respeito à forma de constituição, ao sistema de apoio recebido e ao compromisso dos parques com o desenvolvimento local. É o que confirma Juan Carlos Sotuyo, diretor-superintendente da Fundação do Parque Tecnológico de Itaipu. “Foi uma excelente oportunidade para verificar o grau de desenvolvimento desses parques. Ficou claro que apesar de terem sido criados como instituições de direito privado, eles contam com o controle e apoio pleno dos governos regionais, do governo central e da União Européia, sempre apostando na visão do desenvolvimento regional para se ter um olhar global”, explica.

A Missão Técnica Ibero-Brasileira de Parques Tecnológicos teve duração de 15 dias, iniciando-se na Espanha, nas cidades de Málaga e Barcelona, onde a comitiva visitou os parques tecnológicos e científicos de Andaluzia e Barcelona, e participou de cursos e da 24ª Conferência Mundial da IASP. Na cidade de Lisboa, Portugal, nos dias 5 e 6 de julho, os brasileiros participaram de um seminário e conheceram o Madan Parque e o Taguspark.

Fonte: Anprotec

SBPC homenageia Oscar Niemeyer

A sessão especial desta quinta-feira (12) da 59ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em Belém, homenageou o arquiteto Oscar Niemeyer.

O evento foi transmitido pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP/MCT), por meio do serviço de conferência web, e coordenado pelo médico e pesquisador Luiz Hildebrando Pereira, do Centro de Pesquisa em Medicina Tropical.

De seu escritório no Rio de Janeiro, Niemeyer divulgou para a platéia em Belém uma breve e contundente nota que, mais uma vez, trouxe a público suas posições políticas. Niemeyer, considerado pela União Internacional de Arquitetura o maior arquiteto do século, respondeu a diversas perguntas de estudantes a cientistas em distintas áreas do saber.

Depois de ser elogiado pelo presidente da SBPC, Ennio Candotti, Niemeyer divulgou seu protesto contra "o capitalismo que disputa o poder e ofende a soberania dos povos". Para Niemeyer, mais importante do que a própria profissão é se ter uma visão mais ampla de mundo, ter interesse pelo próximo. A solidariedade foi a tônica de seu discurso.

Por conta dessa filosofia, o arquiteto vai inaugurar, em 2008, uma escola de Arquitetura e Humanidades, onde também se aprenda a pensar mais sobre soluções para o mundo atual.

Citado como mestre e gênio, Niemeyer agradeceu cada elogio, respondendo que se não houver família, amigos e a vontade de mudar o mundo, de nada adianta a criação arquitetônica.

Pessoas vindas de várias partes do País como, por exemplo, de Brasília, do Amazonas, Maranhão, Rio Grande do Norte, entre outras localidades brasileiras, emocionaram-se ao falar com o arquiteto.

Um professor da Universidade Federal de Viçosa (MG) e dirigente sindical elogiou a idéia da universidade que será inaugurada por Niemeyer. "As universidades são hoje excessivamente tecnológicas, com muita especialização, mas com pouca sensibilidade humana. As pessoas estão alienadas", disse o participante.

O diretor do Instituto Butantan (SP), Otavio Mercadante, destacou o compromisso social de Niemeyer. "O senhor está mais preocupado em formar cidadãos do que intelectuais", disse. "Sim, estou, afinal, passamos pela vida em um minuto apenas. Devemos nos organizar, participar mais", concluiu o arquiteto que completa 100 anos de idade em dezembro.

Fonte: Rnp / Agência CT

1º Simpósio de Pesquisa em Ensino e História de Ciências da Terra e 3º Simpósio Nacional O Ensino de Geologia no Brasil

Quais são os desafios para relacionar ciências, conhecimento da Terra e construção de uma civilidade ambiental do século 21? Qual o papel dos conhecimentos geocientíficos na educação científico-tecnológica nos dias de hoje?

Essas são algumas das questões principais que nortearão os debates durante o 1º Simpósio de Pesquisa em Ensino e História de Ciências da Terra e o 3º Simpósio Nacional O Ensino de Geologia no Brasil, que serão realizados conjuntamente de 4 a 9 de setembro, em Campinas (SP).
Com promoção do Programa de Pós-Graduação em Ensino e História de Ciências da Terra do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), os eventos pretendem enfocar trajetórias e perspectivas da pesquisa e do ensino de geociências, bem como seus nexos com a história das ciências naturais no Brasil.

O prazo para inscrição e envio de trabalhos termina em 21 de julho. Também participam da organização a Sociedade Brasileira de Geologia, o Fórum Nacional de Cursos de Geologia e a Faculdade de Educação da Unicamp, onde será realizado o simpósio.

Mais informações pelo sítio, pelo e-mail ou (19) 3521-4568.

Fonte: Agência Fapesp

11th International Conference on Diffuse Pollution

O 11th International Conference on Diffuse Pollution e o 1st Joint Meeting of the International Water Association Diffuse Pollution and Urban Drainage Specialist Groups serão realizados de 26 a 31 de agosto, em Belo Horizonte, para apresentar e discutir novas técnicas de diagnósticos das causas de poluições na água e no solo.

Os eventos são voltados a técnicos, pesquisadores, estudantes, gestores e empresários ligados à engenharia ambiental e recursos hídricos, provenientes do Brasil e do exterior.

A organização é da International Water Association, da Universidade Federal de Minas Gerais e da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental.

Dentre os temas a serem debatidos estão “impacto das atividades agriculturais”, “estratégias para o controle de poluição difusa”, “qualidade de água dos rios”, “dos lagos e dos reservatórios” e “poluentes emitidos por sistemas de drenagem urbanos e por seus impactos”.

Os encontros ocorrerão no Hotel Ouro Minas, na avenida Cristiano Machado, 4001.

Mais informações pelo sítio, pelo e-mail ou (11) 3522-8164.

Fonte: Agência Fapesp

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançou quatro novas chamadas públicas, em um montante de R$ 55 milhões. Serão apoiados os setores aquaviário, de microeletrônica e de logística de transporte, além de infra-estrutura em universidades federais.

Esta última é a chamada que dispõe do maior valor disponível. São R$ 30 milhões destinados ao apoio à implantação de infra-estrutura de pesquisa nos campi regionais de universidades federais. Cada instituição participa com apenas uma proposta, que poderá contemplar até quatro campi localizados fora do município-sede da universidade. O valor máximo de cada projeto deve ser de R$ 1,5 milhão. As propostas devem ser enviadas até 5 de setembro.

A chamada para a área de microeletrônica tem R$ 10 milhões para apoiar projetos cooperativos de pesquisa, desenvolvimento e inovação de dispositivos semicondutores e optoeletrônicos que resultem em produtos visando à competitividade tecnológica da indústria brasileira em tecnologias de informação, comunicação, eletroeletrônica e de automação, entre outras. Deve haver parceria entre a instituição científica e tecnológica e empresas brasileiras de qualquer porte, e o valor solicitado deve ficar entre R$ 500 mil e R$ 2,5 milhões. O prazo para envio de propostas é 27 de agosto.

Transportes aquaviários e construção naval terão R$ 10 milhões, principalmente para a substituição de importações e busca de novos mercados. A segurança da navegação e a tecnologia de embarcações são alguns dos temas de interesse. As propostas devem ser enviadas até 10 de setembro, com valor máximo individual de R$ 800 mil.

Para melhorar o escoamento da safra agrícola do país, estarão disponíveis R$ 5 milhões para projetos que melhorem a logística de transporte nos corredores Noroeste, Centro-Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O prazo para envio de propostas é 22 de agosto.

Mais informações no sítio da Finep.

Fonte: Agência Fapesp

Potencial da neurociência brasileira

“As neurociências são uma área em que as grandes descobertas estão apenas começando. Com investimentos maciços em pesquisas no setor, o Brasil pode aproveitar uma chance de ouro, largar na frente e se posicionar na fronteira científica.”A opinião é de Luiz Carlos de Lima Silveira, professor do Departamento de Fisiologia da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Nesta quinta-feira (12/7), na 59ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Belém, Silveira comparou o atual desenvolvimento das neurociências com o estágio em que estavam a astrofísica a partir de Einstein e a biologia a partir da descoberta da estrutura do DNA.

“Temos três grandes questões científicas básicas: o que é o Universo, o que é a vida e o que é a consciência. Há cem anos não tínhamos nem mesmo uma vaga construção teórica para levantar hipóteses sobre uma das três. Hoje, a astrofísica e a biologia molecular respondem às duas primeiras. A neurociência, que responderá à terceira, está dando seus primeiros passos", afirmou.

Segundo Silveira, no entanto, quando o Brasil começou a atuar em astrofísica e biologia molecular, países desenvolvidos haviam disparado na frente. Mas, esse não é o caso das neurociências – ainda. “O primeiro artigo que estabeleceu um arcabouço teórico que permite identificar os requisitos para a formação de uma consciência, publicado em 1998, foi Consciência e complexidade, de Giulio Tononi e Gerald Edelman, na revista Science.”

Na visão do professor, a neurociência, nos próximos anos, terá uma evolução tão importante quanto a que tornou possível a observação de planetas além do Sistema Solar e da composição das estrelas, ou a que permitiu o seqüenciamento de genomas.

“Desvendar a consciência terá um impacto na maneira de compreender o mundo cuja dimensão nem conseguimos imaginar. Podemos esperar que a neurociência levará à cura de todas as doenças degenerativas e até ao armazenamento da experiência consciente em suportes externos. O mundo todo está iniciando essa corrida e temos a chance de sair na frente”, destacou.

Silveira é o coordenador da Rede Instituto Brasileiro de Neurociência (IBN Net), composta por 30 grupos de pesquisa de neurociências, formados por pesquisadores de 11 institutos de ensino superior sediados no Pará, Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo. Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A fundação da rede, em janeiro de 2007, está ligada ao objetivo de impulsionar a neurociência no Brasil.

Segundo ele, a rede, com apoio principalmente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), tem entre seus objetivos realizar projetos conjuntos, comparar dados e discutir novos procedimentos e tecnologias, “em torno de múltiplos aspectos das bases morfofuncionais de organização do sistema nervoso e dos fenômenos de neurodegeneração que acometem os seres humanos e representam problemas de saúde de enorme relevância para o país”.

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

Eliminar o excesso de umidade nas instalações e bebedouros preserva a saúde do rebanho

Para manter a saúde do rebanho o produtor deve se preocupar com detalhes que, muitas vezes, podem passar despercebidos. Preservar cochos e bebedouros sem umidade excessiva, por exemplo, é uma medida simples que pode evitar transtornos e prejuízos. O zootecnista Haroldo Queiroz, da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), dá as dicas de como evitar o problema.

O excesso de umidade em torno dos cochos e bebedouros, a lama e as poças d’água que se formam nesses locais são indesejáveis porque aumentam o risco de acidentes com animais, levando a fraturas de membros. “O risco se torna maior pela combinação de terreno escorregadio com o aumento da competição pelas áreas mais secas nas proximidades do cocho ou bebedouro”, afirma o zootecnista da Embrapa Gado de Corte, Haroldo Queiroz.

Outro problema causado pela umidade é o apodrecimento da madeira das instalações, afundando as pernas e desnivelando o cocho do telhado de cobertura, o que pode ocasionar até o seu tombamento. A movimentação e a erosão do solo também podem provocar rachaduras na alvenaria dos cochos e bebedouros e inutilizá-los por completo.A água empoçada próxima a essas instalações também dificulta o abastecimento manual ou mecânico dos cochos, além de favorecer a reprodução e multiplicação de micróbios patogênicos (por exemplo bactérias causadoras de diarréia nos bezerros) e de parasitas.

A concentração de animais, a proximidade entre eles no momento de beber a água, lamber o sal e comer os suplementos torna os cochos um local favorável à transmissão de doenças e parasitas pelo contato direto entre os animais, pelo contato dos animais saudáveis com secreções e fezes dos animais contaminados.

A umidade do local, a lama e a água empoçada prolongam a sobrevivência dos parasitas e microorganismos além de espalhar o inóculo aumentando a probabilidade de contaminar outros animais. A combinação de fezes e umidade favorece também multiplicação de moscas parasitárias, como a mosca-dos-chifres, e de moscas transmissoras de doenças.

As principais medidas a serem tomadas para evitar a formação de lama e erosão em torno dos cochos e bebedouros são a escolha do local, a drenagem da área e o capeamento solo.

“Para evitar o acúmulo de umidade ou empoçamento de água, o local escolhido para a instalação do cocho ou do bebedouro deve ser convexo e nunca uma baixada ou concavidade do terreno e para evitar erosões o local deve ser plano e alto. Se não for possível, deve ter pouca declividade e estar longe de vertentes, aqueles locais por onde corre a enxurrada. Os locais com solo arenoso, permeável e bem drenado são preferíveis aos locais de solo argilosos”, ensina Queiroz.

Caso seja necessário fazer essas instalações em local inclinado, a área de concentração dos animais, o “malhadouro”, deve ser drenada com canaletas cavadas no solo com um “V” apontando para a parte mais alta do terreno.

Se essas medidas forem insuficientes, a formação de lama deve ser evitada pelo capeamento impermeabilizante do local. Neste caso os revestimentos mais indicados são o cascalho e o concreto. Sob a orientação de um zootecnista, outras soluções, sozinhas ou combinadas com as anteriores podem ser consideradas, a depender do custo e das características do local a ser protegido.

O cascalhamento do local é uma solução simples, rápida e de baixo custo de implantação, embora seja de baixa durabilidade, exigindo reposições trienais, bienais e, em alguns casos, até anuais. O cascalho, posto numa camada de 20 a 30 cm, deve recobrir uma largura equivalente ao comprimento de dois bois e meio a partir das bordas do bebedouro ou comedouro. Depois de espalhado no local o cascalho deve ser compactado com a roda do trator ou com socadores manuais. O cascalho utilizado é mesmo empregado no revestimento de ruas. Deve-se, entretanto, ter o cuidado de remover ou quebrar as pedras com diâmetro maior que 10 cm.

Outra opção é o revestimento do local com uma camada de 10 cm de concreto. “Esta solução tem um custo de implantação mais elevado, porém mais baixo a longo prazo, já que um concreto de traço adequado tem durabilidade superior aos trinta anos utilizados no cálculo de sua depreciação”, explica o zootecnista. Neste caso os cochos e bebedouros devem ser calçados numa distância de 2 m de largura. Para o revestimento de 10 cm o traço, a proporção dos ingredientes, mais indicado é o 1:2:3 (cimento:areia:pedra) com 25 litros de água para cada saco de cimento. A pedra recomendada é uma mistura, meio a meio, das britas número 1 e 2.

Esse traço consome 345 kg de cimento, 487 litros de areia seca, 365 litros de brita 1, 365 litros de brita 2 e 181 litros de água por metro cúbico de concreto, o suficiente para 10 m² de piso ou 5 m lineares de calçada. Este concreto deve ser reforçado com uma armação de vegalhões de aço (6 mm de diâmetro) dispostos a cada 20 cm , demandando 10 m / m², mais 1 m para cada 2 m de borda, e amarrados com 4 m de arame comum.

Caso os cochos sejam compridos, ou a calçada do bebedouro do bebedouro circular tenha um perímetro longo, é necessário deixar, no concreto, vãos de dilatação a cada 2 m de calçada.

Para cada m2 de calçamento serão necessários 35 kg de cimento, 50 litros de areia seca, 40 litros de brita 1, 40 litros de brita 2, 20 litros de água, 12 m de vergalhão de 6 mm e 4 m de arame.

Fonte :Adriana Brandão / Embrapa